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Arquivo da Categoria Segurança

09/11/2009 - 07:00

O novo Plano Nacional de Inteligência

Por Marcelo Pessoa

Uma coisa importante que vale a pena uma discussão aqui é o novo “Plano Nacional de Inteligência” que vai ser enviado ao congresso até o fim do ano, já acertado em 20 de outubro pela cúpula do governo em uma reunião do Conselho Nacional de Defesa.

Em suma, o que a nossa imprensa divulga é que o plano prevê limitar a ação da ABIN para o cunho externo, transferindo para o GSI a ação interna (e isso inclui acabar com as escutas telefônicas internas, apoio à Polícia Federal, etc.). Esse negócio com Dantas ano passado teve conseqüências…

Estou terminando de ler um livro do jornalista Lucas Figueiredo sobre a história do Serviço Secreto: “O Ministério do Silêncio” (vale a leitura). E isso que está acontecendo agora é algo importante na história do Serviço do país e há pouca discussão sobre isso por aí… Pela primeira vez há uma proposta de utilizar o serviço de inteligência só para assuntos do país de cunho internacional, defendo os ditos “interesses nacionais”, saindo do velho foco de perseguição contra seu próprio povo da Inteligência brasileira. Mas o que está por trás de tal atitude?

Autor: luisnassif - Categoria(s): Segurança Tags: ,
22/10/2009 - 11:18

A crise da segurança no Rio

Em Observação

Por Jose de Abreu

Cade o boquirroto falastrão? Cade o Secretario Beltrame?

Da Folha

Governo do Rio retém 80% da verba destinada para a segurança

da Folha Online

Hoje na Folha Em crise crônica na segurança pública, o governo do Rio reteve neste ano 80% das verbas para novos investimentos na área, mostra reportagem de Italo Nogueira publicada na edição desta quinta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

De acordo com o texto, o Orçamento da segurança é de R$ 4,2 bilhões. Apesar disso, dados do sistema informatizado de gastos do Estado, compilados pelo gabinete do deputado estadual Luiz Paulo Corrêa (PSDB) apontam que somente 20% do dinheiro reservado para investimentos foi executado neste ano.

Não houve gastos em “informação e inteligência” neste ano, apontam os dados. As áreas de “desenvolvimento de pesquisa e análise criminal”, “sistema de integração e análise de dados” e “melhoria da qualidade na segurança pública” também ficaram sem nada.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Em Observação, Segurança Tags: , , , , ,
17/10/2009 - 18:10

A (semi) guerra civil no Rio

Do G1

‘A resposta vai vir na mesma medida’, diz cúpula da segurança do Rio

Pelo menos 12 pessoas morreram em confrontos neste sábado (17).

Dois mortos são policiais que estavam em helicóptero que explodiu.

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse na tarde deste sábado (17) que a polícia irá atrás dos responsáveis pela onda de violência que deixou pelo menos 12 mortos nos bairros de Vila Isabel e Sampaio, na Zona Norte do Rio.

“Vamos atrás dos responsáveis, o trabalho de inteligência está muito forte. Vamos continuar nosso trabalho”, afirmou o secretário durante entrevista coletiva realizada no fim da tarde. O delegado Alan Turnowski, chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, disse que “a resposta vai vir na mesma medida”.

A Polícia Militar anunciou que dez criminosos foram mortos no confronto entre traficantes rivais e policiais no Morro dos Macacos. As informações são do major Oderlei Santos, relações públicas da PM. Com estes, já somam 12 mortos nos tiroteios, entre eles dois PMs.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Segurança Tags: , ,
16/10/2009 - 09:32

O programa antidrogas na América Latina

Por Armando

Oi Nassif e colaboradores.

Ontem na TV Brasil, no programa 3 conta 1 O Mayerovitch deu um show.

Defendeu a descriminalizção da maconha e ainda denunciou o programa anti-droga estadunidense na América Latina.(DEA).

Alguém poderia disponibilizar no blog?

Nunca vi alguém falando tão claramente sobre o domínio estadunidense dessa mneira.

Mudança dos ventos?

Por Edson Medeiros

Post do blog do Wálter Fanganiello Maierovitch que fica hospedado no Terra Magazine

15 de outubro de 2009
Maconha: decisão histórica. Reconhecido direito de cultivar e usar a erva para uso terapêutico
Tags:caso David Willians, condado de Butte, Corte Suprema da Califórnia, direito ao cultivo e uso de maconha terapêutica – walterfm1 às 10:00

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Segurança Tags: , ,
14/10/2009 - 15:07

A burocratização do B.O.

Por Tadeu Zanoni

O Estadão de hoje mostra que o novo sistema de atendimento nas delegacias não está funcionando. Ok, vamos esperar mais um pouco.

O certo, o cerne inegável da questão é que polícia também é atendimento ao público. Com essa nova política, um cidadão vítima de crime é afastado da dependência policial ou encaminhado a outro distrito, bem mais longe de sua residência. Pode acontecer do sujeito ser atendido num dos distritos equipados com máquinas, ser feito um protocolo e, no dia seguinte, ele ser obrigado a retornar ao distrito para formalizar a ocorrência. Ora, sinceramente, por mais loas que alguns possam merecer, mas isso é o serviço público andando para trás!!!!!

