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Arquivo da Categoria Costumes

12/11/2009 - 14:00

Os cinco companheiros cumpridores

Por wilson yoshio

Nassif, olhando a capa, do catecismo, Carlos Zéfiro dava de dez à Zero, com cinco dedos de lambugem.

..Europa

Curso que ensina masturbação para jovens causa polêmica na Espanha

Anelise Infante

De Madri para a BBC Brasil

Segundo organizadores, curso “O prazer está em suas mãos” quer atacar mitos

Um novo curso escolar que ensina masturbação a jovens de 14 aos 17 anos está provocando polêmica entre pais e educadores na Espanha.

O curso faz parte de um programa introduzido pelas Secretarias de Educação e Juventude da província de Extremadura, e intitulado “O prazer está em suas mãos”. Ele pretende acabar com mitos para que os adolescentes entendam a sexualidade de forma natural.

As aulas sobre sexo serão facultativas nas escolas de segundo grau da província de Extremadura (oeste do país) a partir de novembro. Os conteúdos vão de anatomia e fisiologia sexual masculina e feminina até técnicas de masturbação e uso de objetos eróticos.

Para a secretária de Juventude de Extremadura, Laura Garrido, o novo curso “não deveria escandalizar a ninguém, principalmente porque todos nós fomos adolescentes algum dia e todos nós temos sexualidade”.

Comentário

Nos meus tempos de Marista, os irmãos diziam que em cada masturbação matávamos milhares de seres humanos.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes Tags: , ,
07/11/2009 - 17:00

Os sinais do suicida

Por Lima

Da Folha

Quem quer se matar dá sinais, diz autora do livro “Suicídio”

FLÁVIA MANTOVANI

Editora-assistente do Equilíbrio da Folha de S.Paulo

Depois que seu pai se matou com um tiro, em 2005, a jornalista Paula Fontenelle, 42, escreveu o livro “Suicídio: o Futuro Interrompido” (Geração Editorial), finalista do prêmio Jabuti 2009.

Leia trechos de sua entrevista:

Folha – O que leva uma pessoa a cometer um ato tão drástico?

Paula Fontenelle – Mais de 90% dos casos de suicídio são associados a um transtorno mental não tratado adequadamente, como depressão ou bipolaridade. O uso de drogas também é comum.

Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes Tags: , ,
07/11/2009 - 17:00

Sobre a beleza rechonchuda

Por Abelha

Fiquei surpresa ao dar de cara, hoje, com uma colega na capa do IG.

Eu a conheci há 3 anos em NY e posso lhes afiançar que ela é muito mais bonita pessoalmente que nas fotos.

Trata-se Fluvia Lacerda, uma modelo que está fazendo muito sucesso por lá.

Teria tudo pra não ser novidade, afinal o Brasil exporta modelos há muitos anos.

Mas Fluvia é o que chamam de “plus size”, modelos de tamanhos grandes.

O manequim dela é 48 e, fora dos padrões de beleza tradicionais, conquistou espaço e hoje ganha a vida como modelo profissional. É considerada a Gisele Bundchen GG.

Além de pertencer ao cast de uma das melhores agências do mundo e já ter sido fotografada para campanhas de estilistas renomados, ela acaba de assinar um contrato milionário com uma grife dirigida às mulheres de tamanhos grandes, a Igigi, cujo slogan é So go ahead, call me fat (em português: vá em frente, me chame de gorda).

Dona de traços perfeitos e medindo 1,82m, é difícil não se encantar com essa paraense de olhos fumegantes e pura sensualidade.

E é ela que está causando todo esse furor em NY.

Será que já não passou da hora do mundo da moda enxergar as mais cheinhas?

