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06/01/2010 - 07:00

A marmelada do relatório italiano

Por Carolina A.

Nassif,

Não perca essa! Foi só sair a notícia dessa barbaridade que a imprensa do Daniel Dantas, que estava quietinha, apareceu … para dizer que O PROCESSO DA ITALIA VIROU SEGREDO DE ESTADO. Ou seja, NUNCA virá ao Brasil e mesmo sem ter nada que ver com as acusações contra Dantas (gravíssimas), ele agora PARA O PROCESSO AQUI.

Um absurdo completo!

http://www.conjur.com.br/2010-jan-05/informacoes-espionagem-privada-viram-segredo-estado

Informações de espionagem viram segredo de Estado

As informações a respeito da rede de espionagem montada pela Telecom Italia compartilhadas com o governo italiano são segredo de Estado. Quem afirma é o primeiro-ministro Silvio Berlusconi. A informação foi prestada no bojo do processo que investiga onde foram parar milhões de euros dos acionistas da operadora, gastos para fulminar concorrentes no Brasil. À época, tinha-se por certo que o “investimento” reverteria em altos lucros com a absorção da Brasil Telecom. Os italianos limparam o terreno, mas ficaram no prejuízo: a Telemar arrematou o faturamento de 30 bilhões de dólares das duas companhias somadas.

A resposta de Berlusconi foi necessária porque ao ser interrogado, Marco Mancini, ex-subchefe do serviço secreto italiano, negou-se a revelar o que sabe sobre o intrincado tema. Mancini é investigado por sua participação na rede montada para inflar os lucros da empresa nos países onde opera, inclusive no Brasil.

Mancini é acusado pelo Ministério Público de passar informações confidenciais dos serviços secretos militares ao ex-chefe de segurança da empresa de telefonia, Giuliano Tavaroli. Ao ser interrogado pela juíza Mariolina Panasiti sobre suas relações com Tavaroli e com a TI, Mancini afirmou que não poderia se defender sem revelar informações que são segredo de Estado.

A juíza enviou, então, ofício ao primeiro-ministro Silvio Berlusconi interpelando-o sobre as alegações do ex-agente secreto. Em sua resposta à juíza, divulgada nesta terça-feira pelo jornal Corriere della Sera, de Milão. o primeiro ministro confirma a alegação feita por Mancini: “A revelação de informações dessa natureza poderia por uma lado minar a credibilidade dos organismos de inteligência nos relatórios com estrutura colegiada e de outro prejudicar a capacidade e eficiência operativa com grave impacto nos interesse do Estado”, diz Berlusconi em sua mensagem à juíza, segundo o jornal.

Relações perigosas
A notícia do revés sofrido pela Justiça italiana em sua tentativa de desvendar a rede internacional de espionagem da Telecom Italia, acontece num momento em que a Justiça brasileira, finalmente, mostra interesse em conhecer suas ramificações transoceânicas.

A Telecom Italia que é acusada de fazer espionagem empresarial na Itália, no Brasil está no papel de vítima de espionagem. Segundo a Polícia Federal apurou na chamada Operação Chacal, a Brasil Telecom, quando estava sob controle do Banco Opportunity, contratou a empresa de auditoria empresarial Kroll para espionar a Telecom Itália. Ao investigar a Telecom Italia, a Kroll acabou chegando a personagens como o ex-ministro da Secretaria de Comunicação do governo Lula, Luiz Gushiken — que comandava os fundos de pensão e participava do mutirão para eliminar concorrentes e abocanhar fatias maiores do mercado de telefonia.

No final do ano passado, a juíza Adriana Freis Leben de Zanetti, da 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo, que tem a cargo o processo por espionagem do Opportunity contra a Telecom Italia, decidiu suspender a ação no Brasil até receber da justiça italiana informações sobre as investigações que estão sendo feitas na Itália.

