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05/11/2009 - 10:23
Por Calbercan
Em entrevista à revista Viver, de Belo Horizonte, o tucano Luiz Carlos Mendonça de Barros rasga elogios ao governo Lula. E espeta FHC. Sobre sua ida ao Senado para responder sobre as acusações de ter beneficiado a Telemar, diz: “Eu tomei a decisão de ir ao Senado e aí inovei, porque ao invés de fugir, eu fui lá. Eu tive uma orientação do Fernando Henrique para viajar, sumir, mas eu quis enfrentar.”
Sobre a interferência do governo Lula em empresas privatizadas (outro ponto que FHC critica no seu famoso último artigo), diz: “Se é o custo que nós temos que pagar para o Lula manter a política macroeconômica, eu pago. Vamos nos preocupar com problemas gordos. Com alguns assuntos a gente não pode ser crircri e ficar questionando tudo”.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: FHC, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Lula
03/11/2009 - 11:09
Ontem publiquei uma belíssima análise do Gunter sobre o cenário político pós-Lula (clique aqui).
Vamos continuar a discussão sobre um dos sub-ítens relevantes: de que maneira irá se articular uma oposição ao que se poderia chamar de lulismo.
Grosso modo, são três grupos de temas em torno dos quais podem ser articulados os discursos políticos:
Grupo 1 – Políticas irreversíveis:
1. As políticas sociais includentes.
2. O pacto do desenvolvimento, com ação mais ativa dos bancos públicos e de políticas fiscais e o chamamento dos diversos setores .
3. A manutenção da estabilidade inflacionária e fiscal.
4. A regionalização do desenvolvimento.
5. O biocombustível, como um dos pilares do novo desenho industrial e das inovações tecnológicas.
6. A nova política industrial ancorada no pré-sal.
7. O fortalecimento da agricultura na frente agronegócios e na frente agricultura familiar.
8. Outros.
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Tags: BNDES, capitalização, mercadismo, mercado de capitais, política industrial
29/10/2009 - 13:49
Do Valor
Maria Inês Nassif, de Caxambu (MG)
A constitucionalização dos Estados Nacionais teve pleno êxito no Século XX e, se a globalização foi o grande arranque da universalização de valores democráticos, que trata legalmente iguais como iguais, ela também é parte da reprodução de um sistema desigual. A formação de uma sociedade global conseguiu levar a idéia de democracia e direitos aos cantos mais recônditos do mundo, mas os Estados nacionais que assimilaram conceitos de democracia também foram dialeticamente submetidos por normatizações globais – ou por ações políticas que passam ao largo das institucionalizações nacionais e internacionais, como a base americana de Guantânamo, em Cuba -, que funcionam acima das democracias. A institucionalidade do executivo global é falha e faz prevalecer liberdades que fogem ao controle, segundo o alemão Hauke Brünkhorst, da Universidade de Flensburg, da Alemanha.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo, Política
Tags: cientista social, democracia, globalização, hauke brunkhorst, liberdade, universalização de valores
19/09/2009 - 08:34
Por Marcos Doniseti
Nassif, está apertando o cerco contra os imigrantes ilegais nos países ricos. Agora, foi a vez da Espanha de aprovar uma lei mais restritiva sobre o assunto.
Notícia:
Da BBC
Anelise Infante
De Madri para a BBC Brasil
O governo espanhol aprovou nesta sexta-feira uma reforma da lei de imigração que endurece as condições para os estrangeiros que queiram morar na Espanha e para os que já estão no país.
A legislação, a quarta do tipo em oito anos, provocou críticas de organizações de ajuda humanitária, que consideram alguns pontos inconstitucionais.
Entre os pontos mais polêmicos da reforma, aprovada pelo Parlamento e depois ratificada pelo governo, estão o fim do acesso gratuito a saúde e educação para imigrantes em situação ilegal e o aumento das punições para quem contratar estrangeiros sem documentos.
Por Claudio
Essa interpretaçao ja foi desmentida pelo ministro espanhol: clique aqui.
Agora é a vez que o Brasil ofereça saúde e educaçâo gratuitas a os seus imigrantes ilegais.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: intolerância, nacionalismo, xenofobia
17/09/2009 - 06:56
Por Renato Lessa
Caro Nassif,
o texto lido pelo Senador Sarney é mesmo muito bom. O que não me impressiona, pois conheço a qualidade dos assessores parlamentares do Senado. São mesmo excelentes, sem ironia.