Vejam os vídeos e, rapazes, cuidem-se pra não enfartar…

Vídeo com muitas fotos da Fluvia:

Vídeo da Igigi com Fluvia:

Foto da Fluvia:

Site da Fluvia:

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes Tags:
07/11/2009 - 14:04

Os sobrenomes estranhos

Recém-chegado a São Paulo, costumava sair pela noite com meu amigo e parceiro de música João Cleber Juriti que, logo que chegou a São Paulo, arrumou um emprego na agência do Banco Irmãos Guimarães, perto da Galeria Metrópole.

Uma de nossas diversões era fazer levantamento de sobrenomes estranhos, que constavam ou das listas telefônicas, ou da relação de clientes do BIG. Um desses sobrenomes era o senhor Costacurta.

Um dia, o imperdível O Pasquim publicou um artigo do Paulo Francis espinafrando a música popular, depreciando-a frente a música erudita.

Passei na agência, peguei o João e fomos para a Biblioteca Municipal, vizinha dali.

Lá, consultamos uma montanha de enciclopédias e levantamos autores esquecidos da música erudita alemã, inglesa, oriental, mostrando sua dívida com a música popular. Escrevemos um artigo que era um monumento à erudição vazia, com citações em alemão, inglês, uma maravilha para certo tipo de jornalismo cultural. E enviamos para o Pasquim, com o pseudônimo roubado do senhor Costacurta. Não colocamos os nossos nomes com receio de ele descobrir que estava tratando com dois fedelhos.

Uma ou duas edições depois, naquela seção de notas curtas saiu a resposta do Paulo Francis, espinafrando o sobrenome Costacurta mas evitando discutir com aquele monumento de erudição desenfreada que constava da carta. Para sorte nossa, aliás.

Mandamos a tréplica, ainda mais pernóstica do que a primeira carta, animadíssimos com o fato do mestre ter caído na provocação.

Mas não houve resposta. Na semana seguinte, a turma do Pasquim foi presa pela ditadura.

Estava lembrando disso para um exercício alegre de fim de semana: juntarmos os sobrenomes mais estranhos que cada qual já viu ao longo de sua vida e de sua cidade.

Alô, alô, nordeste e interior de Minas: nesse quesito, somos imbatíveis.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes Tags:
07/11/2009 - 14:00

O dia do radialista

Por antonio barbosa filho

Hoje é Dia do Radialista. Importantíssimo homenagear esses operários da Comunicação, tão amados pelo povo, tão desvalorizados pelas empresas.

Minha homenagem a meus mestres, tantos que não cabem aqui, desde a Difusora e Cacique de Taubaté, até a CBN e a Jovem Pan.
Viva o rádio!

Do site Galeria de Vozes

LUIZ JATOBÁ (arquivo 1)

Locutor e Radialista dando notícias, uma de suas especialidades (Observação minha: a mais bela voz do rádio).

Alberto Cury

Locutor e Radialista (Rádio Jornal do Brasil-Rio de Janeiro) anunciando a morte de Charles De Gaulle. Foi o locutor que leu o AI-5

Ari Barroso

Narrando um gol

BLOTA JUNIOR (arquivo 1)

Apresentador de rádio e TV explicando como funcionava o Star Sistem do rádio brasileiro na época de Carmen Miranda.

CHOCOLATE (arquivo 1)

Grande humorista e compositor contando, num programa de rádio, as agruras de seu início de carreira nas ruas de São Paulo.

FIORI GIGLIOTTI-Trecho 1

O último romântico, talvez o único, dos narradores de futebol do rádio brasileiro. Falecido em 08/06/06 aos 77 anos e com 10 Copas do Mundo no curriculum. Com ele, abriam-se as cortinas e começava o espetáculo. O gramado era sempre verde e a bola sempre branca, talvez numa referência velada ao seu time de coração. E no crespúsculo da partida do esporte bretão que consagrou Pelé e tantos outros craques da bola, ele sempre fechava as cortinas e o espetáculo terminava

GERALDO JOSÉ DE ALMEIDA E JOÃO SALDANHA (arquivo 2)

OLHA LÁ, OLHA LÁ, OLHA LÁ, NO PLACARRRRR, NO PLACARRRRRR, o mais vibrante e o mais criativo narrador de futebol do Brasil, que fez escola na TV brasileira e influencía ainda hoje a narração de futebol no país. QUE BOLA BOLA !!!! Ouve aí, ouve aí ouve aí !!! Ainda tem a participação do também saudoso comentarista e ex-técnico da seleção canarinho João Saldanha.

