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Arquivo da Categoria Crise

06/02/2010 - 09:18

As projeções para 2010

Do Último Segundo

Coluna Econômica – 06/02/2010

Entre o Banco Central e o Ministério da Fazenda, há uma discussão pró-forma sobre o futuro da inflação em 2010. Digo pró-forma porque de um lado e do outro define-se primeiro a conclusão, para depois buscar os argumentos: em qualquer cenário, o Banco Central quer subir os juros; e a Fazenda não.

O ano começou com o BC – e o seu sócio, o mercado – apostando em crescimento elevado da economia em 2010. Muito crescimento justifica a elevação de juros para impedir a alta de preços.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Crise Tags: , , , ,
06/02/2010 - 08:39

Os bônus dos banqueiros da crise

Por Sérgio Troncoso

Presidente executivo do JP Morgan ganhará US$ 17 mi em bônus

O presidente executivo do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, receberá uma compensação de cerca de US$ 17 milhões em ações e opções sobre ações pelo trabalho realizado na entidade financeira durante 2009, segundo documentos registrados nesta sexta-feira perante as autoridades reguladoras.

O conjunto de compensações reservadas para esse executivo, que não recebeu incentivos em dinheiro ou em ações em 2008, inclui 195.704 ações da entidade, que não poderá vender até janeiro de 2013.

Na quarta-feira passada essas ações tinham um valor conjunto de quase US$ 8 milhões se for levado em conta que terminaram a sessão a US$ 40,29 em Wall Street.

Além disso, foram atribuídas a ele 563.562 em opções sobre ações que expiram em janeiro de 2020 com um preço de execução de US$ 43,20, segundo a informação enviada ao órgão regulador do mercado de capitais nos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), enquanto que seu salário base continua sendo de US$ 1 milhão.

Em conjunto, estas compensações poderiam ter um valor de cerca de US$ 17 milhões, segundo calculam os analistas, embora seja difícil de antecipar, especialmente no relativo às opções sobre ações, que seria preciso saber com certeza que preço elas terão em 2020.

http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201002051945_EFE_78734571&idtel=

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , ,
31/01/2010 - 09:30

A reforma financeira global

Do Estadão

FMI quer reforma financeira global

Fundo defende que mudanças propostas por Obama também devem ser implementadas nos países do G-20

Rolf Kuntz

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Staruss-Kahn, defendeu ontem uma reforma financeira coordenada entre todos os países do Grupo do 20 (G-20). Além disso, é indispensável apressar a mudança, aproveitando o momento político, acrescentou. As propostas apresentadas pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, estão no rumo certo, mas não deve haver diferenças entre as mudanças implementadas pelos vários países, insistiu Strauss-Kahn. Essa é uma condição indispensável, segundo ele, para se diminuir o risco de novas crises. Se os bancos forem submetidos a tratamentos distintos em diferentes países, isso afetará – esse é o argumento – a estratégia de cada instituição e os fluxos de capitais. Strauss-Kahn participou ontem de um debate no Fórum Econômico Mundial, juntamente com autoridades e especialistas de vários países.

A reforma coordenada é tecnicamente a melhor solução, disse depois ao Estado o presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles. As linhas principais já foram traçadas pelo Conselho de Estabilidade Financeira, por determinação do G-20. Os governos submetidos à maior pressão política, ressalvou, devem avançar e buscar depois a conciliação dos novos critérios com os demais países. Esse é o caso dos EUA, onde houve uma grande reação à distribuição de bônus pelos bancos ajudados com dinheiro público.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Novo Mundo Tags: ,
31/01/2010 - 08:30

Ajuste fiscal ou crescimento?

Da Folha de S.Paulo

Crescimento em meio a dívidas

KENNETH ROGOFF
CARMEN REINHART
DO “FINANCIAL TIMES”

À medida que o nível de endividamento dos governos explode depois da crise financeira, cresce a incerteza quanto ao momento certo para suspender as extraordinárias medidas de estímulo fiscal em vigor hoje.

Nossas pesquisas sobre a longa história das crises financeiras sugerem que as escolhas não são fáceis, não importa o quanto desejemos acreditar na atual ilusão de normalidade que prevalece nos mercados. A menos que tudo seja diferente desta vez e -isso está longe de parecer verdade-, a crise financeira de ontem poderia facilmente se tornar a crise da dívida pública do amanhã.

Em ciclos passados, crises bancárias internacionais, muitas vezes, resultaram em ondas de moratórias nacionais poucos anos mais tarde. A dinâmica nada tem de surpreendente, porque a dívida pública tende a disparar depois de uma crise financeira, subindo em média 80% em um prazo de três anos.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , , , ,
25/01/2010 - 08:31

A visão política do câmbio

Por Jotavê

O artigo do ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira na Folha de hoje é um teorema. Demonstra com fartura de dados o erro da tese martelada como um mantra por nove em cada dez analistas que nós, leigos interessados nos assuntos do país, lemos nos jornais todos os dias: que endividamento externo não é doença, mas sinal de saúde, e que temos, sim, que continuar nos alimentando dessa mistura de dólar lá embaixo e juros na estratosfera para financiar o crescimento do país. O ex-ministro (tucano, sim, e daí?) põe os números na mesa e mostra que estamos diante de um tremendo “non sequitur”. Coisinhas bem simples e irrespondíveis deste tipo:

“Entre 1994 e 1999, o deficit em conta-corrente aumentou de 0,4% para 4,7% do PIB, mas a taxa de investimento, que era de 21,3% em 1994, em vez de subir para 25,6% (mais 4,3% do PIB), como prevê a ortodoxia convencional, baixou para 19,2%.”

