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Arquivo da Categoria Poesia

22/11/2009 - 17:00

Os poetas do Blog

Por AC Oliveira

“Quem seria?”
AC Oliveira

Lentamente,
Como se ele pudesse ver.
Sentiu alguma coisa diferente.
Sua casa estava mais quente.
E havia revolta em seu entorno.
Tristemente,
Como se ele pudesse prever.
Sentiu medo pela primeira vez.
E chorou como se pudesse fazer.
Inocente.
Achou que aquilo cessaria.
E seria novamente feliz,
Ao amanhecer o dia.
Infelizmente, tudo piorou.
O desconforto, o calor,
E por fim a dor chegou.
Dilacerante, desumana e desigual.
Sem chance, sem entender.
Rejeitado por querer
Foi expulso e sem pulmões,
Faleceu ao nascer.
Quem seria? O que fez?
O que lhe fizeram afinal?

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
21/11/2009 - 19:00

Os poetas do Blog

Por Anderson Farias

Sobre um tema polêmico,

Sobre Aborto

Tão quente, inquieto estou
Sensação de não amor
Desejo de vida, impressão de morte
Estou sem sorte, sorte?
Viver em morte
Fria morte
Fria como garras
Alumínio que me agarra
Me rasga, me prende
Sinto sua confusão
Bem maior que a pressão
Que me reduz
Sou vida que não verá luz
Aborto, roto talvez
Mas perdoou, sou anjo
Morto em pecado
Melhor que viver sem amor?

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
21/11/2009 - 18:33

Os recitadores do Portal

Do Portal Luís Nassif

14 de Março – DIA NACIONAL (NATALENSE) DA POESIA (POTIGUAR) com Civone Medeiros & Simona Talma

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
20/11/2009 - 19:00

Os poetas do Blog – 2

Por Cabocla

Divórcio

O que são sinais?
Houve um dia que meu corpo se esticou no sofá
E meus olhos brilharam em viagens ao longo das histórias de filmes antigos.
Houve um dia em que nossos olhos se encontraram
No escuro do carro, na reta negra da estrada à noite.

No dia seguinte meus sapatos eram cor de rosa…

Houve um dia em que meus gritos cortaram a noite garoenta
E no dia seguinte a aurora era mais vermelha.
Houve um dia em que acordei e teus olhos abertos deslizavam sobre mim, dormindo, calma, em paz.
Nessa manhã a angústia não habitou teu peito.

O que são sinais?

Houve um dia que dentro do meu corpo fundiste teu espírito com as nuvens do céu
E, abrindo meus braços, te ensinei o caminho do mar.
No dia seguinte teus olhos eram claros.
E meu sorriso ficou maior.

Todo teu corpo, como a natureza, está lotado de sinais, inscritos, escrituras, pistas, caminhos, mensagens….

Me adestro cada dia e cada noite na decifração de cada sinal que me leva ao gosto/gozo da tua risada,
Cada pista que me leva ao lugar que guardo para ti, para te guardar.

Os sinais em mim, me falam do meu amor por você.

E assim, me divorcio- definitivamente-
de ti.

http://blogln.ning.com/profiles/blogs/divorcio-1

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
19/11/2009 - 17:00

Os poetas do Blog

Por AC Oliveira

“Auto Retrato”

AC Oliveira

Nem sei o que sinto,

Quando acordo, quando me levanto.

Não procuro o espelho.

Fujo do meu auto-retrato.

Tenho plena consciência,

E suficiente inteligência,

Para entender as conseqüências,

De todos os meus atos.

Contudo, sigo errando.

Decepcionando a mim mesmo.

Traindo, bebendo, comendo, fumando

Mentindo, escondendo, me endividando.

Parece faltar parafuso.

Alguma conexão.

A ausência de algum valor.

O fim do buraco.

Vivo sendo menos.

Triste, inconformado.

Aflito, acossado.

Irremediavelmente fraco.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
17/11/2009 - 17:00

Melô do Caetano

Por SSBF

Para nunca esquecer que temos de lutar contra o preconceito!

Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso

Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-Ba, residente em Salvador.

Eu já estava estressado
Temendo até por vingança.
Meus alunos na escola
Leitores da ‘cordelança’
E a galera em geral
Sempre a me fazer cobrança.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
14/11/2009 - 17:00

O melô do apagão

Por Edmar Melo

Nassif, meu trivial de hoje vai para o assunto da semana. E vai no verso:

O DIA DO APAGÃO
Falam que o apagão
É um caso encerrado
Pegou apenas dezoito
De vinte e sete estados
Agora pense você
Um apagão pra valer
Qual seria o resultado

O tema virou discurso
Na boca da oposição
Os radicais culpam a Dilma
Os moderados, o Lobão
E ainda falta o Gilmar
Sobre o assunto falar
Dando a sua opinião

O Governo culpa um raio
Nas linhas de transmissão
Disse que foi o mau tempo
A causa da escuridão
Com inaudita desculpa
São Pedro levou a culpa
Do fatídico apagão

Não vejo caso fortuito
Nem vou fazer ilação
Enxergo uma simbiose
Coisa de premonição
Como poeta eu sabia
Que qualquer hora do dia
Lobão rima com apagão

Portanto, pra concluir
Deixo minha sugestão
Que se crie um feriado
Em prol da escuridão
E ao invés de reclamar
A gente vai se amar
NO DIA DO APAGÃO.

Edmar Melo.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags: ,
09/11/2009 - 18:59

Aos sabidos que não são espertos

Por Horridus Bendegó

Que tal, do Patativa, um Trivial?

De Lula, por Patativa do Assaré, para FHC:

Poeta, cantor de rua,
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.
Se aí você teve estudo,
Aqui, Deus me ensinou tudo,
Sem de livro precisá
Por favô, não mêxa aqui,
Que eu também não mexo aí,
Cante lá, que eu canto cá.
Você teve inducação,
Aprendeu munta ciença,
Mas das coisa do sertão
Não tem boa esperiença.

Mas porém, eu não invejo
O grande tesôro seu,
Os livro do seu colejo,
Onde você aprendeu.
Pra gente aqui sê poeta
E fazê rima compreta,
Não precisa professô;
Basta vê no mês de maio,
Um poema em cada gaio
E um verso em cada fulô.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia, Política Tags: , , , ,
28/10/2009 - 17:00

Poema para as filhas que voam

Por luciano coelho

Nassif, também tenho duas. Quando casaram e partiram, eu na dor da saudade, escrevi:

Meus pedaços

Ah! meus pedaços…
Que pouco a pouco estão indo
Com muitos beijos e abraços
Porém, assim mesmo vão.
Criaram asas, têm vidas próprias
Voaram alto, bem longe do chão
E nesse salto, fora do alcance então
Dos meus pequenos braços

Ah! meus pedaços…
Que bom vê-las tão felizes
Novos caminhos, novas rotas,
Imprimindo em todas
Seus melhores traços.
Sempre benvindas onde quer que passem
Disseminando amor
Em qualquer coração
Que seguir seus rastros
Impossivel não se enredar
Nos seu divinos laços.

Ah! meus pedaços…
Que Deus acompanhe os seus passos…

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
25/10/2009 - 17:00

Gonzaga foi; Marília não partiu

Por romério rômulo

nassif:

declaro, em sã consciência, que sempre considerei o gonzaga um traidor ( judas ) da marília. poetas, nestes assuntos, são questionáveis.

daí, no domingo das 3 mocinhas com quem você está em dívida numa vinda a ouro preto, posto um poema sobre.

