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Arquivo da Categoria Mídia

09/02/2010 - 15:55

Bolsa Família: o auto-alimentação da mentira

Do Observatório da Imprensa

BOLSA FAMÍLIA E A MÍDIA
A cobertura (omissa) das políticas sociais

Por Ângela Carrato e João Mendes em 9/2/2010

Os leitores de Veja, O Globo e O Estado de S.Paulo se depararam, nos últimos dias, com uma série de matérias contendo dados equivocados e juízos de valor que não se sustentam em se tratando do Programa Bolsa Família, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Em comum às três matérias, além dos equívocos, uma nítida tentativa de vincular o programa – que é referência nacional e internacional em redução de pobreza – com ações eleitoreiras e até mesmo com o que denominam de “terrorismo eleitoral”.

A primeira matéria coube à revista Veja que, na edição 2149 (de 24/1/2010), sob o título de “Bolsa-Cabresto”, publicou duas páginas onde, no lugar de informações para o leitor, lançou mão de dados equivocados, chegou a números fantasiosos e nem se deu ao trabalho de ouvir o MDS antes de publicar a sua “tese” sobre o assunto. Na segunda-feira (25/1), a Assessoria de Comunicação do MDS enviou à Veja uma nota de esclarecimento, na qual rebatia todos os pontos da matéria e solicitava que a revista a publicasse na próxima edição. Na terça-feira (26), a repórter de Veja que assina a matéria, Laura Diniz, fez contato com a Assessoria de Comunicação do MDS e solicitou mais alguns dados, no que foi prontamente atendida.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
09/02/2010 - 14:31

O abandono do Internet Explorer

Por FERNANDO AUGUSTO – RJ

DE “O DIA”

Internet Explorer na mira do Google e de governos

Brecha no IE exposta na China leva governos a recomendarem uso de navegadores alternativos e reforçar cuidado com a segurança

Rio – Navegar é preciso, mas cuidar da segurança também é. Finalmente as falhas recorrentes no Internet Explorer levaram a uma ação drástica. Como já acontece no You Tube e Orkut, o Google Docs deixa em março de dar suporte à versão 6 do navegador e o Gmail seguirá o mesmo caminho ainda este ano. Os problemas também levaram governos de França e Alemanha a recomendar que internautas troquem de navegador para evitar riscos.

A medida é mais um golpe no browser da Microsoft. O abandono significa que novas funcionalidades poderão ficar incompatíveis para adeptos do IE 6, já que os desenvolvedores não resolverão eventuais defeitos. De acordo com o Google, é preciso abrir mão do IE 6 para oferecer aos demais usuários ferramentas mais sofisticadas e eficientes.

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Autor: gustavo - Categoria(s): Internet, Mídia, Software Tags:
03/02/2010 - 09:31

O jornalismo chinfrim de O Globo e o Bolsa Família

A capacidade de O Globo manipular informações já faz parte do folclore jornalístico. Ali Kamel conseguiu um feito inédito: quebrou a espinha dorsal dos colegas, sujeitando-os a práticas que marcarão sua carreira profissional.

A manchete de hoje sobre o Bolsa Família é apenas mais um capítulo dessa derrocada do jornalismo no jornal. A autora é a repórter Catarina Alencastro.

Trata-se de uma instrução operacional do Ministério do Desenvolvimento Social, destinado aos gestores dos cadastros do BF. São 14 páginas de documento PDF, com todo tipo de informação técnica, hermética, específica para gestores, sobre como cadastrar, a saída do cadastro de quem não se cadastrar e a validade do benefício para as famílias cadastradas. Clique aqui (Instrução Operacional nº 34 SENARC) para baixar o documento. No final da nota tem a íntegra dele em formato leitura.

Não se trata de slogan de campanha, nem de panfletos distribuídos para beneficiários doprograma, nem parte de discurso de Ministro ou autoridade – o que lhe conferiria visibilidade junto ao público. É um documento com 4.983 palavras. A repórter selecionou 39 palavras:

Para os anos de 2011 e 2012, no entanto, a fixação da data de validade do benefício estará sujeita a alterações segundo novas diretrizes que sejam estabelecidas pela nova Administração que assumir o Bolsa Família em janeiro de 2011.

Trata-se de uma informação técnica para os gestores de bancos de dados municipais. É uma informação objetiva, necessária em cima de um dado concreto: como ficam as famílias cadastradas no período mencionado. Simplesmente informa que a decisão dependerá da próxima administração.

O mais paradoxal desse jogo de manipulação é que O Globo jogou todas suas fichas no Serra. E a linha editorial das Organizações Globo – o mais potente aliado de Serra – propõe justamente mudanças na Bolsa Família.

E aí os colegas de O Globo, de joelhos dobrados pela linha Ali Kamel, produzem isso:

Norma do governo distribuída a prefeitos diz que próximo gestor pode mudar regras do Bolsa Família

Norma do governo distribuída a prefeitos diz que próximo gestor pode mudar regras do Bolsa Família

Catarina Alencastro

BRASÍLIA – Um texto editado pelo Ministério do Desenvolvimento Social para orientar o recadastramento de beneficiários do Bolsa Família afirma que o gestor que assumir o comando do programa federal no próximo governo poderá alterar suas regras. O alerta faz parte da instrução operacional número 34, editada no dia 23 de dezembro do ano passado, e que será repassada aos prefeitos, responsáveis pela atualização dos dados do cadastro do Bolsa Família.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags:
02/02/2010 - 00:24

A queda de circulação dos jornais

Por Gerson Marques – Ilhéus

Ola Nassif,

Noticia publicada hoje na Meio & Mensagem

Cai a circulação dos jornais brasileiros

Dos 20 maiores títulos do País, onze viram seus números caírem em 2009
Por Alexandre Zaghi Lemos
01 de Fevereiro de 2010 às 10:12

Desempenho dos maiores títulos do Brasil caiu no ano de 2009
Caiu 6,9% a circulação somada dos 20 maiores jornais diários brasileiros em 2009. Apenas seis conseguiram melhorar seus desempenhos de acordo com dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC). São eles: Daqui (31%), Expresso da Informação (15,7%), Lance (10%), Correio Braziliense (6,7%), Agora São Paulo (4,8%) e Zero Hora (2%). Mantiveram-se estáveis Correio do Povo, A Tribuna e Valor Econômico, que encerraram o ano passado com circulações bem próximas às do fechamento de 2008.

Onze títulos viram seus números encolherem durante 2009. Os dois que mais caíram foram os do Grupo O Dia, do Rio de Janeiro: O Dia (-31,7%) e Meia Hora (-19,8%). Também tiveram quedas Diário de S. Paulo (-18,6%), Jornal da Tarde (-17,6%), Extra (-13,7%), O Estado de S. Paulo (-13,5%), Diário Gaúcho (-12%), O Globo (-8,6%), Folha de S. Paulo (-5%), Super Notícia (-4,5) e Estado de Minas (-2%).

