Que tal aproveitar o evento do sarau da comunidade do blog para promover entre os comentaristas um concurso para premiar os melhores comentários do ano nas diversas áreas que o blog aborda? Seria também uma forma de prestigiar essas pessoas que freqüentam o blog. Muitos não tem blog e fazem desse um espaço de interação; outros, mesmo possuindo seu próprio espaço fazem questão de prestigiar a todos nós com suas intervenções. A maioria não tem blog e pouco interagem, como eu, outros nem interagem, mas acompanha com vivo interesse as noticias e os comentários aqui veiculados. Esta seria uma excelente oportunidade de se estender aos comentaristas um pouco do prestigio adquirido pelo blog, alem de marcar mais uma iniciativa pioneira na rede, que poderá se estender para outros blogs e sites e quem sabe a médio prazo se possa fazer algo unificado, mais amplo e generoso.
Poderia também eleger @ comentarista que foi destaque em cada área, independente de seu trabalho ter sido indicado ou não.
Poderíamos eleger também @ comentarista mais ranheta (neste caso o Anarquista não concorre, é “ó-concú”), mas poderia dar nome a este premio.
Aos indicados seria entregue um certificado e os vencedores receberia um troféu ou medalha, alem de serem convidados/obrigados, (no caso do Anarquista, que já declarou aqui que não gosta do gênero) a assistirem a uma roda de choro.
Alguns critérios:
1 – Os textos e imagens não podem ter sido veiculados em outras mídias que não a internet, embora possam ter vindo de outros blogs e sites.
2 – O blogueiro fica impedido de concorrer.
Comentário
Boa dica!
Clique aqui para ir ao formulário de pré-seleção dos melhores comentários em cada área. Ou então, se estiver enxergando o formulário, vote aqui mesmo. Para amanhã prepararei um formulário sobre os melhores comentaristas. Depois da pré-seleção, colocaremos os finalistas para votação final.
Peço que vocês coloquem na votação o link do comentário em que votaram. Para tanto, basta procurar o comentário no Blog e clicar com o botão direito no título dele. Em seguida copiar e colar no formulário, ainda sem dar ENTER. Só dê ENTER depois de terminada sua votação.
Carregando…
Na página de O Globo (abaixo) há um link patrocinado que remete para o blog www.José Serra.com.br
Chegando lá, parece feito por um adversário. Não que Serra seja fotogênico, mas nunca vi photoshop piorar o feio.
O site é um comercial amplo de um tal de Magnus Carlos, de Ituiutaba – apresentado como “líder estudantil, conferencista, escritor, professor, empresários e diretor de uma tal Associação Brasileira dos Estudantes Contra as Drogas, que teria 200 milhões de filiados no Brasil e no mundo.
É foto do galã para cá, para lá, fotos de solenidades em que ele diz estar recebendo contribuições.
Para que o site não fuja do tema José Serra, há um vídeo com o título “José Serra, apoiado por Magnus Carlos, lidera pesquisas”. O vídeo mostra Magnus sozinho, afirmando estar falando para caravanas de todo o país. Soam palmas gravadas e o cara de pau vai em frente, que atrás vem gente, propondo fechar contratos com prefeituras e governos de todo o país, vender coleções “para auxiliar nosso trabalho antidrogas”. Diz ter um site com um milhão de visitas/dia.
Já vi cara de pau, mas o Magnus é campeão. Lembra aqueles vendedores de Bíblia de filmes americanos dos anos 50.
Links patrocinados
Veja Briga de Jose Serra
Estudantes apoia Jose Serra e Dilma Chora com Briga de Lula Presidente
www.JoseSerra.com.br/MagnusCarlo
Importante destacar que no julgamento citado pelo Min. Ayres Brito, Ext 1122, noticiado em clique aqui consta que foi votação do Plenário do STF, por unanimidade.
Ali o Min. Gilmar Mendes não disse que “Imagine o absurdo, dizer que agora o presidente está livre para, concedida a extradição, não executá-la.”
Comentário
A nota se refere à matéria da Folha, que “acusou” o Ministro do STF Ayres Britto de ter mudado de opinião em relação à prerrogativa do Executivo de extraditar ou não pessoas.
Caro Nassif, observe o editorial do Estadao: “Surrupio de Dinheiro Público”, pag A3 do Estadao de hoje. Com a chamada “Com mercadorias roubadas e dinheiro público, o MST faz sua féria”.
O editorial é apelativo e mentiroso. Lendo o texto vemos que ele abrange dois assuntos diferentes.
Primeiro a condenação de dois membros do MST, flagrados vendendo mercadorias que teriam sido roubadas em uma invasão. Imaginemos por exemplo, que dois funcionarios da Agência Estado sejam flagrados vendendo mercadoria roubada; a manchete dos jornais seria “Com mercadorias roubadas o Estadão faz sua féria”?
Depois, apresenta o caso da Agência Nacional de Apoio à Reforma Agrária (Anara), dirigida pelo “militante petista” Bruno Maranhão, condenado pelo TCU a devolver R$2,2 milhões que não teriam sido utilizados para os fins estabelecidos. Segundo o próprio editorial, a Anara é ligada ao Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), e não ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). A acusação do jornal não tem pé nem cabeça.
