Na semana passada a estreia de minha coluna online no New York Times (ou seja, esta coluna) aconteceu no mesmo dia em que o jornal anunciou seu plano para cobrar por conteúdo online. Coincidência?
Infelizmente, sim. Adoraria pensar que o Times estava usando minha prosa como um exemplo de algo pelo qual valesse a pena pagar, mas temo que não foi isso.
Bem, se não sou a chave para o futuro deste jornal, talvez eu possa pelo menos contribuir com meus dois centavos sobre aquele futuro. Aqui vai.
Minha primeira reação ao anúncio do Times foi: “Dava para prever. Assim que eu apareço eles decidem construir uma parede maciça que vai me relegar à obscuridade como resultado do fim do atual domínio do Times em sua categoria de conteúdo”.
“Ou seja, sem a velha mídia, blogs e seus sucedâneos não teriam muito do que tratar. O que mais eles fazem é reverberar o que os veículos tradicionais produzem. O caso do Haiti é muito sintomático. Quem é capaz de deslocar em 24 horas, como este jornal, quatro repórteres para um país em ruínas, em que a simples tentativa de desembarcar comporta riscos e custos imensos?”
Deixando de lado o objetivo secundário de defender a “velha mídia” e atacar os blogs, talvez até por recomendação do próprio dono do jornal, penso que o ombudsman tem parcialmente razão. Quando se trata de uma catástrofe como a do Haiti, ou qualquer outra que demande altos custos financeiros para deslocar pessoal, não vejo como os blogs poderiam competir com a velha mídia. Ainda.
No entanto, ele se esquece que a essência dos blogs é a cooperação em rede, que envolve muito mais que os quatro profissionais que a Folha mantém no Haiti. Exemplos não faltam de casos em que simples cidadãos, munidos de um laptop e uma câmara, disseminam na blogosfera muito mais informações e imagens do que a velha mídia, até mesmo antes dela. O caso da destruição de São Luiz de Paraitinga é emblemático: quase todas as imagens da queda da Igreja Matriz mostradas nas TVs e jornais partiram de “cinegrafistas” amadores.
Por outro lado, em qualquer outra situação que não seja de catástrofe ou guerra, os blogs vêm desempenhando um papel muito melhor do que a mídia tradicional. Tome como exemplo o blogueiro Eduardo Guimarães, com seu blog Cidadania – http://edu.guim.blog.uol.com.br/ Em suas viagens de negócios pelo mundo Eduardo exercita seu lado “jornalista”, visitando bairros que estão fora do circuito de qualquer visitante, entrevistando moradores, participando e fotografando seu cotidiano. Alguém já viu na velha mídia uma abordagem sobre a Venezuela como a que ele fez há algum tempo?
E, quando se trata de investigar atos da administração pública, e mesmo de empresas privadas, são pessoas como o Stanley Borburinho e a blogueira NaMaria que trazem à luz informações muitas vezes ocultas deliberadamente. O episódio do “post it” aqui neste blog foi fundamental para desmascarar uma tentativa de uma fraude judiciária, a qual jamais seria “descoberta” pela grande imprensa. Se produzem efeitos práticos, seja na mudança do comportamento dos políticos e administradores públicos, seja nas instituições, já são outros quinhentos.
Mas, certamente, produzem efeito nos leitores, que deixam de ser escravos de informações manipuladas de acordo com os interesses da “velha mídia”. E são esses leitores que irão disseminar as informações verídicas aos eleitores, os quais, em última instância, serão os agentes das mudanças.
Tenho lido sistematicamente este blog. Não apenas os posts, mas, sobretudo, os comentários. É um exercício diário de compreensão do que pensa um conjunto grande de pessoas, e isso é inédito. Às vezes, quando confronto o que leio por aqui com o que escuto dos que convivo fico preocupado: será que vivemos na (ou seria nesta?) blogosfera um mundo paralelo? Será que o que achamos aqui tem equivalência no mundo real? O consenso que aqui se dá (nem sempre) repete-se no mundo tridimensional?
