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	<title>Luis Nassif &#187; Eleições</title>
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	<description>Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo</description>
	<lastBuildDate>Fri, 27 Nov 2009 02:00:21 +0000</lastBuildDate>
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		<title>A oposição dependendo de Serra</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/26/a-oposicao-dependendo-de-serra/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 10:07:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
		<category><![CDATA[DEM]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Valor Econômico
Maria Inês Nassif
26/11/2009
Decisão deve afunilar nas mãos de um só

O resultado da última pesquisa CNT-Sensus, divulgada na segunda-feira, reflete em números uma realidade que já estava presente há pelo menos dois meses nas análises e nos debates internos dos partidos de oposição. Essas análises justificaram as pressões de parcelas do PSDB, do DEM [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><big></big><big></big><big>Do Valor Econômico</big></strong></p>
<blockquote><p>Maria Inês Nassif<br />
26/11/2009</p></blockquote>
<p><big></big><big><a href="http://www.valoronline.com.br/?impresso/politica/99/5966397/nas-eleicoes-de-2006-quatro-pessoas-decidiram-o-candidato-do-psdb-para-2010,-a-decisao-e-so-de-serra">Decisão deve afunilar nas mãos de um só</a></big></p>
<p>O resultado da última pesquisa CNT-Sensus, divulgada na segunda-feira, reflete em números uma realidade que já estava presente há pelo menos dois meses nas análises e nos debates internos dos partidos de oposição. Essas análises justificaram as pressões de parcelas do PSDB, do DEM e do PPS sobre o candidato tucano com mais votos nas pesquisas, José Serra, para que ele decida até o final do ano se será o candidato a presidente da República pela coligação. As informações de dentro do bloco oposicionista já apontavam a tendência registrada na pesquisa CNT-Sensus trazida a público essa semana, cujos dados foram coletados entre 16 e 20 de novembro.</p>
<p>Moveram as pressões sobre Serra: o fato de os índices de intenção de voto em Dilma Rousseff, a candidata do presidente Lula e do PT, estarem subindo devagar, mas sustentadamente; a lenta e constante queda de Serra nas pesquisas de intenção de voto; a constatação de que a candidatura de Ciro Gomes (PSB) produziu, sim, estrago nas intenções de voto à oposição, em especial se o candidato for o governador de São Paulo; a percepção de que Dilma saiu de uma posição de fragilidade, logo após um traumático tratamento de saúde &#8211; durante o qual manteve pouca exposição pública e índices quase declinantes de intenções de voto &#8211; para outro, em que assumiu a sua posição de candidata e se manteve ao lado de Lula, caracterizando-se como aquela a quem os simpatizantes do presidente devem transferir o voto.</p>
<p><span id="more-39791"></span>Uma ala do PSDB menos ligada a Serra e o DEM estão contrariados, mas de qualquer forma interessados em que a candidatura de oposição se resolva logo, equacione seus problemas originais e consiga retomar o Palácio do Planalto com a sustentação da mesma aliança que deu a vitória ao presidente Fernando Henrique Cardoso em duas eleições. Mas os dois grupos se ressentem de que a ausência, no cenário político, de uma candidatura efetiva da oposição tem dificultado até as tentativas regionais de articulação para subtrair apoios do PMDB, que será o principal aliado do PT nas eleições do ano que vem. O PMDB, como é tradição em todas as eleições, tem potencial de ir rachado para o palanque de Dilma. Se rachar muito, o apoio a Dilma pode ser derrubado na convenção e ela não terá o tempo de propaganda eleitoral gratuita do PMDB. Se rachar pouco, isso pode, ainda assim, subtrair votos da candidata governista. A ausência de um nome em favor do qual a negociação de traição possa acontecer, todavia, dificulta bem as coisas. O PT e seus aliados, pelo fato de terem uma candidata já definida e um grau reduzido de divisão, anteciparam-se também na articulação de alianças. Têm alguns palmos de vantagem em relação à oposição nesse particular.</p>
<p>Outros dados devem ser agregados a esses que mobilizam as pressões de Serra pelos seus aliados. A postulação de dois candidatos do PSDB e a concentração da decisão em apenas um deles pode produzir as mesmas fissuras das eleições passadas. Em 2006, a decisão de candidatura do PSDB ficou concentrada em Fernando Henrique, José Serra, Tasso Jereissatti e Aécio Neves. José Serra foi o escolhido, não quis correr riscos, abriu espaço para a postulação de Geraldo Alckmin e as principais lideranças praticamente abandonaram o candidato no meio do processo eleitoral. Não foi uma solução de unidade. Agora, com dois candidatos &#8211; Aécio Neves e José Serra -, a decisão se afunilou mais ainda: está nas mãos de Serra. Uma única pessoa deve decidir o rumo que grande parte da oposição vai tomar, com chances de não querer correr nenhum risco e decidir abrir espaço para Aécio Neves, mas entregar o partido rachado para seu adversário interno. Na hipótese de resolver ser candidato, Serra também pode não levar os votos dados a Aécio no segundo colégio eleitoral do país, Minas Gerais. Nenhuma das opções, pelo fato de a decisão se afunilar novamente, garante a unidade partidária &#8211; embora os demais partidos de oposição não tenham outra opção a não ser a de apoiar qualquer um dos dois pré-candidatos tucanos.</p>
<p>Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras</p>
<blockquote>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=b05c18e9-524d-8994-bfbe-eef376769483" alt="" /></div>
</blockquote>
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		</item>
		<item>
		<title>A oposição presa à indecisão de Serra</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/25/a-oposicao-presa-a-indecisao-de-serra/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/25/a-oposicao-presa-a-indecisao-de-serra/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 10:33:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/25/a-oposicao-presa-a-indecisao-de-serra/]]></guid>
		<description><![CDATA[Da FolhaFolha de S.Paulo - Foco: Crescimento de Dilma faz PSDB e DEM se reunirem para analisar alianças - 25/11/2009Crescimento de Dilma faz PSDB e DEM se reunirem para analisar aliançasLula Marques/Folha Imagem	Sérgio Guerra, Ronaldo Caiado e Rodrigo Maia se despedem depois de almoço em BrasíliaDA REPORTAGEM LOCALDA SUCURSAL DE BRASÍLIADA SUCURSAL DO RIOReunidos ontem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><b><big></big><big></big><big>Da Folha</big></b></p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2511200910.htm">Folha de S.Paulo &#8211; Foco: Crescimento de Dilma faz PSDB e DEM se reunirem para analisar alianças &#8211; 25/11/2009</a><br />
<blockquote>Crescimento de Dilma faz PSDB e DEM se reunirem para analisar alianças</p>
<p>Lula Marques/Folha Imagem</p>
<p>Sérgio Guerra, Ronaldo Caiado e Rodrigo Maia se despedem depois de almoço em Brasília</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL<br />DA SUCURSAL DE BRASÍLIA<br />DA SUCURSAL DO RIO</p>
<p>Reunidos ontem em Brasília numa tentativa para demonstrar unidade, os líderes de oposição demonstraram preocupação com o potencial de crescimento da ministra Dilma Rousseff (PT).</p>
<p>Além da pressão para que os tucanos antecipem a escolha de seu candidato à Presidência, os números da última pesquisa CNT/Sensus rondaram a mesa do almoço convocado para unificar a estratégia de PSDB, DEM e PPS.</p>
<p>Segundo participantes, o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), sugeriu até que se admita desde já a hipótese de crescimento de Dilma para não ter que se explicar depois: &#8220;Negar que ela vai crescer é negar o óbvio. Mas isso não nos preocupa, pois ela tem limites&#8221;, disse Maia, à saída.</p>
<p>O próprio governador de São Paulo, José Serra (PSDB), adotou discurso preventivo em entrevista à rádio Jovem Pan. &#8220;Se você está ganhando uma partida de 4 a 0, acha que vai ser sempre assim? Não vai. Seria muita moleza [...] O resultado eleitoral do ano que vem não vai ser essa folga que as pesquisas dão, não.&#8221;</p>
<p>Em evento na noite de ontem ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Serra não quis comentar a sucessão. Segundo a CNT/Sensus, 49,3% dos eleitores ouvidos não votariam em candidatos apoiados por FHC.</p>
<p>No almoço dos partidos, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), pediu que se evitasse a discussão sobre prazos para a definição de candidaturas. &#8220;Já que o casamento é de interesse, tragam a noiva&#8221;, disse o senador Heráclito Fortes (DEM-PI).</p>
<p>PSDB e o DEM decidiram traçar estratégia mesmo sem definir entre Serra e o governador de Minas, Aécio Neves. Eles avaliaram que a campanha será cara e que é preciso unificar as ações na internet.</p>
<p>Ontem, Aécio relativizou o crescimento de Dilma. Para ele, o aumento das intenções de voto nela não acompanha o nível de conhecimento da ministra. &#8220;É natural que candidatos que tenham mais exposição, presença mais forte na mídia, cresçam alguns pontos.&#8221;</p>
<p>O tucano -que visitou o arquiteto Oscar Niemeyer, que elogiou o presidente Lula, mas também disse que Aécio é &#8220;um candidato forte&#8221;- voltou a defender uma aliança com o deputado Ciro Gomes (PSB). Serra duvidou que os encontros entre Aécio e Ciro produzam algum resultado: &#8220;Ele [Ciro] não vai fazer nada que o Lula não queira&#8221;.</p></blockquote>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=9b4d1548-f40b-8209-9cc0-b4ed4625a792" /></div>
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		</item>
		<item>
		<title>Prazo eleitoral antecipou viaduto que caiu</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/17/prazo-eleitoral-antecipou-viaduto-que-caiu/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/17/prazo-eleitoral-antecipou-viaduto-que-caiu/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 01:25:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[método construtivo]]></category>
		<category><![CDATA[prazo]]></category>
		<category><![CDATA[Rodoanel]]></category>
		<category><![CDATA[viaduto]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Agência Estado
Alteração de projeto corta 14 meses na obra do Rodoanel
AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - Alterações no método construtivo e na execução do Trecho Sul do Rodoanel permitiram à administração do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), abreviar em 14 meses a conclusão da obra de 61,4 quilômetros que ligará as Rodovias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Da Agência Estado</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/geral,alteracao-de-projeto-corta-14-meses-na-obra-do-rodoanel,467679,0.htm" target="_blank">Alteração de projeto corta 14 meses na obra do Rodoanel</a></h3>
<p>AE &#8211; Agencia Estado</p>
<p>SÃO PAULO &#8211; Alterações no método construtivo e na execução do Trecho Sul do Rodoanel permitiram à administração do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), abreviar em 14 meses a conclusão da obra de 61,4 quilômetros que ligará as Rodovias Régis Bittencourt, Raposo Tavares, Castelo Branco, Bandeirantes e Anhanguera ao Sistema Anchieta-Imigrantes. A construção teve início em 28 de maio de 2007 e, a partir dessa data, deveria ser entregue em 48 meses, conforme o cronograma previsto na assinatura dos contratos.</p>
<p>Entretanto, o prazo acabou encurtado para 34 meses &#8211; a nova meta é 27 de março de 2010, um mês antes do limite para candidatos às eleições se desincompatibilizarem de seus cargos públicos. Serra é o virtual candidato do PSDB à sucessão presidencial. A construção do Trecho Oeste, com praticamente a metade da extensão do Trecho Sul, demorou quatro anos.</p>
<p><span id="more-38978"></span>A mudança no método construtivo é, segundo engenheiros, uma das estratégias adotadas por empreiteiras para baratear custos e reduzir cronogramas de obras. Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) divulgado este ano mostrou que o consórcio responsável pelos trabalhos onde ocorreu o desabamento de três vigas na noite de sexta-feira substituiu estruturas de balanços sucessivos por vigas pré-moldadas.</p>
<p>O relatório do TCU aponta ainda que, ao utilizar vigas pré-moldadas, as empreiteiras deixaram de fazer 10 mil metros quadrados de tabuleiros entre as estruturas das pontes. Os auditores concluíram que a mudança resultou em economia de R$ 20 milhões. Embora tenham preços distintos, os métodos são considerados seguros.</p>
<p>Critérios técnicos</p>
<p>A Secretaria dos Transportes informou que a mudança do método construtivo foi baseada em critérios técnicos e negou que tenha havido mudança no cronograma original. &#8220;O contrato foi assinado em abril de 2006 e as obras começaram em maio de 2007&#8243;, argumenta a pasta, que divulgou, ainda em 2006, prazo de 48 meses para a conclusão do Trecho Sul, a partir do início dos trabalhos.</p>
<p>Sobre o relatório do TCU, a secretaria alega que as formas de medição da obra e de pagamento dos serviços prestados pelas empreiteiras foram &#8220;totalmente&#8221; aprovadas pelos órgãos controladores, como os tribunais de contas da União e do Estado. O governo descarta atrasar a entrega da obra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Consolida-se aliança Aécio-Ciro</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/17/consolida-se-alianca-aecio-ciro/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 15:02:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
		<category><![CDATA[aliança]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro Gomes]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Agência Estado
Aécio se reúne com Ciro e mostra que acordo é possível
AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - Num gesto político que busca fortalecer suas pré-candidaturas à Presidência da República e reforçar a hipótese de que poderão estar juntos em 2010, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Da Agência Estado</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,aecio-se-reune-com-ciro-e-mostra-que-acordo-e-possivel,467693,0.htm" target="_blank">Aécio se reúne com Ciro e mostra que acordo é possível</a></h3>
<p>AE &#8211; Agencia Estado</p>
<p>SÃO PAULO &#8211; Num gesto político que busca fortalecer suas pré-candidaturas à Presidência da República e reforçar a hipótese de que poderão estar juntos em 2010, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) se reúnem hoje em Belo Horizonte. Para aliados do mineiro, que disputa a indicação para presidenciável tucano com o governador paulista José Serra, a agenda pública com Ciro sugere que as articulações para um eventual acordo com a legenda socialista não se esgotaram.</p>
<p>Antes de participar de um almoço oferecido por Aécio no Palácio das Mangabeiras, o deputado do PSB deverá prestigiar o lançamento do portal da organização não-governamental (ONG) Brasil Tem Jeito, idealizada pelo secretário-geral do PSDB, deputado Rodrigo de Castro (MG) &#8211; aliado do governador de Minas. Aécio também deve participar do evento.</p>
<p>&#8220;Eles estão sempre avaliando a possibilidade de estarem juntos&#8221;, disse Castro. &#8220;Acho que ainda há espaço para o diálogo com o PSB. O quadro sucessório ainda não está totalmente fechado.&#8221; As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Vai se completando o ciclo que cantei em junho. Agora o jogo começa a ganhar cores mais nítidas. Aécio tem marca e representa a visão neoliberal com nitidez.</p>
<p>A incapacidade de Serra de analisar o futuro levou a isso. Historicamente, foi alinhado com o pensamento desenvolvimentista. Mas sempre em off, apenas nos meios acadêmicos ou em conversas informais. Conseguiu o feito de não representar o mercadismo e de não conseguir desvencilhar sua imagem do sumo pontífice do mercadismo, FHC.</p>
<p>Já Aécio é muito mais identificado com o mercadismo. Mas livrou sua imagem da pesada herança de FHC.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Desembarcando de Serra</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/17/desembarcando-de-serra/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 11:45:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Cesar Maia]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>