“marília. ponte, mulher.

mulher e ponte, ambas por gonzaga

se disser que marília é aziaga

estou perdido em largos do horizonte.

vista de mim, marília, ensandecida

estagnada ainda em musa proibida

pelo rigor da corte, gonzaga, se sabe,

nasceu dela, ela lhe pôs a vida.

quando gonzaga, em frutos d’ além mar

outra marília viu e dela fê-la prenha

se recordava, atroz, desta marília

que vila rica fez, e certo, venha

a fazê-la ancestral da lira louca

que gonzaga imprimiu, qual um pastor

de rebanhos, grosseiro relator

de todas as marílias que não viu.

gonzaga foi. marília não partiu ! ”

(pontes: marília)

( romério rômulo, “per augusto & machina”, sp, 2009 )

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags: , ,
25/10/2009 - 17:00

A economia do mineiro

Por Reinaldo

Mineirice

Mineiro é uma gente econômica!

Economiza palavras e letras…

Economiza o sentido do léxico

e usa o dicionário da simplicidade.

Mineiro economiza distâncias

e faz com que tudo seja ali pertinho…

“Aquela estrela ali…” e inexistem anos-luz!

A gente de Minas é discreta e não faz alarde

quer seja da riqueza ou da pobreza…

Economiza para tornar mais fácil.

Só não economiza o “trem”

que coloca onde não tem

e vai (não se sabe aonde)

mais cedo

em segredo

para não perder o bonde…

Mineiro é uma gente econômica;

só não economiza trem e afeto…

____________________________

Reinaldo Luciano

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
20/10/2009 - 08:20

O cantador do São Francisco

Por Gersier

Vale a pena ver

http://www.youtube.com/watch?v=4gm3P3FmBDk&feature=player_embedded

Por Rodolfo Cabral

O poeta é Antônio Marinho, de São José do Egito, Sertão do Pajeú, Pernambuco.

O poema, é “Aos Críticos”, escrito em 1950 por Rogaciano Leite, também do Pajeú (há uma discussão sobre se ele é de Itapetim ou de São José do Egito)

O poeta é Antônio Marinho, de São José do Egito, Sertão do Pajeú, Pernambuco. O poema, é “Aos Críticos”, escrito em 1950 por Rogaciano Leite, também do Pajeú (há uma discussão sobre se ele é de Itapetim ou de São José do Egito)

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags: , , ,
30/09/2009 - 17:00

O projeto ficha limpa

Por Edmar Melo

Nassif, meu trivial de hoje vai para o projeto de lei de iniciativa popular que propõe a inelegibilidade de candidatos processados. E vai no verso:

CANDIDATO “FICHA LIMPA”

O projeto “ficha limpa”

De origem popular

Se transformado em lei

A política vai mudar

Pois político condenado

Mesmo sem transito em julgado

Não vai mais participar

II

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
26/09/2009 - 22:26

Porque hoje é sábado

Por romério rômulo

ubaldo:

“porque hoje é sábado

vamos dizer de vinícius,

de todos os corações incendiados

destas paixões desabridas.

vamos dizer do amor

que é pouco e muito

que é tortura e invenção

e sobra e falta

nas beiradas da vida.

vamos saber dos cuidados

e das ternuras

das porradas e das matracas

que tocam nosso olhar de longe.

pouco se dá se vinícius se foi

e nos deixou um sábado de tonturas.

porque hoje é sábado

e logo depois, outro sábado

a nos habitar, permanente e fosco.”

romério
—————-
Now playing: Fábio Zanon – 33. Rogério Guimarães, Mozart Bicalho
via FoxyTunes

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
15/09/2009 - 17:00

A canção miscigenada de Cabo Verde

Do Portal Luís Nassif

Por Almeida

Prezados Senhores,

Uma letra de canção do poeta caboverdiano Manuel d’Novas sobre a formação de seu povo:

Nôs raça (Nossa raça)

“Papa bêm flam qui raça qui nôs é o pai”

(Papai, venha me dizer qual é a nossa raça, meu pai)

Nôs raça ê prêto ma branco burnido na tempo

(Nossa raça é preto e branco misturado com o tempo)

Burnido na temporal d’escravatura ô fidjo

(Misturado na época de escravidão, meu filho)

Un geração di tuga cu africano

(Uma geração de português com africano)

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags: ,
14/09/2009 - 17:00

A lei eleitoral

Por Edmar Melo

Nassif,

Tendo em vista que o Senado Federal deverá votar nesta próxima terça-feira, 15.09.2009, os destaques da lei eleitoral que vai disciplinar as eleições de 2010, antecipo minha opinião sobre o assunto, em verso, antevendo as malfadadas restrições que poderão constar da referida lei no que respeita ao uso da internet na próxima campanha eleitoral.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
13/09/2009 - 18:07

O poeta do Blog

Por romério rômulo

nassif:

um poema. pelo domingo.