A discussão do assunto no é importante. A grande imprensa continua na sua cruzada contra os movimentos sociais.
Depois que Otávio Frias Filho assumiu a Folha – com a morte de Otávio Frias de Oliveira – a Folha se transformou em uma mixórdia ideológica e editorial.
Antes, cultivava uma espécie de anarquismo de centro-esquerda. Atacava todos mas, nos grandes temas, adotava uma posição que se poderia chamar de progressista. Era uma anarquia previsível e aceita por seus leitores.
Com o afastamento do seu Frias, Otavinho decidiu atrelá-la ao pensamento neocon e ultraliberal – vinte anos depois da onda neoliberal ter começado e quando já estava em fase agônica. Terceirizou sua linha editorial para a Veja.
As consequências estão aí, nesse editorial sobre a votação do Supremo.
O STF conclui que a decisão de extraditar ou não é um ato de vontade do Executivo. Simplesmente se curva ao que a Constituição determina. Aliás, talvez Otávio não saiba, mas o STF é o guardião da Constituição. E mesmo nessa composição medíocre atual, a maioria decidiu acatar a Carta Magna.
O que diz o editorial da Folha?
O Supremo diz, simplesmente, que Lula não está obrigado a cumprir a extradição. Pode recusar-se a entregar o extraditando num ato de pura, e ilimitada, discricionariedade. Num passe de mágica, transfere-se a instância julgadora da extradição -papel que a Constituição reserva ao Supremo- para a Presidência da República. A corte máxima de repente se torna um órgão meramente consultivo nessa matéria, contrariando sua tradição centenária de decidir as questões, produzindo efeitos necessários de suas manifestações.
Ou seja, centenas de parlamentares se reúnem e votam uma Constituição, marco legal da República. A Constituição diz que cabe ao Chefe do Executivo a decisão de determinar ou não a extradição. E o editorial da Folha diz que essa determinação – que é da própria Constituição – contraria tradição centenária do STF decidir questões que, segundo a Constituição, não estão entre suas atribuições. Autêntico samba do rábula doido.
Poderia ter explorado esse ridículo do STF deliberar sobre a extradição e concluir que sua deliberação nada vale. Que nada! A Folha é incapaz de analisar isoladamente o princípio constitucional independentemente do personagem Battisti. E transmuda-se, de líder do mercado de opinião, em apenas um boneco de ventríloquo dos slogans neocons.
Postado por Carlos Castilho em 17/11/2009 às 12:42:18 PM
Fala-se muito na crise das publicações impressas, como jornais e revistas, mas quando se analisa os dados reais percebe-se que a situação é muito mais grave do que imaginamos e que a busca por novos modelos de negócios é ainda mais urgente do que se previa.
Quando você descobre que a Folha de S.Paulo, considerada um dos três mais influentes jornais do país, vendeu em média 21.849 exemplares diários em bancas em todo o território nacional entre janeiro e setembro de 2009, é possível constatar a abissal queda de circulação na chamada grande imprensa brasileira. Em outubro de 1996, a venda avulsa de uma edição dominical da Folha chegava a 489 mil exemplares.
A Folha de S. Paulo reconheceu que errou em matéria publicada na terça-feira (17/11) sobre a Igreja Universal do Reino de Deus. A correção, veiculada hoje (18/11), afirma que o “título ‘Contas da Universal movimentaram R$ 1,4 bi’ estava errado”, já que a reportagem dizia que as contas abrigavam recursos de “diferentes empresas e pessoas brasileiras”.
“Nem todo o dinheiro está relacionado à Universal”, afirmou a própria reportagem.
O erro foi indicado por matéria publicada na terça no site R7, na qual a Rede Record acusou a Folha de se aliar com a TV Globo numa “campanha difamatória”.
“No meio da reportagem, porém, a própria Folha se desmente. (…) As contas não são ‘da Universal’, segundo a própria matéria. Nem mesmo há provas de que a Igreja Universal enviou dinheiro ilegalmente ao exterior”, apontou a Record.
Em duas oportunidades, Renata Lo Prete, na coluna Painel, da Folha, acusou o jurista Celso Antonio Bandeira de Mello de pressão espuria sobre o Ministro Celso Britto, do STF. Tratou-o como “mentor” do Ministro, certamente para constranger Britto. Depois, informou que Bandeira de Mello havia sido contratado para dar um parecer para Battisti. Juntando as duas informações, insinuou que Bandeira de Mello praticava advocacia administrativa.
Na resposta ao jornal, Bandeira informa que seu parecer foi dado a título de defesa de direitos individuais, sem nada cobrar.
Aqui, a resposta de Bandeira
Por GLADSON MOURA
Caro Nassif, veja a ‘espinafrada’ dada pelo ilustre jurista Celso Antônio Bandeira de Mello no jornal Folha de São Paulo, sobre o caso Battisti, tal resposta foi dada no sítio Migalhas.com :
“DD Editor do ‘Migalhas’, há alguns dias, precisamente em 8 de novembro do corrente, um diário paulista que é reputado idôneo por um grande número de pessoas e cujas notícias, bem por isto, são recebidas por seus leitores como presumivelmente verazes, publicou em uma de suas colunas, localizada na página 2, uma peluda mentira envolvendo o meu nome. Com efeito, ali se dizia que o eminente Ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Britto, estaria sendo assediado por mim para rever o voto que dera no processo concernente ao refúgio do cidadão italiano Cesare Battisti. Chegou-se nela a qualificar-me como ‘mentor’ daquele magistrado, o que é, obviamente um ridículo disparate e uma inqualificável grosseria em relação a um jurista notável, magistrado de escol e reconhecido constitucionalista o qual, por seus notórios atributos, não precisa, como é evidente, de mentor algum.