Não houve alterações significativas nas posições do ranking, a não ser a evolução contínua de títulos populares como o Dez Minutos, de Manaus, que estreia na 17ª posição, com média diária de 60 mil exemplares – não considerados na conta de queda de 6,9%, pois foi lançado no final do ano passado.

A liderança continua com a Folha de S. Paulo (média diária de 295 mil exemplares), seguida por Super Notícia (289 mil), O Globo (257 mil) e Extra (248 mil). Em quinto lugar está O Estado de S. Paulo (213 mil), à frente do Meia Hora (186 mil) e dos gaúchos Zero Hora (183 mil), Correio do Povo (155 mil) e Diário Gaúcho (147 mil). O top 10 se completa com o Lance (125 mil).

A informação é da coluna Em Pauta, publicada na edição 1394 de Meio & Mensagem, que circula com data de 1º de Fevereiro de 2010.

Comentário

A nota é sobre jornais. Mas não sobrevive a ideia de que a revista Veja seja a única publicação impressa, em todo mundo, que não sofreu queda de tiragem.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags:
01/02/2010 - 10:06

A Folha e a seletividade na Castelo de Areias

É complicado esse jornalismo parcial da Folha, ainda mais com as possibilidades de informação disponíveis na Internet.

Hoje em dia há enorme facilidade para manusear bancos de dados públicos. O que faz o jornal? Quando quer fabricar um escândalo entra nesses bancos de dados, escolhe uma empresa sob suspeita e faz um apanhado genérico de informações sobre contratos firmados com administrações públicas. O bom jornalismo tomaria essa pesquisa como ponto de partida. A Folha toma como ponto de chegada, como se a simples existência de contratos já fosse a informação definitiva.

E aí cai em uma armadilha fácil de ser exposta. Se a simples existência de contratos coloca a administração sob suspeita, porque sistematicamente tem ignorado os contratos das empresas flagradas na Operação Castelo de Areias com a administração estadual de São Paulo? Muitas empresas do esquema Arruda operavam rotineiramente com São Paulo, conforme inúmeras matérias publicadas na blogosfera – aquele setor da nova mídia que, segundo o ombudsman da Folha, Carlos Eduardo Lins da Silva, não tem condições de substituir a velha mídia.

Por exemplo, clicando aqui o jornal terá acesso instantaneamente a todos os contratos da CTIS com o estado de São Paulo. Não é simples? Mas é apenas ponto de partida. Como é ponto de partida essa pauta que a Folha transformou em manchete. Se analisar o Consórcio Educat verá a CTIS entrando firmemente na Secretaria da Educação de São Paulo.

Se clicar aqui saberá que um dos principais nomes flagrados pela Castelos de Areia cuida atualmente de todos os contratos do Rodoanel. Foi um trabalho jornalístico da Época, que apenas a blogosfera repercutiu. A Folha nem passou perto.

Da Folha de S.Paulo

União dá R$ 471 mi a investigadas no DF

Cinco das seis empresas que tiveram sigilo quebrado no caso do mensalão do DEM têm contratos com órgãos federais

CGU expede notificações para verificar a licitude e o cumprimento de convênios com verbas federais entre as firmas e o governo Arruda

FERNANDA ODILLA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags:
31/01/2010 - 09:54

A Escócia quer publicidade legal só na Internet

Por RodrigoMF

Nassif, em tempos de iPad e banda larga o Parlamento Escocês vem discutindo uma proposta para permitir que a publicidade oficial obrigatória seja veiculada só na Internet.

Para mim soa um tanto quanto premonitório sobre o futuro da midia atual. O que você pensa?

Concern over plans to move council adverts to internet
http://news.bbc.co.uk/1/hi/scotland/8483695.stm

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: ,
29/01/2010 - 09:45

Os blogs pautando a imprensa

Por Stanley Burburinho

Jornalistas acreditam que blogs podem pautar a imprensa

28/1/2010

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

Notícias exclusivas e assuntos diferenciados postados em blogs podem pautar a grande imprensa. É o que os jornalistas reunidos no painel “Jornalismo na rede”, na Campus Party, acreditam. Um exemplo é o PEbodycount (http://www.pebodycount.com.br/home/index.php ), blog sobre segurança público, mantido pelo jornalista Eduardo Machado e sua equipe, que retrata os índices de violência em Pernambuco. A página já chegou a pautar veículos e programas como Le Monde, Los Angeles Times, Profissão Repórter e Fantástico.

O blog apresenta números de homicídios e detalhes dos crimes que são atualizados diariamente. “A força disso é que quando o governo dizia que tinha tido um dia tranquilo, ou que a violência estava diminuindo, nós tínhamos esses dados para confrontar”, explica Machado.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,
29/01/2010 - 09:31

O escândalo Clearstream II

Por C. Brayton

Imagina se uma banda podre de um partido político vaza uma lista, forjada, de altas autoridades do governo que teriam contas no exterior, cheio de propina. (E a imprensa marrom espalhou.)

Aconteceu na França, mais nesse caso quem cozinhou o falso dossiê foi condenado.

Foi conhecido como o escândalo Clearstream II — o primeiro sendo a publicação de um livro denunciando que Clearstream, o banco internacional de liquidação em Luxembroug, mantinha contas escondidas utilizadas para lavagem de dinheiro (Revélation$, Denis Robert & Ernst Backus).

O beneficiãrio do assassinato de reputação, candidato à presidência, não foi condenado. Os aloprados foram.

Falta Sarkozy perguntar, nas próximas eleições, “donde veio o dinheiro que comprou o dossiê?”

O Estadão tem a cobertura da BBC.

– O juiz do caso afirmou que não há provas de que De Villepin tenha agido de má fé. Vários outros envolvidos no caso foram considerados culpados de várias acusações.

– De acordo com a correspondente da BBC em Paris, Emma Jane Kirby, agora o ex-premiê deverá relançar sua carreira política e se transformar no adversário de Sarkozy nas próximas eleições presidenciais da França, em 2012.

– Lista falsa

– O caso que levou De Villepin aos tribunais remonta a 2004, quando o nome de Sarkozy apareceu em uma lista falsa com os nomes de importantes políticos e empresários que estariam ligados a uma conta bancária ilegal em Luxemburgo.

– A acusação era de que as pessoas que apareciam na lista falsa teriam recebido propina na venda internacional de armas.

– Esta lista foi enviada a várias pessoas, incluindo De Villepin, que foi acusado de não acabar com a conspiração.

