A Internet via rede elétrica poderá favorecer a inclusão digital, reduzir as contas de energia e ampliar competitividade das empresas que prestam serviços de Internet. Mas a regulamentação do Power Line Comunications (PLC), nome dado à transmissão de dados digitais pela malha de distribuição, pode não estar formulada de modo a garantir que todos os resultados previstos sejam alcançados. Dentre as discussões, a principal questão levantada pelos agentes do setor é que justamente às regras de acesso a este mercado podem limitar o interesse das distribuidoras de energia em disponibilizar sua rede para oferecer o serviço.
A Resolução Normativa nº 375/2009 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de 25 de agosto deste ano, estabelece as diretrizes para o uso compartilhado da rede elétrica com a transmissão de dados. A regulamentação organiza a forma como as 64 distribuidoras de energia do país podem disponibilizar sua rede para o serviço de Internet. Contribuir para a modicidade tarifária e a democratização do acesso ao mundo digital são as bases motivadoras do novo modelo regulatório, explica o assessor da Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição da Aneel, Carlos Alberto Mattar.
São meus todos os grifos nos textos abaixo – Stanley:
A CRONOLOGIA DOS ALERTAS
Não foi por falta de aviso. Houve muitos. Foi por imprevidência mesmo – e crença na salvação das chuvas. Abaixo, alguns dos alertas recebidos por dezenas de autoridades do governo:
1 – Setembro de 1995 – A Eletrobrás alerta o ministro das Minas e Energia, Raimundo Brito, para o risco de racionamento de energia em 2001-2003 e estima que, nesse período, o consumo terá de cair 10%.
2 – Maio de 1996 – A Eletrobrás alerta o presidente do BNDES, Luiz Carlos Mendonça de Barros, o secretário Andrea Calabi (Planejamento) e os secretários José Roberto Mendonça de Barros e Pedro Parente (Fazenda) sobre a gravidade da crise. Em documento de 38 páginas, lista medidas emergenciais e prevê racionamento para o período 1998-1999.
3 – Junho de 1997 – Num encontro em Belo Horizonte, técnicos das distribuidoras de energia alertam para o risco iminente de blecautes em Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Sergipe e Alagoas.
O Brasil está prestes a viver um “tsunami” de gás natural, alertam especialistas, diante da perspectiva de aumento da oferta nos próximos anos, antes ainda da produção maciça que deverá vir dos campos do pré-sal. Até setembro, o País já acumula uma média de 33 milhões de metros cúbicos (m³) por dia excedentes de acordo com dados do Ministério de Minas e Energia.
Com os campos do pré-sal, a sobre oferta pode subir para até 80 milhões de m³ por dia.
Já no ano que vem, o excedente deve ser ampliado em pelo menos 10 milhões de m³ por dia, com a entrada em operação da plataforma de Mexilhão, que deixou ontem o estaleiro Mauá, no Rio de Janeiro, rumo à Bacia de Santos. Maior estrutura de aço já construída no País, a plataforma deve chegar ao destino em duas semanas. A entrada em operação está prevista para meados de 2010.
A unidade tem capacidade para produzir 15 milhões de m³ de gás natural por dia, volume que será atingido gradualmente, de acordo com o desenvolvimento do mercado.
A última grande reserva de gás a entrar em operação no Brasil, Camarupim, no Espírito Santo, está hoje sem produção por falta de consumidores………… ……………Em contrapartida à oferta crescente, e ao contrário de poucos anos atrás, a demanda está deprimida.
Aliado à crise econômica mundial, que reduziu as atividades da indústria, o consumo também foi reduzido porque as usinas térmicas não foram acionadas. O País passa pelo período mais úmido da sua história, com os reservatórios das hidrelétricas quase vertendo água num período em que era para ser seco.
O sistema elétrico nacional tem como base as usinas hídricas, que respondem por mais de 90% da energia gerada……………….
Saiu o World Energy Outlook 2009, em meio a rumores que lançam suspeitas sobre sua credibilidade. Trata-se do anuário da Agência Internacional de Energia, organização criada pela OCDE em resposta à Crise do Petróleo de 1973. Ela visa coordenar as políticas energéticas de seus estados membros. O anuário reúne dados fundamentais, nos quais se baseiam os estados membros da AIE, para efetivarem seus planos estratégicos na área de energia. Informações sobre o WEO podem ser acessadas no endereço a seguir:
Nascido na Itália, em 1941, o pesquisador da Coppe, Giuseppe Bacoccoli, se mudou para o Brasil com sua família, em 1957, acompanhando seu pai que era engenheiro e veio trabalhar no Rio de Janeiro. Naturalizou-se brasileiro, em 1969, e atuou por 34 anos na Petrobras. Na Coppe, ingressou no ano 2000, no Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce) da Coppe. O pesquisador, um dos maiores especialistas do país em exploração e produção de petróleo e gás, se revelou um dedicado mestre. Adorava discutir com seus alunos projetos e estudos que resultariam em teses de doutorado e dissertações de mestrado. Afinal, tudo envolvia o seu tema favorito: o petróleo.