Quem, antes dessa emergência digital, poderia conversar com tantas pessoas ao mesmo tempo e, principalmente, sobre tantos assuntos e de forma tão séria e fundamentada?
Criada a Rede de Solidariedade e Proteção à Blogosfera:
Espera-se agora que a blogosfera seja unida o suficiente para apoiar a tal rede e assim ter força para peitar o poderio econômico-judicial do consórcio grande mídia-políticos-colarinho branco, que tanto ama usar a justiça (ou mais precisamente certos amiguinhos que possuem nos tribunais) para cercear a liberdade de expressão alheia.
Existiu uma época – sem YouTube, Flickr, Wikipédia, blogs ou qualquer ferramenta de autopublicação – em que colocar seu relato na internet era muito mais um ato de protesto do que qualquer outra coisa. Uma época em que se buscava uma nova forma de comunicação, mais livre de intermediários.
Toda a ideia de jornalismo cidadão, que inspirou o desenvolvimento de plataformas de publicação na web, tomou forma há 10 anos, em 30 de novembro de 1999, durante os protestos em Seattle contra a reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC – ou WTO, na sigla em inglês), que daria início à rodada do milênio, para negociar maior abertura do comércio mundial.
Rupert-Murdoch-001Primeiro, a micro$oft andou dizendo que também era “open”. Afirmou várias vezes que iria abrir o código-fonte de seu windows. Isso nunca ocorreu, talvez por vergonha, talvez porque nunca quis fazer nada além de marketing. A megacorporação, grande responsável por dissseminar a idéia de hackers são criminosos, em seguida, chegou a participar de eventos como H2H e tentar patrocinar Fóruns de software livre, principalmente no Brasil.
Depois que Tim O’Reilly lançou o jargão Web 2.0 , a megacorporação de códigos começou a falar também que era uma empresa 2.0. Apostava tudo na colaboração e chegou a enviar seus representantes para participar de alguns barcamps, desconferências sobre o mundo das práticas recombinantes e do compartilhamento, a idéia do P2P aplicada às reuniões.
Como as práticas colaborativas avançaram muito no mundo das redes e as redes são cada vez mais importantes, a micro$oft desesperadamente buscou submeter o Yahoo! a seu ímpeto monopolista. Todavia, enquanto tentava comprar o Yahoo!, ainda se dizia uma empresa “moderninha”, nada a ver com o mundo industrial, uma empresa horizontalizada… das redes… totalmente 2.0…que até defende padrões abertos…
Essa dica vimos no Blog Gente de Mídia que, por sua vez, fiscou do Portal G1:
“Dono de blog é condenado a pagar R$ 16 mil por comentário de internauta. Post abordava briga em colégio do CE; internauta insultou diretora. Blogueiro perdeu prazo para recurso e juiz ordenou penhora de bens.
Por conta do comentário de um internauta em seu blog, o estudante de jornalismo Emílio Moreno da Silva Neto, de 33 anos, morador de Fortaleza (CE), foi condenado pela Justiça cearense no mês de julho a pagar uma indenização de R$ 16 mil.
Emílio perdeu o prazo para recorrer e, no último fim de semana, recebeu uma notificação de penhora de bens para o pagamento do valor.”
Por Marcelo Lima
Olha, isso é super complicado!
Mas penso que bom senso e responsabilidade são fundamentais para evitar abusos de qualquer tipo, inclusive judiciais!
replicado acriticamente por blogueiros que se envaidecem de ver sua “visão de mundo” externalizada de forma “culta” e abalizada por uma “intelectual” que seria um objeto interessante para uma ação semelhante!
No fundo, acho que a discussão é sobre quais os limites para a responsabilização sem comprometer a informação?