– Outros três acusados foram condenados no julgamento nesta quinta-feira em Paris, incluindo o ex-vice-presidente do grupo aeroespacial EADS, Jean-Louis Gergorin, que admitiu ter vazado a lista falsa para investigadores, e Imad Lahoud, um especialista em computação que confessou ter acrescentado o nome de Sarkozy à lista.

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ex-premie-da-franca-e-inocentado-de-complo-para-difamar-sarkozy,502976,0.htm

http://www.lemonde.fr/societe/article/2010/01/29/affaire-clearstream-le-parquet-fait-appel-m-sarkozy-n-est-plus-partie-civile_1298420_3224.html#ens_id=1290669

Aloprados = les desquilibrés?

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: ,
28/01/2010 - 13:00

Nova York se rende aos blogueiros

Por Miriam

Vi o mundo, 28.01.10

New York Times se rende aos blogueiros

January 26, 2010, 9:32 pm

Salvação (para os jornais) está na mão

por ROBERT WRIGHT, no New York Times

Na semana passada a estreia de minha coluna online no New York Times (ou seja, esta coluna) aconteceu no mesmo dia em que o jornal anunciou seu plano para cobrar por conteúdo online. Coincidência?

Infelizmente, sim. Adoraria pensar que o Times estava usando minha prosa como um exemplo de algo pelo qual valesse a pena pagar, mas temo que não foi isso.

Bem, se não sou a chave para o futuro deste jornal, talvez eu possa pelo menos contribuir com meus dois centavos sobre aquele futuro. Aqui vai.

Minha primeira reação ao anúncio do Times foi: “Dava para prever. Assim que eu apareço eles decidem construir uma parede maciça que vai me relegar à obscuridade como resultado do fim do atual domínio do Times em sua categoria de conteúdo”.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Blogs Tags: ,
28/01/2010 - 09:39

As incríveis manchetes de O Globo

Por Carioca

Séria candidata a manchete mais maluca do ano:

Taxista que estuprava passageiras não tinha permissão para trabalhar

Fica a pergunta: Se ele tivesse permissão para trabalhar ele estupraria ?

Aliás, o Nassif poderia ir arquivando e no final do ano elegeriamos “A mais maluca manchete de 2010″.

(http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/01/27/taxista-que-estuprava-passageiras-nao-tinha-permissao-para-trabalhar-915716077.asp)

viaFora de Pauta | Luis Nassif.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: ,
28/01/2010 - 09:15

Enchentes: como jogar fora a reconciliação com o leitor

Mencionando a coluna Radar, a coluna Toda Mídia, do Nelson de Sá, mostra o apelo popular decorrente de uma boa cobertura das enchentes

ANO ANÔMALO

O blog Radar postou que “a cobertura das chuvas em São Paulo levantou o ibope do ‘Jornal da Record’”. Antes em um dígito, na terça-feira “alcançou 13 pontos, melhor resultado desde Agosto de 2008″. Além dos alagamentos, “foi ajudado também pela novela das sete da Globo, que não empolga”. Nem a das nove.

O fato mais importante de ontem, em relação às enchentes da cidade, foi a Defensoria Pública ter reconhecido  na falta de desassoreamento do Tietêa responsabilidade central pela inundação generalizada, e acionado o governo do Estado.

Não é novidade para a blogosfera. No início, a velha mídia andou atrás de explicações e a Globonews andou dando voz a técnicos. Quando apontaram a falta de desassoreamento do Tietê como o principal motivo das inundações, montou-se rapidamente o pacto do silêncio. Os técnicos e as explicações sumiram do noticiário.

Tem-se, então, um erro clamoroso de gestão pública – a paralisação total dos trabalhos de desassoreamento do Tietê desde 2004 ou 2005. É decisão que implicou em grave prejuízos para São Paulo, ao jogar pelo ralo parte do bilhão de dólares investido no rebaixamento da calha do Tietê; prejuízos para todas as famílias e empresas que foram invadidas pelas águas; sofrimento a milhares de pessoas desalojadas de suas casas; e, pior, morte de 60 pessoas.

A cidade está em transe com as enchentes.

Em qualquer jornalismo sério seria a manchete principal. Entender as causas do desastre, cobrar dos órgãos públicos, do governador, com espaço amplo para os técnicos que primeiro identificaram o problema, com cobertura extensiva das medidas que não foram tomadas e o que está sendo feito agora.

São momentos como esse que aproximam o jornal de seus leitores, que permitem reconstruir a confiança, recriar a identificação leitor-jornal. Mas os compromissos políticos impedem a Folha de fazer jornalismo. Falta grandeza ao Otávio Frias Filho tomar decisões desse porte. Depois, bastará levantar os dados gerais de queda de jornais no mundo todo para se defender, perante a família, da perda de credibilidade e de tiragem da Folha.

A cobertura da Folha

Confira a cobertura da Folha (clique aqui). O destaque amplo e irrestrito é para as responsabilidades da prefeitura.

Matéria principal: Propaganda de Kassab cobra menos lixo na rua

Nota pequena: Prefeito pede a Lula que PT não explore chuvas

Nota pequena: Então prefeito, Maluf também culpou lixo em 95

Nota pequena: Para Serra, imprensa ignora ações de combate à enchente (Serra diz que a mídia não divulgou a inauguração de UM piscinão).

Matéria grande: Famílias deixam casas com medo de represas

Matéria pequena: Estado não fez limpeza em rios, dizem prefeitos

O que levanta?

Informação dos prefeitos

Os principais rios que escoam a água do sistema Cantareira estão com vazão reduzida à metade, segundo prefeitos dos municípios da região.

Quando o sistema foi implantado, em 1973, um dos rios, o Cachoeira, tinha uma vazão de 30m3/s. Hoje, afirma a Prefeitura de Piracaia (80 km de SP), por onde ele passa, a vazão é de 7m3/s.

Segundo as prefeituras, o trabalho de desassoreamento não é feito pelo Estado desde 2004.

A “apuração” da Folha:

Para a Sabesp, responsável pelo sistema, as represas ajudam a conter as cheias. Segundo a estatal, o volume de água liberado é menor que o volume de chuva dos últimos dias.

O DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), responsável pelas calhas dos rios, não quis falar sobre o tema. A Secretaria de Saneamento também não quis comentar o caso.

E mais não disseram nem lhes foi perguntado.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , , ,
27/01/2010 - 11:17

O furo de O Globo

Na série “O Caso de Veja”. o capítulo “Relações Incestuosas da Mídia”
mostra como a Folha, alimentada pelo lobista (agora denunciado pelo Globo) a serviço de Daniel Dantas se prestou à tarefa de assassinar a reputação da juíza Márcia Cunha, que proferira sentença contrária aos interesses do banqueiro.