O serviço público estará negando atendimento, complicando e dificultando a vida do cidadão. Cidadão esse, importante notar, que não procura uma delegacia de polícia de madrugada porque não tem o que fazer. Procura porque foi vítima de crime, porque teve algum outro problema que ninguém mais pode resolver. Procura porque, em muitas regiões, não há outra porta aberta naquele horário.

Esquecem também que, com essa mudança, os distritos com atendimento normal estarão cheios, lotados e muitos terão problemas para registrar seus casos, seus problemas, suas ocorrências.

E ainda tem gente que sustenta ser possível uma melhora com esse sistema. Haverá uma grande e enorme piora.

Por Celso Neves Cavallini

Durante muito tempo, desde a época do governo Quércia, houve o aumento de distritos por todo o Estado. Na Capital foram autorizados 53 novos distritos. Destes 10 não foram construídos (50+53-10=93). Hoje são número idênticos de policiais para delegacias com números de ocorrência em números bem maiores. Será que ninguém viu estas disparidades?

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12/10/2009 - 12:44

A classe média vai à Febem

Por Marcos Doniseti

Nassif, o site do ‘Estadão’ mostra que a ‘Fundação Casa’, antiga Febem, tem um número cada vez maior de jovens infratores que são originários de famílias de classe média e que, em tese, não teriam motivos para aderir ao crime, já que desfrutam de boas condições de vida, pelo menos materialmente. Resta saber se espiritualmente isso também acontece…

Notícia:

Tráfico e desejo de consumo levam classe média para a Fundação Casa

Cresce número de internações e apreensões; ‘Se continuar nessa toada vamos ter problemas’, admite presidente

A população de internos da Fundação Casa de São Paulo (ex-Febem) cresceu 17% este ano, em comparação com 2008. E mudou o perfil: existem mais adolescentes da classe média cumprindo medidas socioeducativas, sobretudo por envolvimento com o tráfico de drogas. “Há jovens que vêm de uma família estruturada”, observa a presidente da instituição, Berenice Giannella. “O pai e a mãe trabalham e os filhos, muitas vezes, se envolvem com o tráfico ou com o roubo porque querem ter acesso a determinados bens, como a moto e o tênis de marca.”

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27/09/2009 - 18:59

A função da pena judicial

Por Jotavê

A esquerda precisa passar pela discussão corajosa da questão das penas. Só teremos um discurso sustentável para tratar um caso como a dessa menina quando tivermos um discurso sustentável para tratar do caso do Marcola.

A primeira coisa que deveríamos abandonar é a idéia tola de que a função da pena seja recuperar, ou coisa assim. A idéia é tola no sentido de que é evidentemente falsa. Há um sentido inscrito nas penas em geral – seja a cruz, a forca, a chibata, as galés, a cadeia, ou os serviços comunitários. Esse sentido é a punição. Esqueçam essa besteira de “ah, mas a lei diz que a função é recuperar”.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Segurança Tags: , ,
24/09/2009 - 08:46

A crise na segurança paulista

Por Celso Neves Cavallini

Prezado Nassif:

Durante muito tempo, desde a época do governo Quércia, houve o aumento de distritos por todo o estado. Na Capital foram autorizados 53 novos distritos. Destes 10 não foram construídos (50+53-10=93). Hoje são número identicos de policiais para delegacias com números de ocorrência duplamente maiores. Será que ninguém viu estas disparidades?

O que após 1.991 deveria ser realizado anualmente era o aumento do efetivo da polícia civil coerente com o aumento populacional. Não foi executado e neste período saíram policiais por aposentadoria, demissão voluntária, expulsão, mortes, etc. E os “claros” abertos não foram preenchidos. A portaria que regulava o efetivo do interior é datada de 1.991 que foi revogada mês passado. Novos concursos? Muito pouco foi feito que pudesse sequer preencher os claros acima citado. O efeito dominó negativo vem de longe e hoje chegou ao limite da incapacidade de adequação necessária aos dias atuais.

No início do ano de 2.007 foram congelados os concursos de ingresso de todas as carreiras pelo período de um ano e meio.

Chegamos na “falência” do sistema.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Segurança Tags: , ,
23/09/2009 - 16:50

Retrocesso na Segurança paulista

Por Tadeu Zanoni

Nassif

Você viu a notícia hojen o Estadão a respeito da redução do atendimento ao público nas delegacias de polícia em certos bairros à noite?

Isso é uma volta no tempo, coisa de vinte anos. No governo Quércia houve uma grande ampliação no número de distritos policiais. O número quase que dobrou. Agora, em nome de melhor investigação policial, o atendimento despencará. Em certos lugares (como na Cidade Ademar), a coisa voltará ao que acontecia antes. Ao invés de atendimento em 3 distritos policiais (43, 80 e 98), haverá somente em um (43). Uma pena que isso não foi discutido com mais intensidade e anteriormente.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Segurança Tags: , ,
16/09/2009 - 14:00

A eficácia do Pronasci

Por Antônio Cesar

Nassif,

Um estudo do Ipea que acho que merece uma discussão. Obviamente deve haver muitas falhas, mas parece haver uma limitação óbvia do trabalho por se fixar apenas nos números ( e não tratar dos fatores subjetivos com no trabalho da FGV citado na matéria). Queriam o que? que fossem recebidos em festa pelos traficantes?