Na guerra aberta entre Globo e Record, um episódio que envergonha ainda mais o “jornalismo” que a “grande” mídia quer nos empurrar.
O bom trabalho do repórter Afonso Monaco mostrou, de maneira inequívoca, que Cesar Tralli, não apenas manipulou informações, mas, o que é pior, falsificou a sua própria entrevista. A tradução da entrevista que fez com o promotor americano foi modificada para corroborar o que ele queria demonstrar. A tradução que a reportagem da Record fez está correta, como o áudio confirma.
Veja o link a seguir, em especial no trecho entre 5:05 – 6:20:
É esta a liberdade de imprensa que a Globo, a FSP, etc. defendem ? Este pessoal não consegue se ater à verdade factual… Pelo visto, dar os conhecidos vieses não é mais o suficiente.
O Estadão teve acesso a esse material, como se pode conferir em algumas notas publicadas sem muito destaque. Obviamente o diretor de redação Ricardo Gandour proibiu que o levantamento continuasse.
Esse falso dossiê foi divulgado pelo Diogo Mainardi – que parece ter se conformado com função única na Veja de ser colunista-sela para jogadas barra-pesadas – e repercutido pelo Ali Kamel no Jornal Nacional. Quando Nelson de Sá, na Folha, apontou a forçada de barra do Jornal Nacional em cima da matéria, Kamel escreveu para o jornal protestando.Aliás, a presteza com que Kamel expõe o jornalismo da Globo a qualquer jogada da Veja mereceria uma análise à parte.
Depois de desmascarada a farsa, o JN se calou.
É evidente que há, por trás, um pesado jogo de interesses econômicos. Quem bancou mais essa jogada?
Por Marco Aurélio Mello
O calvário de Carlos Dorneles no Jornal Nacional continuou quando, num sábado, ele se recusou a repercutir uma das tantas falsas denúncias, a partir de dossiês apócrifos.
Por Heber/DF
Revista Caros Amigos
Veja usa dossiê falso de araponga para incriminar diretor da ANP
Wilson Ferreira Pinna ex agente da Polícia Federal e funcionário da
Assessoria de Inteligência da Agência Nacional do Petróleo, grampeou seu diretor Victor de Souza Martins. Apesar de a ditadura militar ter acabado há 25 anos, as escutas clandestinas continuam a todo vapor no país.
Por Lúcia Rodrigues
Mais uma vez a revista Veja dá eco a histórias que não se comprovam depois. Foi assim no episódio publicado em 2005 sobre os dólares de Cuba, que teoricamente teriam financiado parte da campanha de Lula à Presidência da República, que conduziu o ex metalúrgico ao Planalto pela primeira vez, em 2002. O semanário também publicou em 2005 reportagem que insinuava que candidatos ligados ao Partido dos Trabalhadores teriam recebido recursos das Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, para o financiamento de suas campanhas.
As fitas com o áudio do diálogo entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) reproduzido nas páginas de Veja, também nunca apareceram. Investigação da Polícia Federal não identificou esses grampos que a revista insinuava existir. Segundo a reportagem, essas gravações teriam sido produzidas pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e seriam repassadas a Lula, apesar de afirmar que não necessariamente o presidente tivesse conhecimento disso.
Juiz de MT proíbe blogs de opinar sobre deputado estadual
16 de novembro de 2009 • Juliana Michaela de Cuiabá
O juiz da 13ª Vara Civil de Cuiabá, Pedro Sakamoto, determinou que blogueiros não emitam opiniões pessoais contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso José Geraldo Riva (PP), sob pena de multa de R$ 1 mil. O magistrado também determinou que o jornalista Enock Cavacante, do blog Página do E, exclua três notícias de seu site, sob pena de multa diária de R$ 500.
A decisão foi contrária também à economista Adriana Vandoni, que mantém o blog Prosa e Política, além dos membros da ONG Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) e Moral, Vilson Nery, Antonio Cavalcante e Ademar Adams. Na liminar, o juiz afirma que os blogueiros não podem acusar Riva – que tem 92 ações por improbidade administrativa e 17 ações criminais – sem um julgamento definitivo que confirme as denúncias, sem possibilidade de recursos.
Uma Conferência Nacional de Comunicação será realizada pela primeira vez em dezembro, reunindo governo, sociedade civil e empresários (pelo menos aqueles que não têm medo do debate democrático). Para ajudar no debate, o Intervozes – a mais importante organização que atua pelo direito à comunicação no país – lançou o vídeo “Levante sua voz”, dirigido por Pedro Ekman e narrado por José Rubens Chachá. Nele, a absurda concentração nos meios de comunicação é exposta de forma didática e divertida – no limite do quão divertido isso pode ser, é claro.