Os governos de Brasil e Itália estão envolvidos em uma outra disputa que corre paralelamente com a briga envolve as duas redes de espionagem. Trata-se da extradição do ex-militante comunista Cesare Battisti, solicitada pelo governo de Silvio Berlusconi, já concedida pelo Supremo Tribunal Federal mas que ainda depende da última palavra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça Tags: , , ,

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22 comentários para “A marmelada do relatório italiano”

  1. C. Brayton disse:

    Tognolli últimamente lançou um livro em formato PDF, baixável de graça da Editora do Bispo (faça um google). Mídia, Mafias e Rock & Roll. (Não tem nada de rock & roll, infelizmente.)

    Num capítulo, cita uns documentos de Kroll (como consegiu, não informa) para sugerir que o quê articulava-se por Dantas com a imprensa fosse uma contra-ataque, planejado pelo Kroll e alvejando principalmente o Nelson Tanure, dono do JB e Gazeta Mercantil e generalíssimo da alegada campanha contra DD na imprensa.

    (Docas Investimentos de NT e Santos Brasil S.A. de DD são concorrentes no ramo de logística, não é?)

    Jornalistas honestos podem acabar sendo usados para promover os interesses das fontes, até sem saber nem querer: É isso o moral da história segundo CJ. Isso explica os atitudes de ConJur? Livre a cara de Chaer (que acaba de ganhar um processo contra ele por danos morais alegados por Demarco)?

    Tem outras acusações, ainda mais sensacionais, contra o Demarco, vilão da peça. Algo a ver com os metadados de um arquivo de Word da suposta autoria do juiz em uns dos litígios envolvendo Dantas. Teria indicações que o documento foi criado numa máquina que pertencia a uma empresa ligada com Demarco.

    Tudo isso com copiosas referências ao Nietzsche, Schopenhauer e Wittgenstein, não sei para que. Uma figura esquisita, esse Tognolli. Uma história cabeluda. Caveat lector.

    Mais então: concorda com a Carolina, Nassif? A jogada é essa? O caso não pode proceder sem esses documentos italianos, que agora nunca chegarão?

    Lembra O Processo de Kafka …

    Ou, para bancar o advogado do Cujo, será que TI realmente se comportava mal aqui no Brasil, mais safou-se de ser investigado? Isso não deveria perdoar os supostos delitos de Dantas, deveria? Se bandidos atiram un contra outro, os dos vão presos por tentativa de homicídio, não vão?

    Melhor não pensar muito nesse caso. Só doses homeopáticas. Pode-se engasgar no alto volume de fumaça solta nessa sala de espelhos …

    • Prado disse:

      Tognolli e Chaer são óbvios. A idéia é produzir matérias para tentar influenciar o Judiciário. Chaer chegou a fazer uma proposta para o Humberto Braz (que foi o que subornou o delegado da Satiagraha).

      O Demarco desmascarou os dois com o artigo abaixo (destaquei o trecho do Humberto Braz):

      http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=498JDB003

      “Em 05/08/2003, Chaer enviou proposta a Humberto Braz, braço direito de Daniel Dantas e preso por flagrante de suborno de um delegado da PF. Na proposta, intitulada “Serviço de Imprensa”, o jornalista se prontificava a desenvolver trabalho de acompanhamento do contencioso da Brasil Telecom “de forma a trabalhar as informações de interesse da imprensa e que possam influenciar não só o entendimento da Justiça como também desestimular ajuizamento de ações contra a Companhia” e a criar, na internet, um “canal de comunicação com a comunidade jurídica – em especial, com a Magistratura – para oferecer subsídios e argumentos técnicos que possam ser usados em favor da Brasil Telecom no meio judicial, seja em julgamentos, seja para formar o convencimento de juízes”.”

