Anselmo afirmava que “em noites de excitação alcóolica chegava a dar 11″. Todos nós, conhecendo as coisas dele, achávamos exagero. Num dia, um caso célebre do bom Anselmo confirmou. Dela, discreto que sou, só sou as iniciais:SD.
Conheci demais o Anselmo. Desde que, em 1950, fizemos um filme na Atlântida (pode checar no IMDB e há os primeiros 20 minutos no YouTube). Tremendo moleque, engraçadíssimo, inteligente, papo sensacional. Anos 60, muita conversa no Fiorentina. Ele, como eu, morava ali no Leme. Simpaticíssima e mais do que justo seu lembrete e, eu ousaria dizer, homenagem. Abração do admirador e leitor habitual. Ivan
Por jairo arco e flexa, de sp
Permitam-me um comentário muito pessoal sobre esse paulista de Salto, que se tornou famoso com os filmes da Atlântida carioca.
Até estrear na direção com a comédia “Absolutamente Certo!” Anselmo era víitima de uma campanha impiedosa de grande número de críticos, que faziam de tudo para desmoralizá-lo.
Implicavam com sua pinta de galã, seu sucesso junto às mulheres, com o que consideravam sua falta de cultura, chamando-o de canastrão para baixo.
Quando “Absolutamente Certo!”, filme do qual, além de ser o diretor, era também o autor do argumento e o protagonista, fez um enorme e inesperado sucesso, a maioria dos críticos teve, com diria Zagalo, “que engoli-lo”.
Mas quando Anselmo anunciou que iria adaptar para as telas a premiada peça de Dias Gomes “O Pagador de Promessas”, os ataques recomeçaram.
Editora-assistente do Equilíbrio da Folha de S.Paulo
Depois que seu pai se matou com um tiro, em 2005, a jornalista Paula Fontenelle, 42, escreveu o livro “Suicídio: o Futuro Interrompido” (Geração Editorial), finalista do prêmio Jabuti 2009.
Leia trechos de sua entrevista:
Folha – O que leva uma pessoa a cometer um ato tão drástico?
Paula Fontenelle – Mais de 90% dos casos de suicídio são associados a um transtorno mental não tratado adequadamente, como depressão ou bipolaridade. O uso de drogas também é comum.
Fiquei surpresa ao dar de cara, hoje, com uma colega na capa do IG.
Eu a conheci há 3 anos em NY e posso lhes afiançar que ela é muito mais bonita pessoalmente que nas fotos.
Trata-se Fluvia Lacerda, uma modelo que está fazendo muito sucesso por lá.
Teria tudo pra não ser novidade, afinal o Brasil exporta modelos há muitos anos.
Mas Fluvia é o que chamam de “plus size”, modelos de tamanhos grandes.
O manequim dela é 48 e, fora dos padrões de beleza tradicionais, conquistou espaço e hoje ganha a vida como modelo profissional. É considerada a Gisele Bundchen GG.
Além de pertencer ao cast de uma das melhores agências do mundo e já ter sido fotografada para campanhas de estilistas renomados, ela acaba de assinar um contrato milionário com uma grife dirigida às mulheres de tamanhos grandes, a Igigi, cujo slogan é So go ahead, call me fat (em português: vá em frente, me chame de gorda).
Dona de traços perfeitos e medindo 1,82m, é difícil não se encantar com essa paraense de olhos fumegantes e pura sensualidade.
E é ela que está causando todo esse furor em NY.
Será que já não passou da hora do mundo da moda enxergar as mais cheinhas?
Vejam os vídeos e, rapazes, cuidem-se pra não enfartar…
Recém-chegado a São Paulo, costumava sair pela noite com meu amigo e parceiro de música João Cleber Juriti que, logo que chegou a São Paulo, arrumou um emprego na agência do Banco Irmãos Guimarães, perto da Galeria Metrópole.
