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Arquivo da Categoria Defesa

22/11/2009 - 08:35

O sonho da fusão nuclear

Por Roberto São Paulo/SP

Brasil participa de esforço internacional para desenvolvimento da fusão nuclear

Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). INFORME CNEN , 003 – 06/05/2009

Um convênio entre o Brasil e a Comunidade Européia de Energia Atômica (Euratom), vai permitir que pesquisadores brasileiros participem do International Thermonuclear Experimental Reactor (ITER), esforço conjunto de diversos países para construção de um reator de fusão nuclear de grande porte.

Através da Rede Nacional de Fusão (RNF), presidida pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), o Brasil vem articulando os investimentos nacionais para o desenvolvimento desta tecnologia.

Um laboratório destinado a pesquisas na área da fusão nuclear deverá ser construído na cidade de Cachoeira Paulista (SP) e fará parte da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento da CNEN…………..

…………. Apontada como uma alternativa energética limpa e com capacidade de suprir grandes demandas de energia, a fusão nuclear controlada teve sua viabilidade demonstrada pela comunidade científica internacional na década de 90 com equipamentos denominados tokamaks. Os primeiros experimentos bem-sucedidos foram realizados na Europa, com o tokomak JET (Joint European Torus); e nos Estados Unidos, com o tokamak TFTR (Tokamak Fusion Test Reactor). Ambos baseiam-se em um dispositivo de confinamento magnético de plasmas termonucleares, originalmente concebido por cientistas russos.

No entanto, ainda são necessários vários aperfeiçoamentos técnicos que possibilitem seu uso como fonte energética.

Os maiores avanços concentram-se no Projeto ITER, protótipo de reator de fusão nuclear que será construído na cidade de Cadarache, na França.
O projeto é resultado de um programa de colaboração internacional que reúne Comunidade Européia, Suíça, Rússia, Japão, Estados Unidos, China, Coréia do Sul e Índia.

A participação do Brasil vinha sendo analisada há algum tempo e esta foi uma das razões para a criação da RNF, em 2006…………….
………O convênio que o Brasil está elaborando com a Euratom prevê que o País concentre esforços na pesquisa de alguns pontos do projeto ITER.
O secretário executivo da RNF e diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Ricardo Galvão, acredita que os pesquisadores brasileiros poderão colaborar principalmente com pesquisas referentes a sistemas de diagnóstico de plasma, desenvolvimento de materiais da primeira parede do reator e sistemas remotos de controle e aquisição de dados.
Em contrapartida, o Brasil terá acesso a experimentos que reúnem o que há de mais avançado na área da fusão nuclear.

O Laboratório Nacional de Fusão Nuclear será fundamental para o desenvolvimento de pesquisas nacionais nesta área.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) já cedeu parte de sua área em Cachoeira Paulista a CNEN. A construção da nova unidade poderá começar já no próximo ano……………..

http://www.cnen.gov.br/noticias/lst-noticias-informe.asp?ano=2009&num=3

Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa, Tecnologia Tags:
14/11/2009 - 16:06

A negociação do FX

Por EDSON MEDEIROS

A Dassault está jogando para ganhar

De O Globo

Caças: Na reta final da concorrência, Dassault oferece itens adicionais para tentar vender o Rafale para o Brasil

RIO – Na reta final da disputa por um contrato de venda de 36 jatos de combate à Força Aérea Brasileira (FAB), o governo da França – cuja empresa Dassault concorre com o seu modelo Rafale contra a americana Boeing e a sueca Saab – acrescentou alguns itens ao pacote que já havia oferecido ao Brasil. Um deles é a possibilidade de, ao longo do acordo, a Embraer vir a desenvolver uma versão mais moderna daquele avião e, eventualmente, exportá-lo para a própria França.

Tal possibilidade está embutida no fato de que na prometida transferência de tecnologia daquela aeronave, sem quaisquer restrições, estaria incluída a cessão dos seus códigos-fonte – coração e cérebro do avião. São as linhas de código dos programas que controlam tanto o sistema de armas (mísseis e computadores de bordo), quanto os radares, os motores, e superfícies móveis (como os lemes) do caça.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa Tags: , , ,
12/11/2009 - 09:03

Submarinos nucleares

Por Paulo Cezar

E foi iniciada a construção do estaleiro de submarinos nucleares.

“Marinha solicita licença prévia ao Ibama para construção de estaleiro e base

DIRETORIA-GERAL DO MATERIAL

AVISO DE LICENÇA

A MARINHA DO BRASIL – Diretoria-Geral do Material da
Marinha – DGMM , inscrita no CNPJ 00.394.502/0163-00, com sede
na rua Primeiro de Março 118, Edifício Barão de Ladário, 10º; 11º e
12º andares, Centro, Rio de Janeiro – RJ, torna público que requereu
ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente – IBAMA, a Licença Prévia
para o empreendimento denominado “Estaleiro e Base Naval para
Construção de Submarinos Convencionais e de Propulsão Nuclear”
no Município de Itaguaí, Estado do Rio de Janeiro. Foi determinada
a realização de Estudo de Impacto Ambiental com emissão de Termo
de Referência.

