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25/11/2009 - 09:54

O ativismo econômico nos carros

O Ministério da Fazenda teve papel essencial no abortamento da crise do ano passado, com um conjunto muito rápido e eficiente de medidas pontuais que acabaram criando a massa crítica necessária para reverter o jogo.

Com isso conseguiu derrubar o tabu de que o Estado não poderia praticar ativismo econômico.

Agora, é importante não exceder e comprometer a ferramenta. Isenção de IPI para carro-flex, a propósito de serem menos poluidores, não têm nenhum sentido. Os carros flex já se constituem na maioria dos carros vendidos no país. Proceder a uma desoneração ampla na economia, como maneira de estimular a atividade econômica, é uma coisa. Expor-se a acusações de ser discricionário no uso dos instrumentos de isenção, é outra

Do Estadão

Carro flex terá IPI reduzido até março

Carro flex terá IPI reduzido até março

Incentivo fiscal que venceria em janeiro é prorrogado por 3 meses para os carros considerados menos poluentes

Adriana Fernandes, Renata Veríssimo e Fábio Graner, BRASÍLIA

Pela segunda vez, o governo associou medidas de estímulo ao crescimento à política de proteção ambiental. O beneficiário desta vez é o setor automotivo. Os carros com motor a álcool e flex, cujo impacto ambiental é menor, com até 2 mil cilindradas terão a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) prorrogada até 31 de março de 2010.

O chamado “IPI verde”, já adotado para eletrodomésticos de baixo consumo de energia, entrou na agenda do governo às vésperas da reunião do clima da ONU, em Copenhague, no próximo mês. A motivação do governo, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, é o “estimulo ao crescimento com responsabilidade ecológica”.

“Estamos indo para Copenhague com propostas fortes de redução de emissão de carbono e iniciando ações do governo no sentido de estimular consumo menor de energia, de emissão de carbono e outras iniciativas de preservação ambiental”, disse Mantega, que anunciou o novo benefício ao lado do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider.

Os carros flex com até mil cilindradas permanecerão com IPI de 3% até 31 de março de 2010. Pelo cronograma anunciado pelo governo recentemente, a alíquota retornaria a 7% em 1º de janeiro de 1010. Para os carros movidos a gasolina, com motor de mil cilindradas, o aumento do IPI, em 1º de janeiro, fica mantido.

Para os carros entre 1 mil e 2 mil cilindradas com motor flex, o ministro também anunciou que a alíquota de 7,5% será mantida até 31 de março. Os carros com esse mesmo motor movidos a gasolina terão o IPI elevado de 11% para 13% em janeiro.

O ministro também anunciou a prorrogação da isenção de IPI para caminhões novos até 30 de junho de 2010. Mantega disse que o governo quer estimular a troca de caminhões, já que a frota brasileira tem, em média, 18 anos. A alíquota de IPI retornaria a 5% em janeiro.

A renúncia fiscal das novas medidas é de R$ 1,3 bilhão. Segundo o ministro, a arrecadação este ano será afetada apenas em dezembro. O restante terá impacto apenas em 2010. “Mas as vendas serão tão altas que vão diluir essa renúncia.”

Mantega anunciou também a formação de um grupo de trabalho para estudar medidas para estimular a indústria automotiva a desenvolver tecnologias para reduzir a emissão de poluentes e ajudar na preservação ambiental. Ele será composto por representantes dos Ministérios da Fazenda, Desenvolvimento, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia.

“O grupo vai trabalhar com os fabricantes para que sejam trazidos ao Brasil projetos que tenham preocupação com o ambiente”, disse Mantega. Ele destacou que a ideia do governo é estimular o uso de energias renováveis, como biocombustíveis, reduzir as emissões dos motores flex e estimular o desenvolvimento de tecnologias de veículos híbridos, que operam com energia renovável e eletricidade, além de estimular a produção de carros mais compactos, que usam menos energia e poluem menos.

O grupo vai produzir o primeiro relatório em 31 de março de 2010, data prevista para o fim dos incentivos fiscais aos carros. Segundo Mantega, o objetivo do governo é consolidar e aprimorar a indústria automotiva no Brasil para que eleve a participação na produção mundial.

Segundo o ministro, o momento é oportuno, já que as indústrias estão definindo as estratégias mundiais e é importante que tenham estímulo para produzir no Brasil.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia Tags:

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58 comentários para “O ativismo econômico nos carros”

  1. Romanelli disse:

    Ontem Mantega disse que cerca de 25% da indústria do país gira direta ou indiretamente ao redor do carro ..+/- 200 mil empresas
    .
    Disse ainda que a renuncia fiscal do governo federal, só neste ano, e SEM contar a anunciada ontem, foi de R$ 25 bilhões
    .
    Lembrou ainda, e é bom que se repita, que o governo Lula abriu mão de tributos nos carros, linha branca, eletro-eletrônicos, alimentos, máquinas $ equipamentos, e até na agricultura (com tratores por ex)
    .
    AGORA, uma pergunta que fica ..até quando este modelo fundamentado em uma indústria TRANSNACIONAL de carros se sustenta?
    .
    Não seria melhor começarmos a desenvolver outros caminhos ..pra se ter uma idéia, por baixo, otimistas falam que temos carência de 10 milhões de moradias (será que, por ex, o morro do Alemão tá na conta?)
    .
    DESFAVELAMENTO, um programa plurianual e supra-partidário de reconstrução nacional, com a reurbanização VERDADEIRA (e não cosmética) de inúmeras áreas degradadas ..pra mim, a grande sacada ..a grande saída pra sairmos desta armadilha que é se depender muito da indústria automobilística
    .
    e os recursos ..fora da pré-sal, do próprio crescimento que esta ação conseguiria trazer