    • Claudio Julio Tognolli é sócio do Consultor Jurídico, segundo seu currículo Lattes. O Consultor Jurídico é “irmão” de uma empresa (Origial123)que faz assessoria de imprensa para advogados, alguns deles envolvidos com Daniel Dantas (os nomes dos clientes foram retirados no site, mas estão no Internet Archieve). Existe a possibilidade de que o CJ publique matérias que atendam aos interesses de clientes da Original123.
      Quando da publicação da operação Satiagraha, Tognolli foi um dos primeiros a fazer importantes críticas sobre… a ortografia de Protógenes!

    • Magalhaes disse:

      A lógica Tognolli-Dantas é que o Dantas é um santinho inocente. Uma vítima coitadinha pego com cenas na TV subornando delegado da PF. Um inocente ingenuo que corrompeu o PT, o PSDB, o DEM e boa parte do judiciário brasileiro. Um empresário que está metido no mensalão do PT, no mensalão mineiro, no mensalão do Arruda, no dólar da cueca, em sociedades escusas com a filha do Serra e com o filho do Lula. Um bobo que plantou contas falsas no exterior de toda a cúpula do governo. Um espião inocente que passa 3 horas por dia escutando tudo que se passa com seus inimigos há anos. Tudo isso com provas documentais, filmagens, gravações, emails, registros de transferencias bancárias, sentenças no Brasil e no estrangeiro, etc, etc.

      Mas para o Cláudio Júlio Tognolli e o seu Conjur, os culpados são as vítimas dos grampos do Dantas, os inimigos, os delegados que investigam o Dantas, os promotores que o denunciam e, finalmente, os juizes que o julgam, que são (para Dantas) todos suspeitos.’

      Imagine um cara como Dantas em 1945 … com certeza mataria mais gente que o Hitler. Coitadinho do Hitler, para o presidente do Irã (uma espécie de Tognolli do Hitler), o Holocausto é uma invenção, simplesmente não aconteceu.

    • Jonas Strofolo Filho disse:

      É, Colin, esse picareta tem a mídia na mão. Ano passado foi no Jo Soares, no Panico, no Pereio, saiu na Folha semana passada e hoje está na Isto é Vídeos falando de seu “livro”. Tem uma banda com o dono da Folha…Só anda com gente do esquema DD. Nesse livro que vc cita ele confessa que foi agente da Abin, vc não leu? http://redenschi.multiply.com/reviews/item/443

  2. Devoto de São Serapião disse:

    Comunico à malta de lulochavistas que infesta este blog: nossa contra-ofensiva está só começando, e vai de vento em popa.

    Quando Serra estiver no poder, fará de Dantas seu Ministro da Fazenda, e de Gilmar Mendes, seu Ministro da Justiça. Será criado um Ministério da Religião, a cargo da Opus Dei!

    Arrependei-vos, hereges, enquanto é tempo. Ou sentireis o calor das fogueiras da Nova Inquisição!

    • Paulo Correa disse:

      Estamos com a graça de São Serapião, abençoados os homens de bens, digo, bem, desse pais.

  3. Leosfera disse:

    Só para entender: o aparato oficial da arapongagem italiana estava a serviço de interesses privados – e ninguém nunca saberá até que pont?. Ou será tudo manobra para salvar x ou y? Dantas se beneficia colateralmente ou sua influência (daqueles que ele representa) atinge diretamente o governo italiano?

    De qualquer forma, uma coisa fica clara: a última coisa que temos é capitalismo de livre mercado; na esfera das grandes corporações, a promiscuidade com governos é gritante, e práticas desleais como espionagem são corriqueiras.

  4. Marco Aurélio disse:

    Impressionante Nassif! Fiquei impressionado também com a participação espúria dos advogados do Daniel Dantas nesse esquema criminoso. Vale a pena ler os bastidores que o Paulo Henrique Amorim descreveu no site dele:

    “Havia 22 advogados na sala do julgamento.

    (Foi com um deles que eu conversei.)

    Não havia nenhum dos 16 réus.

    Dantas, por exemplo, não estava.

    Ele tem o hábito de não se defender.

    Ele não se defende de nenhuma acusação.

    Ele prefere melar as ações judiciais (no Brasil).