JOSÉ ALBERTO ACCIOLY FRAGELLI
Coordenador-Geral do Programa de Desenvolvimento
de Submarino com Propulsão Nuclear”

Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa, Tecnologia Tags: , , , ,
16/10/2009 - 09:54

Os últimos lances no FX

Por Helio Constantino

Olá Nassif,

Como a partidarizada mídia não encontrou nada que pudesse comprometer o governo Lula, o projeto FX-2 foi esquecido.

Mas olha o que saiu no defesanet http://www.defesanet.com.br/01_lz/fx2/01_cf_ri.htm

Rafale International detalha

proposta a Deputados Federais

Brasília, 14 de outubro de 2009 – Comprometida com a oferta de sólido apoio ao desenvolvimento da capacidade tecnológica e industrial brasileira em sua proposta ao Governo Brasileiro para a aquisição da próxima geração de aeronaves de combate – programa FX-2 –, o consórcio Rafale International, formado pelas empresas francesas Dassault Aviation, Snecma (grupo SAFRAN) e Thales e seus fornecedores, apresentou nesta quarta-feira detalhes da proposta à Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa Tags: , , ,
13/10/2009 - 14:37

O KC-390 da Embraer

Por Luiz Guilherme Menezes Lopes

O KC-390, a ser desenvolvido pela Embraer, será um concorrente competitivo no mercado internacional de aeronaves destinadas ao transporte de tropas e de carga.

Nos próximos 15 anos, cerca de 700 aeronaves dessa categoria deverão ser subtituídas por modelos mais novos, e por isso, a Embraer, com o apoio do governo federal, deverá lançar-se nesta empreitada.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa, Tecnologia Tags: ,
18/09/2009 - 06:35

Asa Delta e pés de pato

Da Folha

CLÓVIS ROSSI

De armas e perguntas

SÃO PAULO – Tentemos uma olhar brasileiro sobre a decisão do presidente Barack Obama de cancelar o escudo antimísseis que seu antecessor queria erguer na Polônia e na República Tcheca. Ontem, Obama anunciou que, em vez dele, adotará uma nova “arquitetura de defesa” que garante ser mais segura, de mais rápida implantação e mais barata.

A nova “arquitetura” será formada por sensores e interceptadores tanto a bordo de navios como em terra. Motivo da troca: a mais recente avaliação da inteligência norte-americana informa que o Irã -contra o qual se ergueria o escudo e se erguerá o novo modelo- desenvolve mais rapidamente do que o previsto seus mísseis de alcance curto e médio, e mais lentamente os intercontinentais.

(…) Passemos então às perguntas, que, juro, não carregam implícita nenhuma resposta.

Vamos a elas: o novo modelo, informa a Casa Branca, se tornou possível graças ao desenvolvimento tecnológico tanto na área de detecção de mísseis como de interceptação. Pergunta: essa tecnologia não seria muito mais interessante e mais orientada para o futuro do que os submarinos convencionais e nucleares ou os aviões que estão para ser comprados para a Força Aérea, seja qual for o modelo afinal escolhido?

Explico a pergunta: transferência de tecnologia é a chave para o negócio com a França, certo? Se os EUA topam transferi-la, quanto mais moderna a tecnologia, melhor, certo? Dois: para defender o pré-sal e a Amazônia, como se alega, um sistema moderníssimo de sensores e interceptadores não é a arma mais conveniente?

Comentário

Será promovido a general. As tropas chegarão ao local conflagrado de asa delta, se por ar, com pés de pato, se por mar. Aliás, seria conveniente ler algo a respeito do projeto Sivam, se a intenção é monitoramento da Amazonia.

Quanto à transferência de tecnologia dos EUA, simples. Aliás, tão simples que não entendo porque as Forças Armadas estão quebrando a cabeça desde 2000.

Basta mandar um email para o Obama, pedindo para que mande a tecnologia escolhida. Ele vai mandar na hora tudo. Sem problema. Ele é o cara.

PS – A análise foi considerada tão relevante, que a Folha deu chamada de primeira página.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa Tags: ,
11/09/2009 - 15:57

Os caças suecos

Por Henrique

Suecos se manifestam sobre a compra pelo Brasil dos caças:

“Sarkozy é realmente um grande vendedor”

Klécio Santos

Zero Hora

Bengt Janér, Diretor da SAABDiretor-geral no Brasil da SAAB, que fabrica o caça sueco Gripen, Bengt Janér, rompeu ontem o silêncio. Em entrevista a Zero Hora, falou das vantagens do seu avião em relação ao francês Rafale e ao americano F-18. Se mostra resignado com o favoritismo francês, mas põe em xeque a escolha de uma empresa que estaria abalada financeiramente pela crise. A seguir, os principais trechos:

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa, Tecnologia Tags: , ,
10/09/2009 - 12:26

O Centro de Lançamentos de Alcântara

Rescaldo da conversa com o Ministro da Defesa Nelson Jobim:

A proposta do Ministério da Defesa é que o Acordo Militar com a França precisa necessariamente ficar na esfera da Presidência da República, porque é transversal: abarca vários Ministérios. Está-se pensando nessa modelagem.

