Nassif, coloquei outro dia um comentário sobre a insanidade no mercado imobiliário do DF, o completo descontrole na ocupação territorial e o cartel das construtoras que, apesar do imenso aumento de oferta mantém o constante aumento dos preços. Interessante lembrar quem é nosso vice-governador. Segue um artigo do Correio Brasiliense.
UMA QUITENETE POR MEIO MILHÃO
LOJAS DE R$ 1,6 MILHÃO
Autor(es): DIEGO AMORIM
Correio Braziliense – 17/11/2009
A valorização dos espaços do futuro bairro Setor Noroeste surpreende o mercado. Em três dias, foi vendida metade do primeiro empreendimento comercial, que abriga também quitinetes, cujos preços superam R$ 500 mil
Projeção do empreendimento comercial do futuro bairro prevê lojas no térreo e apartamentos de um e dois quartos na parte superior
O efeito Noroeste não para de provocar espanto no mercado imobiliário do Distrito Federal. Em três dias, 50% das lojas do primeiro empreendimento comercial do novo bairro foram vendidas. Das 30 unidades de um complexo que também inclui apartamentos de um e dois quartos, 10 ganharam dono em menos de seis horas após o início das vendas, na sexta-feira última. Os preços do metro quadrado dos pontos comerciais, cuja área varia entre 57m² e 92m², vão de R$ 15,4 mil a R$ 18 mil. Ou seja, caso compre apenas uma unidade, o investidor pode pagar até R$ 1,6 milhão.
Sergio Goldberg, dono da construtora Agenco junto com Alexandre Accioly, o incorporador imobiliário, são os responsáveis pela obra. São parceiros na construção da Vila do Pan-Americano, uma área de 420.000 metros quadrados na Barra da Tijuca, de acordo com a Veja – Rio em matéria bajuladora.
Gostaria que voce comentasse também o problema que está acontecendo na Vila do Pan, no Rio de Janeiro. Daqui há pouco vao desabar os prédios em cima das pessoas. Pois as ruas em volta estao cedendo e é cada buraco que só vendo.
É o mesmo lance de uso de material precário na construcao, numa obra superfaturada.. Vergonhoso!
Hoje é aniversário de São Carlos, 152 anos. As famílias de minhas avós são são-carlenses “da gema”, desde os tempos pioneiros. Meus avô paterno veio para cá nas primeiras décadas do séc. 20, o materno veio para instalar o Banco do Brasil na cidade, depois se tornou inspetor do Banco na região, na metade do séc. passado. Sou paulistano de nascimento, mas a maior parte de minha vida morei aqui, em períodos intermitentes, e o tempo de formação escolar todo foi por aqui.
Enquanto isso, Serra gasta quase 2 milhões por ano em seguro para blindar os dirigentes das estatais Sabesp, Metrô, CPTN e EMTU.
Conforme a Folha, “a cobertura pode garantir que, se forem condenados pela Justiça -por contratos lesivos, danos ambientais e até assédio moral e sexual, por exemplo-, a seguradora é que deve assumir as punições financeiras.
Se tiverem bens bloqueados, alguns podem inclusive receber valores de até R$ 3 milhões para que se mantenham.”
No caso da Sabesp, segundo a matéria, isso já existe desde 2002. Isso sim é um escândalo, eu nunca vi isso nem em empresas privadas. É um verdadeiro convite à impunidade.
Sobra a Nova Luz, eu não sei, mas como li uma menção ao São Vito num dos comentários, vou pegar o gancho.
Quem anda pela cidade deve estar percebendo que estão construindo dezenas de novos “São Vitos” pelos bairros. São blocos com prédios de cerca de 25 andares, 4 apartamentos por andar. O que estão fazendo ali na Barra Funda é um absurdo. São condomínios com 3 ou 4 blocos mais ou menos nestas “medidas”; no meu bairro já estão em pé, aguardando acabamento, 2 blocos destes. São 200 apartamentos, 200 famílias amontoadas num espaço onde antes havia uma indústria.
Os jornais não tomam jeito. Aqui, matéria do Estadão decretando o fracasso do projeto Nova Luz – um sistema de desapropriações que permitiria ao setor imobiliária a reconstrução do centro de São Paulo.
O fracasso é debitado na conta do prefeito Gilberto Kassab. E se tivesse sido um sucesso?