Uma de nossas diversões era fazer levantamento de sobrenomes estranhos, que constavam ou das listas telefônicas, ou da relação de clientes do BIG. Um desses sobrenomes era o senhor Costacurta.
Um dia, o imperdível O Pasquim publicou um artigo do Paulo Francis espinafrando a música popular, depreciando-a frente a música erudita.
Passei na agência, peguei o João e fomos para a Biblioteca Municipal, vizinha dali.
Lá, consultamos uma montanha de enciclopédias e levantamos autores esquecidos da música erudita alemã, inglesa, oriental, mostrando sua dívida com a música popular. Escrevemos um artigo que era um monumento à erudição vazia, com citações em alemão, inglês, uma maravilha para certo tipo de jornalismo cultural. E enviamos para o Pasquim, com o pseudônimo roubado do senhor Costacurta. Não colocamos os nossos nomes com receio de ele descobrir que estava tratando com dois fedelhos.
Uma ou duas edições depois, naquela seção de notas curtas saiu a resposta do Paulo Francis, espinafrando o sobrenome Costacurta mas evitando discutir com aquele monumento de erudição desenfreada que constava da carta. Para sorte nossa, aliás.
Mandamos a tréplica, ainda mais pernóstica do que a primeira carta, animadíssimos com o fato do mestre ter caído na provocação.
Mas não houve resposta. Na semana seguinte, a turma do Pasquim foi presa pela ditadura.
Estava lembrando disso para um exercício alegre de fim de semana: juntarmos os sobrenomes mais estranhos que cada qual já viu ao longo de sua vida e de sua cidade.
Alô, alô, nordeste e interior de Minas: nesse quesito, somos imbatíveis.
O último romântico, talvez o único, dos narradores de futebol do rádio brasileiro. Falecido em 08/06/06 aos 77 anos e com 10 Copas do Mundo no curriculum. Com ele, abriam-se as cortinas e começava o espetáculo. O gramado era sempre verde e a bola sempre branca, talvez numa referência velada ao seu time de coração. E no crespúsculo da partida do esporte bretão que consagrou Pelé e tantos outros craques da bola, ele sempre fechava as cortinas e o espetáculo terminava
OLHA LÁ, OLHA LÁ, OLHA LÁ, NO PLACARRRRR, NO PLACARRRRRR, o mais vibrante e o mais criativo narrador de futebol do Brasil, que fez escola na TV brasileira e influencía ainda hoje a narração de futebol no país. QUE BOLA BOLA !!!! Ouve aí, ouve aí ouve aí !!! Ainda tem a participação do também saudoso comentarista e ex-técnico da seleção canarinho João Saldanha.
Apresentação CORIFEU DE AZEVEDO MARQUES – Primeira Edição – “Ano 1 – Número 1″ (Rádio Tupi-S.Paulo)-regravação
Do Portal Luís Nassif
Monarquia do Rádio Paulista – Podcast Cardápio Cultural
* Publicado por Thais Matarazzo
Rainhas e Princesas do Rádio Paulista
Não percam, hoje no podcast CARDÁPIO CULTURAL, um programa especial conta a trajetória de Rainhas e Princesas do Rádio Paulista. Muitas entrevistas e músicas!
Acabou de dizer na CBN que o Anselmo Duarte faleceu hoje.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Anselmo Duarte Bento (Salto, 21 de abril de 1920) é um ator, roteirista e cineasta brasileiro. Ganhou em 1962 a Palma de Ouro em Cannes, única concedida a um filme brasileiro, com O Pagador de Promessas, que também concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Também dirigiu outros clássicos do cinema nacional, como Absolutamente Certo e Vereda da Salvação, mas, devido a divergências ideológicas com a turma do Cinema Novo, sua carreira entrou em declínio e não acompanhou seu imenso talento. Membro do júri Festival de Cannes em 1971
(…)
Nome completo Anselmo Duarte Bento
Data de nascimento 21 de abril de 1920 (89 anos)
Local de nascimento Salto São Paulo
Ocupação Diretor, roteirista, escritor, produtor
Festival de Cannes Palma de Ouro: 1962 O Pagador de Promessas”
Dia desses fui almoçar com uma filha no Center 3. Vi Anselmo Duarte sozinho, alquebrado, olhando os cartazes dos cinemas de lá. Avisei a filha: aquele é o maior galã da história do cinema brasileiro.
