Lentamente, Como se ele pudesse ver. Sentiu alguma coisa diferente. Sua casa estava mais quente. E havia revolta em seu entorno. Tristemente, Como se ele pudesse prever. Sentiu medo pela primeira vez. E chorou como se pudesse fazer. Inocente. Achou que aquilo cessaria. E seria novamente feliz, Ao amanhecer o dia. Infelizmente, tudo piorou. O desconforto, o calor, E por fim a dor chegou. Dilacerante, desumana e desigual. Sem chance, sem entender. Rejeitado por querer Foi expulso e sem pulmões, Faleceu ao nascer. Quem seria? O que fez? O que lhe fizeram afinal?
Tão quente, inquieto estou
Sensação de não amor
Desejo de vida, impressão de morte
Estou sem sorte, sorte?
Viver em morte
Fria morte
Fria como garras
Alumínio que me agarra
Me rasga, me prende
Sinto sua confusão
Bem maior que a pressão
Que me reduz
Sou vida que não verá luz
Aborto, roto talvez
Mas perdoou, sou anjo
Morto em pecado
Melhor que viver sem amor?
O que são sinais?
Houve um dia que meu corpo se esticou no sofá
E meus olhos brilharam em viagens ao longo das histórias de filmes antigos.
Houve um dia em que nossos olhos se encontraram
No escuro do carro, na reta negra da estrada à noite.
No dia seguinte meus sapatos eram cor de rosa…
Houve um dia em que meus gritos cortaram a noite garoenta
E no dia seguinte a aurora era mais vermelha.
Houve um dia em que acordei e teus olhos abertos deslizavam sobre mim, dormindo, calma, em paz.
Nessa manhã a angústia não habitou teu peito.
O que são sinais?
Houve um dia que dentro do meu corpo fundiste teu espírito com as nuvens do céu
E, abrindo meus braços, te ensinei o caminho do mar.
No dia seguinte teus olhos eram claros.
E meu sorriso ficou maior.
Todo teu corpo, como a natureza, está lotado de sinais, inscritos, escrituras, pistas, caminhos, mensagens….
Me adestro cada dia e cada noite na decifração de cada sinal que me leva ao gosto/gozo da tua risada,
Cada pista que me leva ao lugar que guardo para ti, para te guardar.
Nassif, meu trivial de hoje vai para o assunto da semana. E vai no verso:
O DIA DO APAGÃO
Falam que o apagão
É um caso encerrado
Pegou apenas dezoito
De vinte e sete estados
Agora pense você
Um apagão pra valer
Qual seria o resultado
O tema virou discurso
Na boca da oposição
Os radicais culpam a Dilma
Os moderados, o Lobão
E ainda falta o Gilmar
Sobre o assunto falar
Dando a sua opinião
O Governo culpa um raio
Nas linhas de transmissão
Disse que foi o mau tempo
A causa da escuridão
Com inaudita desculpa
São Pedro levou a culpa
Do fatídico apagão
Não vejo caso fortuito
Nem vou fazer ilação
Enxergo uma simbiose
Coisa de premonição
Como poeta eu sabia
Que qualquer hora do dia
Lobão rima com apagão
Portanto, pra concluir
Deixo minha sugestão
Que se crie um feriado
Em prol da escuridão
E ao invés de reclamar
A gente vai se amar
NO DIA DO APAGÃO.
Poeta, cantor de rua,
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.
Se aí você teve estudo,
Aqui, Deus me ensinou tudo,
Sem de livro precisá
Por favô, não mêxa aqui,
Que eu também não mexo aí,
Cante lá, que eu canto cá.
Você teve inducação,
Aprendeu munta ciença,
Mas das coisa do sertão
Não tem boa esperiença.
Mas porém, eu não invejo
O grande tesôro seu,
Os livro do seu colejo,
Onde você aprendeu.
Pra gente aqui sê poeta
E fazê rima compreta,
Não precisa professô;
Basta vê no mês de maio,
Um poema em cada gaio
E um verso em cada fulô.
Nassif, também tenho duas. Quando casaram e partiram, eu na dor da saudade, escrevi:
Meus pedaços
Ah! meus pedaços…
Que pouco a pouco estão indo
Com muitos beijos e abraços
Porém, assim mesmo vão.