Clique aqui para Blog do vereador Floriano Pessaro (do PSDB) mostrando que a Nova Luz era comandada por Andréa Matarazzo e o pai era Serra.
Ao longo dos últimos dez anos, várias iniciativas da sociedade civil têm se desenvolvido no sentido de promover o acompanhamento e a fiscalização dos gastos públicos no Brasil, particularmente no âmbito municipal. Movimentos como o Observatório Social de Maringá (PR) e os Amigos Associados de Ribeirão Bonito (SP) são exemplos de como a participação direta dos cidadãos pode fazer a diferença no que diz respeito ao bom uso do dinheiro público, seja acompanhando as licitações da Prefeitura – no caso de Maringá –, seja denunciando diretamente a corrupção existente na administração municipal – no caso de Ribeirão Bonito. Tais experiências bem sucedidas repercutiram em outros municípios, a ponto de hoje haver uma rede de 31 observatórios sociais (coordenados pelo Instituto da Cidadania Fiscal, a partir do modelo de Maringá), além de 41municípios já visitados pela caravana “Todos contra a corrupção” (ação coordenada pelo Instituto de Fiscalização e Controle, inspirada no modelo de Ribeirão Bonito).
MArtha Suplicy fez um importante programa de troca de lâmpadas de vapor de mercúrio pelas de vapor de sódio, muito mais econômicas.
Quando Serra assumiu a prefeitura a ampla maioria das ruas da cidade já estava com as lâmpadas de sódio. Era fácil se perceber essa transformação porque a luz das lâmpadas de sódio tem uma tonalidade amarelada característica, que é amplamente compensada pela redução de consumo.
Bom dia, Nassif. Segue um tema para discussão. Baseia-se em um trabalho desenvolvido por cinco cabeças, eu incluído, em 1998 acerca do resgate dos excluídos do RJ(favelas). Atente para o fato de os números variarem hoje, em custos e em população, já que estamos próximos a 1 milhão e 900 mil favelados. Segue o texto:
FAVELAS- PAC nelas, remoção, construção de nova cidade?
PAC em favelas. Projeto ambicioso, mas perde o foco em diversas áreas. Cito como exemplo o PAC do Complexo do Alemão. Conhecem pessoalmente ? Um vasto mundo.
Há urbanização em andamento, apenas na área central e construção de teleféricos, aparatos sócio-estatais e muita teoria sobre como isso poderá estimular demais residentes à padronizar reformas residenciais em suas precárias moradias(sic). Triste. A maioria briga hoje para ter o pão de amanhã. Sem chance de conseguirem ser “estimulados” nesse sentido.
1 – Mais um incêndio em favela de São Paulo. Dessa vez foi na favela Diogo Pires. Acontece que esse é o quarto incêndio nessa mesma favela que sofreu com incêndios em 2000, 2002, 2006 e agora em 2009;
2 – Segundo documento da FINEP de 9/3/2005, o Laboratório de Segurança ao Fogo, do IPT de São Paulo, que há 28 anos vem desenvolvendo trabalhos de prevenção e controle de incêndios, diz que:
- ”São registrados, em média, 800 incêndios por ano em São Paulo”.
3 – Pergunto:
- Média de 800 incêndios por ano?!?!?! Por que o último incêndio em uma favela do Rio – que tem quase tantas favelas quanto São Paulo – só aconteceu em 1969 na favela Praia do Pinto, durante o governo do Carlos Lacerda? Curiosidade: dias antes desse incêndio o DOPS prendeu todos os dirigentes da FAFEG (Federação das Favelas do Estado da Guanabara) que foram acusados de serem comunistas;
- Será que os últimos incêndios nas favelas de São Paulo seriam uma forma de se evitar as obras do PAC que urbanizariam essas favelas?
- Lembro que a grande maioria dos moradores dessas favelas é de gente que veio do norte ou nordeste do Brasil e não não votam em São Paulo;
“- Em 2002, foram registradas 756 ocorrências e, até março de 2003, outras 130 ocorrências provocaram danos materiais e humanos.
- Os dados são agravados pelo crescimento exponencial de assentamentos: 30,15% de 1991 a 2000, passando de 891 mil habitantes para 1.160. Só na cidade de São Paulo o número de núcleos subiu de 1975 para 2001.
“Especialmente nestes locais os incêndios são sempre catastróficos, gerando altos custos sociais e financeiros que vão desde as perdas humanas e materiais das vítimas até o custo para o poder público”, ressalta o engenheiro José Carlos Tomina, também responsável pelo Centro de Tecnológico do Ambiente Construído do IPT.