PS – Por problemas no Wordpress, o post acabou sendo deletado com os comentários já colocados. Aí está, republicado.

De O Globo

Wider afastado por unanimidade

CNJ abre processo para investigar suspeita de que corregedor do TJ do Rio favoreceu lobista

Chico Otavio

BRASÍLIA

Em votação unânime, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afastou ontem do cargo o corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Roberto Wider, e abriu processo administrativo disciplinar para investigar a suspeita de que ele, no exercício das funções, favoreceu o lobista Eduardo Raschkovsky, de quem é amigo. Raschkovsky é acusado de oferecer decisões judiciais em troca de propina.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça, Mídia Tags: , , ,
27/01/2010 - 07:48

O tablet da Apple

Por Fernando Augusto – RJ

O Globo

SAN FRANCISCO – Com o esperado lançamento do computador tablet nesta quarta-feira, a Apple poderá dar às empresas de mídia um tipo de máquina do tempo: a oportunidade de desfazer os erros cometidos no passado, como mostra matéria do jornal americano New York Times.

Quase todas as empresas de comunicação americanas ficaram à deriva na era da internet, à medida que ofereceram seu conteúdo impresso e de vídeo na web e viram, como resultado, os assinantes desaparecerem.

Pessoas que viram os tablets disseram que a Apple vai comercializá-lo não apenas como uma forma de se ler notícias, livros e outros materiais, mas igualmente como um instrumento pelo qual as empresas poderão cobrar por todo o conteúdo.

Ao unir seus interessantes softwares e os designs jeitosos com o sistema de pagamento iTunes, a Apple ajudou a criar uma maneira de as empresas de música mudarem o rumo da economia e das atitudes do consumidor da era digital.

Mas isso teve um preço: a relação do consumidor passou a ser mediada pela Apple. Com os tablets, as empresas de mídia correm o risco de ter Steve Jobs, o diretor-executivo da companhia, como intermediário também.

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/01/26/tablets-da-apple-podem-salvar-midia-americana-915715372.asp?p=1

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia, Tecnologia Tags: , ,
24/01/2010 - 11:22

A visão estática da blogosfera

Por Sanzio

O Ombudsman da Folha diz em sua coluna de hoje:

“Ou seja, sem a velha mídia, blogs e seus sucedâneos não teriam muito do que tratar. O que mais eles fazem é reverberar o que os veículos tradicionais produzem. O caso do Haiti é muito sintomático. Quem é capaz de deslocar em 24 horas, como este jornal, quatro repórteres para um país em ruínas, em que a simples tentativa de desembarcar comporta riscos e custos imensos?”

Deixando de lado o objetivo secundário de defender a “velha mídia” e atacar os blogs, talvez até por recomendação do próprio dono do jornal, penso que o ombudsman tem parcialmente razão. Quando se trata de uma catástrofe como a do Haiti, ou qualquer outra que demande altos custos financeiros para deslocar pessoal, não vejo como os blogs poderiam competir com a velha mídia. Ainda.

No entanto, ele se esquece que a essência dos blogs é a cooperação em rede, que envolve muito mais que os quatro profissionais que a Folha mantém no Haiti. Exemplos não faltam de casos em que simples cidadãos, munidos de um laptop e uma câmara, disseminam na blogosfera muito mais informações e imagens do que a velha mídia, até mesmo antes dela. O caso da destruição de São Luiz de Paraitinga é emblemático: quase todas as imagens da queda da Igreja Matriz mostradas nas TVs e jornais partiram de “cinegrafistas” amadores.

Por outro lado, em qualquer outra situação que não seja de catástrofe ou guerra, os blogs vêm desempenhando um papel muito melhor do que a mídia tradicional. Tome como exemplo o blogueiro Eduardo Guimarães, com seu blog Cidadania – http://edu.guim.blog.uol.com.br/ Em suas viagens de negócios pelo mundo Eduardo exercita seu lado “jornalista”, visitando bairros que estão fora do circuito de qualquer visitante, entrevistando moradores, participando e fotografando seu cotidiano. Alguém já viu na velha mídia uma abordagem sobre a Venezuela como a que ele fez há algum tempo?

E, quando se trata de investigar atos da administração pública, e mesmo de empresas privadas, são pessoas como o Stanley Borburinho e a blogueira NaMaria que trazem à luz informações muitas vezes ocultas deliberadamente. O episódio do “post it” aqui neste blog foi fundamental para desmascarar uma tentativa de uma fraude judiciária, a qual jamais seria “descoberta” pela grande imprensa. Se produzem efeitos práticos, seja na mudança do comportamento dos políticos e administradores públicos, seja nas instituições, já são outros quinhentos.

Mas, certamente, produzem efeito nos leitores, que deixam de ser escravos de informações manipuladas de acordo com os interesses da “velha mídia”. E são esses leitores que irão disseminar as informações verídicas aos eleitores, os quais, em última instância, serão os agentes das mudanças.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Blogs Tags:
21/01/2010 - 14:51

O padrão Veja na Universidade

Por Stanley Burburinho

Presidente do Grupo Abril anuncia a criação de uma Escola Superior de Jornalismo

20/1/2010

Da Redação

O presidente do Grupo Abril, Roberto Civita, anunciou em entrevista à revista Negócios da Comunicação, que irá patrocinar a criação de uma escola de pós-graduação em jornalismo. Em parceria com a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a instituição deverá ser inaugurada no segundo semestre de 2010 ou no primeiro de 2011. A faculdade deve receber o nome de Escola Superior de Jornalismo.

A ideia do empresário é patrocinar um curso para profissionais que tenham em torno de dez anos de experiência. “Vou dar dinheiro para esse curso, montar a escola, não só para o pessoal da Abril, mas para o Brasil inteiro”, declarou.

Para colocar o projeto em prática, Civita visitou os melhores cursos de pós-graduação em jornalismo. “Peguei dois professores da ESPM e fomos para os Estados Unidos visitar as quatro melhores faculdades de Jornalismo de nível de pós-graduação. Fazer perguntas, ver como é estruturado, currículo, professores, quanto custa e quanto cobram, as bolsas, enfim, o funcionamento da escola.

Conhecemos, pelo menos, 60, 70 pessoas, dos reitores até os professores e os alunos. O que aprendemos, tanto para o curso como para ajudar a pensar, foi extraordinário”, afirmou.

Com informações do Jornalistas&Cia. Clique aqui.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags:
21/01/2010 - 10:00

As discussões sobre a Conferência da Cultura

Por André Luiz da Silva

Um texto interessante sobre a grita da grande mídia engajada na campanha 2010.

