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28/11/2009 - 09:28

O testemunho de ST, citado por Benjamin

Por Cecilia

Do Terra Magazine

Tendler: “Só um débil mental não viu que era piada do Lula”

Bob Fernandes

César Benjamin, 55 anos, é ex-preso político e um dos fundadores do PT. Na sexta-feira, 27, Benjamin escreveu um artigo na Folha de S. Paulo e acusou o hoje presidente Lula de ter revelado, em 1994, uma tentativa de estupro dele, Lula, contra um “menino do MEP”. Tentativa que teria acontecido em 1980, quando o então líder sindical Lula esteve preso por 30 dias, e na mesma prisão, com o jovem da organização de esquerda que já não existe, o MEP. César Benjamin cita, em seu texto, uma testemunha, “um publicitário brasileiro que trabalhava conosco cujo nome também esqueci”.

O “publicitário” é o cineasta Silvio Tendler, que em 1994 trabalhou na campanha de Lula à presidência da República. De início, afirma Tendler:

- Ele diz não se lembrar de quem era o “publicitário”, mas sabe muito bem que sou eu. Eu estava lá e vou contar essa história…

Sobre os fatos e a acusação, gravíssima, o cineasta, o documentarista Silvio Tendler conta o que viu e o que recorda daquele almoço em meio à campanha presidencial de 1994:

- Era óbvio para todos que ouvimos a história, às gargalhadas, que aquilo era uma das muitas brincadeiras do Lula, nada mais que isso, uma brincadeira. Todos os dias o Lula sacaneava alguém, contava piadas, inventava histórias. A vítima naquele dia era um marqueteiro americano. O Lula inventou aquela história, uma brincadeira, para chocar o cara…só um débil mental, um cara rancoroso e ressentido como o Benjamin, guardaria dessa forma dramática e embalada em rancor, durante 15 anos, uma piada, uma evidente brincadeira…

Silvio Tendler já fez cerca de 40 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens. Além de vários prêmios é detentor das três maiores bilheterias de documentários na história do cinema brasileiro: “O Mundo Mágico dos Trapalhões” (1 milhão e 800 mil espectadores), “Jango” (1 milhão de espectadores) e “Anos JK” (800 mil espectadores).

Na 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, neste 2009, Silvio Tendler lançou o documentário “Utopia e Barbárie”, no qual trabalhou durante 19 anos. Dentre os personagens ouvidos pelo documentarista mundo afora, o general vietnamita Vo Nguyen Giap, que derrotou os exércitos francês e americano. “Giap, o maior general do século XX”, segundo o cineasta.

Na conversa que se segue, o documentarista Silvio Tendler recorda a história da história de Lula e o “menino do MEP”.

Terra Magazine – Silvio Tendler, é você o publicitário citado por César Benjamin no artigo na Folha de S.Paulo?
Silvio Tendler – Eu mesmo, em pessoa.

Você estava lá? Você, o Lula, o César Benjamin, o publicitário Paulo de Tarso e o tal marqueteiro dos Estados Unidos?

Na verdade eu não me lembro é do César Benjamin lá no almoço (…) e, sim, o publicitário que ele diz não lembrar era eu. E ele, se estava lá, sabe e se lembra que era eu; não tinha mais três publicitários na campanha, portanto ele sabe que era eu quem estava lá…mas eu não sei se ele estava, não me lembro, de verdade, se ele tava na sala. Ele agora diz não se lembrar do “publicitário” porque sabe que eu não iria corroborar essa maluquice, até porque eu vi, testemunhei, a quantidade de erros, de bobagens que ele cometeu durante a campanha…

Ele, César Benjamin?

Ele, Benjamin…por exemplo: já tava tudo perdido, um dos poucos apoios que o Lula ainda tinha depois daqueles erros de ataques da campanha ao Plano Real, era o da Igreja. E de repente o César resolveu botar como pauta do dia o quê?

O quê?

O aborto! Só isso. Esse cara montava e desmontava os programas como se fosse um expert em comunicação… e não era. Me lembro de outra história dele. Tinham inventado uma legislação casuística, criada para segurar o Lula, que tinha feito aquelas caravanas pelo Brasil. Não podia ter imagem externa em movimento… então fizemos um video-clip, eu e minha ex-mulher, a jornalista Tânia Fusco. Ela fez o texto, e eu, com as fotos dele na caravana e outras imagens, fiz, fizemos um clip, uma biografia do Lula a partir de fotos…

E aí?

Aí fui dar aula no Rio de Janeiro por dois dias, o comando da campanha era em São Paulo, e quando voltei o clip estava desfigurado pelo gênio da comunicação. Onde havia poesia o César colocou chavões do tipo “arrocho salarial”…

Por quê?

Porque se acha um gênio, melhor do que todo mundo… peguei meu boné e fui embora pro Rio…

E o César?

Ele continuou com suas trapalhadas. E quinze anos depois ele segue em campanha, agora contra o Lula diretamente. Ele atrapalhou o Lula em 94 e segue tentando atrapalhar o Lula.

Ok, esses detalhes à parte, você estava à mesa do almoço no dia da tal conversa do Lula?

Eu estava lá, sentado à mesa. Eu sou o publicitário “anônimo” que estava lá. O Lula, um cara que foi brincalhão durante toda a campanha, mesmo quando já tava tudo perdido. Eu até pensava “esse cara passa a noite pensando em como sacanear os outros”, porque todo dia tinha uma piada, um brincadeira, uma vítima de gozação… nesse dia o Lula queria chocar o tal marqueteiro americano…

O James Carville era…

O James Carville tinha sido contratado para ajudar na campanha do Fernando Henrique e nós tínhamos o nosso americano também. O Lula brincava: “O americano do Fernando Henrique fez a campanha do Bill Clinton, o nosso americano fez a campanha do Daniel Ortega” (NR: Ex e atual presidente da Nicarágua). Bem, o Carville já tinha ou tava sendo mandado embora da campanha do FHC e a campanha do Lula também ia despachar o “nosso” americano.

E o que aconteceu?

…e aí, nesse dia, o Lula, claramente num clima de brincadeira, tava a fim de sacanear, de chocar o americano com essa história dele “seco” na prisão, todos na mesa, nós todos, sabíamos que aquilo era uma brincadeira, era gozação, sacanagem, e imaginando como seria se fosse traduzido pro cara…

Você tem, teve então a certeza de que era uma brincadeira? Não teve e não tem nenhuma dúvida?

Nenhuma. Era claro, óbvio que era uma brincadeira, mais uma piada, mais uma gozação do Lula, nenhuma dúvida. E além disso a história, a cena toda não teve de forma alguma esse ar, essa dramaticidade que o César enfiou nesse texto melodramático. É incrível essa história… todos sabíamos que aquilo era uma brincadeira, como tantas outras feitas durante a campanha…

As tais “conversas de homem”…

Nem era esse clima “conversa de homem”, era brincadeira, pura gozação, nenhuma responsabilidade, nunca, nunca com esse tom de “confissão” que o Benjamin fez parecer que teve. E você acha que se isso fosse, soasse verdadeiro, todos nós não ficaríamos chocados? Todos ali da esquerda, com amigos presos, ex-presos e tudo mais, você acha que nós ouviríamos aquilo com tom de verdade, se assim fosse ou parecesse, e não reagiríamos, não ficaríamos chocados?