Criaram asas, têm vidas próprias
Voaram alto, bem longe do chão
E nesse salto, fora do alcance então
Dos meus pequenos braços
Ah! meus pedaços…
Que bom vê-las tão felizes
Novos caminhos, novas rotas,
Imprimindo em todas
Seus melhores traços.
Sempre benvindas onde quer que passem
Disseminando amor
Em qualquer coração
Que seguir seus rastros
Impossivel não se enredar
Nos seu divinos laços.
Ah! meus pedaços…
Que Deus acompanhe os seus passos…
O poeta é Antônio Marinho, de São José do Egito, Sertão do Pajeú, Pernambuco.
O poema, é “Aos Críticos”, escrito em 1950 por Rogaciano Leite, também do Pajeú (há uma discussão sobre se ele é de Itapetim ou de São José do Egito)
O poeta é Antônio Marinho, de São José do Egito, Sertão do Pajeú, Pernambuco. O poema, é “Aos Críticos”, escrito em 1950 por Rogaciano Leite, também do Pajeú (há uma discussão sobre se ele é de Itapetim ou de São José do Egito)
Tendo em vista que o Senado Federal deverá votar nesta próxima terça-feira, 15.09.2009, os destaques da lei eleitoral que vai disciplinar as eleições de 2010, antecipo minha opinião sobre o assunto, em verso, antevendo as malfadadas restrições que poderão constar da referida lei no que respeita ao uso da internet na próxima campanha eleitoral.
Nassif, a disputa pelo futuro e bilionário latifúndio dos royalties advindos da exploração da camada de petróleo do pré-sal, virou cabo de guerra, tendo, de um lado, os três estados contemplados com a primazia da eventual dinheirama, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, e do outro, as demais vinte e quatro unidades da federação que ficaram de fora. Assim, faço meu comentário sobre o assunto em verso:
A PRESSÃO PELO PRÉ-SAL
O anúncio de petróleo
Do Governo Federal
Tem gerado ciumeira
Ambição descomunal
Estados fazendo coro
Pra participar do bolo
Dos royalties do pré-sal
De vinte e sete estados
Da nossa federação
Apenas três se destacam
Na nova prospecção
São Paulo e Rio de Janeiro
Espírito Santo, o terceiro
Em termos de produção
Esse futuro tesouro
Nominado de pré-sal
Estar virando cobiça
De governo estadual
Porém, ninguém quer buscar
Nas profundezas do mar
Esse ouro virtual
Em regime de urgência
O Congresso vai votar
O marco regulatório
Para essa mina explorar
Porém, daqui a dez anos
Se tudo correr nos planos
É que o óleo vai jorrar
Mas não é contraditório
A pressa na votação
Posto que nosso Congresso
Só vota sob pressão
E tampouco é bom deixar
Esse petróleo virar
Discurso da oposição
Enquanto a crise arrefece
E se descobre essa mina
Eu queria perguntar
Aos homens que estão por cima
Se temos tanto petróleo
Por que não se abaixa o óleo
E o preço da gasolina?
Gostei tanto da notícia de que o Brasil está trabalhando na vacina contra a gripe, que vou comentar o assunto em verso:
Em termos de pandemia
Nunca vi nada igual
Como essa gripe suína
Com vírus universal
Pois essa gripe do porco
Deixe todo mundo louco
Por seu efeito letal
Dai é bom evitar
Um ambiente fechado
Pois nele pode existir
Algum sujeito gripado
E essa aproximação
Sem boa ventilação
Já é meio caminho andado
Essa gripe do porquinho
Tem matado muita gente
Pois o vírus se espalhou
Por tudo que é continente
Recentemente chegou
Na Colômbia, e atacou
Álvoro Uribe, o presidente
Na missa ninguém quer mais
Saudar o próprio vizinho
E o padre pula essa parte
Para evitar burburinho
E se alguém espirrar
O padre grita do altar
Cuidado nesse porquinho
A vacina contra a gripe
É notícia alvissareira
É bom saber que tem gente
Empunhando essa bandeira
Se o Brasil sair na frente
Vacinando a sua gente
Vira país de primeira
Essa gripe não se pega
Comendo carne de porco
Pois o vírus não se instala
No suíno que está morto
Porém, é bom evitar
Quando for cumprimentar
Beijar na mão ou no rosto.