Foi mais que isso: diretor que primeiro projetou o cinema brasileiro no mundo, com a direção de “O Pagador de Promessas”, Palma de Ouro do Festival de Cannes. Fez uma pequena carreira internacional, trabalhando como galã ao lado da menina Marisol – que fazia muito sucesso na época.
Sugiro um bom levantamento para homenageá-lo com o Trivial de hoje.
O “CENTRO de MÚSICA BRASILEIRA” promoverá no próximo mês de Dezembro (de 7 a 12) 2 concursos, ambos com um primeiro prêmio de R$10.000,00, oferecidos pela Secretaria de Estado da Cultura. Um deles será o “II CONCURSO de INTERPRETAÇÃO de MÚSICAS BRASILEIRAS para FLAUTA” e o outro o “V CONCURSO de INTERPRETAÇÃO de MÚSICAS BRASILEIRAS para PIANO”.
Horário: das 14:00 às 22:00, sempre na CASA MÁRIO de ANDRADE, na rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda, SP.
Seção Musical em homenagem à semana inglesa do Presidente Lula, da serie British Dance Bands : De 1925 a 1940 Londres foi a a capital dos jantares elegantes ao som de famosas orquestras de dança que tocavam nos principais hoteis como Mayfair e Savoy e em night clubs como Kit Kat, foram em torno de 30 conjuntos entre os quais os mais conhecidos eram Bert Ambrose, Ray Noble, Jack Hylton, Harry Roy, Jack Payne, Jay Wilbur, Billy Cotton, Jack McDermott, Lew Stone, Fletcher Henderson, Roy Fox
etc., as orquestras tinham quase sempre cantores não fixos, como Al Bowlly, Vera Lynn, Elsie Carslile, Anne Shelton, Marjorie Kingsley, Rita Williams, Dan Donovan, Les Allen e uma estrela de quem tratarei em outro post, Frances Day, cuja vida de amores daria um belo filme, entre os seus casos teve Anthony Eden, futuro Primeiro Ministro, Eduardo VIII, futuro Rei e Lord Louis Mountbatten, primo do Rei e o ultimo Vice-Rei da India.
As orquestras tocavam em ambientes aonde era obirgatorio o traje a rigor, que era o padrão londrino para jantar nas classes altas, as orquestras tambem gravavam bastante e muitas delas eram contratadas da BBC.
As orquestras birtanicas eram bem diferentes das americanas, a musica sempre mais suave e menos estridente, o padrão londrino era especifico mas muitos musicos americanos tocavam na Inglaterra, alguns moraram lá por décadas mas o publico era inglês e a musica tinha um estilo inconfundivel, mesmo quando o compositor era americano, como a que Ray Noble toca no video abaixo, composição de Cole Porter.
O saci sempre teve presença marcante em nossa vida cultural.
Os muito jovens talvez não saibam que essa figura da mitologia brasileira deu nome e foi o símbolo de um dos prêmios mais importantes do teatro e do cinema do Brasil até o fim da década de 60. Em São Paulo, sem dúvida, o Saci era o prêmio mais importante.
Concedido pelo jornal O Estado de S. Paulo, o Saci foi instituído no começo dos anos 50 e representava a cosnagração definitiva para quem recebia a estatueta na forma de uma só perna, de autoria de Victor Brecheret.
Sobra a Nova Luz, eu não sei, mas como li uma menção ao São Vito num dos comentários, vou pegar o gancho.