Na sua opinião, que conhece os personagens dessa história, o que aconteceu?

O César Benjamin guardou ressentimentos por 15 anos para agora despejar todo esse rancor. Ele pirou com o sucesso do Lula. Ele transformou uma piada num drama, vai ganhar o troféu “Loura do ano”.

O Paulo de Tarso estava lá?

Estava. E estava o americano… pensa só uma coisa: você acha que o Lula, logo o Lula, tão pouco esperto como ele é, em meio a uma campanha presidencial, vai chegar na frente de um gringo que ele mal conhecia, um gringo que vai voltar pro país dele e contar tudo o que viu, você acha que o Lula vai chegar pra um gringo que nunca viu, na frente de testemunhas, e vai contar que tentou estuprar alguém? É, foi óbvio, evidente, que aquilo era gozação, piada, brincadeira, sem nada desse drama todo do Benjamin de agora… rimos e ninguém deu a menor importância àquilo…

Você, um cineasta, um documentarista que viveu a cena, relembrando-a quadro a quadro, o que verdadeiramente pensa, o que diria hoje?

O Lula adorava provocar… era óbvio para todos que ouvimos a história, às gargalhadas, que aquilo era uma das muitas brincadeiras do Lula, nada mais que isso, uma brincadeira. Todos os dias o Lula sacaneava alguém, contava piadas, inventava histórias. A vítima naquele dia era o marqueteiro americano. O Lula inventou aquela história, uma brincadeira, para chocar o cara… como é possível que alguém tenha levado aquilo a sério?

Então…

Isso não tem, não deveria ter importância nenhuma. Só um débil mental, um cara rancoroso e ressentido como o Benjamin, guardaria dessa forma dramática e embalada em rancor, durante 15 anos, uma piada, uma evidente brincadeira…

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , ,

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145 comentários para “O testemunho de ST, citado por Benjamin”

  1. Observador disse:

    Ué? Mas não tinha sido mentira do Benjamin?

    Nossa, como vocês mudam de versão rápido hein?

    • Nonato Amorim disse:

      Observador, vc é que é bem rápido nas avaliações, na se

      deprecie, rapaz! Abs por trás!

  2. Observador disse:

    Ontem, 99% dos comentaristas desse blog, uníssonos, brandavam que o episódio não aconteceu. É só alguém dizer que aconteceu, mas que foi em outro tom, e você concordam imediatamente?

    tsc tsc tsc

    • luisnassif disse:

      Ue, a matéria diz exatamente isso. Observe.

      • Rodolfo Cabral disse:

        O comentarista confunde as situações. Os depoimentos de ontem no blog afirmavam que não houve a tentativa de abuso na cadeia, foram testemunhas oculares da passagem de Lula pela prisão.

        O de hoje fala da conversa, do alçmoço citado pelo Benjamim.

    • Edison Filho disse:

      Observador, faça um favor a si mesmo: além de observar, tente interpretar os fatos. Com um mínimo de bom senso, você ainda enxergará longe.

    • Stella disse:

      Não adianta só ficar “observando” é preciso captar a mensagem, entender.

  3. mariazinha disse:

    Ainda foi pouco!!!! Podem esperar por muito mais! Até achei esta, meio bobinha.
    As forças diabólicas que querem voltar ao Poder no Brasil, não se conformarão em perder, mais uma vez, para o LULA.

    Ainda teremos um longo caminho de torturas. Agora então que o Brasil se coloca, frontalmente, contra os interesses do Império em Honduras e enfrenta o ódio mortal de alguns, ao receber o presidente do Irã.

    Esta na cara que foi uma conversa de homens, estas brincadeiras que homens gostam muito de fazer. Ninguém confessaria, abertamente, se tivesse feito mesmo algo pecaminoso.
    Para dizer a verdade, até achei meio engraçada a conversa do CB qdo. diz que o ato não se consumou pois o rapaz rechaçou com socos e pontapés. Se fosse um estuprador não daria esta chance à vítima.

    Só mais uma coisa: já rola por aí, na Internet, muito mais maldades contra LULA.
    Existe uma história cabeluda, no Google, um comercial mesquinho na TVUOL e algumas outras barbaridades. Não direi para não dar destaque; é o que querem. Os indígnos ainda não sacaram que qto. mais batem em LULA, mais ELE se fortalece.
    Isto só vai ter fim, depois da eleição de DILMA2010.

    • Jairo disse:

      Falou bem mariazinha, perder para o Lula, porque Dilma não existe.

    • Walber Schwartz disse:

      “Forças diabólicas”? “Pecado”? “Caminho de torturas”? Estamos falando de política ou de religião aqui? O assunto é o filho do Brasil ou o filho de Deus? E, ao que parece, vc aprovou a visita de Ahmadinejad; esse torturador, baluarte da intolerância religiosa e sexual. O fato é que, em pleno século XXI, o povo enlouquece por uma ideologia. Triste.

  4. Observador disse:

    O que está provado é que Benjamin falou a verdade. Lula de fato contou a história. Se ele estava brincando ou não, aí é outro aspecto. Mas Lula contou. Está aí a prova.

    • luisnassif disse:

      Se está brincando ou não é outro aspecto? Como assim? Se eu brincar que vou te der um tiro e te dar um tiro, foi apenas um outro aspecto?

      • Eduardo Ramos disse:

        Nassif, esse Observador é o Cesinha disfarçado – rsrsrsrsrs

      • Cecilia disse:

        Sabe aquela piadinha (de mau gosto) que sogra é que nem cerveja e tal? É mais ou menos como se o Lula contasse essa piada e a FSP viesse com manchete do tipo “Lula planeja assassinar a sogra.

      • Walber Schwartz disse:

        Deve ter sido brincadeira mesmo, Nassif. Mas agora não tem jeito: o governo tem que processar Benjamin e a Folha sob pena de deixar o dito pelo não dito e enfraquecer ainda mais a já combalida imagem da justiça no Brasil. O tom que o jornal usou não foi de brincadeira. O presidente foi acusado de um CRIME. Se quem acusou o fez levianamente, trata-se de OUTRO CRIME. E se queremos um estado de direito, o presidente tem que dar o exemplo e levar o caso às últimas consequências na justiça.

        • Obsevrador disse:

          O que se tem que ter em mente é que afirmar que alguém confessou ter praticado um crime não é calúnia e nem difamação, se o testemunho for verdadeiro. A culpa da divulgação é de quem praticou a suposta confissão, que, como restou provado, de fato aconteceu. No máximo, foi má interpretada, segundo Tendler, mas isso é coisa subjetiva e quem pratica a suposta confissão é quem assume o ônus da divulgação. Simples assim.

  5. Aldo Cardoso disse:

    Considerando os componentes de formação dos personagens envolvidos, as circunstâncias da campanha e o que comumente se ouve e se fala aí (como já presenciei) a título de piada ou não, mas impublicável pela cumplicidade geral na relevação de tudo, essa é a versão mais verossímil para mim, e com a qual o Bob Fernandes nos faz retornar, mais uma vez, ao céu de brigadeiro que estávamos voando.

