Arquivo da Categoria Educação
22/11/2009 - 14:31
Por Marco
Em tempo, ecos do SARESP:
NaMaria News: SARESP 2009: O rescaldo
SARESP 2009: O rescaldo
A narrativa fecunda em incidentes do SARESP 2009, a barafunda abissal, por enquanto, pode assim ser resumida:
* Nem todas as escolas/classes/turmas, como preferir, receberam as provas corretamente. Entenda-se: no caderno de provas de português deve constar apenas questões de português e não de geografia ou matemática, que seriam em outro dia, por exemplo. Então o Miguelito está lá respondendo sobre a metafísica de uma charge sobre cortadores de cana e quando vira a página encontra gráficos, números e equações sobre venda de banana a quilo. Miguelito pensa que pirou ou as regras mudaram repentinamente ou ainda, que transformou-se em vidente. Mas não: foi erro do grosso mesmo, daquele mutirão dos 350 (ou mais) levado às pressas para a gráfica tapa-buraco do SARESP, a IGB – Indústria Gráfica Brasileira (Barueri), com os ônibus da JWA Transportadora Turística, contratada sem licitação em caráter de urgência. Problemas desta natureza aconteceram aos montes, em graus vários e diversas localidades paulistas.
* Nem todos os gabaritos das provas chegaram, quando chegaram não correspondiam com as provas. Quer dizer, a Secretaria da Educação e a FDE disseram ter criado 26 provas diferentes, com 24 questões cada, para evitar o ocorrido com o ENEM, há pouco mais de um mês. Vai daí que cada prova tem sua respectiva folha de respostas – as questões são as mesmas, o que muda é a ordem das perguntas. Se o Miguelito faz a prova modelo 24, deve ter em mãos o gabarito 24, onde assinalará as opções de respostas que julgar corretas. Acontece que Miguelito recebeu o gabarito da prova 13. Entretanto, no modelo 24 a resposta da questão 1 é C, e no modelo 13 é A. Elementar a confusão em cascata a partir disto, no momento da correção. Vale ressaltar que muitas unidades escolares receberam apenas os gabaritos, prova que é bom, necas; é a lei da compensação.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
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12/11/2009 - 21:41
Por Luiz Carlos
DIREITO DE RESPOSTA
Ao tentar defender a política meritocrática repaginada pela Secretaria de Estado de Educação de São Paulo, o Sr. Secretário da Educação Paulo Renato Souza atribui grande responsabilidade pelos problemas da escola aos professores e à sua formação, apontando as Faculdades de Educação, e nominalmente a Unicamp e Usp, pelos males da Educação do Estado de São Paulo.
Afirma o Sr. Secretário que a formação nesses cursos é muito teórica e ideológica, em que se defende a ausência de método e não se provê o professor de técnicas adequadas de ensino.
Não ingenuamente, o Sr. Secretário de Educação faz parecer que universidades públicas e privadas funcionam a partir dos mesmos princípios e condições, com os mesmos propósitos e a mesma qualidade, o que nem de longe corresponde à realidade.
Induz também a pensarmos que são as instituições públicas que formam a maioria dos professores do Estado, o que também não corresponde à realidade. No Estado de São Paulo, infelizmente, as universidades públicas paulistas são responsáveis por apenas 25% das vagas universitárias, contra 75% das privadas.
Vale dizer que essa discrepância não parte de uma opção das universidades públicas, mas foi produzida, nos últimos 15 anos, pela própria política de encolhimento do setor público e ampliação do setor privado que ele, então Ministro da Educação, ajudou a implementar.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: Faculdade de Educação, Paulo Renato, Unicamp
08/11/2009 - 17:50
Recebi um email de uma prima do interior, professora há muitos anos da rede estadual. Como existem siglas e conceitos, publico para discussão mais aprofundada entre vocês.
Por nalubi1
Luis sei que seu foco é a economia , mas será que você se interessaria para o caos que irá virar a educação no Estado de São Paulo com as novas regras que nosso Governador está lançando? Os alunos irão ficar desnorteados com tanta mudança de professores todo ano; ele não conseguirá acabar com a categoria dos ACTs pois professores Efetivos acabam faltando ou se afastando precisando assim dos ACTs para substituí-lo. A categoria vai acabar !!!!
Por Luiz Carlos
Sou professor efetivo do estado há 10 anos..e nunca vi nada igual…parece que a lógica sucateamento-privatização está de vento em popa.E como é a classe trabalhadora e desempregada/informal (que não lê blogs e não se informa a não ser pelo PIG (Paulo Henrique Amorim) que tem seus filhos nas escolas públicas ela não se manifesta. Serra investe pesado em propaganda. Isso chamusca qualquer tentativa da classe dos professores em denunciar o que acontece nas escolas.Estamos sós. Sexta-feira é um verdadeiro caos na escola em que trabalho, pois professores faltam e não se acha substituto.
A diretora da escola chega a ir de carro procurar professores eventuais em outras escolas! Com essa lei do aumento por mérito (veja aqui) eu mesmo estou pensando em mudar de profissão. Pedimos Socorro!
Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: ACTs, Educação, São Paulo, temporários
08/11/2009 - 13:16
Por Andre Araujo
Esse tipo de universidade existe por todo o Brasil. Tres sujeitos ricos mas de escassa educação se reunem em uma praia e discutem: pessoal, temos que investir esse dinheiro, vamos abrir uma igreja, uma universidade ou uma concessionária Volks?
É desse tipo de gente que saem essas universidades.
A Uniban fazia uns anuncios na radio Bandeirantes aonde falava o vice-reitor. Como dizia sabiamente George Bernard Shaw, a linguagem é o melhor documento de identidade. O portugues do sujeito era de quiosque de praia, E era vice-reitor.
