Caro Nassif, acho que você se atrapalhou aí. Acho que esse não é o Paul Galbraith.
Note que na descrição do vídeo, apresentam ele como Redmond O’Toole, primeiro a adotar a técnica de Paul Galbraith (violão mais ou menos na posição de Cello).
queria lhe apresentar o Coral do Centro Educacional de Niterói, a escola na qual estudei e também meus dois filhos (a caçula indo para o pré-vestibular). O Coral foi criadoem 1962 pelo maestro e professor paraibano Ermano Soares de Sá, que sempre privilegiou o repertório nacional.
Sob sua direção, o coral obteve 13 vezes o primeiro lugar em 17 concursos de corais escolares. Hoje o regente é o professor Luiz Carlos Peçanha, discípulo do mestre.
Desse coral saíram Aquiles (MPB4), as irmãs Soraya Ravenle e Itamara Koorax, Biafra, Arícia Mess, Mathilda Kóvac e acho que até a Fernanda Young antes de ser expulsa da escola.
Pra começar bem o sábado, uma das belíssimas composições do maestro Moacir Santos, com Chico Pinheiro e grupo (Marcelo Mariano, Fábio Torres e a linda voz de Tati Parra)
Nassif. O músico e professor Almir Chediak, fez um trabalho relevante para a modernidade da música brasileira, através de sua Editora Lumiar. Com os songbooks originais e livros de professores renomados como ele próprio, trouxe estudos de harmonização, improvisação, arranjo, percussão. Gente como Nelson Faria, Ian Guest, Marcelo Escobar, Henrique Cazes e Antônio Adolfo entre outros, levou ao público o conhecimento restrito aos seus conservatórios e alunos. Pois bem, estava vendo no blog da jornalista Leila Cordeiro uma matéria onde conta que o professor e músico Antônio Adolfo, agora baseado em Miami/EUA, está prestando serviços à música através de uma escola que lá estabeleceu.
Nassif & Amigos, ele é Valdonis. Aqui, tocando sua sanfona e cantando “Sonho de Ícaro”, num clipe bem-bolado com a Esquadrilha da Fumaça. Ah! A música é de Pisca e Claudio
Ola Nassif, quero parabeniza-lo pelo grande feito de unir todos nós participantes do blog que diariamente, várias vezes ao dia (como um remédio) buscamos aqui informação, amizade, companheirismo, um bom papo e até carinho…carinho num poema, carinho numa crítica… Tenho certeza de que entre nós existem pessoas que só aqui neste pequeno espaço conseguem por pra fora suas angustias, seus medos e acima de tudo, suas opiniões. Além de nos informar, voce é a nossa terapia…funciona assim pra mim…e provavelmente pra vários amigos daqui.
Aqui neste pequeno espaço onde escrevo estas poucas linhas tive uma das maiores alegrias da minha vida profissional…atraves do blog dei inicio a uma carreira internacional, consegui mostrar minha música, minha vida, em palcos que só existiam nos meus sonhos…Por isso amigo, parabens e obrigado por ter entrado na minha vida e fazer parte da minha história.
Existem destinos e circunstâncias que mudam a história. A convergência da morte de Eleazar de Carvalho em 1996 com a vontade do governo de São Paulo de reviver a então abandonada Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) e a ambição de John Neschling de dotar o Brasil de um organismo sinfônico de categoria internacional já está gravada para sempre nos nossos ouvidos e espíritos agradecidos.
Pra quem gosta de mulher, as mais altas e mais cheinhas, contém muito mais mulher. Procurem um youtube de uma cantora americana, a Jane Monheit que além de linda canta uma barbaridade e é bem rechonchuda. Canta um Começar de Novo em português que é de arrepiar.
Site oficial
http://janemonheitonline.com/
O canal Youtube
http://www.youtube.com/janemonheit
E aqui, cantando “Começar de Novo”, em um português perfeito.
A construção de um túnel (Hawk’s Nest) para uma hidrelétrica em West Virginia, Estados Unidos, no início da década de 1930, resultou no adoecimento e morte de centenas de trabalhadores norte-americanos por silicose aguda. Foi uma tragédia que envolveu um grande número de operários da Union Carbide (empresa responsável pela condução do projeto) e que passou à história com o nome de Hawk’s Nest Disaster.