Em relação à questão espacial, está sendo discutida a fabricação de satélites brasileiros, em dois planos: satélites para monitoramento das águas jurisdicionais brasileiras (4,5 milhões de km2) e satélites para monitoramento das fronteiras terrestres, do Amapá até o Paraná – abarcando fronteira amazônica e cerrado.

Caso complexo é o Centro de Lançamento de Satélites de Alcântara.
Inicialmente, estavam previstos 80 mil hectares. Imediatamente após a definição, o INCRA demarcou 78 mil ha como terras quilombosas. Sobraram 8 mil, o que daria, no máximo, para três bases de lançamento, já que cada qual necessita 5 km de distância da outra.

Jobim levou o caso a Lula, que mandou reexaminar a demarcação. Considerou-se um desperdício o melhor centro de lançamentos do mundo dispor de apenas três bases.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa, Movimentos Sociais Tags: , , ,
10/09/2009 - 09:28

Os custos do Rafale

Por Paulo Subtil

Senhores , é bom nos informarmos antes de emitir opiniões;

Segundo alguns aqui o caça Rafale é “sucata francesa” , pois então vejamos;

“O Rafale nasceu da decisão da França de continuar sozinha no projeto do seu caça, ao invés de dividir os custos com a Alemanha, Itália, Espanha e Inglaterra, no projeto do Eurofighter.

O custo de desenvolvimento do Rafale foi alto, o que é natural para um projeto dessa sofisticação. O programa chegou a ser suspenso pelo governo francês, visando negociar a redução de custos pelo fabricante.

O custo total do programa em 2008 era em torno de €39,6 bilhões, o que dá €138,5 milhões por aeronave. O preço “flyaway”, em 2008, era de €64 milhões para a versão C (Força Aérea), e €70 milhões para a versão naval. Do total do custo do Rafale, 30% é referente à parte eletrônica.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa Tags: , ,
10/09/2009 - 09:05

O histórico da licitação FX da FAB

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 10/09/2009

A partir de uma conversa exclusiva com o Ministro da Defesa Nelson Jobim.

O assunto FX (licitação de jatos para a FAB) começou no governo Fernando Henrique Cardoso (FHC). No final de 2002 a FAB tinha terminado o processo de análise das propostas, quando o Chefe da Casa Civil, Pedro Parente, iniciou o processo de transição para o governo Lula. FHC decidiu, então, suspendeu o projeto.

No dia 2 de janeiro de 2003, a FAB tinha completado o relatório de três projetos: o do FX, o de aviões cargueiros e o de aviões patrulha.

***

Foi liberada para prosseguir no projeto de cargas, que deu origem à compra de dois aviões de transporte da espanhola EADS-CASA. E também o P3, avião patrulha, uma parafernália de computadores aproveitando o casco dos velhos Electra 2 – avião adequado por causa de sua altura.

***

Esse projeto está sendo tocado em Sevilha, com a participação da brasileira Atech – empresa de sistemas que participou do SIVAM. Os CASA já foram adquiridos e o P3 deve estar no Brasil no final do ano.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Defesa, Diplomacia Tags: , , , ,
09/09/2009 - 17:27

Os bloqueios à transferência de tecnologia

Do Portal Luís Nassif

Outro trabalho importante disponível no Portal e que foi apresentado no 62o Fórum de Debates do Projeto Brasil: as dificuldades em adquirir tecnologia, equipamentos ou meras peças para o setor militar.

O trabalho foi apresentado pelo Brigadeiro Engenheiro Venâncio Alvarenga Gomes, do Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial.

Por macedo

Um exemplo deste bloqueio ocorreu durante o desenvolvimento do radar Saber M60 da Orbisat, quando os EUA não permitiram exportação de uma cerâmica utilizada na fabricação dos filtros.

Clique aqui.

Trecho extraído do artigo:

“Salvação – O engenheiro João Moreira afirma que filtros produzidos com esta cerâmica representam uma solução de vida ou morte para a empresa. “Nós compramos filtros dos Estados Unidos, mas eles proíbem sua utilização para fins de defesa. Concordaram em nos fornecer para fins experimentais, mas deverão suspender a autorização para exportação no futuro próximo, quando nossos radares forem produzidos em escala”.

Por André Borges Lopes

Alem dos casos de embargo tecnológico relatados no slideshow acima, há quatro outros casos emblemáticos envolvendo a Embraer e FAB:

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa Tags: , ,
09/09/2009 - 13:35

Exclusivo: o Acordo Militar Brasil-França

Conversei agora com o Ministro da Defesa Nelson Jobim, sobre as negociações com os franceses da licitação FX – os caças da Força Aérea Brasileira.