		<guid isPermaLink="false"><![CDATA[http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/?p=38878]]></guid>
		<description><![CDATA[Por José de Abreu
LN

No primeiro caderno da Folha é o Cesar Maia espinafrando o Serra. No Segundo é a Monica Bergamo publicando nota onde Aécio prevê o pior dos dias se Serra fosse eleito. Junte-se a isso o post do Azenha vendo no interior de São Paulo a construção de mais 12 pedágios para sererm [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por José de Abreu</h2>
<p>LN</p>
<p>No primeiro caderno da Folha é o Cesar Maia espinafrando o Serra. No Segundo é a Monica Bergamo publicando nota onde Aécio prevê o pior dos dias se Serra fosse eleito. Junte-se a isso o post do Azenha vendo no interior de São Paulo a construção de mais 12 pedágios para sererm inaugurados no ano que vem, ano da eleição… Há algo de novo no ar e não são apenas aviões de carreira.</p>
<p>Deem uma conferida:</p>
<h2>Da Folha</h2>
<h3><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1711200913.htm" target="_blank">Serra lembra os “piores caudilhos”, diz Cesar Maia</a></h3>
<p>Democrata endossa discurso de seu filho de apoio a Aécio</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>A relação entre PSDB e DEM sofreu novo abalo ontem. A exemplo do filho, o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), o ex-prefeito do Rio Cesar Maia disse que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), “lembra os piores caudilhos” ao avocar para si a decisão sobre a candidatura do PSDB à Presidência.</p>
<p>Hoje, Serra lidera as pesquisas para presidente. Mas, assim como o filho, Cesar Maia elogia o governador de Minas, Aécio Neves. Em entrevista ao portal iG, Maia chamou Serra de personalista. Procurado pela Folha, reiterou as críticas.</p>
<p>“O Serra diz que quer ser candidato, que será candidato, que pode ser candidato, e o partido parece não ter nada a ver com isso. É um populismo descarado. Lembra os piores caudilhos. Um caudilho do passado apontava o dedo para o candidato. Agora o próprio candidato aponta o dedo para si”, disse, queixando-se da disposição de Serra de só se manifestar sobre a eleição em março.</p>
<p>Contrariado, Serra não quis comentar a declaração. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), cobrou um discurso mais construtivo. “O esforço agora é juntar todas as energias. A contribuição de Maia é fundamental. E isso implica um discurso de maior colaboração e mais construtivo.”</p>
<p>Em Alagoas, Aécio defendeu que a escolha aconteça até janeiro e disse que “gostaria muito” de ter Ciro Gomes (PSB-CE) -desafeto de Serra- como aliado. Afirmou ser “concreta” a possibilidade de Serra não concorrer à Presidência.</p>
<p>(CATIA SEABRA)</p>
<h2>Da Mônica Bérgamo</h2>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1711200907.htm" target="_blank">NUNCA MAIS</a></p>
<p>Em conversa recente com empresários, Aécio Neves (PSDB-MG), cada vez mais empenhado em convencê-los de que teria mais condições de governabilidade na Presidência da República do que José Serra, insinuou que, se o tucano paulista ganhar as eleições de 2010, “o governo pode parar”. Tudo por causa da radicalização do PT e dos movimentos sociais. “E aí vai ser aquela saudade imensa [do presidente Lula]. Em quatro anos, ele [Lula] volta e nós nunca mais ganhamos as eleições neste país.”</p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Tudo isso previ há quatro ou cinco meses. Serra abdicou de qualquer veleidade de lançar idéias e se cercou do que de mais barra-pesada existe na política e no jornalismo. Pela primeira vez liderando um processo &#8211; antes, sempre foi coadjuvante aparentemente rebelde de FHC -, expôs de tal maneira sua truculência e falta de visão estratégica que assustou a todos, inclusive a amigos que o conheciam há décadas. Agora, aparece aos olhos de todos &#8211; inclusive de aliados &#8211; como o truculento que irá parar o Brasil se eleito.</p>
<p>Leia aqui:</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/20/como-o-psdb-se-tornou-sucursal-da-midia/" target="_blank">Como o PSDB terceirizou a política.</a></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/19/a-nau-sem-rumo-de-serra/" target="_blank">A nau sem rumo de Serra.</a></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/26/serra-e-a-maquina-de-moer-reputacoes/" target="_blank">Serra e a máquina de moer reputações</a></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/29/o-psdb-atras-do-discurso/" target="_blank">O PSDB atrás do discurso</a></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/25/o-metodo-serra-de-calar-a-critica/" target="_blank">O método Serra de calar a crítica</a></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/19/o-ultimo-suspiro-de-serra/" target="_blank">O último suspiro de Serra</a></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/08/19/o-ultimo-suspiro-de-serra-2-2/" target="_blank">O último suspiro de Serra &#8211; 2</a></p>
<p>Não foi por falta de aviso que Serra embarcou nessa aventura de abolir as idéias e partir para o jogo barra-pesada.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O personalismo nas eleições brasileiras</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/13/o-personalismo-nas-eleicoes-brasileiras/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 12:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Comentador
Este artigo foi publicado no Estadão de hoje. Coloco na íntegra, pois nem sempre eles disponibilizam. Confesso que estranhei este tipo de artigo no jornal.
Do Estadão
Por que Dilma será a nova presidente 
Carlos Pio
Daqui a exatos 12 meses os brasileiros vão escolher o seu novo presidente. Poucos analistas parecem ter dúvidas de que teremos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Comentador</h2>
<p>Este artigo foi publicado no Estadão de hoje. Coloco na íntegra, pois nem sempre eles disponibilizam. Confesso que estranhei este tipo de artigo no jornal.</p>
<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091113/not_imp465813,0.php" target="_blank">Por que Dilma será a nova presidente </a></h3>
<h4>Carlos Pio</h4>
<p>Daqui a exatos 12 meses os brasileiros vão escolher o seu novo presidente. Poucos analistas parecem ter dúvidas de que teremos segundo turno e de que este será disputado pela candidata do presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff, e por um dos candidatos do principal partido da oposição, provavelmente o governador José Serra. Mas quase ninguém arrisca um prognóstico sobre o pleito, cautela essa provocada pelo que parece ser uma disputa apertada entre dois candidatos “sem graça”, tecnocratas de cabeça e coração. Eu vou arriscar: Dilma ganha de Serra (ou Aécio Neves) no segundo turno, com folgada margem. Vou explicar por quê.</p>
<p>Para começo de conversa, é fundamental enfatizar como o processo de seleção dos candidatos presidenciais afeta o desenlace da campanha. No nosso caso, demonstra o quanto a democracia brasileira ainda é dominada por indivíduos que estão no topo das organizações partidárias (e não por regras institucionalizadas). Em si mesmo, esse fato limita um verdadeiro debate de ideias sobre os problemas nacionais e sobre as diferentes alternativas existentes para resolvê-los. Dilma foi escolhida por uma única pessoa – o presidente Lula -, possivelmente após ouvir a opinião de alguns de seus conselheiros mais próximos. Serra será (ou não!) candidato a partir de uma decisão individual sua, à qual os dois partidos que o apoiam (PSDB e DEM) acederão sem maiores questionamentos. Se ele preferir não se candidatar a presidente, como em 2006, Aécio assumirá o posto também por decisão individual – mesmo que sob forte pressão dos aliados. Nesse processo terão sido ouvidas, talvez, quatro ou cinco outras pessoas. Ciro Gomes e Marina Silva se autodeclararam candidatos e suas legendas aceitaram – esta última tendo, por sinal, saído do PT com esse propósito.</p>
<p><span id="more-38539"></span>Em suma, em todos os “partidos” a escolha do candidato a presidente se dará de forma não institucionalizada e, por conseguinte, sem debate público sobre as diferenças entre os eventuais postulantes no que diz respeito aos diagnósticos de nossos principais problemas e ao conteúdo das soluções que virão a propor. O eleitor também não saberá de antemão a diferença entre os candidatos no que concerne à governabilidade – isto é, como o eleito articulará sua base de apoio congressual e seu Ministério para viabilizar as ações do governo. Assim, a decisão do eleitor será tomada sob forte névoa de incerteza.</p>
<p>Sem debate público interno aos partidos, sem processo institucionalizado de escolha dos seus respectivos candidatos e sem um mínimo de clareza sobre a montagem futura das alianças políticas necessárias para governar, as eleições tendem a assumir um caráter ainda mais plebiscitário do que normalmente ocorre em regimes presidencialistas. Plebiscitário aqui assume o sentido de julgamento dos méritos do atual governo, desconsiderando a oposição. Destituí-lo, pela rejeição à candidata do presidente, representa incorrer em grau ainda mais acentuado de incerteza e insegurança para todo eleitor que tem algo de substancial a perder com a vitória da oposição – uma Bolsa-Família, uma tarifa de importação elevada, um subsídio tributário, uma vaga em universidade federal ou bolsa do governo federal, um emprego em empresa estatal ou de capital misto.</p>
<p>Um plebiscito sobre a renovação do mandato do grupo político do presidente será decidido em função do apoio do eleitor mediano (aquele que separa a distribuição dos votos de todo o eleitorado entre 50% + 1 e 50% – 1) à seguinte questão: “Você concorda que as coisas estão claramente melhores hoje do que no passado recente?” Esse foi o sentimento que marcou claramente as eleições de 1994, 1998 e 2006, todas vencidas pelos governos da ocasião. E parece-me razoável supor que tal sentimento é característico de períodos em que 1) a inflação está sob controle, 2) o governo tem capacidade de manejar os instrumentos de política necessários para dar um mínimo de segurança e estabilidade diante de um contexto externo instável e ameaçador, 3) há perspectiva de crescimento econômico e de queda do desemprego, 4) o gasto público e as políticas sociais focalizadas nos mais pobres estão em expansão. É isso o que vivemos hoje, não?</p>
<p>Pois bem, em tal conjuntura tão favorável ao governo o melhor que a oposição oferece é dar seguimento às políticas correntes e prometer mais eficiência administrativa e menos corrupção! É pouco, muito pouco! A oposição precisa ter propostas novas e capacidade para convencer o eleitorado de que elas são necessárias, viáveis e urgentes. Mas como fazer isso sem debate intrapartidário aberto e institucionalizado, assentado na diferença de diagnósticos e soluções? E como “testar”, antes do pleito, o potencial eleitoral das ideias e os riscos embutidos nas novidades sem realizar prévias?</p>
<p>Afinal, alguém aí sabe o que Serra e Aécio pensam sobre os problemas nacionais? Alguém acha que algum deles ousaria propor mudança de rumos em relação ao que Lula vem fazendo? O que eles farão em relação a Bolsa-Família, câmbio com viés de apreciação, Mercosul paralisado, protecionismo comercial excessivo, política industrial e tecnológica concentradora de renda, educação de mal a pior, malha de transportes precária, regulação arcaica do setor de energia, infraestrutura em frangalhos e política externa terceiro-mundista? Algum deles propõe privatizar o que ainda está nas mãos do governo federal? Algum deles propõe que o Mercosul feche um acordo de livre-comércio com os Estados Unidos ou a China, como fizeram México e Chile?</p>
<p>Sem que as diferenças sejam explicitadas o eleitor mediano não aceitará correr o risco de votar na oposição.</p>
<p>E o tempo para esse debate já terminou!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Perfil do governo petista</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 16:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Do Valor
Algo mais complexo que apoio das massas
Por Maria Inês Nassif