    • emanuel cunha lima disse:

      Pois é, Romanelli…
      Além desta questão de finanças publicas tenho visto comentários acerca da crescente inviabilização do transito nas grandes cidades.
      A facilidade da compra de carros também ajuda a explicar esse preocupante fenomeno.
      Não há dúvida que a hiperproteção a um setor economico tem reflexos negativos em outras areas da economia.
      Como bem lembrado por vc, em algum momento o governo ( esse ou qualquer outro) terá que encarar esse dilema…
      E não há receita magica para o deslocamento de pessoas nos grandes centros urbanos. Todos que estudam o assunto são unânimes no caminho a ser seguido: Transporte de Massa eficiente e abundante!

    • JA disse:

      Essa hsitória de DESFAVELIZAÇÃO é muito perigosa.
      Só vejo defendendo isso contra a urbanização e inserção das favelas no contexto urbano de serviços públicos aqueles defensores de “tira a fevela prá gente cosntruir para a classe média”.

      • Romanelli disse:

        JA
        .
        ..da minha parte não escondo mesmo, eu quero é mais que FAVELADO vire classe média já ..e não que viva humilhado, refém do medo e com o pé no esgoto o dia inteiro ..pra que? pior do que remover é manter
        .
        ..o que não quero pra mim não desejo pros outros
        .
        Ademais, NÃO tenho nenhuma necessidade (ou intere$$e) em ficar perpetuando estes espaços que servem muito mais pra alguns pecadores ficarem espiando os seus próprios pecados por cima do sofrimento dos outros (se é que me fiz entender IRMÃO)

      • Ale AR disse:

        Não JA, não é isso. Trata-se de urbanizar as favelas, que é muito diferente. Colocar um traçado urbanístico, construir com ajuda de arquitetos, modelos de casas econômicas e bem desenhadas, levar iluminação, esgoto, fazer pequenas praças iluminadas, com espaços para os moradores, colocar postos de saúde, pequenas escolas, postos de polícia e pontos de serviços públicos (como os SACs soteropolitanos). Obviamente que é muito provável que haja que reacomodar famílias se a idéia é dar algúm tipo de acesso aos moradores do meio da favela (que muitas vezes devem andar muito por dentro da favela, pelos becos mal iluminados, até chegar no topo do morro), e isso deve ser feito em meio a planes de construção de novas casas. Mas em todos os casos onde isso aconteceu, o resultado é a melhora das condições de vida das crianças e das familias.

      • emanuel cunha lima disse:

        Perigosa é a “favelização”….
        Uma coisa é a remoção pura e simples para local distante. Outra coisa é a urbanização da favela, transformando-a numa comunidade igual a qualquer outra.
        Não sou urbanista, sociologo, economista nem ongueiro.
        Mas ainda tenho um pouquinho de bom senso.
        E vejo que há condições minimas de moradia com dignidade ( agua, esgoto, eletricidade, segurança contra intempéries, acesso por logradouro publico,equipamentos de serviços publicos, nivel razoavel de ocupação do solo, isolamento entre moradias, etc, etc, etc…) que não devem – ou não deveriam – ser sonegadas a nenhuma familia.
        Pretender romantizar a vida na favela chega a ser cruel com a imensa maioria dos que ali residem por absoluta falta de opção.
        Só existe uma favela boa, aquela que deixou de ser favela….

        No post mais embaixo falei da crueldade dos que se dizem defensores do “povo da rua”.
        Defender a existencia de favelas é mais ou menos a mesma coisa….

    • Ruy Acquaviva disse:

      O que o Sr. está falando sobre recuperação de áreas degradadas é alvo das ações do PAC e sobre moradias do programa “minha casa, minha vida”, então está sendo feito sim.

      A questão da desoneração da cadeia produtiva visando gerar empregos e estimular a economia é complexa, mas de forma genéica eu acho melhor uma ação focada em setores com maior retorno à sociedade, do que um corte linear, e portanto injusto, de impostos como foi feito com a queda da CPMF no ano passado.

  2. Ho disse:

    O ministro não está fazendo nada de novo.

    Aliás, a isenção tinha, inicialmente, além de aumentar as Vendas, “proibir” demissões.
    Como a isenção só fez beneficiar o lucro das Montadoras, e piorar os congestionamentos, era preciso ter uma nova desculpa para a prorrogação da redução de imposto.
    E a desculpa agora é “verde”.

    Veja no link que os EUA e Europa usaram a mesma desculpa:
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u657216.shtml

    “…Já os EUA, sede de algumas das maiores montadoras do planeta e –até o ano passado, pelo menos– donos do maior mercado mundial, usaram US$ 3 bilhões no programa de troca de carros antigos por outros que consumissem menos combustível: o chamado “Dinheiro por Sucata”. No entanto, o cálculo não leva em conta os US$ 50 bilhões concedidos para a GM nem os US$ 7 bilhões para a Chrysler –o governo dos EUA é hoje importante acionista das duas montadoras.

    Mesmo a China, que caminha para destronar os EUA do posto de maior mercado global, gastou menos em ajuda: foram 9 bilhões de yuan, ou cerca de US$ 1,3 bilhão, sempre de acordo com a OCDE. Nos dez primeiros meses deste ano, foram comercializados 10,9 milhões de veículos na China, ante 8,6 milhões nos Estados Unidos.