Sobre o assunto, Carta Capital (da semana passada) traz o excelente artigo de Lenadro Fortes ” o debate desinterditado” que focaliza os avanços que representam esta conferência e mostra/denuncia o boicote promovido pelos barões da mídia ao evento.
Eu até acho que o blog deveria proporcionar mais espaço ao evento, acompanhando seus desdobramentos, inclusive denunciando o boicote dos barões… aqueles que proclamam a liberdade de imprensa mas se negam a discutir seus privilégios vergonhosos e a buscar formas democráticas de tratamento da informação, da notícia.
O evento promete. e deve desmascarar a farsa da liberdade de expressão.
Até a metade do terceiro bloco foi mais ou menos história, como o título do programa aduz. Depois foi só pau no governo.
Boris: sensato, houve um confronto ideológico em 89
Teles: aparelhamento do Estado pelo PT, Lula dono do país.
Mitre: Lula, de puro a pragmático, faz qualquer tipo de acordo. Pureza desapareceu. Ulisses na época eera demais pra ele, Lula, hoje Maluf e Collor descem bem. Mudança completa, visão pragmática, presidente que parece dono do país, sem limites. Eleitor perplexo. O critério dos acordos é poder, manter a maioria a qualquer preço. Leia mais »
Algumas observações sobre essa ofensiva da velha mídia, de se enquadrar a informação de Internet na categoria jornalística e obrigar os novos agentes a respeitar a proporção de capital nacional nas companhias – assim como as empresas jornalísticas.
Suponha-se que esse pleito seja legítimo.
A indagação básica é sobre quem seriam os parceiros brasileiros. A Globo ganhou centenas de milhões de dólares vendendo parte de seu portal à TIM e recomprando a preço de banana quando a bolha da Internet estourou. A UOL conta com capital da Portugal Telecom. A Abril foi porta de entrada para a Naspers. O que a ajudou a sair da crise financeira foi a venda da TVA para a Telefonica – e a TVA lhe foi entregue de graça pelo governo Sarney. A RBS conseguiu superar a crise financeira vendendo o Terra à Telefonica. Do governo Sarney para cá – passando pelo de FHC – outros grupos conseguiram ampliar seus ativos ganhando concessões de graça, entrando exclusivamente com a influência política.
Agora, a VIvendi está vindo por aí, assim como as empresas de telefonia já instaladas. É óbvio que o objetivo da velha mídia é se habilitar a continuar a ser a porta de entrada dos grupos estrangeiros, preservando o cartel no mercado de opinião e de entretenimento.
Para instituir a isonomia, sem aumentar a concentração, basta a regulação enquadrar as estrangeiras aos percentuais mínimos de capital nacional, mas proibir a participação nas novas empresas de grupos que já tenham participação expressiva no mercado de concessões e de mídia.
O título acima é da mesma natureza da matéria abaixo da Folha:
Sabe o que é o tal “sistema elétrico” mencionado? O site do ONS (Operador Nacional do Sistema). O site, sim, não o sistema de gerenciamento de energia. O repórter descobriu a falha invadindo a agência com uma pessoa que, na portaria, se identificou como “agente secreto da ABIN”.
Falhas visíveis corrigidas na sexta-feira possibilitavam que piratas cibernéticos causassem danos na rede elétrica do país
Operador Nacional do Sistema Elétrico coordena e controla a operação e a transmissão de energia do Sistema Interligado Nacional
FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O Operador Nacional do Sistema Elétrico apresentava até a última quinta-feira vulnerabilidades em seu endereço público na internet. As falhas visíveis foram corrigidas apenas sexta, três dias depois do apagão que atingiu 18 Estados. Antes do conserto, o ONS facilitava a invasão de hackers.
Práticas desleais na internet colocam em risco as bases que permitem o exercício do jornalismo independente no país
DEMOCRACIAS tradicionais aprenderam a defender-se de duas fontes de poder que ameaçam o direito à informação.
Contra a tendência de todo governo de manipular fatos a seu favor, desenvolveram-se mecanismos de controle civil -caso dos veículos de comunicação com independência, financeira e editorial, em relação ao Estado. Contra o risco de que interesses empresariais cruzados ou monopólios bloqueiem o acesso a certas informações, criaram-se dispositivos para limitar o poder de grupos econômicos na mídia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu na noite desta sexta-feira, em Osasco, ao participar da cerimônia de inauguração da nova sede da Rede TV, o fim do monopólio na comunicação brasileira. “Quero que outros canais de TV sigam o mesmo caminho que vocês seguiram porque quanto mais TV, quanto mais jornalismo, quanto mais programação cultural, quanto mais debate político, mais democracia vamos ter neste País, e menos monopólio vamos ter nos meios de comunicação”, disse Lula.
Em seu rápido discurso, o presidente também fez elogios ao sistema de TV digital de tecnologia japonesa implantado pelo Brasil. “Todos (os outros países) vão perceber logo logo que o sistema que implantamos no Brasil é muito melhor”, afirmou.
Lula estava acompanhado pelo governador de São Paulo, José Serra, pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer.
“A edição de ontem da Folha contém três informações falsas envolvendo a Casa Civil e a ministra Dilma Rousseff.
