Nascido em Milwaukee (USA), em 12 de março de 1940
Al Jarreau, é um cantor premiado seis vezes com o Grammy, sendo o único a vencer o prêmio em três categorias distintas: jazz, pop e rhythm and blues .
Como filho de um vigário, começou a cantar em coro de igreja. Estudou no Ripon College, onde cantou não profissionalmente no grupo the Indigos, até se formar em 1962.
Se tornou profissional após se juntar a um pequeno grupo de jazz ,liderado por George Duke. Contratado pela Warner Bros. em 1975, seu álbum de estréia We Got By, alavancou sua fama internacional, destacando sua técnica de vocalise.
Gravou em 1986 o album L is for Lover, com a produção a cargo do mago da disco Nile Rodgers (Chic). Com o tema do seriado A Gata e o Rato, e os disco subsequentes, Heaven and Earth e Tenderness ele alcançou a consagração pop.
A cada dia Armínio Fraga consolida o papel de liderança mais esclarecida do mercadismo. Sua entrevista à Mirian é muito interessante.
Nas perguntas, Mirian mostra-se presa aos bordões engendrados na incrível máquina de criar slogans preconceituosos da Globo-Kamel. Nos últimos anos, aliás, quando a oposição deixou de ter um discurso unificador das idéias, Mirian, Dora – trazendo atrás de si colunistas de menor fôlego — saíram a campo tentando ensinar como fazer oposição. A leitura dos conselhos me dava até arrepios. Não íam além de check lists de episódios pontuais que poderiam ser criticados. Olha, critica o PAC assim, a Bolsa Família assado, o BNDES daquele jeito.
Ora, conduzir a oposição significa desenvolver uma visão de mundo, diferente da situação, e não meramente organizar uma lista de supermercados. Ou, não tendo a visão de mundo, desenhar o mapa do golpismo, como faz FHC, permitindo unificar os argumentos.
Armínio traz uma visão abrangente, ideológica, consistente, não demagógica. Desenha um modelo de economia, admite que grande parte está contemplada no modelo de governo de Lula e centra fogo no que considera pontos de distorção.
Ao fazer isso, assume uma posição racional, consolida sua posição de liderança com boa análise e bom senso, mas cria um nó na cabeça dos nossos colunistas-militantes: tacitamente aceita como inevitável o novo modelo de país que Lula irá legar. Comporta-se como a oposição consciente, aproximando-se do centro – como fez o PT, vindo da esquerda para o centro. Mas não fornece um bom tema para as eleições do próximo ano.
O mais curioso é que o homem que veio do mercado se sente confortável como centro-esquerda, enquanto todo um exército de antigos militantes da esquerda – hoje em postos chave na mídia – teimam que ser elite é olhar com desdém o país profundo.
Mesmo assim, passado esse período de transe midiático, é bem provável que seja estabelecido o curso normal dos rios: pensadores pensando; e colunistas reportando e abrindo mão da presunção de pretenderem condutores de povos. Aliás, o simples fato de Maílson da Nóbrega ou do inacreditável “professor de Deus” serem trocados por Armínio, como guru dos nossos colunistas, é sintoma de grandes avanços futuros por aí.
Depois do extenso voto do Ministro Joaquim Barbosa, que recebeu integralmente a denúncia do Procurador-Geral da República contra o Senador Eduardo Brandão de Azeredo, do PSDB-MG, por peculato e lavagem de dinheiro, o STF suspendeu o julgamento, por um pedido de vista do Ministro Dias Toffoli.
Leia a denúncia no arquivo anexo, disponibilizado em: clique aqui
Aproveitando, alguém ja´deu esta perola? O dono da Uniban, ex- candidato a vice em eleições para prefeito, anos atrás, com Maluf, está se esmerando, assim como seu Conselho:
Uniban expulsa aluna assediada por usar vestido curto em aula
Universidade diz que atitude provocativa da aluna resultou em reação coletiva de defesa do ambiente escolar
estadao.com.br
SÃO PAULO – A Universidade Bandeirante informou em anúncio publicado em jornais paulistas neste domingo, 8, que decidiu expulsar a aluna Geisy Arruda de seu quadro discente. A estudante do curso de Turismo sofreu assédio coletivo no último dia 22 de outubro por ir ao campus de São Bernardo do Campo da faculdade com um vestido curto. O episódio ganhou repercussão na internet após vídeos do tumulto serem postados no ‘You Tube’.