Uma humanista, de uma solidariedade memorável. Atentem para a fala da soninha, começa com 6 min de vídeo. Me emocionei com a preocupação da vereadora e subprefeita.
Um vídeo mostrando a tragédia humana, pessoas que perderam tudo, crianças com fome. A declaração da subprefeita Soninha é que, depois de removido o entulho da favela, a subprefeitura vai tratar de impedir uma nova ocupação ilegal do lugar.
Nassif, quatro dias que algo muito grave vem acontecendo com a rede do Bilhete Único aqui em São Paulo, a ponto de você sequer poder recarregá-lo pelo fato de as lotéricas estarem sem sistema. Venho relatando isso no Fora de Pauta desde terça e passou da hora de se fazer uma postagem a esse respeito.
Acabei de passar na lotérica do Brooklin em que costumo carregar o meu e lá estava um papel ostensivamente dizendo “Bilhete Único sem sistema”. Essa lotérica é a mesma em que anteontem tentei carregar e que o sistema simplesmente não estava funcionando, a ponto de sua atendente, para mostrar que não estava de má vontade para com algo que não é atividade-fim da casa em questão, passou-me dois recibos com os dizeres “RECARGA DE CARTÃO TRANSAÇÃO NÃO REALIZADA – TIME-OUT NA OPERADORA/CONVENIENTE”. Eu mesmo vi na maquininha validadora a mensagem de operação não realizada. Fora que tenho os dois recibos para mostrar isso.
Ligar para o 156 não adianta absolutamente nada. Tentei fazê-lo anteontem e, na hora em que ia registrar reclamação, o atendente subitamente silencia. Logo em seguida tentei ligar, sequer atendeu e caiu a ligação. Hoje tentei ligar de novo e fui deixado a ouvir musiquinha.
Projeto Urbano Bairro Novo – Barra Funda, SP.Projeto ganhador de um Concurso Nacional em 2003, foi descartado pelo Prefeito da cidade, José Serra, em 2004, sob a alegação de ser “coisa da Marta”
Poderíamos fazer uma discussão mais técnica, aproveitando os especialistas da comunidade?
Será que existem dados sobre número de habitantes por m2? Drenagem urbana. Eu vi que tem uma área com paralelepípidos para aumentar a infiltração. Será que existe alguma dado tipo permeabilidade média? Custos do projeto? Deve ter sido elaborado um relatório em conjunto com as imagens…
O escritor Pedro Nava escreveu em suas memórias que “O Rio de Janeiro é uma metrópole norte-americana construída sobre uma cidade francesa que, por sua vez, foi erigida sobre uma cidade colonial portuguesa”. Eu ainda conheci um pouco deste Rio francês, pois lá nasci em 1946 e acompanhei as mutações sofridas pela cidade, não apenas as derivadas do seu crescimento demográfico mas, principalmente, as devidas a nefasta administração do seu primeiro governador, o deputado Carlos Lacerda, na qual este, juntamente com seu Secretário de Obras, o Engenheiro Marcos Tamoio ,liberou criminosamente os gabaritos e recuos que ordenavam a cidade, fornecendo, assim, os meios para que os agentes imobiliários e econômicos acabassem com o Rio de Pereira Passos, Paulo de Frontin e Alfred Agache, seguindo o “laissez faire” capitalista do urbanismo norte-americano.
O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, iniciou a apresentação dos dados sobre a real situação financeira das prefeituras, após a queda na arrecadação das receitas. Segundo levantamento da CNM, no primeiro semestre deste ano, os principais impostos e contribuições arrecadadas pela Receita Federal sofreram retenção de 10,6%, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro diminui apenas 1,7%.
O governo José Serra, em parceria com as concessionárias que administram os sistemas Anhanguera/Bandeirantes e Ayrton Senna/Carvalho Pinto, decidiu investir R$ 1,3 bilhão para construir 23 km de pista de cada lado do rio, com três novas faixas em cada uma, além de um conjunto de obras acessórias, como pontes, viadutos e alças de acesso.
Vejam o site com o projeto da Nova Marginal. Raramente se viu no país — ou nunca! — uma obra que fosse tão ecologicamente responsável.