“pontes, ouro preto”

as pontes que martelo e que atormento
carregam uma espécie de unguento
que vila rica deixou em cada delas

o sujo, o não calado, o renitente
perderam a vida, a mão, a língua, o dente
por discordar do que havia sobre elas

quantos soberbos sobre as pontes disfarçaram
suas viagens de quem nasceu do ouro
e o ferro em apetite aguçaram

tiveram, em pindorama, estes senhores
que carregar na consciência, se a tiveram,
o grito amargo das dores que causaram.

(de quantas pontes vive ouro preto? )

( romério rômulo, ” per augusto & machina “, 2009)

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
06/09/2009 - 17:00

O melô do pré-sal

Por Edmar Melo

Nassif, a disputa pelo futuro e bilionário latifúndio dos royalties advindos da exploração da camada de petróleo do pré-sal, virou cabo de guerra, tendo, de um lado, os três estados contemplados com a primazia da eventual dinheirama, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, e do outro, as demais vinte e quatro unidades da federação que ficaram de fora. Assim, faço meu comentário sobre o assunto em verso:

A PRESSÃO PELO PRÉ-SAL

O anúncio de petróleo
Do Governo Federal
Tem gerado ciumeira
Ambição descomunal
Estados fazendo coro
Pra participar do bolo
Dos royalties do pré-sal

De vinte e sete estados
Da nossa federação
Apenas três se destacam
Na nova prospecção
São Paulo e Rio de Janeiro
Espírito Santo, o terceiro
Em termos de produção

Esse futuro tesouro
Nominado de pré-sal
Estar virando cobiça
De governo estadual
Porém, ninguém quer buscar
Nas profundezas do mar
Esse ouro virtual

Em regime de urgência
O Congresso vai votar
O marco regulatório
Para essa mina explorar
Porém, daqui a dez anos
Se tudo correr nos planos
É que o óleo vai jorrar

Mas não é contraditório
A pressa na votação
Posto que nosso Congresso
Só vota sob pressão
E tampouco é bom deixar
Esse petróleo virar
Discurso da oposição

Enquanto a crise arrefece
E se descobre essa mina
Eu queria perguntar
Aos homens que estão por cima
Se temos tanto petróleo
Por que não se abaixa o óleo
E o preço da gasolina?

Edmar Melo.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
03/09/2009 - 17:00

O melô da gripe suína

Atualizado

Por Edmar Melo

Nassif,

Gostei tanto da notícia de que o Brasil está trabalhando na vacina contra a gripe, que vou comentar o assunto em verso:

Em termos de pandemia
Nunca vi nada igual
Como essa gripe suína
Com vírus universal
Pois essa gripe do porco
Deixe todo mundo louco
Por seu efeito letal

Dai é bom evitar
Um ambiente fechado
Pois nele pode existir
Algum sujeito gripado
E essa aproximação
Sem boa ventilação
Já é meio caminho andado

Essa gripe do porquinho
Tem matado muita gente
Pois o vírus se espalhou
Por tudo que é continente
Recentemente chegou
Na Colômbia, e atacou
Álvoro Uribe, o presidente

Na missa ninguém quer mais
Saudar o próprio vizinho
E o padre pula essa parte
Para evitar burburinho
E se alguém espirrar
O padre grita do altar
Cuidado nesse porquinho

A vacina contra a gripe
É notícia alvissareira
É bom saber que tem gente
Empunhando essa bandeira
Se o Brasil sair na frente
Vacinando a sua gente
Vira país de primeira

Essa gripe não se pega
Comendo carne de porco
Pois o vírus não se instala
No suíno que está morto
Porém, é bom evitar
Quando for cumprimentar
Beijar na mão ou no rosto.