Clique aqui

Do Terra

Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que o Programa Nacional de Segurança Pública (Pronasci) tem sérios problemas de gestão, não promove a sinergia entre os meios de combate à violência e a segurança pública com cidadania em áreas críticas, não cria políticas de segurança porque apresenta um leque de propostas diferentes entre si e não controla os excessos e a alta letalidade da polícia no combate à violência.

A eliminação de criminosos em confronto com a polícia do Rio se transformou em um dos principais desafios do Pronasci, que é o carro chefe do Ministério da Justiça na parceria com estados e municípios para tentar baixar os índices de violência nas regiões metropolitanas. O levantamento foi divulgado ontem ao mesmo tempo em que o ministro da Justiça, Tarso Genro, revelava pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrando que melhorou a percepção de segurança nas regiões em que o programa foi implantado.

Comentário

Bom tema para discussão. Tenho lido algumas boas avaliações sobre o tema. Convoquemos o Weden que, em uma das discussões anteriores, trouxe informações relevantes sobre o tema.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Segurança Tags: , , ,
09/09/2009 - 11:48

O país da delação – 2

Por Fabio Augusto

Então, o que dizer desta “maravilhosa” iniciativa do serviço Disque Denúncia de Campinas ???

“08/09/2009

Informação vale grana: Serviço do Disque- Denúncia vai pagar por informações que possam esclarecer crimes

O serviço Disque-Denúncia da cidade de Campinas (3236-3040) irá pagar recompensa de R$ 300,00 a R$ 2 mil àqueles que fornecerem informações que levem ao esclarecimento de crimes. O modelo já é uma prática usada em algumas cidades, como o Rio de Janeiro, com resultados muito positivos, de acordo com o diretor da instituição Zeca Borges. A adoção do pagamento é mais uma novidade no serviço que passará por mudanças com a compra de novos equipamentos de informática para agilizar o atendimento e o cruzamento de dados sobre as denúncias.

Segundo Borges, o valor da recompensa irá variar de acordo com a importância do crime. Além disso, o denunciante não irá receber o benefício em dinheiro, mas em forma de vale-compras de supermercados. “Adotamos esse sistema no Rio de Janeiro e deu muito certo”, ressaltou. O diretor do serviço estará em Campinas nos próximos dias para conversar com autoridades policiais para definir o escalonamento dos tipos de crimes com seus respectivos valores. Ele, porém, já fez uma listinha das denúncias que deverão ser incluídas no grupo das recompensas: armas, locais de desmanches de veículos, depósitos de cargas roubadas, violência contra mulher e crianças. “Já temos os recursos para começarmos esse novo sistema. Irei me reunir com as autoridades policiais para definir quais são os valores que deveremos pagar para cada uma das denúncias de crimes que conseguirmos solucionar”, afirmou.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Segurança Tags: ,
08/09/2009 - 10:50

Corrupção e Justiça Penal

Do Estadão

Impunidade, realidade ou mito?

Antônio Cláudio Mariz de Oliveira

É interessante como certas afirmações insistentemente repetidas se transformam em verdades incontestáveis. A reiteração exaustiva de um conceito conduz à falta de reflexão crítica sobre o seu conteúdo. Por comodismo e para mostrar que dominam a matéria em foco, as pessoas as utilizam como se constituíssem uma cuidadosa e bem elaborada concepção a respeito de um assunto que muitos não conhecem, pois jamais sobre ele se debruçaram.

Uma questão que vem recebendo uma análise superficial, marcada por lugares-comuns, rótulos e afirmações tidas como axiomáticas, é a da corrupção e da criminalidade de um modo geral.

Afirmações repetidas à exaustão passaram a constituir o discurso corrente sobre os temas. Por exemplo, é comum ouvir que a pena de prisão é a única resposta adequada para o crime. Fala-se que as leis são muito brandas e que são inúmeros os benefícios outorgados aos presos. Costuma-se ainda dizer que a Justiça Penal é leniente e que impera a impunidade. Vê-se, pois, que o discurso vigente despreza as causas e os fatores que desencadeiam o crime, pois só dizem respeito aos seus efeitos.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Segurança Tags: , ,
04/09/2009 - 16:06

Sinais de guerra

Por EDSON MEDEIROS

Aquele pacto silencioso, já denunciado aqui, parece estar terminando. Pelo menos de um dos lados.

Do Último Segundo

Viatura e base da Polícia Militar são alvos de dois ataques em São Paulo

04/09 – 12:11 , atualizada às 12:38 04/09 – Agência Estado

Uma viatura da Polícia Militar (PM) foi metralhada por três homens na manhã desta sexta-feira no bairro Jardim Oriental, em Santo André, no ABC paulista. Um soldado foi atingido na perna, mas passa bem.
AE

Base da Polícia Militar atacada em São Paulo

Durante a madrugada, uma base da corporação localizada na região de Cidade Dutra, na zona sul de São Paulo, também foi alvo de ataque a tiros. Ninguém ficou ferido.

De acordo com a Polícia Militar, os agentes de Santo André foram acionados para atender a uma suposta briga de casal e foram recebidos a tiros quando chegaram ao local. Os três suspeitos foram detidos por uma outra equipe da corporação em uma favela próxima.