    Em termos nominais, os valores da ajuda brasileira só ficaram atrás dos programas dos governos da Austrália, do Japão e da Alemanha (o mais caro deles é o japonês, avaliado em US$ 7,5 bilhões). Só que, especialmente nos dois primeiros casos, o enfoque da ajuda foi na produção de veículos menos poluentes. Porém, a OCDE alerta de que a maior parte dos programas de troca de carros não parece ser “instrumento rentável” na redução dos gases de efeito estufa….”.

    • Romanelli disse:

      ..nada de novo, mas o importante, fazendo o que é preciso fazer
      .
      Aliás, curiosidade, no atual cenário de temperatura e pressão, o que o sr faria pra “apertar” o botão que faz andar mais rápido a economia?

    • Ruy Acquaviva disse:

      O Sr. afirma coisas sem a menor fundamentação.

      O que justifica afirmar que a redução de impostos para os automóveis aumenta os congestionamentos? O que aumenta os congestionamentos é a falta de investimentos em transporte coletivo. Enesse ponto o governo federal aumentou enormemente os financiamentos para projetos de infra-estrutura d transporte coletivo. Quemnão está fazendo sua perte são diversos governos estaduais e municipais, responsáveis diretos pela área.

      E quem disse que a redução de impostos só aumentou olucro das motadoras??? Pelo contrário, evitou desemprego, aqueceu a economia aumentou a arrecadação em ICMS, ISS e aqueceu toda a longa cadeia produtiva do setor.

      Muita gente qu a pouco bradava por redução de impostos agora está reclamando da redução de impostos. Não digo que o Sr. é um desses, não o conheço, mas seria interessante saber qual sua posição em relação à CPMF no ano passado.

  3. Leosfera disse:

    escuta, isso é bom para o PIB, o governo quer criar resultados para 2010. é bom para as transnacionais automobilísticas, que sempre tiveram um assento preferencial na “democracia” brasileira.
    mas como política de transporte é um tiro no pé. as cidades estão ficando insuportáveis e não vemos ações na direção de um transporte público decente e abrangente. estamos bombando a sociedade do automóvel.
    não é que agora pobre pode comprar carro, eles poderão comprar um usado melhorzinho, pois o preço caiu. vai me falar que são os beneficiários do bolsa-família que estão motorizados? quem compra o carro zero sem IPI é quem tem uma boa renda, e confiança no emprego, que de fato subiu.
    é uma renúncia fiscal significativa, com consequências deletérias para as cidades, atendendo a interesses transnacionais e permitindo uma melhora nos resultaos do ano. tem aspectos positivos de fato, garante emprego em um setor. mas isso seria obtido com vantegens fortalecendo a pequena empresa. e estamos esperando até hoje investimentos sérios, inclusive do governo federal, para a melhoria dos transportes nas principais regiões metropolitanas.

    • Leosfera disse:

      se ao menos estivessem retirando as latas-velhas de circulação e renovando a frota em vez de ampliá-la!

  4. Miguel A.E. Corgosinho disse:

    É muito engraçada essa chiadeira que acontece no cenário econômico quando o governo (via Ministeério da Fazenda) anda com as próprias pernas e não pela calibragem das taxas de juros do Banco Central.

    A mídia devia repercutir que o mercado financeiro (veja a reportagem do IG com um banqueiro do Bradesco fazendo palestra em NY) já projeta (boatos) da taxa de juros a 12,5% em 2010 prá ver se cola.

    Dar bilhões para os banqueiros pode, mas estimular o mercado interno não?

  5. docontra disse:

    Não achei nada de mais o incentivo. Até acho que ele precisa migrar do FLEX para carros híbridos (motorizacao hibrida no mesmo carro eletrico-combustivel), celulas a combustivel, biodiesel, eletricos a bateria e outros.

    É o futuro.

    • MRE disse:

      Concordo com o seu comentário.

      Carro 1.0 é produto brasileiro ( Itamar Franco ) e devia ser incentivado, pois polui menos e a porrada, por andar menos , mata menos. Infelizmente, o carro da época do Itamar gasta uns 30% mais. Cadê o Ministério da Indústria que não propõe regras.

      Devia ser proibido carros com consumo alto- vide os importados que fazem 5 Km/l, e parecem caminhões andando nas ruas despreparadas para este fim; seus donos lembram os pit-bulls – se não sair da frente eu ataco !

      O Governo deveria incentivar, via IPI, carros menos poluentes.

      E por fim, não dá para acreditar no bio-combustível se cada hora que uma comoditie aumentar vai para o espaço o programa. Como diria op Gérson esperto: É brincadeira.

      • Gunter disse:

        O 1.0 é do tempo do Collor. Acho que foi no governo dele que surgiu o IPI menor. Eu comprei um Uno Mille em jan./91.

  6. LUCA disse:

    Nassif, não entendo porque o governo não atrela a redução do IPI com faixas de eficiencia energeticas dos carros.
    Seria um impulso importante para que as montadoras trouxessem ao pais as tecnologias avançadas já existentes lá fora. As montadoras, apésar do Brasil ser um dos mercados mais apetiveis do planeta, continuam vendendo tecnologia ultrapassadas, obsoletas de escassa eficiencia energetica. Carros lá fora com um litro de gasolina rodam 10 km a mais que aquí e isso é uma enormidade em eficiencia, economia e respeito ao ambiente. Falta sim ao governo colocar limitações e normativas tecnologicamente mais exigentes as montadoras e incentivos aos compradores que optam para carros mais eficientes. Além disso o preço dos carros praticado é simplesmente absurdo num pais de “”terceiro mundo”". Um Fiat punto completo na Italia sai por Euros 9.500 (com finaciamento 0% em 5 anos) correspondente a menos de R$ 25.000 e aquí sai da concessionaria por quase o dobro do preço.
    Tá dificil, abraços

  7. Fabio Passos disse:

    Aqui no Paraná o Roberto Requião reduziu impostos de 95 mil itens de consumo popular.