    Sei que é chato para o Lula ter que absorver esse Cesar antes mesmo de ter se refeito do Caetano, justo agora em que goza de uma aprovação quase unânime e às vésperas do melhor natal já propiciado por um governo (governo dele, Lula) ao povo do Brasil, mas o melhor é ele não sentir esses golpes que soam como avisos do que está por vir, da parte de seus detratores

  6. ANTONIO CARLOS disse:

    ATENTAR A HONRA DO PRESIDENTE DA REPUBLICA…..
    CONSTITUI fato gravissimo…..considerando se…. que o fato é negado por pessoas abalisadas…..opresidente deveria abrir processo de calunia e difamaçao contra a folha/branda e o benjamim…..este pessoal nao se conforma coma qualidade do governo Lula e de seu prestigio nacional internacional*

  7. altamiro souza disse:

    tendler, na coluna da monica bergamo, fsp de hoje:

    “COMPLICADO
    O cineasta Silvio Tendler diz ser ele o “publicitário brasileiro” de quem o editor César Benjamin afirma não se lembrar no artigo publicado ontem na Folha sobre a campanha de Lula em 1994. Nele, Benjamin relata conversa em que Lula teria revelado como tentou subjugar um preso nos 30 dias em que esteve detido, na época da ditadura militar. “Aquilo foi uma brincadeira, uma piada que ele tenta transformar em drama”, diz Tendler. “Se o cara [Benjamin] não consegue entender piadas, é complicado. Ele deveria ganhar o troféu de loira do ano.”

    TREZENTAS
    Tendler diz que a conversa era “uma brincadeira como outras 300″ que Lula fazia todos os dias. “Não tinha nada do tom dramático que ele [Benjamin] quer dar. O cara deve estar muito ressentido para sacar isso com 30 anos de atraso.”

    silvio tendler é um dos caras mais respeitados na cultura brasileira…
    graças a ele temos retratos críticos do país deste a década de 50…
    esse depoimento de tendler é fundamental para entender o que cesar benjamin não explicou: o contexto em que algo foi ou não dito…
    psicopatologia ou não, desfocou o contexto e deslocou-o para outro que lhe interessava ou que lhe afetava…

    o depoimento do tendler revela o caráter do cesar…

  8. Dionisio disse:

    Meu caro Nassif,

    Pode ser apenas o começo da campanha de terror que os caciques da oposição pretendem apresentar no próximo ano, até porque um jornal que tenha credibilidade não publicaria um texto como este de César Benjamin, apenas por amor ao debate e liberdade de informação. Por outro lado, a própria Folha publicou matéria revelando supostas atividades de Dilma Rousseff no regime militar que não foram comprovadas, reascendendo o debate sobre a guerrilha, inclusive divulgado a ficha da Ministra da Casa Civil no Dops, mesmo sabendo que o material não era autêntico. Portanto, depois dessa nova empreitada mal sucedida, fica evidente que na Folha de S. Paulo o fundo do poço é sempre mais em baixo!

  9. Sergio Navas disse:

    Serra, modus operandi.

  10. Marcos C. Carvalho disse:

    Essa nojeira vai passar. Felizmente. Ontem eu queria cair de porrada em cima desse vendido chamado Cesar Benjamim, e cheguei a comentar isso no blog. Ainda bem que você Nassif, sumiu com o comentário.
    Depois de assistir a Olívia Byington e a Monica Belucci, os nervos vão chegando ao seu estágio normal.
    A propósito, estarei na UFES no Fórum de Mídia Livre

  11. Índio Tupi disse:

    Aqui do Alto Xingu, os índios acham que, se de fato Lula pilheriou com essa estorinha na ocasião desse encontro, o evento não foi “resolvido”, não foi “absorvido”, no aspecto psicológico, pelo puritanismo do intelectual classe média CB.

    Os índios, em sua [deles] condescendência, acreditam, em resumo, que a brincadeira do Lula deixou CB inconscientemente traumatizado, choque esse que ele não “resolveu” e que se agravou com as posteriores divergências politicas com Lula.

    A “saída” de CB para “resolver” esse trauma psicológico causado por um líder político então admirado — que continuou por certo tempo ainda admirado no plano consciente, mas definitivamente destruído ao nível do inconsciente — foi, agora, revelar essa fanfarronada, comum nos meios populares, como se fosse efetivamente algo verídico.

    Agora, ao tentar destruir a imagem política de Lula, no ápice nos últimos tempos — cerca de 70% de aprovação popular, vários prêmios internacionais, desempenho econômico do Governo na crise global elogiado nos quatro cantos do mundo e perspectiva de crescimento de 5% para 2010 e de eleição de sua sucessora –, circunstância inaceitável para CB, eis que absolutamente incompatível com a imagem destruída de Lula em seu plano inconsciente, CB procura “resolver” seu próprio trauma psicológico inconsciente procurando destruir a imagem de Lula no plano real, ou seja… castrando-o politicamente.

    Essa foi a forma pela qual o inconsciente de CB procurou compatibilizar o conflito das duas imagens de Lula que se chocavam entre si. Castrando Lula políticamente, CB, na verdade, procura puni-lo pelo que, há anos atrás, lhe pareceu uma grave violação de seus próprios códigos sexuais.

    Faltou ao inconsciente de CB combinar com os beques adversários: os demais companheiros de Lula que estavam também presos e com o delegado que vigiou a cela onde Lula se encontrava com outros dois presos…

    Desde Freud sabe-se que qualquer atividade que, em si mesma, é assexuada, pode ser sexualizada. Entre elas, a luta política, sem dúvida alguma. Pelo menos é o que os índios acham.

    • André Oliveira disse:

      Luta política é sexo puro, desde o tempo do patriarcado primitivo.

    • Jadir disse:

      Acho que a cultura indígena ora acerta, ora se engana, em relação às respostas mais adequadas. Neste caso, em particular, tenho que reconhecer que a interpretação feita a respeito do inconsciente do homem branco foi bastante feliz.

  12. Marcos Doniseti disse:

    Nassif, o Frei Chico, irmão de Lula, concedeu uma entrevista ao blog do Azenha, o “Viomundo’, onde deixa claro que Lula ficou preso no DOPS numa cela coletiva, junto com os demais diretores do Sindicato.

    Logo, como Lula poderia ter feito o que fez, segundo César Benjamim, se o mesmo estava numa cela, junto com tantas pessoas e ninguém, absolutamente ninguém, ficou sabendo do ocorrido e nem divulgou o fato na época?

    No mínimo, uma pessoa teria contado a história, que teria se disseminado pela prisão, chegaria ao conhecimento da Ditadura Militar e da própria imprensa da época.

    E isso, é claro, teria sido usado para desmoralizar com Lula e com todo o movimento sindical da época, cuja luta contribuía fortemente para enfraquecer e desmoralizar com a Ditadura.

    Notícia:

    Frei Chico: “Lula ficou no DOPS com a diretoria do Sindicato”
    Atualizado em 27 de novembro de 2009 às 22:14 | Publicado em 27 de novembro de 2009 às 21:42

    por Conceição Lemes

    José Ferreira da Silva, o Frei Chico, é um dos irmãos do presidente de Lula. Ex-dirigente sindical, foi preso político.