No anúncio publicitário, entitulado ‘ A educação se faz com atitude e não com complacência’ a universidade diz que tomou a decisão após uma sindicância interna constatar que a aluna teve uma postura incompatível com o ambiente da universidade, frequentando as dependências da unidade em trajes inadequados. Para a Uniban, Geisy provocou os colegas ao fazer um percurso maior que o habitual, desrespeitando princípios éticos, a dignidade acadêmica e a moralidade.
A universidade afirma ainda que foi constatado que “a atitude provocativa da aluna resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar”. Ainda assim, o conselho superior declarou na nota que suspendeu temporariamente os alunos envolvidos e identificados no incidente. A Uniban também criticou o comportamento da imprensa na cobertura do caso. Segundo a universidade, a mídia perdeu a oportunidade de contribuir para um debate ’sério e equilibrado’ sobra ética, juventude e universidade.
Segundo as cenas e os depoimentos de presentes, o tumulto começou quando a aluna subia por uma rampa até o terceiro andar e os alunos começaram a gritar. Ela ficou trancada em uma sala e, com a ajuda de um professor e colegas, chamou a polícia, que a escoltou até a saída da universidade.
De acordo com a estudante, em entrevista concedida ao estadao.com.br no último dia 30, o episódio começou “como uma grande brincadeira”. Vestida para uma festa que iria naquele noite, ela conta que no início arrancou muitos elogios com seu visual, mas a situação aos poucos inverteu. No intervalo das aulas, um “verdadeiro coral ridículo de gritos de puta” a acompanhou até que deixasse o prédio.
Comentário
Esse hiper-moralismo se explica: um dos fundadores da Uniban foi o bicheiro Ivo Noal. Não sei se continua à frente da instituição.
Eu trabalho no mercado financeiro há bastante tempo.
Li hoje uma nota na revista ISTOÉ que mostra que a vida do Dantas não deve estar tão fácil assim. A nota (em uma revista que é bastante suspeita em assuntos relacionados a Daniel Dantas) diz que ele distribuiu 100% dos lucros do banco para os funcionários. Isso não existe. Nenhum empresário (muito menos banqueiro) faz isso para “motivar” o time. Dantas está na verdade “comprando o silêncio” do seu time quando começam as notícias que a PF identificou os investidores do Opportunity Fund.
Ora, quem melhor que os funcionários de Dantas para fazer uma “delação premiada”?
A nota da ISTOÉ:
FINANÇAS
Mão aberta
O Opportunity distribuiu nesta semana 100% do lucro que obteve em outubro entre os seus funcionários. A generosidade é inédita no setor bancário. Os empregados de Daniel Dantas nunca se sentiram tão gratos ao patrão.
Comentário
Os dois ataques que sofri da Veja, no início dessa escalada suicida da revista com Daniel Dantas, foram pagos com seis páginas de publicidade em cada edição. O colunista incumbido dos ataques, Diogo Mainardi, depois confessou ter mantido relacionamento estreito com Dantas. Contava prosa, com a ingenuidade típica dos amadores deslumbrados.
É fácil gostar do juiz Fausto de Sanctis. Ele não erra. Por mais que o ministro Gilmar Mendes o provoque, por mais que os advogados de Dantas lhe ofereçam ocasião para um deslize, ele não se desespera, não dá um passo em falso, não deixa que o ser humano se sobreponha ao cargo. Jamais escreveria uma carta aberta ao presidente Obama, sonhando com uma repercussão internacional que ele sabe perfeitamente que não existirá. O professor Pasquale (ou seu Ersatz) jamais catariam um errinho de português em seus despachos. Sabe sinalizar, nas entrelinhas de seu texto, o pano de fundo teórico de suas decisões, obrigando Gilmar Mendes a também ter que explicitar as suas, quando o combate. Leva o debate para um plano no qual um simples pé na bunda seria visto por todos como prova, não apenas de truculência, mas também de despreparo. Além disso tudo, é incorruptível. Quem não admira um homem assim?