O “Poetinha”, como era carinhosamente apelidado, Vinicius de Moraes tende a ser naturalmente associado à poesia, seja como autor de sonetos (formato que inicialmente preferiu), de outras modalidades de poemas, ou como letrista de algumas das canções mais impregnadas de lirismo na música brasileira.
A proeminência da poesia em sua produção naturalmente relegou a um plano inferior o Vinicius prosador, que também é de alto calibre. É fato que alguma visibilidade foi dispensada ao autor de crônicas, embora ele jamais chegasse a se tornar especialista no formato, como um Drummond – que, trabalhando na imprensa diária, assina mais de 500 crônicas -, ou delas tenha se aproximado respeitando strictu sensu as características do gênero. O ritmo insano e a obediência a rígidos padrões formais não combinariam com o espírito livre de Vinicius – segundo o mesmo Drummond, “O único poeta que viveu como poeta”.
faleceu há um mês Rodrigo Souza Leão (43 anos), um dos poetas contemporâneos de maior produtividade. Rodrigo sofria de esquizofrenia, tendo escrito o romance “Todos os Cachorros São Azuis”, influenciou a composição do personagem esquizofrênico de Bruno Gagliasso na novela de Glória Perez “Caminho das índias”.
Leão também foi finalista do Prêmio de Literatura Portugal Telecom.
A minha homenagem aos tantos meninos de rua que perambulam por esse Brasil afora,sem oportunidades e sem opções.O meu desprezo aos políticos que gastam milhões arrancados dos sacrifícios e do suor dos brasileiros,para alimentar seus orgulhos,seus narcisismos,desprezando quem deviam proteger: a população carente do nosso,não deles,Brasil.
Menina de rua
A história do meu sofrimento
Começou bem antes
Antes do meu nascimento.
Meu cérebro foi maltratado
Ao ficar embriagado
Por minha mãe ao beber
Nove meses padecendo
Da gestação ao nascer.
Não sei como, mas já sabia
O que eu nunca iria ter
E muito menos trazer
Carinho e alegria.
E quando a fome apertava
E o seio eu procurava
Afim de me saciar
Minha mãe embriagada
Me enxotava pro canto
Ignorando o meu pranto
Fingindo não me ouvir chorar.
E assim eu fui crescendo
Raquítico e esfomeado
num quartinho trancado
e muito mal higienizado
por aquela que teria
da minha vida cuidar. Leia mais »
NOTURNO Nº 01
Há tanto convivo com tantas noites
que me creio muitas vezes
construído apenas de escuridão.
Minhas noites não são feitas
de vampiros, monstros ou fantasmas,
minhas noites são feitas de ausências e vazios
por onde percorro como um predador
a espreitar as nódoas cinzas de mim mesmo.
A única assombração que me assombra
é esta pálida sombra que reflito,
e que na claridade que me habita fora
desconhece-se dela qualquer indício.
Sou tão cheio de noites partidas do dia
que já nem sequer vejo minhas beiradas
e embotado sigo em meus mistérios
como quem inútil corta a obscuridade
com o fio cego de uma navalha gasta.
E lá no fim,
por detrás de todos meus silêncios tristes,
escuto a voz presa e frágil que me diz:
“estou cansado”.
Quisera, pois, antes do instante
em que a noite não mais se encerra,
ver um dia, ao menos um dia,
o arder nos olhos da luminosidade amarela
do sol.