A Conferência de Cultura, o Estadão e a democracia (de Glauber Piva)

Estadão crê que conferência de cultura pretende atacar a mídia

O conservador jornal paulista mais uma vez faz de suas interpretações da política federal o ponto central de suas reportagens, relegando a prática do contraditório aos rodapés de suas páginas. Com direito a chamada de capa no jornal deste domingo, 17/01, o Estadão afirma que a Conferência de Cultura arma novo ataque à mídia e, a partir dessa premissa, faz diversas ilações que apontam para um suposto autoritarismo do Governo Lula que estaria imiscuído na tentativa de implantar uma “democracia direta” no país.

As criticas ao texto-base da conferência são bastante rasas e pontuais, considerando que expõe uma indignação pelo fato do texto, resultado de debates em conferências municipais (2992 cidade) e estaduais (todos mais o DF), apontar a necessidade de quebra dos monopólios privados nos meios de comunicação, aumentando o vínculo entre a diversidade cultural brasileira e a comunicação. Para isso, indica para a regulamentação de artigos aprovados na constituição de 1988.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: ,
20/01/2010 - 00:06

A invasão do Sindicato dos Jornalistas – 2

Por Rose Nogueira

Querido Nassif,

Somos amigos há mais de 30 anos. Fui eu mesma que escrevi a primeira informação sobre a invasão do Sindicato.

É VERDADE: A POLÍCIA INVADIU O SINDICATO.

Confirmo meu relato, presenciado pelo auditório lotado, fotografado, filmado e tudo.

Temos fotos e um filme. Espero que o áudio esteja bom.

E todos me perdoem o engano por ter colocado que a cobertura estava no cloacanews.

Foi noutro site, que já envio a todos.

Foi um absurdo reviver aqueles tempos. Pedimos audiência com o secretário de segurança para ouvir explicações sobre o caso. Brincadeira é que não foi.

Não acredito, é claro, que o governador tenha qualquer coisa a ver com isso. Mas ele precisa saber e tomar providências.

No Rio, no mesmo dia, mais ou menos no mesmo horário, o ato no auditório do Centro Cultural da Caixa Econômica foi interrompido por uma de ameaça de bomba.

Um grande abraço,

Rose Nogueira

Obs- Como faço para remeter os e-mails do pessoal do Rio, mais o relato da repórter Lucia Rodrigues, que desceu e entrevistou os PMs e um tenente que os chefiava? Ele disse que estava cumprindo ordens. Lá tem os nomes deles.

Depois que eles foram embora prosseguimos com o ato em favor do III Programa Nacional de Direitos Humanos e defesa do ministro Paulo Vannuchi.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , ,
18/01/2010 - 07:28

O legado de Aramis Millarch

Por tiago

Na página http://www.millarch.org/ está sendo disponibilizada a produção do jornalista Aramis Millarch ao longo de sua carreira.

Além de milhares de artigos já digitalizados, é possível ouvir as entrevistas (em áudio) feitas pelo jornalista com, entre outras centenas de pessoas, Baden Powell, Paulo Leminski, Altamiro Carrilho, Egberto Gismonti, Zé Keti, Cartola.

http://www.millarch.org/quem-foi-aramis-millarch

http://www.millarch.org/acervo-audio

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags:
16/01/2010 - 18:15

O direito à privacidade

Por Nonato Amorim

Nassif & Amigos, o 4º poder, aquele que acha que tudo

pode, perdeu uma. Abs.

O jornal francês “Le Parisien” foi condenado a pagar uma

multa de 3 mil euros ao cineasta Roman Polanski e a sua

mulher por ter publicado fotos do casal durante a detenção

do diretor na Suíça, a pedido da Justiça dos Estados

Unidos.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u680274.shtml

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags:
14/01/2010 - 12:10

Editorialistas sob ataques de nervos

Por Alexandre Leite

Nassif,

repare a virulência do estadão nesse editorial: clique aqui.

[...] Com esse escorregão, a ministra Dilma Rousseff demonstrou de forma irrefutável seu despreparo para mais um cargo federal.

Já havia mostrado sua inépcia ao chefiar o Ministério de Minas e Energia, onde sua gestão foi abaixo de inexpressiva. Chamada para a Casa Civil, foi desde o início poupada, pelo presidente, de toda a responsabilidade pela articulação política.

Foi-lhe atribuída a gerência dos investimentos federais e, em 2007, o presidente Lula entregou-lhe a coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Mais que isso, ele a nomeou “mãe do PAC”. Mais uma vez a ministra demonstrou sua inépcia gerencial, desmentindo novamente sua injustificável fama de executiva.

No ano passado , o de melhor desempenho na execução das obras, o Tesouro desembolsou apenas 65% do valor previsto no orçamento para o programa.

Além disso, pouco mais de metade do total desembolsado correspondeu a restos a pagar. Mas o presidente Lula ainda não está saciado. Persistente, decidiu proporcionar à ministra Dilma Rousseff a oportunidade invejável de exibir sua inépcia no posto mais alto da administração nacional, a Presidência da República.

Se Lula tiver sucesso, terá contribuído de forma notável para a revisão do Peter Principle, divulgado em 1969 pelo professor Lawrence Johnston Peter: “Numa hierarquia, todo funcionário tende a subir até seu nível de incompetência.” [...]

Quanto a esse ‘apenas 65%’ no desembolso, seria bom o editorial ter nos brindado com a série histórica.

Comentário

É a chamada discussão inútil. O Tonico – responsável pelos editoriais – partidarizou o que, antes, era apenas politizado. Diminuiu o peso considerável que os editoriais do Estadão já tiveram na vida nacional.

Agora que todas as informações sobre o PNDH estão disponíveis, fica-se sabendo que é um resumo das conclusões de um sem-número de reuniões. Só faltava agora a Casa Civil ter poder de veto sobre conclusões.

Mas vá explicar isso para o Tonico. Não tem jeito.

Como não tem jeito falar de “curva de aprendizado” no caso do PAC. Ele não entende nada de gestão, mas é inteligente. Meia hora de conversa com um empresário ou com um consultor bastaria para entender a dinâmica de aprendizado na retomada de investimentos – de um país que ficou vinte anos sem investir.

Mas, para quê? Assim como matérias de Veja, primeiro o Tonico define a conclusão do editorial. Depois, busca as premissas. Não havendo, cria-as.

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14/01/2010 - 09:12

O papel político da web

Por Vander Fagundes

Nassif, saiu um ótimo texto no Observatório da Imprensa sobre o papel da blogosfera nas eleições desse ano:

Protagonismo dos blogs muda contexto da campanha eleitoral na mídia

Postado por Carlos Castilho em 11/1/2010 às 13:39:01

A polêmica sobre o 3º Programa de Defesa dos Direitos Humanos mostra que um novo processo político está ganhando corpo na sociedade brasileira diante das debilidades, indefinições e descrédito que afetam algumas instituições do Estado brasileiro.

