Democratas dos EUA conseguem votos para abrir debate sobre saúde
REUTERS
Tamanho do texto? A A A A WASHINGTON – Os democratas do Senado dos Estados Unidos chegaram neste sábado aos 60 votos necessários para abrir formalmente o debate sobre o grande pacote de reforma do setor de saúde, depois de a última indecisa integrante do partido, senadora Blanche Lincoln, dizer que apoiará o movimento.
O Senado deve votar a medida às 23h (horário de Brasília) para abrir o debate de reforma do sistema de saúde norte-americano, que envolve 2,5 trilhões de dólares –a principal prioridade doméstica do presidente Barack Obama.
Os democratas precisam de 60 votos para aprovar a moção no Senado, que conta com 100 membros, e não têm margem de erro –eles controlam exatamente 60 votos e os republicanos estão unidos na oposição.
O debate do plano é o primeiro procedimento para a tramitação do projeto de 2.074 páginas.
A reforma do sistema de saúde poderia expandir a cobertura do plano governamental a milhões que não têm nenhum seguro e impedir práticas de planos de saúde como a de negar a cobertura para pessoas com doenças pré-existentes.
“Este projeto efetua as reformas necessárias na saúde buscadas pelo governo: um sistema de saúde acessível e de qualidade ao alcance de milhões de norte-americanos que hoje não têm cobertura nenhuma, e estabilidade e segurança para centenas de milhões que já possuem um plano,” destacou a Casa Branca em um comunicado de apoio ao projeto, na sexta-feira.
A compra da operadora de saúde Medial pela Amil, ocorrida hoje, é mais um passo na consolidação do mercado de planos de saúde. A Amil Assistência vai pagar R$ 612,511 milhões pelas ações dos controladores da Medial Saúde. A compra de ações ordinárias da Medial se refera a 51,9% do capital social total e votante da operadora.
Em fato relevante, a Amil disse que a aquisição “visa consolidar a posição de liderança da Amilpar no mercado de saúde suplementar brasileiro, em especial no estado de São Paulo”. O preço a ser pago pela Amil Assistência aos controladores da Medial Saúde foi fixado em R$ 17,2066 por ação da Medial Saúde e cerca de R$ 8,4223 por ação da Medial Participações.
Bastante pulverizado, o mercado de planos de saúde tende a se consolidar para enfrentar as margens reduzidas e a regulação cada vez mais rígida. A estratégia a ser adotada pelas operadoras tende a ser a de fusões e aquisições ao invés de crescimento orgânico, diz o diretor executivo da Allianz Saúde, Maurício da Silva Lopes.
A RN (resolução normativa) 195, em vigor desde o início do mês, enrijeceu os critérios para a contratação de planos de saúde coletivos empresariais e por adesão, e estabeleceu o prazo dos reajustes, que vinham ocorrendo entre três a seis meses, para doze meses. Isso limitou a margem de manobras das operadoras, que buscavam ganhar mercado oferecendo prêmios menores. Siga a entrevista de Lopes, concedida durante o workshop “Impacto das Novas Resoluções Normativas nos Planos de Saúde”, promovida pela administradora de benefícios Raetto Consultoria.
Como as operadoras de planos de saúde pretendem crescer?
Lopes: Nos mercados em consolidação, todo jogador quer ganhar participação rapidamente porque querem fazer parte dos consolidadores e não dos consolidados, e nesse caso os movimentos de curto prazo acabam tendo muito mais influencia do que os de longo. Mas com a RN 195, o apetite para risco vai ficar um pouquinho menor, então esses grandes crescimentos orgânicos de mercado tendem a diminuir. O apetite pelo ganho orgânico de mercados, com a oferta de prêmios mais baixos e por meio de captação de riscos calculado de maneira descuidada, deve diminuir com a entrada da resolução.
Quem será o alvo de consolidação?