GRANDE JORNAL FALADO TUPI

Apresentação CORIFEU DE AZEVEDO MARQUES – Primeira Edição – “Ano 1 – Número 1″ (Rádio Tupi-S.Paulo)-regravação

Do Portal Luís Nassif

Monarquia do Rádio Paulista – Podcast Cardápio Cultural

* Publicado por Thais Matarazzo

Rainhas e Princesas do Rádio Paulista

Não percam, hoje no podcast CARDÁPIO CULTURAL, um programa especial conta a trajetória de Rainhas e Princesas do Rádio Paulista. Muitas entrevistas e músicas!

Acesse: cardapiocultural.podbean.com

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes Tags: , , , , , , , ,
06/11/2009 - 17:00

A Londres no pré-guerra

Por Andre Araujo

Seção Musical em homenagem à semana inglesa do Presidente Lula, da serie British Dance Bands : De 1925 a 1940 Londres foi a a capital dos jantares elegantes ao som de famosas orquestras de dança que tocavam nos principais hoteis como Mayfair e Savoy e em night clubs como Kit Kat, foram em torno de 30 conjuntos entre os quais os mais conhecidos eram Bert Ambrose, Ray Noble, Jack Hylton, Harry Roy, Jack Payne, Jay Wilbur, Billy Cotton, Jack McDermott, Lew Stone, Fletcher Henderson, Roy Fox

etc., as orquestras tinham quase sempre cantores não fixos, como Al Bowlly, Vera Lynn, Elsie Carslile, Anne Shelton, Marjorie Kingsley, Rita Williams, Dan Donovan, Les Allen e uma estrela de quem tratarei em outro post, Frances Day, cuja vida de amores daria um belo filme, entre os seus casos teve Anthony Eden, futuro Primeiro Ministro, Eduardo VIII, futuro Rei e Lord Louis Mountbatten, primo do Rei e o ultimo Vice-Rei da India.

As orquestras tocavam em ambientes aonde era obirgatorio o traje a rigor, que era o padrão londrino para jantar nas classes altas, as orquestras tambem gravavam bastante e muitas delas eram contratadas da BBC.

As orquestras birtanicas eram bem diferentes das americanas, a musica sempre mais suave e menos estridente, o padrão londrino era especifico mas muitos musicos americanos tocavam na Inglaterra, alguns moraram lá por décadas mas o publico era inglês e a musica tinha um estilo inconfundivel, mesmo quando o compositor era americano, como a que Ray Noble toca no video abaixo, composição de Cole Porter.

http://www.youtube.com/watch?v=KuzNK35o_K0

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes, Cultura, Música Tags: , , , ,
11/09/2009 - 16:11

Depois do italiano, a volta à normalidade

Por Ubaldo, o Paranóico

Caro Nassif,

Veja a que nível chega a histeria hipócrita de nossa sociedade. Enquanto o tal italiano vai preso (acusado de estupro!) pelo fato de dar um “selinho” na filha, à luz das Praias do Ceará, essas outras meninas ficaram restritas a uma página de jornal, sem a mínima repercussão, e sem nehum “moralista” para mandar prender algum político…

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=668827

O link está com data de 11.09. mas a data certa é 7.09 (dia da Independência!).

Observe, no final do artigo (logo abaixo do nome do jornalista, encimando o quadro “comente essa matéria), há um anúncio (à esquerda do quadro) com os seguintes dizeres: “Ache a mulher ideal – Milhares de perfil (sic) de mulheres para todas as idades”. É de doer, não é não?