    Viomundo – Frei Chico, você leu o artigo publicado hoje na Folha, afirmando que o Lula, quando esteve preso em 1980, teria tentado estuprar um colega de cela?

    Frei Chico – É um absurdo. Um nojo. Uma baixaria. A cela do DOPS era coletiva! O Lula nunca ficou sozinho. Ele ficou preso com os demais diretores do Sindicato dos Metalúrgicos dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo – Rubão, Zé Cicote, Manoel Anísio, Djalma Bom. Havia um banheiro só para todos os presos – e não tinha porta! O Tuma [senador Romeu Tuma, na época era diretor do DOPS] está vivo. Pergunte a ele!

    Viomundo – Que explicação você dá para tamanha baixaria?

    Frei Chico – Eles [a oposição] estão desesperados. Não estão medindo as conseqüências. Perderam a compostura. Perderam a decência humana. Parte da imprensa partiu para a baixaria total. Você viu o que a mídia fez com o Chávez, na Venezuela? Ela foi toda para cima dele. Aqui, vão tentar aquilo ou pior.

    Viomundo – Tem a ver com a eleição de 2010?

    Frei Chico – Só tem. Parte da elite brasileira não se modernizou e não aceita que o Lula faça o seu substituto. Vai para o vale tudo.

    Link:

    http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/frei-chico-lula-ficou-no-dops-com-a-diretoria-do-sindicato/

    Outro excelente texto sobre o assunto, Nassif, foi escrito pelo Miguel do Rosário, no seu blog:

    César Benjamin atravessou o Rubicão

    Por todos os lados em que se analisa a acusação de César Benjamin, de que Lula teria assediado sexualmente um companheiro de cela, temos um caso de mau caratismo sem limite. A história, obviamente, caiu no colo da blogosfera de extrema-direita, que agora vai tentar faturar o máximo. Reinaldo Azevedo, o blogueiro da Veja, está soltando fogos. Obrigado, Cesinha, pela ajuda que prestou aos trabalhadores brasileiros.

    César Benjamin não escreveu uma resenha do filme do Lula, como era a proposta do artigo, conforme dão a entender as fotos e o título. Também não falou em política. Fez uma fofoca suja, que agrediu todas as famílias brasileiras e compromete a reputação do presidente da república no exterior; e ao enfraquecê-lo dessa forma vil, atacando-o por baixo da cintura, atrapalha a posição do Brasil nos grandes fóruns mundiais.

    Se pegarmos a página onde o texto é publicado e torcermos, sairá um líquido verde e gosmento, o suco concentrado da inveja. Cesar Benjamin, com o pretexto de resenhar o filme de Fábio Barreto, fala apenas de si mesmo, como a indicar o absurdo que Lula, e não ele, fosse o protagonista de uma obra que promete bater recordes de bilheteria.

    Link:

    http://oleododiabo.blogspot.com/2009/11/cesar-benjamin-atravessou-o-rubicao.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+OleoDoDiabo+%28Oleo+do+Diabo%29

    • Adnan El Kadri disse:

      Marcos,
      É ressentimento de raquítico, de fracassado.
      Este sujeitinho não tem a menor credibilidade.
      O relato do Silvio Tendler coloca o ponto final na estória fraudulenta urdida pela Folha, no seu afã de evitar surra de criar bicho que o psdb vai tomar em 2010.
      Mais um factóide canalha urdido por este lixo que a Folha.
      Agora, que mereciam um processo: os dois o entrevistado pela sua injúria e o veículo por divulgá-la, com toda certeza seriam condenados pela calúnia à figura do Presidente da República.

  13. Antonio Lyra Filho disse:

    A divulgação dos filhos de FHC pela mídia, tinha como objetivo
    esta matéria César Benjamin que estava guardada.

  14. Empatamos Nassif,eu não gosto do som do Menestrel Montenegro,acho muito chato!!!

    • Fernando Grassi disse:

      Outro Montenegro.
      Moacir, penso que o Nassif não se referia ao Osvaldo, mas sim ao malabarista de números do IBOPE.

  15. Jaiminho disse:

    Engraçado que o tal “Cesinha” consegue lembrar um monte de nome de presos, na década de 70, mas alega não se lembrar de alguns presentes na campanha de 1994, que presenciaram a conversa. Fiquei comovido por ele agradecer tanto por não terem tocado no seu fiofó. O ressentimento produz qualquer coisa.

    • daSilvaEdison disse:

      Jaiminho,

      Não há qualquer anormalidade nisso.

      Hoje conversei com um amigo com quem estive numa reunião de trabalho, um jantar no interior de Minas, no final da década de 70.
      Eu calculava o total de participantes em uma dezena e me lembrava do nome de três, dois já mortos.
      Ele, o único ainda vivente da minha lista, me reavivou o nome de mais dois e garante que o encontro contou com pelo menos uma dúzia de participantes.

      Vê-se que falta a metade dos cúmplices e que ninguém está mentindo.
      E sobre o que conversamos nesse dia nem sombra resta.
      Mas lembramos que o Pitú estava ótimo e que o atendimento do Byrro foi impecável.

  16. Biba disse:

    O ruim é q as versões mudam a cada hora:

    - não teria havido reunião;
    - houve reunião, mas o César não esteve presente, e não se tratou do assunto do abuso (versão de Paulo de Tarso Venceslau);
    - houve reunião, César esteve presente, falou-se do abuso, mas era piada (versão do Tender);

    Aguardemos a próxima versão…

    • luisnassif disse:

      Esse tipo de argumentação não cola. Pega-se uma cena irrelevante, de brincadeiras, comprova-se o essencial: que jamais Lula admitiu nada. No máximo, tirou um sarro. A partir daí entra-se nesse jogo de que detalhes não batem, em cima de um episódio que, até ontem, era absolutamente irrelevante e, portanto, não havia porque estar registrado em detalhes na memória de ninguem. Prezado, deixe esse argumento para o outro blog.

  17. André Oliveira disse:

    Mas esse senhor carrega muito rancor dentro dele. É a única explicação plausível. Ele é a Mirian versão 2010.

  18. Geraldo Veloso disse:

    Sinceramente, o Lula que conhecemos nesses quase 8 anos é um bom piadista…parece que ele se aperfeiçoou de 94 pra cá.

  19. Índio Tupi disse:

    Aqui do Alto Xingu, os índios acham que a matéria não enseja a explicação psiquiátrica para a “resolução” do trauma psicológico do CB, que tenta “superá-lo” com essa tentativa de castração política de Lula.

    Com ela, CB está desesperadamente tentando atingir dois objetivos: um, no plano psicológico, a superação de seu trauma, e, outro, no plano político, eis que adversário figadal de Lula.

    Evidentemente, CB está desmoralizado, dado os testemunhos havidos…

  20. Chico disse:

    Como é difícil defender o indefensável, não?
    Primeiro é uma mentira que Benjamim plantou, depois a Folha já era, publica mentiras, depois admitem e se conformam com a explicação de uma testemunha que comprova o episódio mas que alega ser uma piada.
    Piada ou não, tentativa de sodomizar companheiro, mesmo uma piada de muito mau gosto, prova o carater de um homem público.
    Lembro-me nos idos dos anos 70, em uma entrevista no Pasquim, em que ele se referia ao movimento feminista dizendo que o mais o interessava eram a b….nha delas.
    Bem, nem tudo é perfeito, não é não?