O debate está passando ao largo de instituições como o Congresso nacional cujo descrédito abriu espaço político para a participação de novos atores como os weblogs, twitters e fóruns de discussão pela internet.

A discussão virtual está ganhando mais relevância diante do aumento do número de leitores de jornais que passam a ver a imprensa não como um facilitador ou mediador do debate, mas como parte interessada.

A opinião pública demonstra nítidos sinais de orfandade em matéria de espaços políticos convencionais, porque os partidos políticos foram transformados em agências de empregos públicos distribuídos por critérios eleitorais.

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14/01/2010 - 07:00

Os lobies na Internet

Por C. Brayton

É também uma estratégia de spam, visando máxima visibilidade nos resultados dos motores de pesquisa.

Fruto das inúmeras consultorias em Search Engine Optimization (SEO, optimizar a visibilidade nos motores de pesquisa).

Me lembro de quantas referências haviam a “Lula é um bêbado marxista” e variantes após aquela infeliz reportagem de Larry Rohter.

Na política norte-americana, esse jogo ficou conhecido como “noise machine” [máquina de barulho] e “echo chamber” [cámara de eco].

Um bom exemplo: Não me lembro do assunto, mais foi descoberto que uma nova proposta de regulamentação na FCC (Anatel de lá) foi o produto de um punhado de velhinhas bombardeando a agência com correspondência, utilizando vários nomes para dar a impressão que tratava-se de um forte sentimento compartilhados por muitos. Receberam por isso, de lobistas. Havia interessses por trás, mas o apelo moralista servia de cortina de fumaça.

Se não me engano, isso e mostrado também no grande filme “Mr. Smith Goes To Washington” — vai saber como se chama aqui, “Um idealista quase dá mal no Congresso,” o algo igualmente brando — do grande Frank Capra.

O senador inimigo de James Stewart ativa a máquina dele para poder trazer milhares de cartas — muitas delas fraudulentas — contra o argumento de Stewart para o plenário do Senado.

O essencial aqui é a veemência e intransigência, o poderoso apelo ao emocionalismo e preconceito, e a amplificação por repetição do bordão.

Por exemplo, na matéria sobre o PNDH-3 na Economist, vários comentários disseram que Lulismo ainda sonha com cubanizar o Brasil. Juro. Comentei lá ao respeito.

Quando alguns répteis se sentem ameaçados, inflam aquela coleira no pescoço para aparecer maior e mais feroz.

Podia aplicar-se isso aos governantes dos departamentos separatistas de Bolivia (onde Evo também ganhou).

Acompanha-se por um discurso sobre a tirania da maioridade, perseguição política, e “populismo.” Se o ganhador das eleições não fosse populista — leia-se popular — teria perdido!

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13/01/2010 - 10:00

Política e rádios em Manaus

Por Ismael Benigno Neto

Meu caro Nassif, obrigado por ter repercutido a história da ‘médica tuiteira’ criada por Ronaldo Tiradentes. Quero lhe pedir, já que fui citado em alguns comentários e links aqui, para publicar o comentário abaixo. É apenas um trecho de um post publicado no meu blog, O Malfazejo. Por favor nos ajude a divulgar mais FATOS (além de imagens, tabelas e fotos) sobre o jornalista que representa a CBN em Manaus. http://oavesso.com.br/omalfazejo/umas-verdades-inconvenientes/:

“Planilhas internas da Secretaria Municipal de Comunicação da Prefeitura de Manaus, vazadas de dentro da administração, trazem os pagamentos feitos pela secretaria aos diversos órgãos de imprensa da cidade em 2009. São dados detalhados, que mostram que a CBN Manaus e a Tiradentes FM (outra rádio do grupo de Ronaldo) levaram, juntas, quase R$ 700 mil do orçamento da Prefeitura para a área de Comunicação.

Não é pouco para um relatório que registra pagamentos totais de R$ 8,5 milhões. Grosso modo, pode-se dizer que Ronaldo, sozinho, ficou com quase 10% da verba de comunicação da Prefeitura de Manaus em 2009. Do dinheiro dividido entre as 10 principais rádios da cidade, Ronaldo ficou com quase metade.

Ronaldo Tiradentes poderia reeditar a alcunha do jogador gorducho de futebol, e ser chamado com justiça de “Ronaldo Fenômeno”. Em 2009, com sua infante CBN Manaus e sua musical Tiradentes FM, botou toda a mídia local pra trás, recebendo quase R$ 700 mil e comendo quase metade (46%) de tudo o que as rádios de Manaus levaram no ano. Nem mesmo as emissoras de TV foram páreo para as ondas do rádio de Ronaldo Fenômeno. Apenas a gigante e global TV Amazonas conseguiu impedir que o radialista fosse o homem mais bem pago pela Prefeitura na mídia manauara.”

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12/01/2010 - 08:07

Curso Básico de Jornalismo Manipulativo

Por O Escritor

A propósito da manipulação dos fatos pela Grande Mídia, mais importante que expressar indignação, como tantos fazem aqui, é compreender como e por que motivos ela se dá. Um auxílio nesse sentido é um texto digital que, como se costuma dizer, “vazou na Web”: o Curso Básico de Jornalismo Manipulativo – Estilo PIG. O Rascunho da Segunda Edição pode ser consultado ou baixado daqui:

http://www.divshare.com/download/10138965-808

São 313 técnicas utilizadas pelos expoentes da manipulação jornalística em nosso país. Os princípios e as atitudes especificados no texto ajudam a entender o porquê e o como.

Por uma questão de registro histórico, o Rascunho da Primeira Edição pode ser consultado ou baixado daqui:

http://www.divshare.com/download/10059501-151

Weden e Brayton,

Recentemente vocês expressaram o desejo de que alguém compilasse, com exemplos, as manobras da Grande Mídia. Talvez esse “vazamento” seja a concretização dos seus desejos.

Comentário

É um livro completo, com mais de 300 páginas Word.

Coloco aqui em PDF para facilitar o download: Curso Básico de Jornalismo Manipulativo2

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12/01/2010 - 07:53

O ranking das barrigas edição 2009

Por Nonato Amorim

Nassif & Amigos, me dei ao pequeno trabalho de compilar

nossos votos sobre as grandes barrigas da imprensa,

referente ao post “2009 – uma Niágara no jornalismo pátrio”,

do último dia 7:

( http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/01/07/2009-uma-niagara-no-jornalismo-patrio/)

Eis o resultado das 5 mentiras mais mencionadas pelo pessoal do blog:

1º lugar, com 41 votos – ficha da Dilma;

2º lugar, com 29 votos – encontro Dilma x Lina Vieira;

3º lugar, com 27 votos – ditabranda;

4º lugar, com 26 votos – Cesar Benjamin (estupro praticado pelo Lula);

5º lugar, com 14 votos – blog da Petrobrás, uma ameaça à democracia;

A “coincidência” é que esses 5 assuntos mais votados

foram veículados pela Folha de São Paulo. Abs.