Comentário

Como é anúncio Google, é possível que já não esteja quando acessarem a página.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes Tags: , ,
08/09/2009 - 17:00

Furo: a primeira atriz e cantora negra brasileira

Do Portal Luís Nassif

Por Henrique Marques Porto

Nassif,

Não sei se você já viu, mas o Portal tem um furo! Em primeira mão a Página Teatro de Revista apresenta ao distinto público uma foto de Ascendina dos Santos, a primeira atriz e cantora negra brasileira.

Ascendina seria a enigmática Rosa Negra, atriz que fez muito sucesso a partir de 1926 e que desapareceu no início dos anos 30. Deixou apenas uns poucos registros fonográficos, que já postamos. Nunca mais se teve notícias dela. Não se sabe onde e quando nasceu, nem quando e onde morreu. Foi uma descoberta arqueológica da Helô!

A matéria fala ainda da precursora Companhia Negra de Revistas, composta apenas por negros, criada em 1926 e dissolvida em 1927, e das manifestações racistas que sofreu por parte de certa imprensa. O maestro da Companhia criada por De Chocolat e o cenógrafo português Jaime Silva era o Pixinguinha. Grande Otelo estreou nela aos 6 anos de idade.

Clique aqui

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes, Cultura, Música Tags: ,
19/06/2009 - 09:44

Sexo na rede

De O Globo

Sexo com riscos, agora na rede

Bernardo Mello Franco

BRASÍLIA

Pesquisa sobre comportamento sexual divulgada ontem pelo Ministério da Saúde revela que os brasileiros estão fazendo mais sexo fora do casamento e com parceiros que conheceram pela internet. E o cuidado com a prevenção da Aids e outras doenças diminuiu. De acordo com o estudo, 7,3% das pessoas tiveram relações, no último ano, com alguém que encontraram na rede mundial de computadores.

Entre os homens, o percentual chega a 10,3%, contra 4,1% entre as mulheres. A pesquisa também mediu, pela primeira vez, o índice de traição nos relacionamentos. Dos entrevistados que vivem com um companheiro, 16% admitiram ter mantido ao menos uma relação extraconjugal. A infidelidade foi confessada por 21% dos homens e 11% das mulheres.

Comentário

Hoje em dia, não sei. Mas é impressionante o que as salas de bate-papo fizeram com as relações pessoais dez, quinze anos atrás.

Meu amigo Zé Rodrix, em determinada época, chegou a ficar 24 horas seguidas chateando. Outro amigo – escritor renomado – apaixonou-se perdidamente por uma gaúcha inteligente. Foi até Porto Alegre. Lá, descobriu que era um travesti.

Há histórias de todo tipo ilustrando esse enigmático mundo novo.

Certa vez, escrevi um perfil de Leonel Brizolla, mostrando uma espécie de descanso do guerreiro. Depois de viúvo, ele se apaixonou por uma moça. E houve uma cena tocante, que mostrava o líder cansado. Uma passeata debaixo de sua janela e ele encantado com a moça, e menos com a política.

Velhos brizolistas ficaram surpresos, não sabendo onde obtive a informação. Foi em uma dessas salas.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes Tags: ,
13/06/2009 - 13:34

As redes sociais

Do Grupo de Mídia do Portal Luís Nassif

Apresento uma pequena reflexão acerca dos desafios da mídia ante o fenômeno da blogsfera.