Edmar Melo.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
26/08/2009 - 12:46

Os poetas do Blog

Por Marcel Moreira

O filho da puta

O filho da puta é um puta dum filho de baixa conduta

Criado no lixo, sem endereço fixo e com mulher prostituta

Metido no vício, marginal de vocação, sem empregado e nem patrão

Deitado na marquise, falando sozinho em seu mundo ilusório

De olhos pesados, dopados, vidrados, tristes

Pela pinga barata sorvida como se fosse uísque

Medroso de dia, corajoso sob a lua

Escarrado quando sai o sol, aparecido quando a noite cai

Sem direito a voto, nem visto, nem veste, nem voz

Sobrevivente de aborto, rubéola, sarampo, cheio de piolho

Coxo de uma perna, anda sem bengala e é cego de um olho

Cheirando a urina e com resto de fezes embaixo da unha comprida

Por amigo um cachorro

Por inimigo, quase todos

Anestesiado de dor

Tem cheiro de morte e tristeza

Tem um pouco de homem

Tem um muito de fome

Tem dias que ele dorme

Tem dias que ele some

E volta danado com Deus

E deita-se em frente à Igreja pra gemer de solidão

O filho da puta é um puta dum filho de baixa conduta

Que ninguém ensinou o que é certo ou errado

Sobrevivente de aborto e abortado do povo

O último de todos, puxado com rodo

Humilhado na terra, não faz a mínima idéia

De que a justiça divina, por demais esquisita

Diz que o céu o espera…

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
16/08/2009 - 15:00

Os poetas boemios

Do Portal Luís Nassif

O “Poetinha”, como era carinhosamente apelidado, Vinicius de Moraes tende a ser naturalmente associado à poesia, seja como autor de sonetos (formato que inicialmente preferiu), de outras modalidades de poemas, ou como letrista de algumas das canções mais impregnadas de lirismo na música brasileira.

A proeminência da poesia em sua produção naturalmente relegou a um plano inferior o Vinicius prosador, que também é de alto calibre. É fato que alguma visibilidade foi dispensada ao autor de crônicas, embora ele jamais chegasse a se tornar especialista no formato, como um Drummond – que, trabalhando na imprensa diária, assina mais de 500 crônicas -, ou delas tenha se aproximado respeitando strictu sensu as características do gênero. O ritmo insano e a obediência a rígidos padrões formais não combinariam com o espírito livre de Vinicius – segundo o mesmo Drummond, “O único poeta que viveu como poeta”.

Continua

Autor: luisnassif - Categoria(s): Música, Poesia Tags: ,
03/08/2009 - 17:00

O poeta Rodrigo Souza Leão

Por animal racional

faleceu há um mês Rodrigo Souza Leão (43 anos), um dos poetas contemporâneos de maior produtividade. Rodrigo sofria de esquizofrenia, tendo escrito o romance “Todos os Cachorros São Azuis”, influenciou a composição do personagem esquizofrênico de Bruno Gagliasso na novela de Glória Perez “Caminho das índias”.

Leão também foi finalista do Prêmio de Literatura Portugal Telecom.

Aqui vai o último poema escrito por Rodrigo e publicado em seu blog: http://www.lowcura.blogspot.com

Tudo é pequeno.

Tudo é pequeno
A fama
A lama
O lince hipnotizando a iguana

O que é grande
É a arte
Há vida em marte

abaixo, matéria do estadão sobre Rodrigo

http://www.estadao.com.br/suplementos/not_sup401498,0.htm

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
22/07/2009 - 17:00

Os poetas do Blog

Por Gersier

A minha homenagem aos tantos meninos de rua que perambulam por esse Brasil afora,sem oportunidades e sem opções.O meu desprezo aos políticos que gastam milhões arrancados dos sacrifícios e do suor dos brasileiros,para alimentar seus orgulhos,seus narcisismos,desprezando quem deviam proteger: a população carente do nosso,não deles,Brasil.