Meus caros amigos, na última quarta-feira, dia 11 de Novembro, no programa Em cima da hora, das vinte e uma horas, na GloboNews, eu dei a entrevista abaixo.
O título acima é da mesma natureza da matéria abaixo da Folha:
Sabe o que é o tal “sistema elétrico” mencionado? O site do ONS (Operador Nacional do Sistema). O site, sim, não o sistema de gerenciamento de energia. O repórter descobriu a falha invadindo a agência com uma pessoa que, na portaria, se identificou como “agente secreto da ABIN”.
Falhas visíveis corrigidas na sexta-feira possibilitavam que piratas cibernéticos causassem danos na rede elétrica do país
Operador Nacional do Sistema Elétrico coordena e controla a operação e a transmissão de energia do Sistema Interligado Nacional
FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O Operador Nacional do Sistema Elétrico apresentava até a última quinta-feira vulnerabilidades em seu endereço público na internet. As falhas visíveis foram corrigidas apenas sexta, três dias depois do apagão que atingiu 18 Estados. Antes do conserto, o ONS facilitava a invasão de hackers.
De Lula: Blecaute: “Primeiro vem a turma do ‘achismo’, depois do ‘acreditamos’ e enfim do ‘parece’”
Por Luciano Prado
Nassif,
A imprensa tem vinculado notícias sobre declarações da ministra Dilma Rousseff que não correspondem ao que de fato ela declarou sobre o blecaute.
Pelo bem da verdade e com o fito de informar corretamente a sociedade, acho de suma importância a publicação da entrevista onde a ministra fala detalhadamente sobre o assunto.
A descontextualização e as deturpações de declarações não servem aos interesses da população.
Ainda bem que existem internet e You Tube.
Por Marcos P.B.
A voz da Dilma e do Lula sobre o blecaute :
Sobre o jornalismo de hipóteses
Por Lima
Presidente Lula fala dos “especialistas” de catástrofes da mídia televisiva principalmente:
Blecaute: “Primeiro vem a turma do ‘achismo’, depois do ‘acreditamos’ e enfim do ‘parece’”
Em época de blecautes, lembrei-me do post que eu coloquei no início do ano no meu blog do portal sobre o primeiro grande blecaute do setor elétrico, nos Estados Unidos em 1965.
Além da análise sobre a importância histórica desse evento para o setor elétrico, o post traz um vídeo, também histórico, do repórter Frank McGee entrando em rede nacional e transmitindo diretamente de Nova Yorque à luz de vela.
O título do post é O blecaute que mudou o setor elétrico: um vídeo histórico e o link é o seguinte:
Ouvi agora pela manha o pronunciamento no senado , na tribuna ,pelo senador Delcidiodo Amaral, que serviu como uma vacina contra a intencao da imprensa (pig) em transformar esse episodio acidental em Itaipu como uma bandeira da oposicao ,
O senador Delcídio Amaral (PT-MS), engenheiro elétrico e ex-ministro de Minas e Energia do governo Itamar Franco, esclareceu nesta quarta-feira (11) em Plenário que o Sistema Elétrico Brasileiro pode ser considerado o melhor do mundo, porém, como qualquer outro, está sujeita a eventuais falhas. Delcídio, em uma avaliação inicial, apontou falhas no sistema de segurança, chamado Esquema de Rejeição e Alívio de Carga (Erac) da Usina de Itaipu, que não teria conseguido impedir que o problema em uma ou mais linhas de transmissão fosse passado adiante, criando “o efeito dominó” e atingindo 18 estados do país.
Delcídio criticou as declarações desencontradas fornecidas por diversos agentes do setor elétrico à imprensa e disse que a única autoridade habilitada a fazê-lo é o Operador Nacional do Sistema Elétrico.
(…) Trabalhei em um Centro de Operação que por algum tempo foi contratado pelo ONS, para ajudar na operação na área Minas Gerais, até que o Centro regional do Rio tivesse o conhecimento para assumir toda a região Sudeste. Estava no dia do Blackout de 1999 na sala de controle, então já tive uma experiência real das condições que se passam em uma ocorrência desse vulto.
