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25/11/2009 - 07:00

Quem define a política monetária

Uma das maiores distorções na economia brasileira é a definição da política monetária pelo Copom (Comitê de Política Monetária).

Participa da decisão toda a diretoria do Banco Central. Acontece que o Diretor de Política Econômica é quem tem as informações, fornecidas pelo departamento incumbido de monitorar as metas inflacionárias. Dono das informações, impõe sua opinião sobre os demais diretores – cuja área de responsabilidade são outras.

Esse modelo criou dentro do BC um pelotão de xiitas, técnicos de terceiro escalão cegos pela ortodoxia, que muitas vezes acabam induzindo o diretor a adotar medidas drásticas.

Nas mãos de um Afonso Bevilacqua – primeiro diretor da gestão Henrique Meirelles -, um xiita de carteirinha, as decisões produziram taxas de juros muito acima das necessárias. Fica, assim, um país com quase 200 milhões de habitantes nas mãos de apenas uma pessoa.

Embora bastante ortodoxo, o atual Diretor Mário Mesquita é considerado mais racional.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Sem categoria Tags: , , ,

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14 comentários para “Quem define a política monetária”

  1. Douglas Otaviani Tôrres disse:

    Tá no IG :

    quarta-feira, 25 de novembro de 2009

    05:59
    Juros devem subir no ano que vem
    As consequências de i, cenário mais otimista para a economia brasileira no ano que vem serão refletidas na inflação, taxa de juros e déficit externo do País já no ano que vem, na avaliação do Bradesco. Em sua conferência em Nova York, Octavio de Barros, economista-chefe do banco, afirmou que trabalha com aumento de juros a partir de abril de 2010.

    Na visão do economista, a taxa básica chegará ao pico de 12,75% em fevereiro de 2011. Atualmente, a taxa está em 8,75% ao ano. Quanto à taxa de câmbio, a previsão do Bradesco é a de que chegará a R$1,70 por dólar e deve permanecer nesse patamar em 2010.

    Quanto à balança comercial, o Departamento Econômico do Bradesco prevê que o saldo comercial se reduza de US$ 26 bilhões para US$ 5,5 bilhões.

    • luisnassif disse:

      O Otávio serve ao mercado, não ao Bradesco nem à inteligência. Quanto ao saldo comercial, informação provavelmente correta.

    • Clever Mendes de Oliveira disse:

      Douglas Otaviani Tôrres (25/11/2009 às 7:19),
      Pelas taxas de crescimento do PIB que devem ser informadas dentro de duas semanas talvez o Banco Central tenha que subir o juro antes da previsão do Octávio de Barros.
      É ficar atento e torcer. Eu vou torcer para o Banco Central subir o juro um pouco e um pouco mais cedo, pois significaria que o Brasil está crescendo a taxas superiores a 6% ao ano. O que é bom para o Brasil
      Clever Mendes de Oliveira
      BH, 25/11/2009

  2. Roberto São Paulo/SP disse:

    Banco Central do Brasil ©
    Estrutura organizacional
    Organograma e funções dos departamentos, identificação e currículo dos membros da Diretoria Colegiada, identificação dos membros da Secretaria Executiva, dos chefes de departamentos e dos gerentes-executivos.
    Diretoria Colegiada
    Presidente
    Diretores
    Presidente
    Secre – Secretaria-Executiva da Diretoria
    Aspar – Assessoria Parlamentar
    Coger – Corregedoria-Geral do Banco Central do Brasil
    Audit – Auditoria Interna do Banco Central do Brasil
    PGBC – Procuradoria-Geral do Banco Central
    Ouvid – Ouvidoria do Banco Central do Brasil

    Dirad – Diretor de Administração

    Dilid – Diretor de Liquidações e Controle de Operações do Crédito Rural
    Direx – Diretor de Assuntos Internacionais
    Dipom – Diretor de Política Monetária
    Difis – Diretor de Fiscalização

    Dinor – Diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro
    Dipec – Diretor de Política Econômica」

    http://www.bacen.gov.br/?ESTRUTURA

    • Interiorr disse:

      A credibilidade do BC está abalada, não pela sua competência técnica, que sobra, mas pelo fato de TODOS sabermos que eles estão comprometidos com o maior lobby da história do Brasil, o lobby a favor do aumento de juros, que de tão eficiente, não consegue se desativar mesmo na situação exdrúxula vivida em janeiro de 2009.
      Talvez, para adequar o nosso patamar de juros ao praticado em países em situação análogas, tenhamos mesmo que fingir que não lemos o programa do PSol e do MR-8, e pasmem, votar neles, para ter uma gestão macroeconômica similar aos paises capitalistas ortotoxos, pois são os únicos queainda não sucumbiram ao lobby que “desvia” 1/4 da NOSSA arrecadação pública, para o super-pagamento dos serviços da nossa dívida pública.