Com os suspeitos, a polícia encontrou duas armas, dois coletes à prova de balas e uma porção de cocaína. Os três foram levados ao 3º Distrito Policial (DP) de Santo André, onde o caso foi registrado.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Segurança Tags: ,
31/08/2009 - 09:42

A punição piora a segurança

Uma boa entrevista do Mário César Carvalho, na Folha, com o professor Massimo Pavarini, especializado em segurança pública.

Punir mais só piora crime e agrava a insegurança

Castigo mais duro, herança dos EUA de Reagan, transforma criminoso leve em profissional, diz professor de Bolonha

“É UM PECADO , uma ideia louca” a noção de que penas maiores de prisão aumentem a segurança. “Acontece o contrário. Penas maiores produzem mais insegurança”, diz o italiano Massimo Pavarini, 62, professor da Universidade de Bolonha e considerado um dos maiores penalistas da Europa. Ele dá um exemplo: “Quanto mais se castiga um criminoso leve, mais profissional ele será quando voltar ao crime”.

MARIO CESAR CARVALHO
DA REPORTAGEM LOCAL

Ligado ao pensamento de esquerda, Massimo Pavarini diz que essa ideia de punir mais teve como origem os EUA de Ronald Reagan, nos anos 80, e difundiu-se pelo mundo “como uma doença”. A eleição de Barack Obama à Presidência dos EUA pode ser um sinal de que esse ideário se esgotou, acredita. Pavarini esteve em São Paulo na última semana para participar do congresso do IBCCRIM (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais), onde deu a seguinte entrevista:

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Políticas Sociais, Segurança Tags: , ,
27/08/2009 - 08:32

A crise sem fim da Segurança paulista

Do Estadão

Delegados deixam curso com PMs, e acaba integração em SP

Secretário critica decisão e defende ampliação da formação conjunta

A integração das Polícias Civil e Militar de São Paulo acabou. Dez anos depois de sua adoção, o projeto que previa a união dos centros de comunicação, formação conjunta nas academias e delegados e capitães dividindo salas se desfez paulatinamente. O mais novo golpe contra a integração, uma alternativa à unificação das polícias criada no governo Mário Covas (PSDB), foi dado pela cúpula da Polícia Civil. Ela decidiu abandonar o curso de formação integrado de delegados e oficiais, símbolo maior da política que é parte do plano do governo.

“A integração morreu, está morta”, disse o presidente da Associação dos Delegados de São Paulo, Sérgio Roque. Trata-se, segundo ele, de um cadáver insepulto, pois ninguém no governo assume o atual fracasso do que era um dos pilares da política de segurança pública do Estado. A rivalidade entre as instituições e os conflitos sobre o futuro das carreiras policiais ajudaram a torpedeá-la.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Segurança Tags: ,
25/08/2009 - 12:00

Os serviços de inteligência

Por Andre Araujo

Um grande Estado moderno não existe sem um serviço de inteligencia de alto nivel, com nucleos especializados por areas e territorios. O antigo SNI cometeu erros mas tinha uma estrutura capilar, com as Divisões e Assessorias de Segurança e Informação nos Ministerios e entidades de 2º nivel. É bom lembrar que o SNi foi construido em cima de uma estrutura ainda mais antiga que vinha do fim da 2ª Guerra a chamada “Casa da Borracha” que nasceu militarizada e se prolongou no SNI com base tambem militar. Um orgão moderno de inteligencia não precisa ser completamente fechado, tem areas fechadas mas o organismo em si deve ser aberto nos seus objetivos, orçamento, quadros e transparencia, especialmente em regimes democraticos.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Segurança Tags: , ,
25/08/2009 - 11:48

A presunção da culpa

Comentário

Aos que vem com essa história de que toda abordagem é legítima, solicito o favor de lerem o post “O Haiti é aqui”, sobre a ação covarde em cima do boy da Dinheiro Vivo, que foi detido, humilhado e amedrontado por esse tipo de ação sem critério.

Esta foto foi tirada agora por mim a caminho do trabalho, ali na Avenida da Consolação. A PM parou um carro onde estavam dois rapazes negros.

Admito que a PM tem que dispor de certa liberdade para parar carros suspeitos. Mas a ênfase dada a pessoas humildes e de cor configura abuso. Se a pessoa é culpada, mérito da polícia. E se for inocente, quem paga pela humilhação, pela exibição em local público, pelos traumas que deixa nos detidos? Não há risco para os PMs. No mínimo deveria haver punição, advertência em caso de detenção e humilhação de indivíduos inocentes, principalmente de origem humilde. Nós, da classe média, temos acesso a advogados e a meios de comunicação.

A Polícia Militar de São Paulo, que durante certo tempo notabilizou-se pelos programas de qualidade que implementou, precisa recuperar a estima da população. E isso passa pelas lições permanentes de cidadania e de respeito – especialmente aos mais humildes.

A PM tem que transmitir segurança, não temor.

Por Joel

Caro jornalista, sou PM há 19 anos e lhe asseguro que nos cursos ministrados, a orientação é para que nos casos de abordagem, a quem quer que seja, devem ser observadas as normas visando coibir qualquer tipo de reação, sendo assim, tal evento deve ser feito com energia, porém sem violência de qualaquer natureza.