O perfil do governo petista que ascendeu ao poder pelo voto nas últimas duas eleições vai dar um trabalho maior de análise, no futuro, do que apaixonadas declarações sobre o caráter da inserção das forças sociais no jogo de poder. Existem elementos que precisarão ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Valor</h2>
<h3><a href="http://www.valoronline.com.br/?impresso/politica/99/5920473/algo-mais-complexo-que-apoio-das-massas" target="_blank">Algo mais complexo que apoio das massas</a></h3>
<p>Por Maria Inês Nassif</p>
<p>O perfil do governo petista que ascendeu ao poder pelo voto nas últimas duas eleições vai dar um trabalho maior de análise, no futuro, do que apaixonadas declarações sobre o caráter da inserção das forças sociais no jogo de poder. Existem elementos que precisarão ser analisados longe de um período eleitoral.</p>
<p>A primeira exigência de uma análise futura será a de evitar comparações automáticas &#8211; e fáceis &#8211; com o período de João Goulart, no pré-64. Jango era o líder claudicante de um governo populista, herdeiro de um pacto de poder que não era seu e com uma base social que herdara do getulismo e sob a qual não tinha grande controle. O que existia de seu era uma base trabalhista formada sobretudo no interior do Estado &#8211; o peleguismo &#8211; e que não necessariamente tinha, ela própria, inserção social. A liderança populista não tinha também vínculo orgânico com seu partido, o PTB, nem este partido era depositário de um projeto de poder. O PTB, também criado por Getúlio Vargas, foi criado para capitalizar a popularidade getulista, não para servir a um projeto que lhe fosse próprio.</p>
<p><span id="more-38453"></span></p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) não são organizações e lideranças constituídas à sombra do Estado. Os três têm ligação umbilical: surgem das lutas oposicionistas do início dos anos 80, em especial a partir dos primeiros movimentos sindicais de massa do pós-ditadura, liderados por Lula. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) foi a primeira construção organizada das novas lideranças sindicais que emergiam no cenário político. O Partido dos Trabalhadores (PT) foi a construção política da articulação sindical, montada com base na crítica do modelo político varguista em que a base política de um projeto de poder se confundia com a estrutura sindical. PT, Lula e CUT constituíram suas lideranças fora do Estado e ficaram na oposição até 2002, quando Lula ganhou a eleição para a Presidência no PT e com o apoio da CUT. O governo Lula, portanto, não é uma construção pessoal do presidente Lula &#8211; é possível dizer que é produto de uma luta pelo poder em que participaram, do mesmo lado, PT e CUT, forças constituídas fora do Estado e que a ele ascenderam pelo voto. Segundo o sociólogo argentino Torcuato Di Tella, da Universidade de mesmo nome, na reunião anual da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências Sociais (Anpocs) deste ano, o fato de essas forças terem se constituído de fora do Estado já tornam relativa a afirmação de que o governo Lula tem um perfil populista.</p>
<p>A ascensão de Lula ao Palácio do Planalto trouxe para o poder todos esses elementos &#8211; o PT, a CUT e, de forma indecisa e menos compacta, os movimentos sociais. Esse era um elemento novo em relação aos demais governos. Embora o PSDB tivesse desempenhado um inegável papel na luta contra a ditadura e incorporado elementos importantes da social-democracia na sua constituição, nos governos Fernando Henrique Cardoso não conseguiu levar para dentro de seu governo setores sindicais e populares. Primeiro, porque a sua base social não era a mesma que a do PT &#8211; já no Plano Real, a aliança no poder tendia ao centro do espectro partidário. Depois, porque o PSDB sempre disputou com Lula &#8211; que era, devido à sua origem e à constituição do próprio PT, o depositário do apoio político da maior parte do movimento sindical e também dos movimentos populares. O PSDB não incorporou o movimento sindical no seu governo porque não o tinha; não teve o apoio dos movimentos sociais porque a aliança que o mantinha no poder excluía essa possibilidade. Difícil imaginar que, se tivesse bases sindical e social mais sólidas, o PSDB não as tivesse incorporado na sua base de apoio.</p>
<p>O outro elemento a ser analisado é o caráter dessa aliança tão ampla como a que conseguiu Lula. Um elemento claro é a incorporação de grandes massas não apenas ao mercado de consumo, mas ao mercado político, como eleitores de Lula, via programas de transferência de renda. Outros dados são a excessiva força que teve o setor financeiro em seu governo, em especial no seu primeiro mandato (2003-2006); a opção clara pelo agronegócio, mesmo quando ele representa a manutenção de um setor que carrega enorme atraso político; e a configuração de um governo que abriga pequenos partidos de direita. Mas é certo também que o apoio do sindicalismo e dos movimentos sociais &#8211; nem todos estão com o governo, mas parte deles está &#8211; é o que Lula tem de apoio de setores organizados. Isto quer dizer que a gestão Lula não pode ser descrita como um governo tomado por grandes massas desorganizadas beneficiadas por programas sociais. É um governo apoiado por grandes massas, mas também por setores sociais tão variados como o sindicalismo e o setor agrário, além do setor financeiro. Esses apoios podem ser tão amplos quanto os que mantinham uma liderança populista no poder, mas são organizados e não são uma construção política do governante, mas ascenderam ao poder com ele.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A pesquisa Vox Populi</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/11/a-pesquisa-vox-populi-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 12:05:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
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		<category><![CDATA[Vox Populi]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Fabricio Vasselai
Caro Nassif,

Aqui vai o primeiro link que saiu nos grandes portais com notícia sobre a nova pesquisa Vox Populi, divulgada nesta madrugada, onde Dilma sobe 4 pontos e Serra cai 4.