O texto é primoroso, e permite que até mesmo um ignorantão no assunto, como eu, acompanhe o raciocínio do começo ao fim. Vale a pena dar uma lida:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2501201007.htm

Três observações finais:

1. Hoje, só uma parcela do PSDB defende abertamente uma mudança na política de câmbio e de juros levada adiante por FHC e copiada com afinco e dedicação pelo governo do PT. Essa parcela inclui indiscutivelmente o candidato José Serra. Por tudo que Dilma Rouseff tem dito e feito, no que depender dela, nada muda nessa área. Está claramente se cacifando junto ao mercado como a candidata da “ortodoxia”. Alguém pode dizer que é blefe. Pode ser. Mas pode não ser também. E tudo indica que não seja, mesmo.

2. Mexer no câmbio, por tudo que leio, não é uma brincadeirinha de crianças, principalmente se você não está num país totalitário como a China. Os defensores da idéia têm que ser um pouco mais explítitos a respeito dos MEIOS que podem ser utilizados, das RESPOSTAS possíveis de um mercado enfurecido com o fim da mamata e das possíveis RÉPLICAS do Governo.

3. Manter o dólar mais alto significa diminuir o consumo. Não é exatamente um passeio pelos Jardins do Éden em termos de custos políticos. É por isso que Lula não quer mexer nesse vespeiro. É o rei da acomodação, do “deixa como está para ver como é que fica”. Promoveu uma tremenda mudança estrutural no perfil da sociedade brasileira com suas políticas de inclusão, mas não tinha e continua não tendo um programa para modificar a estrutura da economia. No que depender dele, os rentistas continuarão sorrindo de ás a ás.

Comentário

Acertou na veia. Só tiraria o “indiscutivelmente”. No governo de São Paulo, Serra não entrou em uma dividida sequer.

Da Folha

LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA

Herança maldita

Lula se beneficiou de uma taxa de câmbio muito depreciada no início de 2003, mas não soube ser desenvolvimentista

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22/01/2010 - 23:20

Bernanke ameaçado

Por jOTAPÊ

(faltaram fonte e link)

* Por Nívea Terumi

A pouco mais de uma semana para terminar seu mandato como presidente do banco central americano (Federal Reserve, o Fed), Ben Bernanke começa a perder importantes votos de senadores democratas no Congresso para a aprovação de um segundo mandato, relataram jornais americanos nesta sexta-feira, 22, como o New York Times e o Financial Times.

Indicado pelo presidente Obama no final de 2009 para permanecer por mais quatro anos à frente do Fed, sua aceitação pelo Senado esteve desde o início sob forte dúvida. O principal motivo da rejeição é o fato de que Bernanke foi indicado ao banco central americano pelo ex-presidente George Bush, em 2006. Ou seja, Bernanke é um republicano. Para continuar no Fed após o dia 31, ele precisa de, no mínimo, 60 votos.

Além disso, senadores democratas o acusam de ser responsável pelo prolongamento da crise econômica, e exigem mudança, como a senadora pela Califórnia, Barbara Boxer, que divulgou sua posição contrária à continuidade de Bernanke em comunicado nesta sexta: “Nosso próximo presidente do Federal Reserve deve representar um rompimento claro com as políticas errôneas do passado.”

O próprio líder da maioria no Senado, Harry Reid, disse que não havia decidido ainda se votaria pela permanência do chairman, discurso repetido pelo líder Republicano no Senado, Mitch McConnell. Como notou o New York Times, no entanto, mesmo se não for reeleito, Bernanke permanecerá no Fed até 2014, como um dos conselheiros da instituição

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: ,
22/01/2010 - 15:18

A luta pela “regra Volcker”

Por Luiz Lima

Vamos ver como fica a “Regra Volcker” na prática. A medida correta – reedição da lei Glass-Steagal, que regulou a atividade bancária nos EUA por 66 anos – não foi adiante, por falta de interesse do próprio gov Obama. Aparentemente, alguns dos dispositivos daquela lei pretendem ser retomados com esta nova regra. Timothy Geithner já avisou que um deles não será a limitação do tamanho dos bancos:

http://www.huffingtonpost.com/2010/01/22/geithner-obama-proposal-t_n_432558.html

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , , ,
21/01/2010 - 08:38

Mercado global não foi regulado

Por jOTAPÊ

(faltaram fonte e link)

Nobel em economia não está convencido de recuperação econômica ante a crise:

Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de economia em 2001, não acredita que os sinais recentes de recuperação econômica, emitidos pelos agentes do mercado, atestem a definitiva saída da crise. Para ele, a economia dos Estados Unidos, a principal economia mundial, ficará presa na luta contra os déficits fiscais e tentativas de estabilização da política monetária. O economista lamenta ainda a perda da oportunidade de uma reformulação completa no sistema monetário global após a crise, para a criação de uma estabilidade financeira robusta e duradoura no mundo.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , ,
20/01/2010 - 08:00

O Brasil inerte frente ao câmbio chinês

O Brasil assiste paralisado à destruição de suas cadeias produtivas pela supervalorização do real.