Quando ao que eu teria dito ao Estadão, quero dizer que jamais proferiria uma frase simplória do tipo “a imprensa quer apenas informar”, ou coisa do gênero. Nem mesmo meus mais miltantes desafetos seria capaz de reconhecer nesta parvoíce o meu estilo pessoal. O que disse foi que, a meu juízo, a imprensa não está se apresentando com a prentensão de representar o país. Acescentei que ela, não sendo vilã, não é a inocente absoluta da trama. Disse mais: que temos pouca imprensa e que’ainda é ridícula a quantidade de leitores dos diários de maior densidade informativa. A mim parecia que Sarney falava para os não leitores, já que os leitores contumazes estão um tanto desapontados – to say the least – com o desempenho das sacrossantas instituições representativas. Será que são todos imbecis?
Não disse também que o Legislativo é inimigo da democratização. Disse, sim, que o dia da democracia poderia ter ensejado uma reflexão autocrítica, por parte dos próceres do Senado, voltada para avaliar em que medida o Legislativo tem contribuído para a democratização do país.
O que disse daria para encher meia página. A edição mostrou o que mostrou e eu devo dizer que não me reconheço em algumas frases que ali estão.
Comentário
Como seu leitor, não tive nenhuma dúvida de que aquelas simplificações nada tinham a ver com você.
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Tags: IUPERF, Renato Lessa, Sarney
16/09/2009 - 22:01
Por Gustavo Cherubine
Nassif, hoje é aniversário do IPEA.
Ainda dá tempo de publicar e comentar.
Não lembramos disso hoje no blog.
(16/09/2009 – 18:09)
Evento comemorativo foi realizado em Brasília e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Neste mês o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) completa 45 anos de existência. A cerimônia oficial do aniversário foi realizada nesta quarta-feira, dia 16, com início às 15h30, no auditório do Ipea em Brasília (SBS, Qd. 1, Ed. BNDES, subsolo). O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que discursou sobre o momento econômico do Brasil e pediu mais pesquisas que contribuam para o conhecimento do País e o planejamento do futuro nacional. Também discursaram o ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Daniel Vargas, e o presidente do Ipea, Marcio Pochmann. (…)
Comentário
Parabéns especial a Roberto Campos e a João Paulo dos Reis Velloso, dois dos construtores da pátria.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: 45 anos, IPEA
21/08/2009 - 14:00
Do Portal Luís Nassif
LILIAN MILENA – Da Redação ADV
O período de recessão econômica tende a induzir o corte de gastos nas empresas e ameaçar investimentos em inovação. Dados da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) mostram que em 2009 as importações no mercado de manufaturados brasileiro caíram cerca de 30%, por conta da retração mundial e da situação do câmbio no país – com o dólar entre R$ 1,80 e 1,90.
Convidado para palestrar no 3º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, o executivo de estratégia de marcas famosas, como General Eletrics e Procter & Gamble, Rowan Gibson, esclarece, entretanto, que numa pesquisa feita recentemente pela Boston Consulting Group, cerca de 25% de executivos de companhias maiores afirmaram que inovação é prioridade, estando entre as ações estratégicas dos empreendimentos. Ao mesmo tempo, quase 2/3 (59%) planejavam aumentar investimentos em pesquisas, em 2009, “supostamente o pior ano dessa crise histórica”, destaca.
continua
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo, Sem categoria
Tags: CNI, inivação, modelo de negócio, Pesquisa
03/08/2009 - 09:17
Um artigo provocativo do Luiz Carlos Bresser-Pereira.
Ele constata que a religião pode ser ferramenta de construção de nacionalidade. Mas a conclusão é polêmica:
As nações que buscam sua autonomia podem aceitar por algum tempo que elites dependentes e corruptas associadas a interesses internacionais controlem seu Estado, mas mais cedo ou mais tarde surgirão grupos nacionalistas ou patrióticos que, para alcançarem a verdadeira independência nacional, empunharão armas e realizarão sua revolução nacional e capitalista.
Nem todo nacionalismo é modernizante; quase nenhuma religião é tolerante. Meu amigo Bresser – assim como eu, no meu “Os Cabeças de Planilha” – acredita na força mobilizadora do nacionalismo. Mas há um enorme leque de nacionalismo, aquele altivo, sem complexos, de defesa clara dos interesses nacionais, e o xenófobo, intolerante.
Da Folha
LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA
Muçulmanos descobriram que a religião pode ser um grande instrumento para o surgimento de uma nação
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: Irã, nacionalismo religisão, Paquistão
27/07/2009 - 13:24
Do Fórum de Discussões do Portal Luís Nassif
* Publicado por Liu Sai Yam
Segue o texto integral de reflexão formulada pela coordenação política MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), que, ao lado de outros movimentos legitimamente nascidos de carências concretas dos totalmente desassistidos de políticas públicas, e totalmente apartados de estatísticas economicistas fragmentárias, transita o dificil, porem firme terreno da arregimentação política a oferecer renitente resistência ao avanço predatório do capital, construindo práxis diária apoiada na busca de unidade, na consolidação teórica e no enfoque realista, pragmático, do que há para se combater e construir, desatrelado mas não apartado de instâncias partidárias, governamentais, organizativas. Explicitam-se claramente os caminhos convergentes de movimentos de base com organizações trabalhadoras, partidos de esquerda e sindicatos. Clama por unidade, não antagonismo.