São universidades caça-niqueis, não tem qualquer espirito universitario, qualquer compromisso real com a educação, tendo capital se compram predios em leilões mal cheirosos, moveis de 3ª, professor acha com facilidade, pagou e dão aula, depois é só investir em marketing. Não tem e nunca terão espirito de universidade porque não são lideradas por educadores de verdade e sim por comerciantes para quem tanto faz escola como posto de gasolina.
Esse foi o maior erro do MEC e do CFE au autorizar esse tipo de falsa universidade. O requisito principal deveria ser o dos organizadores do empreendimento, que curriculo tem, isso é mais importante do que o dos professores e hoje não é filtro para autorizar a instituição. Não é só essa do ABC, no Rio tambem há universidades criadas por comerciantes de qualquer coisa e uma delas é das maiores do Rio.
Então esperar espirito universitario dentro de um negocio de bicheiros, sucateiros ou donos de empresas de transporte de carga, seria demais.
E não se culpe a globalização. Universidade na Europa e nos EUA é coisa séria, a esmagadora maioria não tem fins lucrativos, são fundacionais e são rigorosamente avaliadas pelo publico discente, ninguem investe em coisa ruim quando escolhe universidade para os filhos, nos EUA é rara a universidade que tenha menos de 70 anos de fundação, as grandes tem dois seculos, na Europa idem.
Por causa dessa liberalidade excessiva, confundida com democratização do ensino, temos hoje no Brasil mais de 1.200 faculdades de direito, contra 182 nos EUA e temos no Brasil mais faculdades de medicina do que toda a Europa. Estamos enganando jovens e seus pais, formando falsos preparados para nada, uma legião de desempregados diplomados, na recente inscrição para emprego de garis no Rio se inscreveram 2.000 com curso superior.
Quando aqui se discute a decisão sobre essa jovem expulsa da Uniban esta se discutindo coisa errada.
Não foi uma universidade que a expulsou indevidamente, foi um local onde era uma fabrica que faz de conta que é universidade e acha que com isso mantem a aparencia de ambiente familiar, como nos antigos “”reservados”” de bares de subuirbio, devem achar que é bom para o marketing, o ABC é de fato uma região bem conservadora.
Comentário
No começo dos anos 90, através do meu programa “Dinheiro Vivo”, na TV Gazeta, investi contra o presidente de uma associação de escolas particulares de São Paulo. Ele deu uma entrevista condenando uma decisão que obrigava a escola a aceitar alunos com deficiência física – ou coisa parecida. O sujeito era de uma truculência incontida. Quebramos o pau durante alguns dias.
Vendo as fotos do presidente da Uniban, me pareceu o mesmo típico físico. Não deve ser o mesmo. Mas alguém poderia lembrar quem foi o presidente dessa associação no início dos 90?
Por Francisco Bicudo
Caro Nassif, acho que você se refere ao famigerado José Aurelio de Camargo, que era presidente do Sindicato das Escolas Particulares de São Paulo (Sieeesp) na época, e que ao “justificar” a recusa de matrícula de uma aluna portadora do HIV (o nome da pequena era Sheila), afirmou que “crianças com Aids não precisam estudar, pois já nascem com atestado de óbito assinado”. Nojento, abjeto, deplorável e fascista.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: Uniban, Universidades privadas
07/11/2009 - 14:00
Por Mario Abramo
Caros,
Trechinho da entrevista com o Mário Schemberg(Publicada em julho/agosto de 1984) que se não me engano o Cherubine postou há algum tempo:
“O sistema atual não visa estimular a criatividade do aluno, mas sim a sua produção. Aliás, tive uma experiência interessante quando estive nos Estados Unidos em 1940, trabalhando com o professor George Gamow. Era um russo de formação européia, tinha horror à Universidade norte-americana, e me preveniu; não vá muito à universidade daqui, não é recomendável, pois a pessoa é promovida pelo peso de suas publicações, e não pelo seu peso científico. Achava que isso se devia ao fato de serem, em geral, universidades particulares, e que os boards of trustees, formados por homens de negócio, cultivavam a idéia de produção sem pensar na qualidade. O critério para promoção, para a renovação de contrato, era o número de trabalhos. Esse critério qualitativo foi introduzido no Brasil pela reforma universitária que, como se sabe, é conseqüência do acordo MEC-USAID. Um físico americano famoso fez uma defesa da universidade nos EUA dizendo que o país tinha necessidade de formar 50.000 engenheiros por ano, não necessariamente os melhores do mundo, para manter o desenvolvimento industrial. Quando queriam alguém de grande capacidade, contratavam na Inglaterra, onde a organização universitária permitia formar, por ano, os duzentos melhores engenheiros do mundo. Essa era a filosofia dominante: aplicavam no ensino os métodos industriais. Esse sistema foi transplantado para cá, fazendo tábua rasa de toda uma tradição universitária brasileira que já existia e que talvez fosse mais adaptada ao Brasil do que aquela que foi instituída. Estou convencido de que a Universidade de hoje é uma instituição em vias de desaparecer. Ou então será uma coisa inteiramente diferente. Terá que ser reformulada, repensada, certos objetivos deverão ser redefinidos.”
http://www.canalciencia.ibict.br/notaveis/txt.php?id=71
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação, Universidade
Tags: academia, CAPES, Educação, Mário Schenberg
29/10/2009 - 07:00
Por Marcelo Pessoa
O problema da engenharia no Brasil ainda vai ser muito salientado nessa nova fase da nossa economia. E na minha opinião, o PAC ainda não abrange a reconstrução do problema da engenheiria no Brasil destruída por tantos anos.
