Arquivo da Categoria Cabeção
28/10/2009 - 12:50
Artigo do “professor de Deus”, Alexandre Schwartsman, com as habituais grosseiras, jogada típica para pegar leigos e enganar um jornal que não consegue avaliar a qualidade de seus colaboradores – aliás ele e o Albert Fishlow, na Folha, flutuam tanto na superficialidade que nem os pesos mais pesados do Delfim e do Paulo Rabello conseguem contrabalançar. Aliás, só a Folha para permitir esse Programa do Gugu no caderno Dinheiro.
O “professor de Deus” entende tanto de mercados que recomendou a várias pessoas aplicarem no Fundo Madoff. Nem lhe passou pela cabeça ser impossível a um fundo de investimento garantir por anos e anos a mesma rentabilidade a seus investidores – algo que seria impensável para qualquer operador de mercado minimamente informado.
Ou seja, em termos de desconhecimento ele é absolutamente eclético: desconhece tanto a economia real quanto a financeira.
Aqui, o artigo dele na Folha de hoje, onde exercita sua única especialidade: grosseria vazia.
Da Folha
ALEXANDRE SCHWARTSMAN
SEMPRE GOSTEI de filmes que envolvam viagem no tempo, quase tanto quanto de qualquer um que mostre uma nave espacial. Resquício do “Túnel do Tempo”, série que acompanhava dois cientistas perdidos no tempo. Hoje, porém, para acompanhar economistas presos nesse labirinto, não preciso sequer ligar a TV.
P.S.: Nesse primeiro parágrafo ele quis cometer uma ironia, para quem não conseguiu captar.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção
Tags: Alexandre Schwartsman, Cabeça de Planilha, economista
04/06/2009 - 07:05
Por Neves
O gráfico abaixo é uma simples pincelada da hipertrofia monetária dos dias que correm. Ele demonstra como os capitais financeiros inflacionaram para além dos ativos reais econômicos. Ele deixa claro que os ganhos especulativos não têm nenhuma relação sólida com a economia real. Há de se observar que aí não estão mostrados ganhos monetários de outros instrumentos especulativos do ciclo de reprodução dinheiro mais dinheiro, tais como o miraculoso mercado de derivativos. Se levarmos esses outros mercados especulativos em conta, o descompasso com a economia real fica muito mais evidenciado. O descolamento tem uma relação coetânea com a ascensão neoliberal, a época que coincidiu com a maior concentração de riqueza dos tempos modernos. Não é para menos que o neoliberalismo foi definido como uma ideologia de ricos inimiga dos pobres.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Economia, Justiça
Tags: ativos, financeirização, neoliberalismo
23/05/2009 - 10:08
Os efeitos da grande crise sobre a moeda global ainda é objeto de dúvidas de todas ordem.
No auge da crise o dólar se valorizou, tornou-se refúgio. Com a economia global passando por um período de calmaria, os capitais passam a buscar outras moedas e outras operações, enfraquecendo o dólar. Ambos os movimentos são artificiais e ainda resultado do crash do ano passado.
De permanente há a preocupação com as contas fiscais norte-americanas.
À falta de dados maiores sobre o total de ajuda que a economia americana demandará, abre-se espaço para toda sorte de especulação, inclusive de uma inflação futura provocada pelo excesso de emissão monetária.
E aí se traz de volta a realidade sobre o discurso da recuperação econômica mundial. O ajuste fiscal se dará sobre o consumidor americano. Endividado, empobrecido, com uma conta futura para pagar – a ajuda à economia americana, quantos anos serão necessários para recompor esse poder de compra, que garantiu a pujança da economia mundial nas últimas décadas.
Alguns analistas atribuem a valorização do real à desvalorização global do dólar.
É raciocínio falso. A paridade do real sempre foi com o dólar. Quando o dólar se apreciava, o real se apreciava perante outras moedas, e vice-versa. Agora, o que está acontecendo é a apreciação do real perante o dólar – e, consequentemente, mais que proporcionalmente em relação a outras moedas.
