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30/11/2009 - 07:32

O esgotamento do petróleo mexicano

Por Almeida

O presidente do México Felipe Calderón adverte que o petróleo do país se esgota:

“Se nos está acabando el petróleo. Mexico dejó de producir 215 mil barriles de petróleo al día, al año perdimos como unos 5.300 millones de dólares en ingresos fiscales”

http://www.infobae.com/mundo/486250-601275-0-Calder%C3%B3n-advierte-que-M%C3%A9xico-se-queda-petr%C3%B3leo

Não é o único país exportador dessa matéria prima essencial para o mundo moderno que vê o esgotamento de suas fontes. As países que exploram o petróleo no Mar do Norte passam por idêntica situação. O Reino Unido de exportador se tornou importador, o mesmo aconteceu com a Indonésia, motivo pelo qual ela deixou a OPEP. Diminuem o número dos países exportadores ao mesmo tempo em que a maioria vê sua produção interna em queda. Não há capacidade dos que ainda permanecem exportadores de manter o consumo mundial.

O petróleo se vai, esta é a encruzilhada da modernidade. Para entender porque, vejam a entrevista dada ao jornal La Vanguardia por Jeff Rubin, ex economista chefe do CIBC, despedido por anunciar o fim da globalização.

“El petróleo caro hará inviable el ´low cost´y la globalización”

LLUÍS AMIGUET – 24/11/2009

Tengo 55 años y en el banco CIBC me dieron a elegir: mi libro o mi cargo. Nací en Toronto: mis hijos comen papayas, pero volveremos a la compota de manzana. Soy economista: mi religión son los precios. No sé si la globalización es buena o mala, pero sé que es insostenible

Desde que el mundo se mueve con petróleo, todas nuestras crisis económicas han comenzado por su precio… Correcto.

… Y esta no es diferente.

Vejam também: http://blogln.ning.com/forum/topics/a-polemica-sobre-o-world

Autor: luisnassif - Categoria(s): Energia, Novo Modelo Tags:

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21 comentários para “O esgotamento do petróleo mexicano”

  1. Romanelli disse:

    Antigos produtores ..e antigos poços ..estes sim estão indo
    .
    no mais, existem outros tantos que estão vindo
    .
    mares do Artico, Alasca, Costa da África ..praticamente “toda” a Amazônia protegida e ainda inexplorada, a pré-sal – e outras similares – que sequer foram arranhadas …a Antartida ..recuperação de poços dados como esgotados ..ih, óleo é o que não falta
    .
    Na verdade, antes desta (o óleo esta acabando?) acho que outras 2 perguntas precisam ser feitas:
    .
    1 – As nações que já o produziram conseguiram aferir melhor destino, quando, quanto, como e porque?
    .
    2- O mundo que o consumiu, até agora, soube dar bom proveito a material tão versátil e raro? Quantos ganharam, quantos perderam e quantos SEQUER viram a cor do dinheiro?

    • Almeida disse:

      Prezado Senhor Romanelli,

      Repare onde estão localizadas as recentes descobertas de petróleo. São em águas muito profundas, com lâminas d’água, a distância do leito do mar até a superfície, quilométricas. As distâncias em que se encontram da costa estão cada vez mais longas. Então devemos perguntar, por que as companhias de óleo gastam fortunas para irem em lugares tão remotos e instalarem plataformas de meio bilhão de dólares para procurar petróleo, correndo risco de muitas vezes não encontrar? Não seria mais fácil procurarem em terra firme? A simplicidade de instalações e a logística para operar em terra firme exige investimentos muito menores, se não acharem óleo, o prejuízo das despesas seriam também menores, assim como os custos de extração e transporte do óleo encontrado.

      As companhias petroleiras vão ao mar profundo porque as possibilidades de acharem novas jazidas em área continental se esgotaram, praticamente tudo que tinha para se encontrar está descoberto. Resta apenas regiões de fronteira que a combinação de tecnologia com maior custo da matéria prima permite. Se não houver custo mais caro do petróleo, as jazidas de águas ultraprofundas são inviáveis. Não é qualquer jazida distante da costa que pode ser explorada. Uma exploração de 500 barris dias em terra seria viável e muito lucrativa, mas posicionar uma plataforma de 500 milhões de dólares para apenas retirar diariamente tal quantia exigiria um preço astronômico do barril para dar certo.

      Por último, devo dizer que o desafio tecnológico para explorar o petróleo polar é maior do que em águas ultraprofundas. Alguns problemas não se sabem ainda como contornar. Teríamos de construir superpetroleiros com estrutura de quebragelos; enfrentar os mares mais bravios do planeta; ventos com rajadas de 300 km/h bastante comuns; deslocamentos de placas de gelo de dezenas de quilometros quadrados de superfície, tanto em terra quanto no mar; noites de inverno com duração de meses; congelamento de oleodutos; etc. Achar petróleo e tirá-lo de lá é tão caro que as companhias deixam isto para o futuro.