Crescimento econômico sustentado de mais de 5% ao ano, Pré-Sal, diversificação econômica, agenda de meio-ambiente, etc. não têm como acontecer com o quadro da engenharia atual do país. Falta engenheiros para tudo. Pior, faltam estudantes de engenharia e quem queira fazer engenharia. De uma forma genérica, essa afirmação se sustenta se forem comparados com o resto do mundo os números de engenheiro por habitantes, ou a percentagem de estudantes universitários matriculados em cursos de engenharia no Brasil (faça isso com o BRIC para se assustar ainda mais). “O Brasil tem seis engenheiros para cada 100 mil habitantes. A América do Norte e Europa têm 25 e China e Índia, 22 para cada 100 mil habitantes”, segundo o site (www.eniopadilha.com.br). 15% dos estudantes universitários do Brasil (que por sua vez só são abrange 12% dos jovens brasileiros) são de engenharia ou ciências exatas. 70% dos estudantes univeristários coreanos são de engenharias e ciências exatas. Se alguém quiser analisar esses índices nas áreas de Inovação Tecnológica estratégica (microeletrônica, nanotecnologia, telecomunicações, etc.) verá que o alarme é ainda maior.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação, Trabalho
Tags: Economia, engenheiros, formação, projetos, salários
22/10/2009 - 12:07
A propósito de avaliação de professores, trago alguns dados recolhidos em família. Sou de uma família fundamentalmente de educadores, tanto a geração anterior, das tias em São Paulo, Grama, quanto a das primas – em Poços, BH.
O que me dizem as tias de São Paulo.
Uma coisa é o nível de conhecimento dos professores. Outra é sua capacidade de dar aulas, seu conhecimento pedagógico. Um bom professor se forma juntando as duas pontas.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: avaliação, Educação, Gestão
19/10/2009 - 10:20
Por Marcelo Nonato
Nassif, o PAR Plano de Ações Articuladas é uma das mais sofisticadas ferramentas de gestão de recursos públicos do Brasil. Seria uma pauta interessante para seu programa na TV Brasil.
A ferramenta inverte completamente a antiga lógica de “balcão” para acesso aos recursos públicos da União, pois permite à prefeitura acessar diretamente os recursos de transferência voluntária do MEC, via web. Isto antes era feito geralmente com a intermediação de um parlamentar do mesmo partido do Prefeito.
A contrapartida, no caso do município, é apresentar um diagnóstico e um plano de ações para melhoria da qualidade da educação local, construído de forma participativa. Não é o MEC que diz o que é melhor para o município, mas este que diz o que precisa por meio do PAR.
São 52 indicadores, medidos de 1 a 4 (sendo 4 a melhor nota), com inúmeras ações e subações em 4 grandes áreas: gestão escolar, formação de professores e outros profissionais da escola, recursos pedagógicos e infraestrutura.
Chama-se Plano de Ações Articuladas porque articula as responsabilidades do município, Estado e União na viabilização das ações, evitando sobreposições ou duplicações desnecessárias. É também uma importante ferramenta de gestão, pois aponta ao gestor municipal as áreas mais frágeis do sistema.
Sou um entusiasta desta ferramenta, lamento apenas que o MEC comunique pouco a respeito. Os planos municipais aprovados podem ser acessados diretamente neste endereço:
http://simec.mec.gov.br/cte/relatoriopublico/principal.php
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: MEC, Plano de Ações Articuladas
01/10/2009 - 13:00
Atualizado
Por wilson yoshio
Nassif, é sabotagem imensurável no Enem que equivaleria como primeira fase, praticamente, na UFSCar e parte da pontuação nas demais federais.
O transtorno para quem vai fazer vestibular e balizaria seu desempenho pelo Enem, e às instituições que correm o risco de atropelo de datas eliminando mais opções de cursos por coincidencia de datas aos candidatos, toda logística dos pais nas reservas de hospedagem, marcação de férias para acompanhar seus rebentos foi pro limbo.
O prejuízo financeiro e emocional de quem vai encarar seu primeiro Enem e vestibular de vera, a sério, que periga cursar uma carreira a contra gosto agarrando uma bóia salva vidas prá não ficar ao léu é grande, só medido pela família.
o link: clique aqui.
Por Guilherme Hanesh
Estadão nota 10
É um exemplo de responsabilidade jornalística o que fizeram os repórteres do Estadão ao levarem a denúncia de fraude na prova do Enem ao Ministério da Educação para providências. Agiram com cuidado, pensando nas consequências e sem perder o gosto do furo de reportagem.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: ENEM, provas, vazamento
27/09/2009 - 14:00
Por Mario Abramo
Mouro,
Um trecho de um artigo do José Valente que acho bacana o pessoal de educação considerar:
A abordagem que usa o computador como meio para transmitir a informação ao aluno mantém a prática pedagógica vigente. Na verdade, o computador está sendo usado para informatizar os processos de ensino que já existem. Isso tem facilitado a implantação do computador na escola, pois não quebra a dinâmica por ela adotada.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: computador, escola, pedagogia
16/09/2009 - 14:00
Do Portal Luís Nassif
Por Luíz Fernando Siqueira
É importante divulgar esse fato. O governo federal tem investido consideravelmente no ensino superior. Além dos vários Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFETs) já criados, foi sancionada hoje a lei que cria a Universidade Federal da Fronteira Sul.
Matéria:
15/09/09 – 16h00 – Atualizado em 15/09/09 – 16h06
Lula cria a Universidade Federal da Fronteira Sul
Sede da nova instituição de nível superior será em Chapecó (SC).
Universidade terá unidades também no Rio Grande do Sul e Paraná.
Continua
Por Eduardo Petrucci Gigante
Sancionada, parece que ontem (15/09/09), a lei que cria mais essa nova Universidade. Como é moda atualmente, uma universidade multi-campi. O Ministério da Educação espera atingir mais 10 mil alunos, dando-lhes uma oportunidade de completar o 3° grau. Afinal, a nova instituição cobrirá uma área geográfica composta por 396 municípios. Terá campi em 5 deles. Louvável.
Esperamos que alguns cuidados tenham sido tomados. Em primeiro lugar, é necessária uma administração com vivência administrativa. Que conheça o “caminho da pedras” e não tenha que reinventar a roda a cada passo. Como a Universidade de Integração Latino Americana, Unila, que tem como reitor o prof. Helgio Trindade, ex-Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, URGS.