    “A nova lei determina a redução do tributo em bens de consumo comercializados dentro do estado, principalmente pelo varejo, como alimentos, medicamentos, fármacos, produtos de higiene e de uso doméstico, calçados, vestuário, madeira e eletrodomésticos.”

    “Paraná reduz ICMS para baixar preços de mercadorias aos consumidores”
    http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/03/31/materia.2009-03-31.1870540794/view

    Nassif,
    Você bem deveria dar mais espaço pro Roberto Requião que quer ser candidato a presidente.

    Requião candidato, com o tempo de TV do PMDB… tenho até dó dos neoliberais.

    A única candidatura hoje que significa a garantia de ruptura com a privatização da política econômica… é o Requião.

    • Robin disse:

      Acredito que o Requião com essa “candidatura a candidato” à presidencia pelo PMDB, está abrindo espaço para ser vice de Dilma. O que seria um grande negocio para todos, um equilibrio de forças entre o PMDB e o PT e na minha opinião, a parceria ideal para o proximo governo. Requião é um administrador competente que só tem um unico adversario o Youtube, mas isso ele tira de letra.

      • Fabio Passos disse:

        Não sei não.

        A postura incisiva contra a gestão irresponsável do BC e de forma geral contra o neoliberalismo é exatamente o que a sociedade quer ouvir.

        E se tem alguém cuja retórica não seja descolada da prática… É o Requião.

        Olha só a entrevista dele repercutindo lá no Terra Magazine:


        … No Paraná a avaliação que nós fazemos do governo Lula é boa, mas nós achamos que há um compromisso muito grande com o capital financeiro, que tomou conta do Banco Central.

        Por conta dessa questão dos juros altos?
        Não só. É a defesa do grande capital. O Márcio Pochamann, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) diz que 20 mil pessoas, entre banqueiros, famílias de banqueiros e rentistas, faturaram entre R$ 160 e 180 bilhões no ano passado. E nós estamos nessa proposta neoliberal de precarização do trabalho, flexibilização das leis trabalhistas e valorização do capital financeiro, ou seja: enfrentar a globalização com um salário miserável e as vendas de grão e minérios, commodities. É um erro. Seria uma China com menos população. E a ideia tola de que o Brasil se desenvolverá com dinheiro dos outros.

        Não existe na história do mundo nenhum país que tenha se desenvolvido com dinheiro alheio; não que os investimentos sejam ruins, desde que bem orientados…

        http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4120869-EI6578,00-Requiao+Alianca+PTPMDB+nao+pode+ser+decidida+em+jantar.html

      • Augusto Cesar disse:

        Dilma-Requião?!

        Um mata e o outro esfola o Pig.

        Vai sobrar pururuca pra todo lado.

  8. Emerson disse:

    Nassif, o argumento da ecologia parece esconder algo mais. Segundo matéria publicada no Valor Econômico hoje, em 2007 os carros importados representavam 11% dos vendidos no país. Em 2009, o importados correspondem a 17% dos vendidos.
    Ao conferir o incentivo fiscal apenas aos carros flex, o governo está, indiretamente, protegendo a indústria nacional, já que a maior parte dos modelos de carros importados não são flex.
    Talvez essa medida seja mais uma maneira de atenuar os efeitos da apreciação cambial.

  9. anarquista disse:

    Já vou logo avisando que não entendo nada do assunto.

    Mas leio o seguinte: Os carros Flex preferem a gasolina.Porque bem feitas as contas, um litro de gasolina sai mais barato do que 2 litros de alcool( mais ou menos isso) O articulista estava se refirindo aos metros rodados de um e de outro.

    Então pergunto:

    Procede o argumento do cara?

    Se não procede, tudo bem.

    E se proceder, o intuito do governo é nos vender propaganda enganosa e ainda por cima, mais custosa?

    • Ruy Acquaviva disse:

      O carro flex permite que o consumidor escolha o combustível que estivar mais barato. Onde é que o governo está enganando alguém???

      O carro a álccol consome em média 25% a mais que o carro a gasolina e não 100% como a informação que o Sr. obteve e que é falsa.

      Na prática quando o preço do álcool corresponde a 70% do preço da gasolina o álcool está mais barato e compensa o carro a álcool. Acima disso não compensa.

      Durante os últimos anos apenas em alguns poucos meses o álcool esteve mais caro que a gasolina e mesmo assim não foi em todos os estados.

      Chegou a ficar abaixo da metade do preço e na média muito abaixo dos 70% que garantem a vantagem econômica.

      Este ano ficou inclusive mais barato que o gás natural. E ao contrário deste, que reduz a potência do carro, o álcool aumenta a potência do automóvel em comparação ao uso da gasolina.

  10. Ale AR disse:

    A redução de IPI pros carros somente desloca a demanda futura para o presente, e é discrecionária aos fabricantes de carros e os compradores de carros. A idéia do Estado indutor da economía é mais do que controversa, porém, nesses tempos de dinheiro fiduciário, parece menos perigosa, porém é ainda mais perigosa.