É o jogo especulativo de volta, alimentando pela tibieza com que Lula suporta a inação do Banco Central.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Crise, Economia
Tags: Banco Central, câmbio, dólar
13/05/2009 - 08:56
Por Roberto São Paulo/SP
Jornal do Brasil, 23:12 – 12/05/2009
Antonio Carlos Lemgruber/economista, ex-presidente do BC
—————————RIO – Onde está o mundo real no modelo do Banco Central que serve de base para fixar a taxa de juros dentro do regime de metas de inflação e de câmbio flexível?
—————–O mundo real está resumido a duas variáveis: hiato do produto (é um nome complicado mas expressa o desemprego na economia ao calcular o “produto perdido” numa recessão) e a taxa real efetiva de câmbio (que reflete a variação do real em relação a uma cesta de moedas corrigida pela inflação)…………….
…………..Acontece que o Banco Central trabalha com uma regra monetária – a regra de Taylor. E no caso brasileiro, de extremo conservadorismo, esta regra diz o seguinte: subir os juros toda vez que a inflação ameaçar ultrapassar a meta. E só diz isso. Nada sobre o desemprego. Nada sobre o balanço de pagamentos. E o Banco Central ainda fica feliz porque os juros altos e crescentes apreciam o câmbio e atuam sobre a inflação desta maneira também………………. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção
Tags: Banco Central, Lemgruber, metas de inflação
12/05/2009 - 08:23
Recomeçou o mesmo movimento de sempre, a repetição do ciclo de crise dos últimos 15 anos. Deixa-se o câmbio apreciar, com o diferencial de juros, proporcionando ganhos extraordinários aos investimentos externos. Cria-se uma situação insustentável que leva a uma desvalorização abrupta do real. Com isso as contas voltam a se equilibrar, os juros são mantidos elevados recriando um novo ciclo de apreciação da moeda.
A manutenção das reservas cambiais elevadas servem para prolongar esse ciclo, já que permite aos especuladores ficarem mais tempo gozando a felicidade dos ganhos com apreciação da moeda.
Aqui, matéria do Valor sobre reunião de economistas do mercado, já apostando em dólar em R$ 1,80. Aliás, quem fala é Luiz Carlos Mendonça de Barros, o operador. O LCMB economista pensa diferente.
Do Valor
Dólar sinaliza volta ao nível de R$ 1,80
Câmbio: Mercado entende que país passou bem pela crise de liquidez e prevê retorno à cotação de setembro Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção
Tags: apreciação, câmbio, dólar
08/05/2009 - 10:32
Por José Paulo Kupfer
Entre os pilares do neoliberalismo econômico destaca-se o protagonismo dos bancos centrais. As conseqüências relevantes desse fato estão sendo bem conhecidas agora, no cotidiano econômico, e, portanto, não é preciso perder muito tempo com a descrição do fenômeno e dos desastres que produziu.
Uma das mais esdrúxulas expressões desse protagonismo é o estilo desenvolvido pelos Bancos Centrais para comunicar suas decisões à praça. Forjou-se o mito de que a “coordenação de expectativas” a que os BCs deveriam se dedicar, incluía o recurso a uma linguagem cifrada, típica dos oráculos, presumivelmente só acessível aos iniciados.
A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), como se diria em coponês, superou as expectativas do contexto comunicativo anteriormente registrado, abrindo perspectivas relativamente ainda mais complexas do que a localizadas na mediana das atas publicadas para o entendimento de seus propósitos. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção
Tags: Ata, Copom, coponês
08/05/2009 - 08:31
Há um ping pong interessante na página de Opinião do Valor Econômico, ambos apontando para a volta da bolha especulativa no mercado cambial.
De um lado, César Locatelli, com vasta experiência no mercado bancário, questionando as bandeiras da sub-regulação do mercado financeiro e recente artigo de André Lara Rezende – no qual a preocupação em preservar a liberdade do mercado financeiro é maior do que as preocupações com o crescimento da economia.