Que tal aproveitar o evento do sarau da comunidade do blog para promover entre os comentaristas um concurso para premiar os melhores comentários do ano nas diversas áreas que o blog aborda? Seria também uma forma de prestigiar essas pessoas que freqüentam o blog. Muitos não tem blog e fazem desse um espaço de interação; outros, mesmo possuindo seu próprio espaço fazem questão de prestigiar a todos nós com suas intervenções. A maioria não tem blog e pouco interagem, como eu, outros nem interagem, mas acompanha com vivo interesse as noticias e os comentários aqui veiculados. Esta seria uma excelente oportunidade de se estender aos comentaristas um pouco do prestigio adquirido pelo blog, alem de marcar mais uma iniciativa pioneira na rede, que poderá se estender para outros blogs e sites e quem sabe a médio prazo se possa fazer algo unificado, mais amplo e generoso.
Poderia também eleger @ comentarista que foi destaque em cada área, independente de seu trabalho ter sido indicado ou não.
Poderíamos eleger também @ comentarista mais ranheta (neste caso o Anarquista não concorre, é “ó-concú”), mas poderia dar nome a este premio.
Aos indicados seria entregue um certificado e os vencedores receberia um troféu ou medalha, alem de serem convidados/obrigados, (no caso do Anarquista, que já declarou aqui que não gosta do gênero) a assistirem a uma roda de choro.
Alguns critérios:
1 – Os textos e imagens não podem ter sido veiculados em outras mídias que não a internet, embora possam ter vindo de outros blogs e sites.
2 – O blogueiro fica impedido de concorrer.
Comentário
Boa dica!
Clique aqui para ir ao formulário de pré-seleção dos melhores comentários em cada área. Ou então, se estiver enxergando o formulário, vote aqui mesmo. Para amanhã prepararei um formulário sobre os melhores comentaristas. Depois da pré-seleção, colocaremos os finalistas para votação final.
Peço que vocês coloquem na votação o link do comentário em que votaram. Para tanto, basta procurar o comentário no Blog e clicar com o botão direito no título dele. Em seguida copiar e colar no formulário, ainda sem dar ENTER. Só dê ENTER depois de terminada sua votação.
Carregando…
Na página de O Globo (abaixo) há um link patrocinado que remete para o blog www.José Serra.com.br
Chegando lá, parece feito por um adversário. Não que Serra seja fotogênico, mas nunca vi photoshop piorar o feio.
O site é um comercial amplo de um tal de Magnus Carlos, de Ituiutaba – apresentado como “líder estudantil, conferencista, escritor, professor, empresários e diretor de uma tal Associação Brasileira dos Estudantes Contra as Drogas, que teria 200 milhões de filiados no Brasil e no mundo.
É foto do galã para cá, para lá, fotos de solenidades em que ele diz estar recebendo contribuições.
Para que o site não fuja do tema José Serra, há um vídeo com o título “José Serra, apoiado por Magnus Carlos, lidera pesquisas”. O vídeo mostra Magnus sozinho, afirmando estar falando para caravanas de todo o país. Soam palmas gravadas e o cara de pau vai em frente, que atrás vem gente, propondo fechar contratos com prefeituras e governos de todo o país, vender coleções “para auxiliar nosso trabalho antidrogas”. Diz ter um site com um milhão de visitas/dia.
Já vi cara de pau, mas o Magnus é campeão. Lembra aqueles vendedores de Bíblia de filmes americanos dos anos 50.
Links patrocinados
Veja Briga de Jose Serra
Estudantes apoia Jose Serra e Dilma Chora com Briga de Lula Presidente
www.JoseSerra.com.br/MagnusCarlo
Juiz de MT proíbe blogs de opinar sobre deputado estadual
16 de novembro de 2009 • Juliana Michaela de Cuiabá
O juiz da 13ª Vara Civil de Cuiabá, Pedro Sakamoto, determinou que blogueiros não emitam opiniões pessoais contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso José Geraldo Riva (PP), sob pena de multa de R$ 1 mil. O magistrado também determinou que o jornalista Enock Cavacante, do blog Página do E, exclua três notícias de seu site, sob pena de multa diária de R$ 500.
