Eu estava fuçando no Youtube coisas sobre os Mutantes. Interessante que nestes tempos de discussão sobre a renovação do Brasil, a internet tem dado uma forcinha danada. Com a internet, nossa riqueza cultural está cada vez mais disponível e coisas que até então estavam restritas àqueles mais especializados, começam a se disseminar. O caso dos Mutantes é notável. Grande parte dos comentários sobre as músicas postadas no youtube são de estrangeiros. Muitos fazem a velha comparação com o Beatles. É porque eles eram muuuuito bons mesmo. Eu acho realmente que a internet está dando baita ajuda ao Brasil a divulgar mais seus valores culturais, os atuais e aqueles que já passaram.
O rock progressivo foi uma vertente que usou e abusou das progressões harmônicas em releituras e adaptações de longos trechos chupados da música erudita. Esta foi a influência principal. Mas não foi a única. Grupos conceituais como Genesis e Yes apostaram nas letras e arranjos complexos.
O introdutor do estilo progressivo foi o King Crimson que incursionou pela música atonal e sempre esteve muito à frente de seu tempo. Apareceram também em solo tupiniquim corruptelas antigas como Terço e Mutantes e mais recentes como Violeta de Outono e Dogma. Grupos de fusion como o Mahavishnu Orchestra e o Soft Machine mesclavam jazz, blues, funk e rock progressivo em suas composições.
Os mais criativos e versáteis progressivos foram o Gentle Giant e o Camel. O Trace que surgiu antes do Focus louvou o barroco Bach. Experimentalismo como o do Gryphon caiu no esquecimento. Em termos de performance ao vivo, ninguém superou o Emerson, Lake & Palmer.
Além desses monstros sagrados, outros grupos marcaram época como Gong, Triumvirat, Nektar, Renaissance, Eloy, Asia, United Kingdom, Van der Graaf Generator, Premiata Forneria Marconi.
Os neoprogressivos mais conhecidos são o Marillion e o Dream Theater. No Brasil eu destaco o trabalho do Sagrado Coração da Terra. Felizmente, pude guardar em meu acervo algumas preciosidades em vinil, CD e mp3. E discófilos, ouvintes e músicos aficionados por progressivo ouvem também MPB, jazz, blues, instrumental, erudita, pop, reggae, fusion, heavy metal…
Perdi um HD que continha vários solos de choro de Les Paul. Quem tiver, nos indique.
Morre o lendário guitarrista Les Paul
Plantão | 13/08 às 14h05 O Globo e AP
WHITE PLAINS – Les Paul, o guitarrista e inventor que mudou o curso da música com a guitarra elétrica e as gravações em múltiplos canais, morreu nesta quinta-feira, aos 94 anos.
Leia mais: Gibson lança a Les Paul automática, primeira guitarra do mundo com tecnologia robótica
De acordo com a fabricante de guitarras Gibson, Paul morreu em consequência de complicações causadas por uma pneumonia no White Plains Hospital, onde estava internado. Sua família e alguns amigos próximos estavam a seu lado na hora da morte.
Como inventor, Paul ajudou no surgimento do rock’n'roll e das gravações em vários canais, que permitiu aos artistas gravar diferentes instrumentos em momentos distintos, fazer um coral usando a voz de uma única pessoa, e então, cuidadosamente, equilibrar as “faixas” em uma gravação final.
Em 1952, a Gibson começou a produzir a guitarra Les Paul, que, ao longo dos anos, tornou-se uma das mais usadas na indústria da música e o modelo favorito de grandes nomes do rock, como Pete Townsend do The Who, Steve Howe do Yes, e Jimmy Page do Led Zeppelin.
Guitarrista de jazz, Les Paul colecionou vários sucessos em sua carreira, vários ao lado de sua esposa, Mary Ford. Entre 1949 e 1962, ele ganhou 36 discos de ouro e conquistou 11 vezes o primeiro lugar nas paradas, com hits como “Vaya con dios,” “How high the moon,” “Nola” e “Lover”.