1) Na reportagem “TCU recomenda medidas para evitar um apagão”, a Folha afirma que “procurou a Casa Civil para saber o que foi feito (em relação ao relatório do TCU), mas não houve retorno até o fechamento desta edição”. A assessoria de imprensa da Casa Civil registra a origem, o horário e o assunto de todas as ligações recebidas de jornalistas. Na quarta-feira (11/11), não há registro de ligação de repórter da Folha para questionar sobre o relatório do TCU. Da Folha, a assessoria recebeu dois telefonemas da repórter Simone Iglesias -um pela manhã e outro às 21h14, ambos para tratar da agenda da ministra.
2) A reportagem “Serra faz críticas ao apagão; Dilma se cala” afirma que “Dilma tinha encontro com o governador de Santa Catarina, Luis Henrique da Silveira (…), mas desmarcou”. A verdade é que o horário do encontro, para tratar de obras portuárias naquele Estado, foi alterado das 11h para as 15h.
3) A Folha afirma ainda que a ministra não foi ao encontro do presidente de Israel, Shimon Peres, “como era esperado”. Esperado somente pela Folha, uma vez que esse compromisso jamais constou da agenda da ministra, como mostra e-mail enviado aos jornalistas às 9h11 de anteontem (11).”
RENATO HOFFMANN , assessoria de imprensa da Casa Civil (Brasília, DF)
Nota da Redação – As perguntas sobre o alerta do TCU foram enviadas por escrito, por e-mail, para a assessoria de imprensa da Casa Civil. Sobre o encontro com o governador de Santa Catarina, leia a seção “Erramos”.
Comentário
Otavinho devia reescrever o Manual de Redação da Folha e dar uma sistematização nesse estilo de jornalismo. Será útil daqui a algumas décadas, quando for feito o inventário sobre o processo de depreciação da velha mídia, perpetrado por ela própria.
Representantes da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert), da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e da Associação Brasileira de Internet (Abranet) defenderam ontem, em reunião da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, que portais da internet que fazem papel de empresas de comunicação sejam submetidos às mesmas regras válidas para jornais, revistas, rádios e emissoras de TV.
Pela legislação em vigor, empresas de comunicação podem ter, no máximo, 30% de capital estrangeiro. Essas empresas têm que ser chefiadas por brasileiros ou estrangeiros naturalizados há pelo menos dez anos do início da atividade.
Hoje, alguns portais, que atuam como jornais eletrônicos, são controlados por empresas de telecomunicações totalmente abertas ao capital estrangeiro.
O advogado Luís Roberto Barroso, consultor da Abert, lembrou que a Constituição estabelece limites ao capital estrangeiro em empresas de comunicação como forma de se preservar soberania e a cultura nacionais: sem limites, grandes debates nacionais poderiam ser pautados por interesses externos, e valores culturais nacionais acabariam sufocados.
Representantes da ANJ e da Abranet também consideram importante a universalização das regras sobre controle de capital e de responsabilidade civil das empresas de comunicação. Para eles, é a melhor alternativa para se evitar desequilíbrio entre as empresas tradicionais de jornalismo e os novos empreendimentos criados a partir da chamada convergência tecnológica na internet.
Comentário
Uma confirmação óbvia de tudo o que escrevi até hoje sobre a motivação política da velha mídia, quando tentou se revestir de poder político. O paradoxo nessa história é que, para enfrentar os adversários mais ricos e poderosos (os portais) terá que se abrir para os reclamos das Conferências Nacionais de Comunicação.
Por outro lado, COI e Fifa minimizam o incidente, acreditando em soluções até 2014 e 16, respectivamente
Jamil Chade – O Estado de S. Paulo
GENEBRA – A imprensa internacional levantou dúvidas sobre a capacidade do Brasil de organizar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 diante do blecaute elétrico que paralisou metade do país na noite de terça-feira. Mas tanto o Comitê Olímpico Internacional (COI) como a Fifa optaram por minimizar o incidente.
O porta-voz do COI, Mark Adams, deixou claro que a entidade não estava preocupada que o apagão fosse um sinal de fragilidade na infra-estrutura brasileira. “Não estamos preocupados com incidentes isolados como esse. O que ocorreu no Brasil poderia ter ocorrido em qualquer lugar do mundo”, disse Adams.
Desde a eleição do Rio para os Jogos de 2016, essa já é a segunda grande polêmica sobre a cidade. Alguns dias após a escolha do COI, o Rio foi tomado por uma onda de violência. O presidente da entidade, Jacques Rogge, chegou a dizer que a situação o “inquietava”. Mas que estava confiante de que o tema seria resolvido até 2016.
Na Fifa, relacionar o apagão a eventuais problemas em 2014 foi considerado como “um absurdo” por pessoas próximas ao presidente da entidade, Joseph Blatter. “A Copa do Mundo ocorrerá em cinco anos”, disse uma fonte da entidade. “Não há sequer porque se preocupar”, afirmou.
Mas jornais e agências de notícia em diferentes parte do mundo – como a Reuters – fizeram questão de lembrar que o apagão ocorre nas cidades que seriam jogos da Copa de 2014 e no Rio, sede da Olimpíada de 2016.