Protógenes Queiroz não é tudo isso. Foi apenas um excelente delegado – um dos mais conceituados dentro da Polícia Federal. Quando falou a respeito da máfia chinesa no Brasil, Misha Glenny, um dos maiores jornalistas em atividade de todo o mundo, rasgou elogios à sua atuação no caso. Obstinado, dedicava tempo integral aos casos sob sua responsabilidade. Seus arquivos pessoais, criminosamente devassados ao público, mostram bem isso. Convencido de que o esquema de Daniel Dantas estendia-se à imprensa, passou a fazer um acompanhamento diário dos jornais, anotando, para uso estritamente pessoal, todo e qualquer indício de participação. Estava na pista certa, e teria sabido separar o joio do trigo, caso o inquérito que conduzia não tivesse sido abortado pelo vazamento, obrigando-o a produzir um relatório a toque de caixa, juntando de maneira um pouco caótica as evidências que tinha colhido até ali. Sabia do poder de corrupção de Daniel Dantas, e sentia na pele, a cada obstáculo que se interpunha em seu trabalho, a presença desse poder no seio da própria corporação em que trabalhava. Resolveu unir-se ao único homem em quem realmente confiava – o delegado Paulo Lacerda, atualmente exilado em Lisboa. Aproveitou-se das brechas da lei para criar uma equipe de funcionários da Abin que lhe permitisse levar adiante o trabalho distribuindo tarefas e mantendo o controle da operação. Fez o que pode para honrar seu cargo.
Voltaram-se contra ele os quatro poderes da República. No executivo, Nelson Jobim; no Legislativo, uma verdadeira tropa de choque, capitaneada por Arthur Virgílio e Raul Jungmann; no Judiciário, ninguém menos que o presidente do Supremo Tribunal Federal; na imprensa, a revista Veja, o Estadão, a Folha e a Rede Globo. Todos unidos contra um delegado, golpeando-o diariamente, sem piedade, na mais poderosa campanha contra um indivíduo a que já tive a oportunidade de assistir.
Não é fácil, mesmo, gostar do delegado Protógenes Queiroz. Tem o estilo e o português claudicantes dos inquéritos policiais. Mistura citações que traem essa falta erudição que tanto irrita os intelectuais de Higienópolis. No olho do furacão, às vezes mostra todo o pavor que qualquer um de nós sentiria se estivesse na situação que ele teve que enfrentar, e que agora, com sua demissão, chega ao desenlace. Alia-se à esquerda mais atrasada do país, deixando nas mãos de seus adversários a acusação fácil de que agia movido por paixões ideológicas. Joga de guarda aberta, movido por uma crença quase messiânica no poder da verdade. Às vezes, mete os pés pelas mãos.
Apesar de tudo isso, eu o admiro acima de qualquer outro brasileiro, hoje. Ele é, para mim, o símbolo do homem honesto, incorruptível, capaz de enfrentar o mundo pelos ideais que professa – tudo isso que uma sociedade desossada, movida pelo interesse, nos ensinou a desprezar. Tivesse aceitado aquela dinheirama que lhe foi oferecida, estaria hoje confortavelmente sentado em sua sala, com ar condicionado, salários pagos pontualmente, recebendo homenagens, promoções, tapinhas nas costas, risadinhas cúmplices. Optou pelo Calvário, e ficou sozinho, entregue a seus carrascos. A hipocrisia nacional cairá sobre ele na forma de comentários sóbrios, editoriais sensatos, opiniões abalizadas expressas no melhor português, num estilo impecável. Há um clima de alívio no ar. O monstro está no chão, derrotado, imóvel. Os computadores de Daniel Dantas são mesmo indevassáveis, e todos estão perfeitamente avisados daquilo que acontece a quem tem a ousadia de tentar devassá-los. De agora em diante, todo aquele que quiser colocar seu dever acima das conveniências, estará na obrigação de se perguntar, primeiro, se é suficientemente perfeito para enfrentar as consequências de sua temeridade. Quem se habilita?