    O Estado é o grupo de pessoas que controla o Estado. Nesse caso, represantado pela figura do ministro Mantega. Ele(s) tem o poder de decidir que entre todos devemos arcar com o custo da sua medida, que supõem, terá benefícios econômicos para todos. Isso é assim? Pra que servem os carros e os caminhões? Para transportar objetos e pessoas. Para construí-los, devemos empregar matérias primas (aço, borracha, plástico, etc) e trabalho humano. Uma vez que o carro está pronto, ele é empregado para transportar pessoas e objetos. Para isso, precisa de: estradas e ruas por onde transitar, e combustíveis para obter a energía para o seu funcionamento. Com tudo isso investido, José sai da sua casa com seu carro para trabalhar, e João sai com seu caminhão para entregar a carga prometida.

    Até ahí, é tudo custo! Agora, João, com o produto do seu trabalho, terá que obter os recursos para arcar com esse custo primeiro, para depois, como o restante, obter lucro para comprar alimentos, por exemplo. A carga de João leva embutida no seu custo, o gasto com o transporte.

    O meu carro (um Clio sedán 2001 em bom estado) gasta aproximadamente 1 litro de gasolina a cada 10 kilómetros. Eu trabalho perto da minha casa, a uns 10 kilómetros. Para ir e voltar, gasto R$5,20 de combustível por dia. Além disso, o meu carro gasta por dia, R$12,32 entre Seguro, Seguro Obrigatório, Licenciamento, IPVA, Consertos e Limpeza. No total, meu custo diário para ir e voltar do trabalho com meu carro é de R$17.,52. Com certeza, é um custo elevado para fazer 20 kilómetros por dia! Isso sem contar com os recursos que eu utilizei para comprar o carro naquele ano (R$25.000), que estão depreciados pelo uso e o paso do tempo.

    A pesar da quantidade de petróleo do Pré-Sal ser enorme, ainda está lá embaixo da camada de Sal. O Brasil vai investir muitos recursos para conseguir extraír esse petróleo. Até lá, a gasolina custará os atuais R$2,60 o litro ou mais. O ministro acredita que a forma mais eficiente para transportar coisas e pessoas é o automóvel e o caminhão. Eu acredito que é o transporte ferroviário (metrô e trem). É muito mais seguro (morrem mais de 30.000 pessoas por ano em acidentes de trânsito), polue muito menos o ambiente (sabemos dos efeitos que causa no organismo humano a exposição aos gases tóxicos liberados pelos motores a explosão) e requer menos materiais para funcionar, transportando muitas mais pessoas e carga com muita menos energía. Além disso, as cidades, ao estarem feitas para que os carros transitem, e não as pessoas, estão transformadas em lugares onde o convívio é cada vez mais segregado. A classe média anda de garagem em garagem, e o cidadão não motorizado perde muito tempo e sofre com as condições ineficientes do transporte público.

    Em Salvador, o metrô deveria ter sido inaugurado em Julho de 2003, e contaria na sua etapa inicial com 12 kilómetros, a um custo, senão me engano, de 1 bilhão de reais.
    Estamos no ano de 2009, o metrô ainda não foi inaugurado, o trajeto prometido é de 6 kilómetros e meio, e o custo é de 1,6 bilhões de reais.

    As montadoras de carros no Brasil pertencem a capitais extrangeiros. São esses os capitais que serão beneficiados com as medidas do ministro Mantega, e não as pessoas.

    • Ruy Acquaviva disse:

      A idéia do Estado indutor da economía é mais do que controversa.

      Pois é exatamente essa a tese que defende o presidente Lula e o PT, enquanto o PSDB e Demos defendem o estado mínimo, argando a economia nas mãos do mercado.

      Esse pensamento produziu o fracaso do governo FHC e a maior crise do capitalismo desde 1929.

      A idéia que o Estado é sim responsável por estimular o crescimento trouxe o sucesso do governo Lula e a superação da crise pelo Brasil.

  11. Roberto disse:

    Prezado Nassif,

    não entendi seu comentário.

    Por que o governo não pode ser discricionário favorecendo a compra de um tipo de automóvel que causa menos impacto ambiental? Não é uma maneira válida de lidar com as externalidades?

    Parece razoável supor que o custo de produção de um veículo flex seja superior ao de um veículo a gasolina. Por outro lado, um veículo a gasolina produz mais impacto ambiental do que um veículo flex.

    O dilema que enfrentamos é como tornar a tecnologia mais cara que produz menos externalidades negativas mais atrativa do que a tecnologia mais barata que produz mais externalidades negativas? Sendo discrionário nos impostos e subsídios, ora!

    A menos que o planeta tenha subitamente ficado infinito, em algum momento, todos seremos chamados a pagar a conta do impacto ambiental produzido anteriormente.

    Não lhe parece apropriado, neste contexto, que o governo adote uma política discricionária preventiva, incentivando o consumo de veículos que vão reduzir a conta do futuro e punindo o consumo de veículos que não contribuem para a redução da dita conta?

    Saudações,
    Roberto Baginski

  12. Henrique disse:

    O governo não tem peito de enfrentar estas multinacionais dos carros. Remetem para fora do país, bilhões de dólares para suas matrizes.
    Subsidiar estas multinacionais ineficientes, que nos vendem os carros mais caros do do mundo.
    Praticam preço de cartel. Veja na Argentina e no México os automóveis são vendidos por 50% do preço praticados no Brasil.

  13. Dener Azevedo disse:

    Prezados, li não me recordo onde, que havia uma discussão que o carro flex polui mais que o carro comum, quando este utiliza estanol. Alguém aqui lembra dessa história e sabe se ela procede ?

    • Ruy Acquaviva disse:

      O que o Sr. quer dizer por “carro comum”? Seria o carro a gaslina? O carro a gasolina não pode suar álcool. Os carros a álcool não podem usar gaolina.