Já Marcos Garcia é um caso (recuperável?) de analista envergonhado.Como pesquisador ele avança na avaliação da realidade. Como bom professor da PUC-Rio, ele tem limitações ideológicas para apresentar de forma clara o que vê.
Por exemplo, no artigo ele constata que voltou o jogo do “carry trade” no país – de especuladores que tomam empréstimos em uma moeda para aplicar no real. O BC tem que segurar essa bolha.
Mas como propor um controle do cassino, se ele faz parte de uma panela acadêmica cujo poder deriva do exercício sistemático de propagação desses slogans da plena liberdade à jogatina? O publicitário e o economista – que convivem em Garcia – acaba terminando seus artigos com muitas perguntas, cujas respostas ele sabe mas não pode externar.
Clique aqui para a íntegra dos artigos. E continue aqui, para um resumo. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Crise
Tags: câmbio, carry trade, controle de capitais
27/04/2009 - 10:11
Na economia, assim como no jornalismo, há duas formas de notícia: os fatos em si e a ênfase com que é tratado. Pode-se transformar uma compra de paioca em escândalo; ou pode-se transformar um escândalo em algo banal.
Tome-se, por exemplo, o estudo do Banco Central (que sairá no próximo Relatório de Inflação) sobre expectativas do mercado – segundo matéria de Alex Ribeiro, do Valor em Brasília (clique aqui).
O estudo é a melhor comprovação estatística até agora sobre o custo excessivo da política monetária, o abuso na utilização excessiva do câmbio como âncora inflacionária e os vícios da pesquisa Focus (feita com o mercado, a partir da qual o Copom baliza suas decisões). Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Economia
Tags: Banco Central, Copom, metas de inflação
22/04/2009 - 08:16
Clique aqui para mais uma das aulas de Delfim Netto sobre política monetária, PIB potencial e inflação.
Ele mostra os argumentos brandidos, anteriormente, em defesa da taxa de juros elevada e demonstra que as condições que sustentavam a antiga falácia não se repetem.
Na abertura, ele relaciona taxa de juros e condições microeconômicas:
A TAXA DE “inflação mínima” de um país é uma espécie de radiador que dissipa o calor (os aumentos de custo) produzido pelos atritos operacionais do sistema econômico: funcionamento inadequado das instituições (segurança, Justiça), falta de infraestrutura (estradas, comunicações), nível de competitividade (controle do poder econômico e regulação da concorrência) etc.
São dificuldades “estruturais”, que precisam ser removidas para que a “taxa mínima de inflação” se aproxime das vigentes nos seus competidores externos. Esse é o objetivo das famosas reformas “microeconômicas”. É, também, condição necessária para o bom funcionamento da política “macroeconômica” canônica utilizada na maioria dos países.
É aí que discordo.E penso que Delfim valeu-se do argumento apenas para se valer do próprio veneno da cobra para anular seus argumentos.
Reformas estruturais são fundamentais para aumentar a eficiência da economia, melhorar a produtividade. Mas não estão relacionadas diretamente com taxa de inflação.
Acompanhe o raciocínio:
1. Inflação é variação de preços. Significa amanhã os preços estarem mais altos do que hoje.
2. Problemas estruturais – falta de infraestrutura, burocracia, judiciário lento – provocam perda de competitividade, tornam os preços de produção mais elevados que os lá de fora. Se um produto custa 100, em condições ideais de competitividade, jogam-se mais 10 de custo adicional da infraestrutura, 5 de problemas com burocracia e o produto passa a custar 115.
3. No mês seguinte, se os problemas continuam, não são solucionados, ele continuará a custar 115. Mas não houve inflação, isto é, os preços não aumentaram, porque as condições não pioraram.
4.Enquanto a economia não ganha competitividade, o fator de ajuste é o câmbio. Se a perda de competitividade torna os produtos brasileiros 15% mais caros em relação a outros países, o real tem que estar 15% mais desvalorizado para compensar essa defasagem. O fato de ter uma moeda mais desvalorizada não é fator de pressão sobre a inflação, a não ser no momento da desvalorização cambial – quando necessária.