    Os advogados, na maioria absoluta, eram do Dantas, do Opportunity, da presidente da Brasil Telecom no tempo da farra de Dantas (Carla Cico), da Kroll – todos coordenados (e provavelmente pagos) por Dantas, o “brilhante”.

    Ao lado das testemunhas, Dantas mandou sentar um advogado, Aloísio Lacerda Medeiros.

    Um grandalhão.

    Esse desempenhou o papel de agente provocador.

    Ele berrava, intimidou a juíza e testemunhas.

    Empurrava testemunhas por baixo da mesa.

    Derrubou um copo d’água numa testemunha, a ponto de a juíza mandar a testemunha mudar de lugar.

    É uma técnica em que Dantas se esmera.

    Quando eu, Paulo Henrique Amorim, fui depor numa das múltiplas (e provavelmente inúteis) audiências da Kroll, o agente provocador foi o advogado Wilson Mirza, que, depois, apareceu no edificante papel de ponte com o instrumento do suborno na Operação Satiagraha.

    A audiência desta vez era para ouvir testemunhas da acusação.

    Repare bem amigo navegante, quatro anos depois, ainda não se tinham colhido os depoimentos das testemunhas de acusação.

    Viva o Brasil !

    E prevaleceu o seguinte argumento dos advogados de Dantas: enquanto não prenderem o Bin Laden não é possível realizar nenhum processo contra terroristas.

    Os advogados de Dantas enfiaram dentro do processo uma trampa sigilosa.

    Isso mesmo: eles criaram um “à parte” na ação.

    Lá dentro da “parte”, a trampa é uma coisa que ninguém sabe o que é.

    Nem as vítimas dos grampos.

    É sigiloso.

    É um volume sólido, em formato de trampa, “à parte”, que, teoricamente, deriva de uma evacuação realizada na Itália.

    É sigilo absoluto: ninguém sabe o que é.

    Só se sabe da forma – e do odor que exala.

    Mas, enquanto a trampa não chegar da Itália, a ação está suspensa.

    Ou seja, Dantas, o coitadinho, que consegue do Ministro Eros Grau o sequestro das provas da Satiagraha, porque considerou que 600 pedidos de informações ao corajoso Juiz De Sanctis não foram suficientes para garantir seu direito à informação – agora, na Kroll, a trampa é sigilosa.

    Como foi montada a operação da suspensão ?

    Sem que ninguém, antes, tivesse conhecimento da trampa nem de seu formato ou odor, sabe-se, inesperadamente, na audiência, que a trampa está lá.

    Aí, que surpresa !

    Que absurdo !

    Onde já se viu uma coisa dessas !

    Uma trampa !

    Um dos múltiplos advogados de Dantas interpela a jovem Juíza.

    Meritíssima: com essa trampa não dá !

    Quero conhecer a trampa !

    Qual a forma da trampa ? , qual seu cheiro ?

    Sem a trampa não posso assegurar o direito de defesa de meu pobre cliente.

    É assim, amigo navegante:

    Dantas cria a trampa, enfia a trampa no processo, e Dantas exige conhecer a trampa.

    A meritíssima Juíza dá razão ao Dantas indignado (e ao Dantas autor da trampa) e suspende a ação.

    O que é a trampa, de consistência sólida e odor insuportável ?

    A trampa está na Itália.

    Chegará ao Brasil a bordo de uma caravela de Cristóvão Colombo que breve sairá de Gênova.

    A trampa que se conhece da Itália é produto de um depoimento que Dantas foi lá prestar o com o objetivo explícito de provocar o afastamento do juiz americano que ia mandá-lo para cela ao lado da do Bernie Maddoff.

    Clique aqui para ler “Dantas fez com Juiz americano o que tenta contra De Sanctis”.

    A trampa italiana se enriqueceu com o trabalho de uma repórter da Folha (*) que nem a Folha (*) conseguiu manter em seus quadros.

    Dantas pagou a passagem dela para a Itália.