A decisão foi contrária também à economista Adriana Vandoni, que mantém o blog Prosa e Política, além dos membros da ONG Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) e Moral, Vilson Nery, Antonio Cavalcante e Ademar Adams. Na liminar, o juiz afirma que os blogueiros não podem acusar Riva – que tem 92 ações por improbidade administrativa e 17 ações criminais – sem um julgamento definitivo que confirme as denúncias, sem possibilidade de recursos.
Nassif, a resposta mais contundente à Caetano Veloso veio de forma simples e também surpreendente, pois veio lá do blog do tucano Josias de Souza. Um vídeo do YouTube com Caetano cantando Calúnia, da Dalva de Oliveira :
Escrito por Raphael Neves Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009 12:15
O jornalista Luis Nassif comunicou ontem em seu blog que a Editora Abril conseguiu a primeira condenação nos diversos processos que move contra ele. Nas palavras de Nassif:
O professor Antonio Cândido costumava colecionar slogans do comércio de Poços. Dois me eram particularmente caros: o “Farmácia Central Salva Sempre”, do meu pai, e o “Doces Mesquita, Coma e Repita”, do meu tio Léo.
Nassif, lembra da Paola Lima (www.blogdapaola.com.br), que deu o furo sobre a relação entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e a Editora Abril, quando da entrevista do governador Arruda para Veja? Pois bem. O Blog da Paola foi censurado pelo GDF. Nenhum servidor público que utilize computadores ligados à rede do GDF consegue acessar o Blog da Paola.
O site Orçamento Transparente (www.orcamentotransparente.com.br) também foi censurado. Estamos divulgando a notícia em todos os blogs e portais. Contamos com sua ajuda.
Comentário
Preciso de mais dados, se o veto foi para redes sociais e Blogs em geral, ou apenas para o da Paola.
Para seu conhecimento, apresentei o paper anexo no IX Encontro dos Grupos/Núcleos de Pesquisa em Comunicação, evento integrante do XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), que ocorreu entre 4 e 7 de setembro em Curitiba.
O paper faz parte de algumas reflexões surgidas após a defesa de minha pesquisa de mestrado sobre seu Blog. O trabalho foi apresentado em uma mesa temática, intitulada Jornalismo na Web 2.0.
Aqui, link para a relação dos demais trabalhos sobre cibercultura: clique aqui.
Interessante notar que ninguém que analisou relações semelhantes envolvendo o Zero Hora e seus leitores (em três das pesquisas da mesa os pesquisadores analisaram relações entre jornalista e leitores do Zero Hora), encontrou a diversidade que encontrei no seu Blog. Afirmaram que no Zero Hora não passa comentários com críticas ao jornal.
Meus parabéns pelo trabalho desenvolvido por você e por seus leitores no Blog.
Gabeira pede desobediência à lei que ele próprio endossou na Câmara.
O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) estava presente na reunião em que foram votadas as restrições para a internet na campanha eleitoral. Na sessão, o deputado não se opôs ao projeto.
Agora, o deputado conclama o povo a desobedecer as regras com as quais ele foi condescendente na Câmara dos Deputados.
Gabeira é campeão. A explicação que ele deu para sua atitude é melhor do que a da minha filha de 11 anos querendo engrupir a mãe:
O UOL Notícias não encontrou registros de emendas ou discursos de Gabeira para evitar as novas regras. O deputado também não pediu o registro nominal dos votos, para que fossem contabilizados aqueles que não concordavam com a proposta.
Gabeira disse ao UOL Notícias que só se lembra de ter falado da restrição de outdoores na sessão.
“Eu era contra [as restrições na internet], mas não havia correlações de forças para isso,” disse o deputado. “Eu nunca me preocupei porque essa lei não vai pegar”, justificou.