Lopes: Serão as operadoras que possuirão alguma fraqueza. Entre eles, está a falta de capacidade de colocar produto no mercado por falta de escala, reserva técnica, sistema tecnológico, ou desacordo com a legislação. As carteiras dessas operadoras devem migrar para a das consolidadoras.
Quais os desafios do setor de planos de saúde?
Lopes: No final de 2008, houve um enxugamento do mercado de planos de saúde por causa das demissões. Para cada funcionário demitido, se perde uma média de 3 segurados, agregados no plano familiar. Mas estamos enxergando agora uma melhora, com os empresários voltando a contratar. A economia gerou mais de 1 milhão de empregos, gerando incremento de massa salarial. O mercado vai voltar a crescer de maneira disciplinada, mas o grande crescimento da década de 1980 não deve voltar nos próximos anos.
Como a regulação afeta o mercado?
Lopes: Não deve ocorrer grandes alterações na regulação. As exigências de cobertura estão aumentando cada vez mais, e vai se ter cada vez menos gente com poder aquisitivo para adquirir planos de saúde. Se não se baratear os planos, o aumento de carteiras só vai ocorrer por meio do incremento de renda da população.
Como a Allianz se prepara para este cenário?
Lopes: Vemos perspectiva de crescimento. Continuamos apostando no mercado de planos de saúde, que consideramos promissor e acreditamos que a penetração de seguros vai aumentar com o crescimento do PIB. Queremos fazer parte dessa historia.
(Nota: por meio da sua assessoria de imprensa, a Allianz disse que pretende aumentar a sua carteira, e que não está prevista nenhuma aquisição de empresas).
Havendo transparência e controle, a terceirização em si não é uma má iniciativa.
No entanto, tenho recebido muitas reclamações sobre a terceirização da saúde em São Paulo. Críticas e suspeitas em relação à contratação dos serviços de radiologia, à constituição das OSCIPS que assumiram hospitais estaduais.
Confesso não ter opinião ainda. Vamos ver se uma boa discussão ajuda a clarear esse tema.
Por Luis Roberto
Olá Nassif… sugiro que vc coinheça a história da ASSOCIAÇÃO HOSPITALAR DE BAURU… talvez vc comece a entender como funciona a terceirização da saúde no Estado de São Paulo e de que maneira (à moda do gato) os tucanos paulistas enterram com areia rasa aquilo não lhes interessa divulgar….Procure nos jornais locais http://www.jcnet.com.br (só não leve em conta o sensacionalismo que provoca a disfunção narcortizante) atenha-se aos números e veja também no BOM DIA , wwwredebomdia.com.br…. acho que vc vai começar a formar opinião sobre essa história de OSS E OSCIP.
EU passei por uma depressão muito forte, dessas de não abrir a porta de casa por dias, eventualemnte sair, pegar comida e voltar à reclusão por outros dias. Colocar lençóis nas janelas pra não ver o Sol e poder dormir, dormir. Sentindo-me inútil. Achando que tudo que já havia feito tinha dado errado e racionalizando que não adiantava fazer mais nada, porque ia dar errado de novo.
Um belo dia, meu pai (com quem tenho um relacionamento distante) simplesmente disse que ia me levar a um psiquiatra, eu não recusei.
Já estou no segundo psiquiatra, agora acho que acertamos nos remédios, isso não quer dizer que esteja vibrando de alegria, mas que voltei a FUNCIONAR como pessoa, trabalho, estudo e reencontrei meus amigos, e alguns novos.
Boa matéria da repórter Luciana Abade no JB, O SUS na vanguarda científica. Mostra o papel do SUS na pesquisa científica no Brasil, em particular com células-tronco.
“Mal de Parkinson, Mal de Alzheimer, diabetes, epilepsia, acidente vascular cerebral (AVC). Essas são apenas algumas das dezenas de doenças que afetam milhões de brasileiros que torcem todos os dias para que os cientistas encontrem a cura do mal que os atinge. O caminho para que a terapia celular seja usada como qualquer outro procedimento médico ainda é longo, mas os primeiros passos já foram dados. Balanço do Ministério da Saúde mostra que R$ 65 milhões já foram investidos, desde 2005, em pesquisas com células-tronco. Desse montante, cerca de 60% foi financiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O restante foi arcado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).” [...]