O quadro é o seguinte.

Em abril de 2008, Lula mandou reativar o projeto, que tinha sido paralisado devido à crise econômica de 2005. Incumbida de levantar as propostas, a FAB pediu novas informações aos concorrentes. Cinco haviam se apresentado: a Boeing F/A18, a Dassault Rafale, a Eurofighter Typhoon, a Lockeed MArtin F-16, a Saab Gripen e o Sukhoi Su-35.

Em outubro, foram eliminados a Eurofighter, a Lockeed e o Sukhoi. O primeiro, pelo fato de ser um consórcio europeu de vários países, o que dificultaria a transferência de tecnologia. A Lockheed Martin, por não haver informações mais precisas sobre o controle que detinha sobre a tecnologia. E a Sukhoi por não aceitar falar em transferência de tecnologia. Ficaram F18, da Boeing, o novo Gripen NG, que ainda não existe, e o Rafale.

A FAB prosseguiu com os trabalhos e, em outubro de 2008, pediu para as três finalistas a oferta final. Começou a trabalhar, então, em um relatório com os detalhes técnicos das propostas, aspectos individuais dos aviões, preço e custo de manutenção.

As promessas de Sarkozy

Enquanto os trabalhos prosseguiam, surgiram os primeiros sinais da aproximação do presidente francês Nicolas Sarkozy com o presidente Lula. O francês manifestou intenção de se anunciar os termos do acordo militar Brasil-França no dia 7 de Setembro.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa Tags: , , , , , ,
09/09/2009 - 10:51

Acordo Militar: comprando conhecimento

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 09/09/2009

Ao longo de sua história, o Brasil assinou alguns acordos militares.

De 1922 a 1936, o Exército brasileiro foi modernizado devido à atuação da chamada Missão Francesa.

Depois da Segunda Guerra foi firmado um acordo militar com os Estados Unidos. Iniciaram a Guerra Fria e o Brasil pretendia ser o sentinela no Cone Sul. Com receio de uma corrida armamentística com a Argentina de Perón, os EUA só venderam sucatas para a Marinha brasileira.

Dos anos 50 em diante, o Brasil procurou se aproximar da Alemanha, para fugir ao embargo imposto pelos norte-americanos ao desenvolvimento da energia nuclear.

***

Agora, chega-se ao Acordo Militar com a França.

É acordo de larga envergadura e não apenas pelos valores envolvidos. A França pretende vender ao Brasil 36 aviões Rafale, de última geração, e um submarino nuclear. Em troca, adquirirá dez e aviões KC-390, de transporte militar, fabricado pela Embraer.

Mais que isso, permitirá a transferência de tecnologia e o desenvolvimento conjunto de equipamentos e do próprio avião, além do domínio da construção de submarinos movidos a propulsão nuclear.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Defesa Tags: , , ,
08/09/2009 - 10:45

A Embraer e a transferência tecnológica

Nos anos 80, a Embraer fechou um acordo de parceria tecnol]ogica com os italianos, para a construção do modelo AMX.

Até então, a empresa só fabricava turbo-hélices, aviões de 50 lugares, como o Bandeirantes e a Brasília e o Tucano.

O AMX era subsônico. Mas permitiu à Embraer entender os princípios dos jatos, do motor à aerodinâmica.

Dessa experiência nasceu a família 145, que transformou a Embraer em um dos grandes players mundiais na área da fabricação de aviões.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa Tags: ,
06/09/2009 - 11:07

A bomba atômica brasileira

Do JB Online

Brasil já tem tecnologia para desenvolver bomba atômica

Vasconcelo Quadros

Uma revolucionária tese de doutorado produzida no Instituto Militar de Engenharia (IME) do Exército – Simulação numérica de detonações termonucleares em meios Híbridos de fissão-fusão implodidos pela radiação – pelo físico Dalton Ellery Girão Barroso, confirma que o Brasil já tem conhecimento e tecnologia para, se quiser, desenvolver a bomba atômica. “Não precisa fazer a bomba. Basta mostrar que sabe”, disse o físico.

Mantida atualmente sob sigilo no IME, a pesquisa foi publicada num livro e sua divulgação provocou um estrondoso choque entre o governo brasileiro e a Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA), responsável pela fiscalização de artefatos nucleares no mundo inteiro. O pesquisador desenvolveu cálculos e equações que permitiram interpretar os modelos físicos e matemáticos de uma ogiva nuclear americana, a W-87, cujas informações eram cobertas de sigilo, mas vazaram acidentalmente.

Continua

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa Tags: ,
06/09/2009 - 07:47

O acordo militar com os franceses

Clique aqui para o clipping sobre o acordo militar com os franceses.