    Ela voltou de lá com um carregamento de trampas em caixas de isopor, para isolar o cheiro.

    Uma juíza que julgou também a Kroll, a doutora Cecilia Melo, que, por coincidência, costuma dar decisões parecidas com os argumentos dos advogados de Dantas, a Dra Cecília Melo entrevistou essa repórter assim que chegou com as caixas de isopor e incluiu o resultado dessa entrevista nos autos do processo da Kroll.

    Viva o Brasil !

    Ou seja, Dantas inventou um outro processo judicial em outro país, na Itália, integra-o de forma sigilosa ao processo que corre contra ele no Brasil, e espera a prescrição.

    Dantas não se defende.

    Ele mela o jogo.

    A Justiça brasileira é quem o defende.

    Em nome do Golpe de Estado de Direita, Dantas consegue amplo acesso às provas contra ele.

    Os outros, suas vítimas, que fiquem às escuras.

    Veja amigo navegante, o então presidente da Kroll, que espionou um Ministro de Estado e um Presidente do Banco do Brasil fugiu para a Austrália. (**)

    Quando a Dra Adriana Zanetti vai ouvir o ex-presidente da Kroll ?

    Quando Cristovão Colombo chegar ao Brasil com a trampa a bordo.

    Agora, algumas perguntas inúteis:

    E o Ministério Público, a instituição que defende a sociedade ?

    Defende a sociedade, menos nos casos do Dantas ?

    Por que, segundo Rubens Valente , o Ministério Público diz que não vai recorrer da decisão congelatória da Dra Adriana ?

    O Ministério Público tem medo do Dantas ?

    E por que o Conjur e a Istoé Dinheiro não informaram que o Dantas, seu mestre, inspirador e patrono, tinha obtido essa vitória retumbante ?

    Para não ficar claro que, como disse o Mino Carta, Dantas é “O Dono do Brasil “ ?

    Paulo Henrique Amorim”

  5. Joao disse:

    Quem pagou o livro do Tognolli para ele poder ser gratuito? Por que pagou? Teria relação com o conteúdo escrito?

    Essa inovaçao de um “livro gratuito” é polêmica. Quem faz “livro gratuito” costuma ter interesse na mensagem do livro. Quem “da livro de graça” é igreja, partido politico ou empresa patrocinadora.

  6. Martin disse:

    Não deveríamos “permitir” a entrada de Protógenes na “política”…

    Isso só enfraquecerá a Operação Satiagraha !!!

    Será usado pela mídia assim que aparecer qualquer detalhe “sujo” com alguém que abraçou-se com Protógenes – em algum palanque (ou foto…)

    Mas, e a ESTABILIDADE FINANCEIRA de quem foi AFASTADO da ATIVA (da Polícia Federal) e perdeu 50% do salário ??!

    Poderia ser GARANTIDA por NÓS, através de pequenas doações individuais de R$ 1 ou 2,00/mês ( ou R$ 10,00/ano), e isso SERIA uma ENORME AÇÃO DE MARKETING à favor da Operação Satiagraha !!!!!!!!!!!!!….

    Att.

    Martin

  7. Sanzio disse:

    Marmelo em italiano é mela cotogna, mas o DD vai criar um neologismo: o mela processo.

  8. ricardo silveira disse:

    Por que a Justiça brasileira se desmoraliza tanto? Será apenas incompetência, coisa de justiça fajuta? Ou, de fato, há falta de independência? Ou, para ser mais claro, há corrupção, mesmo, mas por ser feita por juíz é legal?

  9. Ana disse:

    Vale a pena ler este texto de um jurista que conhece bem a Italia:

    http://maierovitch.blog.terra.com.br/2010/01/06/dantas-kroll-e-o-misterios-do-processo-italiano

    • Eduardo disse:

      Cara Ana, vou baixar um texto a seguir, leia, as semelhanças são “meras semelhanças.