  21. Antonio Carlos Alves Pereira disse:

    Prezado Nassif;

    Diante do relato do Silvio Tendler, eu reforço o que havia dito. Se me assusta um bocado a doidice do Cesar Benjamim (ele que me desculpe, porque é mesmo um doido, apesar de escrever muito bem) assusta-me mais a doidice torpe, perversa, cruel, raivosa dos que dão crédito ao melodrama que ele concebeu.

    Meu Deus, as oposições ao Lula, salvo algumas honrosas exceções, estão necessitadas de um sério tratamento psiquiátrico. São loucos pervesos, cruéis, rancorosos e perigosíssimos em razão do poder de que desfrutam.

    Quanto ao Cesar Benjamim, seria bom se ele fosse se tratar. Sem gozação. Trata-se de um dos melhores textos que eu conheço, é uma pena que tanta inteligência seja desperdiçada em tanta tormenta.

    Digo uma vez mais: o mais deletério efeito dessa loucura cruel e grotesca que afeta grande parte das oposições ao Lula se dá no debate público. Há muita crítica honesta e necessária a ser feita em face do governo (sem qualquer intenção de derrubá-lo). Mas não é possível dialogar com babóes raivosos. E a intelectualidade aristocrática dos jardins paulistanos e da zona sul carioca que forma o time de supostos “especialistas” sempre oportunisticamente “consultados” pelos quatro cavaleiros do Apocalipse (Veja, Globo, Estadão e Folha) tranformou-se nisso: um bando grotesco de babões raivosos. Lamentável.

    • Cláudia disse:

      Caro Antonio Carlos, permita-me fazer minhas as suas palavras. Na sexta-feira, logo após tomar conhecimento do teor do artigo do Cesinha (não tive estômago pra ler na íntegra), emiti uma opinião: Cesinha está pirado e o alvo de suas neuroses é o Lula.

      Há anos ele vem com histórias completamente inverossímeis cujo o objetivo é, claramente, destruir o caráter do presidente. Embora não seja psicanalista, estou convencida de que Cesinha enloqueceu. Entre outras maluquices, costuma dizer que é o ÚNICO intelectual brasileiro que entende de Karl Marx; TODOS os outros, sem exceção, não entendem nada de marxismo!!!

      E concordo com você quando diz que mais assustador do que ver a patologia do Cesinha exposta em praça pública É a “doidice torpe” dos que a ele dão, não sem grandíssimas intenções, crédito à patética criatura.

  22. Índio Tupi disse:

    Aqui do Alto Xingu, os índios acham que só existem duas saídas para CB: dar uma “Caetaneada” [dizer que não foi bem isso que afirmou], ou convocar sua própria Da. Canô — a própria mãe do CB — para tentar colar os cacos de tudo que foi quebrado pelo artigo de CB…

  23. sersikera disse:

    E agora Nassif?
    Como fica o depoimento do Paulo de Tarso, com o seus “não confirmo, não compreendo a intenção, não concordo com o conceito”?
    Tava na cara que este declaração dava voltas para não negar taxativamente a história do Cesinha. Surpreende que um jornalista experiente como você não tenha notado. E ainda me acusou de ser eu o contorcionista.

    E cada vez mais “A resposta parece estar no meio” .

  24. Plínio disse:

    Esse indevido CB é cobra que foi criada para morder o dono, e infelizmente no nosso glorioso PT essa criaturas peçonhentas tem de monte, só esperando a sua hora de oportunisticamente darem o bote, mas a medida que vão mostrando o seu veneno, vão sendo enxotadas para qualquer canto sujo que lhe dêem guarída, desde que aceitem fazerem mais sujeiras,
    Em tempo conclâmo a todos, cidadãos que prezam a ética, a descencia e a moral, para estarmos juntos dia 05/12/09 às: 10;00 h. na Alameda Barão de Limeira, e protestarmos com fibra e dizer que estamos com o saco cheio de tanta sujeira e podridão, e aconselho o Presidente LULA a ficar distante, deixe que nós homens dignos e livres façamos pelo menos de forma simbólica essa faxina , estarei lá com minha surrada camiseta 100% LULA . Até lá !

  25. Jadir disse:

    O que eu retiro desse lamentável episódio: Benjamim, um economista que respeito por seus lúcidos comentários, cometeu um erro de julgamento, que nenhum de nós está livre. Guardou o episódio presenciado por 15 anos e, um dia, movido por outras questões, acabou vomitando, sem ter os cuidados elementares de confirmar se a sua interpretação tinha procedimento ou não.

    Como resultado, causou um enorme prejuízo a uma pessoa que, por acaso é agora o Presidente do Brasil. Que por acaso é agora motivo de críticas de uma oposição sem propostas, oposição raivosa e preconceituosa ao extremo, ainda que certas das críticas possam até ter razão de ser. Em um contexto mais civilizados, essas críticas poderiam promover um melhor direcionamento das políticas públicas exercidas pelo governo Lula. Do jeito que são proferidas, entretanto, principalmente devido ao folha corrida de quem as profere, denuncia apenas a vontade de estar no lugar do criticado.

    Certamente, o estrago está feito e será bastante aproveitado pela oposição. Lamentável, vindo de uma pessoa que já deveria ter amadurecido o suficiente para duvidar das primeiras impressões e julgamentos que costumamos (TODOS, infelizmente) decretar sem muito espírito crítico.

    Lula foi prejudicado, Benjamim saiu diminuído e a oposição se não tiver cuidado e vier a explorar a história de forma sensacionalista, poderá ganhar um ou outro voto a mais. Mas confirmará sua já conhecida baixeza tantas vezes já demonstrada.

    Outro ensinamento que retiro: muitas vezes, em ambiente de camaradagem, certas piadas ou brincadeiras são excessivas e deveriam ser evitadas.

  26. Helio disse:

    Eles já usam os métodos, mas lhes falta um Lacerda, um gospista menos escatológico, com igual esgoto, mas menos vulgaridade, com propaganda à la nazi de melhor forma. McCarthismo, nazismo, fascismo, lacerdismo. Esses ismos estão em alta na Folha, na Veja, na Globo.

  27. sonia sampaio disse:

    CB me dá asco; a fsp me dá nojo! Imaginem os amigos o que vem pela frente. Vão dizer até que o Lula matou J. Cristo!

    • Rogério disse:

      Prezada Sonia:
      A fsp não vai fazer isso. Ela já tomou a dianteira. Há alguns anos, ela esqueceu a cruz e matou Cristo enforcado!

  28. Luis José Ariosto Pereira SIlva disse:

    Se era brincadeira ou não, nao importa, o que importa eh que o assunto nem deveria existir, esse Cesar Benjamim tem que ser preso por atentar dessa forma contra um símbolo nacional, o mesmo sendo o presidente Lula ok

  29. Rafael disse:

    A máquina destruidora de reputações já tinha até tirado de cena o Benjamin, não estava lá. Já tinha apagado toda a história de lutas do Cesar. Estava difícil, agora aparece o cineasta dizendo que era uma mentira(piada). Considerando essa hipótese mais benevolente , cabe nos perguntar, que tipo de carater, inventa histórias desse tipo?
    Quem tem rabo preso, não pode esticar muito as mentiras, talvez o Lula hoje se arrependa dessa grande obra de ficcção que inventou.