  3. Roberto São Paulo/SP disse:

    Banco Central do Brasil ©
    Definição e histórico
    O Copom foi instituído em 20 de junho de 1996, com o objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e de definir a taxa de juros.
    A criação do Comitê buscou proporcionar maior transparência e ritual adequado ao processo decisório, a exemplo do que já era adotado pelo Federal Open Market Committee (FOMC) do Banco Central dos Estados Unidos e pelo Central Bank Council, do Banco Central da Alemanha.
    Em junho de 1998, o Banco da Inglaterra também instituiu o seu Monetary Policy Committee (MPC), assim como o Banco Central Europeu, desde a criação da moeda única em janeiro de 1999. Atualmente, uma vasta gama de autoridades monetárias em todo o mundo adota prática semelhante, facilitando o processo decisório, a transparência e a comunicação com o público em geral……………..
    ……….No primeiro dia das reuniões, os chefes de departamento e o gerente-executivo apresentam uma análise da conjuntura doméstica abrangendo inflação, nível de atividade, evolução dos agregados monetários, finanças públicas, balanço de pagamentos, economia internacional, mercado de câmbio, reservas internacionais, mercado monetário, operações de mercado aberto, avaliação prospectiva das tendências da inflação e expectativas gerais para variáveis macroeconômicas.

    No segundo dia da reunião, do qual participam apenas os membros do Comitê e o chefe do Depep, sem direito a voto, os diretores de Política Monetária e de Política Econômica, após análise das projeções atualizadas para a inflação, apresentam lternativas para a taxa de juros de curto prazo e fazem recomendações acerca da política monetária. Em seguida, os demais membros do Copom fazem suas ponderações e apresentam eventuais propostas alternativas. Ao final, procede-se à votação das propostas, buscando-se, sempre que possível, o consenso. A decisão final – a meta para a Taxa Selic e o viés, se houver – é imediatamente divulgada à imprensa ao mesmo tempo em que é expedido Comunicado através do Sistema de Informações do Banco Central (Sisbacen)…………..

    http://www.bcb.gov.br/?COPOMHIST

    • Roberto São Paulo/SP disse:

      Banco Central do Brasil ©
      Atas do Copom, 146ª Reunião, 20 e 21/10/2009
      Presentes:
      Membros do Copom
      Henrique de Campos Meirelles – Presidente
      Alexandre Antonio Tombini
      Alvir Alberto Hoffmann
      Anthero de Moraes Meirelles
      Antonio Gustavo Matos do Vale
      Maria Celina Berardinelli Arraes
      Mario Gomes Torós
      Mário Magalhães Carvalho Mesquita

      Chefes de Departamento (presentes no dia 20)
      Altamir Lopes – Departamento Econômico
      Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo – Departamento de Estudos e Pesquisas (também presente no dia 21)
      João Henrique de Paula Freitas Simão – Departamento de Operações do Mercado Aberto
      Jose Antonio Marciano – Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos
      Marcio Barreira de Ayrosa Moreira – Departamento de Operações das Reservas Internacionais
      Renato Jansson Rosek – Gerência-Executiva de Relacionamento com Investidores

      Demais participantes (presentes no dia 20)
      Adriana Soares Sales – Consultora da Diretoria
      Alexandre Pundek Rocha – Assessor da Diretoria
      Eduardo José Araújo Lima – Chefe-Adjunto do Departamento de Estudos e Pesquisas
      Fabio Araujo – Consultor do Departamento de Estudos e Pesquisas
      José de Ribamar Oliveira Júnior – Assessor de Imprensa

      http://www.bcb.gov.br/?COPOM146

  4. Aldo Cardoso disse:

    Nassif,

    Só que o discurso eleito pelo povo não é o do Afonso, do Mário… que, além de parasitas e testas de ferro de interesses alienígenas, são ilustres desconhecidos, mas o do presidente da vez, no presente caso, o do Lula de quem se presume que sabe e avaliza o que fazem

  5. artur cartacho disse:

    Com um organograma dêste é de impressionar ,quanta jente ,imaginar que este mantrengo foi criado no governo de FHC ,e pouco foi mudado ,mas como diz Lula no seu futeboles ,em time que seta ganhando não se mexe ,foi criado por FHC deu certo ,pra que mudar ,o dia que der errado a culpa e de quem?