Da Folha

Até quando? – 20/01/2010
ANTONIO DELFIM NETTO

Até quando?

NA VISITA de Obama à China, criou-se uma espécie de G2 informal (EUA e China), cujo comportamento arrogante pretende determinar a evolução do Resto do Mundo. Trata-se, sem dúvida, de duas importantes economias. Mas elas, somadas, não fazem mais do que 30,5% do PIB mundial -quando avaliado pelas taxas de câmbio correntes- ou 31,7%, quando avaliadas pelo duvidoso conceito de paridade de poder de compra (2008). As exportações dos dois países representaram, em 2008, 16,9% das exportações de bens e serviços mundiais.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , ,
15/01/2010 - 06:30

Bélgica contra demissões da Inbev

Por Monier

A Bélgica está dando o mesmo pito na Ambev que o governo brasileiro dera tanto na Embraer quanto na Vale e tantas multinacionais estrangeiras.

O Ministro do Trabalho belga considerou inaceitável a empresa usar o argumento de que a crise econômica afetou seu equilíbrio, de modo que ela pudesse cortar custos com a força de trabalho, livremente. Foram 263 postos de trabalho cortados, e um Ministro do Trabalho politicamente ativo.

“La restructuration chez AB Inbev est inacceptable”

La ministre de l’Emploi Joëlle Milquet estime inacceptable la restructuration en cours au sein du géant brassicole AB Inbev. Elle a fait part de sa “préoccupation” à la direction de l’entreprise.

“Il n’est pas acceptable d’envisager de licencier aussi facilement un nombre de personnes alors que l’entreprise réalise des bénéfices”, a indiqué en substance Mme Milquet interrogée au Sénat par Franco Seminara (PS) indigné par l’évolution au sein d’AB Inbev.

“Diminuer le coût du travail”
La ministre qui a désigné un conciliateur social dans ce dossier est d’avis que l’annonce des licenciements “n’a pas du tout été faite pour des raisons liées à la crise” mais bien pour “diminuer le coût du travail”. A cet égard, l’entreprise semble choisir de “délocaliser en Europe de l’Est”, a-t-elle souligné.

Selon Mme Milquet, AB Inbev souhaite de la sorte “récupérer une partie de son investissement dans le marketing pour contrecarrer la diminution de consommation de bière”, ou dit autrement, “remplacer des hommes par un peu de pub”.

Etudier d’autres pistes
La ministre de l’Emploi a indiqué qu’en annonçant le départ de 184 personnes à Louvain, 63 à Jupille et 24 à Jumet, l’entreprise se situe probablement au-delà des 10 pour cent du personnel, ce qui l’autoriserait à proposer dans son plan social des prépensions aux travailleurs âgés de plus de 55 ans.

Rencontrant la direction d’AB Inbev Benelux, Joëlle Milquet a demandé à l’entreprise d’utiliser les mesures anti-crises ou d’étudier d’autres pistes. Selon elle, une quarantaine de travailleurs pourraient être déplacés vers le site de Louvain, ce qui diminuerait déjà d’autant le nombre de départs.

263 postes

La ministre a assuré le sénateur Seminara de sa “vigilance” dans ce dossier. La réunion de conciliation au SPF Emploi, entre la direction d’AB InBev et les syndicats d’employés sur le conflit social actuel n’a rien donné jeudi matin. Entre-temps, une réunion similaire a commencé avec les syndicats des ouvriers. Les actions de blocage aux brasseries de Jupille, Louvain et Hoegaarden continuent.

L’annonce de la suppression en Belgique de 263 nouveaux postes chez AB InBev suscite l’incompréhension et la colère des syndicats. Cette suppression est motivée par un recul de la consommation de bière. (belga/chds)
14/01/10 17h45

http://www.7sur7.be/7s7/fr/1536/Economie/article/detail/1054235/2010/01/14/La-restructuration-chez-AB-Inbev-est-inacceptable.dhtmlB

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , ,
13/01/2010 - 08:37

Palma e o fantasma das contas externas

A primeira vez que expus as teses desenvolvidas no livro “Os Cabeças de Planilha” foi em um debate na FIESP com o chileno Gabriel Palma, professor da Universidade de Cambridge. Embora uma exposição curta – 15 minutos – no final ele me procurou pedindo a bibliografia sobre o tema. Disse-lhe que as teses desenvolvidas não tinham sido abordadas em outros lvros. O interesse manifestado por ele me convenceu de que a abordagem era nova.