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10/01/2010 - 12:56

Dos arquivos de Perseu Abramo

Por Mario Abramo

Nassif,

Arrumando os papéis velhos, encontrei esse texto do meu pai. Os tempos são outros, sem dúvida.

“Ânimo

Perseu Abramo

Coluna “Parem as rotativas”, 11/08/1988 – “Folha da Tarde”

O Desânimo agita a alma do povo. De norte a sul, de leste a oeste. Ou do Oiapoque ao Chuí, como se dizia antigamente. Não pode ser por escassez de problemas. Talvez por excesso.

É que há vários tipos de desânimo. Há o desânimo-indiferença, mal de que sofrem muitos cidadãos. Variante tanto-faz-como-tanto-fez. Tudo se passa como se cada um estivesse isolado dos outros. Como se o que acontece ao redor não afetasse todos, um a um.

Há o desânimo-ceticismo. Muita gente percebe os males do mundo, e também percebe parte desse mundo. Mas acha que não pode mudar.

Há o desânimo-indiferença. O cidadão até que gostaria de apostar nisso ou naquilo, nesse ou naquele. Mas já foi traído tantas vezes… Não quer arriscar de novo.

E há o desânimo-descrédito. O cara já participou, já votou, já elegeu, fez passeata, comício, abaixo-assinado, passou lista, vendeu bônus, entrou em greve, carregou faixa, pichou parede, propôs na assembléia, gritou, berrou, aplaudiu e vaiou. E tudo continua na mesma. Ou pior.

Há também o desânimo-raiva. Cuidado! Muitos estão com esse. Vontade de virar a mesa, botar tudo de pernas para o ar, chutar o pau da barraca, ver o circo pegar fogo. E raiva de não conseguir.

E há ainda o desânimo-desesperança, desânimo-impaciência, desânimo-inutilidade, desânimo-do-quanto-pior-melhor, desânimo-estou-em-outra, desânimo-burrice, desânimo-que-vantagem-eu-levo?

Mas quem leva vantagem com todo esse desânimo? Só os que estão por cima e querem continuar, imperando impunes sobre a geléia geral, a apatia generalizada, a descrença fatalista das multidões. Não é um desânimo natural, é artificial, sabor facismo.

Ânimo, pois. É preciso romper a inércia, desfazer os nós, separar o joio do trigo, explicar as diferenças, insistir nos detalhes, não se conformar, indignar-se, resistir, não se resignar, lutar, avançar.”

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10/01/2010 - 07:56

Folha manipula manchete com Vannucchi

Por Márcio

Agora, 02h39min de domingo, manchete no portal da FSP: “Ministro ameaça sair se Programa Nacional de Direitos Humanos punir torturados”. Clicando-se nesta manchete chega-se ao seguinte titulo de matéria: “Ministro ameaça sair se Programa Nacional de Direitos Humanos for alterado”. Lendo-se a matéria logo no primeiro parágrafo pode-se ler: “O secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi … pedirá demissão caso o terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos seja alterado para permitir investigação de militantes da esquerda armada durante a ditadura militar (1964-1985)”. Estou louco ou na manchete a preocupação do ministro é o de não punir os torturadores e no texto da matéria era o de não punir os militantes de esquerda? Ou os torturadores eram militantes de esquerda no entendimento da FSP?

Isso tudo na versão on-line. Não digo nada se na versão impressa a interpretação da FSP for ainda outra.

Comentário

A desonestidade corriqueira e que se mantém na versão impressa. Na entrevista, Vannucchi diz que Lula tentará uma solução intermediária. Logo, admite alterações no PNDH.

Afirma expressamente na matéria que a Lei da Anistia não foi revogada:

O centro da discussão, porém, está na questão militar. Vannuchi e Jobim concordam num ponto: o plano não propõe o fim da Lei da Anistia, tanto que o item dois do capítulo 6 cita a lei, reconhecendo, portanto, sua legitimidade. “Pena que cita o número e a data da lei, e as pessoas não reconheceram ali a Lei da Anistia”, disse Vannuchi.

A manchete, no entanto, é sobre uma hipótese que não existe: a de se punir os torturados. Coloca-se uma pergunta maliciosa – “o que o senhor fará se os torturados forem punidos” – ouve-se a resposta óbvia de uma pessoa ingênua – “pediria demissão”. E tem-se a manchete: “Vanucchi ameaça sair se plano for alterado”, algo que não consta da matéria.

Mas não deixa de ser engraçada a manchete principal, na capa:

FolhaVannuchi

Pega uma hipótese que não existe – a punição da guerrilha. Só que o episódio da “ditabranda” traumatizou o jornal. Para não ficar pior no retrato, trata os guerrilheiros como “torturados”. E diz que Vanuchi é contra a punição aos “torturados”. Hehehehehehe….

Da Folha

Vannuchi ameça sair se plano for alterado

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10/01/2010 - 07:48

O negativismo da mídia

Por Cidadão

Nassif, em artigo de hoje na Folha, o empresário Emílio Odebrecht, ressalta como a imprensa reforça o complexo brasileiro de vira-lata ao dizer “Tornar públicas as mazelas é obrigação da imprensa em um país livre. Mas falar somente do que há de ruim na vida nacional, dia após dia, alimenta e realimenta a visão negativa que o brasileiro ainda tem de si.”

A IMPRENSA E O NOVO BRASIL

Emílio Odebrecht

Folha -10.1.10

NO FINAL do ano passado, a revista “The Economist” brindou-nos com uma matéria de capa cujo título era: “O Brasil decola”. A reportagem chama nosso país de maior história de sucesso da América Latina. Lembra que fomos os últimos a entrar na crise de 2008 e os primeiros a sair e especula que possamos nos tornar a quinta potência econômica do globo dentro de 15 anos.

Não é apenas a revista inglesa que vem falando dos avanços aqui obtidos nos campos institucional, social e econômico nas últimas décadas. Somos hoje referência no mundo e um exemplo para os países em desenvolvimento, vistos como uma boa-nova que surge abaixo da linha do Equador.

Diante disto, me pergunto se a imprensa brasileira está em sintonia com a mundial -que aponta nossos defeitos, mas reconhece nossos méritos.