Clique aqui para o material da Folha sobre o acordo nuclear com os franceses – inclusive o artigo do Jânio de Freitas, afirmando que as decisões foram de civis, com os militares indo a reboque.

Acompanhei por bom tempo essa discussão.

No Projeto Brasil realizamos alguns seminários, tive contato estreito com o Almirante Allan Arthou – responsável por algum tempo pelo programa de enriquecimento de urânio da Marinha -, tive a honra até de receber uma comenda da Marinha. E, ao contrário do que Jânio diz, sempre foi claro para mim a adesão da Marinha ao submarino francês. Provavelmente há setores dissidentes, fontes do Jânio, mas não têm relevância na Marinha. Os responsáveis técnicos, assim como o alto comando, sempre apostaram nos submarinos franceses.

Clicando aqui você vai à página do Portal Luís Nassif, com os vídeos do último seminário que realizamos sobre o tema. A ideia de que os alemães fabricam submarinos convencionais que podem ser aperfeiçoados para nucleares lembra a história do analista de sistemas que diz que pode desenvolver qualquer programa, até um de mapeamento geológico da lua.

Poder, pode. Mas a que custo e tempo? E quem bancaria o desenvolvimento? O Brasil, é óbvio, assim como ocorreu com o fracassado programa de jatos centrífugos do Acordo Nucelar, no qual o Brasil entrou com uma grana preta para que os alemães desenvolvessem o sistema de enriquecimento de urânio. E não funcionou. O que funcionou foi o desenvolvimento de uma tecnologia própria.

No governo FHC ainda, quando se lançou a licitação FX, éramos bombardeados diariamente com contrapropaganda de todas as partes. Franceses mostrando insucessos de suecos; e vice-versa. Depois, na dos submarinos, franceses mostrando que os alemães não deram certo na Grécia; os alemães mostrando que os franceses não deram certo na Índia. Ou versa-vice.

Era tanta informação técnica que não ousei emitir julgamento sobre o tema – por absoluta falta de formação técnica. Preferi confiar nas conversas com os diversos técnicos da Marinha e das Forças Armadas em geral, assim como no conteúdo dos três seminários que fizemos sobre o tema.

Fora os aspectos técnicos, o que ficava claro era o seguinte.

• Para o Brasil interessava o acordo que permitisse transferência de tecnologia.

• Os EUA têm a melhor tecnologia, mas há vetos – inclusive do Congresso – para qualquer transferência para outros países. Recentemente, a Embraer não pode vender Super Tucanos porque a aviônica era norte-americana.

• Pelas limitações do acordo pós-guerra, a Alemanha não tem tecnologia nuclear.

• O país que mais estava disposto a transferir tecnologia era a França.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa Tags: , ,
04/09/2009 - 11:00

A indústria da defesa

Do Portal Luís Nassif

Dois documentos importantes sobre a estratégia montada para a indústria de defesa nacional.

Aqui

nelson-jobim-1

uma entrevista com Nelson Jobim, Ministro da Defesa, feita em fins de 2007. Nela, ele descreve o processo de definição da nova estratégia de defesa.

E aqui, provavelmente a última gravação do grande engenheiro Verdi, o fundador da Avibrás, que pouco depois desapareceria em um acidente de helicóptero.

Clique aqui para ir à página com os vídeos do Seminário.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa Tags: , ,
03/09/2009 - 07:47

O Senado autoriza financiamento de submarinos

Da Folha

Senado autoriza empréstimo de R$ 11,7 bi para 4 submarinos

Pedido para a compra de 50 helicópteros também passou

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O governo pediu e o Senado autorizou ontem a contratação de empréstimo de 4,32 bilhões de euros (R$ 11,65 bilhões) que será destinado, entre outras coisas, à construção de quatro submarinos no Brasil.
O governo irá assinar contrato com a França no dia 7 de Setembro para a compra de quatro submarinos convencionais (diesel-elétricos) Scorpene, a construção de uma base e um estaleiro em Itaguaí (RJ) e a transferência de tecnologia de casco e cibernética para a execução de um submarino de propulsão nuclear brasileiro.

O plenário do Senado também aprovou outro empréstimo, no valor de 1,76 bilhão de euros (R$ 4,75 bilhões) para a compra de 50 helicópteros de médio porte para uso das Forças Armadas.

Os projetos foram encaminhados ao Senado na última quarta-feira e aprovados em tempo recorde: apenas dois dias. Anteontem, foram votados na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) e ontem no plenário.

Como é assunto privativo do Senado, o texto não segue para a Câmara.

As aeronaves serão compradas do consórcio Helibras e Eurocopter, entre 2010 e 2016. O comando da Aeronáutica ficará com 18 unidades e os do Exército e Marinha 16 cada.