Vamos retroceder pouco mais de vinte anos, para resgatar a constituição do “Plenário Pró-Participação Popular na Constituinte”. Já citei, em outra ocasião, aqui mesmo no seu blog, minha admiração por Francisco Whitaker. Em 1985, o “Chico” foi um dos formuladores do modelo de organização quase “anárquico” do “Plenário”: um modelo de participação espontânea dos interessados, sem exigência de “identidades” padrões, sem comando uniforme acerca das iniciativas, sem datas únicas, sem “coordenação”, no sentido mais hierárquico do conceito. O “Plenário Pró-Participação Popular” era uma coalizão em que um “ideário” comum insuflava a criatividade e a iniciativa de todos os seus participantes em qualquer lugar onde se encontrassem. Essa característica determinou uma capacidade extraordinária de multiplicar iniciativas que acabou ecoando fortemente na Constituinte. O conceito chave do Chico era a “rede”. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes, Mídia, Novo Mundo Tags:
03/06/2009 - 12:48

Não deixaram Adriano sozinho

Por weden

A torcida entendeu o recado de Adriano

Mas quem mais entenderia?

Lindo!!

“Eu só quero ser feliz”, um hino.

http://www.youtube.com/watch?v=Ke8NW-IkNV8

Comentário

Que maravilha!

Eu só quero é ser feliz. Andar tranquilamente na favela onde eu nasci E poder me orgulhar E ter a consciência que o Flamengo é o meu lugar

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes Tags: , ,
23/05/2009 - 11:00

Ser paulista

Abro a discussão sobre o “ser paulista” recomendando não se ceder às visões preconcebidas. São Paulo não é um, são muitos, é um mundo extremamente diversificado que não pode ser interpretado apenas a partir dos olhos da mídia paulista.

Por Hilano Carvalho

Rodrigo Medeiros,

“O problema é que os paulistas, não todos, se consideram desenvolvidos e por isso consideraram natural a adesão ao neoliberalismo, ou seja, ao fim da história”

É exatamente isso: trata-se de um auto-engano social. Os paulistas, talvez encarnando as figuras sanguinárias dos Bandeirantes do passado, sendo que, a rigor, boa parte deles nem sequer poderia reivindicar tal ascendência, pois a grande massa colonizadora de SP, não se esqueçam, tem origem italiana e espanhola, que remonta aos séculos XIX e XX, tem uma visão colonialista do resto do Brasil. Muitos vêem de fato o Brasil como um resto no sentido mais pejorativo da palavra. Dito isso, parte dos paulistas-nativos, não todos, mas a grande maioria, até mesmo sem querer, influenciados por uma cultura autoritária e servil, nem se reconhecem no “ser brasileiro” para si, se os outros assim se vêem desta maneira, ou para os outros, na medida em que se consideram superiores por apresentarem indicadores financeiro-econômicos mais favoráveis, construídos, tal como muito bem exposto aqui, pela exploração do meio ambiente e de mão de obra barata. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Brasileira, Costumes, História Tags: ,
27/04/2009 - 12:55

O fotógrafo Stupakoff

Por Glauco

Esta semana faleceu o famoso fotógrafo Otto Stupakoff. O blog do Pictura Pixel deu a nota num post muito bonito: clique aqui.

Comentário

Que tal homenagearmos adequadamente Stupakoff completando o excelente perfil publicado com pesquisas adicionais? Aí vão alguns trechos do perfil, com dicas para pesquisa.

Pesquisa 1

É dele uma antológica capa da revista Claudia de 1963, com o retrato da belíssima atriz Karen Rodrigues . Stupakoff conta que foi o autor da primeira foto de moda genuinamente brasileira: A modelo era Duda Cavalcanti, uma top internacional da época, vestindo um modelo do estilista paraense Dener Pamplona de Abreu, o famoso “Dener ” (1937-1978) . Lembra até mesmo a locação: No terraço da casa do pintor carioca Heitor dos Prazeres (1988-1966) , no distante ano de 1955.

Pesquisa 2

Seu primeiro trabalho editorial no exterior foi para Bazaar, fazendo o retrato do ator Oskar Werner, o Jules, protagonista de “Jules et Jim”, filme de 1962 do francês François Truffaut (1932-1984) . “Usava uma câmera de grande formato 9X10 polegadas . Não por exigência dos editores, mas, por escolha!”

