Olha só o que o trabalho em rede permite. Primeiro, o amigo Adalberto Cavalcanti (com i), o Beto do Bandolim, de Recife, me deu esse presente de valor inestimável, o choro “O Bandolim do Nassif”.
Aí, o maestro Vicente Fonseca, de Belém do Pará, pegou a partitura e montou um arranjo para piano e flauta.
Clicando na capa, dá para baixar a partitura do arranjo do maestro. Mais embaixo, o arquivo MP3, em um arranjo para piano, MID com o choro.flauta e fagote.
Todo reconhecimento à luta de Márcio Moreira Alves. Mas – já foi lembrado por um comentarista – o grande momento cívico do Congresso foi depois, quando os militares pediram autorização para processar Márcio.
Aí apareceu um gigante chamado Mário Covas, com um discurso inesquecível, que lhe custou a cassação na primeira leva do AI5.
Por Roberto Takata
Aqui tem a íntegra do discurso de Mário Covas: clique aqui.
Que trivial mais lindo este do Bob Marley! Que talento tinha esse cara… E que falta faz seus bons toques nos dilemas mundiais de hoje. Morreu tão jovem, com apenas 36 anos! Um homem que cantou e encantou o mundo com sua luta em versos em prol dos pobres e oprimidos. Não vislumbro atualmente alguém com essa vontade de ser tal porta-voz.
E depois deste trivial “caribenho”, permita-me uma humilde sugestão que nunca vi em teu blog: um trivial “havaiano”!
E minha dileta sugestão vai para o fenomenal Israel Kamakawiwo’ole, mais conhecido como “Iz”. Ele sempre foi famoso não só pela música mas pelas letras que exprimiam o amor pela sua cultura e raízes (Israel era descendente de uma linhagem pura de nativos havaianos). Iz também nunca ocultou a sua posição a favor da independência do Havai e de defesa dos direitos dos havaianos. E cantou isso magnificamente em versos que até hoje ecoam nas praias e bares havaianos. Quem visita o Havaí se surpreeende com a popularidade dele, visto como um grande representante dos pobres e nativos.
Iz popularizou um instrumento que ainda é quase desconhecido para nós: o Ukelele havaiano. Parece um pouco com o bandolim ou um violão pequeno, mas não sou especialista no assunto.
E Iz trouxe à tona uma música muito famosa, “Somewhere over the Rainbow”. A regravação de Iz foi tema de vários filmes, como Um Encontro Marcado (Brad Pitt) e Encontrando Forrest (Sean Connery), além de muitos seriados. Eu duvido que alguém aqui nunca tenha ouvido esta regravação de Iz. Todos ouviram, mas ninguém sabe quem ele foi.
Para quem não sabe, Iz faleceu precocemente aos 38 anos (em 1997), vitima de obesidade mórbida contra a qual lutou por décadas…
Para quem não o conhece eis aí uma boa oportunidade de vê-lo cantando e encantando com esta maravilhosa regravação. E entre o ukelele que toca e sua bela voz não há mais nada, nada mesmo, apenas suavidade e muita emoção. Algo único, coisa dos gênios.
Aproveitem! O final mostra os nativos havaianos homenageando e jogando ao mar as cinzas de Iz. É emocionante!
Jascha Heifetz nasceu na Lituânia (Vilnius) em 1901 então parte do império russo.
Alguns historiadores pensam que Heifetz terá na verdade nascido ainda no século XIX e que a sua mãe atrasou voluntariamente a data de nascimento para incrementar o factor de menino prodígio. Na verdade Heifetz ensinado pelo pai também ele violinista começou a tocar com apenas três anos tendo tocado pela primeira vez em público com apenas sete anos em Kaunas tocando apenas o concerto em Mi Menor de Mendelssohn. Não temos obviamente registo desse evento mas encontramos aqui um extracto de um filme (They Shall Have Music – 1939) em que Heifetz entra “as himself” e salva uma escola de música de ser fechada tocando Mendelssohn (os jovens que estão na orquestra são os alunos dessa escola) (continua).
Por Dimitri
Heifetz eh o cara!
Aqui o link para a sua sensibilissima interpretacao da Chaconne (partita n.2 de Bach), em uma de suas ultimas aparicoes: clique aqui
A Chaconne (do italiano, ciaconna) eh uma forma musical onde a linha melodica fundamental sofre variacoes – pequenas repeticoes que progredem em linhas melodicas paralelas e vao se sobrepondo criando a “harmonia”. E esse exemplo eh o melhor exemplo de que numa unica voz (melodia) existem varias vozes sobrepostas (dos harmonicos em diante) e, ao mesmo tempo, todas as vozes (uma polifonia) podem ser ouvidas como uma voz unica e essencial.
Valsa de uma Cidade, de Antonio Maria e Ismael Neto, adicionado por Helô Lima. A mais bela homenagem à mais bela cidade do mundo (depois de Poços de Caldas).
Terça de Carnaval, o sol inundando janelas e aquecendo piscinas – uma festa.
Eu, que não comprei Avestruz nem Boi Gordo, e aliás nem sabia quem era o Madoff, me pergunto por qual razão sempre que falam do duo Flora Purim e Airto Moreira se referem primeiro ao Airto?
Flora é beleza e graça na veia, Airto (em minha opinião) é técnica acurada. A soma de ambos é prazer e sofisticação em alto estágio.
Fotógrafa retrata fascínio e preconceito contra ruivos
Uma exposição em Londres está mostrando a obra da fotógrafa inglesa Jenny Wicks, que retratou o fascínio e o preconceito sofrido por pessoas ruivas.
A exposição Raiz de Gengibre: Um estudo sobre cabelo vermelho – a palavra “ginger” (”gengibre”) também significa “ruivo” em inglês – está em cartaz na galeria Idea Generation. A obra de Jenny Wicks sobre pessoas ruivas já gerou um livro e um filme.
Usei o Miro para ir atrás de vídeos do Clube da Esquina e ele me trouxe esse Lô Borges colocado por alguém que se lembrou da minha mineirice.
Lô Borges – Clube da Esquina n. 02 – 04:27 – Dec 28, 2008
Lô Borges com quarteto de cordas, sopro, percussão e acompanhamento no violão do maestro Carlos Lima. 19/07/2003. Homenagem à “mineirice” de Luis Nassif.
Quero aqui, apelar para sua veia musical, que sempre abre espaços para o resgate dos bons cantores, instrumentistas, etc.
Quero aqui, relembrar um conjunto, que fez muito, muito sucesso, era final dos anos 60 – chamavam-se: “CANTORES DE ÉBANO” – seus maiores sucessos, foram: :”Uirapurúe” e “Oi leva eu, minha saudade”
dê uma olhada nesse video no Youtube: o ator principal do grupo, o Muchacho, mora na Zona Norte de S. Paulo, e trabalha de motorista no Palácio dos Bandeirantes.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.