Tal dúvida me surge porque há um Brasil que dá certo e que aparece pouco nos meios de comunicação. Aparentemente, o destaque é sempre dado ao escândalo do dia.

Isso deixa a sensação de que não estamos conseguindo explicar aos brasileiros o que a imprensa internacional tem explicado aos europeus, norte-americanos e asiáticos.

Tornar públicas as mazelas é obrigação da imprensa em um país livre. Mas falar somente do que há de ruim na vida nacional, dia após dia, alimenta e realimenta a visão negativa que o brasileiro ainda tem de si.

Se as coisas por aqui caminham para um futuro mais promissor, é porque, em vários âmbitos, estamos fazendo o que é o certo.

Para líderes políticos, empresariais e sociais dos países que precisam encontrar o caminho do progresso, conhecer nossas experiências bem sucedidas pode ser o que buscam para desatar os nós que ainda os prendem na pobreza e no subdesenvolvimento.

O fato é que, ficando nos estreitos limites do senso comum, a sensação é de que a imprensa, de uma forma geral, considera o que é bem feito uma obrigação -não merecedor, portanto, de ocupar espaços editoriais, porque o que está no plano da normalidade não atrairia os leitores.

Ocorre que o que acontece aqui, hoje, repercute onde antes não imaginávamos. Por outro lado, há uma mudança cultural em curso na sociedade brasileira e a imprensa tem um papel preponderante nesse processo.

O protagonismo internacional do Brasil e nossa capacidade de criar novos paradigmas impõem que a boa notícia seja tão realçada quanto são os fatos que apontam para a necessidade absoluta de uma depuração de costumes que ainda persistem em nossas instituições.

Comentário

Repito o que venho afirmando há tempos: a velha mídia – nessa fase rocambolesca – está se afastando não apenas do leitor médio e dos movimentos sociais, mas também da classe empresarial. O único setor contemplado é o mercado financeiro, que usa a mídia mas não a leva a sério. Não se encontra, hoje em dia, um porta-voz sério do mercado que acredite na velha mídia.

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08/01/2010 - 17:40

O correspondente da Newsweek

Por Argemiro Ferreira

Caro Nassif, acho que interessa a você e a todos nós a análise rigorosa feita nos EUA pelo crítico de mídia Peter Hart sobre a linha neoliberal do correspondente que chama de “o homem deles na América Latina”. Até porque está sediado no Brasil – ou, mais precisamente, no Rio.

O neoliberal anti-Lula da “Newsweek”

Mac Margolis, correspondente de “Newsweek” no Brasil há mais de 25 anos, é tido como competente mas seu trabalho talvez seja afetado por ligações próximas com a oposição do PSDB. Mesmo com o mérito de nunca ter descido ao nível de um Larry Rohter, deixou-se conquistar pela rendição do governo FHC ao neo-liberalismo econômico, ainda hoje a referência maior do jornalismo dele.

Como profissional experiente da mídia corporativa, Margolis frequenta nossa elite branca e teve acesso privilegiado ao governo anterior e seus ministros. Um destes, Roberto Muylaert, à época em que deixou a secretaria de comunicação da presidência passou a tê-lo como colaborador fixo em publicação largamente contemplada pela publicidade oficial. Além dessas relações, identificava-se com a política de privatizações e seu patrocinador FHC.

Agora, no entanto, um ativo crítico de mídia dos EUA – Peter Hart, da revista “Extra!”, publicada pela organização FAIR (Fairness & Accuracy in Media, Honestidade e Precisão na Mídia) – submeteu o trabalho de Margolis, tão prodigamente premiado aqui pelo alinhamento ao neoliberalismo e até ao Consenso de Washington, a uma análise rigorosa. E com uma visão de esquerda.

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08/01/2010 - 10:30

O padrão Folha de factóide

Por Sanzio

Esqueci de colocar meu comentário: a Folha faz uma matéria mentirosa, o BNDES rebate a mentira central da matéria (que o banco teria perdido dinheiro com os investimentos em ações) e cita um caso específico, o da LLX.

O jornal, em vez de corrigir a matéria toda, publica um “erramos” com foco em duas empresas que não foram citadas  na carta do BNDES, a CSB e a Friboi.

Ou seja, ignora a manifestação do banco, como que a confirmar a matéria mentirosa.

Do Painel do Leitor da Folha

BNDES

“A reportagem “Lucro de braço do BNDES cai com mau resultado em ações” (Dinheiro, 2/1) induz o leitor a ter uma percepção equivocada sobre a atuação do banco. O que foi qualificado como “mau resultado”, na verdade, é fruto de uma gestão bem-sucedida da carteira da BNDESPar.

O banco decidiu interromper as vendas de ações em meio à crise de 2009, em um momento desfavorável de mercado, evitando que quedas nos preços dos ativos se transformassem em perdas definitivas.

A decisão reforça a prudência e a visão de longo prazo que fazem parte da gestão do portfólio de ações do BNDES. A estratégia resultou em uma valorização de 72% da carteira de ações da BNDESPar entre dezembro de 2008 e setembro de 2009.

Além disso, no tocante à LLX, a reportagem faz uma análise parcial da operação de recompra das ações pertencentes ao banco por parte da empresa, dando a entender que houve vantagem desproporcional em favor da companhia.

O fato é que, considerada a cotação da ação da LLX no último dia 4 (R$ 9,97/ação), o rendimento potencial é de 241% em um período de cerca de nove meses, o que significa uma rentabilidade excepcional.

Finalmente, os recursos para o orçamento de 2010, no valor estimado em R$ 126 bilhões, diferentemente do que sugere a reportagem, já estão assegurados.”

FÁBIO KERCHE , assessor da presidência do BNDES (Rio de Janeiro, RJ)

Nota da Redação – Leia a seção “Erramos”.

DINHEIRO (2.JAN, PÁG. B3) Ao contrário do noticiado na reportagem “Lucro de braço do BNDES cai com mau resultado em ações”, a BNDESPar não comprou ações da CSN em 2009. A elevação de sua participação foi fruto de cancelamento de ações aprovado pela CSN em assembleias de acionistas. Já o aporte do BNDESPar no frigorífico Independência foi de R$ 250 milhões, e não de R$ 450 milhões. O valor de R$ 450 milhões foi o aporte total aprovado, mas o desembolso da segunda parte foi suspenso após o pedido de recuperação judicial do frigorífico.

Observação

Em contato com a Agência Dinheiro Vivo, Fábio Kerche, assessor da presidência do BNDES (Rio de Janeiro, RJ) esclareceu que não citou na carta os erros da Friboi e da CSB por uma questão de espaço, mas que foi acordado previamente com a Folha de São Paulo que seria incluído, posteriormente, na “Seção Erramos”.

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