São sinais de fumaça a sinalizar aos caras-pálidas que a história ainda está em pleno andamento – a despeito do inconformismo dos muitos candidatos a coveiro – e que o processo econômico nada representa, ou representa tudo, face ao imprescindivel engajamento político, à necessidade cada vez mais presente de transformar estruturalmente, e não apenas retocar.
Continua
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: globalização, MST
19/06/2009 - 10:03
Por Savio
Nassif,
A BBC Brasil repercute reportagem da ECONOMIST em que é feita uma analisa da cúpula dos BRICs, realizada no início da semana em Ecaterimburgo, na Rússia. Para a revista, o evento reflete a crescente autoconfiança desses países.
“Os maiores mercados emergentes estão se recuperando rapidamente e começando a acreditar que a recessão pode marcar mais um momento da mudança global que vê o Ocidente perdendo poder econômico”, diz o texto.
matéria da BBC aqui:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/06/090619_presseconomist_ba.shtml
Até que ponto as desigualdades desses 4 grandes países podem arrefecer a iniciativa de mudança no eixo das decisões econômicas desejada?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: BBC, Brics, Economist
16/06/2009 - 07:00
Por Neves
Nesta terça acontece a reunião para formalizar os BRIC em Yakaterinburg. Trata-se de reuniâo histórica. Ela será precedida por um encontro de cúpula da Organização de Cooperação de Shangai, que abrange Rússia, China, Cazaquistão, Tajiquistão, Quirguistão e Uzbequistão, tendo como observadores Irã, Índia, Paquistão e Mongólia. É o núcleo duro do poder na Ásia.
Em pauta a hegemonia do dólar, não dá para disfarçar, e o fim de um mundo unipolar. O endividamento em dólares para com esses paises serve antes de tudo para financiar o cerco deles por bases americanas; serve também para financiar a compra a de suas indústrias, eles assistem a desnacionalização de suas economias em troca de papeis de valor discutível. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo, Novo Mundo
Tags: Brics, dólar
13/06/2009 - 13:34
Do Grupo de Mídia do Portal Luís Nassif
Por Edmar Roberto Prandini
Apresento uma pequena reflexão acerca dos desafios da mídia ante o fenômeno da blogsfera.
Vamos retroceder pouco mais de vinte anos, para resgatar a constituição do “Plenário Pró-Participação Popular na Constituinte”. Já citei, em outra ocasião, aqui mesmo no seu blog, minha admiração por Francisco Whitaker. Em 1985, o “Chico” foi um dos formuladores do modelo de organização quase “anárquico” do “Plenário”: um modelo de participação espontânea dos interessados, sem exigência de “identidades” padrões, sem comando uniforme acerca das iniciativas, sem datas únicas, sem “coordenação”, no sentido mais hierárquico do conceito. O “Plenário Pró-Participação Popular” era uma coalizão em que um “ideário” comum insuflava a criatividade e a iniciativa de todos os seus participantes em qualquer lugar onde se encontrassem. Essa característica determinou uma capacidade extraordinária de multiplicar iniciativas que acabou ecoando fortemente na Constituinte. O conceito chave do Chico era a “rede”. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes, Mídia, Novo Mundo
Tags: redes sociais
05/06/2009 - 11:45
Em 2002, em pleno fervor patriótico que abriu espaço para os falcões de Bush, lembro-me de ter escrito sobre os movimentos do pêndulo. Haveria a radicalização, negócios seriam feitos, vidas seriam perdidas.
Mas a verdadeira luta contra o terror e as guerras somente se daria após o esgotamento desse ciclo. Simplesmente porque a única maneira de enfrentar a barbárie seria atuando sobre suas raízes: as injustiças contra os palestinos, simultaneamente ao reconhecimento do direito de Israel de ter segurança, a incompreensão em relação a outras culturas e religiões que não as Ocidentais, a cooperação ecumênica contra a miséria.
Enfim, tinha-se o terreno preparado para o aparecimento de um Estadista. Mas nem sempre estadistas estão à mão para aproveitar as circunstâncias oferecidas.
O discurso de Obama, aproximando-se do mundo muçulmano, oferece inúmeras possibilidades para a construção de um mundo novo, multipolar.