Em 1936, Josh White compôs o blues “Silicosis is killin’ me” como uma uma forma de denunciar o referido problema. Depois disso, o compositor foi convidado a visitar a Casa Branca, tornando-se amigo de Franklin Rooseelvet. A partir daí, foi quando se iniciou nos EUA toda uma mobilização social, que culminou com a criação de uma legislação específica para a área da mineração.
“Silicosis is killin’ me”
—————(music and words by Josh White)
“Silicosis, you made a mighty bad break of me
Silicosis, you made a mighty bad break of me
Robbed me of my youth and health
All you brought poor me was misery.
Silicosis, you’re a dirty robber and a thief
Yes, silicosis, you’re a dirty robber and a thief
Robbed me of my right to live and all you brought poor me is grief.
I was there diggin’ that tunnel for just six bits a day
I was diggin’ that tunnel for just six bits a day
Didn’t know I was diggin’ my grave — silicosis was eatin’ my lungs away.
Six bits I got for diggin’ — mmm, diggin’ that tunnel hole
I got for diggin’ — six bits for diggin’ that tunnel hole
Takes me ‘way from my baby and sure done wrecked my soul
I says Mama, Mama, Mama, please cool my fevered head
I says Mama, Mama, Mama, cool my fevered head
Going to mee my Jesus, God knows I’ll soon be dead.
Now tell all my buddies, tell my friends you see
Tell all my buddies, tell my friends you see
I’m going ‘way up yonder and please don’t grieve for me.”
O “CENTRO de MÚSICA BRASILEIRA” promoverá no próximo mês de Dezembro (de 7 a 12) 2 concursos, ambos com um primeiro prêmio de R$10.000,00, oferecidos pela Secretaria de Estado da Cultura. Um deles será o “II CONCURSO de INTERPRETAÇÃO de MÚSICAS BRASILEIRAS para FLAUTA” e o outro o “V CONCURSO de INTERPRETAÇÃO de MÚSICAS BRASILEIRAS para PIANO”.
Horário: das 14:00 às 22:00, sempre na CASA MÁRIO de ANDRADE, na rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda, SP.
“Agustín Barrios faz parte da alma brasileira. Não existe um só violonista brasileiro que não conheça ‘La Catedral’, que não tenha aprendido nos estudos de Barrios” (Luis Nassif. In: Violões do Brasil).
João Rabello é filho de Paulinho da Viola, neto de César Faria e, pelo lado materno, sobrinho de Rafhael Rabello. Mas já é fera em seu instrumento.
Nassif, a resposta mais contundente à Caetano Veloso veio de forma simples e também surpreendente, pois veio lá do blog do tucano Josias de Souza. Um vídeo do YouTube com Caetano cantando Calúnia, da Dalva de Oliveira :
Seção Musical em homenagem à semana inglesa do Presidente Lula, da serie British Dance Bands : De 1925 a 1940 Londres foi a a capital dos jantares elegantes ao som de famosas orquestras de dança que tocavam nos principais hoteis como Mayfair e Savoy e em night clubs como Kit Kat, foram em torno de 30 conjuntos entre os quais os mais conhecidos eram Bert Ambrose, Ray Noble, Jack Hylton, Harry Roy, Jack Payne, Jay Wilbur, Billy Cotton, Jack McDermott, Lew Stone, Fletcher Henderson, Roy Fox
etc., as orquestras tinham quase sempre cantores não fixos, como Al Bowlly, Vera Lynn, Elsie Carslile, Anne Shelton, Marjorie Kingsley, Rita Williams, Dan Donovan, Les Allen e uma estrela de quem tratarei em outro post, Frances Day, cuja vida de amores daria um belo filme, entre os seus casos teve Anthony Eden, futuro Primeiro Ministro, Eduardo VIII, futuro Rei e Lord Louis Mountbatten, primo do Rei e o ultimo Vice-Rei da India.