Palma vê ‘campo minado’ na economia global

Do Valor

Sergio Lamucci, de São Paulo

13/01/2010

Gabriel Palma, da Universidade de Cambridge: ainda há muitas bombas-relógio financeiras no mundo

A economia global permanece um campo minado, tomada por riscos nada desprezíveis, adverte o economista chileno Gabriel Palma. Professor da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, Palma aponta uma série de desequilíbrios e ameaças ao cenário otimista traçado para 2010 por muitos analistas. Ele cita as bolhas especulativas nas bolsas de valores e no mercado de commodities, a existência de várias “bombas-relógio financeiras” no mundo, com diversos países em situação fiscal delicada, como a Grécia, a fragilidade de boa parte do sistema bancário americano e as incertezas sobre o que ocorrerá quando os bancos centrais dos países desenvolvidos começarem a reverter as políticas de estímulo monetário. “O terreno deverá continuar minado por vários anos. Esta crise será conhecida no futuro mais pela sua duração do que por sua intensidade.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , ,
11/01/2010 - 07:51

O câmbio duplo venezuelano

Por foo

Nassif,

Desvalorização acelerará inflação na Venezuela, dizem analistas

Com a desvalorização do bolivar, a inflação ao fim do ano registrará uma forte alta, preveem analistas diante da decisão do presidente Hugo Chávez de desvalorizar a moeda na Venezuela pela primeira vez em quase cinco anos.

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/01/10/desvalorizacao-acelerara-inflacao-na-venezuela-dizem-analistas-915497329.asp

Consumidores superlotam o comércio na Venezuela

O comércio da Venezuela ficou superlotado neste fim de semana, com a população temendo aumento da inflação.

http://www.estadao.com.br/noticias/economia,consumidores-superlotam-o-comercio-na-venezuela,493414,0.htm

Mais noticias sobre a Venezuela no Google News:

http://news.google.com.br/news/search?q=venezuela

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10/01/2010 - 09:30

O câmbio entrando na disputa política

Por Jotavê

Do presidente do PSDB Sérgio Guerra, em entrevista ao Noblat:

“Sem dúvida nenhuma. Iremos mexer na taxa de juros, no câmbio e nas metas de inflação. Essas variáveis continuarão a reger nossa economia, mas terão pesos diferentes. Nós não estamos de acordo com a taxa de juros que está aí, com o câmbio que está aí. Estamos criando empregos no exterior. Os últimos resultados da balança comercial são negativos. Precisamos estabelecer mecanismos para criar empregos no Brasil.”

É essa a questão. Só Serra sinaliza uma mudança radical nos rumos da política econômica que está aí. É exatamente isso que a própria Dilma tenta dizer aos banqueiros e rentistas: “Ruim comigo, pior sem mim.”

E agora, torcida brasileira?

Comentário

A partir do segundo semestre de 2010 os dois candidatos estarão negando mudanças no câmbio mas pensando em como mudar.

Mas é gozado esse jogo político brasileiro e a maneira como se insere nele a discussão econômica.

Praticamente todos os analistas econômicos ligados ao PSDB defendem o Banco Central, câmbio e juros atuais. E quem mantém juros e câmbio atuais, comprometendo a política econômica, é o governo Lula.

Agora, o PSDB acenou com a primeira bandeira relevante de mudança: o câmbio. Provavelmente Dilma Rousseff pensa o mesmo mas, por ser governo, não poderá explicitar sua posição.

Na hipótese de Serra entrar e mudar a política cambial, no mesmo dia (nem mesmo no dia anterior), minha amiga Mirian e demais estarão defendendo a desvalorização cambial. Como ocorreu, aliás, em 1999. Uma análise minimamente focada concluiria que o câmbio não se sustentaria. Mas até a véspera Mirian – apud Natan Blanche – e Maílson atacavam o câmbio flexível como fruto do “arco do atraso” e garantiam que não haveria mudança no câmbio.

Dois meses depois, câmbio flexível passou a ser o estado da arte. Contra o “arco do atraso”.

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04/01/2010 - 08:48

Resistência contra Bernanke

Por Roberto São Paulo/SP

03/01/2010 – 14:17 – Reuters, Último Segundo do iG

ATLANTA – O chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, disse neste domingo que uma regulação financeira vigorosa teria sido a melhor forma de restringir a bolha imobiliária que ajudou a causar a recessão na economia, mas que os formuladores de políticas econômicas não podem mais excluir a política monetária para controlar o aumento de risco.

Em um discurso defendendo as taxas de juros baixíssimas do Fed no início dos anos 2000, que muitos dizem ter sido combustível para um crescimento fora do controle do setor imobiliário, que iniciou uma crise devastadora quando entrou em colapso, Bernanke disse que ações regulatórias e de supervisão, e não a elevação das taxas de juros, seriam formas mais eficazes de frear o aumento dos preços de imóveis.

Bernanke e o Fed enfrentam fortes críticas sobre suas ações para lidar com a crise.

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28/12/2009 - 09:16

A recuperação da arrecadação

Por Roberto São Paulo/SP

No pós-crise, governo registra melhor superávit primário para meses de novembro

Ministério da Fazenda, 23/12/2009

Em novembro, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou superávit primário de R$ 10,7 bilhões, contra R$ 11 bilhões em outubro e déficit de R$ 4 bilhões em novembro de 2008.

O superávit do mês passado decorre de receitas de R$ 62,1 bilhões e despesas de R$ 51,3 bilhões.

“O resultado é excepcionalmente positivo e o melhor para meses de novembro da série histórica, iniciada em 1995. Demonstra que a economia brasileira voltou a ter um nível de aquecimento bastante positivo. Tivemos dois meses consecutivos de superávit primário de dois dígitos e essa tendência vai continuar no próximo ano”, comentou o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, ao divulgar os números……..