O blecaute também foi notícia no prestigioso jornal britânico Financial Times. O diário destacou que o caos havia atingido o Rio, “uma cidade turística que receberá os Jogos Olímpicos de 2016 e deve receber a final da Copa do Mundo de 2014″.
No site para crianças da BBC, a CBBC, os comentário foram ainda mais explícitos. “Vamos esperar que os problemas de luz estejam resolvidos até 2016 quando a Olimpíada ocorre no Rio de Janeiro”.
O jornal argentino Clarín também fez menção ao fato de que o apagão havia atingido três cidades que estão cotadas para receber a abertura ou a final da Copa de 2014.
No mesmo dia em que Caetano fazia sua entrevista de capa, muito bela como sempre, no Caderno 2 do Estadão, o Ministro Ecologista Juca Ferreira publicava uma matéria na Folha na seção Debates. Um texto extraordinariamente bem escrito em torno da cultura, como estratégia, iniciada no 1º Governo de Lula ao nomear corajosa e muito sabiamente Gilberto Gil como Ministro da Cultura e hoje consolidada na gestão atual do Ministro Juca. Hoje temos pela primeira vez na nossa história um corpo concreto de potencialização da cultura brazyleira: o Ministério da Cultura, e isso seu atual Ministro soube muito bem fazer, um CQD em seu texto.
Por outro lado, meu adorado Poeta Caetano, como sempre, me surpreendeu na sua interpretação de Lula como analfabeto, de fala cafajeste, abrindo seu voto para Marina Silva.
Pesquisa encomendada pelo Grupo Máquina ao Vox Populi que ouviu 2,5 mil pessoas e teve seu resultado publicado no Meio Mensagem desta semana reforça a tese insistentemente defendida aqui.
O levantamento mostra que a principal fonte de informação do brasileiro ainda é a TV com 55,9% da preferência dos entrevistados, mas o segundo já são os sites de notícias e blogues, com 20,4%, um resultado fantástico para um tipo de comunicação que ainda não chegou à adolescência.
E mais fantástico ainda porque é o dobro do público que se informa por jornais impressos, preferidos de 10,5%. E quase três vezes mais do que o rádio, com 7,8%.
Não pensem, porém, que a força da internet se resume à força de sites e blogues. As redes sociais já contam 2,7% da preferência dos pesquisados como fonte primeira de informação, estando à frente dass versões online dos jornais, 1,8%, e das revistas impressas, com 0,8%. Um
Em relação à credibilidade, os sites e blogues jornalísticos também ocupam boa posição. Neste quesito, o rádio está em primeiro lugar com nota média de 8,21 e os sites e blogues jornalísticos estão um centésimo atrás com 8,20.
Só depois aparecem TV, 8,12, jornais online, 8,03, jornais impressos, 7,99, revistas impressas, 7,79, redes sociais, 7,74, e revistas online, 7,67.
Há alguns dias escrevi aqui que não se pode mais denominar de grande mídia os jornais diários brasileiros, dada a irrelevância das tiragens que têm. Esta pesquisa só reforça a tese de que cada vez mais brasileiros estão formando sua opinião de forma horizontal, a partir de espaços onde não são apenas espectadores, mas também analistas e produtores de informação.
Nassif, deu na Folha de São Paulo que a oposição desistiu da CPI da Petrobrás no Senado. Essa é aquela CPI onde o senado Alváro Dias contratou consultoria de uma empresa petrolífera americana.
Para petista, oposição quer “desqualificar trabalho sério”
De Fernanda Odilla:
A oposição decidiu abandonar oficialmente a CPI da Petrobras no Senado. Donos de apenas 3 das 11 vagas, os senadores anunciam a decisão hoje, dia em que o presidente da estatal, Sergio Gabrielli, vai à comissão como convidado.
É a primeira vez na história da Casa que a oposição desiste de investigar e abandona uma CPI. “Não queremos ser coadjuvantes de um teatro de quinta categoria”, disse Alvaro Dias (PSDB-PR), autor do requerimento de criação da comissão para investigar a estatal.
Os oposicionistas fracassaram ao não conseguirem aprovar a convocação de envolvidos em supostas irregularidades com a Petrobras, nem mesmo a requisição de documentos de entidades patrocinadas pela estatal, como a Fundação José Sarney.
“Vamos mandar tudo o que achamos necessário investigar para o Ministério Público”, afirmou ACM Júnior (DEM-BA), que viu rejeitados requerimentos para ouvir petistas baianos representantes de prefeituras e organizações patrocinadas pela Petrobras. O senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) é o terceiro oposicionista que desistiu de investigar a estatal.
Comentário
Se os senadores não alcançaram seus objetivos, a velha mídia sim. O próximo balanço trimestral mostrará.
Com base na decisão que derrubou a Lei de Imprensa, os advogados da Editora Abril conseguiram uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) livrando a revista Veja da obrigação de publicar nesta semana uma sentença judicial favorável ao ex-ministro Eduardo Jorge Caldas Pereira.
Assinada na sexta-feira pelo ministro Carlos Ayres Britto, do STF, a decisão é a primeira depois da publicação do acórdão no Diário da Justiça, na semana passada, permitindo que os jornais, revistas, rádios e emissoras de TV censurados possam recorrer diretamente ao Supremo. Entre os veículos que sofrem censura prévia por decisão judicial está o Estado.