Continua
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Tags: Brasil, Educação, Universidade
14/08/2009 - 08:21
Por Leojardo Ferreira Rocha
Luiz Nassif
Como este blog é leve, informativo e formativo, nossa escola (em Maripá de Minas/MG) está até denominando uma turma com o nome do “Blog do Luiz Nassif”. Isto em vez de 9º ano A. É uma forma dos alunos entrarem em contato direto com a informação. Uma aula interdisciplinar.
Agora, aproveitando a oportunidade acho que seria interessante você abrir um tema para discusão referente à lei do Piso Salarial para o Professor da Educação Básica. É de máxima importância para os professores mas de grandes problemas para alguns estados e municípios. Alguns estados entraram no STF questionando a constitucinalidade de alguns trechos. Se abrir um espaço para discussão Secretários de Educação e Professores poderão ter melhor clareza quanto ao assunto.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Blogs, Educação
Tags: blog, piso salarial
13/08/2009 - 10:11
Por George Vidipó
Li hoje. O senado aprovou dedicação exclusiva para os professores do ensino básico. Acho interessante que este assunto possa ser discutido pelo blog. Algumas perguntas poderão ser feita: Isto melhorará a educação? O salário proposto atende a esta premissa? Quantas horas o professor terá para pesquisa ou quantas horas será obrigado dar aula? Qual o impacto no orçamento dos estados e municipios?
Veja: http://odia.terra.com.br/portal/educacao/html/2009/8/senado_aprova_projeto_que_institui_dedicacao_exclusiva_para_professor_do_ensino_fundamental_29185.html
Senado aprova projeto que institui dedicação exclusiva para professor do ensino fundamental
Brasília – O Senado aprovou, na terça-feira (11), um projeto que institui regime de dedicação exclusiva para professores da educação básica. A proposta foi votada pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte e segue para análise da Câmara. Os autores são os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Augusto Botelho (PT-RR). Segundo a proposta, os sistemas de ensino facultarão aos atuais ocupantes de cargos de docentes a opção pelo regime de dedicação exclusiva.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: dedicação exclusiva, ensino básico, Senado
10/08/2009 - 14:46
Por Ademário
Ettore,
Obrigado pelas perguntas.
Sou professor do IFRJ (ex-Escola Técnica Federal de Química, ex-Cefet Química). Como deu para perceber, é federal. Trabalho na unidade Maracanã, a mais antiga dentre as que temos agora.
Salários: equivalentes ao professor universitário federal, com os ganhos equivalentes por titulação (mestrado, doutorado).
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: CEFET, Maracanã, Química
10/08/2009 - 07:16
Uma entrevista muito interessante, na qual o economista norte-americano Martin Carnoy mostra o fracasso da única experiência de bônus por desempenho nos Estados Unidos e o sucesso do modelo cubano de ensino. Os limites dos bônus são claro: em um primeiro momento, as escolas conseguem melhorias. Depois de algum tempo, não mais porque se exigem níveis maiores de excelência. E aí o programa falha.
Em vez de aplicação de modelos do setor privado no ensino, Carnoy sugere coisas simples: ensinar o professor brasileiro a ensinar; acompanhar seu desempenho em sala de aula; estabelecer ligações entre alunos e professores.
Antes que se façam acusações, o professor veio ao Brasil bancado pela Fundação Lemann, do empresário Jorge Paulo Lemann, um dos ícones da administração por bônus e resultados.
Da Folha
MARTIN CARNOY
Para economista, é preciso supervisionar o que ocorre na sala de aula no Brasil; problema também afeta escola particular
Letícia Moreira/Folha Imagem
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Martin Carnoy durante entrevista e, São Paulo sobre estudo em que compara os sistemas de educação do Brasil, Chile e Cuba
MARIA CRISTINA FRIAS
ROBERTA BENCINI
DA REPORTAGEM LOCAL
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: bônus de desempenho, Canadá, Cuba, Paulo Renato
03/08/2009 - 13:57
Por Leonardo Echeverria
Veja notícia do portal da UnB, onde a advogada do DEM, ex-aluna de mestrado de Gilmar Mendes, diz que, depois do voto, “as cotas estão com os dias contados”. Clique aqui.
ÔNUS - A advogada do DEM, Roberta Kaufmann, disse em entrevista à UnB Agência que não se sentiu derrotada. Ao contrário, explicou que ficou extremamente feliz” com a decisão de Gilmar Mendes. “Ele esclareceu todos os ônus que a política racialista poderia trazer”, diz a advogada. “Acredito que ele se coadunou com a nossa tese”. Roberta conta que peregrinou por vários partidos até achar um que apoiasse a causa defendida por ela. “Para mim, isso é uma questão de ideologia”, diz.
Segundo a advogada, a decisão de entrar com a ação na semana seguinte à divulgação dos resultados do vestibular, durante as férias do Supremo, não foi uma estratégia pensada. Ela diz que a ação tinha intenção de impedir a matrícula dos alunos antes que o registro fosse feito, mas tinha certeza que o presidente do STF nunca ia dar uma decisão que ferisse direitos adquiridos. Roberta nega que tenha movido a ação para que o ministro Gilmar Mendes resolvesse sozinho a questão das cotas. “Isso foi para que o processo não entrasse na vala comum do STF, onde as decisões demoram anos”, afirma.
Depois da negativa do pedido de liminar, Roberta està ansiosa para fazer a defesa oral da ação no plenário. “As cotas estão com os dias contados”, prevê.
Por Rafael
Não sei se o Edmilson e o Rodrigo, que foram os dois únicos que tentaram me responder (ainda que de viés, com ironias pouco sutis), ainda voltam neste post, mas de qqr forma deixo registrada minha breve resposta.