Pesquisa 3

Nesta época conheceu a brasileira Beatriz Feitler (1938-1982), diretora de arte da Bazaar, onde ele produziu ensaios mensais por cinco anos. ” No início, “Bea” não queria me dar trabalho achando que pensariam que estava me favorecendo por ser brasileiro. “Ela foi a melhor diretora de arte com quem trabalhei!”, conta, com saudade da amiga. Feitler foi diretora de arte da Rolling Stone onde redesenhou a revista por três vezes. O antológico volume do décimo aniversário da revista , de 1977, foi preparado por ela, que trouxe um ensaio fenomenal da fotógrafa americana Annie Leibovitz. Seu último trabalho foi reformular a revista Vanity Fair, cujo primeiro volume saiu um ano após sua morte.

Para meu próximo livro, fiz uma pesquisa relativamente extensa sobre o Bazaar e o Vogue, e não soube nada sobre essa brasileira Beatriz Freitler. Quem teria mais dados?

Reconhecimento

Por iniciativa do fotógrafo Fernando Laszlo, de quem se tornou amigo, – e para quem Stupakoff disse que deixaria como herança seus negativos – e do fotógrafo Bob Wolfenson, o talento dele voltou a ser reconhecido no Brasil. Na verdade, para a geração nova, está sendo ainda descoberto, infelizmente, resultado da pobre e lamentável memória cultural brasileira.

Por Maria Beatriz Coelho

Sobre a Beatriz Freitler: clique aqui.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes, Fotografia Tags: ,
26/04/2009 - 10:13

O ocaso do pensamento neocon

Por weden

Na matéria do Estadão (Portal) “Audácia marca largada de Obama”, há uma questão que fica de fora: o enterro da cultura neocon.

Aliás, as discussões eminentemente econômicas da crise atual ocultam seriamente o deslocamento dos valores culturais e filosóficos que vêm se dando, com o fim do pensamento único.

A matéria citada acima poderia ganhar o título “Obama, os 100 dias que enterraram a cultura neocon”

Na era neocon (aprofundada por Bush) falar em líderes populares era falar em ditadores sanguinários; usava-se a expressão Eixo do Mal, dividindo o mundo entre bonzinhos e satânicos (os opositores aos EUA, lógico); condenar Guantânamo e os métodos da Guerra do Iraque era coisa de defensores de terroristas.

No Brasil, o neocon fez escola: Veja e seus pitbuls (e seu neomakartismo de difamação de tudo que parecia-lhes de esquerda), Ali Kamel e a negação do racismo, Olavo de Carvalho com seu desdém em relação ao que ele chamava de “queridinhos de ongs” (negros e indígenas), Arnaldo Jabor chamando de atrasados todos que duvidavam do neoliberalismo. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes, Mídia Tags: , ,
24/04/2009 - 15:38

As novas relações horizontais

Por Hans Bintje

O site do Luis Nassif também é parte da política externa brasileira.

Geert A. Banck cita (1) “o quadro famoso de Rembrandt, que mostra cinco conselheiros do grêmio de comerciantes de tecidos de Amsterdam atrás de uma mesa, averiguando a qualidade das amostras, pode-se vislumbrar um convívio religioso exemplar: todos vestem os mesmos ternos escuros, dois são católicos, um menonita, um protestante expulso da Igreja Calvinista e somente um calvinista”.

O que os une são as necessidades reais das pessoas, que transcendem quaisquer fantasias sobre uma divindade mesquinha que faça distinções entre seus filhos. Por isso aqueles conselheiros se respeitam e nós os respeitamos; a mesma coisa ocorre com o Luis Nassif quando ele se dedica a escrever sobre seu povo, pessoas reais com angústias e um bocado de sonhos.

Jorge Forbes comenta (2) “que a angústia é fundamental para o ser humano. Se ela é causa de doenças, é também causa de criação. Ninguém cria nada se não estiver angustiado”.

Nesse sentido, o blog do Luis Nassif se tornou um lugar criativo, interessante, que vale a leitura, a interação.