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02/09/2009 - 08:46

Submarinos alemães e franceses

Por Carlos A. L. Andrade

Nassif: Postei no meu blog da Comunidade matéria que pode ser interessante nesta antevéspera do acordo com a França para os submarinos. Sob o título “Uma verdade incômoda” é um documento que pode se dar a debate. Diz: Navegando pelos diversos sites de meu favoritos, acabei por encontrar um documento que parece não ter sido devulgado pela grande mídia e diz dos bastidores da negociação da Marinha do Brasil com os franceses em torno da construção de submarinos, base naval, casco para um submersível nuclear e transferência de tecnologia. O rescaldo do noticiário publicado até agora procura mostrar que a alemã HDW ofereceria mais vantagens ao país com preços mais baixos que os propostos pelos gauleses e que todo… Continuar

Clique aqui.

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25/08/2009 - 07:30

A volta da Engesa

Do Blog Defesa BR

Governo Prepara Holding Bélica Chamada Engesaer

A volta da Engesa

Acordo sigiloso com o grupo europeu EADS retoma marca histórica da indústria bélica

Claudio Dantas Sequeira

No dia 7 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu convidado, Nicolas Sarkozy, da França, terão um motivo a mais para comemorar. Além de assinarem o contrato de fornecimento dos 51 helicópteros de transporte militar EC-725, lançarão a pedra fundamental da “Engesaer”, holding que tomará a frente das iniciativas de transferência de tecnologia no âmbito da Estratégia de Defesa Nacional.

A marca Engesa fez história no País entre as décadas de 70 e 80, quando figurou como importante indústria de material bélico, exportando caminhões militares e blindados leves para 18 países. Espera-se reeditar o sucesso da época e levar o Brasil de volta ao seleto grupo de fabricantes de armamentos.

No comando da iniciativa está o coronel reformado Oswaldo Oliva Neto, irmão do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e ex-assessor do ex-ministro Luiz Gushiken, quando esteve à frente do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da Presidência, depois transformado em Ministério.

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18/08/2009 - 09:43

Submarino nuclear: ter ou não ter

Jânio de Freitas tem feito um bom trabalho para cobrar esclarecimentos para aspectos obscuros do acordo com a França, para aquisição de caças e de submarino nuclear.

Mas hoje confundiu claramente as bolas.

Sua coluna explora duas linhas de raciocínio (clique aqui).

Na primeira, procura demonstrar que é falso o argumento de que a França irá transferir tecnologia nuclear ao Brasil.

A transferência de tecnologia nuclear fere acordos internacionais, inclusive compromissos com a ONU, tanto por parte de quem proporcione como de quem receba as informações tecno-científicas.

Nem por isso o então presidente De Gaulle deixou de surpreender-se ao descobrir que seu país instruíra os israelenses. Assim como o também presidente Kennedy, com informações de seus serviços secretos, foi ludibriado quando quis ver a central nuclear de Israel: montaram às pressas para mostrar-lhe, confiantes em seu desconhecimento específico, as aparências de uma central para uso civil -e, desde ali, Kennedy e seu governo passaram a defender Israel das acusações de nuclearização transgressora. Estes fatos estão documentados, embora também mantidos em quase segredo pela historiografia e pelo jornalismo.

Que a transferência de tecnologia nuclear é vetada não é segredo para ninguém. Desde o Almirante Álvaro Alberto ou Almirante Othon – este na ativa – sabe-se que o programa nuclear brasileiro foi feito quase na clandestinidade, para contornar vetos das potências e da Agência Internacional de Energia.

Mas é isto o que está em jogo? Não, como comprova a segunda linha de raciocínio do próprio Jânio.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa Tags: , ,
15/08/2009 - 09:30

Os submarinos e o Bolsa Família

Por Ivan Moraes

No Globo:

“Brasil pagará R$ 20 bi por submarinos franceses que França e Otan não usam

Custo é equivalente a dois anos de Bolsa Família. Marinha preferia submarinos alemães, que custariam pouco mais de R$ 6 bilhões”

1-Quantas vezes o Globo comparou o preco de qualquer coisa em bolsa-familia?

2-Dava pra anunciar os precos dos anuncios do Globo em bolsa-familia? Ou o Globo eh igual os submarinos que a Franca a Otan tambem jogariam fora?!?!

3-Quem eh “o Brasil” que comprou os submarinos que a Marinha nao “preferia”?

Comentário

Alguém poderia mandar o link?

A informação de que a Marinha preferia o submarino alemão não procede. Toda a estratégia dos submarinos visa dotar o Brasil de conhecimentos sobre submarinos nucleares, que possui caractetrísticas próprias para abrigar o reator. Por tudo o que saiu até agora, apenas a França domina e se dispõe a transferir essa tecnologia.

Por Claudio Costa

Esse assunto está sendo requentado pelo O Globo.