“No total, são mais de 300 pesquisadores trabalhando no Brasil em 90 grupos que foram contemplados com financiamento público.”
Ler a matéria toda aqui: http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/10/21/e211016258.asp#
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Now playing: Fábio Zanon – 56. Musica Nova via FoxyTunes A Unimed Paulistana é uma operadora com situação financeira saudável, e a decisão da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) de intervir na operadora foi desnecessária, segundo o advogado da cooperativa, Jarbas Machione. Prova disso é que a Unimed Paulistana paga em dia seus fornecedores e cooperados e tem crédito junto aos bancos, observa o advogado.
Semanas atrás recebi um convite da presidência do Hospital Sírio Libanês para conhecê-lo por dentro – acho que por minha assiduidade em frequentar o Pronto Socorro.
É um espanto, mesmo para quem se acostumou a acompanhar os avanços da medicina brasileira.
Até alguns anos atrás, Sírio, Einstein, São Luiz, Santa Catarina, se notabilizavam apenas pela hotelaria. Lembro-me das provocações que fazia, em meados dos anos 90, cobrando pesquisas, avanços tecnológicos.
O que se tem hoje no Sírio – e certamente no Einstein – é uma estrutura de primeiro mundo.
Dezesseis Estados deixaram de aplicar R$ 3,6 bilhões em Saúde em 2007, de acordo com a matéria do jornal Folha de S. Paulo desta segunda-feira, 14 de setembro. O desvio da verba é justificado por uma brecha na lei: a Emenda Constitucional 29 prevê que os Estados devem destinar à Saúde no mínimo 12% da receita própria e os Municípios 15% da receita. No entanto, o texto não define exatamente o que é investimento em Saúde e deixa margem para que os Estados e os Tribunais de Contas façam interpretações subjetivas.
O quadro apresentado pelo jornal é de conhecimento dos Municípios brasileiros, que têm solicitado, há alguns anos, a regulamentação da Emenda 29. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) tem mostrado, por meio de estudos, que as prefeituras investem além do que está previsto em lei e que os Estados não cumprem com o porcentual de 12%.
“Quem tem dinheiro tem condições de mobilizar a imprensa, fazer propaganda para dizer que a população está sendo prejudicada, que o beneficiário é o prejudicado pela CPMF. Não existe opinião pública. O que existe é opinião publicada que forma a opinião pública.”
Nassif, cientistas britânicos e franceses identificaram três genes que podem ser fundamentais para o desenvolvimento do Mal de Alzheimer.
Notícia:
Cientistas identificam genes ligados ao Alzheimer
Cientistas britânicos e franceses identificaram três genes que podem ser determinantes no desenvolvimento do Mal de Alzheimer, segundo artigo publicado na revista especializada Nature Genetics.
Os cientistas britânicos identificaram dois genes em um estudo de 16 mil amostras de DNA. Os genes são conhecidos por ter implicações no processo de inflamação e processamento de colesterol.
DAVID UIP, JOSÉ OTÁVIO COSTA AULER JUNIOR e MARCOS BOULOS
A previsão para nosso próximo inverno não é boa, pois a gripe deverá voltar ao país, talvez com um número ainda maior de casos
APESAR DA diminuição da intensidade da contaminação pela influenza A (H1N1) entre nós e do muito que já sabemos sobre essa pandemia, precisamos estar atentos para as nuances do ocorrido e para as possibilidades evolutivas da doença.
As pandemias, como o nome já aponta, têm ampla distribuição geográfica e não é pouco frequente que fiquem “circulando” pelo mundo, às vezes por muitos anos, até que grande parte da população mundial tenha contato com o agente infectante (o vírus H1N1, no caso) e a imunidade coletiva prevaleça.