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20/12/2009 - 10:31

A crise financeira chega aos países

Do Estadão

Em 2010, será a vez da crise da dívida

Com déficits fiscais altos, aumenta risco de países decretarem default

Jamil Chade

Depois de terem sido obrigados a gastar bilhões de dólares este ano para ajudar os setores mais atingidos pela recessão e salvar alguns dos maiores bancos, são agora os governos que ameaçam entrar em colapso em suas contas públicas. O ano de 2010 vai começar como o “ano da dívida”. Das três economias que mais correm o risco de decretar default em 2010, duas fazem fronteira com o Brasil: Venezuela e Argentina.

Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody”s publicou um relatório no início da semana com um título que chamou a atenção do mercado: “Apertem os Cintos – Tempos Tumultuados pela Frente”.

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14/12/2009 - 13:52

A crise das moveleiras

Por Marcondes Witt

Post extraído do Blog do Loetz, jornalista do jornal A Notícia, de Joinville/SC (link aqui)

Segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Artefama pede recuperação judicial

A Indústrias Artefama. de São Bento do Sul, protocolu na Justiça de São Bento do Sul pedido de recuperação judicial (antiga concordata). A companhia moveleira tem 64 anos de atuação. Já foi a maior exportadora de móveis do Brasil. Afetada pela crise financeira no ano passado, com o fim das linhas de financiamento, e em razão da valorização do real frente ao dólar, estes fatores resultaram na rápida diminuição de exportações. A Artefama passa por crise de liquidez (não tem dinheiro para honrar compromissos de curto prazo), apesar de forte recuperação de negócios nos meses recentes. Há grande carteira de pedidos até março de 2010, mas é necessário renegociar dívidas como condição para evitar a interrupção da produção. A Artefama não tem um único título protestado. O pagamento dos salários e as obrigaçõers trabalhistas estão em dia. O plano de recuperação será apresentado nos próximos dias aos credores.

Postado por Claudio Loetz, Joinville às 09h22

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , ,
11/12/2009 - 14:18

As dúvidas sobre o PIB da construção

Por Alexandre Leite

Nassif, o setor de construção civil já havia questionado os dados do setor em setembro e agora um amigo do setor renova o questionamento. Ninguém enxerga essa queda de 8,4%.

“No anúncio do PIB do segundo trimestre, o Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (SindusCon-SP) contestou a queda de 9,6% anunciada, que não retrataria a visível recuperação da atividade das construtoras em 2009.”

http://www.aleporto.com.br/blog.php?tema=6&post=2175

Seria interessante uma entrevista com alguém do setor.

Por AF

Trabalho no segmento e escrevo rapidamente alguns pontos a considerar sobre o tema:

>> a área imobiliária, que atualmente é o motor de crescimento do setor da construção civil, tem um ciclo bem longo, de mais de dois anos em média.

>> no final de 2008, a crise econômica assustou muito as incorporadoras, em especial as que recentemente abriram capital. Para estas empresas foi uma crise tripla:

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: ,
10/12/2009 - 09:06

Inglaterra taxa bônus de banqueiros

Por Sérgio Troncoso

GOVÊRNO BRITÂNICO CONFIRMA TAXAÇÃO DE BÔNUS A BANQUEIROS.

O Governo britânico confirmou nesta quarta-feira a imposição de uma taxa às gratificações recebidas pelos banqueiros, na apresentação no Parlamento da antecipação do próximo orçamento, que prevê uma volta ao crescimento em 2010.

O ministro das Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, apresentou a antecipação das contas do Estado para o ano fiscal entre abril de 2010 e 2011, que tem gerado grande expectativa por ser o último antes das eleições previstas para junho.

O imposto criado, que será aplicado somente durante 2010, taxará em 50% as gratificações concedidas aos diretores dos bancos acima de 25 mil libras, uma quantidade “que o banco pagará e não o empregado”, explicou Darling.

A medida, segundo o ministro, não tem caráter de arrecadação, já que a quantidade obtida será de 500 milhões de libras. O objetivo é limitar os abusos cometidos neste âmbito e que premiaram em alguns casos, com gratificações multimilionárias, o trabalho dos diretores responsáveis pela crise no sistema financeiro.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags:
09/12/2009 - 14:26

O fim do pacto social no Japão

Por Lima

Ontem em uma tradução do francês Le Monde, já vinha o título:

Da UOL

“Miséria e desemprego escondidos no rico Japão”

Philippe Pons

Enviado especial a Osaka (Japão)

O estrondo das portas de ferro que se erguem rompeu o silêncio do amanhecer. E eles entraram no grande pátio da agência de empregos. Carregando sacos, puxando malas com rodinhas, são de 200 a 300 deles. A maioria, com mais de quarenta anos. São 5 horas da manhã: os cerca de cem quartos de aluguel e dois albergues dão vazão a seus ocupantes. Alguns saem de bicicleta, outros caminham até a estação. Cerca de 50 sem-tetos, que acampavam em volta do pátio nas caixas de papelão ou sob armações de obras, dobram seus trapos.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , ,
09/12/2009 - 08:13