As orquestras tocavam em ambientes aonde era obirgatorio o traje a rigor, que era o padrão londrino para jantar nas classes altas, as orquestras tambem gravavam bastante e muitas delas eram contratadas da BBC.
As orquestras birtanicas eram bem diferentes das americanas, a musica sempre mais suave e menos estridente, o padrão londrino era especifico mas muitos musicos americanos tocavam na Inglaterra, alguns moraram lá por décadas mas o publico era inglês e a musica tinha um estilo inconfundivel, mesmo quando o compositor era americano, como a que Ray Noble toca no video abaixo, composição de Cole Porter.
Sempre que me deparo com um virtuoso, na música, fico embasbacado como adolescente, a cada coisa nova que percebe. Tal é assim, uma estrela na tenra idade, com um instrumento pouco comum para as meninas, o contrabaixo.
Australiana, Tal Wilkenfeld iniciou aos 14 anos tocando guitarra e aos 17 trocou pelo baixo já estudando em New York. Aos 21 fez uma excursão com o gigante do jazz Chick Corea. Um mês depois acompanhou Jeff Beck em seu giro pela Europa, culminando com sua aparição no festival Crossroads.
Confiram a excelência da menina no festival Crossroads junto com Jeff Beck:
As ruas da Bahia, em particular do Pelourinho, amanheceram hoje com uma leve camada de orvalho criada pelo choro dos baianos com a morte de Neguinho do Samba, ontem à tarde.
Um dos criadores do Samba Reggae, Neguinho do samba, teve toda uma vida devotada à percussão, esse elemento diferencial que foi a entrada da marcação negra de origem africana na música pop mundial, e fez com que onde ela entrasse, (Brasil, EUA, Inglaterra, Jamaica) desse um salto com a criação de novos ritmos.
Aqui uma matéria da Tv Bahia sobre Neguinho do Samba.
Nassif,
Durante a minha já longínqua juventude, ouvia numa rádio aqui de Sorocaba (SP), uma melodia que sempre considerei belíssima. Lembra muito o ritmo tipico da Andaluzia, que eu não se precisar qual é. A orquestra que a interpretava era a de Victor Silvester. O nome da música descobri há poucos dias: é Toreador et Andalouse e o seu compositor e quem a compôs foi Arthur (ou Anton) Rubinstein, aquele pianista famoso…
A gravação original era em 78 r.p.m. Ao que consta, não foi registrada em LP, nem em CD. Alguém teria essa preciosidade para nos mostrar ?
Fim de semana musical, da serie Grandes Pianistas de Musica Ligeira, para mim o maior da segunda metade do seculo XX, George Feyer.
Nascido em Budapest, estudou musica classica na Academia Liszt, aonde foi colega de turma de Sir Georg Solti, regente da Filarmonica de Londres. Formado em 1932, passou a tocar piano em grandes hoteis europeus, especialmente em Paris, aonde era o pianista favorito do ex-Rei Eduardo VIII, o Duque de Windsor. Em 39 voltou à Hungria para proteger a familia, a guerra se aproximava, foi feito prisioneiro pelos alemães (era judeu) e acabou no campo de concentração de Bergen Belsen, de onde foi libertado no fim da guerra. Depois de muitas aventuras conseguiu ir para Nova York, via Venezuela e de NY nunca mais saiu, foi o pianista mais famoso do circutio elegante da grande cidade.
Seu primeiro emprego foi no Hotel Delmonico, depois no celebre Carlyle, aonde ficou por 12 anos e tinha como substituto nas férias Bobby Short, que ficou no seu lugar por 34 anos, o mesmo Bobby Short que tocou tantas vezes em São Paulo.. Do Carlyle Feyer foi para o Hotel Stanhope e de lá para o Waldorf Astoria, aonde o encontrei pela ultima vez no Hideaway Room em 1982. Estava em perfeita forma e teve a gentileza de me autografar seu ultimo long play Essentials of George Gershwin, que guardo com carinho. Feyer teve muitos discos lançados no Brasil, pela Cia. Brasileira de Discos, tenho quase todos, sempre o titulo de “Ecos”, de Viena, de Budapest, de Paris, da America Latina, de Minha Infancia, etc. Mas considero seus tres melhores discos os da decada de 80, Essentials of Gershwin, idem de Jerome Kern e idem de Cole Porter,albuns duplos que infelizmente não vi em CD. Feyer faleceu em 2001 em Nova York, um homem elegante, refinado, personagem do Velho Mundo, uma categoria de pianistas ligeiros que não se verá mais.