Talve vocês não tenham atentado, mas o argumento que vocês utilizaram de que o Pitta é uma execeção entre os negros por ser relativamente bem-sucedido é um tapa na cara de quem defende as cotas raciais.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação, Políticas Sociais
Tags: cotas, Gilmar Mendes
03/08/2009 - 13:38
Por Clovis Campos
Serra, Educação e Pré Sal
A política salarial, proposta por Serra, e divulgada na fsp, merece análises e reflexões pelos leitores do Blog. .Particularmente pelos que entendam ser a Educação, a via principal para o desenvolvimento do Brasil.
A remuneração do professor é condição básica, embora não única, para uma melhor qualidade de ensino. Restaura o magistério como carreira a ser percorrida por pessoas mais qualificadas, vocacionadas e interessadas na formação das novas gerações.
A instituição da carreira, adequadamente remunerada, restaura a dignidade do professor, devolvendo-lhe a respeitabilidade que tinha quando cursei o Grupo Escolar Cristiano Olsen, nos idos dos anos 50. Com remuneração adequada, o magistério, voltará a ter a dignidade que o o fazia ser profissão desejada por boa parte da juventude.
Embora veja em Serra alguém ideologicamente distante, e à direita, essa política merece aplausos. Agora se, num gesto de grandeza, retomar a construção dos CEUS, e adotar o período integral nas escolas, Serra ainda poderá ter seu lugar entre as personalidades nacionais.
Não nos esqueçamos: o pré sal é realidade, e no curto prazo haverá dinheiro para ser investido na educação, conforme orientação já manifestada por Lula. Quem sai na frente, bebe água limpa.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação, Sem categoria
Tags: carreira, professor, rede pública, São Paulo
30/07/2009 - 09:30
Por JORGE LUIS
Caro Jornalista Luis Nassif
Pior que a joça fornecida pelo Positivo ou será “negativo” é tudo que está por trás disso é que o contribuinte e o professor não sabem vamos por parte:
1. O notebook fornecido é o Z85 para a Positivo – Negativo, mas na realidade ele é um M540SS da Clevo (http://www.clevo.com.tw/en/products/item.asp?procatalogID=7). A Clevo é uma empresa estado unidense que fabrica notebooks desde 1982, não vende para consumidor final só para empresas que colocam sua logomarca e vendem. Esse modelo é fora de linha. A positivo comprou uma quantidade enorme dessa joça provavelmente em finais de 2007 para vender no mercado interno ao preço que poderia variar entre R$ 1.900,00 – R$ 2.200,00. A única diferença do produto comercializado pela positivo hoje é o HD 120/160 GB, e a CPU outro modelo de pentiun intel.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: notebooks, Positivo, São Paulo, Secretaria da Educação
22/07/2009 - 10:49
Do Portal Luís Nassif
Foi aberto o Grupo Ensino Superior, para discutir o modelo universitário no Brasil.
Clique aqui para se inscrever e participar das discussões.
O formato da discussão – e que será seguido nos demais temas de Políticas Públicas a serem trabalhados – será o seguinte.
Documento Mestre – um documento de fácil leitura resumindo o que é o universo discutido, com links para trabalhos e PDFs de discussões que já rolaram no Blog. Clique aqui para ir ao Documento Mestre.
Artigos especiais – encomendados a especialistas. Inauguramos com um artigo do reitor da Universidade Federal da Bahia, Naomar de Almeida Filho. Clique aqui.
Fóruns - finalmente, os links para os diversos fóruns sobre o tema, que já foram abertos na comunidade.
Para o Portal Luis Nassif
Naomar de Almeida Filho
UNIVERSIDADE NOVA: O MODELO DA UFBA
O ano de 2008 marcou a história da nossa Universidade Federal da Bahia. Após intensa disputa, superando obstáculos e resistências de conservadores de toda ordem, os Conselhos Superiores, de modo quase unânime, aprovaram o marco regulatório de implantação do REUNI na UFBA. Esse fato coroa uma profunda revisão de estrutura e funcionamento da instituição, iniciada em 2004, em dois eixos – inclusão social e reestruturação curricular – implantados em duas fases.
Na fase 1, ainda sem ter idéia clara da viabilidade política da proposta nem dos seus desdobramentos posteriores, lutamos para abrir as portas da instituição aos dela excluídos por décadas de elitismo e alienação. Para tanto, implantamos um Programa de Ações Afirmativas que serviu de modelo para o projeto de lei que hoje tramita, em fase conclusiva, no Congresso Nacional.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: Educação, omar de Almeida Filho, UFBA, Universidade
22/07/2009 - 09:03
Da Folha
Associação dos docentes contestou regra que amplia possibilidade de aumento salarial
Uma comissão analisará a produtividade para definir se docente subirá de nível; cada mudança de faixa pode levar a reajuste de 5% a 9%
FÁBIO TAKAHASHI
DA REPORTAGEM LOCAL
A Justiça suspendeu provisoriamente, por meio de liminar, a mudança na carreira dos docentes da USP, aprovada em março passado. Cabe recurso.
A nova regra amplia a possibilidade de aumentos salariais aos docentes, por meio de criação de subníveis dentro das categorias. Uma comissão analisará a produção do docente para definir se ele subirá de nível.
Cada mudança de faixa pode levar a reajuste de 5% a 9% no salário. Até então, o aumento só ocorria quando o professor concluía o doutorado, a livre-docência ou era aprovado em concurso para titular. Esse formato foi mantido.
A alteração aprovada pelo Conselho Universitário é criticada pela Adusp (associação dos professores), que entende que reajustes devem ser feitos para todos os cerca de 5.500 docentes. Condena ainda a política de produtividade. O pedido à Justiça foi feito por representantes da entidade. A decisão foi concedida no dia 13.
O recuo na reestruturação da carreira foi uma das pautas da greve parcial na instituição, encerrada no mês passado, após 57 dias. A reitoria não atendeu.