Por Ruy Acquaviva
A solução para o problema do trafego de veiculos vindos das estradas chama-se RODOANEL… Foi prometido por MARIO COVAS em 1994, que sua conclusão seria no final de seu governo (1998). O mesmo partido (PSDB) governa o estado a QUINZE ANOS e durante esse tempo todo foi incompetente para fazer essa avenida que contorna a cidade.
Nassif & Amigos, Blumenau também passará a oferecer um sistema público de aluguel de bicicletas. A cidade se preparou, ampliando as faixas esclusivas aos ciclistas, e em 22 deste setembro, marcaod como o Dia Mundial sem Carro, o projeto sairá do papel. Abs. Vejam no link…
Nassif, um assunto que passou ao largo das discussões da crise eonômica é a situação das prefeituras.
Segundo a CNM (Confederação Nacional dos Municipios), apenas as prefeituras paranaenses já perderam R$ 270 milhões em receitas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 2009, comparando-se a 2008.
Se levarmos em conta o que deixou de crescer esse Fundo, que vinha crescendo ano a ano desde 2003, as perdas devem chegar a número bem mais elevado.
Sei que o tema não é popular, pois a maioria das pessoas tende a acreditar que os prefeitos são todos ineptos, coisa que eu não concordo.
As prefeituras não têm como se endividar para honrar compromissos com a folha de pagamentos, por exemplo, e não pode emitir moeda, como o governo federal. Se há dinheiro, bem, se não há, a única solução é cortar gastos.
Ocorre que é impossível cortar gastos como salários do funcionalismo, despesas com transporte escolar, saúde, manutenção de ruas e estradas rurais.
A situação tá feia nas prefeituras e muitos prefeitos não sabem mais o que fazer, já que o governo federal, deputados e senadores, fazem pouco caso.
É bom lembrar que é nos municípios que vivem as pessoas, e prefeitos, via de regra, são importantes cabos eleitorais, tanto pro bem quanto pro mal.
Eles apontam perda de áreas permeáveis como causa de transbordamentos
BRUNO TAVARES e DIEGO ZANCHETTA
Para especialistas, a perda de áreas permeáveis que podem absorver água e diminuir a vazão das chuvas em direção aos mananciais é a principal causa dos transbordamentos do Rio Tietê e de afluentes como o Aricanduva e o Tamanduateí. As obras de ampliação da Marginal do Tietê vão resultar numa “perda líquida” de 18,9 hectares de área impermeável, o equivalente a 19 campos de futebol iguais ao do Morumbi. A previsão do Conselho Municipal do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (Cades) consta no parecer da obra elaborado pelo órgão.
“A massa asfáltica em São Paulo só aumenta na Marginal e com isso o impacto da vazão das águas das chuvas sobre o Tietê se torna maior. A água chega mais rápido e com maiores velocidade e volume”, afirma Carlos Bocuhy, do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) e presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam). A perda de partes permeáveis durante a obra é questionada também em ação civil pública movida pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), que conseguiu assinaturas de 450 arquitetos contrários à ampliação das pistas.
As chuvas de ontem foram recordistas, segundo os jornais.
Mas vamos a alguns agravantes da tragédia ocorrida ontem, que comprometem a imagem do prefeito Gilberto Kassab.
Clique aqui para uma reportagem do SPTV sobre o acúmulo de lixo em São Paulo.
Clique aqui para as seguintes matérias sobre as enchentes de ontem em São Paulo:
1. Lixo acumulado no centro de São Paulo agravou os problemas com as enchentes.
2. A morte de sete pessoas, devido às chuvas e ao alagamento.
3. Volume recorde de chuvas.
4. Clique aqui para fotos do comentarista Aroldo Batista de cenas paulistanas durante a tempestade
E clique aqui para acessar um conjunto de reportagens que postei.
O dinheiro da Prefeitura é um. Cabe ao Prefeito definir prioridades. As matérias abaixo falam de três temas, entre tantos outros: gastos com precatórios alimentares (devidos ao cidadão comum), gastos com varrição (que afetam toda a cidade), gastos com publicidade e um pagamento à Eletropaulo, referente a uma dívida antiga. Analise como o prefeito Gilberto Kassab juntou as peças do seu quebra-cabeças orçamentário:
1. Em 06/10 2006 Kassab anula acordo feito pela gestão Martha com a Eletropaulo, visando pagar atrasados das gestões Maluf e Pitta. O pagamento deveria ser feito em 12 prestações mensais.