  30. Morais disse:

    Que a mentira recaia sobre o mentiroso como um machado. Quem quer que seja o mentiroso e quem quer que seja o machado.

  31. Paulo Rafael disse:

    Já li um texto desse Cesar Benjamin que diz que Lula se vendeu a Rede Globo tomando várias doses de whisky.
    Alguém tem esse texto deplorável?

  32. Calvin disse:

    Santo Deus. Um ex-fundador do PT esquece de usar a tecla SAP ao ouvir uma piada de Lula e a culpa é da oposição!
    Que é uma piada do gosto do Lula, muitos (+ o Caetano) já notaram, mas depois de cairem na brincadeira da convocação da Fundação Cobra Coral no Senado, caírem nessa de novo, pelamordedeus gente.

  33. Gunter - SP disse:

    Sobre piadas, políticos e gays. O que Cesar Benjamin tem a ver com o Irã.

    Li um monte de coisa… (1000 e tantos comentários em dezenas de posts de vários blogs) Mas ainda dá para falar algo mais.

    xxxxx

    Episódio CB:

    As explicações psicanalíticas me parecem as mais prováveis. Ao que tudo indica, CB ou ouviu a piada diretamente (se é que ele era o tradutor responsável no tal almoço) ou ouviu de terceiros (daí a explicação de não saber o nome de todos os envolvidos), mas não ouviu como piada, mas como algo que poderia ter acontecido com ele no passado. Ele mesmo introduziu o artigo na FSP narrando como ele tinha medo que algo assim tivesse acontecido com ele no passado. Ele foi um jovem valente enquanto militante, mas ficou em uma situação de indefeso quando rapaz e preso por 3 anos. Em 1994, como todo mundo entendeu como piada, ele não fez nada. Mas o monstro ficou reverberando na mente dele e um dia explodiu. Nem sequer percebeu que o próprio autor da piada poderia ter aumentado muitos pontos na estória, já que de 1980 a 1994 passou muito tempo. Talvez ele não tenha se transferido na imagem do menino do MEP, mas transferido ao Lula o medo que possa ter tido dos algozes do passado em potencial. Ou ambos. Talvez ele próprio tenha aumentado subconscientemente a estória (passado de “jogada de bola” para “cotoveladas”. Será que algum dia ele não tenha tido que dar cotoveladas para ser respeitado?) E a “forma-pensamento” vai aumentando ao longo do tempo. Atingir politicamente não foi possível, então sobrou escrever desse modo. Isso tudo é minha suposição, mas que é plausível é. Fica a palavra para psicólogos e psiquiatras.

    A FSP, como publica qualquer coisa que apareça, tenha qualidade ou não, deu espaço para isso. E quem diz que os editores lêem tudo que é publicado? Às vezes pode não dar tempo. Confiam no articulista, por exemplo. Não leio a FSP (prefiro outros jornais) mas parece que CB já fez muitos artigos que não causaram dissabor ao órgão. A FSP é como o menino da fábula, de tanto mentir ninguém acredita nem se disser a verdade. O que deveriam fazer agora é um editorial dizendo que não corroboram em nada com essa bobagem toda. O fato da piada ter existido não justifica a forma como foi recontada. Com a fama de irresponsáveis que têm, não é de estranhar terem sido acusados de colaborar ativamente para o episódio.

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    Machismo:

    O preconceito em relação a gays é de cunho machista. (Não tenho condições de falar sobre o sentimento lésbico, mas é evidente que elas são duplamente discriminadas e tudo a seguir também vale para as lésbicas.) Esse preconceito não pode ser confundido com outras expressões de intolerância, como o racismo ou a desqualificação de etnias e religiões. Esse preconceito, como o existente em relação à capacidade gestora das mulheres, não pode ser tratado do mesmo modo porque existe em todas as religiões e raças onde predominar ainda o pensamento machista. (O que é muito triste, posto que um imenso potencial produtivo e criativo é simplesmente sublimado.) Por isso muitos falam em “sexismo”. Não existe nenhuma sociedade onde historicamente tenha diminuído o preconceito em relação a gays sem que concomitantemente tenha havido melhor compreensão do papel e relevância da mulher. Toda a construção do imaginário que nega às mulheres poder (de voto, de propriedade, de criação, de interferência na gestão pública) vincula-se a uma hipotética falta de hombridade (como se audácia e pendor à dominação e conflito fossem superiores em algo ao estereótipo da feminilidade) e acaba transferido por extensão aos gays. As exceções de reconhecimento político acabam sendo tanto os “gays de ferro” (como Alexandre, o Magno) às “damas de ferro” (como Tatcher). Na verdade não importa a efetiva sexualidade, mas a manifestação de valores atribuídos à sexualidade.

    A participação das mulheres (e neste raciocínio, por extensão, dos gays e lésbicas) na vida política brasileira ainda é muito pequena. Muito menor que na maioria dos países latino-americanos. Talvez isso ocorra porque a política no Brasil ainda é visto como uma “batalha”, onde valores supostamente masculinos ainda pesem muito. Mas apesar disso o machismo enquanto fenômeno social está perdendo rapidamente relevância na sociedade brasileira. (A expressão cotidiana disso é a autocensura que muitos homens heterossexuais ultimamente se impõem. A um ponto em que passam a condenar piadas que gays e mulheres talvez pudessem até achar engraçadas.) Isso acontece ao mesmo tempo em que a fecundidade se reduz drasticamente, em que mulheres têm acesso à educação e entram no mercado de trabalho, em que a urbanização é muito acelerada, etc. Não é paradoxal que mulheres reverberem menos preconceitos do que homens. Tudo anda junto.

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    Piadas

    Não somente piadas, mas infelizmente comentários ditos em tom de sobriedade podem ter cunho machista/sexista. Lembro muito bem quando do anúncio da doença de Cazuza, em um almoço de confraternização no escritório, colegas declararem “que gays podem até morrer porque não farão falta” ou “têm culpa de pegar a doença pelo seu comportamento”. Isso foi em 1985. (Pouco antes havia falecido Rock Hudson.) Evidentemente essas pessoas jamais participariam de nada para acelerar a morte de alguém. Manifestaram apenas o temor subconsciente (que já começava a existir) de seu papel (e valores) de homens estar sendo ameaçado cotidianamente pela crescente visibilidade de mulheres e gays na mídia, no trabalho, etc. Certamente a maioria das pessoas da mesa nem prestou atenção ou deu importância. Provavelmente qualquer pessoa daquela época que fosse machista não o é mais hoje, não do mesmo modo. Nem racionaliza muito que algum dia foi. Mas eu não esqueço da ocasião nem da frase. Lembro que em função de comentários assim demorei anos para assumir no trabalho.

    Isso tudo para explicar que se alguém se sente de algum modo ameaçado por uma frase pode sim lembrar por muito mais tempo que os outros que a ouvem. Acaba dando mais valor ao que ouviu e se não for emocionalmente equilibrado pode ficar com neuras.