É importante historicamente, por dar um ponto final à era Bush e ao seu conceito de “eixo do mal” – que conseguiu impactar não apenas a diplomacia mundial mas abrir espaço para toda espécie de aleijão moral pudesse expor seus preconceitos, homofobias e desequilíbrios. Aliás, esse impacto indireto dos grandes discursos globais é pouco avaliado.
Depois, por ser um capítulo relevante em um momento em que a crise global divide o mundo entre os isolacionistas e os integradores. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: Irã, muçulmanos, Obama
13/05/2009 - 11:30
Dentre todas as perdas trazidas pelo emburrecimento ideológico, por esse moralismo raivoso e pouco analítico que acometeu alguns de nossos intelectuais, uma das que mais senti foi do Roberto DaMatta, intelectual dos mais relevantes para o país.
O caso do deputado que está pouco se lixando para a opinião pública, em outros tempos permitiria uma análise brilhante do Roberto, dando a contraparte antropológica para as análises de Wanderley Guilherme dos Santos.
Poderia analisar as várias instâncias da opinião pública. Poderia discorrer com propriedade sobre a ascendência da opinião pública midiática sobre uma parcela dos parlamentares (os que têm visibilidade nacional) e sua ineficácia em relação aos políticos paroquiais, chamados de baixo clero.
Poderia mostrar como essa implosão do modelo político afeta essas relações.
Poderia, de alguma maneira, relacionar essa rebelião do baixo clero com movimentos que ocorrem entre juizes de primeira instância, delegados federais e outros movimentos que se contrapõem aos conhecidos acordos de cúpula.
Seria uma belíssima oportunidade para questionar o conceito de opinião pública, ainda mais ele, um dos intérpretes contemporâneos do país.
Mas olha o que DaMatta passou a produzir, no Globo de hoje, e ainda citando os clássicos para ocupar os vazios:
Do Globo
Eu estou me lixando para você, leitor
ROBERTO DaMATTA
Se eu digo isso o jornal me despede; se um comerciante tem essa atitude, ele vai à falência; se um pai de santo, ministro, rabino ou sacerdote repete o mote, ele faz suas orações sozinho e não salva ninguém; se um professor adota esse credo, ele não merece dar cursos; do mesmo modo que um médico, um juiz, um policial, um engenheiro e um advogado deixariam morrer os doentes, perderiam o senso de justiça, do limite e da eficiência. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: opinião pública, Roberto DaMatta
26/04/2009 - 10:31
No bom material produzido pelos jornalões paulistas (clique aqui para ler um apanhado), alguns destaques.
O primeiro, a entrevista de Wilson Tosta, do Estadão Rio, com o historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): História, Novo Mundo
Tags: cem dias, Obama
13/04/2009 - 13:20
Por paulo frança
Isso é História!
Obama suspende restrições sobre viagens e remessas a Cuba13 de abril de 2009 • 11h40 • atualizado às 12h55 (faltou o link)
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu nesta segunda-feira suspender as restrições às viagens e aos envios de remessas a Cuba, declarou um alto funcionário do governo. Obama deu ordens aos Departamentos de Estado, do Tesouro e do Comércio para que comecem a eliminar estas restrições e facilitar as comunicações com a ilha.
As medidas foram acompanhadas por um apelo ao governo de Cuba para que não interfira nas remessas de dinheiro e produtos. Segundo o funcionário, o objetivo da iniciativa tomada hoje é “apoiar o desejo do povo cubano de determinar seu próprio destino”. A partir de agora, as pessoas que quiserem poderão enviar remessas e ajuda humanitária à ilha. Também foi suspenso o veto a produtos como sementes e artigos para pesca.
As remessas poderão ter como destinatário qualquer cidadão de Cuba, com exceção de funcionários do regime. A medida já tinha sido prevista, após a visita de parlamentares americanos a Cuba. Ainda que, antes mesmo da decisão oficial, republicanos tenham criticado a postura do presidente e dos deputados democratas. “Eu e muitos outros estamos desapontados com membros do Congresso que viajaram até um país totalitário”, disse o republicano Chris Smith ao USA Today.
A democrata Barbara Lee, uma das que visitaram Cuba, chegou a fazer elogios a Fidel Castro. “Ele é um homem muito esperto, muito amável”. Já o democrata Bobby Rush disse que ouvir Fidel falando é “quase como ouvir um velho amigo”. Jaime Suchlicki, diretor do Instituto para Estudos Cubanos e Cubano-Americanos, da Universidade de Miami, disse que ele está chocado com tais declarações vindas de parlamentares. “É uma desgraça”, declarou ao USA Today.