      A era do petróleo barato acabou.

      Obrigado pela leitura.

      • Romanelli disse:

        Almeida
        .
        tudo o que vc citou é verdade …mas AINDA há sim petróleo em área continental (Amazônia, Alasca e Antartida por ex) ..só que o custo político ainda impede que corramos de maiores riscos
        .
        ainda bem .pois tudo que vem fácil vai fácil ..melhor mesmo é SEMPRE colocarmos a cabeça pra pensar e buscarmos melhores soluções pra todos ..ou pra maioria
        .

  2. Leosfera disse:

    o perigo é que a ganância sobre o pré-sal vai ser maior, não? cadê o submarino nuclear?

  3. Paulo F, disse:

    Destacar o que foi feito com a PEMEX durante os governos que abraçaram o neo-liberalismo no México é importante.
    A situação não veio do nada. Sem investimento não há resultado. A YPF argentina vive situação semelhante.
    Sds
    Paulo

  4. foo disse:

    Os EUA guardam seu petroleo, enquanto consomem a producao do mundo.

    E, no Brasil, os “especialistas” sugerem que a exploracao do pre-sal deve ser liberada.

    Recursos naturais nao renovaveis deveriam ser submetidos a um planejamento estrategico de longo prazo — 50, 100 anos — e nao a visao de curto prazo tipica da iniciativa privada.

    (Mesmo um planejamento de 20 anos nao pode ser considerado de longo prazo, quando se pensa no futuro de uma nacao!)

    • Almeida disse:

      Prezado Senhor Foo,

      Os EUA é o país que mais perfura por petróleo no mundo. Ainda são o terceiro maior produtor da Terra. As companhias que exploram óleo por lá são privadas, o estado interfere muito pouco nos negócios delas. Há apenas restrições por perfurações em regiões de preservação ambiental. Com exceção do Alaska, que teve a exploração plena de suas reservas a partir dos anos 70, nos estados ao sul do Canadá, os chamados US-48, têm sua produção declinante desde 1971. Atualmente, também o Alaska entrou em declínio.

      Permanece o veredito de George W. Bush: “O EUA é adito em petróleo”. O senhor já viu adito maneirar no consumo ao seu alcance?

      Grato pela leitura.

  5. Ojo disse:

    Prezado Romanelli, a curva do declinio do Petroleo ja atingiu o pico é todas as potenciais reservas do planeta já estão mapeadas.

  6. Paulo Cezar disse:

    “….. Não há capacidade dos que ainda permanecem exportadores de manter o consumo mundial.”

    Isso não é verdade. Esta muito longe da verdade. A Árabia saudita , SOZINHA, é capaz de manter o consumo mundial por pelo menos uma década. E isso porque fizeram esforço exploratório mínimo para descobrir novas reservas.
    .

    Além disso, há muito petróleo nas areias betuminosas Canadenses, e estimativas promissoras para o ártico.
    .

    Esse discurso de que o petróleo estaria se esgotando é recorrente, começou na crise do petróelo nos anos 70. Isso é “prosopopéia flácida para bovino ruminar”. Como vários especialistas sérios ja disserem e eu concordo, o petróleo não vai acabar , ele vai continuar sendo consumido em paralelo a fontes alternativas, como aconteceu com o carvão mineral.

    • Almeida disse:

      Prezado Senhor Paulo Cezar,

      O petróleo não se encontra em nenhuma cisterna ou caverna subterrânea que possa ser bombeado livremente. Ele está contido em rochas porosas e tem de ser bombeado pacientemente, de acordo com uma vazão definida que permita o maior volume possível de extração. Se for ultrapassado o valor dessa vazão, ocorrerá o esgotamento prematuro e com uma quantidade final de óleo extraído abaixo do volume potencial, que se alcança com a vazão correta. Seria uma exploração predatória e de menor lucratividade final.

      Nenhum país tem condições de suprir a demanda mundial anualmente. O mundo consome mais de sete vezes o que a Arábia produz. Não procede a informação de que os árabes fazem esforços exploratórios mínimos. A exploração da areias no Canadá são um esforço de mineração, requerem grandes volumes de energia da queima de gás natural para viabilizar o óleo. Há um limite máximo para essa exploração. Se recuperarem todo óleo, seria suficiente para apenas seis anos de consumo mundial.

      Nenhum especialista sério endossaria afirmações que o senhor apresenta. Formule melhor seus argumentos, deixe-os menos flácidos em vez de ruminar prosopopéia bovina.

      Obrigado pela leitura.

  7. Jura disse:

    Muito boa, essa. Será que o trânsito infernal também vai acabar? Qual é o custo ambiental e financeiro do trânsito parado?