O delegado Protógenes Queiroz (PCdoB) afirma que recebeu, por telefone, a informação de que será exonerado da Polícia Federal na próxima segunda-feira. O responsável pela Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, em julho de 2008, foi avisado por um colega da PF. Sua esposa também foi alertada.
Desde a eclosão da Satiagraha, o delegado foi alvejado por processos disciplinares, também por participação em atos políticos. Em rápida entrevista a Terra Magazine, Protógenes reage:
- É um ato de tirania da cúpula da Polícia Federal contra a democracia. O verdadeiro bandido, o banqueiro bandido (Daniel Dantas), está solto, com a proteção de alguns agentes público, que deram decisões favoráveis a ele. Enquanto isso, o agente público que o investigou e prendeu está fora dos quadros dos serviços públicos. Este é o Brasil de hoje. Até o presidente Lula já admitiu que o Estado brasileiro falhou no combate às drogas e à corrupção – diz o delegado.
Indignado, Protógenes reforça: “É um processo injusto. Vou tentar recompor meu prejuízo. Além do constrangimento, é assédio moral. Vou recorrer pelas vias judiciais.”
Por Alex Prado
Nassif,
seu blog e o do PHA foram os primeiros a receber minha versão sobre o caso. Fui o responsável pela campanha de Paulo Tadeu à prefeitura de Poços de Caldas. E o delegado Protógenes nunca participou de comício na cidade. Ele esteve aqui, num domingo, a convite de amigos que eram próximos da nossa candidatura. Aceitou gravar depoimento, apoiando a proposta da nossa candidatura de se instalar uma delegacia da PF em Poços. As imagens foram veiculadas no penúltimo programa eleitoral e foram repercutidas pelos jornalões.
Nunca houve comício. O delegado não falou em nome da Polícia Federal.
Pelo que soube do inquérito interno da PF, o candidato Paulo Tadeu foi ouvido. Eu, responsável pelo programa de tv e editor específico daquele depoimento, nunca fui chamado a depor. Nem as imagens brutas ou editadas do depoimentos foram requisitadas.
É o que tenho a informar.
Por Paulo Tadeu, ex-prefeito de Poços
Nassif
Em meu depoimento à Polícia Federal, reafirmei a inexistência de comício ou ato público com a presença do Delegado Protógenes em Poços de Caldas. Disseram-me que ele estava sendo processado por ter infirngido uma lei de 1966, que restringe ação política de servidor público. Uma lei da Ditadura. Ignoraram meu depoimento, a carta estava marcada.
Esta história começou com uma delação, disfarçada de pedido de informação, do deputado Geraldo Thadeu Pedreira dos Santos, do PPS- MG.
Por João Vergílio G. Cuter
É fácil gostar do juiz Fausto de Sanctis. Ele não erra. Por mais que o ministro Gilmar Mendes o provoque, por mais que os advogados de Dantas lhe ofereçam ocasião para um deslize, ele não se desespera, não dá um passo em falso, não deixa que o ser humano se sobreponha ao cargo. Jamais escreveria uma carta aberta ao presidente Obama, sonhando com uma repercussão internacional que ele sabe perfeitamente que não existirá. O professor Pasquale (ou seu Ersatz) jamais catariam um errinho de português em seus despachos. Sabe sinalizar, nas entrelinhas de seu texto, o pano de fundo teórico de suas decisões, obrigando Gilmar Mendes a também ter que explicitar as suas, quando o combate. Leva o debate para um plano no qual um simples pé na bunda seria visto por todos como prova, não apenas de truculência, mas também de despreparo. Além disso tudo, é incorruptível. Quem não admira um homem assim?
Depois que mudou a versão do Wordpress do IG, fiquei algum tempo sem os dados de audiência do Google Analytics. Há dois dias foi restabelecido. Para minha surpresa, nesse período de dois ou três meses, a audiência do Blog aumentou substancialmente, mesmo tendo praticamente desaparecido da home do IG. Confira os dados do relatório que acabei de receber, referentes ao dia de ontem, 5 de novembro:
Outro dado interessante é sobre os mecanismos de vinda de vocês ao Blog.
* 30.856 vieram diretamente. São os frequentadores habituais que já tem o endereço www.luisnassif.com.br
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.