E, como bem observa Jorge Forbes sobre a liderança (3), raciocínio que vale para as relações internacionais, “hoje estamos em uma sociedade de rede, uma sociedade plana, não vertical, o líder não pode se apresentar como um modelo a ser imitado, ou louvado como um ideal. Acabou a era dos líderes imperiais, mistura de sabedoria e poder. (…)

Um líder hoje deve saber que (…) mais valem os detalhes do pouco a pouco, a atenção com as janelas quebradas, que propostas monumentais.

Um líder hoje deve saber que na sociedade de comunicação o que mais vale é a própria comunicação, a interface, o contato, além de qualquer bem material: o líder deve ser a expressão de uma cultura”.

Notas:

(1) http://www.scielo.br/pdf/rbcsoc/v22n65/a10v2265.pdf

(2) http://www.jorgeforbes.com.br/br/contents.asp?s=24&i=23

(3) http://www.jorgeforbes.com.br/br/contents.asp?s=23&i=134

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes, Diplomacia Tags: , ,
23/04/2009 - 17:00

O dia de Sant Jordi

Por Guilherme Dorneles

Nassif, hoje o dia tem um sabor delicioso aqui em Barcelona, onde vivo.

Dia 23 de abril é comemorado o Dia de Sant Jordi, o padroeiro da Catalunha. Para os catalães, a data representa não só a homenagem a um santo como também o dia dos namorados, tomando o posto de São Valentin, comemorado dia 14 de fevereiro no mundo inteiro.

Mas, muito mais do que apenas um feriado, o dia é uma data especial nas ruas das cidades e “pueblos” da Catalunha. A tradição diz que a mulher deve dar um livro ao homem, já o homem dá uma rosa e um ramo de trigo à sua amada.

Por isso, as ruas ficam cheias. Dezenas de pessoas vendendo livros e rosas. Além disso, escritores famosos realizam sessões de autógrafos nas ruas e um clima delicioso toma conta da já gostosa primavera espanhola.

Infelizmente, minha amada está no Brasil, mas, mesmo assim, saio às ruas apenas para ver as pessoas e os casais apaixonados.

Mais informações sobre o dia aqui (em espanhol) http://santjordi.yaia.com/historia.html

Então, viva Sant Jordi!!!!

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes Tags:
29/03/2009 - 10:35

A homofobia que mata

Do caderno Aliás, do Estadão

A máquina do ódio homofóbico não para de moer

Todos os dias, mais de um homossexual masculino é assassinado no País. Travestis são maiores vítimas

Vagner de Almeida* – O Estado de S.Paulo

- Desde que iniciei o trabalho sobre violências estruturais, no início dos anos 80, com o surgimento da aids e o crescente número de vítimas do ódio homofóbico, assassinatos praticados com altíssimo grau de violência contra homossexuais ainda crescem no Brasil. No Parque dos Paturis, em Carapicuíba (SP), um suposto serial killer matou, entre julho de 2007 e o último dia 15, nada menos do que 14 pessoas, a maioria homossexuais. Em 2009, também foram assassinados dois travestis de 20 anos no Altiplano Cabo Branco, em João Pessoa. Em todo o País, de janeiro a junho de 2008 foram registrados mais de 50 homicídios contra essa comunidade, tendo o número duplicado até o início de dezembro. Esses dados referem-se apenas aos casos registrados nas delegacias de polícia, nos laudos dos hospitais e por instituições como o Grupo Gay da Bahia, o qual, com tremenda dificuldade, consegue obter informações precárias. Estatísticas comprovam que, por dia, mais de um homossexual é morto em nosso território.(continua)

Comentário

Creio que o preconceito mais arraigado em nossa sociedade é contra o homossexualismo. Da morte de homossexuais em crimes de rua, até a lista pink (sobre os homossexuais da sociedade paulistana), é um preconceito que não respeita classe social.