      Os carros flex quando estão usando gasolina jogam na atmosfera o carbono retirado do subsolo e presente na gasolina, aumentando a quantidade de carbono na atmosfera, que é o que produz o efeito estufa.

      Quando os mesmos carros flex usam álcool, o carbono que soltam na atmosfera é o mesmo que foi absorvido da própria atmosfera pelas plantas (de cana-de-açucar), não alterando a quantidade total de carbono na atmosfera.

      Fica claro que o álcool é neutro enquanto a gasolina produz efeito estufa.

      Portanto a argumentação do governo procede.

      • luisnassif disse:

        Hoje em dia a maioria absoluta dos carros novos vendidos sÃo flex. Não tem lógica dar incentivo adicional. Incentivo é para setores que estão se firmando.

      • Dener Azevedo disse:

        Ruy, vc mudou minha vida. Depois que descobri que carro a gasolina tem que ser abastecido com gasolina e carro a álcool tem que ser abastecido com álcool, abriu-se as portas da percepção. Mas, brincadeiras a parte, o álcool em carro Flex joga mais carbono na atmosfera do que quando abastecido a gasolina, e vc sugere que o carbono emitido por carro a álcool é inoculo pois a cana retira carbono da atmosfera, ou seja, ela absorve tudo que ela emite, certo?
        Você sabe de algum estudo que possa me indicar que comprova que a quantidade de carbono absorvida pela cana é a mesma que a emitida pelo álcool? É pq fiquei curioso com o assunto.

  14. Theo disse:

    Essa dependencia cronica do nosso parque industrial em relacao as montadoras me preocupa.

    Primeiro porque as montadoras sao estrangeiras. Quando nao for mais conveniente produzir aqui, vao puxar o carro.

    Segundo porque trata-se de industria que polui muito. Talvez nem tanto na montagem mas no uso do produto.

    E finalmente, porque pacotoes desse tipo ajudam no curto prazo. Nao foi o primeiro. Pedimos contrapartida para as empresas ? Nao!!!!!!!!!!

    Ficaram com o lucro as custas do contribuinte e apenas iss.

    • Ruy Acquaviva disse:

      Então o Sr. está propondo nacionalizar as montadoras de automóveis?

      O Sr. acha então que não se deve reduzir impostos?

  15. Rubem disse:

    Seu Luis: a desculpa “verde” para a isenção de IPI para carro-flex, pode talvez ter sentido num contexto mais amplo, que contemple, além uma aceleração de vendas no final/início de ano, também o discurso de liderança ecológica do país no encontro de Copenhague. Mas é só palpite de leigo.

  16. Neo-tupi disse:

    A leitura poderia ser outra:
    Retirada de incentivos para carros à gasolina.

    Ou seja, o governo reduziu a renúncia fiscal, restringindo a carros menos poluentes.

    A opção por produtos mais “verdes” é correta, assim como está valendo para a linha branca de eletrodomésticos com selo de economia do Procel.

    Também é válida como política industrial voltada a exportação. Carros flex exportados cria mercado externo para o carro brasileiro e para biocombustíveis.

  17. Zé Colméia disse:

    Um debate interessante seria discutir as razões do custo muito mais alto dos carros brasileiros, sendo que eles apresentam qualidade inferior e desempenho sofrível.
    Isso não é só imposto, não!!!

  18. Chico Pedro disse:

    E quando começaremo a discutir o modelo econômico e ideológico chamado de “baixo carbono”…?
    .
    Os carros são absurdamente caros para a sociedade.
    .
    Só o número de acidentes que ocorrem anualmente já equivalem a rios de dinheiro desperdiçado.
    .
    E ainda tem os altíssimos custos da manutenção das vias, poluição, adequação do equipamento público etc…etc…
    .
    Todavia, ninguém discute essa questão.
    .

    Vê-se uma tremenda mobilização pela erradicação do mosquito da Dengue, mas nota-se que entre 2006 e 2007 a doença causou a morte de “apenas” 326 pessoas no país.
    .
    É uma pena que a esquerda não se preocupe com o meio ambiente do jeito que deveria.

  19. Paulo disse:

    Olha, Nassif, eu até entendo que o governo queira manter a atividade econômica estimulada, mas como fica o planejamento urbano, se a cada mês milhares de automóveis são jogados nas ruas? O futuro das grandes cidades brasileiras será caótico, pois esta política desestimula o uso do transporte público coletivo, o que satura ainda mais as grandes cidades. Acho que o Ministério devia repensar, ou dar um prazo para a isenção do IPI, e, a médio prazo, a União devia pensar em restringir o crédito para compra de automóveis.

  20. Chico Pedro disse:

    Só um mais um pequeno adendo..
    .
    Quem se interessa pelo assunto dos autos custos dos automóveis e as alternativas pra esse modelo de transporte antiquado e quase criminoso…
    .
    Eis aqui o link de um blog português que trata do assunto com a devida pertinência que merece:
    .
    http://menos1carro.blogs.sapo.pt/
    .
    Lá eles comentam sobre, por exemplo, o novo imposto criado na Holanda.
    .
    Os motoristas passarão a recolher impostos sobre a quantidade de kilometros rodados..
    .
    Usa-se mais a rua e polui-se mais…? Então toma uma lenhada no bolso prá ficar esperto.