O mais intrigante é que a coluna “Radar”, da Veja, havia adiantado o resultado dessa pesquisa comemorando que Serra ficara em 40% e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Fabricio Vasselai</h2>
<p>Caro Nassif,</p>
<p>Aqui vai o primeiro link que saiu nos grandes portais com notícia sobre a nova pesquisa Vox Populi, divulgada nesta madrugada, onde Dilma sobe 4 pontos e Serra cai 4.</p>
<p>O mais intrigante é que a coluna “Radar”, da Veja, havia adiantado o resultado dessa pesquisa comemorando que Serra ficara em 40% e Dilma em 12%… Como é mesmo que se adianta ERRADO um resultado de pesquisa a ser divulgada dias depois? Patético. Apostam que seus leitores são, além de tudo, desmemoriados.</p>
<p>Na pesquisa, apesar do Estadão trazer a chamada “Mas Dilma ainda tem a maior rejeição”, fica claro que não será uma eleição baseada em candidatos com rejeição. Dilma tem 12%, Serra 11%. Grande diferença, não é mesmo jornalistas do Estadão?</p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-sobe-4-pontos-e-serra-perde-4-em-novo-vox-populi,464316,0.htm" target="_blank">http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-sobe-4-pontos-e-serra-perde-4-em-novo-vox-populi,464316,0.htm</a></p>
<h2>Comentário</h2>
<p>Algumas observações:</p>
<p>1. A pesquisa retoma o rumo natural das eleições, com José Serra caindo, Dilma Rousseff subindo e Aécio se firmando.</p>
<p>2. A pesquisa anterior foi feita sob vários impactos claramente fabricados pela velha mídia: a campanha cerrada contra Dilma no episódio Lina Vieira (chamando-a diariamente de mentirosa), o carnaval armado em torno do Serra, especialmente on caso da lei antifumo e outros episódios de igual magnitude (o Jornal Nacional chegou a dar três minutospara um defensora pública paulista falar como o governo Serra protege as mulheres) e a campanha nacional do PSB, dando visibilidade a Ciro pouco antes da pesquisa.</p>
<p><span id="more-38255"></span>3. Serra &#8220;nervos de aço&#8221; continua sem discurso, apático, imobilizado por suas próprias contradições (entre o ex-desenvolvimentista e o ídolo da mídia neoliberal) o candidato em off, depois de ter apostado todas suas fichas nos aliados guerreiros da mídia. Mas a síndrome de escorpião continua acompanhando-o. Mesmo após  ter se comprometido com antigos amigos, aliados e admiradores por comandar os ataques alucinados do blogueiro da Veja, Serra não parou. A última queixa sobre os ataques vem do ex-aliado Rodrigo Maia.</p>
<p>4. O artigo de FHC sobre ser oposição causou um mal enorme ao próprio Serra. Nele, FHC definiu o que deveria ser a linha da oposição e, mesmo, com propostas medíocres e negativistas, se apropriou do bastão de líder da oposição, com Serra assistindo mudo e quedo, pequeno. O efeito do discurso foi a opinião pública ter se dado conta de que Serra não mostrou até agora a menor estatura política para comandar a oposição. Até hoje não foi capaz de exercitar uma idéia criativa sequer.</p>
<p>5.  Dilma Rousseff não está com o discurso certo para o momento. No auge da campanha midiática, das baixarias da oposição, o discurso correto era o do enfrentamento verbal. Neste momento, mídia e oposição estão momentaneamente derrotados, humilhados. O contraste com Lula deixou o governo FHC no pior ponto de avaliação desde que deixou o poder. Logo, não podem ser o alvo de Dilma. Não se bate em que está caído. Principalmente porque a oposição trabalha para marcá-la como vingativa, agressiva e coisa e tal. A hora é de firmar o discurso da construção do terceiro tempo. Quando o tempo esquentar, mais à frente, retorne-se o discurso do enfrentamento verbal.</p>
<p>6. Por não ter sido ungido como o campeão branco da oposição, Aécio Neves continua se resguardando. Nos bastidores já se tornou o candidato preferido do DEM e de antigos âncoras de sua candidatura. A entrevista do presidente do PSDB Sérgio Guerra ao Fernando Rodrigues, ontem, mostra um claro entusiasmo pela candidatura Aécio.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O pré-candidato Roberto Requião</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/10/roberto-requiao/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 18:12:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[eleição]]></category>
		<category><![CDATA[partidos]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto requião]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Homero Pavan Filho
Nassif, acho que vale um post.

Requião é o primeiro a dizer o que o Ciro Gomes tb acha, que ele tira votos do Serra, e não de Dilma, como a mídia insiste em afirmar.