Por luzete
Curiosa, achei isto, onde ele relata, brevemente, a descoberta e toca
Programa de TV mostra abismo separando Legião e Paralamas
Apresentação na Globo de 1988 que reuniu as 2 bandas tem lançamento em DVD
JOSÉ FLÁVIO JÚNIOR
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Muitos fãs da Legião Urbana cresceram com a certeza de que o especial exibido pela Rede Globo em 3 de setembro de 1988, reunindo a trupe de Renato Russo e Os Paralamas do Sucesso, era uma espécie de pedido de desculpa.
Em 18 de junho do mesmo ano, a Legião protagonizara um concerto catastrófico em Brasília, sua cidade natal. Dos 50 mil presentes no estádio Mané Garrincha, 60 terminaram presos e mais de 200, feridos. Renato foi incapaz de controlar a turba. Na cobertura da Globo, aliás, apareceu como o principal responsável pelo caos.
Mas essa era a visão dos fãs. O certo é que, na data de exibição do programa, a revoltada “Que País É Este?” era um dos rocks mais cantados pela juventude. E que os conterrâneos Paralamas viviam talvez a fase mais brilhante de sua carreira, com cinco LPs lançados e a pecha de clone do Police diluída pela influência de música brasileira na equação sonora.
Exibido apenas uma vez na TV, “Legião Urbana e Paralamas Juntos”, com direção de Jodele Larcher, chega ao formato DVD na íntegra, com depoimentos de Fernando Gabeira, Bussunda e Tony Ramos intercalando as performances dos dois grupos.
De bônus, apresentações de Legião e Paralamas fazendo playback no “Globo de Ouro”, o extinto programa musical da emissora, bem como o videoclipe de “Que País É Este?” feito para o “Fantástico”. Um CD do especial acompanha o luxuoso pacote.
A apresentação evidencia a grosseria dos músicos da Legião Urbana -as atravessadas do baterista Marcelo Bonfá são especialmente constrangedoras, seja em “Será”, “Tempo Perdido” ou “Tédio (Com um T Bem Grande pra Você)”. (continua no clipping)
Comentário
Admito ter me surpreendido com a repercussão no meu entorno (filhas, secretária) da morte do Renato Russo. Com exceção de “Mônica e Eduardo”, sempre achei as músicas insuportáveis, sua voz um dó-de-peito não elaborado, sem a rusticidade maravilhos do Raimundo´s, e sem o balanço e a msuicalidade dos Paralamas e do Skank.
Mas ele tinha algo a mais que, talvez pela idade, eu não conseguia captar. A moçada ficou abalada com sua morte.
Você sabia que o Maranhão é considerado a Jamaica brasileira?
Tem até documentário contando esta história. Com direção de Gleyser Azevedo, o documentário “A Jamaica Brasileira” conta a história do movimento reggae no Maranhão, apresenta entrevistas e curiosidades sobre o surgimento do movimento reggae no Brasil, em meados da década de 70, antes mesmo da difusão de Bob Marley no cenário europeu e mundial.
“A Jamaica Brasileira” foi o filme mais premiado do 28º Festival Guarnicê de Cinema, vencendo nas categorias de Melhor Filme – Júri Técnico, Melhor Filme – Júri Popular e o Prêmio São Luís, oferecido pela Companhia Vale do Rio Doce.
Para quem não se lembra nees 30 de janeiro completaram-se 40 anos da última apresentação dos Beatles. Foi no telhado de sua gravadora.
Por Maurício Machado
Nassif.
Faz 40 anos, neste janeiro, que os Beatles fizeram seu último show ao vivo, na cobertura dos estúdios da Apple em Londres…Vale voltar ! Get back! Veja o link de um trecho do concerto. A íntegra está em partes no Youtube.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.