Portanto, as raízes da inflação brasileira devem ser buscadas em outros fatores – indexação, volatilidade cambial, mercado ainda fechado – e não nas condições específicas de competitividade da economia.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Crise, Economia
Tags: câmbio, Delfim, inflação, juros
15/04/2009 - 21:00
Comentário
Cometi o sacrilégio de condenar o professor de Deus por algo que ele não fez. A análise se refere à produção industrial como um todo e nao à indútria automobilística em particular. A correria em deixar as notas para pegar estrada me levou a cometer essa injustiça. Que Deus me perdoe.
A nota
Desde que estourou a crise, estou esperando análises da realidade baseadas em modelagens econômicas da parte do “professor de Deus”, o Alexandre Schwartsman, aquele que dizia que “Nakano não entende nada de economia”.
Hoje ele produziu uma jóia na Folha: a análise dos impactos das vendas no varejo e das exportações sobre o desempenho da indústria automobilística.
Em linha gerais, o que ele fez é o seguinte:
1. Qual o percentual das vendas do setor que é destinado ao mercado interno? Suponha que seja 70%.
2. Qual o percentual destinado às exportações? Cerca de 30%.
3. Há uma diferença entre a venda e a produção de veículos, constituída pelo nível de estoques.
Três informações óbvias, que constam dos relatórios da Anfavea e vêm acompanhadas de conclusões óbvias: a produção é resultado das vendas do varejo (menos a redução de estoques) mais as exportações.
O mestre de Deus transformou uma conclusão simples e banal como essa em uma sinfonia econômica, valendo-se da melhor terminologia.
Montou modelos estatísticos elaboradíssimos para constatar que 10% de crescimento das vendas do varejo representam 7% de crescimento nas vendas totais do setor. Enquanto que 10% de crescimento das exportações, gera impacto de 3%. Quando contei para a Bibi, 11 anos, que ele tinha conseguido chegar a essas conclusões brilhantes meramente manejando uma regra de três, e conferindo-lhe o nome de “modelagem estatística”, ela virbou. “Papai, posso contar na escola que eu também sei fazer modelagem estatística?”
Leia trechos de seu artigo na Folha: Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção
Tags: Alexandre Schwartsman, indústria automobilística, professor de Deus
05/04/2009 - 09:59
O caderno Dinheiro, da Folha, tem mostrado problemas de consistência técnica nas matérias. Ao contrário do Estadão, que tem a melhor cobertura econômica dentre os jornais.
Dois exemplos de hoje (clique aqui)
Matéria “Perdas recordes desafiam gestão de empresas”, onde há uma enorme confusão entre perdas financeiras com derivativos e perdas de valor de mercado – resultado da perda de liquidez dos mercados acionários.
A reportagem mostra que o valor de mercado de muitas empresas é menor do que os recursos em caixa. Logo, bastaria alguém adquiri-las no mercado para se apossar de um caixa de valor superior ao preço pago.
Sem pé nem cabeça. Primeiro, pelo fato da comparação ser reveladora da distroção atual dos mercados, não das empresas. Segundo porque qualquer tentativa de aquisição da empresa provocaria a elevação no valor das suas ações.
A segunda matéria é sobre spreads, comparando com gastos em saúde.
Os spreads bancários são elevadíssimos, mas qual a lógica de compará-los com gastos orçamentários em saúde? Não tem pé nem cabeça. A comparação teria que ser com o faturamento das empresas, com o lucro daquelas de capital aberto, com o fluxo de caixa. Mas ficando no mesmo universo. O resultado seria impactante do mesmo modo.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção
Tags: jornalismo econômico, spread
25/03/2009 - 09:21
No mesmo evento da Fecomercio, Pedro Malan e Gustavo Franco defenderam a política cambial – que gerou uma dívida pública que durante 15 anos drenou recursos de áreas essenciais para o mercado financeiro – alegando não ter certeza sobre os efeitos inflacionários de uma desvalorização cambial.