Em entrevista à revista “Carta Capital”, o governador Roberto Requião fala das eleições do ano que vem, defende a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Homero Pavan Filho</h2>
<p>Nassif, acho que vale um post.</p>
<p>Requião é o primeiro a dizer o que o Ciro Gomes tb acha, que ele tira votos do Serra, e não de Dilma, como a mídia insiste em afirmar.</p>
<p>Em entrevista à revista “Carta Capital”, o governador Roberto Requião fala das eleições do ano que vem, defende a candidatura própria do PMDB, e se habilita a concorrer. Mas não só isso, reafirma sua condição de “lulista”, mas não perdoa os petistas paranaenses que buscam uma aliança com o senador Osmar Dias.</p>
<p>Aqui, na íntegra, a entrevista concedida ao jornalista Sérgio Lírio, da “Carta Capital”:</p>
<h3><a href="http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&amp;a2=8&amp;i=5448" target="_blank">Requião quer entrar no jogo</a></h3>
<p>D<span id="more-38211"></span>ifícil medir até que ponto a aproximação do PT com um seu velho adversário, o senador, Osmar Dias, tem pesado nas criticas recentes do governador paranaense Roberto Requião ao pré-compromisso firmado entre o PMDB e o Palácio do Planalto para as eleições de 2010. Fato é que Requião, “lulista” segundo suas próprias palavras, há muito defende uma candidatura presidencial peemedebista. Inclusive postulou, sem sucesso, sua indicação nas disputas de 2002 e 2006. Á época, como agora, o partido preferiu atrelar-se a outras legendas. Segundo o governador, o PMDB tem condições de oferecer um projeto alternativo de desenvolvimento.</p>
<p><!--more--></p>
<p>CARTA CAPITAL: Peemedebista do Sul defendem a candidatura do senhor a presidência. O senhor toparia?</p>
<p>Roberto Requião: Caso todo o partido tomasse essa decisão, seria uma honra. Já postulei a indicação duas vezes e fui derrotado nas duas ocasiões, pois o PMDB preferiu apoiar outras candidaturas. Mas esse debate interno não me torna diferente. Quero deixar claro que sou e continuo lulista. Acho que o governo Lula trouxe avanços inegáveis na área social. Distribui renda, reduziu as desigualdades. Mas fez uma aliança como grande capital. O Brasil passou a ser administração de forma objetiva pelo Banco Central. Não há ninguém capaz, com esta estrutura, de formular e aplicar um plano de desenvolvimento, uma política trabalhista, um programa agrícola. Continuamos subordinados ao Consenso de Washington, mesmo neste momento em que o mundo assiste á falência do neoliberalismo. Acredito que a adoção de políticas sociais sólidas é um primeiro passo, a preparação para a retomada do desenvolvimento.</p>
<p>CC: O senhor se declara lulista, mas é contra o pré-compromisso eleitoral firmado entre lideranças do PMDB e o Planalto.</p>
<p>Requião: As pessoas podem jantar juntas, se reunir. Mas, no caso, os representantes do PMDB tinham apenas o direito de escolher a sobremesa, no máximo. Não podiam submeter o partido a um compromisso não discutido internamente. Veja, não sou contra um acordo com o PT, apesar do comportamento deles aqui no Paraná (os petistas costuram apoio ao senador Osmar Dias, do PDT, adversário de Requião). É um acerto que só tem um objetivo aqui, abrir uma vaga para o senado a um nome do PT.</p>
<p>CC: O que um candidato do PMDB poderia oferecer de diferente no atual cenário de polarização entre o PT e o PSDB?</p>
<p>Requião: Um projeto de país. O que somos e o que pretendemos ser? Um mercado para o desfrute dos outros ou uma nação para os nossos? Existe alguma diferença essencial entre o empreendimento colonial açucareiro que os portugueses montaram no nordeste brasileiro e o nosso papel de produtores de commodities hoje? mais ainda que diferença isso fez quando os holandeses se apossaram dos engenhos e passaram a comandar o processo de produção? Isso alterou em um átomo a realidade de vida dos brasileiros? Um candidato do PMDB faria a diferença ao apresentar proposta de um projeto nacional, desvinculado dos interesses do capital financeiro, das grandes corporações transnacionais, desse capitalismo pantagruélico, devorador de vidas, de energia, de sonhos, de dignidade. Se vejo no meio de tal polarização PT-PSDB o Henrique Meirelles e toda aquela gente do Banco Central, não percebo qualquer divergência. Ao contrário, vejo um traço de união. Estabilidade, preservar os fundamentos macroeconômicos ..que os diferencia? Onde a polarização? São notáveis os avanços que o Presidente Lula impulsionou. No entanto, não podemos ficar presos ao papel de produtores de grãos e minérios para a exportação. Chegou a hora da construção de um projeto nacional que consolide a inclusão de milhões de brasileiros que o presidente Lula trouxe á mesa. Do contrário, logo, logo estarão de novo disputando restos. Pior ainda: vejo gente defender, sem qualquer constrangimento, a diminuição das ações de inclusão e de solidariedade, argumentando que “essa gente já comeu o que basta “e é hora de “cuidar do Brasil”. Quer dizer, retomar as privatizações, desregulamentar as relações trabalhistas, e aquela “modernização” todas dos anos FHC.</p>
<p>CC: Caso não tenha candidatura própria, o senhor acha possível PMDB seguir unido e torno de uma candidatura de outro partido, da ministra Dilma, por exemplo? Ou será como sempre tem sido: parte da legenda apóia e parte faz oposição?</p>
<p>Requião: A unidade dessa federação de interesses que é o PMDB em torno de uma candidatura parece-me um tanto quanto difícil. Na verdade, já está rachado. Como você disse, “será como sempre tem sido”. Ainda assim acredito que a maior parte dos diretórios estaduais irá com a ministra Dilma, caso naufrague a ideia de candidatura própria. Da parte das bases do partido não há dúvidas ou divisões: a opção é pela candidatura própria. Talvez porque as bases tenham mais o sentimento de partido que a cúpula dirigente, sempre á disposição de acordos, de acertos.</p>
<p>CC: Que avanços o governo Lula não fez e que precisam ser feitos pelo próximo presidente?</p>
<p>Requião: Quem ousaria negar avanços do governo Lula na área social? Quem ousaria negar a ele o grande mérito de ter trazido ao convívio da civilização, da modernidade, da contemporaneidade, dezenas de milhões de brasileiros? Pessoas com um prato de comida á mesa, apresentadas a um pedaço de carne, com dentes, com luz e água encanada em suas casas, calçadas, vestidas, lendo e escrevendo, freqüentando uma faculdade, morando com certa decência. Como negar esse extraordinário trabalho de inclusão? Foi tão significante esse avanço que tem gente torcendo o nariz, com saudade do cativeiro, disfarçando todo o preconceito de classe com aqueles surrados argumentos de sempre, aquelas histórias de ensinar a pescar em vez de dar o peixe. Depois de 500 anos, os pobres aproximaram-se da mesa e eles querem enxotá-los. Para que essa conquista se consolide e não haja retrocesso, temos de avançar com um projeto de nação, desvinculado dos interesses do mercado financeiro, do grande capital. Precisamos entender que o nosso destino se opõe, diverge em essência da globalização neoliberal. Precisamos entender que as políticas sociais hoje vigentes têm vida curta, um vôo de gafinha, sem mudanças estruturais que redirecione o País.</p>
<p>CC: Seria, para recorrer a uma imagem cara ao governador mineiro, Aécio Neves, um programa pós-Lula?</p>
<p>Requião: Não. Essa ideia do pós-Lula é um disfarce do antitulismo. O que os tucanos querem é voltar ao que havia antes a predominância do Banco Central sem as políticas sociais.</p>
<p>CC: O Lula tenta fazer de 2010 uma disputa plebiscitária…</p>
<p>Requião: Com o Ciro Gomes, a Marina Silva e a Heloisa Helena na parada não será possível. O Lula não poderá dizer, por exemplo, que o Ciro, com enormes serviços prestadores a seu governo, virou de repente um antipetista.</p>
<p>CC: O que o senhor acha da candidatura Ciro?</p>
<p>Requião: Ela embaralharia o cenário. Faria o Serra baixar de 30%, o que provavelmente levaria o governador de São Paulo a desistir da disputa.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O país da tropicália</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/10/o-pais-da-tropicalia/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 16:29:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Do Estadão
Tropicália, sob o signo do escorpião 
José Celso Martinez Corrêa
No mesmo dia em que Caetano fazia sua entrevista de capa, muito bela como sempre, no Caderno 2 do Estadão, o Ministro Ecologista Juca Ferreira publicava uma matéria na Folha na seção Debates. Um texto extraordinariamente bem escrito em torno da cultura, como estratégia, iniciada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Estadão</h2>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091110/not_imp463737,0.php" target="_blank">Tropicália, sob o signo do escorpião </a></h3>
<h3>José Celso Martinez Corrêa</h3>
<p>No mesmo dia em que Caetano fazia sua entrevista de capa, muito bela como sempre, no Caderno 2 do Estadão, o Ministro Ecologista Juca Ferreira publicava uma matéria na Folha na seção Debates. Um texto extraordinariamente bem escrito em torno da cultura, como estratégia, iniciada no 1º Governo de Lula ao nomear corajosa e muito sabiamente Gilberto Gil como Ministro da Cultura e hoje consolidada na gestão atual do Ministro Juca. Hoje temos pela primeira vez na nossa história um corpo concreto de potencialização da cultura brazyleira: o Ministério da Cultura, e isso seu atual Ministro soube muito bem fazer, um CQD em seu texto.</p>
<p>Por outro lado, meu adorado Poeta Caetano, como sempre, me surpreendeu na sua interpretação de Lula como analfabeto, de fala cafajeste, abrindo seu voto para Marina Silva.</p>
<p><span id="more-38213"></span></p>
<p>Nós temos muitas vezes interpretações até gêmeas, mas acho caetanamente bonito nestes tempos de invenção da democracia brazyleira, que surjam perspectivas opostas, mesmo dentro deste movimento que acredito que pulsa mais forte que nunca no mundo todo, a Tropicália.</p>
<p>Percebi isso ao prefaciar a tradução em português crioulo = brazyleiro do melhor livro, na minha perspectiva, claro, escrito sobre a Tropicália: Brutality Garden, Jardim Brutalidade, de Chris Dunn, professor de literatura Brazyleira, na Tulane University de New Orleans.</p>
<p>Acho, diferentemente de Caetano, que temos em Lula o primeiro presidente antropófago brazyleiro, aliás Lula é nascido em Caetés, nas regiões onde foi devorado por índios analfabetos o Bispo Sardinha que, segundo o poeta maior da Tropicália, Oswald de Andrade, é a gênese da história do Brazil. Não é o quadro de Pedro Américo com a 1ª Missa a imagem fundadora de nossa nação, mas a da devoração que ninguém ainda conseguiu pintar.</p>
<p>Lula começou por surpreender a todos quando, passando por cima das pressões da política cultural da esquerda ressentida, prometeica, nomeou o Antropófago Gilberto Gil para Ministro da Cultura e Celso Amorim, que era macaca de Emilinha Borba, para o Ministério das Relações Exteriores, Marina Silva para o Meio Ambiente e tanta gente que tem conquistado vitórias, avanços para o Brasil, pelo exercício de seu poder-phoder humano, mais que humano.</p>
<p>Phoderes que têm de sambar pra driblar a máquina perversa oligárquica, podre, do Estado brasileiro. Um estado oligárquico de fato, dentro de um Estado Republicano ainda não conquistado para a &#8220;res pública&#8221;. Tudo dentro de um futebol democrático admirável de cintura. Lula não pára de carnavalizar, de antropofagiar, pro País não parar de sambar, usando as próprias oligarquias.</p>
<p>Lula tem phala e sabedoria carnavalesca nas artérias, tem dado entrevistas maravilhosas, onde inverte, carnavaliza totalmente o senso comum do rebanho. Por exemplo, quando convoca os jornalistas da Folha de S. Paulo a desobedecer seus editores e ouvir, transmitindo ao vivo a phala do povo. A interpretação da editoria é a do jornal e não a da liberdade do jornalista. Aí , quando liberta o jornalista da submissão ao dono do jornal, é acusado de ser contra a liberdade de expressão. Brilha Maquiavel, quando aceita aliança com Judas, como Dionísios que casa-se com a própria responsável por seu assassinato como Minotauro, Ariadne. É realmente um transformador do Tabu em Totem e de uma eloquência amor-humor tão bela quanto a do próprio Caetano.</p>
<p>Essa sabedoria filosófica reflete-se na revolução cultural internacional que Lula criou com Celso Amorim e Gil, para a política internacional. O Brasil inaugurou uma política de solidariedade internacional. Não aceita a lógica da vendetta, da ameaça, da retaliação. Propõe o diálogo com todos os diabos, santos, mortais, tendo certa ojeriza pelos filisteus como ele mesmo diz. Adoro ouvir Lula falar, principalmente em direto com o público como num teatro grego. É um de nossos maiores atores. Mais que alfabetizado na batucada da vida, lula é um intérprete dela: a vida, o que é muito mais importante que o letrismo. Quantos eruditos analfabetos não sabem ler os fenômenos da escrita viva do mundo diante de seus olhos?</p>
<p>Eu abro meu voto para a linha que vem de Getúlio, de Brizola, de Lula: Dilma, apesar de achar que está marcando em não enxergar, nisto se parece com Caetano, a importância do Ministério da Cultura no Governo Lula. Nos 5 dedos da mão em que aponta suas metas, precisa saber mais das coisas, e incluir o binômio Cultura &amp; Educação.</p>
<p>Quanto a Marina Silva, quando eu soube que se diz criacionista, portanto contra a descriminalização do aborto e da pesquisa com células-tronco, pobre de mim, chumbado por um enfarte grave, sonhando com um coração novo, deixei de sequer imaginar votar nela. Fiz até uma cena na Estrela Brasyleira a Vagar &#8211; Cacilda!! para uma personagem, de uma atriz jovem contemporânea que quer encarnar Cacilda Becker hoje, defendendo este programa tétrico.</p>
<p>Gosto muito de Dilma, como de Caetano, onde vou além do amar, vou pra Adoração, a Santa adorada dos deuses. Acho a afetividade a categoria política mais importante desta era de mudanças. &#8220;Amor Ordem e Progresso.&#8221; O amor guilhotinado de nossa bandeira virou um lema Carandiru: Ordem e Progresso, só.</p>
<p>Apreendi no livro de Chris Dunn que os americanos chamam esta categoria de laços homossociais, sem conotação direta com o homoerotismo, e sim com o amor a coisas comuns a todos, como a sagração da natureza, a liberdade e a paixão pelo amor energia, santíssima eletricidade. Sinto que nessas duas pessoas de que gosto muito, Caetano e Dilma, as fichas da importância cultural estratégica, concreta, da Arte e da Cultura, do governo Lula, ainda não caíram.</p>
<p>A própria pessoa de Lula é culta, apesar de não gostar, ainda, de ler. Acho que quando tiver férias da Presidência vai dedicar-se a estudar e apreender mais do que já sabe em muitas línguas. Até hoje ele não pisou no Oficina. Desejo muito ter este maravilhoso ator vendo nossos espetáculos. Lula chega à hierarquia máxima do teatro, a que corresponde ao papa no catolicismo: o palhaço. Tem a extrema sabedoria de saber rir de si mesmo. Lula é um escândalo permanente para a mente moralista do rebanho. Um cultivador da vida, muito sabido, esperto. Não é à toa que Obama o considera o político mais popular do mundo.</p>
<p>Caetano vai de Marina, eu vou de Dilma. Sei que como Lula ela também sente a poesia de Caetano, como todos nós, pois vem tocada pelo valor da criação divina dos brazyleiros. Essa &#8220;estasia&#8221;, Amor-Humor, na Arte, que resulta em sabedoria de viver do brasileiro: Vida de Artista. Não há melhor coisa que exista!</p>
<p>Lula faz política culta e com arte. Sabe que a cultura de sobrevivência do povo brasileiro não é super, é infra estrutura. Caetano sabe disso, é uma imensa raiz antenada no rizoma da cultura atual brazyleira renascente de novo, dentro de nós todos mestiços brazyleiros. Fico grato a Caetano ter me proporcionado expor assim tudo que eu sinto do que estamos vivendo aqui agora no Brasil, que hoje é um país de poesia de exportação como sonhava Oswald de Andrade, que no Pau Brasil, o livro mais sofisticado, sem igual brazyleiro canta:</p>
<p>&#8220;Vício na fala</p>
<p>Pra dizerem milho dizem mio</p>
<p>Pra melhor, dizem mió</p>
<p>Para telha, dizem teia</p>
<p>Para telhado, dizem teiado</p>
<p>E vão fazendo telhado&#8221;</p>
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		<title>Eleição 1989</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 16:00:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Nilson Fernandes
Nassif, o Collor em entrevista sobre os 20 anos da eleição de 1989 para UOL canta Lula-lá. Por favor coloca o link que eu não sei. Abs.

http://noticias.uol.com.br/especiais/eleicoes-1989/ultnot/2009/11/10/ult9005u1.jhtm]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Nilson Fernandes</h2>
<p>Nassif, o Collor em entrevista sobre os 20 anos da eleição de 1989 para UOL canta Lula-lá. Por favor coloca o link que eu não sei. Abs.</p>
<p><span style="color: #0000ff">http://noticias.uol.com.br/especiais/eleicoes-1989/ultnot/2009/11/10/ult9005u1.jhtm</span></p>
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		<title>Aécio entre a presidência e as baladas</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 09:00:05 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Eleições]]></category>

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		<description><![CDATA[Não quero entrar na querela Aécio Neves com a  namorada, se bateu ou não bateu. É coisa menor. Ele estava em uma festa, se envolveu com uma modelo americana que estava bêbada. Daí a extrapolar, supondo ser ele um sujeito violento na relação com mulheres, ou ser uma cópia de Fernando Collor, vai uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não quero entrar na querela Aécio Neves com a  namorada, se bateu ou não bateu. É coisa menor. Ele estava em uma festa, se envolveu com uma modelo americana que estava bêbada. Daí a extrapolar, supondo ser ele um sujeito violento na relação com mulheres, ou ser uma cópia de Fernando Collor, vai uma imensa distância.</p>
<p>O ponto central é outro.</p>
<p>Pessoas a quem o destino confere a possibilidade de ser candidato a governar o país, abdicam da vida pessoal. É responsabilidade demais, é honra demais conferida a uma pessoa a de poder influir na vida de quase 200 milhões de conterrâneos, ter um lugar na história. Por isso, esse objetivo é colocado acima de qualquer outro.</p>
<p>Foi assim com FHC, com Lula, com Dilma e tem sido assim a vida toda do José Serra.</p>
<p>Quando o escolhido não consegue abrir mão dos prazeres mais banais, expondo-se dessa maneira, é porque não tem vocação pública. E vocação pública não é artigo que se adquire na hora.</p>
<p>Aécio sabe que sua vida pessoal seria alvo de ataques de toda ordem. Todo o mundo político sabe que essa jovem irresponsabilidade de baladeiro cinquentão poderia afetar sua imagem de político. O episódio que apareceu é de menor importância, mas demonstra o descuido indesculpável para quem ambiciona a presidência da República.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os impasses da oposição</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 15:34:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[oposição]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisas]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Marco Antonio
A informação de Dora Kramer, ontem, em sua coluna, sobre a pesquisa encomendada pelo DEM no Distrito Federal e na Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais é fundamental para que possamos estabelecer um debate em torno da agenda política imediata.