Logo após o Blackout de 1999 foram estabelecidas várias análises e algumas ações foram estabelecidas, por exemplo a reconfiguração das barras da SE Bauru, onde foi a origem do blackout de 99. Este Projeto já foi concluído. Outro que tenho conhecimento é um esquema de proteção chamado ECS , acho que o significado era Esquema de Controle do Sistema, que visava instalar pontos de monitoramento em locais (usinas e subestações), que em caso de contingências múltiplas haveria a segregação de cargas, ou separação do sistema em ilhas visando minimizar o efeito cascata. Até hoje não sei se esse esquema foi colocado em operação apesar do mesmo já estar instalado, esse sistema foi adquirido junto a um fabricante estrangeiro não sei se da Suécia ou Suíça.
Os sistemas intergrados têm defesas, quando uma das pontas falha. Foram adquiridos sistemas de outros países para gerenciar o sistema. Quando ocorre algum problema, o sistema automaticamente desliga algumas partes, para evitar a sobrecarga.
O que Aleluia diz é que o sistema privilegia a economicidade, desligando automaticamente os setores menos rentáveis para as empresas. É um modelo de economistas e não de engenheiros.
Junto com os belíssimos comentários de comentaristas do Blog, colocados nos posts abaixo, vai se formando um quadro melhor sobre as razões ao apagão.
Trabalho no setor elétrico, tendo algum conhecimento do assunto e gostaria de contribuir com algumas informações que podem ajudar no entendimento do “apagão de 10/11″.
- Primeiro e bom esclarecer a todos que essa ocorrência tem origem no Sistema Elétrico onde algum componente do mesmo falhou (Linha de Transmissão, Transformador, Subestação) e provocou o chamado efeito cascata ou dominó. É importante salientar aqui que uma das qualidades de um Sistema Elétrico é a Seletividade, ou seja a falha deveria ser isolada através de suas proteções e disjuntores, limitando a interrupção apenas ao componente ou Subestação que falhou. Existe uma falha de atuação nas proteções.
Um assunto muito interessante passa a ser discutido no mundo. Com a migração para os carros elétricos, quem tomará o lugar dos reis do petróleo? Talvez se crie a OPEP do lítio.
Como disse Jeff Immelt, CEO da GE, em recente evento da Fundação Clinton, a questão não é mais perguntar se o carro elétrico substituirá o carro à combustão, mas sim quando isso acontecerá. E aí o lítio, material das baterias, passará a ser o petróleo do Século 21. Com 95% das jazidas do minério localizadas na Bolívia, Chile e China, virá aí a OPEO do lítio?
“há uma belíssima agenda a ser construída. Um desafio fascinante para toda uma geração de profissionais que trabalham com energia. Temos a mesma oportunidade que a geração dos anos cinqüenta teve de mudar o país; com a diferença que podemos ir muito mais longe e de forma muito melhor e mais justa.”
Já faz alguns anos que nós do Grupo de Economia da Energia do IE/UFRJ estamos chamando a atenção para as mudanças profundas que estão acontecendo no contexto energético do mundo e do país e que, em função disso, a agenda energética da década passada, independentemente da sua adequação, ou não, àquela época, hoje se encontra totalmente ultrapassada.
Essa constatação não implica na retomada da agenda clássica do setor de energia, como se os anos decorridos sob a agenda liberal fossem apenas um interregno que, dado por encerrado, demandaria uma retomada do ponto onde se havia parado. É muito mais do que isso. É o reconhecimento de que houve mudanças estruturais profundas que fazem com que o passado, tanto o recente quanto o distante, tenha ficado irreversivelmente para trás. Para o bem ou para o mal, para alegria de uns e tristeza de outros, o mundo, como concebiam os “estatistas” dos anos cinqüenta ou os “liberais” dos anos noventa, se foi, e não há como recompô-lo a partir dessa dualidade simplista.
Agora, na véspera da COP-15, me chama muito a atenção como não se fala na incrível ineficiência dos carros. Parece que ficamos alienados com a beleza dos carros de hoje e esquecemos de fazer as perguntas óbvias.
Se procurarmos no Google as palavras INEFICIÊNCIA, CARROS, MOTOR A COMBUSTÃO INTERNA, pouca coisa relevante aparecerá. Por que escondem a incrível ineficiência dos automóveis?
O grande físico Amory Lovins, fundador da ONG Rocky Mountain Institute e chamado de Guru da Eficiência Energética, há tempo vem chamando à atenção para a ineficiência dos automóveis de hoje.
A usina de Angra I é de procedência da Westinghouse, fornecida ao Brasil na década de 70. Muitas complicações para fazê-la funcionar. Daí o acordo nuclear com a Alemanha.