2. A Prefeitura deve R$ 4 bi em precatórios alimentares. Há casos de ações vencidas em 2001 que até hoje não foram pagas. O atraso médio é de 8 anos.
3. Quando José Serra assumiu, interrompeu o pagamento a 8 mil credores, que foram chamados para negociar descontos.
4. Em 13/08/2009, a Prefeitura anuncia cortes de 20% nas despesas com varrição, devido à queda da receita prevista para o ano.
5. Até aquela data, os gastos de publicidade havia sido de 138% a mais do que o previsto no orçamento do ano (o mesmo orçamento que foi reduzido em 20% nas despesas de carrição) e 98% a mais do que no ano anterior.
5. Em 10/08/2009, Kassab decide pagar a primeira parcela, de R$ 117 mi, do acordo fechado com a Eletropaulo.
Por Marcos Doniseti
Nassif, olha trecho interessante desta notícia do site do ‘Estadão’ sobre a enchentes em São Paulo ontem:
“Entre dez principais ações na área de prevenção às enchentes, o Executivo municipal não gastou neste ano nenhum centavo dos R$ 87.325 orçados para a conservação e manutenção de canais e galerias, por onde escoa a água.”.
O exemplo de Londres é muito bom. Estive lá ano passado a trabalho, pelo CNPq, e foi uma experiência muito interessante. São cerca de 270 estações de metrô e cerca de 400 Km de linhas de metrô. Isso sem contar os trens, transporte fluvial, bondes e ônibus. Mas a cidade não anda, há um excesso de automóveis.
Mas não é só esse exemplo. Imagine uma autobahn na Alemanha, a ligação de subúrbios de classe média com Stuttgart. São seis pistas, todas completamente congestionadas nos horários de pico. Seis pistas congestionadas? Calma, pode piorar. Na Califórnia, na ligação de subúrbios com Los Angeles há estradas com dez, isso mesmo, 10 pistas de rolamento que ficam congestionadas no horário de pico. E posso dizer isso porque dirigi tanto na autobahn alemã quanto na high way californiana. Vi congestionamentos imensos com meus próprios olhos. E esses congestionamentos não acontecem por acidentes, mas por puro excesso de automóveis.
Três anos após anular o acordo feito em outubro de 2002 para o pagamento da dívida de R$ 348 milhões da Prefeitura de São Paulo com a Eletropaulo, a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) resolveu quitar o débito em quatro parcelas. O primeiro pagamento, de R$ 117,8 milhões, foi realizado ontem, com um crédito adicional coberto pelo descongelamento de recursos destinados ao pagamento de “despesas de exercícios anteriores” – o decreto foi publicado no Diário Oficial da Cidade de sábado. Outras três parcelas de R$ 75,5 milhões estão previstas anualmente até 2012 à empresa, responsável por levar energia a 5,8 milhões de pessoas em 24 municípios da Região Metropolitana, incluindo a capital.
A dívida é referente ao período de 1996 a 2000 – gestões Paulo Maluf/Celso Pitta. No fim do ano passado, a administração foi condenada, em primeira instância, a quitar um valor atualizado em R$ 945 milhões. “Fizemos uma negociação que permitiu reduzir isso em menos de R$ 400 milhões e com metade do valor previsto para voltar em contrapartidas. Com a negociação, a Eletropaulo vai fazer um programa de economia e conscientização do consumo em 1.176 escolas”, argumentou o secretario adjunto de Finanças, Silvio Dias.
Os transportes coletivos urbanos no Brasil poderiam ser um ramo moderno, eficiente e lucrativo, administrado racionalmente por empresas de capital aberto, como as estradas paulistas. O setor é dos mais atrativos porque tem uma receita previsivel, à vista. Porque isso não acontece? Porque há uma parceria corrupta entre empresas mafiosas e o poder publico municipal de todo o Pais, aonde as concessionarias são as maiores financiadoras da politica municipal. Para operar dessa forma, os concessionários são empresas com contabilidade suspeita, alaranjadas, costumam não pagar impostos e previdencia, são campeões de infrações trabalhistas, os donos são empresários-bacalhau, individuos espertissimos, semi-analfabetos, ousados, o que faz do setor nacionalmente um ramo fronteiriço, faz mais parte da economia informal do que da formal.
O setor é dominado por cinco grandes grupos e uma dezena de grupos intermediarios. Um mesmo grupo tem concessões de Belem ao ABC, as práticas são iguais, a chave do negócio é a associação com a banda podre da politica municipal, que se beneficia do esquema e é porisso que não interessa mudar nada, o caos é lucrativo.