Segundo a pesquisa, levada ao conhecimento do PSDB para que Serra assumisse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Marco Antonio</h2>
<p>A informação de Dora Kramer, ontem, em sua coluna, sobre a pesquisa encomendada pelo DEM no Distrito Federal e na Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais é fundamental para que possamos estabelecer um debate em torno da agenda política imediata.</p>
<p>Segundo a pesquisa, levada ao conhecimento do PSDB para que Serra assumisse sua candidatura ou abrisse espaço para Aécio, teve os seguintes resultados ( números não divulgados), em texto transcrito literalmente da colunista</p>
<blockquote><p>” Há quatro amostras: Distrito Federal, Bahia, Rio Grande do Sul e Bahia. Na capital, Ciro Gomes aparece em primeiro lugar, Dilma Rousseff em segundo e José Serra em terceiro. Em Salvador, Dilma empata com Serra e abre vantagem na região metropolitana. No Rio Grande do Sul, a candidata do presidente Lula também aparece na frente e, em Minas, diz o DEM, o quadro é de ‘aperto’.</p></blockquote>
<blockquote><p><span id="more-37473"></span>Confrontado com os dados, o PSDB só contesta este último.”</p></blockquote>
<blockquote><p>Isso demonstra, em primeiro lugar, a total falta de conexão com a realidade das pesquisas divulgadas por IBOPE e DataFolha. O que não é novidade, mas agora é confirmada por uma fonte suspeita: o encomendante. Por isso, a preocupação com a ” campanha antecipada” de Dilma, a exposição maior da Ministra está realmente dando resultados.</p></blockquote>
<p>Em segundo lugar, demonstra que Aécio realmente está bem abaixo de Serra nas intenções. Ou o DEM não estaria pedindo a Serra que se decidisse logo e dando a preferência a ele. Na verdade, o DEM já viu que só resta antecipar a agenda eleitoral. E não pretende apostar outras fichas em ” cavalos paraguaios”. Aécio tem um piso de votos baixíssimo. Não há nenhuma garantia nem indicação fática de que poderia subir nas pesquisas. Pelo contrário, a tese de sua invencibilidade em Minas é totalmente contestada pelo praticamente empate de Dilma com o candidato do PSDB no Estado. E evidentemente foram feitos cenários alternando os nomes peessedebistas e até uma chapa puro-sangue, já que o interesse principal era descobrir a chance de Dilma e a de qual dos dois tucanos era maior, para tentar a composição de chapa.</p>
<p>Além disso, a tese do ” confronto”, que Serra protagonizaria com sua candidatura, e Aécio não, não se sustenta. Na campanha, Aécio não conseguirá se desvincular da herança de FHC, principalmente se tiver aliados como o próprio, Arthur Virgílio, Agripino Maia, ACM Jr, Alckmin e companhia. Sem falar do próprio Serra, o qual, aparecendo na campanha, o que é inevitável, já gerará a vinculação com o passado tucano.</p>
<p>Em política, nada é definitivo. Mas no momento, é impossível dizer que Dilma não vislumbra céus tranquilos. Enquanto o PSDB encontra-se diante de uma Esfinge que ameaça devorá-lo, caso não decifre o enigma. Ou se decifrá-lo errado, este sim, o dilema.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A estratégia de Aécio</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 11:19:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
		<category><![CDATA[anti-Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Barros da Silva]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
		<category><![CDATA[sucessão]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Folha
FERNANDO DE BARROS E SILVA
As razões de Aécio
SÃO PAULO - Aécio Neves inicia qualquer conversa sobre a sucessão de Lula dizendo que não há hipótese de que ele e José Serra não estejam juntos em 2010. Quem apostar o contrário irá perder, como erraram aqueles que lá atrás previam a sua ida para o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Da Folha</h2>
<p>FERNANDO DE BARROS E SILVA</p>
<h3><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0211200903.htm" target="_blank">As razões de Aécio</a></h3>
<p>SÃO PAULO &#8211; Aécio Neves inicia qualquer conversa sobre a sucessão de Lula dizendo que não há hipótese de que ele e José Serra não estejam juntos em 2010. Quem apostar o contrário irá perder, como erraram aqueles que lá atrás previam a sua ida para o PMDB.</p>
<p><span id="more-37395"></span>Feita a introdução, o governador de Minas por ora não só recusa a vaga de vice na chapa tucana, como deixa claro que segue disposto a submeter ao partido a alternativa de sua candidatura à Presidência. Aécio reconhece que Serra, líder nas pesquisas, é hoje o nome mais forte do PSDB, mas, a despeito disso, acredita reunir vantagens comparativas em relação ao paulista.</p>
<p>Primeiro, maior capacidade para dissolver a disputa plebiscitária pretendida pelo governo. Serra fatalmente acabará refém da comparação entre Lula e FHC, enquanto Aécio julga ter condições de desmontar essa armadilha, apresentando-se como o nome do pós-Lula. É preciso admitir os avanços, sobretudo na área social, mas é hora de encerrar esse ciclo político que se exauriu e dar ao país um governo mais profissional, diz Aécio. Nem Lula nem anti-Lula, eis o segredo.</p>
<p>O mineiro se vê, além disso, com mais condições de agregar forças políticas e atenuar a vantagem do lulismo no Nordeste, atraindo para a oposição parte da base que hoje tende a fechar com Dilma Rousseff sem convicção. PP, PTB e um pedaço do PSB de Ciro Gomes seriam sensíveis à conversa do mineiro. Embora admita ser difícil, ele acredita que teria inclusive como evitar a aliança formal entre PT e PMDB.</p>
<p>Ainda a seu favor, Aécio teria o estilo jeitoso, que agrada a políticos e a empresários, e a boa estampa, que ajuda a compor um personagem na TV. O excesso de aventuras na vida pessoal talvez seja seu ponto fraco numa disputa tão dura.</p>
<p>Aécio sabe que o jogo pende para Serra e está disposto a apoiá-lo. Será, neste caso, candidato ao Senado. Só não aceita esquentar o banco de reserva até o fim de março para eventualmente ser chamado diante da desistência do titular.</p>
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		<title>Um perfil do eleitorado</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 15:50:35 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa Família]]></category>
		<category><![CDATA[eleitor]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade social]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Valor
Um eleitorado mais exigente
Por Maria Inês Nassif

Em 2006, a política eleitoral foi marcada pelo fenômeno de descolamento do voto dos humores da classe média urbana que, ao longo da história da República, funcionou como uma caixa de ressonância das elites econômicas.

A ascensão ao mercado de consumo de uma grande parcela de excluídos, por meio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Valor</h2>
<h3><a href="http://www.valoronline.com.br/?impresso/politica/99/5895978/um-eleitorado--mais-exigente" target="_blank">Um eleitorado mais exigente</a></h3>
<p>Por Maria Inês Nassif</p>
<p>Em 2006, a política eleitoral foi marcada pelo fenômeno de descolamento do voto dos humores da classe média urbana que, ao longo da história da República, funcionou como uma caixa de ressonância das elites econômicas.</p>
<p>A ascensão ao mercado de consumo de uma grande parcela de excluídos, por meio do Bolsa Família, produziu uma autonomia do voto dos menos favorecidos em relação ao poder econômico e reduziu o papel de formadores de opinião das classes médias. De lá para cá, as políticas de valorização do salário mínimo adicionaram um outro componente social à realidade política: o ingresso nas classes médias de cidadãos originários da base da pirâmide que já estavam no mercado de consumo, mas que tinham acesso limitado a bens e mercadorias.</p>
<p><span id="more-37109"></span></p>
<p>Foram, portanto, dois dados importantes de mobilidade social distintos, cada um deles com poder de repercussão em uma eleição diferente. Nas eleições de 2006, o dado social predominante foi o ingresso ao mercado de consumo de grande parcela da população. Nas eleições de 2010, terá forte influência sobre o pleito a ascensão à classe média de grandes contingentes das camadas populares.</p>
<p>Nos últimos sete anos, o país passou de uma situação de reduzidas classes médias e alta e amplas camadas na base da pirâmide &#8211; com forte concentração, nessas últimas, de famílias com baixíssima ou nenhuma renda.</p>
<p>Quase às vésperas das eleições de 2006, as estatísticas começaram a acusar um forte efeito de desconcentração de renda do programa Bolsa Família, que atingia então os situados no último degrau da pirâmide de renda. Esse dado apenas tornou-se visível no auge do chamado Escândalo do Mensalão e o mundo institucional custou a entender que algo acontecia de diferente no universo social. A política foi sacudida por traumas intensos, cujo epicentro era o Congresso Nacional &#8211; em especial uma CPI que alimentava grandes cenas midiáticas que em algum momento chegaram a consolidar, entre letrados, a idéia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva era tão destituído de sustentação política que caminhava para um impeachment, ou uma renúncia.</p>
<p>Foram quase simultâneas as divulgações das pesquisas de opinião que acusavam um constante aumento de popularidade de Lula, em plena crise, e a divulgação de indicadores que comprovavam um efeito grande de mobilidade do Bolsa Família. Os fenômenos foram tão vinculados que foram necessárias várias pesquisas de opinião acusando aumento da popularidade de Lula para que a oposição se convencesse que o presidente não apenas estava no páreo, como era o franco favorito na disputa pela reeleição.</p>
<p>O aumento da classe média brasileira no período seguinte é um dado ainda de difícil avaliação, que precisará ser devidamente considerado nas definições de estratégias de campanha de todos os candidatos às eleições presidenciais.</p>
<p>O fato de os dois fenômenos terem acontecido num período governado por um único partido, e não ter ocorrido até o momento &#8211; nem no período de crise &#8211; um forte refluxo das condições objetivas de consumo desses setores, pode indicar que a candidata governista entra no mercado eleitoral como depositária de um legado. O conservadorismo da classe média, no caso dos ascendentes no governo Lula, tende a favorecer a candidata &#8211; o status quo agora é o PT, ao contrário de 2002.</p>
<p>De outro lado, a ascensão à sociedade de consumo significa também acesso a bens de consumo ideológicos que mantinham esses setores à margem até agora. A informação, o acesso a tecnologias por onde elas transitam rapidamente e a exposição a diversas outras mídias expõem esses setores emergentes a conteúdos dos quais foram marginalizados enquanto estavam excluídos dessas tecnologias &#8211; e cuja inclusão não era alguma coisa que estava na agenda das elites políticas, que partiam do pressuposto, no jogo eleitoral, de que essas camadas eram cooptáveis via movimentos de emocionalização de uma classe média mais conservadora. Outro fator que pode contribuir para isso é o aumento progressivo de escolaridade, que caminha de forma constante desde os governos Fernando Henrique Cardoso.</p>
<p>Os ganhos de distribuição de renda podem acelerar o processo de aumento de anos de estudo da população.</p>
<p>Num contexto de maior escolaridade e maior renda, portanto, imagina-se que mudem também os critérios de escolha do voto. O julgamento do eleitor tende a passar por crivos que superem o simples ganho de renda &#8211; esse é um ganho passado e entram no cenário expectativas de ascensão social diferentes.</p>
<p>Nesse contexto, pode adquirir importância grande a adesão a candidatos de setores da mídia convencional e não convencional &#8211; veiculada pela internet &#8211; e ganham peso maior os programas de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Esse é um elemento novo no processo eleitoral. Dificilmente se volte a uma realidade onde as classes médias representem simplesmente uma caixa de ressonância das elites econômicas mas não necessariamente esse eleitorado tenderá à esquerda por ter ascendido no governo Lula. O dado concreto, no momento, é que esse eleitorado obrigará uma campanha eleitoral que agregue mais informações e argumentos eleitorais mais convincentes.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Serra &#8220;nervos de aço&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 10:33:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>