Por volta das 18h desta quinta, Gabeira voltou ao Twitter, desta vez, para reclamar da cobertura do UOL Notícias. “UOL conta a história pela metade. Comuniquei aos líderes que era pela liberdade na internet”, escreveu o deputado. E continuou: “Visitei o Ministro Ayres Brito e afirmei minha posição”.
O deputado firmou posição de forma altiva, corajosa, independente… em uma conversa particular com o Ministro Ayres Brito.
Dias atrás, Dona Cabocla andou espalhando por aí uma foto sua de “topless”. Calma, meninos ) Era uma foto da infância, doce recordação de uma fase da vida que de vez em quando retorna dentro de cada um de nós. Lembrei-me do “Gurizada”, antigo blog criado por uma amiga e que fez enorme sucesso. No blog, cada visitante deixava uma foto da infância e acabamos nos divertindo bastante. Que tal a gente fazer o mesmo e postar aqui uma ou mais fotos da infância?
Acho que o destaque da semana será o BLOG DO PLANALTO, já começaram os questionamentos por não ter onde comentar.
Por Giancarlo Câmara
Segundo o Azenha a possibilidade do contraditório será através da cópia dos posts em blogs, páginas pessoais, etc. onde será possível analisar, criticar, elogiar etc.
Às nove da noite do domingo, o jornalista Ricardo Noblat publicou uma barriga de Elio Gaspari, insistindo no encontro de Lina e Dilma no dia 19 de dezembro.
Justifica-se a barriga de Gaspari. Ele poderia não saber da informação de que Lina não estava em Brasília neste dia, que foi vazado na rede.
Mas não se justifica que Noblat ignore totalmente a informação e publique o artigo-barriga de Gaspari.
Simplesmente, pelo fato de que Noblat sabe da impossiblidade do encontro das duas no dia 19 de dezembro. Noblat é homem da rede, de política, muito próximo da oposição, conhecedor das histórias políticas da capital Potiguar, e não estaria tão desinformado sobre a viagem de Lina.
Mas fez vista grossa e ainda joga Gaspari, que parece viver em outro mundo, na lenha.
Estamos diante de dois mundos que se estranham e parecem ser absolutamente paralelos.
A população em geral esta esgotada com o noticiário de escândalos, ou se preferir de denúncias, as causas, vejamos:
1.Super exploração que levou a uma vulgarização do tema.
2.A sensação de impunidade em relação aos denunciados.
3.O partidarismo da mídia, já percebido pela população, com a total falta de isonomia no tipo de tratamento e no espaço dado nas coberturas aos diferentes atores políticos.
4.A precipitação e açodamento que levou a erros técnicos, “barrigas”.
5.Fraudes jornalísticas, algumas flagrantes e grosseiras, como no caso da ficha de Dilma.
6.Linha editorial de viés preconceituoso e até racista, com muitos comentários do tipo “coronel do Nordeste”.
7.Coberturas de baixa qualidade técnica e sensacionalistas que acabaram afastando um público mais formador de opinião.
8.Foco do grande público em outras questões consideradas mais urgentes, como crise econômica ou gripe suína, aliás super dimensionadas pela própria mídia.
9.A blogosfera fazendo o contraponto, explorando o contraditório, fazendo a mídia cair sistematicamente em contradição, além de aprofundar as questões, assumindo de uma certa forma o papel da mídia, principalmente para um público mais formador de opinião.
Trata-se da primeira vez que participo de seu blog. Infelizmente, a postagem não se refere a nenhum fato agradável e sim, de mais uma demonstração ditatorial de um jornal, em face de um blogueiro. No caso de Campos, em face de três blogueiros.
Estamos sendo acionados na Justiça estadual, devido as postagens de alguns anônimos. Os fatos ocorreram na época das eleições municipais, onde disputavam de forma ferrenha a Prefeitura de Campos, a ex-governadora do Rio de Janeiro Rosinha Garotinho e o deputado Federal Arnaldo Viannna.