Quem anda pela cidade deve estar percebendo que estão construindo dezenas de novos “São Vitos” pelos bairros. São blocos com prédios de cerca de 25 andares, 4 apartamentos por andar. O que estão fazendo ali na Barra Funda é um absurdo. São condomínios com 3 ou 4 blocos mais ou menos nestas “medidas”; no meu bairro já estão em pé, aguardando acabamento, 2 blocos destes. São 200 apartamentos, 200 famílias amontoadas num espaço onde antes havia uma indústria.
Nassif, também tenho duas. Quando casaram e partiram, eu na dor da saudade, escrevi:
Meus pedaços
Ah! meus pedaços…
Que pouco a pouco estão indo
Com muitos beijos e abraços
Porém, assim mesmo vão.
Criaram asas, têm vidas próprias
Voaram alto, bem longe do chão
E nesse salto, fora do alcance então
Dos meus pequenos braços
Ah! meus pedaços…
Que bom vê-las tão felizes
Novos caminhos, novas rotas,
Imprimindo em todas
Seus melhores traços.
Sempre benvindas onde quer que passem
Disseminando amor
Em qualquer coração
Que seguir seus rastros
Impossivel não se enredar
Nos seu divinos laços.
Ah! meus pedaços…
Que Deus acompanhe os seus passos…
Nada mais agradável do que esses mergulhos periódicos em Minas, a Minas profunda do interior, das pessoas de fala mansa e de cuidados em cada gesto.
Em cada visita me revigoro e colho as pequenas cenas mineiras, que me lembram meus tempos de infância, longe das guerra midiáticas e do ritmo maluco das metrópoles e dos aeroportos.
Cena 1
Patos de Minas é típica cidade média agradável. Limpa, bem cuidada e atenciosa.
O motorista da Localiza, que me trouxe de Uberlândia, me pega no hotel para irmos ao evento. Fica na Avenida Tancredo Neves. O motorista não conhece, mas se vale do procedimento padrão: para em um ponto de táxi.
Vem o mineirinho taxista, todo atencioso. O motorista pergunta o itinerário. O mineirinho pede para ele desligar o motor para poder ser atendido com mais vagar e cuidado.
Ideval Anselmo nasceu em 18 de setembro de 1940, em Catanduva, São Paulo, e começo sua trajetória no samba 1969, desfilando com o Camisa Verde e Branco o enredo que hoje virou quase um hino da agremiação: “Biografia do Samba – O samba através dos tempos”. Em sua primeira tentativa como compositor de sambas de enredo, em 1972, também na escola de samba Camisa Verde e Branco, emplacou o samba “Literatura de Cordel”. Depois teve muitos sambas interpretados nos desfiles do grupo especial (23 no total) nas diferentes passarelas do samba da cidade: Av. São João, Av. Tiradentes e Pólo Cultural Anhembi. Ao lado de parceiros, como Zelão, Miro, Jordão, Carlinhos, Soró e outros, criou alguns dos clássicos que marcaram história do carnaval e do samba de São Paulo, como “Narainã”, “A Lua” e “Cabaré”. Já consagrado o maior campeão de sambas de enredo de são Paulo, em novembro de 2005, foi convidado a integrar a Embaixada do Samba Paulistano, com quem gravou o CD na coleção Memória do Samba Paulista. No mesmo projeto gravou o disco, ainda inédito, “Ideval Anselmo e Zelão”.
Nassif, vou postar aqui e na Agenda Cultural. Em homenagem aos leitores do Blog, passei a noite ouvindo o repente nordestino postado aqui, para digitá-lo.
O poeta é Antônio Marinho, de São José do Egito, Sertão do Pajeú, Pernambuco.
O poema, é “Aos Críticos”, escrito em 1950 por Rogaciano Leite, também do Pajeú (há uma discussão sobre se ele é de Itapetim ou de São José do Egito)
O poeta é Antônio Marinho, de São José do Egito, Sertão do Pajeú, Pernambuco. O poema, é “Aos Críticos”, escrito em 1950 por Rogaciano Leite, também do Pajeú (há uma discussão sobre se ele é de Itapetim ou de São José do Egito)
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.