Continua
Comentário
Essa decisão é uim retrocesso. O atual sistema fez com que muitas cabeças brilhantes na USP parassem de produzir quando eram alçados a professores titulares – o último posto da carreira. É um convite claro à aposentadoria precoce, ao acomodamento, uma falta de respeito ao contribuinte.
Em uma mewsmsa Universidade é possível encontrar centros de excelência e centros de modorra e acomodamento. Tudo depende da vontade individual de cada professor ou de cada departamento, não há a menor pressão para premiar a produtividade e diferenciá-la do acomodamento.
Como, em muitas universidades, quem ascende ao posto de diretor de departamento tem um aumento incorporado definitivamente ao salário (e à aposentadoria), há um estímulo para que o professor relegue pesquisa e produtividade para segundo plano e assuma departamentos, mesmo não tendo a menor vocação administrativa.
A decisão da justiça restabelece a pior das isonomias: a igualdade na falta de cobrança.
Por Evergton
Caro Nassif.
Até onde sei, a Associação dos Professores não defende o sistema atual. O mandado de segurança é para evitar a imposição arbitrária e ilegal de um novo sistema que não atende às expectativas de boa parte dos professores. Que tal contactar alguém da Associação para os devidos esclarecimentos?
Comentário 2
Pessoal da ADUSP: que tal enviar os esclarecimentos?
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: carreira, meritocracia, USP
07/07/2009 - 09:10
Por José Roberto Militão
NASSIF,
sou amigo do professor Kabenguele Munanga a mais de vinte anos e não seria solidário a uma agressão pessoal injusta. Como não sou da academia desconheço o protocolo das críticas acadêmicas. Entretanto, em bases políticas, tenho recebido críticas grosseiras e tenho reiterado críticas contundentes também ao ilustre professor e a todos que por interesses e carreiras políticas ou acadêmicas, por imperdoável equívoco, têm externado a defesa de políticas raciais no Brasil, pensando em reparar uma injustiça atual, embora à custa do aprofundamento da crença em ´raças humanas´, o que, infelizmente, o escrito denunciado por Magnoli revelaram ser uma prática intelectual.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação, Políticas Sociais
Tags: cotas, Kabenguele, racismo, teorias raciais
06/07/2009 - 18:27
Clique aqui para ler um artigo desse horror chamado Demétrio Magnolli em que acusa de charlatão um colega de cujas ideias discorda. É um ataque covarde porque o atacado – antropólogo Kabengele Munanga, professor titular na USP – não em acesso aos meios de comunicação aos quais Magnolli tem.
Magnolli ganhou o espaço porque usa a titulação acadêmica para defender toda e qualquer tese que interesse a quem lhe dá a contrapartida da visibilidade. Até indicação de faixa etária para programas de TV, na visão de Magnolli, vira atentado à liberdade de imprensa.
Cometer um ataque contra quem não tem o mesmo espaço para se defender é apenas parte de sua faceta.
Aqui, a resposta de Munanga:
Kabenguele responde a Magnolli
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: cotas raciais, Demétrio Magnolli, Kabanjele Munanga
18/06/2009 - 09:43
Do Estadão
Onde há mais hostilidade, desempenho em avaliação é pior; deficientes e negros são principais vítimas
Simone Iwasso e Fábio Mazzitelli
O preconceito e a discriminação estão fortemente presentes entre estudantes, pais, professores, diretores e funcionários das escolas brasileiras. As que mais sofrem com esse tipo de manifestação são as pessoas com deficiência, principalmente mental, seguidas de negros e pardos. Além disso, pela primeira vez, foi comprovada uma correlação entre atitudes preconceituosas e o desempenho na Prova Brasil, mostrando que as notas são mais baixas onde há maior hostilidade ao corpo docente da escola.
Comentário
Quem tem acesso a esse trabalho, especialmente aos questionários apresentados?
Á primeira vista, as conclusões são absurdas.
Segundo o infográfico, publicado no jornal impresso:
1. 99,3% tem algum tipo de preconceito. Qual o significado desse dado? Para mim é problema da formulação da pergunta. A conclusão é que toda pessoa tem alguma forma de resistência em relação a terceiros. Se é um dado geral, não pode ser medida de manifestação de preconceito.
2. Diz que 96,5% tem preconceito contra portadores de deficiência física, 94,5% têm preconceito de raça, 93,5% contra homossexuais e 91% contra os mais idosos.
Não bate. Qual o percentual de alunos negros, mulatos ou de outras etnias no sistema escolar? Para que 94,2% tivessem preconceito racial, signoificaria que o preconceito é das maiorias e das minorias. Ora, petecas!, se esse dado fosse real, esse país seria um caldeirão racial prestes a explodir.
Ou esta pesquisa promoverá uma revolução no modo de enxergar o brasileiro, ou incorreu em problemas metodológicos radicais.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: preconceito
16/06/2009 - 10:20
O modelo de saúde americano é um dos nós mais intrincados de política pública, para Obama deslindar.
Não alcançou a universalização, tornou-se excessivamente oneroso – US$ 2 trilhões por ano -, ao contrário de modelos mais bem sucedidos no Canadá e na Inglaterra.
Há um conjunto de problemas a serem enfrentados. Um deles, a questão das ações judiciais milionárias contra erros médicos. Esse procedimento levou ao encarecimento da medicina, pela necessidade de seguros contra erros cada vez mais onerosos, e uma extrema precaução, que tornou os médicos reféns dos exames de laboratórios.
O encarecimento dos planos de saúde afastou pessoas físicas e pequenas e médias empresas, inviabilizou algumas grandes empresas e representa a face mais visível do fracasso das políticas sociais em tempos de neoliberalismo.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: EUA, Obama, Saúde
15/06/2009 - 20:08
Por JB Costa
Da Folha Online
BOLSISTA TEM NOTA IGUAL OU MAIOR QUE PAGANTE
Que manchete gostosa! É de lavar a alma! Deve(ria) ser motivo de alegria e orgulho para todos nós brasileiros.