No caso da atual pandemia recém-iniciada, cuja infecção é transmitida por gotículas de saliva que ficam no ambiente, a transmissão é elevada e acompanha o clima frio. Até aí, nenhuma novidade: todos sabem que ficamos mais gripados no inverno.
Atendimento a paciente particular e de plano de saúde é previsto no projeto que amplia a terceirização dos hospitais estaduais
Venda de serviço pode chegar a 25% da capacidade da unidade; texto segue agora para sanção do governador José Serra
RICARDO WESTIN
DA REPORTAGEM LOCAL
A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou ontem, por 55 votos a 17, o projeto de lei que permite que todos os hospitais estaduais sejam terceirizados e, apesar de públicos, atendam a pacientes particulares e de planos de saúde, mediante cobrança.
O Ministério Público do Estado afirmou que, assim que a norma entrar em vigor, ajuizará ações contra a sua execução. Na visão do Ministério Público, a futura lei fere os princípios de igualdade e universalidade do SUS (Sistema Único de Saúde), pois criará um tratamento diferenciado para os pagantes.
Eu ando impressionado com os movimentos preliminares em torno do Projeto de Lei que deverá regulamentar a EC 29. O PL é fundamental para o avanço (e eventualmente até mesmo a sobrevivência) do SUS. TODAS as economias razoavelmente organizadas do mundo ocidental sabem que o financiamento da saúde é um verdadeiro “saco sem fundo”. As despesas crescem sempre acima do crescimento do PIB. As causas são bem conhecidas: a tecnologia na saúde é sempre agregada (e não substituída como em outras áreas), ou seja: avanço tecnológico sempre vem para acrescentar custos. A indústria farmacêutica e o complexo industrial da saúde são verdadeiros corsários explorando o que podem e o que não podem seja no “primeiro” seja no “terceiro” mundo. A inflação da saúde é explosiva. A tendência à maior longevidade, as doenças da vida moderna, enfim, tudo conspira contra o equilíbrio das contas do sistema.
Para especialistas em defesa do consumidor, a resolução da ANS – que entra em vigor em outubro – burocratizou serviço, vetou a portabilidade e manteve reajuste livre
Os planos de saúde oferecidos em empresas ou firmados entre associações e entidades de classe seguirão novas regras a partir de 15 de outubro, informou a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). No entanto, análise de especialistas em defesa dos direitos do consumidor afirma que a alteração da resolução 195 burocratizou o serviço e manteve o veto à portabilidade, além da possibilidade de as operadoras reajustarem seus preços livremente – fatores estes que prejudicam o usuário. Os convênios médicos onde uma pessoa jurídica é responsável pela intermediação entre o consumidor e a operadora representam 70% do total de planos em todo país.
As novas regras trazem mais obrigações aos clientes. Nos convênios oferecidos pelo empregador – com 30 ou mais beneficiários -, o usuário terá que oficializar a adesão ao plano em até 30 dias após a assinatura do contrato. Quem passar do prazo será obrigado a cumprir um período de carência, que pode chegar a dois anos em alguns convênios. Nos casos de doenças ou lesões pré-existentes, o usuário também terá de incluir a cláusula de agravo ou cobertura parcial temporária.
“Deveria existir um convênio só para casos de internação”. Existe. São os planos de segmentação “Hospitalar”, de acordo com a regulamenção da ANS, exatamente com esse objetivo. Muitas operadoras oferecem esse tipo de plano.
A minoria americana bem informada, inclusive conservadora, sabe que a saúde do Estados Unidos é pior do que a de qualquer país rico. Na escala da ONU, a qualidade da assistência médica dos EUA aparece em 37º lugar, embora o país gaste o dobro e até três vezes mais por cabeça do que qualquer país europeu e o Japão.
Os gringos têm mais doenças e vivem menos do que os outros ricos. Não há como fabricar este número.