  21. Julio Silveira disse:

    Prezado Nassif, me descupe, mas esse IPI reduzido me ajudará a trocar de carro. Como boa parte do povo brasileiro, o macro não me importa, isso fica para os economistas ou analistas, como voce meu prezado.
    Quem está se beneficiando fica super contente com essas medidas pontuais.
    Em nosso país o ideal nunca existiu, aqui os grupos de pressão comandam e geralmente em beneficio de poucos.
    Antes a pontualidade servia sómente para beneficiar os bancos, categoria da cadeia produtiva que constitui-se dos mais avaros e pouco participativos pro país, grupo economico, que utilizam a sociedade como carrapatos em vacas e que nenhum retrospecto de beneficio social se consegue perceber.
    Privilegiar a industria, ainda que não beneficie diretamente o conjunto da sociedade, ainda assim, cria uma rede invisivel de transformação que acaba beneficiando toda a sociedade.

  22. Luis José Ariosto Pereira SIlva disse:

    tem que manter a economia aquecida, e qualquer ação que puder ajudar a candidatura da ministra Dilma tem que ser usada, ok

    Se isso fôr ajudar na eleição, vamos fazer! Afinal vai estar em risco todo o trabalho feito em 8 anos, nao vai ser por alguns meses, que vamos dar nos ao luxo de estragar tudo ok

  23. Mauro disse:

    Tem hora que o lado neo-liberal da cabeça do Nassif se manifesta…

    • Roberto disse:

      Nada disso.

      Este IPI reduzido favorece as vendas de grandes corporações transnacionais… que estão transferindo lucros fabulosos para o exterior.

      No fim o Estado arrecada menos e consequentemente oferece menos a população e em troca… transnacionais aumentam ainda mais a remessa de lucros.

      O dinheiro que deixa de entrar no erário é transferido para uma matriz quebrada de uma fabricante de automóveis.

      Não seria melhor reduzir tributos de itens de consumo popular?

      Favorecer indústrias brasileiras e a população mais carente?

      • Ruy Acquaviva disse:

        E a questão da geração de empregos e o efeito multiplicador que a indústria automobilistica tem sobr outros setores, desde mineração até serviços, passando por siderúrgicas, auto-peças e mais uma longa cadeia produtiva?

        Esses setores tambémpagam impostos, gerar empregos também é um benefício á população.

        O que o Sr. está dizendo, que essa redução de impostos é integralmente apropriada nos lucros da montadoras não me parece ser verdade. Noque se baseia para fazer tal afirmação?

        • Roberto disse:

          Nas remessas descomunais de lucros das transnacionais automotivas. Incluindo transnacionais de auto-peças.

          Ainda mais em um momento de real hipervalorizado… o Brasil é mina de ouro prá estas transnacionais.

          Nós não temos um Ministro do Desenvolvimento. temos um lobista das transnacionais automotivas.

          O momento não é de concessões para as transnacionais… o momento é de extrair vantagens por ter um dos poucos mercados do planeta que está bombando.

          Se a questão é gerar emprego, muito melhor neste momento seria fazer a redução da jornada de trabalho prá 40hrs.

          E ainda melhor desvalorizar a moeda e aumentar as exportações de veículos e ainda incentivar localização de componentes.

          Agora se a questão é reduzir carga tributária, o melhor é fazer em itens de consumo popular.

  24. Augusto Cesar disse:

    Esse é o governo que apóio, mas de vez em quando ele vem com cada uma! Justificar a redução do IPI pra carro flex com justificativa de ser menos poluidor, fala sério! Em mais da metade do país o Km rodado no álcool sai mais caro que na gasolina. As pessoas compram carro flex, mas continuam a usar gasolina. Melhor seria diminuir a tributação sobre o álcool hidratado (mantendo a do anidro, que é misturado à gasolina).

    • Ruy Acquaviva disse:

      Sua afirmação não procede.

      Hoje, devido a problemas de safra, o álcool está mais caro que a gasolina. Porém todos sabem que normalmente el fica mais barato, e muito mais barato que a gasolina. Desde que surgiram os carros flex, a quase totalidade da frota roda integralmente com ĺcool, com excessão de alguns poucos meses de entresafra, onde a oferta cai.

      E é por isso mesmo que os flex são bons, a questão da sazonalidade agrícola fica compensada pela possibilidade de substituição temporária de combustível.

      Com mais carros andando com gasolina cai a demanda por álcool e consequentemente o preço se ajusta (para baixo) para que alguns carro passem a andar com álcool.

      Quando vier a safra e os estoques aumntarem o preço do álccol cai e a frota volta ao álcool.

      O Sr. está falando de uma situação de contingência como se ela fosse permanente, o que não é verdade.

      • Augusto Cesar disse:

        Você tem razão em parte: posso ter exagerado quando falei em metade do país. Considerando preços médios, nas 324 combinações possíveis para os últimos 12 meses em 27 estados, temos a relação álcool/gasolina maior que 70% apenas em 110, ou seja, 34% da frequência. Veja ainda que essa relação A/G 70% é meio chutada. No meu carro é 68%. em vários testes da 4Rodas fica perto dos 68%. E se formos buscar a frequência das relações >68%, já dá mais da metade.
        Abstraindo essas contas todas, só o fato de poder usar 100% gasolina não é o bastante para desqualificar o carro flex como menos poluidor? O que é menos poluidor é o combustível, não o carro.