    • Ivan Moraes disse:

      Que “time que esta ganhando” eh esse do qual voce fala? O bc perdeu um decimo de trilhao ha pouqiissimo tempo.

      Enquanto o Brasil estava bombando o bc estava perdendo dinheiro dos brasileiros.

  6. Vladimir Colly disse:

    Quem decide as diretrizes gerais da política monetária é o Conselho Monetário Nacional, que é composto pelo Ministro da Fazenda, Ministro do Planejamento e o Presidente do Banco Central (v. Lei 4.595/64, artigos 2o. e seguintes, e Lei 9.069/95, artigo 8o.). O Copom só atua dentro dos limites traçados pelo CMN.
    Ou seja, os responsáveis, em última instância, pelos juros altos são os três indicados acima.

  7. ADNAN EL KADRI disse:

    Nassif,
    Ué eu pensava que as decisões eram votadas e por maioria, como eles informam nas atas . Como é isso de só o Diretor de Política Econômica deter as informações?
    Os outros não tem condições de opinar?
    Só ele tem acesso à pesquisa do boletim Focus?
    É isso?

  8. Miguel A.E. Corgosinho disse:

    Chamar de política monetária a ação de calibragem da taxa de juros, a qual onera a produção, espanta de imediato qualquer intelectual. Como é possível que tenham tantos homens no BACEN – trabalhando na origem dos principais elementos da representação que poderiam assegurar-lhes a fama de suprimir a negação da nossa base monetária – não tenham absolutamente nenhuma ligação com o pré requisito necessário com o atributo fundamental que é saber se o tempo mensurável da economia, sob o mesmo termo conhecido sobre a união de diferenças feitas, adaptadas a concepção de espaço físico da soberania.

    Chamo de negação da negação o princípio monetário que daria origem a condição apriorística da produção e pode tornar-se cognição de nosso processo de verdade, por meio de engenho matemático, independente do custo imperialista de transformaçao do dinheiro (títulos públicos e reservas internacionais) para o estabelecimento do Estado Nacional.

  9. Mario disse:

    Ultimo fiasco:
    ————————–
    Os juros cobrados pelos bancos em suas operações com pessoas físicas, que haviam recuado para 43,6% ao ano em setembro, a menor taxa da história, voltaram a subir em outubro, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (25) pelo Banco Central.
    Segundo o chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, o aumento dos juros bancários está relacionado, em outubro, com o aumento da taxa de captação (quanto os bancos pagam pelos recursos), que avançou para 9,6% ao ano – contra 9,3% ao ano em setembro.
    Maciel explicou que a taxa de captação tem por base a curva de juros futuros. Ou seja, a taxa está crescendo por conta da expectativa do mercado de que os juros básicos da economia, definidos pelo BC e atualmente em 8,75% ao ano, subam no próximo ano – para controlar a inflação.
    A expectativa de aumento dos juros futuros, por sua vez, passou a acontecer com mais intensidade após o alerta do próprio BC de que a inflação pode subir no futuro, impulsionada pelos gastos públicos.
    ———–

    Eles são voráveis, estão mal acostumados. È de um achismo fora do comum.
    Cabe ao governo liberar totalmente o compulsório, deixa-los com dinheiro até o gogó, regulamentar a tomada de crediários e créditos em função da capacidade de pagamento das pessoas físicas e jurídicas. Os instrumentos etão aí, SERASA, SPC, Cadastro positivo do BC.
    Quem emprestar a mais, da capacidade de pagamento do tomador, paga multas pesadas. Quero ver se os juros no comercio e nos bancoas não caem, a inadimplência idem, a inflação não fica controlada. Tem que peitar essa turma que só olha pro umbigo deles.

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