      • Eduardo disse:

        O texto do Dr Maierovitch é impecável, sou seu fã.
        Aguardo ansioso as novidades que com certeza trará. Está na hora de desmascarar a sujeira que permeia este país.

  10. Eduardo disse:

    Itapipoca (CE) – O maior projeto turístico do país, um empreendimento imobiliário no Ceará, orçado em US$ 15 bilhões, do grupo espanhol Nova Atlântida, está sendo investigado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, por suspeita de lavagem de dinheiro do crime organizado internacional.

    Relatório de inteligência do Coaf, elaborado em janeiro deste ano, aponta movimentações financeiras milionárias do presidente da Nova Atlântida, Juan Ripoll Mari, espanhol com residência no Rio de Janeiro. O documento cita também uma investigação conjunta das polícias da Suíça, França e Itália, de 1991, na qual um investigador suíço acusou Ripoll Mari pela suposta reciclagem de dinheiro sujo do narcotráfico, da máfia italiana e do terrorismo.

    O projeto da Nova Atlântida prevê a construção de uma “cidade turística” na Praia da Baleia, no município de Itapipoca, a 200 quilômetros de Fortaleza. São 13 hotéis cinco estrelas, 14 resorts, seis condomínios residenciais e três campos de golfe de tamanho oficial. As obras deveriam ter começado há dois anos, mas estão paradas por causa de uma liminar da Justiça em que o Ministério Público Federal questiona supostas irregularidades no licenciamento ambiental.

    O Coaf analisou, de forma preliminar, a movimentação financeira do grupo Nova Atlântida e concluiu que, aparentemente, ele não tem cacife para bancar os custos do empreendimento. Por outro lado, descobriu que os sócios da empresa – o empresário espanhol, sua mulher, Iselda Ripoll, e seu filho David Ripoll – têm movimentações bancárias atípicas.

    O relatório do conselho afirma que, só numa conta no Bradesco, Ripoll Mari movimentou R$ 30 milhões em 11 meses (de novembro de 2005 a outubro de 2006). Parte do dinheiro foi enviada da Espanha. O valor elevado contrasta com as declarações de renda do empresário. Ao trocar informações com a Receita Federal, o Coaf descobriu que Ripoll Mari declarou não ter tido rendimentos entre 2002 e 2005, apesar de possuir 26 empresas em seu nome.

    De acordo com os dados do Coaf e da Receita Federal, Iselda Ripoll teve “movimentação financeira incompatível” em 2005, além de possuir dois CPFs. Já David Ripoll, que declarou ter tido rendimento isento ou não tributável de R$ 575 mil em 2005, apresentou “problema de transporte de valores em declarações consecutivas” e “movimentação financeira incompatível” no Imposto de Renda de 2004 e 2005.

    O Coaf também menciona o fato de que Ripoll Mari foi citado numa investigação antidrogas realizada na Europa em 1991. Na ocasião, Suíça, Itália e França investigavam uma quadrilha internacional especializada em tráfico de cocaína. O policial suíço Fausto Cattaneo se fez passar por transportador de dinheiro sujo e, sob o nome falso de Pierre Tarditi, enfiltrou-se na organização. Para compor o disfarce, Cattaneo chegou até a abrir um escritório de fachada em Chiasso, na Suíça.

    No seu relatório de missão, o policial afirmou ter se encontrado pessoalmente com Ripoll Mari, sendo que este teria lhe pedido que fizesse chegar à Suíça US$ 400 milhões em espécie que se encontravam espalhados na Itália, França e Espanha. Segundo conta Cattaneo, o empresário espanhol teria lhe confidenciado que os recursos pertenciam ao grupo separatista basco ETA, adepto do terrorismo, e ao império financeiro de Silvio Berlusconi – que três anos mais tarde se tornaria primeiro-ministro da Itália e seria acusado de envolvimento com a máfia.