    Eu lembro que, durante a primeira crise do petróleo, em 1973, em plena ditadura, havia falta de carros para vender e o trânsito já era péssimo. Na época os jornais enchiam páginas calculando o desperdício de combustíveis no trânsito parado.

    Essa pauta morreu.

  8. Marcelo Ramos disse:

    Mais uma mentira , o petroleo e inorgânico

    http://bit.ly/8tyFWE

    Documento PDF

    http://bit.ly/78YUZI

    • Almeida disse:

      Prezado Senhor Marcelo Ramos,

      Realmente existe a hipótese da origem abiogênica do petróleo Ela não tem grande aceitação entre os geólogos, principalmete aqueles ligados à indústria do petróleo, tanto é que nenhuma companhia sai pelo mundo perfurando terrenos de origem plutônica para encontrar óleo. Eles dão preferência aos terrenos de origem sedimentar.

      Fui ao primeiro endereço que o senhor indica. Há um amontoado de idéias absurdas, a começar de que o petróleo, o carvão e o metano seriam renováveis, brotariam perpetuamente do subsolo a partir do manto das profundezas da Terra através da porosidade das rochas. Como um sólido como o carvão faria isto o autor da página não explica. Não há nenhuma dúvida dos geólogos sobre a origem o carvão, ninguém levanta uma hipótese abiogênica para ele. As “idéias” lá levantadas dão a entender que a Terra seria uma imensa cornucópia de onde jorraria as coisas eternamente. Como estamos próximos da data, talvez o senhor acredite na hipótese de petróleo aflua para o subsolo graças ao bom velhinho, ou talvez que ele venha em ovos de coelhinho. Desculpe, mas a página indicada é extremamente infantil.

      Obrigado pela atenção.

      • alfredo machado disse:

        Caro Almeida:
        Pelos seus textos, percebe-se que és do ramo.
        Em sua opinião, já foi atingido o Pico de Hubbert já está por aí? Se ainda não, quando, em sua opinião, irá pode ocorrer?
        Entendo que a sociedade global ainda não tem um subsituto à altura para o petróleo e seus inúmeros derivados, e este vem a ser o X do problema; o que pode ser feito para minimizar as inevitáveis conseqüências de um petróleo racionado?
        Será que, descoberto/definido um grupo de substitutos- energias eólica, solar, hidrogênio, etanol,elétrica,nuclear, etc… , quase todas as fontes com aspectos positivos e negativos, dez anos seriam suficientes para neutralizar a dependência do petróleo na matriz energética?
        Em sua opinião o Brasil, com o pré-sal, terá cacife político na arena internacional para usufruir da relativamente recente descoberta ou terá que fazer concessões ainda desconhecidas? Hoje, o poder de nosso lobby é bisonho, quando comparado ao de diversos países, aí incluídos os tigres asiáticos e países europeus.
        Um abraço

        • Almeida disse:

          Prezado Senhor Alfredo Machado,

          Tendo a concordar com as opiniões dominantes da ASPO International – The Association for the Study of Peak Oil and Gas ( http://www.peakoil.net/ ). Para a maioria dos integrantes dessa rede de cientistas e especialistas da indústria do petróleo, o pico já ocorreu ou está na iminência de acontecer. Em sua última carta tornada pública, Colin Campbell comenta que o pico do petróleo convencional se deu no ano de 2005, e que a combinação de todos os outros os petróleos Não-Convencionais ( das areias betuminosas, os petróleos pesados, o petróleo em águas profundas, o petróleo polar e os Líquidos de Gás Natural ) parece ter ocorrido em 2008. Veja aqui a carta: http://resistir.info/peak_oil/campbell_16nov09_p.html

          Infelizmente, só teremos a certeza da data exata bem depois dela ocorrida. A Agência Internacional de Energia (AIE) aponta para o ano de 2030 de ocorrência do pico. Um estudo recente de 15 prestigiosas universidades britânicas situam a data para antes de 2020. Acho a previsão da AIE inverossímel, a agência vem realizando previsões para a máxima produção realizável cada vez mais para baixo nos últimos anos, agora surgem denúncias internas de manipulações estatísticas da AIE por razões polítcas. Postei aqui a polêmica em torno da AIE, no mesmo enderço há acesso para os estudos do Centro de Pesquisa da Energia do Reino Unido (UKERC) – consórcio formado por 15 universidades do Reino Unido. Veja aqui: http://blogln.ning.com/forum/topics/a-polemica-sobre-o-world

          Pela teoria de Hubbert, o Pico é atingido quando se extrai metade do que sepode extrair, a produção seguirá uma curva declinante e simétrica com o passado após a data do zênite. Resta tanto petróleo quanto nós queimamos os últimos 150 anos, mas lembre-se de que a produção daqui a 40 anos será a metade da atual. As vozes que se movimentam para alertar dos riscos envolvidos no pico preconizam que, devemos usar a produção remanescente para preparar um mundo sem petróleo. A transição não será fácil e nem tranquila, acho que ela não terá um prazo exíguo para se realizar, será tarefa para mais de uma geração. Vivemos uma economia voltada a produção de lucro e acumulação financeira, os governos são escravos dessa lógica. Há os que resistem a se render para realidade estampada diante dos seus olhos, levantam hipóteses absurdas para não encararem o real.