O que vc diria se por acaso, um suspeito, por falha na abordagem realizada, saque sua arma e efetue disparos contra os PM, atingindo acidentalmente, um desavisado jornalista fotógrafo. As abordagens realizadas por nós (PM paulista) não é demérito para ninguém, só estamos com isso, tentando levar um pouco de segurança à nossa sofrida população, deixe-nos trabalhar. E segue a máxima tão falada nos cursos. “NUMA ABORDAGEM DA PM, OU SE PRENDE UM SUSPEITO, OU SE FAZ UM AMIGO”.

P.S. e para estes tipinhos que ficam criticando, só tenho uma frase “se vc for capaz, coloque a farda e venha fazer o que nós fazemos”.

Comentário

Estava indo bem até chegar no “tipinho”.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Segurança Tags: , , ,
14/06/2009 - 10:49

O caso do investigador processado

No ano passado estourou o escândalo da Polícia Civil de São Paulo. Só depois do escândalo o governo do Estado tomou a decisão de afastar o Secretário e o Subsecretário.

Antes disso, quando a corrupção corria solta, houve amplo processo de repressão a quem ousasse apontar falhas na Polícia Civil. Delegados foram afastados, blogs de policiais proibidos e investigadores processados por qualquer crítica que fizessem à corporação, com amplo endosse do governo do Estado.

Recebo, agora, por Twitter, um desses absurdos, que me foi enviado pela vítima, investigador Roger Franchini.

O episódio foi decorrência de artigo de Luciano Huck, na Folha, a respeito do furto do seu relógio Rolex (os trechos colados foram retirados do inquérito): Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Segurança Tags: ,
13/06/2009 - 13:42

A Conferência Nacional de Segurança Pública

Do Grupo de Segurança Pública do Portal Luís Nassif

Conferência Nacional de Segurança Pública

Por Jorge Lima

Está programada para agosto a realização da Conferência Nacional de Segurança Pública. Por ora, estão em andamento as fases municipais e estaduais da Conferência. Pelo que se pode ver, naquilo que se encontra na web, não haverá novidades.

Os delegados de polícia vão defender que sua carreira seja reconhecida como carreira jurídica, ao par com juízes e promotores, e que seja-lhes concedida a isonomia de vencimentos com o MP. Vão defender, com unhas e dentes, o inquérito policial, alegando que é procedimento indispensável a persecução criminal. As polícias militares, por sua vez, vão continuar insistindo no famigerado “ciclo completo”, panacéia para todos os males da segurança pública, de acordo com a visão dos oficiais das PMs. E a coisa vai por aí, com cada um tratando de puxar brasa para sua sardinha. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Segurança Tags:
31/05/2009 - 10:37

O padrão Maluf na segurança paulista

No espectro político, é evidente a necessidade de um partido conservador, assim como os de centro esquerda, centro direita. Mas a transição de José Serra rumo à direitização é chocante.

O “modelo PSDB” tinha a cara do ex-Secretário de Administração Penitenciária, Nagashi Furokawa. Consistia em união com a comunidade, em cidades menores, de maneira a criar um envolvimento no atendimento ao criminoso de pequena expressão. Depois, concentrar a força do Estado no combate ao crime organizado.

Esse modelo foi por água abaixo ainda no governo Alckmin, com a nomeação de um troglodita, Saulo de Castro Abreu, para Secretaria de Segurança. Saulo desmontou qualquer possibilidade de trabalho integrado entre sua Secretaria, a de Administração Penitenciária e a da Justiça. Esbanjou violência, prepotência e despreparo. A explosão do PCC em 2006 liquidou com ele. Mas trouxe de volta o padrão Maluf de segurança, agora assumido pelo governo de São Paulo.

Com Serra, o jogo continua. Não apenas foi totalmente omisso para segurar a corrupção que grassava na Polícia Civil, como permitiu a adoção da truculência ampla não contra marginais, mas contra população de áreas “sublevadas”. Talvez pela tendência de Serra de enxergar conspiração em qualquer manifestação que exponha seu governo.

Leia abaixo a matéria “82 dias de medo em Paraisópolis”, do repórter Bruno Paes Manso, do Estadão, um relato chocante do que se transformou José Serra. Percebendo que a centro-esquerda havia sido ocupada por Lula, orientado por FHC decidiu se transformar no líder da direita. Por falta de inteligência e imaginação políticas – e de escrúpulos -, mandou sua biografia às favas e foi se espelhar no que a direita havia produzido de mais estúpido, o figurino Paulo Maluf.

Do Estadão

82 dias de medo em Paraisópolis Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Segurança Tags: , ,
28/05/2009 - 10:04

O samba da segurança paulista

Do Estadão

Novo chefe acusou Marzagão

Desafetos do ex-secretário ganham cargos na polícia

Marcelo Godoy

O delegado Roberto Fernandes, o homem que apurou por conta própria a ligação dos caça-níqueis com a polícia no interior do Estado, é o mais novo integrante da cúpula da Polícia Civil de São Paulo. Ele foi nomeado ontem pelo secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, para a direção do Departamento de Polícia Judiciária 8 (Deinter-8), responsável pela região de Presidente Prudente, onde estão presos os principais líderes do crime organizado de Estado.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Segurança Tags: , , ,
15/05/2009 - 13:36

As Unidades de Polícia Pacificadora do Rio

Por DKRC

Nassif,

Que tal uma discussão sobre as UPP (Unidades de Policia Pacificadora) que estão sendo instaladas nos morros cariocas.