Na reclamação protocolada no STF, os advogados da Editora Abril sustentaram que estava ocorrendo uma violação à decisão do tribunal sobre a Lei de Imprensa. Isso porque o veículo de comunicação teria sido obrigado a publicar uma sentença condenatória com fundamento no artigo 75 da Lei de Imprensa.
Procurado pela reportagem do Estado, Eduardo Jorge disse que vai recorrer. Segundo ele, a decisão favorável a ele não foi baseada na Lei de Imprensa e sim na Constituição Federal e no Código Civil.
Comentário
Qualquer desculpa serve para que a Justiça não enfrente a Veja. O comportamento de Ayres Britto apequena o Supremo, torna-o desprezível, pela insensibilidade em defender direitos individuais e pelo temor em arrostar o poder das grandes organizações midiáticas.
Hoje em dia, em qualquer círculo bem informado, a revista é vista como usuária contumaz da prática de assassinatos de reputação, seja para vender mais revistas, seja para práticas comerciais escusas – conforme demonstrei na minha série “O Caso de Veja”.
Mas é impossível o exercício do mínimo direito por parte das vítimas: a publicação do direito de resposta, a restauração, ainda que parcial, da imagem aviltada pela revista.
Ayres Britto tem vários feitos na sua carreira de Ministro do Supremo.
Segundo a própria Veja, conseguiu o cargo de Ministro por ter se aproximado de Lula na condição de militante petista e pelo fato de ter um carro com ar condicionado (clique aqui), o que fazia com que o PT de Sergipe o convocasse para ser motorista de Lula, nas suas viagens ao estado.
Defendeu a divulgação dos chamados “candidatos ficha suja”, isto é, políticos que foram alvo de qualquer processo, mesmo sem terem sido formalmente condenados – portanto, podendo ser inocentados de acusações. Tentou proibir a Internet como ferramenta de propaganda política. Foi responsável pela cassação de governadores eleitos e a entrega do posto a adversários derrotados (clique aqui), inclusive no caso Jackson Lago, no Maranhão – cujo cargo foi vergonhosamente entregue à adversária derrotada Roseana Sarney.
Na defesa da divulgação dos nomes de políticos, afirmou que chegou a era da transparência. Mas se vale de um subterfúgio para impedir que a transparência chegue à revista, faça justiça à vítima e exponha as mazelas da publicação. Foi relator do projeto que derrubou a Lei da Imprensa. Quando tem em suas mãos a possibilidade de recriar a jurisprudência sobre crimes de imprensa, refuga, temeroso. Não se trata de julgar quem é culpado ou inocente: a Justiça julgou. Trata-se de impedir que a justiça seja feita.
Em recente encontro da ANER (Associação Nacional dos Editores de Revista) sua participação recebeu ampla divulgação da Veja (clique aqui):
“A imprensa é caixa de ressonância da sociedade, e a própria sociedade controla a imprensa, porque é assim que a democracia se fortalece e, junto com ela, a liberdade de imprensa”. Ayres Britto ressaltou que a Constituição de 1988 é clara quanto ao direito à liberdade de expressão. “Nada é mais essencialmente entranhado com a dignidade da pessoa humana do que a liberdade de expressão”, disse. “Há direitos absolutos na Constituição, como o direito a não ser torturado. O mesmo se dá com a liberdade de imprensa, que não pode ter sua atividade cerceada de nenhuma forma.”
Nada é mais entranhamente ligado à dignidade humana que seu direito à reputação, diria ele se tivesse o mínimo de grandeza.
Sua posição sobre a auto-regulação do setor é ignorante, visivelmente desinformada, ao não considerar que existe um cartel no mercado de opinião – figura conhecida de qualquer juiz com informação, e, acima de tudo, que tenha isenção (clique aqui):
O ministro Ayres Britto lembrou que os veículos competem entre si por mercado, e o público escolhe qual veículo lhe agrada mais baseado na qualidade e no compromisso de cada um com a verdade. Não haveria, portanto, necessidade de leis nesse sentido.
Na hora de julgar o direito da imprensa de assassinar reputações, foge, escuda-se na ausência de uma lei para não fazer Justiça. Os direitos da vítima são jogados para segundo plano, vale apenas o das grandes corporações.
Por Augusto
(…) O voto do ministro não apenas acabou com a lei de imprensa acabou com o próprio direito a honra no Brasil.
Por Professor
Prezado Nassif:
Lamentável, lamentável, lamentável.
O STF está se esmerando em cair cada dia mais.
Antes foi aquele absurdo da ‘revogação’ total da Lei de Imprensa, sem uma reflexão profunda sobre os efeitos disso e sobre as diretrizes constitucionais da convivência entre liberdade de imprensa e direitos de imagem das pessoas. Até Gilmar Mendes foi mais lúcido que o relator da ADPF ao prever as conseqüências da política de terra arrasada que adviriam da derrubada integral da lei de imprensa.
Agora é o acesso imediato ao STF para evitar decisões desagradáveis aos órgãos de imprensa.
As vítimas perderam todos os principais instrumentos que tinham contra órgãos de imprensa – preservação compulsória de provas, identificação compulsória de editores e redatores, direito de resposta sumário, penas mais altas para crimes contra a honra perpetrados na comunicação social….