Mas aí vem um tal de Simon Schwartzman, sociólogo, presidente do Instituto de Estudos de Sociedade e Trabalho, para sugerir duas HIPÓTESES para explicar o inaceitável para alguns: Primeira: INDICARIA que os bolsistas tem nível sócioeconômico superior ao de seus colegas, o que mostraria que a focalização do programa não está sendo eficiente. Segunda: como há uma nota mínima no ENEM para pleitear a bolsa, ficam de fora os alunos de nível menor que ingressariam, sem ProUNI, em cursos menos disputados.
Ora meu caro professor: as suas duas hipóteses, com o devido respeito, são uma porcaria. Nota-se um esforço danado do sr. para desqualificar a proeza. Essas ilações exalam um cheirinho de preconceito, de elitismo,de falsidade intelectual/ideológica das brabas!
Comentário
Simon Schwartzman foi presidente do IBGE e é um pesquisador respeitado. Mas suas hipóteses são de cabo-de-esquadra, vítimas do mau uso da focalização (a escola que propõe que as verbas públicas sejam focalizadas nos mais necessitados).
Tem-se uma massa de candidatos ao Prouni. Os candidatos à Bolsa sofrem uma restrição: não podem ter renda acima de determinado limite.
O que é mais crível:
1. A maioria dos candidatos do Prouni burlou as restrições. Ou seja, não apenas os de melhor nível econômico foram maioria como os fraudadores foram maioria.
2. A maioria dos candidatos, por necessitados, valoriza muito mais a oportunidade do que aqueles com menos problema financeiro.
Simon quis sofisticar uma conclusão óbvia e falou tolice. Não precisa ter doutorado em sociologia para constatar o óbvio: quem precisa mais, valoriza mais o estudo.
A própria Unicamp pesquisou as notas dos alunos egressos de escola pública e constatou que, passado o período em que tiravam o atraso em relação aos demais colegas, na média tiravam melhores notas.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: ENEM, notas, Prouni
10/06/2009 - 09:12
Matthew Garrahan e Andrew Edgecliffe-Johnson, Financial Times
10/06/2009
Na sua cruzada para reduzir bilhões de dólares do crescente déficit orçamentário da Califórnia, Arnold Schwarzenegger vem liderando a investida rumo à geração do Twitter com uma promessa de substituir os caros e “superados” livros de texto escolares por aparelhos digitais.
O Estado está prestes a se tornar o primeiro nos EUA a abandonar os livros escolares impressos. Schwarzenegger, o governador do Estado, disse que a iniciativa poderá economizar até US$ 350 milhões ao ano.
“Os livros escolares estão superados no que me diz respeito”, disse. “Não existe motivo para nossas escolas obrigarem os nossos estudantes a arrastar esses livros escolares antiquados, pesados e caros. A Califórnia é a terra natal do Vale do Silício, líder mundial em tecnologia e inovação, portanto podemos fazer melhor do que isso.”
A Califórnia liderou recentemente o resto do país na instituição de novos e rigorosos padrões para emissões de gases veiculares para conter a mudança climática e suas regulamentações acabaram sendo adotadas por Washington.
A iniciativa digital foi elogiada pelos conselhos diretores escolares carentes de dinheiro do Estado. “Ela economiza para as nossas escolas somas consideráveis de recursos reservados para livros escolares e, no nosso mundo em constante mutação, confere às editoras a oportunidade de atualizar os textos rapidamente com os mais recentes acontecimentos mundiais”, disse Jim Vidak, superintendente escolar no Condado de Tulare.
A Califórnia convidou programadores de conteúdo a fornecerem inicialmente livros escolares digitais em matemática e ciências, que o Estado examinará em tempo para o próximo ano escolar.
Schwarzenegger manifestou confiança de que os estudantes possam se beneficiar dos recursos de aprendizagem digitais, dizendo que eles estão acostumados a usar informação em tempo real no Facebook ou no Twitter. “A Califórnia é a terra natal dos colossos de software e dos pioneiros em pesquisa de biociência”, disse. “Mas os nossos estudantes ainda estudam a partir de materiais de instrução em formatos criados pela prensa tipográfica de Guttenberg. É despropositado – e oneroso – querer os livros tradicionais de capa dura quando a informação está disponível em formato eletrônico”.
Num momento em que a Califórnia enfrenta um déficit orçamentário recorde de US$ 24 bilhões, porém, o Estado poderá ter de enfrentar altos custos iniciais – especialmente considerando que Schwarzenegger se comprometeu a disponibilizar livros escolares digitais para cada um dos dois milhões de estudantes do Estado.
“O principal sentido prático é que até os estudantes terem acesso pleno e igual a computadores, esta iniciativa será muito difícil de ser implantada”, escreveram analistas do Citigroup, em nota de análise.
O Estado é um dos maiores compradores de livros escolares no mundo, assim que a transição para ensino digital poderá ter grandes implicações para editoras, como a Pearson, proprietária do “FT”. “A Pearson é agnóstica quanto à forma em que seu conteúdo é acessado, mas o importante para nós é que o material seja de alta qualidade e eficaz”, disse a companhia.
“As crianças querem lidar com uma ferramenta que seja interativa”, disse Jake Neuberg, executivo-chefe da Revolution Prep, uma empresa com sede na Califórnia que fornece elaboração de provas e ferramentas de ensino digital para estudantes. “As ferramentas de ensino não mudaram durante centenas de anos”.
Uma placa USB de 4 gb sai por uma merreca. Nela provavelmente cabe toda a Enciclopédia Barsa. As escolas estão sendo informatizadas. O custo de preparar um livro em PDF é irrisório. Qual a lógica de livros didáticos impressos?