Vejam nesse link, de um respeitoso blog da Internet, o que diz o Ministério da Defesa sobre o assunto:

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/16/a-marinha-e-os-submarinos-franceses/

Por Gilberto Cruvinel

Nassif, bom dia,

Sei que este post se refere a uma discussão anterior, mas a notícia de ontem às 23h00 no O Globo tem tudo a ver. É sobre a compra de submarinos franceses pelo Brasil. O jornal afirma que o preço a ser pago pelo governo será mais de duas vezes o preço oferecido por uma empresa da Alemanha. Como o tema é complexo e envolve transferência de tecnologia, talvez essa comparação direta de preços seja uma abordagem simplista, ainda mais por que o jornal apela para a chantagem com o leitor ao fazer cálculo de quantos anos de bolsa família daria para pagar com o valor dos submarinos.

Submarinos negociados pelo Brasil com a França equivalem a cerca de dois anos de Bolsa Família

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa Tags: , ,
15/08/2009 - 07:30

Os Fóruns do Projeto Brasil: a Indústria da Defesa

Do Portal Luís Nassif

Clique aqui para uma aula completa sobre a indústria da defesa: o 51o Fórum de Debates do Projeto Brasil, ocorrido no ano passado. Os melhores especialistas civis e militares discutindo o tema.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa Tags: ,
16/07/2009 - 16:53

A Marinha e os submarinos franceses

Construção de Submarinos:

Respostas do Ministério da Defesa, com base em subsídios fornecidos
pela Marinha do Brasil aos editores dos jornais
“O Globo” e “Folha de São Paulo”

O Globo:

Senhor Editor,

Sobre as reportagens relativas ao projeto do submarino nuclear brasileiro, divulgadas recentemente por esse jornal, o Ministério da Defesa esclarece:

Não é possível fazer comparações entre o acordo Brasil-França e a proposta da empresa alemã IKL.
A proposta alemã era apenas para a construção de dois submarinos convencionais (propulsão diesel-elétrica), sem evolução para um submarino nuclear, pois a Alemanha não os produz (detém zero por cento deste mercado). Também, não haveria transferência de tecnologia de projeto, nem de manutenção, mas apenas de construção, e de forma limitada. A “seção de vante” (proa) dos atuais submarinos brasileiros veio pronta da Alemanha e a manutenção dos sistemas de combate só é feita com presença de técnicos alemães.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa Tags: , ,
24/06/2009 - 14:50

A indústria aeronáutica chinesa

Por Raphael Vinagre

Olá Nassif.

Aqui vão duas notícias sobre os rumos pragmáticos da indústria aeronáutica chinesa. Uma é parecida com a sua preocupação em relação ao jato regional russo da Shukoi, que é o RJ Chines. A outra é sobre o vôo do primeiro Airbus “made in China” e surpresas com custos e prazos depois da crise.

http://www.aviationweek.com/aw/blogs/commercial_aviation/ThingsWithWings/index.jsp?plckController=Blog&plckScript=blogScript&plckElementId=blogDest&plckBlogPage=BlogViewPost&plckPostId=Blog%3a7a78f54e-b3dd-4fa6-ae6e-dff2ffd7bdbbPost%3acaeb25b4-953a-4e98-a6c9-08acf950eb94

http://www.aviationweek.com/aw/blogs/commercial_aviation/ThingsWithWings/index.jsp?plckController=Blog&plckScript=blogScript&plckElementId=blogDest&plckBlogPage=BlogViewPost&plckPostId=Blog%3a7a78f54e-b3dd-4fa6-ae6e-dff2ffd7bdbbPost%3ae0db65d5-e878-4ea7-91e7-57d917813d23

Saudações.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa, Tecnologia Tags: ,
21/06/2009 - 10:00

A indústria de defesa

Clique aqui para matéria da Folha mostrando que o Iraque pretende armar sua política com equipamentos brasileiros.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa Tags: , ,
16/06/2009 - 11:47

A parceria com os russos

Por Cesar A

Assuntos militares causam impacto na imprensa mas são muito pouco conhecidos pela imensa maioria, muita desinformação divulgada por especialitas que usam a midia para favorecer lobbies e reportagens que demonstram a falta de pesquisa total.

Tudo bem se defesa fosse como videogame, fadas, RPG… um assunto para quem curte apenas, mas não é, tem repercussões para o pais, tem enormes somas de dinheiro envolvido, tem reflexos históricos etc.

Ai vem um ministro que parece ser um cara letrado(???), um brasileiro com sotaque americano deveria ser inteligente, deu aula em Harvard!!

Ai o sujeito vem e fala em parceria com os russos… ele ja entrou no Google e pesquisou como foram as parcerias em projetos aeronauticos dos russos? são todos casos complicadissimos, onde sempre o outro lado se limitou a gastar, normalmente muito, e aprender quase nada e no final ficar com produto de segunda. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa, Tecnologia Tags: , ,
11/06/2009 - 10:00

A lógica do Ministério da Defesa

Por Andre Araujo

É para se repensar a ideia mal copiada pelo Governo FHC ao implantar um Ministerio da Defesa descolado da realidade militar brasileira, ao invés de simplesmente evoluir da estrutura do EMFA, já muito bem impantada, que era o embrião desse Ministério. No modelo EMFA haveria o rodizio dos Ministros da Defesa, um ano com cada Arma, como era no EMFA, porque nós não temos a cultura de civis dirigindo a Defesa e a experiencia mostrou-se inoperante, cara e desestimuladora das FF.AA. com politicos que não entendem nada do assunto pilotando um Ministério tão importante.