E a saúde aqui não mata só a população. O governo freou a indústria americana quando já estava com um pé na cova, mas todas empresas e quem faz seguro individual pagam preços absurdos por qualidade duvidosa.
Quase metade das falências do ano passado foi atribuída a custos com saúde. E pior. Se você é rico ou político influente, o serviço é da melhor qualidade. Um dos meus filhos sentiu uma dor muito forte do lado direito da cintura e às 23h fomos para a emergência do hospital. Depois de 2 ou 3 horas para ser admitido, os médicos começaram uma série interminável de exames. Menos de 12 horas depois, frustrado com os exames sem definição e pelo cenário, fugiu do hospital. Mas não da conta: US$ 21 mil.
Cerca de onze anos atrás, fui vitima de uma forte hemorragia digestiva, necessitando de uma cirurgia de urgencia. Descobri que era portador de hepatite C, com uma cirrose em grau avançada, já instalada. Possuia dois convenios, um particular pago pessoalmente e outro como dependente de minha esposa, funcionária de um banco estatal.
Após a estabilização do quadro, informaram que necessitaria de um transplante de figado e um tratamento quimioterápico longo ( 18 meses ), para tentar eliminar o virus.
Com surpresa verifiquei que os convenios não cobriam o transplante, nem o tratamento, e que a taxa de sobrevivencia, dos casos similares, não ultrapassava 10% em 3 anos.
Sem muitos percalços, consegui ser encaminhado para o Hspital das Clinicas de SP, para ser tratado pela então equipe do dr Silvano Raia. Após alguns anos de fila e de tratamento, consegui ser transplantado no Hospital Albert Einstein, pelo SUS, com todo exito. Tive todo o tratamento e a maioria dos medicamentos fornecido gratuitamente pelo governo, como a acontece com a grande maioria dos transplantados no Brasil.
No hospital, permaneci algum tempo na UTI, ao lado da mãe de uma famosa apresentadora de televisão, e não notei nenhuma diferenciação no atendimento ou nos procedimentos.
Em todos esses anos de tratamento e peregrinações por hospitais da rede publica, nunca fui destratado e nem ví alguem ser destratado. Por outro lado, é relativamente comum ver pacientes e famuliares, exigindo atendimento “diferenciado”, julgando ser caso ou paciente especial.
Depois que o Carlos Alberto Sardenberg resolveu até questionar políticas públicas de saúde, defendendo que o setor privado competisse na venda de remédios contra endemias, o samba do crioulo doido entrou na discussão.
O editorial de hoje da Folha, “Saúde em questão”, aborda um tema complexo – o da saúde suplementar – e o submete ao simplismo de propor total independência em relação ao Estado. (clique aqui).
O sistema de saúde brasileiro é composto por uma perna de financiamento público (o SUS), uma estrutura de hospitais públicos, privados e de benemerência, um conjunto amplo de prestadores de serviços privados e um setor de saúde suplementar – as operadoras de planos de saúde – fundamental para se alcançar a universalização da saúde.
Os pontos defendidos pelo editorial denotam uma enorme dificuldade em entender a natureza da saúde suplementar:
(…) O setor vem apresentando crescimento considerável de beneficiários, cerca de 5% ao ano desde 2004, segundo dados da ANS, variação superior ao PIB e ao crescimento populacional. Tal desempenho, entretanto, não deve obscurecer o fato de que o segmento de planos privados de saúde ainda tem uma forte dependência da esfera pública, por vezes injustificável e pouco transparente.