São Unidades Policiais fixas dentro das comunidades, e onde não é feito apenas o policiamento. Essas unidades tem serviços básicos para os moradores, como posto de saúde 24h e cursos profissionalizantes.

Esse tipo de “ocupação” com serviços do estado resolve o problema de segurança? é paliativa? não resolve?

Fica ai para os especialistas do blog a discussão.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Segurança Tags: ,
30/04/2009 - 06:57

A Lei da Mordaça na Polícia do Amazonas

Por LORENA BAPTISTA

Nassif,

Gostaria de pedir seu apoio para divulgar a situação da Polícia Científica no Amazonas. Vivemos um caos e isso têm refletido sobremaneira no processo judicial, basta ler o tenebroso relatório de inspeção emitido pelo CNJ no dia 28 de abril.

É uma situação gravíssima, vivemos aqui o coronelismo puro, grosseiro e selvagem. E pior, a atual administração do Sistema de Segurança implantou um regime disciplinar para os servidores da polícia que os proibe de “falar com a imprensa”. A Lei ficou conhecida como “Lei da Mordaça”.

Veja, vivemos um caos, já percorremos todos os trâmites administrativos possíveis buscando solução, nada foi feito. Sou representante da Categoria de Peritos e por responder a uma matéria jornalística sobre a situação da perícia no Estado, estou respondendo processo administrativo, além de várias outras formas de persegução.

Entendo que somente uma massificação dessa informação poderá fazer este estado e coronelismo e resquício da ditadura serem eliminado do Amazonas.

A Associação Brasileira de Criminalística está em reunião nesse momento e decidirá a respeito de uma entrevista coletiva a fim de comentar tais fatos gravíssimos.

Queria seu apoio e cobetura do evento.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Segurança Tags: ,
26/04/2009 - 11:10

A Segurança de SP e o esquema caça-níqueis

Os problemas de segurança, no governo José Serra, parecem uma novela sem fim. Matéria do Estadão mostra que o ex-Secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, homem de confiança do governador José Serra, afastou delegado que estava trabalhando para denunciar os esquemas.

O depoimento do delegado Roberto Fernandes – que denunciou o esquema – não deixa dúvidas de que a cadeia de proteção chegava até o próprio Secretário de Segurança.

Delegado acusa Marzagão de omissão

(…) Fernandes está há 40 anos na polícia. É delegado de classe especial, o nível mais elevado da carreira, há 20 anos. Trabalhou no antigo Departamento de Ordem Política e Social (Dops) com o hoje senador Romeu Tuma (PTB-SP). Ele havia sido nomeado delegado seccional de Marília em 2007. Era então considerado um homem ligado a Marzagão. Em dezembro de 2007, foi exonerado.

As acusações de Fernandes contra integrantes da cúpula da Polícia Civil e contra Marzagão constam do depoimento que o delegado prestou em sigilo, em agosto de 2008, aos promotores do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Bauru, que apurava o caso em conjunto com Ministério Público Federal (MPF). Segundo o procurador da República Marcos Salati, o delegado se tornou uma das principais testemunhas da acusação. Suas informações ajudaram na decretação da prisão de 33 dos 52 réus no processo por contrabando, corrupção e formação de quadrilha contra a máfia dos caça-níqueis.

Fernandes conta que estava começando as investigações quando teve de interrompê-las, por causa de sua remoção de Marília, em outubro de 2007. O policial foi primeiramente classificado na subdelegacia-geral, em São Paulo. Ele decidiu tirar 60 dias de licença-prêmio. Foi até Bauru, sede do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-4), que comandava Marília, Jaú, Lins e outras cidades em que o delegado sabia haver arrecadação de propina da máfia do jogo.

(…) Fernandes, no entanto, contou aos promotores que, um dia depois de entregar os documentos, foi novamente removido. Desta vez, soube pelo Diário Oficial do dia 23 de janeiro de 2008 que devia deixar a subdelegacia-geral, transferido para o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), onde assumiria a burocrática delegacia de cartas precatórias. Além disso, uma apuração preliminar foi instaurada contra ele, com base em representação de um dos delegados que acusava, o então diretor do Deinter-4, Roberto de Mello Annibal, que integrava a cúpula da polícia.

Comentário

Primeiro, houve a indicação de Lauro Malheiros Neto, como subsecretário de Segurança, para espanto dos advogados e outros membros do sistema criminal paulista. Malheiros praticamente ficou à frente da Secretaria, devido à menor experiência do secretário Ronaldo Marzagão. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política, Segurança Tags: , ,
21/03/2009 - 11:45

O que aconteceu com o Gafisud?