Por Andre Araujo
Não é tanta novidade.. Remessas de dinheiro para Cuba foram permitidas já no Governo Clinton, continuaram no Governo Bush e depois foram dificultadas por desentendimentos com o Governo de Cuba. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: Cuba, embargo, Obama
30/03/2009 - 08:07
Mesmo com cabeçadas inevitáveis – como na questão dos bônus para os executivos da AIG – Barack Obama avança para descontruir todo o legado da era Bush.
Na área internacional, sua mensagem ao Irã, enfatizando a “República Islâmica do Irã”, liquida com as bandeiras de Bush, de fazer o mundo inteiro se curvar aos valores do modelo americano de democracia.
Também sinaliza que acabou a era de endosso integral ao belicismo de Israel.
É cedo para se falar em um acordo que permita a paz duradoura na região. Mas pelo menos se terá alguns anos pela frente, sem massacres e com menos terrorismo.
Leia no artigo abaixo, publicado no Estadão:
Roger Cohen *, THE NEW YORK TIMES
Autor: luisnassif - Categoria(s): Diplomacia, Novo Mundo
Tags: Isrã, Israel, Obama
30/03/2009 - 08:00
Por Andre Araujo
A hora da verdade de Barak Obama será o do enfrentamento do lobby da AIPAC-American Israel Political Action Committee, a central politica do poderosissimo lobby judaico que domina a politica americana desde 1946, com um orçamento de US$660 milhões uma força tão potente que nenhum congressista americano ousa sequer insinuar um desafio.O caso de Richard Freeman, indicado para o Conselho Nacional de Inteligencia é típico. Ele propunha uma politica americana no Oriente Médio independente de Israel e foi literalmente trucidado , Obama teve que se descartar dele. Alem disso, o chefe de gabinete de Obama é Rabin Emanuel, ligadissimo ao AIPAC, onde inclusive trabalhou. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: AIPAC, Obama, Richard Freeman
29/03/2009 - 10:01
É curioso comparar as diversas matérias e análises sobre o multilateralismo e a reunião do G20, que ocorrerá na próxima semana.
De um lado, Barack Obama tenta reativar a idéia do multilateralismo, aproximando-se da União Europeia e da Rússia. Os europeus vendem a idéia do G20 e dos organismos multilaterais. Mas, ao mesmo tempo, não conseguem definir sua própria unidade.
Nos últimos anos, em vez de se agregar à UE, o Reino Unido se atrelou à política externa norte-americana. A França sempre defendeu seus interesses nacionais. Depois de um início como motor da UE, as forças internas da Alemanha passaram a batalhar por medidas individuais de defesa dos interesses internos.
O combate à crise tem duas vertentes: as medidas de combate à recessão e a regulação bancária.
Ao mesmo tempo, há diferenças enormes entre a maneira como os Estados Unidos e os países europeus estão enfrentando a crise. Em relação aos estímulos econômicos, os EUA saíram na frente enquanto os europeus estão patinando em decisões irrelevantes. Ou seja, não há coordenação nas políticas de estímulo à economia.
Já em relação à regulação bancária, é forte na Europa a idéia de uma entidade supranacional regulando o sistema bancário; mas nos EUA ainda se tenta um modelo de regulação nacional.
Por trás de tudo isso, vê-se a transformação do G20 no grande fórum de discussões, mas sem as ferramentas de implementação, o que somente seria possível com a coalizão estratégica entre EUA, Europa e Ásia.
Nesse imbroglio todo, o que se percebe é a economia mundial ainda na fase preliminar de consolidação de conceitos e de definição das futuras formas de ação e dos limites para as ações globais coordenadas. Ainda falta um Lord Keynes para fazer a síntese e apontar o rumo.
Clique aqui para acessar um clipping de artigos sobre o tema.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo, Política
Tags: G20, multilateralismo
15/03/2009 - 12:25
Por foo
Clique aqui
(…) Zurique anunciou que sua decisão de acabar com seus 300 anos de sigilo bancário antecede reunião do G20, quando Primeiro-Ministro britânico, Gordon Brown deverá apresentar uma proposta para o controle dos paraísos fiscais.
A Suíça disse que irá partilhar as informações sobre contas bancárias com outros países sobre casos individuais. (…)
“É uma enorme mudança, a mais fascinante desenvolvimento desde o final da Segunda Guerra Mundial”, disse Jay Krause, um parceiro na Withers. “Os suíços continuam a dizer que o sigilo bancário permanece. Isto é em parte verdade, mas é alterada para sempre”.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: lavanderia, offshore, paraiso fiscal, Suiça
09/03/2009 - 08:01
Da Folha
Matéria do New York Times (no suplemento da Folha) sobre a ginástica de Barack Obama para fugir da pecha de “progressismo antiquado” com que a ideologia dominante inibiou a atuação anterior de Bill Clinton.
A análise é de David. E. Sanger.