Apresentam como atenuante o que é prova maior de fracasso da sua política econômica – adiaram por 8 anos um ajuste inevitável, gerando um passivo descomunal. E fizeram isso porque o governo FHC nunca teve como foco o desenvolvimento, a geração de empregos, as políticas sociais, os investimentos públicos. A ideologia reinante era dar tudo para o mercado, que o desenvolvimento viria como decorrência.
A crise global do modelo é a comprovação maior de um erro monumental de estratégia política. Erro, aliás, se se pensar em projeto de desenvolvimento de país. Para os objetivos de FHC – criar uma estrutura de poder baseada na força econômica dos gestores financeiros -, era a estratégia correta.
http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDQeASgoQ0ZDR64Mk
Por João Paladino
Incrível como toda aquela lógica se resumia a isso…ao medo da inflação. E os modelos teóricos, e a arrogância, e as viagens, os ternos, as festas, as entrevistas, e a badalação, Petrobrax, Vale, CC5, a pose de “infant terrible”, a barba por fazer…tudo, tudo, HOJE, se resume a isso: medo da inflação. A devastadora política cambial: era só medo a inflação. E ai de quem pensasse o contrário: eram os “neobobos”. É assombrosa a cara-de-pau desse povo. É tão difícil assim reconhecer o erro? É impossível assumir a culpa pelo estrago? Cadê os estudos econômicos? Se a teoria econômica serve para alguma coisa, que seja empregada agora para quantificar o desastre ocasionado, nãos pelas pessoas, vá lá…mas pelo “medo da inflação”. Onde estão os econometristas? Mostrem o mal causado pelo medo da inflação. Para que esse erro não se repita. Essas pessoas conseguem dormir bem? Ou ainda são assombradas pelo medo da inflação? Eta falácia grosseira! Há famílias acampadas em volta de Tegaste? Ah, deixa que os bárbaros cuidam delas…não vamos abrir os portões não, temos medo da inflação, ops, da invasão.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Economia
Tags: Gustavo Franco, Pedro Malan
25/03/2009 - 09:15
Não adianta. O PSDB continuará eternamente presoaos sentimentos menores de Fernando Henrique Cardoso.
Alguns trechos da matéria de O Valor, sobre sua palestra na Fecomercio acerca dos quinze anos do Plano Real.
Sergio Lamucci, de São Paulo
(…) “O governo Lula está dando passos atrás no processo de profissionalização da administração pública e de separação entre o interesse partidário e o público, entre o interesse privado e o público”, disse, atacando também a atitude do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ante a corrupção.
1. Entregou o Ministério dos Transportes do PMDB de Eliseu Padilha (que está sendo processado por corrupção).
2. Entregou todo o setor elétrico ao PFL.
3. Entregou os fundos de pensão a Daniel Dantas.
4. Entregou o Banco Central aos fundos offshore.
5. Entregou o sistema de livros didáticos às grandes editoras. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Economia, Política, Sem categoria
Tags: Avança Brasil, Bolsa Família, FHC, Real
10/03/2009 - 08:23
Durante anos apontei a insuficiência da análise dos “cabeças de planilha”, sua falta fatal de conhecimento histórico, político, de microeconomia, que os habilitasse a selecionar as melhores variáveis para seus modelitos matemáticos.
Lembro-me de uma comparação que fiz entre Simonsen e Delfim, ao tempo em que o primeiro era celebrado como o maior economista brasileiro. No artigo mostrava Simonsen como o esteta, o homem que via a economia como à música, com regras que permitissem o equilíbrio matemático, a leveza de uma sinfonia.
Mas a economia era feita de variáveis muito mais amplas. Como saber para onde caminha a economia sem entender como funciona o Congresso, sem saber avaliar a velocidade do Executivo, sem ter sensibilidade para compreender como os empresários reagem às crises e às decisões de política econômica?
Nesse sentido, o conhecimento de Delfim Netto sobre a economia brasileira era incomparavelmente mais rico e sofisticado.
E o que dizer dos “professores de Deus”, pessoas sem nenhuma sofisticação intelectual, meros utilizadores de formas estatísticas, “ensinando” como o mundo deveria se comportar?