Por Paulo Kautscher-São Gonçalo-RJ

Nunca mais ouvi falar do GAFISUD

GAFISUD – Grupo de Ação Financeira da América do Sul Contra Lavagem de Ativos

Com vistas a concretizar o compromisso assumido pelos Ministros de Finanças das Américas, em fevereiro de 2000, reuniram-se em Brasília, em agosto do mesmo ano, os representantes da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai e Uruguai, além de representantes da Comissão Interamericana para o Controle do Abuso de Drogas (CICAD/OEA), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e de um delegado do Ministério da Economia espanhol, indicado pela Presidência do GAFI/FATF para prestar assistência ao evento, para discutir as bases de criação de um grupo regional na América do Sul contra a lavagem de dinheiro nos moldes do GAFI/FATF, que resultou em proposta de Memorando de Entendimento para o estabelecimento de um Grupo de combate à lavagem de dinheiro, em âmbito regional.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Segurança Tags: ,
17/03/2009 - 16:00

As escravas brancas

Por luzete

Notas sobre a tão celebrada civilização européia:

“… Segundo a polícia, os traficantes de mulheres tinham um sistema para evitar que as prostitutas fugissem ou denunciassem a exploração aos clientes: ameaçavam agredir ou matar as famílias no Brasil.

O caso mais grave descoberto pelos investigadores foi o de uma mulher de 21 anos (cuja identidade não foi revelada) que ficou quase dois anos presa num apartamento em Barcelona, forçada a se prostituir e sem poder sair à rua, nem ter contato com o exterior.

A vítima, que era menor de idade quando chegou à Espanha, foi revendida a uma outra quadrilha, que também atuava na Catalunha e já foi desmantelada.

Segundo os policiais, as 28 brasileiras encontradas nos prostíbulos da organização estão recebendo atenção médica e psicológica em ONGs de ajuda às mulheres exploradas sexualmente, como a Agência de Abordagem Integral de Trabalho Sexual, e deverão ser repatriadas em breve.

Os 15 detidos por de tráfico de pessoas enfrentam acusação de coação e obtenção de lucro com a prostituição, formação de quadrilha, falsificação de documentos, agressões sexuais, lesões e violação dos direitos dos cidadãos estrangeiros e de direitos trabalhistas…”

O mundo é um só. o homem é um só. o capitalismo é este aí. vale tudo.

tirei daqui: BBC

Autor: luisnassif - Categoria(s): Segurança Tags: ,
15/03/2009 - 14:38

O perfil de um serial killer

O que separa um assassino de pessoas de um assassino de reputações ou de uma pessoa que, estando certa na rua, atropela o ciclista que entra no sinal vermelho? Creio que apenas a oportunidade e as circunstâncias. Pessoas nascem com distúrbios, transtornos, doenças morais. Se as circunstâncias permitem, tornam-se grandes bandidos. Dependendo para onde as circunstâncias os conduzem, exercitam o instinto assassino em atividades “legais”.

Leia aqui o papel “Transtorno de Personalidade, Psicopatia e Serial Killers”, dos professores Hilda Morana, Michael Stone e Elias Abdalla Filho, que não chega a abordar essa questão mas traz uma boa discrição desse tipo de doença: o transtorno de personalidade.

Trechos da Introdução

A classificação de transtornos mentais e de comportamento,
em sua décima revisão (CID-10), descreve o transtorno
específico de personalidade como uma perturbação grave da
constituição caracterológica e das tendências comportamentais
do indivíduo. Tal perturbação não deve ser diretamente imputável
a uma doença, lesão ou outra afecção cerebral ou a um
outro transtorno psiquiátrico e usualmente envolve várias áreas
da personalidade, sendo quase sempre associada à ruptura
pessoal e social.1

Os transtornos de personalidade (TP) não são propriamente
doenças, mas anomalias do desenvolvimento psíquico, sendo
considerados, em psiquiatria forense, como perturbação da
saúde mental. Esses transtornos envolvem a desarmonia da
afetividade e da excitabilidade com integração deficitária dos
impulsos, das atitudes e das condutas, manifestando-se no
relacionamento interpessoal.

De fato, os indivíduos portadores desse tipo de transtorno
podem ser vistos pelos leigos como pessoas problemáticas e
de difícil relacionamento interpessoal. São improdutivos quando
considerado o histórico de suas vidas e acabam por não
conseguir se estabelecer. O comportamento é muitas vezes
turbulento, as atitudes incoerentes e pautadas por um
imediatismo de satisfação. Assim, os TP se traduzem por
atritos relevantes no relacionamento interpessoal, que ocorrem
devido à desarmonia da organização e da integração da
vida afetivo-emocional. No plano forense, os TP adquirem
uma enorme importância, já que seus portadores se envolvem,
não raramente, em atos criminosos e, conseqüentemente,
em processos judiciais, especialmente aqueles que
apresentam características anti-sociais.2

incidência e prevalência se equivalem na questão dos TP. A
incidência global de TP na população geral varia entre 10%
e 15%, sendo que cada tipo de transtorno contribui com
0,5% a 3%.3-4 Entre os americanos adultos, 38 milhões apresentam
pelo menos um tipo de TP, o que corresponde a
14,79% da população.5

Esse tipo de transtorno específico de personalidade é marcado
por uma insensibilidade aos sentimentos alheios. Quando
o grau dessa insensibilidade se apresenta elevado, levando
o indivíduo a uma acentuada indiferença afetiva, ele pode
adotar um comportamento criminal recorrente e o quadro clínico
de TP assume o feitio de psicopatia.

