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28/11/2009 - 07:00

O modelo de transmissão de energia

Do Canal Temático Energia

Especialistas avaliam  modelo de transmissão

Por Dayana Aquino

O modelo de transmissão de energia no país tem provocado muitas discussões, mas especialistas acreditam em um modelo misto, entre o setor público e privado, como o melhor caminho.

A regulamentação do setor elétrico vem passando por adaptações e ajustes ao longo dos anos para adequar as necessidades energéticas aos cenários reais de produção e comercialização. Incidentes como o blecaute do último dia 10, trazem questionamentos sobre decisões passadas e sugestões para ações futuras.

A competência de prestação deste serviço público voltou a ser contestada em relação à entrada de agentes privados no setor, em um processo de privatização iniciado e executado na década de 90, e que tomou força com a Lei 9074 de 19 de maio de 1995. Sendo a transmissão de energia um serviço desenvolvido tanto por empresas privadas quanto estatais, acadêmicos e especialistas ressaltam que a participação privada é bem vinda, mas o Estado deve se fazer presente.

continua

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Energia Tags: , , , ,

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11 comentários para “O modelo de transmissão de energia”

  1. Eraldo Fernandes, Rio de Janeiro disse:

    No Rio, a falta de luz já virou rotina. Será que, após a privatização, os investimentos não foram diminuídos, considerando-se o crescimento da demanda pelos serviços e o consumo? Além dissso, não teria havido uma redução de pessoal qualificado, o que geralmente ocorre nas empresas privatizadas?

    • Ivan Moraes disse:

      “Será que, após a privatização, os investimentos não foram diminuídos, considerando-se o crescimento da demanda pelos serviços e o consumo?”:

      O tipo de sentenca que nao precisa ser terminado, e muito menos precisa de interrogacao. Assim: “Após a privatização, os investimentos foram diminuídos”.

  2. Gersier disse:

    Na minha cidade,antes da privatização,havia dois telefones com os quais vc podia falar com o plantão.A Central de Atendimento foi transferida para Belo Horizonte que,por atender a todo estado,deixa muito a desejar. Vários engenheiros e técnicos foram dispensados,piorando a qualidade dos serviços que foram terceirizados.Quando Itamar enfrentou fhc e retomou o controle da CEMIG,alguns desses serviços continuaram terceirizados.Se não fosse Itamar,Minas poderia estar passando pela mesma situação que o Rio está enfrentando.

    • Luiz Carlos disse:

      Gersier,

      Voce pegou um ponto que eu acho importante para o atendimento. A centralização no atendimento é um erro grande. Quando há um problema, diversas pessoas ligam e contatam uma central (não se sabe onde) que não conhece o problema e nem mesmo a cidade onde está ocorrendo o fato. Se os orgãos de fiscalização (incluso governo) querem melhorar o serviço deverão retornar ao atendimento regionalizado como era feito no passado pelas companhias estatais. Essa estória de “terceirização” em “cal center” não funciona. O mesmo serve para telefonia.

  3. Fernando Antonio Moreira Marques disse:

    Gostaria de conhecer a empresa privada que se canditaria a distribuir energia nas área com pouca densidade habitacional no interior do nosso país.

    Esta carne de pescoço só sobra pro Estado. A iniciativa privada gosta é do filet.

  4. APAGÕES-ALERTAS

    Tudo muito bonitinho nas justificativas, mas pesado demais para o consumidor.

    É ele quem paga, ao final, todo o desmando que ocorre desde as Agencias Reguladoras até as distribuidoras.

    Se estatal, a distribuição teria no máximo mais um elo, que poderia ser terceirizado.

    Agora, imagine-se uma planilha de uma empresa privada na hora de compor os preços dessa energia para a população.

    Sabe-se, que a maioria delas também terceiriza quase todos os seus serviços. Essa terceirizada, dependendo do tipo de serviço que irá prestar dentro da cadeia de distribuição, também pode terceirizar mais uma vez, fracionando a linha de prestação de serviço.

    Algumas empresas privadas atuam dentro do setor energético do Brasil como simples escritório.

    Ora, se uma privatização já onera o sistema, conforme se viu em alguns resultados da CPI criada para investigar o setor, imagine-se uma bi, tri terceirização de um setor fundamental para a economia do pais.

    Nessa linha de raciocínio, e se apegando ao que os especialistas discorreram sobre o assunto, alguns achando que o preço ainda está pequeno, fica a pergunta: quanto uma empresa privada mãe (aquela que ganhou a licitação) terá de colocar como BDI (Benefício Direto e Indireto) para gerar seus lucros, quando se sabe que mais terceirizada entrarão na conta dessa planilha?

    Estamos vendo e pagando por um absurdo!

    O setor energético é primordial dentro de uma nação que quer se desenvolver.