          O Brasil tem a matriz energética com o melhor índice de energia renovável entre as grandes economias mundiais, devemos aproveitar os recursos Pré-Sal na direção apontada pela comunidade peakoiler, consolidar nosso modelo energético renovável e criar uma economia de mesma base, de reciclagem e fontes de matérias primas renováveis. Reconstuir cidades, fixar populações próximo a fontes de alimentos e água, sanear e tratar resíduos e refazer o modelo agrário seriam o mínimo indispensável. Para isto teremos de rever o modelo “civilizatório” do capitalismo atual, ao meu ver uma grande barbárie reunida pelo culto de tenebrosas crenças pagãs.

          Obrigado pela sua atenção.

      • Marcelo Ramos disse:

        Não se esqueça que a verdade nunca e achada na integra, ela na maioria da vezes fica escondida, muitas vezes em lugares ditos extremamente infantis ou em livros poucos conhecidos do grande publico :) ,

        Bons livros
        http://superstore.wnd.com/store/item.asp?ITEM_ID=1769

        http://www.amazon.com/Deep-Hot-Biosphere-Fossil-Fuels/dp/0387952535

        O senhor conhece o termo jornalismo investigativo, é uma ação pouco usada pelos novos profissionais da area.

        A teoria e bem antiga, ela foi citada pelo russo Prof. Nikolai Kudryavtsev nos anos 50, naturalmente :) não teve sucesso em suas colocações.

  9. EDSON MEDEIROS disse:

    Espero que os nossos caças cheguem rápido, assim como os submarinos e os sistemas de defesa anti-aérea.

  10. Miguel A.E. Corgosinho disse:

    VEJA O QUE A CIÊNCIA ECONÔMICA FAZ COM A TESE DO VALOR: NA SEARA JURIDICA DO DIREITO, O SUJEITO PASSIVO É O TITULAR DA FORMAÇÃO DO BEM (O ESTADO). NA ECONOMIA, O INGRESSO FISCAL (DÓLAR) = PERDA DO BEM.

    NA CIÊNCIA ECONÔMICA SUJEITO PASSIVO É DEVEDOR E O VALOR UM ATIVO DE DOMINIO EXTERNO..

    “Mexico dejó de producir 215 mil barriles de petróleo al día, al año perdimos como unos 5.300 millones de dólares en ingresos fiscales”

    JURIDICAMENTE, COMO REGRA E NÃO COMO EXCESSÃO, O VALOR DEVE SER UMA CONCEPÇÃO DAS RELAÇÕES FUNDAMENTAIS DO PRINCIIPIO DA MOEDA, PARA PROTEÇÃO DAS VARIAS ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO INTERNO – SUBMETENDO A PRODUÇÃO AOS MEMBROS DO ESTADO, E NÃO UMA DEPENDENCIA SOB A GARANTIA FISCAL DOS EUA.

    SIRVAMO NOS DA PROJEÇÃO DE QUE A PASSAGEM DO VALOR, PARA REALIZAR O INTERESSE SOCIAL, É COMO UM REGRESSO DO MUNDO REAL.

    SERÁ QUE O NOSSO PETROLEO NÃO VAI TER LEI PRA ISSO?

  11. Neto disse:

    Ora, se lá o petróleo se vai como diz o texto, por aqui o petróleo vem … e muito. Então o governo Lula está certíssimo no encaminhamento dos projetos para o pré-sal. Vc concorda, Nassif???

  12. Regi disse:

    o proprietario (estado) que se preocupe com o final, ja pensou o governo sem a teta da petrobras?, eh publico?onde esta meu litro de petroleo? o povo banca o investimento e no final ainda tem que pagar caro por uma gasolina de baixa qualidade que precisa de alcool para aumentar a octanagem. afinal a cabeça das pessoas eh programada para pensarem que as reservas pertencem ao PUBLICO ahahah, e isso explica como o trabalho e renda de milhoes vai ser usado para continuar sustentando o vicio do oleo e novas alternativas sao escanteadas pela falta de competiçao, proporcionada pelo dominio economico de classes empresariais viciadas em privilegios setoriais. somos um povo educado para ser governado. pode acabar o petroleo, eu sei pescar e, nao pago um centavo de imposto para ser escoado no “investimento” publico de interesse estrategico para as futuras eleicoes e farras politicas.

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