As usinas Angra I (americana) e II (alemã) funcionaram. Graças aos engenheiros brasileiros. A fabricação do combustível, parte deste acordo, prometido pelos alemães fracassou. Acredita-se que foi um engodo. O Brasil fabrica os combustíveis nucleares com tecnologia própria. Temos tecnologia para construir usinas nucleares 100% brasileira com combustível 100% brasileiro. Temos imensas reservas de Urânio. Mas, uma ajudinha para melhorar ainda é bom. Agora a Westinghouse é também Toshiba.
25 de setembro- A Westinghouse Electric Company concluiu com sucesso uma Conferência de Fornecedor no Rio de Janeiro, Brasil.
O aumento dos investimento não tem nada ver com o modelo de concessões. Antes de 2003 a companhia não era autorizada a realizar grandes investimentos pelo ministério do planejamento, por meio do “DEST” que autoriza o orçamento da Petrobras, que por sua vez faz parte do orçamento da união. Essa era a realidade.
E isso acontecia por dois motivos – porque o governo anterior queria ampliar a participação das estrangeiras na exploração nacional, o que contudo aconteceu apenas parcialmente, pois o óleo do pós sal é de qualidade mediana ou baixa, e as profundidades são desafiadoras o que não gerou muito interesse. E porque eles acreditam fielmente num dogma liberal de que o mercado e não o estado deveria ser o indutor do desenvolvimento.
O aumento expressivo nos investimentos se iniciou no governo Lula. Em 2003 com orçamento feito por FHC o investimento foi de 6 bi, em 2004 – 7,5 bi, em 2005 – 10,5 bi, 2006 – 15,5 bi , 2007 – 23,2 bi , 2008 – 29 bi.
Não adianta. Quando se coloca a partidarização como único direcionador da análise, ninguém é poupado, nem os editorialistas do Estadão. A análise que fazem do pré-sal, no editorial de hoje, é bisonha, não está à altura da experiência dos editorialistas.
Deveriam deixar esse papel das análises desinformadas para os focas.
Não adianta perguntar ao presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, qual será o valor da capitalização da empresa para a exploração do pré-sal. Ele ainda não conhece a resposta, embora o presidente Lula cobre do Congresso a votação de um projeto a respeito do assunto. Tudo isso parece muito complicado, muito estranho e muito diferente do procedimento normal em qualquer negócio conduzido com boa-fé e transparência, mas a história é essa mesma. Só se conhecerá o valor, segundo Gabrielli, depois de fixado o preço para cada 1 dos 5 bilhões de barris prometidos pelo governo à estatal como reforço financeiro.
Má fé haveria se, antes de saber o valor, a Petrobras definisse a fatia de participação dessas reservas aportadas ao seu capital.
Passei dois dias viajando pelo Paraná, vendo o Brasil novo crescendo por lá, e com uma gripe danada que está me atrapalhando o raciocínio.
Li os comentários de vocês, li rapidamente os jornais de hoje e confesso não ter entendido bulhufas sobre essa reivindicação – me dizem que da Globo, do Jornal da Globo e do Estadão – de permitir investimentos privados no pré-sal, em vez de deixar tudo com o tal fundo dos fundos ou fundo soberano – que é estatal.
Não há há essa figura do investidor no pré-sal, que bobagem é essa. Pode-se investir nas empresas que explorarão o pré-sal, não no pré-sal. E a compra de ações da Petrobras é livre para quem quiser.
O tal fundo soberano ou fundo dos fundos não será investidor do pré-sal: ele receberá a receita do pré-sal correspondente à parte do Estado brasileiro e será proprietário das reservas que não foram até agora licitadas.
Os recursos serão aplicados em outros investimentos previamente definidos – educação, saúde, inovação, infra-estrutura -, grande parte deles a fundo perdido, porque são investimentos sociais, não investimentos de mercado.
Ou estou bêbado de gripe, e não entendi a proposta desse pessoal, ou quem propõe isso está bêbado de desinformação. Até coloco EM OBSERVAÇÃO este post, porque posso não ter entendido direito essa proposta.
Governo criará fundo para ampliar controle do pré-sal
Bancos e investidores privados serão impedidos de participar do empreendimento
Fui ler a matéria intrigado. Nela, o repórter questionando o Ministro das Minas e Energia Edison Lobão sobre o tratamento privilegiado dado a um fundo público, em detrimento do privado. E o Lobão dando umas explicações meio capengas.
Pensei, que raios de fundo é esse, que não foi mencionado até agora em nenhum trabalho ou matéria?