O modelo de Ministerio da Defesa é americano, veio ca criação do DoD (o Pentagono) em 1947, pelo General Marshall. Antes o mundo todo, inclusive os EUA, usava o modelo francês de Ministérios por Arma, nos EUA as Secretarias da Guerra e da Marinha eram as mais antigas da União e funcionaram muito bem dirante toda a 2ª Guerra.

O Brasil (e outros paises da AL) simplesmente por modismo,
copiaram mal o modelo do Pentagono, a estrutura civil não serviu para nada a não ser para aumentar despesas, nós não deveriamos ter clonado a seco o modelo americano, que se destinou à realidade da potencia mundial, aqui a coisa poderia ser bem mais simples, um Ministerio de coordenação mas com comando profissional, os militares entendem infinitamente mais de assuntos de defesa do que amadores curiosos. Para complicar, no Brasil não houve criitério para escolher titulares da Defesa, todos improvisados, perdendo-se eficiência, recursos e tempo com essa clonagem mal feita.

Para complicar, aqui no Brasil entrou na area tambem o inacreditavel Ministro do Longo Prazo, Mangabeira Unger, visitando fábricas de armamentos, como se entendesse alguma coisa do assunto, ele e o Ministro JObim correndo o mundo para ver submarinos, aviões, tanques, fragatas, uma coisa sem pé e nem cabeça, enquanto aqui os militares nem sequer participaram da elaboração de um Plano Nacional de Defesa, o que causou enorme irritação entre os comandos, com toda a razão. A area de Defesa está mal parada e o Pais precisa repensar esse modelo manco, que não funciona. fazendo voltar o profissionalismo aos assuntos militares, exatamente como ocorreu nesse caso do Airbus da AirFrance, hoje manejado por quem tem competência para tanto.

Realmente dá gosto ver a póstura sobria, competente, transparente e estritamente profissional de nossos oficiais da FAB e da Marinha, trabalhando em conjunto em perfeita coordenação, sem estrelismos ou vaidades pessoais, apenas no cumprimento do dever.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa Tags:
03/06/2009 - 07:00

A industrialização desperdiçada

Por Rodolfo Machado

Para os que não se lembram,o Brasil já teve uma industria 100% brasileira, que foi a Gurgel, também tivemos a CBT de São Carlos que fabricava tratores com motor Mercedes mas depois investiu numa fabrica própria de motores(diesel), bombas injetoras, acho que até as engrenagens do cambio a CBT fabricava, num inédito processo de verticalização de produção na época , assim tinhamos tratores 100% brasileiros e também um jipe, o Javali, lançado pela CBT na época e, se não me engano, o motor Diesel da CBT foi o primeiro motor a combustão interna nacional, antes do motor do BR-800 da Gurgel, que seguiu o mesmo caminho, começou com mecânica Wolksvagem, depois desenvolveu seu motor quando lançou o BR-800.

Ambas faliram sem nenhum apoio do governo.

Outro caso, ainda mais deprimente, foi o da Engesa, que não chegou a desenvolver um motor mas criou o que na época foi considerado o melhor tanque de guerra do mundo, o MBT Osório, que derrotou seus concorrentes nas avaliações no deserto Saudita, AMX-40 da França, o Challenger da Inglaterra e o M-1 A1 Abrams dos Estados Unidos. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa, Economia, Tecnologia Tags: ,
17/05/2009 - 10:11

O submarino nuclear

Duas boas matérias no Estadão sobre o submarino nucelar brasileiro.Submarino pode sair daqui a

O Estadão

Submarino pode sair daqui a 12 anos

Marinha já encontrou terreno para sediar estaleiro que vai construir o primeiro modelo nuclear do Brasil

Alexandre Rodrigues, RIO

A Marinha do Brasil já encontrou o lugar ideal para a construção do complexo industrial naval de onde deve sair, em pelo menos 12 anos, o primeiro submarino nuclear brasileiro. Trata-se de uma área de 95 mil metros quadrados encravada na Ilha da Madeira, às margens da Baía de Sepetiba, litoral sul do Rio. A Marinha negocia a cessão do terreno, próximo ao Porto de Itaguaí, com a Companhia Docas, atual proprietária, enquanto faz os últimos ajustes no projeto. Se forem obtidas as licenças ambientais, serão erguidos ali a nova base da Força de Submarinos da Marinha, que atualmente fica em Niterói, e um estaleiro de grandes proporções, capaz de abrigar as dimensões da futura linha de produção da prioridade número um da Marinha. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Defesa Tags: ,
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