Aqui, um artigo definitivo de Delfim sobre o desastre produzido pelos economistas acadêmicos – na verdade, os “cabeças de planilha” na economia mundial.
Do Valor Econômico
O fracasso da economia acadêmica
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Economia
Tags: Delfim Netto, econoima neoclássica, fracasso
22/01/2009 - 09:31
Análise excepcional de Raquel Balarin, do “Valor Econômico”, sobre as propostas de auto-regulação do mercado apresentada pelo chamado “Grupo dos 30″ – organização privada presidida por Paul Volcker e que tem Armínio Fraga como vice-presidente (clique aqui).
A proposta bate na tecla da auto-regulação (o mercado regulando a si mesmo) e apresenta 18 propostas de aprimoramento da regulação existente.
Entre elas, “a regulação internacional de operações de derivativos feitas em mercado de balcão, a determinação de que a jurisdição de fundos deve se basear na localização de seus administradores (e não de domicílio legal, como fazem alguns gestores brasileiros), aplicação de regulação para bancos de investimento e corretoras que hoje não são organizadas como holdings bancárias e até revisão dos padrões contábeis para lidar com instrumentos de baixa liquidez”.
Lembra Raquel que, em entrevista ao Valor, Armínio disse que o histórico brasileiro é próximo do consenso internacional sobre regras prudenciais.
Aí, Raquel começa a enumerar as extravagâncias brasileiras: Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Economia, Novo Modelo
Tags: auto-regulação, sistema financeiro
15/01/2009 - 13:45
Por Bruno
Deflação de 0,85% do IGP-10 é o menor da história. Ou seja, queda 0,5 ou 0,75 na Selic servirá apenas para manter o nível de taxa de juros real.
Absurdo. Absurdo. Absurdo.
Clique aqui
Por Romanelli
e o BCE reduz NOVAMENTE a taxa de juros pra 2%
seguiu a Inglaterra, que seguiu os EUA …que seguiu o Japão, a Australia, a China, a Asia inteira …as menores da história
enquanto isso, “nozotros”, aguardamos a reunião do Copom. Clique aqui.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Crise, Economia
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15/01/2009 - 13:30
Por Alessandro Moure
Conforme publicado no Estadão de hoje, comemoramos 10 anos da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). E, vejam só, o mundo não acabou.
: clique aqui
Comentário
A LRF foi um dos grandes passos em direção à disciplina nas contas públicas, ao lado do fim da conta movimento do Banco dpo Brasil, da separação dos orçamentos e da criação da Secretaria do Tesouro Nacional.
Teve um defeito – não dela, especificamente, mas do padrão mercadista do governo FHC, que retirou das limitações da lei o Banco Central. Com isso, praticamente todo o superávit alcançado com a Lei acabou consumido em taxas de juros exorbitantes – no maior processo de transferência de riqueza da história.
Chegou-se a discutir, na época, uma lei de responsabilidade cambial. Mas nenhuma limitação foi imposta à ação predatória do BC – nem durante o governo FHC, nem durante o governo Lula. O banco ficou livre para matar. Assim, no período em que todos os vazamentos foram fechados, dos déficits de estados aos bancos estaduais, criou-se a maior dívida pública inútil da história, sem nenhuma contrapartida em ativos.
Louve-se o trabalho exemplar dos técnicos que montaram a Lei, com destaque para José Roberto Afonso.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Economia
Tags: responsabilidade fiscal
08/01/2009 - 11:19
Por JOAO DA ROCHA
Concordo plenamente com o pensamento de Fernando Cardim, da UFRJ, na entrevista de hoje, no Valor Economico. O Banco Central tem que entender que o seu papel é de defensor da moeda e não dos especuladores, como vem agindo até hoje e o Tesouro desviando recursos para o capital volátil improdutivo e esquecendo as prioridades nacionais.” (clique aqui)
Valor: O BC deve atuar mais pesadamente no câmbio, para evitar uma desvalorização exagerada?