Levou um tempo para descobrir que o jornal estava falando do “fundo soberano”, um instituto criado em todos os países que têm grandes saldos em exportação – e todos eles sendo fundo estatais e geridos pelo Estado, para projetos intergeracionais (isto é, que aproveitem a riqueza finita proporcionada pelo petróleo para garantir o bem estar das futuras gerações, quando o petróleo acabar).
O Estadão estava questionando o caráter estatal do fundo soberano – que, por definição é estatal – e sugerindo a participação do capital privado. E o Ministro Lobão, explicando direitinho – e inutilmente – a natureza dos fundos soberanos.
O Estadão pensou em privatizar o fundo soberano. Matéria campeã!
Grande manipulação de numeros sobre as reservas de petroleo do Brasil. Porque não se coordenam as informações facilmente disponiveis, reservas de petroleo são dados publicos, mundialmente conhecidos, com poucas duvidas.
Quando alguem se refere a reservas de petroleo, entendem-se RESERVAS COMPROVADAS, não são reservas possiveis, reservas porvaveis ou apenas indicios de existencia de petroleo.
RESERVAS COMPROVADAS são reservas cuja cubagem aferida apresenta 90% de certeza e que pode ser explorada por METDOS COMERCIAIS CONHECIDOS.
As reservas do pre-sal não existem no mapeamento mundial de reservas e portanto nem aparecem. Não são reservas comprovadas nem pela cubagem aferida e nem pelo método comercial de exploração.
A profundidade é maior do que qualquer outra exploração maritima portanto não há ainda uma certeza dos custos e de sua viabilidade comercial.
Um estudo da Booz & Company provavelmente foi a peça central para a definição das regras do pré-sal pela equipe responsável – coordenada pela Casa Civil. Trata-se do trabalho “Pré-Sal: A Produção de Petróleo como Base para um Novo Ciclo de Desenvolvimento”.
O resumo do trabalho é um documento de vinte páginas que destrincha os principais pontos a serem contemplados na regulação do pré-sal, assim como as alternativas a serem estudadas. A mensagem principal é que para dar certo, em vez de seguir mitos, a exploração deve se subordinar a uma lógica clara de governo.
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Existem basicamente três modelos de exploração: concessão, partilha e prestação de serviços.
As últimas descobertas relevantes – Angola, Rússia e Cazaquistão – adotaram o modelo de partilha, mais adequado em bacias com menor risco exploratório. Mas pode haver um mix de modelos. Na Rússia, adota-se um tipo de modelo para cada contrato, dependendo do tipo da jazida.
A questão central é não ser dogmático e usar o modelo mais adequado para cada situação.
A Multiner, empresa nacional do setor de geração de energia elétrica, está adquirindo da dinamarquesa Vestas – líder mundial na fabricação de aerogeradores – 92 turbinas eólicas para as Usinas de Energia Eólica Alegria I e Alegria II, no município de Guamaré, RN. A escolha da localização das usinas é extremamente estratégica, uma vez que a região tem um dos melhores regimes de ventos do País, com média anual que excede 8,5 metros/segundo.
Li essa matéria (Dejetos de animais podem gerar uma “Jirau”) na newsletter do Valor e me lembrei desses casos
Vi 2 projetos desses no Paraná, bancados pela prefeitura local (não lembro a cidade, mas era proximo a uma fabrica da Sadia).
Um pequeno biodegestor que o proprietário rural, um moleque de 18 anos, montou da cabeça dele com verba da prefeitura e um grande biodegestor em uma outra propriedade maior
Na pequena propriedade a energia produzida alimentava fogões e chuveiros. Na propriedade maior gereva uma bela energia.
Fico pensando nas possibilidades que existem no Brasil, bioamassa da cana, biomassa de esterco, alcool, biodisel, hidrelétricas. Coisa de loco.
Fora os créditos de carbono que podem ser obtidos
Isso é o Brasil real.
“Dejetos de animais podem gerar uma “Jirau”
Paulo Victor Braga, de Brasília
25/08/2009
O reaproveitamento de matéria orgânica produzida na atividade agropecuária, sobretudo o esterco de animais, pode gerar um bilhão de kilowatts-hora por mês, quantidade equivalente à que será produzida pela usina hidrelétrica de Jirau
Além da energia produzida, o tratamento produz biofertilizantes como subprodutos. O estudo sustenta que esse aproveitamento pode diminuir substancialmente a tradicional dependência brasileira de fertilizantes importados. Com o tratamento do estrume e de outras biomassas residuais, como a vinhaça de cana, pode-se produzir 85% do nitrogênio, 43% do potássio e 15% do fósforo necessários na safra de grãos 2008/09.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.