Menina de rua

A história do meu sofrimento
Começou bem antes
Antes do meu nascimento.
Meu cérebro foi maltratado
Ao ficar embriagado
Por minha mãe ao beber
Nove meses padecendo
Da gestação ao nascer.
Não sei como, mas já sabia
O que eu nunca iria ter
E muito menos trazer
Carinho e alegria.
E quando a fome apertava
E o seio eu procurava
Afim de me saciar
Minha mãe embriagada
Me enxotava pro canto
Ignorando o meu pranto
Fingindo não me ouvir chorar.
E assim eu fui crescendo
Raquítico e esfomeado
num quartinho trancado
e muito mal higienizado
por aquela que teria
da minha vida cuidar.
Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
04/06/2009 - 16:00

Dos poetas do Portal

Do Portal Luís Nassif

Por Renata

Desvio padrão

teu nome é erro
e se variam os corpos
na dança do desejo
após o gozo
abro os olhos
e reconheço
tua natureza de engano

em minha série de desvios
e equívocos
teu nome é o mesmo
acrescido de dígito
romano ou arábico
- és erro sistemático

são os algarismos
absolutos ou relativos
integrando e derivando
o repetido engodo

será nove, doze
ou sete
o número mágico
que se multiplica
até o infinito?

teu nome é erro
traduzindo em matemática
o meu desacerto

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia, Sem categoria Tags:
30/05/2009 - 17:00

Os poetas do Blog

Por Joaquim Cesário de Mello

NOTURNO Nº 01
Há tanto convivo com tantas noites
que me creio muitas vezes
construído apenas de escuridão.

Minhas noites não são feitas
de vampiros, monstros ou fantasmas,
minhas noites são feitas de ausências e vazios
por onde percorro como um predador
a espreitar as nódoas cinzas de mim mesmo.

A única assombração que me assombra
é esta pálida sombra que reflito,
e que na claridade que me habita fora
desconhece-se dela qualquer indício.

Sou tão cheio de noites partidas do dia
que já nem sequer vejo minhas beiradas
e embotado sigo em meus mistérios
como quem inútil corta a obscuridade
com o fio cego de uma navalha gasta.

E lá no fim,
por detrás de todos meus silêncios tristes,
escuto a voz presa e frágil que me diz:
“estou cansado”.

Quisera, pois, antes do instante
em que a noite não mais se encerra,
ver um dia, ao menos um dia,
o arder nos olhos da luminosidade amarela
do sol.

Joaquim Cesário de Mello

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
15/05/2009 - 17:00

O segredo de justiça

Por Edmar Melo

Nassif, a decretação do segredo de justiça nos processos de ação penal pública, onde a lei não impõe essa providência, só tem beneficiado os réus poderosos. Assim, permita-me discorrer sobre esse polêmico tema. E vai no verso:

O SEGREDO DE JUSTIÇA

Qualquer tipo de censura
Deve ser abominado
E o segredo de justiça
É um dos tipos velado
Porque proíbe a notícia
Dos casos até de polícia
De modo despudorado

O segredo de justiça
Tem nome e endereço
É privilégio dos ricos
De pedigree desde berço
A ele só tem acesso
O mais forte no processo
Que pode pagar o preço

O pobre não tem segredo
E justiça, nem pensar
Porque segredo de pobre
Nem pobre quer divulgar
E numa questão com rico
É cem por cento o seu risco
De até as custas pagar

Entendo que um litígio
De cunho familiar
Só a família interessa
Nessa polêmica entrar
Mas se essa ação for pública
O cidadão da República
Tem direito se informar

Porém, na fase do inquérito
Durante a investigação
É importante o sigilo
Até sua conclusão
Pois não há contraditório
Daí qualquer falatório
Prejudica a apuração

Mas se alguém quer sigilo
Dou até uma sugestão
Procure andar direito
Use total discrição
No Google da internet
O seu passado delete
Lá não tem segredo não.

Edmar Melo.