    A economia precisa de uma energia com preços compatíveis ao desenvolvimento que essa nação requer.

    A geração de emprego e renda industrial começa exatamente nesse ponto, após o setor primário ter cumprido seu papel.

    Na cadeia das necessidades energéticas, o setor primário é o que mais tem sofrido com os absurdos dos preços cobrados pela empresas privadas do setor.

    E é no nordeste onde esses absurdos mais se verificam.

    Lá, um cidadão que tenha uma propriedade às margens de um rio perenizado, não tem condições de irrigar um pé capim para seus animais, imagine-se praticar uma agricultura que gere emprego e renda. Tal o custo da energia, que começa com a própria rede de distribuição.

    Há comunidades no nordeste, que se todas as famílias resolverem ligar um liquidificador ao mesmo tempo, não tem energia suficiente para tudo isso.

    As empresas privatizadas não trocam um transformador para atender essas demandas, nem pelo amor de Deus!

    Mas, se o consumidor resolver pagar por essa troca, imediatamente terá que repassá-lo para a empresa privada, sob pena dela não prestar nenhuma assistência a esse equipamento, no caso de um defeito.

    Nenhuma constrói um milímetro de rede, ramal, etc.

    Tudo é custeado com dinheiro público, que imediatamente é repassado para o patrimônio dessas empresas.

    Se o neoliberalismo não deu certo em lugar nenhum do mundo, porque o Brasil ainda insiste nessa coisa?

    O que o presidente Lula está esperando para fazer retornar ao patrimônio da nação esses serviços, e pelo menos tornar mais barato a vida dos brasileiros?

    Por que os brasileiros têm que conviver com os apagões-ameaças?

    É, porque foi só se descobrir o rombo de 152 bilhões de reais repassados a mais pela ANEEL para as empresas do setor, e o ministério público se manifestar a favor da devolução dessa quantia, para explodir apagões por todos os lugares, simultaneamente.

    E os apagões-alertas vão continuar até que as autoridades tirem da cabeça essa idéia maluca de estornar ao povo brasileiro o que lh

    APAGÕES-ALERTAS

    Tudo muito bonitinho nas justificativas, mas pesado demais para o consumidor.

    É ele quem paga, ao final, todo o desmando que ocorre desde as Agencias Reguladoras até as distribuidoras.

    Se estatal, a distribuição teria no máximo mais um elo, que poderia ser terceirizado.

    Agora, imagine-se uma planilha de uma empresa privada na hora de compor os preços dessa energia para a população.

    Sabe-se, que a maioria delas também terceiriza quase todos os seus serviços. Essa terceirizada, dependendo do tipo de serviço que irá prestar dentro da cadeia de distribuição, também pode terceirizar mais uma vez, fracionando a linha de prestação de serviço.

    Algumas empresas privadas atuam dentro do setor energético do Brasil como simples escritório.

    Ora, se uma privatização já onera o sistema, conforme se viu em alguns resultados da CPI criada para investigar o setor, imagine-se uma bi, tri terceirização de um setor fundamental para a economia do pais.

    Nessa linha de raciocínio, e se apegando ao que os especialistas discorreram sobre o assunto, alguns achando que o preço ainda está pequeno, fica a pergunta: quanto uma empresa privada mãe (aquela que ganhou a licitação) terá de colocar como BDI (Benefício Direto e Indireto) para gerar seus lucros, quando se sabe que mais terceirizada entrarão na conta dessa planilha?

    Estamos vendo e pagando por um absurdo!

    O setor energético é primordial dentro de uma nação que quer se desenvolver.

    A economia precisa de uma energia com preços compatíveis ao desenvolvimento que essa nação requer.

    A geração de emprego e renda industrial começa exatamente nesse ponto, após o setor primário ter cumprido seu papel.

    Na cadeia das necessidades energéticas, o setor primário é o que mais tem sofrido com os absurdos dos preços cobrados pela empresas privadas do setor.

    E é no nordeste onde esses absurdos mais se verificam.

    Lá, um cidadão que tenha uma propriedade às margens de um rio perenizado, não tem condições de irrigar um pé capim para seus animais, imagine-se praticar uma agricultura que gere emprego e renda. Tal o custo da energia, que começa com a própria rede de distribuição.

    Há comunidades no nordeste, que se todas as famílias resolverem ligar um liquidificador ao mesmo tempo, não tem energia suficiente para tudo isso.

    As empresas privatizadas não trocam um transformador para atender essas demandas, nem pelo amor de Deus!

    Mas, se o consumidor resolver pagar por essa troca, imediatamente terá que repassá-lo para a empresa privada, sob pena dela não prestar nenhuma assistência a esse equipamento, no caso de um defeito.

    Nenhuma constrói um milímetro de rede, ramal, etc.

    Tudo é custeado com dinheiro público, que imediatamente é repassado para o patrimônio dessas empresas.