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		<description><![CDATA[Da Folha
Serra rejeita ultimato e diz ter "nervos de aço"
"Por que essa ansiedade?", afirma governador paulista, que argumenta que Dilma e Ciro ainda não definiram se vão concorrer

Tucano acusou o governo federal de antecipar debate acerca da distribuição dos royalties do pré-sal para fazer exploração política

Joel Silva/Folha Imagem

O governador paulista José Serra durante cerimônia no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Da Folha</h2>
<h3><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2910200915.htm" target="_blank">Serra rejeita ultimato e diz ter &#8220;nervos de aço&#8221;</a></h3>
<p>&#8220;Por que essa ansiedade?&#8221;, afirma governador paulista, que argumenta que Dilma e Ciro ainda não definiram se vão concorrer</p>
<p>Tucano acusou o governo federal de antecipar debate acerca da distribuição dos royalties do pré-sal para fazer exploração política</p>
<p>Joel Silva/Folha Imagem</p>
<p>O governador paulista José Serra durante cerimônia no Hospital do Servidor Público em S. Paulo</p>
<p>CATIA SEABRA<br />
DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Dizendo-se dono de &#8220;nervos de aço na política&#8221;, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), recorreu ao exemplo da ministra-chefe da Casa Civil e sua potencial adversária, Dilma Rousseff (PT), para justificar a intenção de só se manifestar sobre a sucessão presidencial no ano que vem.</p>
<p><span id="more-37073"></span> Ao responder sobre a pressão do governador de Minas, Aécio Neves, para que o PSDB decida até janeiro sobre o seu candidato, reagiu: &#8220;Você sabe se o Ciro Gomes (PSB) vai ser candidato? A Dilma já se declarou candidata? Se declarou? Então, por que essa ansiedade?&#8221;.</p>
<p>Serra defendeu o anúncio de candidatura apenas no ano que vem com o argumento de que &#8220;será assim para todo mundo&#8221;: &#8220;Não há nada definido no Brasil nessa matéria e não há necessidade, porque está muito cedo&#8221;.</p>
<p>Assumidamente impaciente, Serra afirmou que ansiedade não se aplica à sua carreira política: &#8220;Minha impaciência é com fila de elevador, banheiro de avião, coisas desse tipo. Tenho nervos de aço na política&#8221;.</p>
<p>Após lançar carteirinhas para o plano de saúde dos servidores de SP e assinar empréstimo para proteção de mananciais, o governador voltou a defender a capitalização política de ações administrativas: &#8220;O grave é mostrar o que não fez ou usar uma coisa para fazer campanha, o que não é o caso&#8221;.</p>
<p>Críticas</p>
<p>Serra acusou o governo federal de exploração política por antecipar o debate sobre a distribuição dos royalties do pré-sal: &#8220;Foi trazido a valor presente por motivos políticos: são questões de longuíssimo prazo&#8221;. E, ao exaltar a capacidade do governo estadual de obter financiamentos, adotou sua versão para o &#8220;nunca antes na história&#8221;, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: &#8220;Pegamos mais empréstimos do que foi feito desde o descobrimento&#8221;.</p>
<p>Mesmo tentando demonstrar bom humor, Serra queixou-se da falta de colaboração dos aliados: &#8220;Não tinha nenhum de nós&#8221;, disse ao deputado Milton Flávio (PSDB), sobre uma sessão exibida na TV da Assembleia Legislativa.</p>
<p>Ontem, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), se reuniu com o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), que fez declarações simpáticas a Aécio, para debelar a crise com os aliados. Também procurado pelo prefeito Gilberto Kassab, Maia deixou o encontro reafirmando a aliança com o PSDB, qualquer que seja o candidato.</p>
<p>Com a candidatura ao governo estadual vinculada à decisão de Serra, o secretário Geraldo Alckmin (Desenvolvimento) vê em janeiro uma &#8220;boa data&#8221; para a definição. Antecipar &#8220;é fazer o jogo do PT&#8221;, disse o serrista Luiz Paulo Vellozo Lucas.</p>
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		<title>Roberto Freire: onde foi que me perdi?</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 16:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[PPS]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Freire]]></category>
		<category><![CDATA[Roda Viva]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Alex
Nassif,

E o Roda Viva de ontem, não vão comentar? Deveria ser selecionado para a série: “onde foi mesmo que me perdi?”.

Roberto Freire deu um show de manobras argumentativas confusas na tentativa de apresentar um caminho ideológico minimamente plausível para o palanque de Serra.

Criticou firmemente o bolsa-família, mas quase sumiu na cadeira quando foi questionado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Por Alex</h2>
<p>Nassif,</p>
<p>E o Roda Viva de ontem, não vão comentar? Deveria ser selecionado para a série: “onde foi mesmo que me perdi?”.</p>
<p>Roberto Freire deu um show de manobras argumentativas confusas na tentativa de apresentar um caminho ideológico minimamente plausível para o palanque de Serra.</p>
<p>Criticou firmemente o bolsa-família, mas quase sumiu na cadeira quando foi questionado se o Serra deveria ou não manter o referido programa. Não chegou a formular resposta.</p>
<p><span id="more-36953"></span>Começou a dizer que o importante seria uma grande revolução tecnológica e energética, considerando que a era industrial foi superada pela era do conhecimento, e que o governo deveria olhar para o futuro, etc. e blá, blá, blá… (ou seja: na hora do aperto, restou-lhe apenas devaneios da ilusão).</p>
<p>Chegou a reconhecer que o bolsa-família melhorou as condições de vida de muitos brasileiros, mas que isso não foi, na realidade, uma mudança. Não entendi. Melhorar não é mudar?</p>
<p>Depois defendeu o seu partido, dizendo, de boca cheia, que não estavam no rolo do mensalão (mas percebi ali, na realidade, um certo rancor por tal exclusão…).</p>
<p>Por fim, apresentou, todo feliz, a tese de que o Governo Lula é de direita, e que o Serra é de esquerda, pelo que pensa e pelo que faz.</p>
<p><script type="text/javascript">// </script></p>
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		<title>A oposição abandonou o barco da mídia</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 11:34:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[neoliberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[oposição]]></category>
		<category><![CDATA[Serra]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos fenômenos mais ridículos dessa longa noite de insanidade política dos últimos anos, foi a terceirização da política pelo PSDB (clique aqui para ler post sobre o tema).

Aqui analisei esse fenômeno, que é facilmente explicável:

José Serra assumiu a herança de FHC. Juntos, vieram colunistas políticos e econômicos adeptos da internacionalização, do suposto papel civilizatória [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos fenômenos mais ridículos dessa longa noite de insanidade política dos últimos anos, foi a terceirização da política pelo PSDB (<a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/20/como-o-psdb-se-tornou-sucursal-da-midia/" target="_blank">clique aqui</a> para ler post sobre o tema).</p>
<p>Aqui analisei esse fenômeno, que é facilmente explicável:</p>
<p>José Serra assumiu a herança de FHC. Juntos, vieram colunistas políticos e econômicos adeptos da internacionalização, do suposto papel civilizatória dos mercados, do racionalismo vesgo contra qualquer forma de gastos sociais, tendo como tacape um iPod que repetia mantras, slogans e refrões. Jamais conseguiram entender o pais como um todo, composto de mercados eficientes, sim, mas também de políticas públicas, políticas sociais, indústria, agricultura, movimentos sociais.</p>
<p>As idéias de Serra não batiam com o reducionismo  deles. Em vez de cumprir o papel de líder, convencendo-os de que os tempos mudaram, de que esse neoliberalismo exacerbado era coisa velha até para os mercadistas empedernidos, que política e política econômica são feitas com pragmatismo e não com ideologização de porta de banco de investimento, o neo-Serra decidiu não entrar em nenhuma dividida. E se eximiu da função básica de qualquer candidato a líder: fornecer o fio condutor das idéias capaz de organizar o discurso de seus liderados.</p>
<p><span id="more-36943"></span>Com o campo das idéias em aberto, sem ninguém para os coordenar, a comitiva midiática desembestou. Imersos em um ataque continuado de megalomania, colunistas se viram como os novos heróis da civilização cristã ocidental, que fez com que as meninas daqui, colunistas culturais e de variedades dali, colunistas políticos e econômicos, até cronistas de costumes, poetas e produtores musicais do eixo Paulista-Ipanema  se transmudassem em condutores de povos. Disseminando o quê? Slogans, preconceitos e fel.</p>
<p>Imagino meus amigos colunistas políticos e econômicos em um palanque lavando as mãos com álcool depois de cumprimentar qualquer um do “povo” – aliás, único ponto em comum com Serra. Só o fato de se lembrarem que um dia foram povo já os deixa com crises existenciais profundas. E foram eles que passaram a &#8220;ensinar&#8221; ao PSDB como falar para o povo e como falar para a elite.</p>
<p>No continente, todas as políticas neoliberais geraram derrotas políticas estrondosas e o advento de governos populares (como Lula), ou populistas (como Chávez). No campo popular, essa insensibilidade sepultou partidos e governantes. No campo dos conceitos, o neoliberalismo virou pó com a eclosão da crise. E nossos condutores de povos, conhecendo apenas o ambiente restrito e auto-referenciado de suas fontes, pretendendo orientar a oposição sobre como se comunicar com o Brasil. Mal conhecendo a Avenida Paulista e o Itaim, queriam expelir regras para o país. O Brasil se tornou o museu da cera desse neoliberalismo de orelha de livro.</p>
<p>Agora, caiu a ficha da oposição. E as meninas, impossíveis, passam a puxar a orelha de todo mundo, do governador A, que teve um gesto de gentileza aqui; do B, que compareceu a uma cerimônia com Lula ali; do C, que não xingou o Judas do presidente acolá.</p>
<p>A oposição abandonou os condutores de slogans. Porém, tarde demais para reconstruir seu discurso político.</p>
<p>O grande desafio, daqui para frente, será a construção de uma nova oposição, provavelmente de centro-direita – elemento fundamental para o aprimoramento das instituições nacionais. A atual, morreu. Ou melhor, suicidou-se.</p>
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		<title>Judas e a vice-presidência</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/25/judas-e-a-vice-presidencia/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 11:45:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[coalizão]]></category>
		<category><![CDATA[PMDB]]></category>
		<category><![CDATA[Temer]]></category>
		<category><![CDATA[vice-presidência]]></category>