O fundamento dessa liminar é algo deveras lamentável para quem estuda o Direito. Alguém empreste para o relator dois pequenos livros, bem fáceis e rápidos de ler: a) Fontes e Modelos do Direito, de Miguel Reale; b) Tutela Específica, do Luiz Guilherme Marinoni.
O ministro vai descobrir, surpreso, que não é um artigo simples de lei que define a fundamentação do direito da vítima. O Direito tem fontes em diálogo e coordenação permanente. No caso basta a combinação dos artigos que garantem a tutela da imagem da pessoa (Constituição Federal) com os artigos que possibilitam ao juiz a imposição de condutas de reparação imediata de condutas ilícitas (CPC, art. 461) para a compreensão de que o dano à imagem pode e deve ser reparado de maneira mais eficaz por meio de publicação da informação verdadeira no mesmo veículo que propalou a inverdade.
A convivência de certos “juristas” em círculos estreitíssimos garante tapinhas nas costas e referências elogiosas, mas afasta a compreensão aprofundada do funcionamento dos fatores reais de poder no entrechoque das atividades privadas.
A Lei de Imprensa surgiu com viés autoritário, é verdade. Mas seu potencial libertário na defesa dos direitos fundamentais era uma conseqüência valiosa da mudança axial do fundamento jurídico do Direito no Brasil após a Constituição de 1988. Alguém mande para o ministro a Teoria Pura do Direito do Kelsen…
“A ré extrapolou em muito seu dever de informar para condenar antecipada e publicamente o autor, taxando-o como corrupto e ladrão perante a opinião pública. Não se trata de limitar a liberdade de imprensa, mas adequá-la aos limites da verdade, do interesse público e do respeito à honra e à privacidade dos cidadãos.
Todas as matérias poderiam ter sido publicadas em tom mais ameno e frisando sempre que não havia provas ou qualquer condenação.
O que a ré fez foi condenar sem provas e deve ser punida por isso.”
—-
(..) No julgamento do Resp n. 579.157/MT, destaquei em voto vogal, ao acompanhar o eminente relator, o saudoso Min. Hélio Quaglia Barbosa, o seguinte:
“A grande reparação que deve existir, e não vejo porque as partes não procuram se preocupar com isso quando ajuízam a ação, é obrigar judicialmente que, no mesmo espaço de tempo, houvesse o desmentido formal por parte da mídia responsabilizada pelo ilícito. Não, é claro, em notas de rodapé ou na seção de cartas ao leitor, mas,efetivamente, no mesmo espaço de página ou programa, ser desmentido o fato que não correspondia à realidade que a imprensa divulgou. Essa é, para mim, a grande reparação.”
Nassif como quem escreveu este texto é o Jorge Meditsch , que tem muita credibilidade no meio, acho que serve de alerta. Principalmente quando dizem que um dos veículos ganhou prêmio de qualidade, o que Meditsch contesta.
Acho que esse tipo de propaganda deveria ter sérias consequencias aos seus formuladores.
A Hyundai-Caoa está anunciando que é a oitava montadora do Brasil. A empresa fabrica, em Anápolis, estado de Goiás, um caminhãozinho chamado HR, que tem vendido bastante bem este ano. No mês passado, foram 1.208 unidades – no ano, incluindo os primeiros dias de novembro, 8.863.
O anúncio da Hyundai-Caoa a coloca à frente da Citroën que, no mesmo período, vendeu 28.288 unidades do C3 e 6.173 do Xsara Picasso, fabricados no Brasil.
O anúncio da Hyundai-Caoa a posiciona também à frente da Peugeot que, entre os modelos 206 e 207, vendeu 30.738 unidades, feitas no Brasil.
Delegado Saadi propõe adoção imediata de medidas para fortalecer o combate ao crime organizado e à corrupção
Fausto Macedo, FORTALEZA
O delegado Ricardo Saadi, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia Federal (Delefin) em São Paulo, expressou desapontamento com reduzido índice de condenações impostas a fraudadores da União e disse que está na hora de “colocar o dedo na ferida”. Ele propõe adoção imediata de medidas que, em sua avaliação, podem fortalecer o combate ao crime organizado e à corrupção.
As propostas de Saadi são três: criação de um setor dentro da PF especializado na cooperação jurídica internacional para agilizar a repatriação de valores ilícitos; confisco de bens apreendidos com acusados de peculato e improbidade em favor dos órgãos de investigação, e controle rigoroso da entrada de recursos no Brasil por meio de offshores.
Nassif, duas matérias que explicam um pouco o cenário:
Essa do Página 12 fala que a recentemente aprovada nova lei de imprensa argentina, elogiada até pela embaixadora americana, está sendo alvo de gritaria. “El bloqueo por algunas horas de plantas impresoras o de distribución no es más salvaje, sino menos, que el lockout de las patronales agropecuarias, cuyos cortes de rutas desabastecieron de alimentos por semanas a las ciudades, con el beneplácito de Clarín, que trató el caso como un edificante despertar cívico”.
E outra, que vi no Twitter do Marcelo Barbão (@barbao), fala sobre as suspeitas que os herdeiros do Clarín sejam filhos de militantes mortos durante a ditadura.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.