Operadoras reprovadas pela Agência Nacional de Saúde por prestarem serviço precário representam 23% do total de planos de saúde em todo país; consulte lista online
O seu plano de saúde pode estar oferecendo um péssimo serviço e, conseqüentemente, ter sido reprovado pelos critérios de excelência nos atendimentos definidos pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). E o pior: poucos usuários têm conhecimento sobre isso. Levantamento realizado pela própria agência reguladora mostra que cerca de 9 milhões de beneficiários de convênios médicos individuais estão sendo atendidos por operadoras consideradas insatisfatórias. Esses planos representam 23% do total atuante no Brasil. Também há outro 1,379 milhão de usuários de convênios odontológicos com o mesmo problema. O número representa 18% do total de beneficiários deste tipo de plano em todo território nacional.
Para atestar a qualidade do serviço prestado, os técnicos da ANS se basearam no IDSS (Índice de Desempenho da Saúde Suplementar) definido para cada operadora. O indicador tem uma escala de 0 a 1, sendo este último número o melhor patamar. O grupo que apresentou deficiência registrou IDSS variando de 0 a 0,39. Assim, o foco da fiscalização se vira contra todos eles, segundo informou o diretor-presidente da agência, Fausto Pereira dos Santos.
A vantagem em consultar o indicador está no fato de o cliente insatisfeito com o serviço poder trocar de operadora sem a necessidade de cumprir novos prazos de carência. Desde abril deste ano, a portabilidade dos planos de saúde permite a troca do convênio médico, mediante algumas regras. Clique aqui para conhecer todas as exigências para a migração.
Neste Dia Nacional da Saúde, dezenas de milhões de brasileiros, a grande maioria de baixa renda, podem contar com serviços públicos de saúde. A inclusão dessa numerosa população – que esteve desamparada antes da criação do SUS (Sistema Único de Saúde) em 1990 – é o principal avanço do sistema, de acordo com o sanitarista Eugênio Vilaça Mendes. O consultor público não hesita em colocar o modelo de saúde pública brasileiro como um dos melhores do mundo em qualidade de serviço, mas ao mesmo tempo reconhece a necessidade de mudanças estruturais para ampliar o alcance do atendimento e eficiência econômico-financeira.
O SUS é referência mundial no tratamento do vírus HIV e possui um dos melhores programas de vacinação contra a gripe influenza. Doenças como varíola, sarampo e poliomielite foram erradicadas, mas o sistema ainda não consegue combater com eficiência doenças infecciosas, ao contrário dos países desenvolvidos. Para Mendes, uma solução é integrar melhor o sistema de atendimento do SUS, com cuidados ambulatoriais, hospitalares e integrais (prevenção, cura e reabilitação).
Seis grandes operadoras e seguradoras de saúde – Amil, Bradesco, Golden Cross, Intermédica, Medial e Sul América – se uniram e criaram um índice próprio para calcular seus gastos médicos. Trata-se da VCMH (Variação dos Custos Médico-Hospitalares), que mede as despesas médicas dos planos individuais de saúde no período de 12 meses.
Ao que tudo indica, esse novo índice vai se confrontar com os reajustes aprovados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Pelo indicador dos planos, a variação dos gastos médicos foi de 7,44% em 2008 e de 10,45% este ano. Já a ANS concedeu, nesses mesmos períodos, reajustes de 5,48% e 6,76%.
Conversa com um epidemiologista de São Paulo sobre o trabalho de atendimentos às vítimas da gripe suína no estado.
De uma maneira geral, a máquina anda, diz ele. O problema maior tem sido o da centralização dos medicamentos e a definição de quem deve receber.
Não se pode abusar de medicamentos, para não criar anticorpos na gripe. Mas a Secretaria da Saúde centralizou de tal maneira que os remédios demoram para chegar à população. Pela lógica, deveriam ser ministrados nas primeiras 48 horas. Depois disso, a gripe entra em fase descendente e a medicalização seria desperdício. Além disso, deveriam ser ministrados em todos os que tiveram contato direto com os pacientes.
Ocorre que a Secretaria da Saúde deveria se articular com a estrutura de hospitais e laboratórios privados, mas faz-se tudo de maneira centralizada. E não se atinge o objetivo.