    Ainda de acordo com o relato do policial suíço, Ripoll Mari teria lhe dito que pretendia construir uma “cidade” no Mato Grosso, com o objetivo de lavar dinheiro de seus sócios e parceiros. A “cidade”, segundo Cattaneo, seria chamada de Nova Atlântida – mesmo nome com que posteriormente foi batizada a operação policial.

    Na época, Cattaneo era considerado uma estrela no combate ao crime organizado internacional. Sempre como agente infiltrado, ele havia participado de operações famosas na Europa e nos Estados Unidos, como a Green Ice, Octopus e Lebanon Connection, tendo sido condecorado na Suíça, nos EUA, na Alemanha, na Itália, na Holanda, na Bélgica e no Canadá.

    A investigação de Cattaneo, contudo, foi engavetada pelo Ministério Público da Suíça, que mais tarde passou a apontar desvios na conduta do policial. Cattaneo abandonou a polícia, acusando a existência de um complô contra ele que visaria a acobertar os supostos crimes revelados na Operação Nova Atlântida. Hoje, ele vive em Balerna, cidade suíça de 3500 habitantes, onde ainda responde a processos. Localizado pelo Estado de Minas, ele não quis dar declarações.

    À parte a polêmica envolvendo o policial suíço, o Coaf considerou curioso o fato de Cattaneo ter relatado em 1991 que Ripoll Mari tinha intenção de construir uma cidade chamada Nova Atlântida no Mato Grosso e, 16 anos depois, o empresário espanhol estar tocando um projeto semelhante, com o mesmo nome no Ceará.

    OUTRO LADO Na semana passada, a reportagem foi informada de que Ripoll Mari se encontrava fora do país. O advogado da Nova Atlântida, Felipe Abelleira, negou que o empresário esteja envolvido em atividades ilícitas no Brasil e no exterior. Disse também que a movimentação financeira de Ripoll Mari e de seus familiares é compatível com seus rendimentos. “O grupo movimenta grandes somas, o que justifica as remessas que são feitas da Espanha. Tudo está registrado no Banco Central, não há nada de irregular”, disse ele.

    Em relação aos dois CPFs de Iselda Ripoll, o advogado afirmou que se trata de um erro de um escritório que, anteriormente, trabalhava para o empresário espanhol. “Assim que o erro foi constatado, tratou-se de cancelar um dos CPFs”, disse Abelleira.

    O diretor-geral da Nova Atlântida, Erwin Frank Roman, afirmou que não tem conhecimento de que o grupo é investigado pelo Coaf e, portanto, não pode falar sobre o assunto. Em relação às acusações feitas por Fausto Cattaneo, Roman disse que até hoje o ex-policial responde a processo por causa de sua atuação como agente infiltrado, o que desqualificaria seu trabalho.
    ——–
    Se não me engano é matéria de 2007, MG, UAI

  11. Eduardo disse:

    pelo jeito ele, o tal espanhol Ripoll continua vendendo o “BRAZIL”,

    3 links interessantes:

    o dele-
    link:http://www.grupojr-iae.com/

    em SP-
    link:http://skyscraperpage.com/cities/?buildingID=73661

    e ultimas da italia:
    link:http://ifarabutti.wordpress.com/2009/11/15/berlusconi-oprazione-mato-grosso/

  12. Becky Tostes disse:

    Caro Nassif
    Adoro seu trabalho. Veja que o tal de tognoli conjur dantas soltou mais um livro de graça…patrocinado pela pinky wainer e zuca pinheiro neto, herdeiro do mega escritorio… Como a Folha dá esse destaque prum cara de DD? Serah que o DD tb pegou os wainers??? http://bit.ly/8KW1Ct

  13. Becky Tostes disse:

    Nassif
    Veja o Facebook desse Tognolli…ele tem uma banda com Luis Frias, que canta-lhe as músicas, e com Sérgio Malbergier, editor de economia da Folha. Veja no Glamurama todos os Frias no show do Tognolli http://glamurama.uol.com.br/Busca.aspx?key=tognolli
    o elo está estabelecido

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