Cardim: Eu tenho defendido o controle de capitais há muitos anos, inclusive nos períodos em que a inundação de aplicações em busca dos juros que o BC oferecia gentilmente parecia satisfazer a todos. O BC não deveria queimar reservas para permitir saída de capitais a níveis mais baixos, nem permitir que a volatilidade implique custos importantes para a economia real, mas, sim, criar dificuldades para essas saídas, especialmente de residentes.
Valor: Fazer isso num momento de escassez de recursos externos não diminuiria ainda mais o fluxo de dinheiro estrangeiro?
Cardim: É uma preocupação válida, mas controles não se aplicam indiscriminadamente. Eu proponho controles de saída razoavelmente drásticos com relação ao capital de residentes, como foi da tradição brasileira até que isso começasse a ser desmontado pela equipe de FHC. Quanto aos não-residentes, os controles deveriam ser de entrada, o que, no momento, não é um problema, mas voltará a ser quando as coisas se normalizarem. Controles devem incidir principalmente sobre entradas para carteira [renda fixa e ações], não necessariamente para investimentos diretos. Apesar do discurso de economistas de bancos, que sugere que as diversas modalidades são solidárias entre si, a experiência mostra que, ao contrário, investidores aproveitam as oportunidades que lhes são oferecidas. Investidores diretos e em carteira não são os mesmos grupos. É possível discriminar entre eles. (SL) Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Economia, Novo Modelo
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04/01/2009 - 10:00
Estava fuçando na Biblioteca do antigo sistema e encontrei o Relatório de Auditoria da Dívida Externa do Equador, colocado por um de vocês.
Clique aqui para acessar.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Internacional
Tags: auditoria, dívida externa, Equador
01/01/2009 - 13:45
Por Ale AR
Vai meu voto para a matéria escrita por Mendonça de Barros, “Decoupling, a prova final”, publicada o dia 30/5/2008, 1 dia depois do Topo Histórico do Ibovespa! (veja o “timing” do autor) Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Crise
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29/12/2008 - 12:20
No valor de hoje, Affonso Celso Pastore dá sua receita: em qualquer circunstância juros altos. Ou, como utilizar seletivamente argumentos em favor da tese única.
Os grandes desafios de 2009
Por Affonso Celso Pastore e Maria Cristina Pinotti
As convicções do governo Lula estão sendo testadas diante da atual crise internacional. Desde o início do primeiro mandato o governo manteve um elevado grau de disciplina macroeconômica (…) Mas seu governo nunca foi submetido a um teste que colocasse à prova aquele pragmatismo. Afinal, ao contar com a contribuição de uma conjuntura internacional favorável ao crescimento econômico, podia jogar livremente e com custo baixo o jogo da “ortodoxia” na política econômica, conseguindo ao mesmo tempo agradar os mercados e as agências de risco; elevar a sua popularidade; e acalmar os setores mais à esquerda de seu partido, porque a eles entregava um crescimento acelerado e um aumento da probabilidade de permanecer no poder por muitos anos. Leia mais »
Autor: klinger.portella - Categoria(s): Cabeção, Economia, Sem categoria
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28/12/2008 - 15:37
Em meu livro “Os Cabeças de Planilha” descrevo alguns modelos históricos de jogadas com a dívida externa, que permitiram ganhos extraordinários a quem tinha relações com os poderosos de plantão.
Na história recente do país, o maior escândalo foi a medida do ex-Ministro Maílson da Nóbrega, no governo Sarney, permitindo a conversão da dívida externa em cruzados. Nem todos conseguiram. Muitos adquiriram títulos antecipadamente com enorme deságio. O mesmo ocorreu com a conversão das dívidas das estatais. Ou mesmo com aquela tentativa do Gustavo Franco, de adquirir antecipadamente títulos da dívida brasileira. O Garantia antecipou-se, comprou os papéis com enorme deságio, mas foi apanhado no contrapé pela crise da Rússia.
Fuçando os arquivos de Getúlio Vargas, no CPDOC, localizei alguns relatórios em que se narram jogadas desse tipo nos anos 30 em diante.