Até pouco tempo atrás, só o Emilio Ribas fazia exames, cerca de 200 por dia, muitissimo aquém das necessidades. O Secretário foi convencido a usar o Fleury. Mas houve resistência dos escalões intermediários e os primeiros virus, para análise, demoraram a chegar. Agora o Adolfo Lutz entrou na parada também.
Em abril, o secretário disse que São Paulo estava preparada para enfrentar a doença, mas o que quiseram fazer assim que houve a primeira vítima foi se eximir das responsabilidades, minimizar, e dar a entender que se tratava de uma fatalidade. Para eles, os pacientes que estão morrendo tinham outros problemas de saúde. A minha filha, eu posso afirmar que não.
Nilce Paula Laguna: mãe da menina de 11 anos, primeira a morrer de gripe suína no Estado; Dona de casa diz que filha não tinha problemas de saúde e acusa secretário de Estado de mentir sobre o caso para encobrir erros
Luísa Alcalde, JORNAL DA TARDE
Nilce Paula Laguna, mãe da menina de 11 anos – a primeira a morrer em decorrência da gripe suína no Estado -, diz que a filha era saudável, nunca teve qualquer deficiência imunológica e nem contraiu hantavírus, como o governo estadual informou na ocasião. No início do mês, em menos de cinco horas, a garota morreu por septicemia (infecção generalizada), causada pela bactéria pneumococo, em Osasco.
A dona de casa também contesta declarações do Secretário Estadual da Saúde, Luiz Roberto Barradas, de que a criança não tinha apresentado inicialmente sintomas da nova gripe quando foi internada.
A assessoria de imprensa da Secretaria da Saúde informou que Barradas não havia relacionado a morte ao hantavírus e sim havia dito que “estava havendo uma investigação sobre essa hipótese e que se acreditava que ela poderia ter tido essa doença na infância”. Ainda segundo o governo, o secretário deu as informações com base no prontuário médico da menina.
Lembrei do que postaram aqui outro dia sobre os possíveis erros estratégicos do MS contra gripe suína – como não medicar todas as pessoas doentes.:
Fala quem sabe (BEM) do assunto vírus…
Americano Donald Henderson liderou erradicação da varíola no mundo.
Ele diz que não se deve temer nova gripe e defende restrição do Tamiflu.
Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo
Donald Henderson, que completa 81 anos no mês que vem, venceu a guerra contra a varíola, mas admite que essa talvez seja a última doença infecciosa a ser realmente erradicada no planeta. O epidemiologista americano, pesquisador do Centro de Biossegurança da Escola Médica da Universidade de Pittsburgh, trabalhou décadas junto com a Organização Mundial da Saúde usando vacinas para enfrentar epidemias e diz que, embora eliminar a gripe ou outras doenças muito comuns seja um objetivo quase impossível, ainda dá para fazer muito com a ajuda de imunizações.om os avanços recentes na pesquisa sobre os vírus influenza, por exemplo, ele prevê que em cerca de dois anos será possível obter uma vacina relativamente polivalente contra a gripe, impedindo que sejamos pegos de surpresa por um novo vírus a cada ano.
Atualizado em 22 de julho de 2009 às 09:06 | Publicado em 22 de julho de 2009 às 08:37
por Conceição Lemes
Domingo, 19 de julho, capa da Folha de S. Paulo:
Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses
Domingo, 19 de julho, caderno Cotidiano da Folha de S. Paulo:
Difícil o cidadão comum ler essas manchetes, e não se apavorar. Quem ainda tem na memória a epidemia midiática de febre amarela de 2008, é impossível não se indignar. Um verdadeiro crime contra a saúde pública foi cometido pela mídia corporativa. O pânico desencadeado pela combinação de má-fe e incompetência de grande parte da imprensa levou milhões de pessoas a se vacinar inutilmente e a correr riscos desnecessários devido aos efeitos colaterais. Duas morreram estupidamente.
Fazer política com notícias de saúde pode matar. E a julgar pela matéria de domingo passado sobre influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, parece que a lição não foi devidamente aprendida.
