Falando em países nórdicos, desenvolvimento, latinidade e beleza feminina, que tal unir tudo isso numa boa música?
Ninguém melhor, no momento atual, para representar os nórdicos que a cellista sueca Beata Söderberg, minha amiga pessoal.
Linda, elegante, jovial, inteligente, simpatíssima, talentosíssima e apaixonada por música latina e, em especial, por tangos! Sim, uma nórdica apaixonada por TANGOS!
Seus últimos CDs foram dedicados ao tango.
A quem interessar, recomendo que visitem o My Space de Beata Söderberg e se deliciem com seu talento que é único, primoroso e arrebatador.
Arrebatador porque, sendo eu entendida em música, raras vezes presenciei uma musicista chorar ao tocar suas músicas favoritas – ainda mais nórdicos! Mas Beata é assim…
Músicas como El Gaucho, Temprano, Chelo Vuelo, Bailata, Piachelo são encantadoramente belas.
Marmanjos de plantão, deliciem-se com o primeiro mundo e com a beleza e talento arrebatadores de Beata Söderberg:
Na minha Busca Insaciável do Prazer (BIP) – Copyright by Jaguar, in Pasquim -, fui assistir ontem no Sesc/Campinas, o show da então desconhecida – pelo menos para mim -Taryn Szpilman. É de ficar chapado. Nunca tinha visto uma brasileira cantar blues desse jeito. Vejam uma referência:
“ Taryn é uma cantora fabulosa. Com a maior emissão vocal que já vi no Brasil”
Roberto Menescal
Seu repertório vai de Billie Holliday, Etta James, Aretha Franklin, Ray Charles a Janis Joplin e Jimi Hendrix, passando por Paul McCartney e Led Zeppelin. Fazia tempo que não via um show tão surpeendente.
Acho que a Billie Holiday reencarnou no Brasil.
Aqui, Taryn Szpilman, em “Don’t Explain”, de Billie Holliday
Você precisa conhecer o trabalho do grupo canadense “The Lost Fingers”.
A crítica rotulou a música deles de “gypsy jazz” . O nome do grupo foi inspirado por Django Reinhardt, que teve dois dedos inutilizados em um incêndio.
O disco “Lost in The 80s” é excelente, uma releitura de sucessos dos anos 80, tem o heavy de Bon Jovi, o balanço de Stevie Wonder, Michael Jackson, George Michael. O instrumental é impressionante, só violoes e baixo, e o vocal é de um cantor de boates bêbado.
Morreu na tarde de ontem, dia 03, em Chicago nos EUA, aos 80 anos, a Rainha do Blues. Koko Taylor sofreu complicações após passar por uma cirurgia para corrigir um sangramento intestinal.
No dia 7 de maio desse ano, Koko recebeu seu 29º Blues Music Award, como artista feminina de blues tradicional do ano, que a tornou a cantora com o maior número de prêmios de todos os tempos. Em 2004 ela recebeu o NEA National Heritage Fellowship Award, que está entre as mais altas honras dadas a um artista americano. Seu último cd Old School foi indicado ao Grammy, mas não levou o prêmio. Oito dos nove discos gravados por ela pela Alligator Records receberam indicações ao Grammy.
não sei se já teve algum post sobre o fabuloso Django Reinhardt (1910-1954), esse guitarrista cigano que praticamente fundou o jazz francês na companhia de Grappelli – no então Quinteto Hot Club em Paris (1934). Depois de um dia puxado de trabalho nada melhor do que chegar em casa, ligar o som, fechar os olhos e ouvir a fluidez insinuante e cristalina do Jazz Manuche do Django. Leia mais »
Navegando pela Internet, recolhi alguns dados sobre o guitarrista gaúcho Gustavo Assis-Brasil.
Alguns dados sobre ele, aguardando que os amigos gaúchos enviem mais dados.
Terça de Carnaval, o sol inundando janelas e aquecendo piscinas – uma festa.
Eu, que não comprei Avestruz nem Boi Gordo, e aliás nem sabia quem era o Madoff, me pergunto por qual razão sempre que falam do duo Flora Purim e Airto Moreira se referem primeiro ao Airto?
Flora é beleza e graça na veia, Airto (em minha opinião) é técnica acurada. A soma de ambos é prazer e sofisticação em alto estágio.
João Gilberto está novamente entre os melhores do mundo na Revista Down Beat. Em 2007, o Brasil emplacou dois cantores entre os cinco melhores do mundo na votação dos leitores: João Gilberto e Ithamara Koorax.
Comentário
Ithamara Koorax é membro da nossa Comundidade. Há semanas tento convencê-la a colocar algumas de suas interpretações em MP3 para vocês poderem apreciar.
O trompetista americano Freddie Hubbard- um dos nomes mais influentes do jazz moderno- morreu nesta segunda-feira aos 70 anos em Los Angeles (Califórnia), informou a revista “Billboard”.
Hubbard, de 70 anos, tocou ao lado de lendas como John Coltrane, Ornette Coleman, McCoy Tyner, Art Blakey e Herbie Hancock.
Em 26 de novembro passado, ele sofreu um ataque cardíaco que o deixou internado em Sherman Oaks, noroeste de Los Angeles, até sua morte, nesta segunda.