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		<description><![CDATA[Putzgrila! Tinha que vir o Luiz Felipe de Alencastro, de Paris, para colocar a discussão sobre "Judas" no ponto que interessa: os riscos que podem representar para o futuro governo a definição do vice-presidente errado. Ou de, como Judas pode comprometer a Ressurreição.
Da Folha
Os riscos do vice-presidencialismo
LUIZ FELIPE DE ALENCASTRO

A fala de Lula sobre Jesus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Putzgrila! Tinha que vir o Luiz Felipe de Alencastro, de Paris, para colocar a discussão sobre &#8220;Judas&#8221; no ponto que interessa: os riscos que podem representar para o futuro governo a definição do vice-presidente errado. Ou de, como Judas pode comprometer a Ressurreição.</p>
<h2>Da Folha</h2>
<h3><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2510200908.htm" target="_blank">Os riscos do vice-presidencialismo</a></h3>
<p>LUIZ FELIPE DE ALENCASTRO</p>
<p>A fala de Lula sobre Jesus aliado a Judas deu lugar a um extravagante debate teológico. Mas a questão essencial é mais terra a terra</p>
<p>T ÊM SIDO bastante debatidas as convergências e as complementaridades das políticas econômicas e sociais dos governos FHC e Lula.</p>
<p>Pouco se disse, entretanto, sobre a estabilidade institucional assegurada pelo sistema de dois turnos e pela reeleição dos dois presidentes.</p>
<p><span id="more-36832"></span>A introdução dos dois turnos ofereceu vitórias incontestes aos presidentes eleitos desde 1989. Ainda quando foi decidida no primeiro turno, como em 1994 e 1998, a eleição garantiu a maioria absoluta dos votos válidos a FHC. Nem sempre foi assim: a vitória de Juscelino Kubitschek em 1955, com apenas 36% dos votos válidos, desencadeou uma campanha golpista e uma grave crise política.</p>
<p>Votada no Congresso sob suspeita de corrupção, em vez de ser submetida à legitimidade de um referendo nacional -como defendia, entre outros, Franco Montoro-, a emenda da reeleição superou seu aleijão de nascença e demonstrou sua viabilidade. O abandono dos projetos sobre terceiro mandato ajudou a firmar a reeleição simples no edifício político do país.</p>
<p>Outro ponto importante da normalização política foi a transformação do estatuto do vice-presidente. De saída, é preciso atentar para o fato de que o Brasil parece ser o único país do mundo dotado de um sistema presidencialista multipartidário, com eleição direta de dois turnos, em que são eleitos conjuntamente o presidente e o vice-presidente.</p>
<p>No período 1946-1964, com eleições num turno único, seguia-se no Brasil a prática americana. A escolha do vice-presidente concretizava a aliança que potencializava o alcance eleitoral do candidato a presidente.</p>
<p>Quando o vice -eleito diretamente- tinha voo próprio, como no caso de Jango, vice-presidente de Kubitschek e de Jânio, o quadro se complicava.</p>
<p>Com os dois turnos, as regras do jogo mudaram. Como escreveu um autor, depois do primeiro turno, o candidato a vice-presidente é como uma bananeira que já deu cacho. Tendo atraído a maioria dos votos que poderia puxar para seu companheiro de chapa, sua atuação não ajuda a campanha do segundo turno. Mas pode atrapalhar os entendimentos com candidatos derrotados no primeiro.</p>
<p>Por esse motivo, a escolha do candidato a vice-presidente transformou-se numa operação delicada para os presidenciáveis. Parte do sucesso dos dois mandatos de FHC e de Lula repousa, aliás, na escolha de vice-presidentes que cumpriram suas funções com relativa discrição e total fidelidade aos dois presidentes, antes e depois das eleições. Por caminhos tortuosos, desenhou-se uma prática política e constitucional que vem assegurando a democracia e o crescimento econômico.</p>
<p>A aliança entre o PT e o PMDB apresenta outra relação de forças. Caso o deputado Michel Temer venha a ser o candidato a vice-presidente na chapa da ministra Dilma Rousseff, configura-se uma situação paradoxal.</p>
<p>Uma presidenciável desprovida de voo próprio na esfera nacional, sem nunca ter tido um voto na vida, estará coligada a um vice que maneja todas as alavancas do Congresso e da máquina partidária peemedebista. Deputado federal há 22 anos seguidos, constituinte, presidente da Câmara por duas vezes (1997-2000 e 2009-2010), presidente do PMDB há oito anos, Michel Temer vivenciou os episódios que marcaram as grandezas e as misérias da política brasileira.</p>
<p>O partido sob sua direção registra uma curiosidade histórica. Sendo há mais de duas décadas o maior partido político brasileiro, jamais logrou eleger o presidente da República. Daí a sede com que vai ao pote ditando regras ao PT e a sua candidata à Presidência. Já preveniu que quer participar da organização da campanha presidencial, disso e daquilo. No horizonte, desenha-se um primeiro impasse.</p>
<p>O peso do PMDB e a presença de Temer na candidatura a vice irão entravar, no segundo turno, a aliança de Dilma com Marina Silva, Plínio Arruda Sampaio (candidato do PSOL) e as correntes de esquerda que tiverem sido derrotadas ou optado pelo voto em branco e voto nulo no primeiro turno.</p>
<p>Levado adiante, o impasse poderá transformar a ocupante do Alvorada em refém do morador do Palácio do Jaburu. Talvez, então, Temer tire do colete uma proposta que avançou alguns anos atrás. O voto, num Congresso aos seus pés, de uma emenda constitucional instaurando o parlamentarismo. Em outras palavras, complicada no governo Lula, a aliança PT-PMDB pode se tornar desastrosa num governo Dilma em que Michel Temer venha a ocupar o cargo de vice-presidente.</p>
<p>A declaração de Lula sobre a eventual aliança de Jesus e Judas deu lugar a um extravagante debate teológico. Mas a questão essencial é mais terra a terra. E só o futuro dirá se a frase de Lula terá sido uma simples metáfora ou uma funesta premonição.</p>
<p>LUIZ FELIPE DE ALENCASTRO , 63, é professor titular de história do Brasil da Universidade de Paris &#8211; Sorbonne, autor de &#8220;O Trato dos Viventes&#8221; e editor do blog sequenciasparisienses.blogspot.com .</p>
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		<title>Estadão: a arte de ser conduzido</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 11:35:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luisnassif</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[Judas]]></category>
		<category><![CDATA[Serra]]></category>

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		<description><![CDATA[O governador José Serra tem seu passado de grande homem público, economista influente, intelectual sólido. E de ampla indecisão, ainda mais em temas que exijam definições políticas.

A indecisão deixou o campo aberto para os novos ideólogos da oposição: a Mídia, isso, o Kamel, Otavinho, o Civita com toda aquela sofisticação política e analítica já conhecida. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O governador José Serra tem seu passado de grande homem público, economista influente, intelectual sólido. E de ampla indecisão, ainda mais em temas que exijam definições políticas.</p>
<p>A indecisão deixou o campo aberto para os novos ideólogos da oposição: a Mídia, isso, o Kamel, Otavinho, o Civita com toda aquela sofisticação política e analítica já conhecida. E o Estadão correndo atrás.</p>
<p>Aí eles descobrem a grande sacada: a menção de Lula a Judas e ao papel da imprensa. Manipula-se a declaração de Lula, para servir de bandeira oposicionista. Eureka! Genial! Descoberta a pedra filosofal a orientar daqui para frente a oposição. A ordem unida ecoa por todos os cantos. Ouve-se CNBB aqui, deputados ali, Fenaj acolá, repercutamos, repercutamos.</p>
<p>E o  Serra &#8211; que pode ter muitos defeitos, mas morre de medo do ridículo &#8211; é obrigado a ir atrás.</p>
<p>Daí o Estadão &#8211; que vive correndo atrás do eixo Veja-Globo-Folha invertendo a frase símbolo de São Paulo (não conduzo, sou conduzido)-, chega resfolegante para a repercussão, cerca Serra daqui, cerca dali e arranca uma declaração bombástica:</p>
<blockquote><p>‘A entrevista mostra bem o que é o Lula. De ponta a ponta, na forma e no conteúdo’, disse o governador de SP</p></blockquote>
<p>Bela frase, que não quer dizer absolutamente nada.</p>
<p>Aí o repórter insiste sobre o tema Judas:</p>
<blockquote><p>Questionado se concordava que uma aliança entre Jesus e Judas seria necessária para 2010, Serra respondeu: &#8220;Não sei. Quem fala com Cristo pode perguntar a ele&#8221;.</p></blockquote>
<p>Ou seja, para uma pergunta tola, uma resposta que não quer dizer nada.</p>
<p>Não falou nada, nada disse. Mas o Estadão solta a manchete exultante:</p>
<h3><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,serra-ironiza-presidente-lula-sobre-alianca-entre-jesus-e-judas,454943,0.htm" target="_blank">Serra ironiza presidente Lula sobre aliança entre Jesus e Judas</a></h3>
<h2><span id="more-36653"></span>Por Jotavê</h2>
<p>De um ponto de vista discursivo, a situação está insustentável. O Josias claramente baixou a guarda, apesar de ter mantido o tom moralizante (ou talvez exatamente em função dos limites que esse tom impõe a quem o adota). O editorial da Folha tenta equilibrar-se em distinções bizantinas – insinua que FHC era “pragmático”, ao passo que Lula é “conivente”. Como dizia minha tia: “hã hã…” O editorial do Estadão critica Lula por não ter dado nenhum passo no sentido de fazer a reforma política, esquecendo-se que a tal reforma depende exatamente dos votos no Congresso que obrigam o governo Lula (como obrigaram o de Fernando Henrique) a entregar parte do Estado brasileiro à pilhagem do PMDB. Os mais virulentos foram se refugiar na teologia, em busca de uma tábua de salvação. Por trás da retórica espalhafatosa, fica nítida a falta de opções argumentativas minimamente viáveis. Para amanhã, Dora Kramer promete um castelo de areia de própria lavra. Se ela, por qualquer motivo, não puder escrever seu arrazoado, o leitor não perderá coisa alguma. A previsibilidade é total. Roberto da Matta concorda e não concorda, mas, por via das dúvidas, não diz, nem desdiz. Para não dizerem que não disse o que deveria ser dito, aproveita para xingar Lula de ignorante.</p>
<p>Que ninguém se iluda com a verborragia dominante. Game over. A fonte secou.</p>
]]></content:encoded>
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