Em casa sempre recriminamos qualquer forma de manifestação preconceituosa. As quatro meninas  foram criadas dentro desses princípios. Da influência da escola, das conversas com coleguinhas, nunca vi manifestações contra negros. Contra homossexuais, sim. Nada que tivesse sido passado pelos professores, mas a partir de conversas com coleguinhas.

Não chegaram a desenvolver essa excrescência (do preconceito) porque prontamente reprimidas. Mas é revelador sobre os filtros que a sociedade passou a construir contra outras formas de preconceito; e dos filtros civilizatórios que ainda estão por serem construídos.

É um preconceito tão arraigado que há alguns tipos manjados na Internet, blogueiros extremamente agressivos, com histórico de homossexualismo, que se tornaram homofóbicos empedernidos como forma de autodefesa.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes Tags: , ,
03/02/2009 - 15:00

A santa dos brasileiros

Ontem me enrolei com mil compromissos e deixei passar em branco várias dicas de vocês sobre o dia de Iemanjá. Dia desses, abordamos também a questão das religiões afro no sistema educacional.

Que tal aproveitar o tema para um bom apanhado sobre as religiões afro-brasileiras?

Comentário

Alguém poderia informar qual o parâmetro que uso para desabilitar a execução automática? Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes, Cultura Tags:
01/02/2009 - 08:00

As novelas e o divórcio

Por paulo frança

BBC diz que Globo causa divórcios

Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sugere uma ligação entre as populares novelas da TV Globo e um aumento no número de divórcios no Brasil nas últimas décadas. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes Tags: ,
30/01/2009 - 16:44

O que Brasil e Itália têm em comum

Por Abdelnur

Brimo Nassif,

de uma olhada no link abaixo e depois me diga se é para confiarmos na corte italiana. Clique aqui.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes Tags:
27/12/2008 - 10:42

O ato de adotar

O Estadão traz um tema que não é novo, mas sempre presente: o problema com a adoção enfrentado por pais despreparados (clique aqui). Não há fórmula mágica para tratar com filhos biológicos ou adotados. Mas há uma regra fundamental, que permite superar eventuais problemas: a adoção (tanto do filho biológico como do adotado) tem ser que integral. Ou seja, os pais têm que se dar conta, no momento da adoção, que a relação é para toda vida, que na sua frente há uma criança que compartilhará de seus valores, dependerá de seu apoio e do seu afeto.

A matéria do jornal traz os problemas usuais, pais achando que os filhos adotados não mostram gratidão (!!!), que agridem os filhos biológicos. Nem diria que é besteira o que dizem, porque acreditam nisso: é muito mais motivo de pena, por não serem suficientemente evoluídos para entender a maravilha de se ligar a um ser humano indefeso e ser responsável por sua formação e segurança.

Testemunhei algumas histórias de filhos adotados problemáticos (da mesma forma que existem filhos biológicos problemáticos). Nenhuma me marcou tanto quanto uma amiga em Santo Amaro, em cuja casa se armavam saraus para que a mulher do Tio (o pianista Laércio de Freitas) preparasse comida para receber os melhores músicos de São Paulo.

A dona da casa tinha duas filhas, que eram anjos em forma de meninas, carinhosas, lindas, lindas, lindas, dessas de cativar à primeira vista; e um menino, hiper-ativo, com problemas sérios.

Os três foram adotados quando já tinham alguma idade, creio que 7 anos as meninas, 5 anos o menino. Foram encontrados pela polícia na casa dos pais biológicos, acorrentados a uma mesa, com marcas de chicote nas costas, de queimadura de cigarros. Foram recuperados para a vida e para o afeto pelo trabalho da nova mãe. Não foi só atendimento, ida a psicólogos e coisas do gênero: foi afeto direto na veia.

O menino tinha problemas de hiperatividade. No seu caso, tratamento com psicólogos, medicamento. E o afeto permanente daquela mãe.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Costumes, Cultura Tags:
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