Ao descer os olhos pela reportagem descobre-se que:
Caro Nassif, desculpe destoar do tema.Entrementes,faz-se necessário.Escrevi um balanço da situação a respeito da GripeA que solicitaria o obséquio de analisar e se for desejável, publicar.O mesmo encontra-se disponível no site da PULMÃO S.A.(Sua Atmosfera), que conta com boletins em RSS e também no Twitter.
1. O Ministério da Saúde tem feito comentários a respeito da situação da Gripe Influenza A,dizendo que a situação está sob controle,dada a mortalidade mundial estar baixa,ou similar a gripe sazonal(gripe comum).O respaldo para isso se dá possivelmente no índice de mortalidade encontrado principalmente nos Estados Unidos e nos demais países do hemisfério norte.Isto pode ser verdade,porém está lamentavelmente se apresentando como uma meia verdade.Em toda infecção deve se considerar características tanto em relação ao agente agressor,no caso aqui o vírus H1N1 e características relacionadas ao hospedeiro.Se não,vejamos:a)A população americana(hospedeira), tem índice de educação muito acima da média mundial;b) O sistema de saúde americano e a vigilância sanitária é organizado o suficiente, e a população,inclusive a considerada de risco para a gripe(portadores de DPOC,hipotiroidismo,diabéticos,gestantes,etc.),encontra-se vacinada e portanto, apresenta um nível de proteção bastante considerável;c)Independente de ser gripe suína ou a influenza sazonal,TODOS os pacientes estão sendo tratados com os antivirais oseltamivir ou Zanamivir.Estaria nestes motivos a baixa mortalidade? Ou devemos continuar atribuindo a baixa mortalidade apenas as características virais, esquecendo em contrapartida o hospedeiro?
Agência estabelece que só empresa com vínculo trabalhista pode oferecer benefício
Novas medidas atingem principalmente os que eram considerados “falsos planos coletivos”, cujo atrativo eram os preços mais baixos
DA SUCURSAL DO RIO
A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar, que regulamenta o setor de planos de saúde) instituiu regras mais rígidas para criação de planos de saúde coletivos. A partir de 15 de agosto, somente empresas ou associações com vínculos trabalhistas ou classistas com os associados poderão oferecer esse tipo de plano.
As medidas, publicadas no “Diário Oficial” da União ontem, atingem principalmente o que a agência considerava como “falsos planos coletivos”. Eram associações de moradores, sócios de um clube ou fiéis de uma igreja que negociavam diretamente com uma operadora a oferta de um plano para um grupo de pessoas.
O principal atrativo eram os preços mais baixos em relação aos individuais. E as regras para reajuste ou cumprimento de carências eram menos rígidas.
Uma irmã pegou gripe, havia suspeita que fosse a gripe suína. Fez os exames, que demoram um pouco por conta do excesso de demanda. Ficou cinco dias de molho em casa. Todos os dias recebeu ligações de médicos da Vigilância Sanitária, querendo saber de seu estado, dos demais familiares, se estava procedendo conforme as orientações recebidas.
Manobra apoiada por deputado federal paraibano pode reduzir investimento na saúde
Relator da Lei das Diretrizes Orçamentárias, o deputado paraibano Wellington Roberto (PR-PB) abre brecha para que o governo deixe de investir R$ 480 milhões no setor da saúde.
De acordo informações divulgadas no portal do jornal O Globo, no texto final sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), divulgado na sexta-feira (3), o relator Wellington Roberto (PR-PB) deu parecer favorável à mudança, que terá impacto no cumprimento da chamada Emenda 29. Esta obriga o governo federal a repassar à Saúde o total investido no ano anterior, acrescido da variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas os bens e serviços produzidos no país).
Leia aqui a matéria completa ou clique no link abaixo para conferir a postagem original com texto assinado por Eduardo Rodrigues:
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.