É por aí que se entende uma confusão frequente, de que a dívida externa foi paga várias vezes. Na verdade, não foi paga. Mas as frequentes moratórias provocam um enorme deságio no papel. Só que, ao invés do governo se beneficiar com o deságio e resgatar a dívida, havia frequenbtes manobras que permitiam a investidores e políticos adquirirem os papéis desagiados e revenderem por um preço substancialmente maior para o próprio governo.
De certo modo, o Protógenes tangencia esse tipo de operação na entrevista que deu ao Caros Amigos.
Acabo de chegar ao final. O relatório é de Valentim Bouças, homem com fortes ligações com os Estados Unidos (foi presidente da IBM no Brasil) e autor de um livro sobre a dívida externa. Seu relatório tenta responder às críticas de Nelson Dantas (quem é?) à maneira como estava sendo renegociada a dívida brasileira no final da ditadura Vargas.


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Autor: luisnassif - Categoria(s): Brasileira, Cabeção, Economia, História, Sem categoria
Tags: dívida externa
28/12/2008 - 12:26
Semanas atrás escrevi que o Banco Central adotara uma política incorreta para combater a especulação cambial. Vende contratos de swap. Em um primeiro momento, segura o salto do dólar, saciando a necessidade de dólares do mercado. No momento seguinte, todo mundo que comprou contrato de swap passa a especular contra o dólar, porque quanto maior a cotação, maior o seu ganho.
Hoje o Estadão entra no tema, mostrando a sova que o BC está levando do mercado. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Crise, Economia
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27/12/2008 - 11:17
Artigo de Cesar Benjamin, na Folha, sobre os ciclos econômicos (clique aqui) . Passa pelos ciclos de Kondratiev, de Schumpeter até chegar a Ignácio Rangel, que escreveu sobre os ciclos sem conhecer a obra de Kondratiev.
É uma discussão importantíssima, porque sobre fenômenos que estão acontecendo agora, sob nossos olhos.
Rangel dizia que períodos de crise, inflação, desequilíbrios, criavam as condições para acumulação de capital nas mãos de grupos mais dinâmicos – que passariam a comandar o ciclo seguinte.
Não me lembro se, nas suas obras, ele analisava as ferramentas que permitiam essa acumulação. Em “Os Cabeças de Planilha” e nas pesquisas que estou fazendo para meu próximo livro, fica claro que os movimentos de acumulação se davam em torno de títulos da dívida externa, sejam títulos soberanos, de estados ou de empresas.
A crise derrubava o preço. Investidores mais espertos (ou com mais ligações com as autoridades rerguladoras) adquiriam na bacia das almas. Depois revendiam com um deságio menor para ou o Estado ou a estatal, ou então convertiam em moeda local pelo valor de face ou com pequeno deságio.
É o que está por trás do mais escandaloso episódio contemporâneo: a possibilidade aberta pelo então Ministro Maílson da Nóbrega no final do governo Sarney, de que dívida externa fosse convertida em cruzados. E em toda atuação do Banco Central, do meio do governo Collor em diante, acentuando-se no pós-Real. O Delegado Protógenes avança um pouco nesse tema na entrevista concedida ao Caros Amigos.
Em geral esses jogos são mais disfarçados e, pela complexidade, menos acessíveis à opinião pública. Nos arquivos de Getúlio Vargas no CPDOC, por exemplo, há um relatório de um informante seu, sobre as jogadas do presidente do Banco do Brasil, Guilherme da Silveira (da Tecelagens Bangu) com títulos da dívida do governo de São Paulo.
O ponto fora da curva foi Daniel Dantas, o banqueiro alucinado, que acabou permitindo expor os porões desse financismo.
São esses banqueiros e gestores de fundo que comandarão o próximo ciclo de investimento.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Economia, Novo Modelo
Tags: ciclos
28/02/2007 - 07:00
Na aba de ECONOMIA (clique aqui) a Coluna Econômica analisa um dos truques mais utilizados pela retórica dos economistas: as correlações com falsas relações de causalidade.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Economia, Sem categoria
Tags: planilha
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