Ao contrário dos abrangentes programas sociais da década de 1960, o plano de Obama, falando em “empregos verdes” e eficiência energética, parece mais destinado a uma classe média que deixou o boom passar do que aos americanos mais pobres.
O Orçamento é anunciado como uma forma de resolver as três questões que Obama mais citou na sua campanha: um papel muito mais amplo para o governo federal em educação, saúde e política energética. Seus novos itens mais caros, como os US$ 630 bilhões reservados para a criação de um fundo nacional de saúde, e os US$ 250 bilhões para o resgate de bancos e setores frágeis, se destinam a trabalhadores de classe média, que enfrentam a dupla ameaça de perder o emprego e o plano de saúde.
E, pela primeira vez, um presidente americano se mobilizou para taxar setores cujas emissões contribuem com o efeito estufa -algo que o antecessor George W. Bush argumentava que amarraria a indústria dos EUA.
Há uma impressionante ousadia nessa estratégia. Obama aposta que a combinação do seu capital político com a urgência criada pela crise lhe oferece um momento que pode jamais se repetir.
Mas, no caminho, ele parece ter se livrado do medo de Bill Clinton (1993-2001) de ser taxado de progressista antiquado.
Para afastar as críticas de que estaria voltando a uma era de governo inchado, Obama confia em uma nova embalagem. Ele tem sido altamente específico sobre como os impostos dos ricos seriam redirecionados para programas que ecoam junto àqueles que ouviram suas promessas de campanha.
“Há notáveis semelhanças com Johnson e a ‘grande sociedade’”, disse Robert Dallek, historiador que escreveu sobre a promessa de Johnson de pôr fim à pobreza, compromisso que ele só cumpriu parcialmente.
“A retórica de Obama não é tão grandiosa”, disse Dallek. Mas ele vê o risco de que Obama reinvente o erro de Johnson. “O Vietnã provou, em poucos anos, que realmente não se pode fazer armas e manteiga [investir em guerra e produtividade ao mesmo tempo]. E temo que o Afeganistão seja o paralelo para Obama.”
Se o grito de guerra de Johnson era o fim da pobreza nos EUA, o de Obama é o fim da “revolução Reagan”. Com a proposta de aumentar impostos para casais que ganhem mais de US$ 250 mil por ano, Obama declarou que a “economia do gotejamento” -teoria segundo a qual todo o país se beneficia quando os mais ricos acumulam e gastam- é uma fantasia. Ele a denunciou em termos morais, declarando no seu Orçamento que é permitir “que o terreno de jogo seja tão inclinado em favor de tão poucos”.
Enfatizando o foco na classe média, o mesmo Orçamento lembrou que de 2000 a 2007, no governo Bush, “a renda mediana [anual] nos lares chefiados por pessoas com menos de 65 anos” caiu cerca de US$ 2.000.
(…) Ao contrário de Obama, Clinton foi muito mais cauteloso. Ele chegou ao cargo apenas quatro anos depois de Ronald Reagan deixar Washington, e a ascensão do movimento republicano do “Contrato com a América”, em meados da década de 1990, manteve viva a filosofia reaganista.
Além disso, Clinton naturalmente devia mais gratidão aos doadores democratas mais ricos. A bem-sucedida estratégia obamista de campanha, de arrecadar centenas de milhões de dólares em pequenas doações pela internet, lhe dá mais margem de manobra política. O que começa agora é a parte mais difícil da batalha de Obama, os debates programa a programa que acabam transformando (e tantas vezes inchando) um Orçamento federal.
Mas, para o novo presidente, só a vitória legislativa não basta. Como Clinton, ele terá de convencer os mercados, que ficaram apáticos diante do pacote de estímulo, de que os EUA têm condições de realizar as mudanças que ele está fazendo. Ele precisa persuadir os chineses, entre outros, a emprestar dinheiro para custear isso. E deve convencer os americanos de que pode trazer de volta o governo ativista sem os piores aspectos do governo grande.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Novo Modelo, Novo Mundo
Tags: Barack Obama, Clinton, Reagan
08/03/2009 - 16:00
Por Roberto Grün
Guerra cultural e transformações sociais: as eleições presidenciais de 2006 e a “blogosfera”
Professor do Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos (DEP/UFSCar); pesquisador do Núcleo de Estudos em Sociologia Econômica e das Finanças da Universidade Federal de São Carlos (Nesefi/UFSCar). E-mail: rgrun@uol.com.br
RESUMO
O texto defende a idéia de que as esferas econômica e financeira da sociedade dependem de pressupostos culturais que aparentam ser permanentes, mas são contingentes. Para isso, analisa alguns aspectos da disputa política em torno das eleições presidenciais brasileiras de 2006 a partir das polissemias que foram produzidas ou realçadas no período e tenta extrair algumas conseqüências sociológicas dos embates revelados pelas disputas de sentido.