A crise, segundo Mr. Alexandre Magoo Schwartsman

Da eclosão da crise econômica até o primeiro trimestre de 2009, não se viu uma avaliação que prestasse de Alexandre Schwartsmann. Pouco antes da crise, ele indicava o Fundo Madoff para clientes. Qualquer técnico, com o mínimo de conhecimento de mercado, sabia ser impossível um fundo manter a mesma rentabilidade por anos a fio. Shwartsman não sabia e jogou vários clientes em uma fria. Foi incapaz de prever a crise mundial. Com a crise comendo solta, foi incapaz de avaliar sua dimensão. No final de 2008, com a economia derretendo, o professor -de-uma-aula-só insistia que o Brasil não deveria estimular a demanda interna nem o crescimento. É o mesmo que um bombeiro recomendar a não utilização de água com o incêndio lavrando, a fim de não comprometer o nível da caixa dágua.

Errou ao não prever a crise, errou em todas as avaliações durante o epicentro da crise. Agora, volta belo e lampeiro distribuindo regras a torto e a direito, como se tivesse acabado de chegar ao jogo. Mas essa atividade de chutar sobre previsões não têm risco para pessoas como Alexandre. Basta caprichar nos mantras, recorrer aos velhos bordões e mandar brasa nos adjetivos – que é o máximo que as editorias de economia dos jornalões conseguem captar. Ele e o Maílson continuam ali, cabeça a cabeça. Ou melhor, cabeção a cabeção.

Da Folha

ALEXANDRE SCHWARTSMAN

AMANHÃ SABEREMOS o desempenho da economia brasileira no terceiro trimestre de 2009, cujo crescimento provavelmente será próximo a 2% sobre o segundo trimestre deste ano, ecoando a expansão da produção industrial superior a 4% no mesmo período. Não é à toa, pois, que o Brasil é visto como uma história de sucesso, ainda mais considerando que a economia global ainda vive sob os efeitos da pior crise em mais de 70 anos. À luz, porém, de nossa nada lisonjeira história, cabe perguntar o que teria mudado para que, desta vez, nosso destaque fosse positivo.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , , ,
04/12/2009 - 07:00

A volta do pêndulo da economia

Por Rodrigo Medeiros

O livro do falecido Hjalmar Schacht mostra como a Alemanha “venceu” a grave crise de 1929 a partir de intervenções governamentais no comércio exterior: “compro de quem compra de mim”.

Não se deve olvidar que o nazismo ascendeu ao poder por causa da crise de 1929, apelando inclusive para uma teoria da conspiração e a perversa mobilização em torno de uma suposta sacrossanta raça ariana. Fantasia e delírio que provocou um grande desastre humano!

Estamos livres de repetir aquela tragédia humana? Recomendo o instigante livro da Hanna Arendt, ‘Condição humana’. Bom, há um filme muito interessante disponível nas locadoras de vídeo: ‘A onda’. Recomendo também.

Nos EUA, o democrata FDR promoveu reformas progressistas no governo e salvou o capitalismo norte-americano do desastre. Há boas linhas sobre isso nos diversos livros de John K. Galbraith, que, por sua vez, trabalhou na respectiva administração.

O Brasil teve Getúlio Vargas e viveu um rico processo de reflexão nacional em torno da questão da industrialização. Recomendo os livros de Celso Furtado.

E agora? Pois bem, o pêndulo retornou. Creio que a principal diferença reside no peso diferenciado das ditas potências emergentes neste momento.

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03/12/2009 - 09:33

Começou a guerra cambial

Da Folha

MICHAEL PETTIS

Desvalorizações ameaçam guerra comercial

Os países que não puderem desvalorizar suas moedas para se manter competitivos vão reagir com protecionismo

A DECISÃO do Vietnã de desvalorizar sua moeda em 5%, a fim de se proteger contra a subvalorização do yuan, e a resposta da Tailândia e de outros países asiáticos sugerem que talvez já se tenha tornado impossível impedir um conflito comercial mundial. Enquanto um grupo de países tenta ganhar ou manter vantagem comercial via manipulação da taxa de câmbio, os precedentes históricos sugerem que as nações que não forem capazes de promover desvalorização reagirão por meio de protecionismo -e, como consequência, o comércio mundial sofrerá.

Nos anos 30, muitas das grandes economias, mas não todas, impuseram restrições draconianas ao comércio internacional, que resultaram em uma severa contração dos intercâmbios comerciais e quase certamente retardaram a recuperação mundial. Já se sabia que o colapso do comércio internacional só agravaria a crise, mas ainda assim os países adotaram um comportamento que foi pior para todos.

Os economistas norte-americanos Barry Eichengreen e Douglas Irwin recentemente publicaram um estudo no qual examinam as origens da ascensão do protecionismo, nos anos 30. Eles argumentam que, ao longo dos anos 20 e pouco depois da crise de 1929, diversos países abandonaram o padrão-ouro e decidiram promover desvalorizações competitivas com o objetivo de ganhar vantagem sobre os rivais. Esses países subsequentemente registraram rápida melhoria em suas balanças comerciais e sofreram muito menos com os estragos causados pela contração da década de 30.