    Como em todo o mundo e em toda a história, políticos infelizmente se utilizam de comentários ou piadas machistas para se afirmar. O mundo era (ou é) de valores onde a postura agressiva conta pontos (basta ver os elogios que às vezes surgem a Requião ou Ciro: “esse vai tratar a imprensa como ela merece”, não parece relevante saber o que fariam em relação ao câmbio, p.ex.) Esse comportamento não precisa ser intencional ou premeditado, pode ser apenas reprodução do ambiente em que se vive. As pessoas aprendem a prosperar e ter visibilidade assim, depois se sentem surpreendidas se o mundo mudou em volta.

    “Estupra mas não mata”, “Tenho aquilo roxo/Duela a quien duela”, “O câncer de mama surgiu em homens com a moda da parada gay” são as manifestações menos refinadas do machismo. Tirar fotos em cadeiras para as quais ainda não se foi eleito (adiantando a sensação de conquista e posse) ou empunhando armas (manifestando a disposição de enfrentar potenciais inimigos) são a forma menos canhestra. A manutenção de preconceito em relação a gays mas minimizado em relação a mulheres, presente em políticos de formação religiosa, é algo intermediário.

    (De modo geral não atribuo grande importância a esse comportamento. Porém, as frases infelizes do governador Pulcinelli são de outra instância, não de afirmação machista, mas de defesa a um comportamento autoritário. Os atos legais, ou seja, assinados com convicção e pré-pensados, do Prefeito J. Camilo Zito são igualmente criticáveis.)

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    Política

    Em relação a gays e lésbicas existe ainda uma imensa resistência da sociedade em aprovar leis que igualem direitos ou penalizem agressões. Sabemos que a disseminação do conhecimento levará inexoravelmente à irrelevância do sexismo em geral. Do mesmo modo que levará à maior compreensão entre povos e religiões, ou mesmo entre doutrinas políticas. É questão de tempo. A Europa Ocidental (e outros países desenvolvidos) é apenas o laboratório disso, como é também em outras instâncias (ecologia, ordenamento político, etc.)

    Contudo, no Brasil de hoje, a sensação de insegurança e injustiça são ao meu ver ainda cabíveis. Muito menos, felizmente e evidentemente, do que em passado recente. Por isso mesmo penso notar que ainda existem tentativas de se manipular politicamente o sentimento gay.

    De modo geral gays almejam reconhecimento, respeito e igualdade de condições. Todo mundo sabe que representamos apenas 3% da população, mas com grande potencial de influenciar o voto (ou opinião política) de familiares (algo como mais 10%). Alguns podem se sentir mais ansiosos que outros e não enxergar as coisas como elas são, ficando assim sensíveis a discursos teoricamente antipreconceituosos.

    Exemplo 1 – Irã.

    Vimos ativistas gays participando de manifestações contra a visita de M. Ahmadinejad. Ora, mas o problema no Irã não é a homofobia em si, é antes um conjunto extremamente conservador, reacionário, fundamentalista e também machista que afeta a liberdade individual de todos. Milionários são mantidos em prisão domiciliar por se oporem ao governo. Mulheres são condenadas por adultério. Homens por alcoolismo. Nessa sociedade (como em grande parte da Ásia ou África) ainda é muito presente a figura do casamento arranjado por famílias (renegando o próprio conceito ocidental de amor.) O país é relativamente adiantado economicamente (a renda per capita é maior que a do Brasil), mas socialmente está mais parecido com o mundo católico do século XIX. As contradições são deles e eles é que caminharão para sua superação.

    Haveria muitas razões mais, além da negação do holocausto ou dos enforcamentos de gays, para cidadãos de um país ocidental e liberal se manifestaram contra o Irã, mas lembrar delas também levariam a questionar o machismo, o fundamentalismo religioso ou a excessiva concentração de renda e divisão de classes, todos também presentes em várias sociedades cristãs. O Irã possui uma péssima divisão de renda, não é socialista (apesar dos bancos estarem em mãos do Estado), não dispõe de imprensa livre e a liberdade política também é tolhida. No entanto, isso é que importante hoje, o país nutre grande sentimento antiamericano.

    Nos posts da época da visita, muitos comentaristas (inspirados pela nossa imprensa) faziam questão de lembrar com ênfase da repressão cruel aos gays desse país (o que não é desconhecido por ninguém.) Isso pareceu-me uma tentativa de angariar temporariamente apoiadores a um discurso pró-americano. Uma chamada a “venham, levantem-se pelos seus direitos”. Ora, como não é interessante questionar nem a existência de fé, sociedades de classes, ou mesmo o machismo e em certa medida o militarismo, sobra o quê de diferente no Irã para condenar? E em um contexto onde o americanicismo não pode ser explicitado? Apenas o discurso anti-semita e a criminalização da sexualidade.

    É bem verdade que no Brasil, Estados Unidos ou Israel a homossexualidade não é criminalizada. Mas a contradição visível de que nesses países também ainda não existe igualdade de direitos e condições para as sexualidades passou despercebida a muitos. E as “esquerdas”, geralmente tão ciosas de seu papel de guardiãs dos direitos civis e das minorias fizeram cara de paisagem desta vez, pois apoiar o Irã interessa pelo antiamericanismo desse país, não importa que seja um país em muitos pontos parecido com qualquer ditadura de direita.

    Resumo desta ópera: o Irã deve ser instado, sim, pelo Ocidente, a modernizar suas legislações, mas não somente em relação à homofobia. Porém, pode também, sim, ter o direito à independência e, se sua sociedade quiser, a uma posição diferente do hegemonismo norte-americano. Em relação a ambas situações podemos nos posicionar como cidadãos. Mas não há sentido em gays apoiarem países conservadores em sua cruzada contra outro país conservador olhando apenas um aspecto. Também não vejo sentido em partidos normalmente progressistas apoiarem um país extremamente conservador apenas pela disposição deste de participar em uma cruzada antiimperialista. As questões Brasil-Irã referem-se a autodeterminação de povos, diplomacia e comércio. Portanto, enquanto gay, excluam-me disso tudo.

    Exemplo 2 – Piadas de Lula

    Eu sou um grande entusiasta do Presidente Lula, porém, se há algo nele que não aprecio muito é sua tendência a colocar piadas em tudo. As duas piadas que ele fez este ano em relação ao Japão não foram felizes, mas passaram completamente despercebidas, inclusive a seus opositores. Melhor assim, não têm importância mesmo. Em quase todo discurso espontâneo dele há alguma tirada humorada sobre alguma coisa, tirada essa da qual eu confesso não gostar muito, no meio de várias frases e colocações as quais, por sua vez, eu aprecio sobremaneira, pois me identifico bastante com esse espírito “mão-direita-no-bolso-mão-esquerda-no-coração”.

    [Esse pragmatismo de tentar resgatar a imensa dívida social do país mantendo a existência da propriedade privada simultaneamente a tentar desenvolver o país de uma forma menos egoísta do que o tradicional é, ao meu ver, a razão de sua popularidade. A extrema direita deveria reconhecer que não há mais espaço para um discurso neoliberal mesquinho. A extrema esquerda deveria perceber que o brasileiro médio não é nem nunca foi a favor de rupturas revolucionárias como modo rápido de atingir justiça social.]