Palavras-chave: sociologia econômica; sociologia das finanças; disputas culturais; “blogosfera”; polissemia; cultura econômica.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69922008000300005&lng=en&nrm=iso
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: blogosfera, eleições 2006
06/03/2009 - 13:00
Por Cida Medeiros
Retomei ontem à noite minha, após um ano de ausência, participação no grupo de estudos Gestão da Complexidade na BSP – Business School de SP, coordenada pelo professor Humberto Mariotti (clique aqui).
E fui apresentada ao pensamento de Dave Snowden (clique aqui) e seu Cognitive Edge.
Diversos autores tem despontado, à sua maneira, para falar coisas na mesma direção:
Sim, uma das possibilidades para o novo mundo que vem surgindo das cinzas desta “crise” é sair do pensamento autocentrado, top down, de centralização de poder para garantir resultados, para o entendimento de que o mundo dos fenômenos é uma realidade e que produzir bens e serviços tem de levar em conta a enorme responsabilidade que é agir, se movimentar dentro de uma sociedade complexa, seu meio ambiente social e natural.
Navegar é preciso. Viver é mais que preciso.
It’s all about accuracy.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo, Novo Mundo
Tags: descentralização, Novo Mundo
04/03/2009 - 14:03
Por Soledad Larraz
Nassif
Tribunal de Haia mandar prender Presidente do Sudão em exercício. É a primeira vez na história. A materia é do Estado de hoje. Vai ficar pior em Darfur.
Tribunal manda prender presidente do Sudão por Darfur
É o 1º mandado de prisão da história contra líder em exercício por crime de guerra e contra a humanida
AP
HAIA – O Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu nesta quarta-feira, 4, em Haia, um mandado de prisão contra o presidente do Sudão, Omar Hassan al-Bashir. Na ordem de prisão internacional, Bashir é acusado de crimes de guerra e crimes contra a humanidade na região sudanesa de Darfur. O painel de três juízes descartou a acusação de genocídio por falta de provas. Bashir é o primeiro líder em exercício a ter uma ordem de prisão expedida pelo TPI desde que essa corte permanente entrou em funcionamento, em 2002. De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 300 mil pessoas morreram e cerca de 2,5 milhões foram obrigadas a fugir em mais de cinco anos de guerra. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: Sudão, Tribunal de Haia
03/03/2009 - 10:00
Atualizado
Na Folha
MARCOS NOBRE
A nova direita
NÃO FAZ MUITO tempo, a esquerda tinha conseguido estabelecer alguns sólidos pontos de partida do debate político. Aplicar pena de prisão não diminui a criminalidade, porque o crime não é apenas ação de um indivíduo, mas falha de toda uma sociedade. O desemprego não é culpa do desempregado, mas de um sistema econômico que produz injustiça. O progresso material só significa progresso social e político se houver uma justa e solidária distribuição da riqueza. E por aí vai.
Essas posições foram desafiadas e derrotadas. Nos últimos 30 anos, enquanto movimentos e grupos sociais reivindicavam mais liberdade, uma esquerda tradicional respondeu de maneira tradicional: liberdade só com igualdade primeiro. Recusou-se a ver que havia ali um problema real, que a promoção da igualdade não produz automaticamente pessoas autônomas. Ao invés de aceitar o desafio de pensar uma nova relação entre liberdade e igualdade, boa parte da esquerda perdeu-se em discussões bizantinas como a das causas da queda do decrépito bloco soviético. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: direita, esquerda, Marcos Nobre
02/03/2009 - 08:27
Há uma esperança e um enorme risco no mundo pós-crise. A esperança é que, depois desse período de individualismo exacerbado, de pouco caso com os recursos naturais, de benevolência com todas as formas de especulação, entre-se em uma nova era, em que se consolidem os novos valores das democracias ocidentais, que começaram a florescer nesse final de ciclo: preocupações com sustentabilidade, trabalho em rede, solidariedade social.
O risco é que o questionamento acabe levando ao próprio comprometimento do modelo de democracia ocidental e sua substituição pelo autoritarismo esclarecido do modelo chinês. Essas formas mais autoritárias crescem em períodos de insegurança, trazidos pela crise. Assim como a xenofobia, as leis contra migração.
Leia sobre esses temas na entrevista do historiador Tony Judt a Samy Adghirni, na Folha.