Nascido em Indiana (centro dos EUA), Hubbard teve uma carreira de quase meio século, durante a qual tocou com os gigantes do gênero, como Coltrane, no disco “Ascension”, e Coleman, no álbum “Free jazz”.
E também faleceu Eartha Kitt, nos Estados Unidos. Aí eu fui pesquisar quem foi esta cantora, que nos últimos anos teve cadeira cativa no Cafe Carlyle, em NY.
Tive a impressão de ter revisitado a história da nossa Elza Soares ao pesquisar sobre Eartha Kitt. E pelos comentários no Youtube ela influenciou muita gente na sua geração, início dos 60. Neste vídeo que encontrei, ela canta em francês C’est Si Bon numa tevê suíça Kaskad, em 62.
Comecei a me interessar pelo guitarrista argentino Oscar Aleman ainda nos anos 70, depois de ler um comentário do crítico norte-americano Leonardo Feather -considerado o maior crítico do jazzreputando-o dono de um swing superior ao de Django Reinhardt, um dos maiores da história.
Na minha primeira viagem à Argentina, em 1985, voltei com meia dúzia de fitas velhas de Aleman, a informação de que ele falecera em 1980 e tinha uma filha de nome Selva, atriz de televisão. Todas as vezes que voltava a Buenos Aires retornava com mais algumas fitas. Em todas elas, standards da música internacional e uma profusão de músicas brasileiras, de Caymmi à bossa nova e, especialmente, no choro.
Na penúltima viagem, resolvi tirar três dias para passear em Buenos Aires e tentar localizar alguma coisa de Aleman e Eduardo Falú -esplêndido violonista, cantor e compositor argentino.
Não consegui convencer a filha de Aleman, Índia Morena, que eu era jornalista querendo informações sobre o pai. Ficou desconfiada, querendo que eu enviasse e-mails com mais dados. Não deu tempo de cumprir as exigências.
Na verdade, o que me interessava na visita era saber mais sobre a fase da vida de Aleman em Santos, que marcaria para sempre sua produção. Seu balanço, com mistura de choro, ritmos caribenhos e jazz, forneceu as bases para o jazz latino que, depois, explodiria em Cuba e, especialmente, no estilo Paquito de Rivera.
Em um CD lançado na França, que adquiri anos atrás, soube de sua infância em Santos, da amizade com o violonista santista Gastão Bueno Lobo, de sua volta a Buenos Aires ainda nos anos 20, quando criou a dupla Los Lobos.
O jornalista Alan Romero, radicado em Portugal e minucioso pesquisador da Internet me forneceu informações adicionais sobre Aleman.
Oscar Marcelo Aleman nasceu no Chaco, Argentina, em 20 de fevereiro de 1909. Foi menino de rua em Santos. Tomava conta de carros e se apresentava nos bares do cais dançando, cantando, e tocando cavaquinho. Aliás, tenho duas versões da música “D.A. 1925″, um tema de jazz de sua autoria, solado no cavaquinho, sem nenhum acompanhamento, de deixar o Armandinho de queixo caído.
A mãe de Aleman era a pianista Marcela Pereira, índia da tribo Toba. O pai era o violonista uruguaio Jorge Alemán Moreira, descendentes de espanhóis. Informações dos biógrafos dão conta de uma família musical e feliz, com muitos irmãos que constituíam o “Moreira Sextet”.
Em 1919 eles se mudaram para Santos. Em 1920 a mãe morreu em Buenos Aires. No ano seguinte, o pai se suicidou em Santos. Os irmãos mais velhos sumiram e, aos 12 anos, Oscar se tornou menino de rua. Além da música fez de tudo, de palhaço de circo a boxeador.
Em 1924 conheceu Gastão Lobo -que depois, na Argentina, virou Gaston– que o iniciou no choro e no cavaquinho, e mudaria sua vida. Voltou a Buenos Aires, depois passou pelo Rio e seguiu para uma temporada parisiense. Lá, Aleman foi descoberto pela vedete Josephine Baker.
Ficou até 1940 brilhando na França, revezando-se com Django no histórico Hot Club de Paris. Teve inúmeras oportunidades de seguir carreira, uma delas em um convite de Duke Ellington, o maior nome do jazz norte-americano, para integrar sua orquestra.
Deixou tudo para trás e voltou para Buenos Aires. Lá montou diversas formações, de orquestras a quintetos e trios. Suas apresentações com o extraordinário violinista chileno Hernán Oliva nada ficam a dever às históricas gravações de Django com o violinista Stephane Grapelli.
Tem um filme sobre ele, vendido em VHS, “Oscar Alemán – A Swinging Life”.
Meu guru Nelsinho Risada, grande cavaquinho, me contou que no início dos anos 50 assistiu a uma apresentação de Aleman. Era um show man, que gostava de tocar com a guitarra nas costas.
Mesmo com essas extravagâncias, está sendo redescoberto e considerado, com toda justiça, um dos maiores guitarristas do século. Graças, em parte, a Gastão Lobo e ao choro.
Links:
Nesse site, além de dados da vida de Aleman, um choro especial composto por ele:
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.