Por Creuzo Geovani

O segredo de justiça,
Meu caro amigo Edmar,
É tarefa do impossível
Pra não dizer cavalar
Pois tanto os servidores
Como seus operadores
Ficam doidos pra falar. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
12/05/2009 - 17:33

Dos poetas do Blog

Da Comunidade Verso e Prosa

Por Marinaldo F. de Lima

Amiltom o contador de historia Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
27/04/2009 - 15:00

A creche do ex-bispo

Por Edmar Melo

Nassif,

Meu trivial para esse início de semana vai para o ato de coragem e sinceridade do Ex-bispo e atual Presidente da República do Paraguai, Fernando Lugo, por ter assumido e reconhecido publicamente sua responsabilidade pelo controle de natalidade de seu País. E vai no verso:

A CRECHE DO EX-BISPO

Já vi mulher paraguaia
Sorridente a bailar
E ao som da galopeira
Até com padre dançar
Porém, achei incomum
Bispo quebrando jejum
Somente pra fornicar

O Bispo deixou o clero
Pra se tornar Presidente
Porque achava incômodo
Prender batina nos dentes
Além do mais precisava
Registrar a filharada
E cuidar dos inocentes

As tratativas se davam
Na hora da confissão
A calungada depois
No quarto do sacristão
E pra não ser perturbado
Tinha aviso afixado
“ BISPO EM MEDITAÇÃO”

A cada dia uma criança
Aparece no bispado
Acompanhada da mãe
Pra ter o sangue testado
A creche do garanhão
Só perde em população
Pro Vaticano, o Estado

O grande Martinho Lutero
Rejeitando o celibato
Recluso em um convento
Foi mais astuto e gaiato
Casou-se com uma Freira
Só porque lhe deu bandeira
E abandonou o hábito.

Meu caro Fernando Lugo
Seu pecado é original
Ele vem desde Adão
Que sucumbiu para o mal
Mas quem rejeita mulher
É homem de pouca fé
E hipócrita episcopal.

Edmar Melo.

Por basilio

Não pode ser condenado
E nem ex comungado
Pois seguiu de modo ativo
Não usou preservativo

Como manda Ratzinger
Só amou e multiplicou
Se tem filho há ver
Segurança abdicou

Mas nem pegou HIV
Só fez como FHC

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia, Sem categoria Tags:
26/04/2009 - 17:00

O poeta do Blog

Por romério rômulo

nassif:

a hercília fernandes,professora da universidade federal do rio grande do norte,fez uma entrevista comigo,onde,entre outras coisas,falo da importância deste blog aqui sobre o meu trabalho.

o material está disponibilizado no: clique aqui

meu abraço,pós aniversário da revolução dos cravos.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
25/04/2009 - 14:00

Bate boca no Supremo

Por Edmar Melo

Nassif, meu Trivial deste final de semana vai para o embate protagonizado no STF pelo o presidente Gilmar Mendes e o ministro Joaquim Barbosa. Como de praxe, vai no verso:

BATE BOCA NO SUPREMO

Sinceramente gostei
Da briga no Tribunal
Quando o ministro Gilmar
Quis dar lição de moral
E o ministro Barbosa
Numa ação bem corajosa
Desceu no colega o pau

A discussão calorosa
Teve nível e essência
Pois os dois digladiaram
Tratando por excelência
O Gilmar amarelou
Quando Barbosa falou
Verdades com eloqüência.

A turma do deixa disso
Entrou depressa em ação
Um pediu vista dos autos
Outro calma!Valentão
Gilmar sorrindo amarelo
Falou de um jeito singelo
Está suspensa a sessão

Foi Gilmar que começou
Pisando o pé do colega
Confundindo assunto técnico
Com discussão de bodega
Quando Barbosa zangou
O clima ali esquentou
E aumentou a querela

Meu caro Joaquim Barbosa
Me senti até vingado
Como católico e cristão
Não vejo nisso pecado
Porém, se for candidato
Por esse e aquele fato
Você será mais votado.

Edmar Melo.

Por Hélio Jorge Cordeiro

Esta trova, bem que poderia ser acompanhada dessa montagem que fiz.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags:
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