    Se o neoliberalismo não deu certo em lugar nenhum do mundo, porque o Brasil ainda insiste nessa coisa?

    O que o presidente Lula está esperando para fazer retornar ao patrimônio da nação esses serviços, e pelo menos tornar mais barato a vida dos brasileiros?

    Por que os brasileiros têm que conviver com os apagões-ameaças?

    É, porque foi só se descobrir o rombo de 152 bilhões de reais repassados a mais pela ANEEL para as empresas do setor, e o ministério público se manifestar a favor da devolução dessa quantia, para explodir apagões por todos os lugares, simultaneamente.

    E os apagões-alertas vão continuar até que as autoridades tirem da cabeça essa idéia maluca de estornar ao povo brasileiro o que lhe foi roubado.

  5. Alex disse:

    Se a discussão for qualidade, melhor atendimento, confiabilidade, não se compara a atuação do setor estatal com o privado. O setor privado visa lucro e somente lucro. Veja o caso da Telefônica no setor de comunicações. Há setores em que o agente público precisa estar presente e ditar as regras. Se há desvios, estes devem ser corrigidos. São empresas que podem errar sendo estatal ou privadas, mas o corpo técnico das estatais é melhor, mais dedicado e “veste mais a camisa da empresa” porque sabe que a empres os trata dignamente. Em ambientes com excesso de concorrência ou carterizados, com monopólios privados, isso fica impossível.

  6. Nassif ou equipe, cortem o primeiro texto do APAGÕES-ALERTAS, porque está incompleto. Agradeço.

  7. basílio disse:

    O setor de transmissão de energia elétrica é a espinha dorsal do sistema elétrico brasileiro, é estratégico e imprescindível que seja gerido com responsabilidade e simplicidade, mantendo sua disponibilidade permanente e providenciando o planejamento e a ampliação conforme as necessidades de desenvolvimento da nação e de utilização pela população, acima e além de outros valores, inclusive o lucro ou quaisquer outros valores de mercado.
    Por tais razões é imprescindivel que seja inteiramente estatizado, ou seja sob controle total da sociedade e do estado.
    Não podemos, em nenhuma hipótese, permitir que o sistema, ou parte dele fique sujeito a vontade ou sob gestão de agentes privados.
    É um assunto sério demais para ficar a mercê das forças do mercado, até para proteção e garantia de fornecimento de energia elétrica ao próprio parque industrial brasileiro e ao sistema de mercado competitivo que abarca a quase totalidade do restante da economia.
    É simples assim, estatização já.

    • mariazinha disse:

      Nossa! Falou bonito, amigo!
      É verdade, pura e simples.
      como é possível um País, ficar à mercê de interesses escusos, ainda mais qdo. o assunto refere-se a coisa tão imprescindível ao País?
      Quer dizer que, se não gostam do Presidente, do governador, vão lá e fazem blecautes constantes e enervantes para denegrirem seu governo?
      E se algum engraçadinho alienígena quiser prejudicar o Brasil?
      Só um cabeça de camarão privatizaria um setor tão delicado e importante, não é mesmo, Basílio?
      “O setor de transmissão de energia elétrica é a espinha dorsal do sistema elétrico brasileiro”
      ‘Estatização já!”

      • basílio disse:

        O setor de transmissão de energia elétrica é a espinha dorsal do sistema elétrico brasileiro, porque a ele estão ligados todas as usinas geradoras de energia elétrica e todas as empresas distribuidoras.
        Uma falha nesse sistema de transmissão é coisa grave, gravíssima.
        Quando os cabeças de camarão mandavam no Brasil, até o planejamento da expansão do sistema de transmissão deixou de ser determinativo (obrigatório), para ser apenas orientativo ao mercado. O mercado não atendeu a orientação prevendo que não seria lucrativo, entre outras coisas lamentáveis.
        Deu no que deu, racionamento.
        Nesse atual governo o planejamento, por iniciativa da então Ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, voltou a ser determinativo, fora várias alterações efetuadas no marco regulatório do setor.
        Mas ainda há muito o que fazer, acabar com compartilhamento obrigatório de instalações de transmissão (nas subestações), uma maluquice inventada para permitir e facilitar os privados, estatizar novamente o sistema transmissor.
        É, Mariazinha, pior que a gente sabe quem são os cabeças de camarão, e qual a vontade deles de voltar ao poder.
        Na minha opinião as próximas eleições são talvez as mais importantes da história, vão definir se este país vai voltar a ser uma coloniazinha mediocre e miseravel de terceiro mundo com novo desmonte do estado, sob a tutela daquela burguesia quatrocentona e atrasadona, ou se vai continuar na rota atual da autonomia, da esperança e do progresso, alcançando um patamar de desenvolvimento e de consolidação sem retorno.

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