A revolução do corpo
Por antonio francisco
Georges vigarello escreve um artigo interessante intitulado “O corpo no tempo” , traduzido pela Clara Allain e publicado na Folha impressa. Um trecho:
“O corpo é também o lugar de representações “unificadoras”.
O caso de uma visão totalmente inédita da respiração no final do século 18 é o exemplo mais marcante disso.
A vida repentinamente vista como gasto energético e princípio de rendimento, o pulmão convertido em lugar de combustão provocam uma reviravolta na aparência e na postura físicas.
O peito enrijece sob o colete dos homens, assim como cresce sob o corpete das mulheres no início do século 19.
A moda em termos de roupas até mesmo multiplica os acolchoamentos para melhor destacar essa aparência.
A atenção a um ar “que queima” reorienta as práticas sanitárias -sensíveis aos efeitos “revigorantes” atribuídos ao oxigênio- e reorienta as práticas alimentares -sensíveis à força combustível dos alimentos básicos. Uma mesma representação do corpo interliga a estética, o trabalho, a alimentação e a saúde. ”
Eu li na Folha impressa, mas você pode ler o artigo inteiro em
http://zelmar.blogspot.com/2009/12/o-corpo-no-tempo.html
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Li otexto original e lembrei-me de que tenho um livro de uma autora francesa da década de 70 que fala :”O Corpo tem suas Razões”.
VI que este artigo fez-me lembrar o da autora francesa que faz referência aos problemas existenciais,sociais vividos por cada um de nós .Sofremos muito e o corpo rijo dá seus sinais.
Com todos os aparatos da tecnologia,há uma mudança no rosto,na postura ,mas de repente ,cada vez mais vamos procurando um jeito de ficar melhor.
E ainda o corpo sofre com tantos cortes,preenchimentos etc.
Ninguém está livre da ação do tempo.Muitos morrem antes da hora.
Therese Bertherat, pioneira da antiginástica.
Mas atualmente o corpo é reservado à produção de riquezas para os capitalistas,,,as pessoas chegam em casa exaustas