Mas outras nações, mais evidentemente os EUA e os países europeus do “bloco do ouro”, sofriam de sérias restrições em sua capacidade de ajustar as taxas cambiais. Foram elas que arcaram com a maior parte do custo do ajuste, quando as importações ganharam competitividade contra a produção interna, especialmente com relação a países que sofriam menos restrições. E foram esses igualmente os países que apresentavam maior probabilidade de recorrer ao que os autores definem como mecanismos de ajuste “de segunda ordem” -tarifas, cotas de importação, controles de câmbio.

É isso que pode estar acontecendo de novo. É claro que nenhuma moeda continua vinculada ao ouro, de modo que não há país cuja capacidade de desvalorizar sua moeda esteja limitada por um compromisso para com o ouro em taxa fixa. Mas existem países cuja capacidade de gerir suas moedas ainda assim sofre severas limitações.

O dólar, por exemplo, é visto em geral como supervalorizado. Devido à maciça intervenção dos BCs asiáticos, porém, está se provando quase impossível para o dólar conduzir um ajuste suficiente, a não ser contra moedas que flutuam livremente, tais como o euro.

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03/12/2009 - 09:19

Os fatos por trás das estatísticas

Um dos grandes problemas da análise macroeconômica é não haver conhecimento sistematizado sobre o que acontece na microeconomia. Esse desconhecimento pode levar a enganos complicados.

Alguns dados sobre câmbio e investimentos, para ajudar a aprimorar as estatísticas:

1. No setor de máquinas e equipamentos, hoje em dia 10% das máquinas vendidas pelas empresas como sendo nacionais são importadas da China. O empresário importa, coloca seu selo, vende sem riscos, ganha sua margem e garante a rentabilidade da empresa.

2. Esse jogo – que elimina emprego e desenvolvimento tecnológico – é contado duas vezes nas estatísticas. Quando importa, entra como investimento. Quando revende, entra como venda nova.

3. No entanto, nas estatísticas permite a alguns cabeções estabelecer correlações positivas entre câmbio apreciado e aumento dos investimentos.

4. Recentemente, a Associação Brasileira de Importadores de Equipamentos procurou a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) preocupada com a apreciação cambial. Ante a surpresa da Abimaq – afinal, dólar barato facilitar importações – foi-lhe dito que os clientes estavam importando produtos acabados, em vez de máquinas.

5. Os dados do Banco Central para a entrada de investimentos externos mostram que eles se concentram especialmente em compra de ativos internos ou empréstimos entre companhias. Nos dois casos, não há aumento da capacidade instalada.

6. Quando o câmbio se aprecia, reduz o preço dos novos equipamentos (que podem representar, digamos, 5% do faturamento da empresa) e nos setores traedebles (exportáveis) impacta 100% do faturamento.

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02/12/2009 - 20:31

Os receios com a bolha Brasil

Por Tomás Fraile

Caro Nassif,

Jarro de agua fria hoje do Paul Krugman sobre o desempenho da economia futura do Brasil:

KRUGMAN PLANEJA SE DESFAZER DE ALGUNS INVESTIMENTOS NO BRASIL

Aquí o link da Bloomberg:

http://bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&sid=apGhf5sTdMPs&pos=7

Por Miriam

Nassif,

e esta agora, do Paul Krugman?

02/12/2009 – 17h14

Prêmio Nobel Krugman vê risco de “bolha Brasil”

Maurício Savarese

Do UOL Notícias, em São Paulo

Os pesados fluxos de recursos para o Brasil ameaçam o país de haver uma bolha financeira semelhante às que atingiram México, o sudeste asiático e o leste europeu, afirmou nesta terça-feira o prêmio Nobel de Economia 2008, Paul Krugman, professor da Universidade Princeton e colunista do “The News York Times”, que participou de evento em São Paulo.

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01/12/2009 - 11:28

Alta do yen assusta Japão

Por Roberto São Paulo/SP

Alta do iene força reunião de emergência do Banco do Japão

01/12 – 05:32 – EFE/Último segundo do iG

Tóquio, 1º dez (EFE).- O Banco do Japão (BOJ) convocou hoje uma reunião de emergência de seu comitê monetário após pressões do Governo para que tome medidas para combater a deflação e as recentes valorizações do iene frente ao dólar……….

………….É incomum que o BOJ convoque reuniões de emergência de seu comitê monetário, cujo próximo encontro estava previsto para os dias 17 e 18 deste mês.

Segundo um comunicado do Banco do Japão, a reunião de hoje debaterá “assuntos de controle monetário, baseados nos eventos econômicos e financeiros recentes”………

Banco Central do Japão vai injetar US$ 115 bi no sistema financeiro

01/12 – 06:51 , atualizada às 08:47 01/12 – Agência Estado/Último segundo do iG

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26/11/2009 - 14:38

A bomba que vem do Dubai

Dubai pede prazo para pagamento de dívidas

Reconhecendo a gravidade de sua situação financeira, o governo de Dubai pediu aos bancos um prazo de seis meses para ajustar o cronograma de pagamento das suas dívidas.