Por aqui mesmo, vários comentaristas têm criticado essa obsolescência. O papel de uma editora de livros tornou-se mais irrelevante que de uma gravadora. O autor supostamente detem os direitos autorais. Bastará às Secretarias de Educação e ao MEC promoverem a seleção dos autores – ou adquirir o conteúdo – montar uma biblioteca digital e permitir a cada escola baixar não um ou dois livros, mas todos que quiserem.
A maior dificuldade para a implantação desse modelo no Brasil é o fato das verbas de educação terem se transformado no terreno ideal para esquemas políticos com a mídia e com financiamento de campanha.
Mas certamente essa proposta de digitalização teria o apoio da Abril, da Folha, do Globo, pois combate aquilo que a imprensa considera a maior vulnerabilidade do(s) governo(s): aumento de gastos correntes.
Veja o que a Califórnia está planejando.
Do Valor
Contra déficit, Califórnia quer acabar com livros escolares impressos
Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: Califórnia, livro didático
04/06/2009 - 15:45
Por Enio
Na edição da revista economist desta semana (4 de junho – já está no site deles http://www.economist.com/world/americas/displaystory.cfm?story_id=13782570), um dos artigos descreve a péssima situação da escola pública, destacando principalmente a situação alarmante da educação em São Paulo. Achei o artigo bem equilibrado e reforça a necessidade de melhoria da educação pública.
Ficamos sempre preocupados com o dia a dia econômico como câmbio, taxa de juros, etc. Acabamos nos esquecendo de que um dos principais motores para o desenvolvimento econômico sustentável é educação de qualidade para todos.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: Educação, São Paulo, The Economist
29/05/2009 - 09:58
Atualizado
Confesso não entender o que se passa com os livros didáticos em São Paulo.
O Ministério da Educação criou um modelo de seleção dos livros didáticos – creio que desde a época de Paulo Renato – que consistiu em definir comitês, provenientes das diversas Universidades, para analisar os livros. Depois monta-se uma publicação com todos os livros selecionados, que é enviada para todos os professores do país, para poderem escolher livremente. O MEC envia os livros sem nenhum custo para os estados.
Nesse ínterim, teve penetração em algumas prefeituras os chamado cursos apostilados – muitas vezes negociado pelas empresas direto com o prefeito, em vez da equipe da Educação. Foi uma luta feroz, em que um dos competidores era a Abril – conforme você pode conferir na série sobre a Veja.
Quando assumiu, a Secretaria Maria Helena, da Educação de São Paulo, me deu uma entrevista garantindo que iria acabar com a farra dos apostilados. A Secretaria contrataria professores, pagaria pelo conteúdo e pelos direitos autorais, e ela mesmo imprimiria e distribuiria, reduzindo substancialmente o custo.
De repente, muda tudo. Pelo Diário Oficial do estado se fica sabendo de compras imensas, periódicas, de livros sem licitação. E, pelos abusos que estão sendo revelados, sem avaliação pedagógica. Aparentemente, a Fundação para o Desenvolvimento da Educação vai alocando verbas para cada editora e, depois, que se vai atrás de qualquer livro para preencher a cota acertada.
Não adianta José Serra falar em punir os responsáveis ou quem quer que seja. Esses problemas todos estão ocorrendo devido aos negócios montados pela FDE com editoras, com plena aprovação da Secretaria da Educação. Aliás, passando por cima do que era a orientação inicial da Secretaria.
Sem contar venda de notebooks, previamente configurados com Windows Vista e Microsoft Office, ou aluguel de máquinas por preços acima dos de mercado.
O que se passa? Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: livros didáticos, São Paulo, Secretaria da Educação
14/05/2009 - 11:59
Por NaMaria
E agora com vocês, senhoras e senhores, o incrível pacote completo para o total aperfeiçoamento educacional público de São Paulo. Ainda sem preço, vamos aguardar.
Não adianta nada alertar, pedir explicações… Nosso governo faz o que quer, como, com quem e quando quer.
Mas só uma pergunta possível entre tantas: se tudo isso vai ser entregue nas escolas, por que não a Carta Capital, também?
FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO
Despachos da Diretora de Projetos Especiais, de 6-5-2009
Declarando inexigível com fundamento no Art. 25, inciso I, da Lei 8666/93 e suas atualizações, Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação, Eleições
Tags: Editora Abril, Educação, São Paulo
25/04/2009 - 09:31
Por Alex Prado
Nassif,
Reinventaram aquela história dos “bolsa-família” que compraram geladeira ou máquina de lavar.
As denúncias do TCU, via José Jorge (ex-vice na chapa psdb/plf), dão conta de irregularidades num programa que levou 400 mil jovens ao ensino universitário. Qual o teor das denúncias: 39 (trinta e nove) teriam forjado renda e seriam possuidores de carros zeroKM. Um deles, dono de veículo com valor acima de R$ 90 mil reais.Com estes dados, veio a manchete: ProUni dá vagas a donos de carros 0km.
Há 22 anos, estudei em universidade federal. E lembro-me de que as manchetes fotografavam carros nos estacionamentos, pra confirmar que as Federais abrigavam aqueles q podiam pagar. Eu não tinha carro, mas poderia pagar. E acho que assim foi com vc, e com tantos outros que nos leem.
Agora, criar uma crise no ProUni, que levou 400 mil estudantes sem acesso ao ensino superior e salvou escolas particulares da falência é querer o quê? Quem deu destaque à resposta do Ministério da Educação, muito plausível, por sinal?
Quem é branco, quem é preto? Os editoriais preferiram destacar o “cala-boca” do ministro Barbosa ao presidente Gilmar. E recriminaram a postura do primeiro. Mas a pergunta que não quer calar: fosse o ministro Barbosa “branco”, teria levado tal reprimenda editorial? Ou nossos jornalões tbém não vão às ruas?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: Prouni, TCU
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