TONY JUDT HISTORIADOR
Crise econômica abala crença no modelo ocidental Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo, Política
Tags: modelo chinês, modelo ocidental, Tony Judt, xenofobia
01/03/2009 - 10:33
Por Sofia
Na linha do comentário do Formiga, o New York Times hoje traz uma matéria interessante sobre uma geração abaixo de 30 que tem a tendência de identificação maior com democratas do que com republicanos, já que existe hoje no país a percepção de que ser democrata explica melhor o que é ser ‘estadunidense’. O retorno de valores mais voltados ao todo, às conquistas para todos. Clique aqui.
os gráficos bem-humorados demonstram quanto é verdadeiro o novo cenário que se vislumbra.
Clique 1 Clique 2
Hoje também tive acesso ao filme The End of America de Naomi Wold: clique aqui.
O filme tem um site também (clique aqui). Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: nova era, novos valores, solidariedade
28/02/2009 - 12:21
Por Sofia
Fortes as palavras de Obama hoje no seu programa semanal de rádio e vídeo. De acordo com o blog Huffington Post, Obama afirmou que enfrentará as mudanças necessárias na saúde, energia e educação nas formas mais espetaculares que deixará desapontado o status quo.
“O sistema que temos hoje pode trabalhar com os poderosos e bem conectados interesses que têm movido Washington por muito tempo” disse Obama em seu endereço semanal de rádio e vídeo. “Mas eu não. Eu trabalho para o povo estadunidense.”
Em outro trecho ele afirmou “Eu sei que estes passos não se enquadrarão bem, especialmente com os interesses dos lobistas que têm investido dentro do modo antigo de fazer negócios, e eu sei que eles estão “loucos” por uma briga” disse Obama, segundo Huffington Post, numa linguagem dura aos modos de como Bush fazia. “Minha mensagem a eles é esta: Eu também.”
Clique aqui
Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Novo Modelo, Novo Mundo, Política
Tags: Novo Modelo, Obama, Políticas Sociais
24/02/2009 - 12:50
Por macedo
Sobre a possivel estatizacao de bancos nos EUA, diz uma piada que Lenin morreu e foi para o outro lado (se para o céu, para o inferno ou para o purgatório, não se sabe).
No outro lado ele se encontrou com Deus.
Lenin, que não acreditava em Deus, fez a ele a seguinte pergunta: “Deus, quando é que o capitalismo vai finalmente acabar?”.
Deus respondeu: “Nunca!”.
Lenin então começou a chorar copiosamente. Entre um soluço e outro, Lenin fez outra pregunta a Deus: “Mas Deus, por que é que o capitalismo nunca vai acabar?”.
Deus respondeu: “Por que sempre vai haver o socialismo para salva-lo!”
Comentário
Trecho da crônica que escrevi sobre Sebastião Trindade, o último comunista de Poços de Caldas:
O fim da guerra fria pegou Trindade meio no contrapé. Ela já não havia gostado nada das denúncias dos crimes de Stalin, que atribuía a uma manobra sórdida da CIA.
Quando teve início a Glasnot, no Quisisana –belíssimo hotel construído pouco antes do jogo ser proibido, que depois virou condomínio— vejo Trindade numa roda, explicando para um grupo de paulistas a estratégia de Gorbatchev,
“Gorbatchev é um gênio”, dizia ele. “Percebeu que o capitalismo está com seus dias contados e só vai sobreviver mais um pouco por conta da guerra fria. Aí ele decidiu tirar a Rússia de campo, para suspender a guerra fria e acelerar o processo de queda do capitalismo. Quando o capitalismo estiver morto, o comunismo volta”. Depois que o grupo se desfez, todos ensimesmados, absorvendo aquela aula de estratégia política do Trindade, perguntei: “Você acredita mesmo no que disse? “. E ele: “Que nada, Luisinho, esse Gorbatchev é agente da CIA, mais capitalista que os americanos. Mas eu não podia dar o braço a torcer para essa burguesada malufista”.
Clique aqui para acessar a crônica.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo, Política
Tags: estatização, Glasnot, Lenin
13/02/2009 - 11:05
Por Diego
Olá Nassif,
Eu moro na Alemanha, em Aachen (divisa com Holanda e Bélgica). Trabalho na Universidade aqui (www.rwth-aachen.de).
Todos os alemaes que eu conheço são extremamente simpáticos comigo e com outros brasileiros aqui, são super interessados na cultura brasileira, aqui tem roda de capoeira, aula de forró e portugues. Me assustei com esse interesse todo quando cheguei aqui. me assutei de uma forma positiva.
Mas infelizmente ainda existem pequenos grupos de pessoas aqui que são extremamente xenofóbicos. Não gostam de imigrantes e poem sobre eles toda a culpa sobre os problemas alemaes. Mas essa é uma parcela muito pequena da população e ainda por cima existe um grande grupo que combate esses xenofóbicos. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Mundo
Tags: xenofobia
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