Clique aqui para baixar o trabalho: transtornopersonalidadepsicopatiaseriakillers

Autor: luisnassif - Categoria(s): Saúde, Segurança Tags: ,
14/03/2009 - 07:00

A corrupção na Polícia Civil

Vou inverter a ordem, colocar o comentário na frente para situá-los melhor sobre as colaborações seguintes. Além desta, enviada pelo Gilberto, há uma outra entrevista do Conde Guerra, trazida pelo Nilson do Blog do Paulo Henrique Amorim.

Não tenho informações maiores sobre o Conde Guerra (o delegado que montou um Blog de denúncias contra os desmandos da área de segurança em São Paulo), tenho sobre o ex-Secretário da Administração Nagashi – um dos melhores juízes e das melhores pessoas humanas que já conheci.

Acompanhei de perto suas agruras no governo Geraldo Alckmin, junto com o Secretário de Justiça Alexandre Moraes – outra figura séria – enfrentando a barra-pesada do Secretário de Segurança Saulo de Castro Abreu.

Tentava-se passar a imagem de um Nagashi complacente com o crime, devido à humanização que empreendera em várias cidades, convocando ONGs para auxiliar na recuperação de presos de baixa periculosidade. Nos prêmios de Gestão do Estado, Nagashi era a pessoa que sempre vinha com as práticas mais inovadoras.

Contra o crime organizado, não. Era duro, severo. O episódio do PCC explodiu quando ele tentava isolar as lideranças do crime. Ele foi massacrado pelas autoridades estaduais, que preferiram o falso estilo duro de Saulo – falso porque ineficiente e fanfarrão.

A Administração Penitenciária recolhia os presos. Caberia à Secretaria de Segurança as investigações, o trabalho de desmantelamento das quadrilhas, inclusive agindo dentro dos presídios. Jamais aconteceu isso.

A mim, tanto Nagashi quanto Moraes contaram como Saulo desmontara qualquer possibilidade de ação conjunta das três secretarias, com sua truculência e a incapacidade de Alckmin de administrar conflitos. Em vez de enquadrá-lo, depois de altercações em uma das primeiras reuniões conjuntas das três secretarias, Alckmin preferiu acabar com as reuniões.

A troca de secretários

Quando houve a troca de Secretários, o novo Secretário de Administração Penitenciária providenciou um factóide para tentar desmoralizar mais ainda Nagashi. Alegou que havia sistemas de escuta em seu gabinete e atribuiu-os a Nagashi. Tudo por espírito de revanche, por ter sofrido uma admoestação em determinado episódio.

O comportamento do governo de Serra, não impedindo a tentativa de assassinato de reputação de um dos melhores quadros do PSDB foi o primeiro sinal da virada de página na biografia do governador. A visão humanística de Nagashi em relação aos presos comuns, sua visão de endurecimento em relação ao crime organizado, não teve mais espaço. Serra fez ouvidos moucos aos alertas sobre o que ocorrera na gestão Alckmin.

Quando foi indicado Lauro Malheiros Neto para adjunto da Secretaria de Segurança, conversei com famoso advogado criminalista – com grande conhecimento sobre a política presidiária do Estado.

Passou-me duas dicas importantes. A primeira, que Nagashi tinha sido a última esperança de uma política humanitária para recuperação dos pequenos criminosos. A segunda, que vinha rolo por aí: todo o sistema (incluindo autoridades, advogados, procuradores) conhecia de sobra a má reputação de Lauro Malheiros Neto, indicado para Subsecretário da Segurança.

Falou-me alguns meses antes de estourar o primeiro escândalo envolvendo Lauro.

À luz dos fatos expostos por esse Conde Guerra e dos antecedentes que cercaram a saída de Nagashi, pergunto: qual o preço pago pelo governo do Estado para essa trégua com o PCC? Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Segurança Tags: , ,
05/03/2009 - 11:26

O caso Lauro Malheiros

Quando o governador José Serra indicou Ronaldo Marzagão como Secretário de Segurança, conversei com um grande criminalista de São Paulo. Ele disse que no meio criminal, Marzagão era visto como pessoa série. Mas ninguém conseguiu entender a indicação do adjunto Lauro Malheiros. Tinha sido delegado, abandonou a carreira, tornou-se advogado. Mas as histórias sobre ele eram de conhecimento geral no meio criminal – da polícia e dos advogados.

Essa conversa ocorreu muito tempo antes de estourar os escândalos envolvendo Malheiros. Mas o enigma continua: quem apadrinhou sua indicação?

Do Estadão

Corregedoria da polícia vai reabrir processos sob suspeita de fraude Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Segurança Tags: , ,
26/02/2009 - 14:16

A lei seca secou

Por Gustavo Cherubine

Olha, Nassif, dados do carnaval com a lei seca vigorando.

Da Folha Online

“No primeiro Carnaval sob a Lei Seca, balanço divulgado nesta quinta-feira (26) pela Polícia Rodoviária Federal registra aumento no número de acidentes nas estradas do país. Entre 0h de sexta-feira (19) e meia-noite de quarta (25), foram registrados 2.865 acidentes (aumento de 20% em relação a 2008) e 1.784 feridos (aumento de 21%). O número de mortes foi de 127 mortes, contra 128 em 2008.”

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão, Segurança Tags: ,
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