Abaixo “Ecos de Paris”
Sr. Luiz, meu pai é professor de violão e seresteiro. Ele canta músicas de Vicente Celestino e devido alguns problemas de saúde teve que parar, mais agora ele resolveu retornar e eu estou tentando divulga-lo para shows, poderia me ajudar me passando nomes de lugares que ainda gostam de ouvir músicas desse e de outros cantores da época de ouro da rádio?
Aí vai o LP que relançou Anibal Augusto Sardinha em 1977 – se não me engano. Eram gravações da rádio Nacional apresentadas pelo Paulo Tapajós.
Tenho um carinho especial por esse LP.
Quando saiu, eu já estava ne editoria de Economia mas sugeri uma resenha ao Silvio Lancelotti, que era Editor de Artes e Espetáculos da Veja. Já sabia do Garoto graças ao Nelsinho do Cavaco e ao Heraldo, um mineiro ótimo violoinista, que morreu muito cedo. Já tinha também conseguido uma fita K7 do Ronoel Simões, com a produção violonística do Garoto.
Fiz a resenha. Tempos depois, me procuraram duas moças interessadas no Garoto. Passei as dicas dos músicos conhecidos que poderiam falar sobre ele. Elas venceram o Concurso de Monografia da Funarte.
Em 1979 fui para o Jornal da Tarde e, com mais espaço, escrevi uma página inteira sobre Garoto.
Acredito terem sido os dois artigos que tiraram Garoto da injusta obscuridade a que foi relegado, fora do círculo do choro. Digo isto porque, tempos depois, o Pedro Moreira Salles me convidou a visitar o acervo do Instituto Moreira Salles, que continha todo o arquivo de músicas e de recortes de jornais do José Ramos Tinhorão. E os dois únicos recortes sobre Garoto eram justamente os dois artigos que escrevi.
Chamo a atenção de vocês para uma particularidade de Garoto que me foi contada por Radamés Gnatalli, em uma das vezes que saímos para comer pizza em São Paulo. Garoto era homem dos mil instrumentos. Mas sua agilidade e virtuosismo maior eram com instrumentos de palheta – bandolim, cavaquinho e banjo. Garoto tocava violão sem as unhas grandes, com os dedos. E isso dificultava a agilidade.
O LP é uma boa amostra da versatilidade de Garoto. Reparem na gravação do “Tico Tico no Fubá”com orquestra. É um primor.
Nassif, eu ia comentar isso lá no post da Paula Toller cantando Teletema (http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/13/a-voz-de-paula-toller/), mas ficou extemporâneo e não seria justo com a relevância dos personagens que eu vou citar, então achei melhor postar aqui. Como não é justo comparar Paula Toller com as que a antecederam cantando Teletema. Paula é uma cantora carismática, mas de limitados recursos, em perspectiva. Sua versão da canção serviu, se tanto, para divulgar entre os mais jovens essa pérola do nosso cancioneiro.
Mas, retomando, quem gravou Teletema? Evinha ou Regininha, como discutiam os comentaristas Luiz Oliveira e Marombão? O pior é que ambos tinham razão. Segundo o Cravo Albim, as duas irmãs gravaram a belíssima Teletema. Evinha fez mais sucesso com Casaco Marrom e Cantiga para Luciana, quanto à Teletema a versão de Regininha veio antes e provavelmente ficou mais famosa, porque foi a que emplacou na abertura da primeira produção da novela Véu de Noiva, de Janete Clair, ainda em 69 (Evinha a gravaria logo depois). Aliás, a música foi composta especialmente para a trama, naquele que veio a ser o primeiro disco de trilha de novela, obra de Nelson Motta, um cara que tem um papel tão relevante na música brasileira dos últimos 40 anos que a gente até desculpa as bobagens que ele comete quando opina sobre política.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.