Nassif, a decretação do segredo de justiça nos processos de ação penal pública, onde a lei não impõe essa providência, só tem beneficiado os réus poderosos. Assim, permita-me discorrer sobre esse polêmico tema. E vai no verso:
O SEGREDO DE JUSTIÇA
Qualquer tipo de censura
Deve ser abominado
E o segredo de justiça
É um dos tipos velado
Porque proíbe a notícia
Dos casos até de polícia
De modo despudorado
O segredo de justiça
Tem nome e endereço
É privilégio dos ricos
De pedigree desde berço
A ele só tem acesso
O mais forte no processo
Que pode pagar o preço
O pobre não tem segredo
E justiça, nem pensar
Porque segredo de pobre
Nem pobre quer divulgar
E numa questão com rico
É cem por cento o seu risco
De até as custas pagar
Entendo que um litígio
De cunho familiar
Só a família interessa
Nessa polêmica entrar
Mas se essa ação for pública
O cidadão da República
Tem direito se informar
Porém, na fase do inquérito
Durante a investigação
É importante o sigilo
Até sua conclusão
Pois não há contraditório
Daí qualquer falatório
Prejudica a apuração
Mas se alguém quer sigilo
Dou até uma sugestão
Procure andar direito
Use total discrição
No Google da internet
O seu passado delete
Lá não tem segredo não.
Edmar Melo.
Por Creuzo Geovani
O segredo de justiça,
Meu caro amigo Edmar,
É tarefa do impossível
Pra não dizer cavalar
Pois tanto os servidores
Como seus operadores
Ficam doidos pra falar. Leia mais »
Meu trivial para esse início de semana vai para o ato de coragem e sinceridade do Ex-bispo e atual Presidente da República do Paraguai, Fernando Lugo, por ter assumido e reconhecido publicamente sua responsabilidade pelo controle de natalidade de seu País. E vai no verso:
A CRECHE DO EX-BISPO
Já vi mulher paraguaia
Sorridente a bailar
E ao som da galopeira
Até com padre dançar
Porém, achei incomum
Bispo quebrando jejum
Somente pra fornicar
O Bispo deixou o clero
Pra se tornar Presidente
Porque achava incômodo
Prender batina nos dentes
Além do mais precisava
Registrar a filharada
E cuidar dos inocentes
As tratativas se davam
Na hora da confissão
A calungada depois
No quarto do sacristão
E pra não ser perturbado
Tinha aviso afixado
“ BISPO EM MEDITAÇÃO”
A cada dia uma criança
Aparece no bispado
Acompanhada da mãe
Pra ter o sangue testado
A creche do garanhão
Só perde em população
Pro Vaticano, o Estado
O grande Martinho Lutero
Rejeitando o celibato
Recluso em um convento
Foi mais astuto e gaiato
Casou-se com uma Freira
Só porque lhe deu bandeira
E abandonou o hábito.
Meu caro Fernando Lugo
Seu pecado é original
Ele vem desde Adão
Que sucumbiu para o mal
Mas quem rejeita mulher
É homem de pouca fé
E hipócrita episcopal.
Edmar Melo.
Por basilio
Não pode ser condenado
E nem ex comungado
Pois seguiu de modo ativo
Não usou preservativo
Como manda Ratzinger
Só amou e multiplicou
Se tem filho há ver
Segurança abdicou
a hercília fernandes,professora da universidade federal do rio grande do norte,fez uma entrevista comigo,onde,entre outras coisas,falo da importância deste blog aqui sobre o meu trabalho.
Nassif, meu Trivial deste final de semana vai para o embate protagonizado no STF pelo o presidente Gilmar Mendes e o ministro Joaquim Barbosa. Como de praxe, vai no verso:
BATE BOCA NO SUPREMO
Sinceramente gostei
Da briga no Tribunal
Quando o ministro Gilmar
Quis dar lição de moral
E o ministro Barbosa
Numa ação bem corajosa
Desceu no colega o pau
A discussão calorosa
Teve nível e essência
Pois os dois digladiaram
Tratando por excelência
O Gilmar amarelou
Quando Barbosa falou
Verdades com eloqüência.
A turma do deixa disso
Entrou depressa em ação
Um pediu vista dos autos
Outro calma!Valentão
Gilmar sorrindo amarelo
Falou de um jeito singelo
Está suspensa a sessão
Foi Gilmar que começou
Pisando o pé do colega
Confundindo assunto técnico
Com discussão de bodega
Quando Barbosa zangou
O clima ali esquentou
E aumentou a querela
Meu caro Joaquim Barbosa
Me senti até vingado
Como católico e cristão
Não vejo nisso pecado
Porém, se for candidato
Por esse e aquele fato
Você será mais votado.
Edmar Melo.
Por Hélio Jorge Cordeiro
Esta trova, bem que poderia ser acompanhada dessa montagem que fiz.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.