Segundo o jornal norte-americano The New York Times, a afirmação foi feita em meio a negociações em andamento entre credores e a Dubai World, o braço de investimentos estatal – que ergueu consideráveis projetos imobiliários, mas que convive atualmente com cerca de US$ 59 bilhões em passivos. O pedido de prazo também se aplica para as dívidas da Nakheel, subsidiária da Dubai World.

Para os bancos que abasteceram a ascendência de Dubai – estimativas indicam que a dívida total oscila em US$ 80 bilhões -, a decisão em obter um período para negociação das dívidas mostra que Abu Dhabi, que detém consideráveis reservas de petróleo – não vai socorrer Dubai.

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26/11/2009 - 11:05

Mirian: móveis produzem desmatamento

Por Stanley Burburinho

(favor trazer o link, porque o player toca automaticamente)

Abaixo, um trecho do comentário da Miriam Leitão para a rádio CBN, falando sobre a redução do IPI para os móveis:

Heródoto: “ – Míriam, como avaliar essa redução do IPI aqui anunciada pelo Ministro Mantega e essa tendência para incentivos econômicos no mundo?

Mírima: “ – Pois é, Heródoto…tá meio fora de hora, porque no mundo…ééé…inteiro já se pensando em redução dos estímulos econômicos, né? Em vários países já suspenderam tem país já subindo os juros…(…) mas, ninguém ta criando incentivo nessa altura dos acontecimentos (…) até porque, outro dia, o presidente Lula disse que o Brasil está indo para um crescimento chinês…não é bem assim! Mas, realmente, o país vai ter um número muito bom do PIB do segundo trimestre que vai sair no dia 10 de dezembro, vai ser mundo bom, mostrando a recuperação da economia., então não é…a hora de se fazer isso. Segundo, tem que ter critério (…) ele deu ontem para móveis….moveis usam madeira; madeira tem, como, como todo mundo sabe…é…é…é…o setor pressiona o desmatamento, né? Têm empresas boas, que fazem isso de forma sustentável, etc.

Clique aqui

Comentário

É fantástico! A Mirian argumenta que não deveria isentar de IPI os móveis, porque móveis consomem madeiras que induzem ao desmatamento…..

No meio da fala, lembra que jornais também consomem papel que consome madeira. Engasga, engasga, conserta daqui e dali e pau na máquina.

Por Marco Antonio Furtado

SIMPLISMO do JORNAL da GLOBO e da CBN

Incrível a cobertura do Jornal da Globo e da CBN hoje sobre este corte de IPI. Entre as pérolas tivemos que aguentar a de que IPI é “fazer bondade com chapéu dos outros”, pois ele va, em parte, para os estados e municípios que tera~queda de arecadação. parece que apenas existe IPI incidindo sobre produtos industriais. Sobre eles incide IMCS, que vai 25% para municípios e 75% para estados. Como a redução de IPI induz aumento de vendas, o ICMS arrecadado com estes produtos poderá crescer, compensado em parte, em todo ou até superando a redução do IPI, pois ICMS geralmente é de 18% ( ou até mais, 25% por exemplo, dependendo do produto/serviço). Entre os simplistas da CBN, o economista Paulo Brasil, do sindicato de economistas, e outros colunistas da rádio, faziam a simplificação de redução de arrecadação de impostos de estados e municípios. É, o jornalismo morreu no Brasil!

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26/11/2009 - 10:50

As razões para a isenção do IPI

Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, e principal estrategista das medidas anticíclias adotadas pela área econômica, Nelson Barbosa telefona para explicar as medidas recentes.

O IPI do carro flex

Em relação à desoneração do IPI dos automóveis flex, a lógica é a seguinte.

A saída do regime de desoneração do IPI vai impactar o mercado de automóveis em janeiro e fevereiro. O que se buscou foi estender a desoneração para uma saída menos traumática.

Concentrou-se no carro flex porque a produção dele é inteiramente nacional, garantindo empregos aqui.

Mas a parte mais relevante das medidas foi a criação do Grupo de Trabalho incumbido de pensar o futuro do setor. Hoje em dia o Brasil tem a sexta maior indústria automobilística do mundo e o quinto maior mercado consumidor.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags: , , ,
22/11/2009 - 08:34

Os fantasmas da crise que não acabou

Por Neves

Tá feia a coisa:

Société Générale explica aos seus clientes medidas de preparação para um potencial “colapso global”

por Ambrose Evans-Pritchard

“O banco francês Société Générale tem aconselhado os clientes a estarem prontos para um possível “colapso económico global” nos próximos dois anos, delineando uma estratégia de investimentos defensivos a fim de evitar destruição de riqueza.

Num relatório intitulado “Worst-case debt scenario”, a equipe de activos do banco disse que os pacotes de resgate estatais do ano passado meramente transferiram passivos privados para novos ombros sobrecarregados, criando um novo conjunto de problemas.

Em quase todas as economias ricas a dívida geral ainda é demasiado alta em relação ao PIB (350% nos EUA), quer seja pública ou privada. Ela deve ser reduzida pelos duros golpes do “desalavancamento”, durante anos”.

Continua aqui: http://resistir.info/crise/s_generale_19nov09.html

No original aqui: http://www.telegraph.co.uk/finance/economics/6599281/Societe-Generale-tells-clients-how-to-prepare-for-global-collapse.html

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise Tags:
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