Os blogs campistas tiveram uma participação crucial, pois levamos aos eleitores, informações que nunca seriam publicadas nos jornais de grande circulação de nossa cidade. Um deles é a Folha da Manhã que nos processa.
Os fatos que ensejaram a ação, pelo menos no meu caso, ocorreram em Outubro de 2008, entretanto, a empresa autora, só deu entrada com o expediente, em Abril de 2009. Estranho, para quem se diz ofendida, concorda?
No bojo da ação, a empresa requer 400 salários mínimos de indenização por danos morais e a retirada de todos os comentários existentes no blog. Soube também que a ação proposta em face de outro blogueiro é idêntica. Estamos achando que trata-se de uma ação orquestrada para nos calar.
Gostaria que o senhor, considerado por mim e por muitos, o pai da mídia eletrônica, nos ajudasse a divulgar essa tentativa repressão em detrimento a discussão de idéias.
Clique aqui para conhecer o blog dos blogueiros de Campos.
Por Campista Campista
Dados do processo movido pelo Jornal Folha da Manhã contra o blog Urgente, coletivo de jornalistas de Campos dos Goytacazes; contra o blog do Paulo Andrade e contra o blog do Roberto Moraes podem ser acessados no endereço: clique aqui.
O jornal quer que os blogs silenciem sobre a autora, ou seja, não podem mais publicar nenhum texto ou comentário em que o jornal apareça. Além disso, pede, no caso de Roberto Morais, indenização de 400 sallários mínimos. Tudo porque o blog Urgente se transformou numa verdadeira ponta de lança da chamada Rede Blog da região, através de matérias e comentários sobre a política e demais interesses publicos.
Como este blog é leve, informativo e formativo, nossa escola (em Maripá de Minas/MG) está até denominando uma turma com o nome do “Blog do Luiz Nassif”. Isto em vez de 9º ano A. É uma forma dos alunos entrarem em contato direto com a informação. Uma aula interdisciplinar.
Agora, aproveitando a oportunidade acho que seria interessante você abrir um tema para discusão referente à lei do Piso Salarial para o Professor da Educação Básica. É de máxima importância para os professores mas de grandes problemas para alguns estados e municípios. Alguns estados entraram no STF questionando a constitucinalidade de alguns trechos. Se abrir um espaço para discussão Secretários de Educação e Professores poderão ter melhor clareza quanto ao assunto.
“Como milhares de brasileiros, aprendi a admirar teu trabalho como jornalista talentoso, repórter aguçado e profissional sério e respeitável.” Não me inclua, prezado senador.
Rastreei seu IP. Foi bater em São José dos Campos, em um endereço próximo ao Cemitério Municipal. O endereço se refere ao posto da Telefonica de onde saiu o IP.
Procurei na lista telefônica nomes e sobrenomes similares aos utilizados pelo sujeito nos seus ataques. Apareceu um único nome. Copiei o endereço e coloquei os dois (o dele e o do IP) no Google Maps. Estavam situados a 2,3 km de distância – contando a distância das ruas. Em linha reta, provavelmente menos de 2 km
Aí telefonei para a casa do sujeito. Ele só chegava do consultório às 21:30 horas. Os ataques que eu sofria eram todos em torno das 22 horas. Quando consegui falar com ele, mais tarde, me garantiu que nem tinha computador em casa.
Não tenho o elemento definitivo para dizer que ele foi o autor dos ataques. Um bom advogado obviamente tirará minhas dúvidas, assim como desmascarou o autor do Blog apócrifo que efetuou ataques covardes. Aliás, entrando com uma liminar junto à Telefonica, nem precisaria buscar a correspondência de nomes para chegar ao autor.
Mas vale o exemplo para mostrar como é arriscado esse exercício abjeto dos ataques anônimos.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.