Duas iniciativas diferentes do Ministério Público visam investigar a atuação da prefeitura de São Paulo em relação ao serviço de ônibus coletivo e de veículos fretados.
A promotora de Justiça de Habitação e Urbanismo Cláudia Maria Beré determinou a abertura de um inquérito civil para apurar se há ilegalidades na portaria que restringiu a circulação dos fretados. De acordo com a promotora, a restrição na área de 70 km2 no centro contraria o Plano Diretor Estratégico da cidade, que prevê a priorização do transporte público sobre o individual. O PDE também determina no artigo 84 que a circulação dos fretados deve ser regulamentada e não suprimida.
Empresas de ônibus que trazem pacientes do interior para consultas médicas em hospitais de São Paulo estão com dificuldade para conseguir a autorização municipal que permite a entrada dos veículos na área de restrição aos fretados. Algumas delas se arriscaram durante toda a semana a levar multa e a ter o ônibus apreendido para não prejudicar os doentes. A empresa que presta serviços à prefeitura de Matão, a 326 quilômetros da capital, trocou o micro-ônibus por seis carros de passeio para garantir as viagens.
Do município partem diariamente cerca de 20 pacientes com consultas ou cirurgias marcadas em hospitais de São Paulo. “Por enquanto, estamos tentando contornar o problema usando carros da administração municipal e da empresa”, disse o secretário de saúde de Matão, José Francisco Dumont. “O que não pode é essas pessoas perderem consultas ou cirurgias agendadas há meses.”
Nassif essa história dos ônibus fretados tá dando pano pra manga, acabei de ver uma notícia que uma juiza concedeu liminar conta a restrição de circulação dos fretados.
Me lembrei de uma idéia que me parece razoavel de ser analisada: “TARIFA ZERO” (na verdade subsidiada). Abaixo seguem links sobre essa idéia e entrevista com Lúcio Gregori, ex-secretario de transportes de Sao Paulo. Acho que tem que ser pensado essa proposta também e nosso secretáio de transporte (que não entende nada de transporte, por sinal deveria assistir também).
Mudança foi anunciada um dia após protesto de usuários contra a restrição aos ônibus fretados fechar a marginal Pinheiros
Secretaria diz que foi um “aperfeiçoamento” e que medida foi tomada porque a região não é atendida por linhas de metrô
DA REPORTAGEM LOCAL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Após o protesto que parou a marginal Pinheiros no início da noite de anteontem, a gestão Gilberto Kassab (DEM) recuou e decidiu liberar a circulação de ônibus fretados na avenida Luiz Carlos Berrini (zona sul). Antes, os veículos só podiam fazer paradas na marginal Pinheiros, próximo à estação Berrini da CPTM.
Quero comentar do desastre da proibição dos ônibus fretados em SP. Minha esposa trabalha em SP (a cada dia que passa um local mais hostil para viver e trabalhar) e usa os fretados. Resumindo o que aconteceu ontem:
* Ao invés de passa 4 HORAS por dia para ir e voltar do trabalho, ela passará 5.5 HORAS POR dia no trânsito. (antes, SP afanava 41 dias da vida dela por ano no trânsito, agora, graças a estes políticos estúpidos, passará a entregar 56 dias de sua vida por ano).
* Em todos “bolsões” (calçadas de rua, sem abrigo, sem nada), filas de pelo menos 300.00 m de pessoas
* Nos “bolsões” onde os ônibus param, pessoas impossibiltadas de sair de suas casas porque os “técnicos” da CET esqueceram-se de que existiam prédios de apartamentos no local – saturaram ainda mais ruas estreitas.
* Conflitos em todos os locais: sobrecarga nos metrôs e ônibus, congestionamento em ruas de bairro.
A empresa onde ela trabalha (uma multinacional com fábricas pelo país, cuja sede é a capital) pensa em se mudar para o interior ou ABC, pois 40% de seus funcionários não são de SP. Sinceramente, espero que mude deste inferno que virou SP
Por Silvana
Estou vendo no Bom Dia Brasil os protestos de usuários dos ônibus fretados em São Paulo. Por hora, vai a matéria do SPTV: clique aqui.
Só uma pergunta: por que uma solução coletiva de transporte (ônibus fretado) é mais prejudicial ao trânsito que quarenta soluções individuais (carros)?
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.