    Temos que saber distinguir em uma piada, se proferida por um político, quando existe alguma manifestação real de preconceito (e/ou intenção de magoar alguém) ou quando apenas há um hábito de se fazer humor de improviso sem refletir muito ou aproveitando-se de piadas prontas. Aliás, é sabido que é difícil fazer humor politicamente correto. (Os profissionais que o fazem tornam-se admiráveis por isso.) Eu acho que Lula deve ser avaliado pela sua capacidade de promover articulações políticas, pela perseverança em obter evoluções, pela empolgação com que trabalha e pela sinceridade do que defende. Mas algumas piadas prontas fazem parte do pacote (e, em função do todo relevo a parte.)

    Ao longo das décadas Lula já deu várias manifestações de respeito à condição homossexual. Apoiou a cruzada de M. Suplicy nos anos 80/90. Posou com bandeira do arco-íris. Declarou em uma edição especial da Época a importância dos homossexuais como cidadãos. Mais recentemente lembrou-se de nós na entrevista dada à TV argentina. Ele pareceu bem sincero em todas as ocasiões.

    E também parece nítido que não vai haver na política brasileira nenhum engajamento mais sério em relação a causas gays na medida em que os lobbies católico e evangélico são muito mais fortes. Está claro que algumas evoluções sociais devem historicamente preceder a outras, então, no contexto brasileiro geral, até que o posicionamento de Lula em relação a questão é dos mais apropriados.

    No entanto, se for interesse de um opositor político, quer seja à esquerda ou à direita, a conclamação dos gays à indignação é utilizada. Já vi gente lembrando que Marina Silva é criacionista, já vi links levando a discursos do Garotinho no Youtube, alguém até já encontrou uma fala do José Alencar para postar no blog! A campanha Kassab x Suplicy tentou mobilizar pelos dois lados com barroquismo.

    Os direitos gays poderão até um dia ser objeto de política, quando algum político influente quiser bancar essa causa. Mas hoje, no Brasil, não há nenhum partido ou tendência política assumidamente a favor da igualdade de direitos (mas há políticos aqui e ali em vários pontos, tanto que em 2006 votei pelo PT para presidente e governador, mas PSDB para deputada estadual.) Muito menos há religião com muitos eleitores que apoie semelhante tarefa. Então, infelizmente, é cedo ainda para esperar de políticos algo mais do que não reproduzir conteúdos de tempos de ainda menor discernimento.

    Entre as tentativas de manipulação de opinião, uma infelizmente muito usada é tentar repercutir antigas piadas do Lula sobre Campinas ou sobre Pelotas. Vi isso várias vezes nestes dias. Parece até que não importa observar o contexto da época, como também deve ser o caso da piada desse fatídico almoço relatada estes dias. Parece também não ser relevante perceber que nesses momentos ele ainda não tinha o peso de seguir uma liturgia do cargo de presidente. Essas piadas foram de gosto duvidoso sim, como várias coisas ditas por vários políticos em geral, mas não há uma manifestação de aversão ou desprezo como alguns querem fazer crer.

    Não somente em relação a Lula, mas em política em geral, eu me sinto incomodado quando pessoas, grupos ou segmentos que habitualmente não dão importância aos nossos direitos passam subitamente a se importar com eles e a lembrar-nos de episódios fora de contexto apenas com a intenção de influenciar sentimentos para uma determinada direção. Eu dou, portanto, a mesma importância a essas piadas que dou ao hábito, aparentemente institucional, de presidentes brasileiros não usarem camisinha em relações sexuais.

    • Bruno disse:

      Gunter,

      É mentira que a Folha publica qualquer coisa. Ela publica qualquer coisa para defender seu candidato, ora. Fatos concretos do FH, que todos sabiam, ela só publicou depois que ele assumiu. Agora do Lula, um fato escabroso desses, que era uma piada. Fala sério.

    • paulo disse:

      Só a tragedia e a comedia são portadora de verdades. Nosso presidente tem o pessimo habito de fazer piadas de mau gosto. Como comedia, porta alguma verdade, vejamos: Candidato a presidente sodomizando militante de esquerda em prisão da ditadura. Sem duvida uma tematica muito mais rica do que a do fime atual… Enquanto o mito perpetua o tabu é total. Quando ocorrer a desmitificação mentiras passarão a ser verdades e verdades tentaremos tornar mentiras. Acho que mais significativo foram as risadas dos comensais. Que sacanagem com os militantes de esquerda. Isto, nem de brincadeira nem de sacanagem… ninguem merece.

  34. Adilson disse:

    Está criada de vez a divisão: não é mais uma questão de oposição e situção, de esquerdas ou direitas, de confrontar visões ditintas sobre as coisa do mundo.

    Agora, e de uma vez por todas, a questão ficou resumida a uma luta entre o bem e o mal!

    Todos perderemos com esta guerra! O Lula, o César, até o Otávio Frias!

    O Lula certamente perderá na sua imagem que será arranhada não com estuparador, mas como ingênuo, bonachão e de língua solta.
    NÃO IMPORTA O QUE TENHA DITO, OU DEIXADO DE DIZER, MUITA GENTE JÁ ASSUMIU QUE O CÉSAR FEZ UM RELATO REAL, e não falatrão blogueiros de má-fé para fazer este ignomíma dar voltas ao mundo.

    O César jogou no lixo tudo o que já escreveu ao perpetrar mais esta difamação. Ele já cometera várias outras antes, mas sua importânica política era tão limitada que lhe perdoaram os atos falhos.

    AGORA ELE EXTRAPOLOU TODOS OS LIMITES DA SANIDADE MENTAL, e isto jamais será esquecido. Tudo o que ele conquistou será perdido, a sua biografia questionada, à sua vida será revirada e sua militância passada será analisada sob as lentes mais críticas.

    Ele é apenas humano, alguns dos seus erros do passado serão descobertos e esmiúçados. Suas açôes e palavras serão julgadas sobre a ótica do homem que ele é hoje, não do que ele já foi.

    Para alguém tão evidentemente desequilibrado emocional e mentalmente isto pode custar o lhe resta de sanidade e, talvez, até mesmo coisas mais fundamentais.

    O Otávio Frias, perdeu o que lhe restava de credibilidade, e em breve perderá a própria empresa jornalistica.

    A Folha de São Paulo da Diretas Já acabou de receber sua úlitma pá de cal.

    Que ironia, conheci em 1984 um cidadão direitista e desequilibrado que jurou, e jurava até sua morte, que a FSP ia pagar caro pelos seus ataques ao governo militar. ele dizia que seus heróis da revolução vingar-se-iam.
    Eu ria da sua ingenuidade, era só um ex-milico ressentido, mas uma pessoa inofensiva.

    Mas agora vejo que era um profeta.
    Eu nunca pude imaginar que o agente da vingança que ele queria estava ali no seio dos próprios Frias.

  35. [...] de Tendler, dando detalhes de tudo, contextualizando inteiramente o episódio. Confira aqui a versão de Tendler. A podridão atingiu o [...]

  36. Edson disse:

    Má isso é um safado . . . . de marca maior . . . . .

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