  25. nsdel disse:

    Nassif, enquanto a dupla KASSAB E SERRA aumentam os impostos como o IPTU, o uso do método da substituição tributária e o aumento de praças de pedágios, etc, numa sanha arrecadatória jamais vista nesse país, o governo LULA vem desonerando a carga tributária, como jamais se viu nesse país:
    .
    25/11/2009 – 15h23
    Governo isenta móveis de IPI e prorroga benefício para material de construção
    Publicidade
    LORENNA RODRIGUES
    da Folha Online, em Brasília
    SOFIA FERNANDES
    colaboração para a Folha Online, em Brasília
    .
    Atualizado às 15h28.
    .
    O governo anunciou nesta quarta-feira a redução de tributos para setor moveleiro. Guido Mantega (Fazenda) informou que haverá isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) até 31 de março de 2010 para móveis de madeira, aço e plástico e placas de madeira, que são usados na construção de móveis.
    .
    Mantega anunciou ainda a prorrogação da desoneração de material de construção civil até junho de 2010. A renúncia tributária total do governo será de R$ 900 milhões.
    .
    Governo prorroga desconto do IPI para veículos e incentiva “carro verde”
    Consumidor aproveita retorno gradual do IPI para trocar de carro ”
    .

  26. Douglas disse:

    Nassif,

    Creio que o governo brasileiro esta apenas seguindo o viés internacional de não desarmar os estimulos a economia. Dessa forma, continua a desoneração do IPI para carro (em sua grande maioria) e, ao mesmo tempo, atende a pleitos ecológicos, principalmente para manchetes em jornais nacionais e internacionais. E nada além disso!

  27. Guilherme disse:

    Nassif, pelos movimentos realizados na tributação hoje, carros e redução de IPI para móveis com madeira certificada, somado à redução para linha branca energeticamente mais eficiente, parece que estamos assistindo também a uma “realocação tributária” em direção ao estímulo econômico de produtos ecologicamente mais adequados ao perfil do século XXI

  28. Luis José Ariosto Pereira SIlva disse:

    agora saiu a redução do IPI para móveis!!!!!!!! viva, eh o governo dando o que o povo quer, parabéns Presidente Lula, parabéns Ministro Mantega, vamos ganhar essa eleição, para continuar com os benefícios para o povo, eh assim que se governa, deixando o povo feliz!!!!!!!!!!!!!!!!! viva o novo Brasil!!!!!!!!!!!!!!!!

  29. Clever Mendes de Oliveira disse:

    Luis Nassif,
    Exagerado, você é mesmo exagerado. É só isso que me ocorre ao ver a seqüência de posts que parece que você fez apressadamente sem uma análise um pouco menos perfunctória.
    Como eu disse em comentário enviado em 25/11/2009 às 18:40 em réplica a comentário de Chico Pedro enviado em 25/11/2009 às 1010:23 junto ao post “O golpe do aumento do IPTU” de 24/11/2009 às 17:43 você exagerou aqui no post “O ativismo econômico nos carros” de 25/11/2009 às 09:54 ao dizer que não fazia sentido a isenção de IPI para carro-flex, a propósito de serem menos poluidores, esquecendo-se que se sabe que esse ativismo pode ser usado como uma barreira comercial no momento em que o câmbio reduz a competitividade da indústria brasileira. Exagerou em “Dólares pairando sobre a economia” de 25/11/2009 às 08:57 ao dizer que Emílio Garófalo teria salvado o Brasil de várias crises cambiais. Exagerou no post “Quem define a política monetária” de 25/11/2009 às 07:00 ao dizer que só o Diretor de Política Econômica é quem tem as informações necessárias para monitorar as metas inflacionárias. E exagerou no post “O fim dos contratos de gaveta com derivativos” de 24/11/2009 às 21:59 ao dizer que foi a falta de controle do Banco Central sobre os contratos de gaveta com derivativos que quase jogou o país de cabeça na crise de crédito, no ano passado.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 25/11/2009

  30. Henrique disse:

    Nassif, esse dinheiro que é dado aos compradores de carros “verdes”, na verdade vai subsidiar os que usam gasolina, que são os mesmos do etanol (pois os carros são “flex”, não é?). Por favor, parem de falar em carros ecológicos ou coisa que o valha, pois isso é um perfeito oxímoro. Por que esses “ecologistas” não falam em transportes públicos verdes, em bicicletas verdes, etc? Porque para essas pessoas – e o governo incluído – só a indústria automobilística gera empregos. Investir em transporte público, em estruturas para pedestres e ciclistas, não. Não deixa de ser engraçado, enquanto nós subsidiamos carros que vão infernizar a vida de quem se desloca a pé ou de transporte público – ou seja, a imensa maioria da população brasileira – nós temos que importar trens de metrô da China ou da Coréia do Sul. Por coincidência, há poucos dias eu assisti ao fimaço de Ken Loach, “À procura de Eric”, em que aparece, um ônibus com carroceria Marcopolo. Aí eu pergunto: onde se vê – na Inglaterra ou em qualquer outro país – um carro de marca brasileira? Essa é a “indústria nacional”? Que tal fazer uma comparação séria entre os ganhos – só para ficar nos ganhos de criação de empregos – de se investir dinheiro público na indústria automobilística ou em transportes públicos e em urbanização sustentável? Eu já vi vários artigos que tratam desse assunto e gostaria de aprofundar a análise. (Só pra completar: a indústria do tabaco também gera empregos. Não seria então o caso de subsidiar os cigarros “light”, que têm o mesmo valor para a saúde que os carros “verdes” para o meio ambiente?)

  31. marcelo disse:

    O carro flex nada mais é que um carro à gasolina que tolera álcool e o consome de forma ineficiente. Não é à toa que os carros brasileiros que mais poluem são os flex quando usam álcool: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u657095.shtml
    Economicamente falando, o governo quer é continuar com o estímulo à indústria automobilística nacional.
    Nada contra, se não fosse para manter nossas carros defasados tecnologicamente e desestimular a concorrência com os importados. O fato que estamos voltando à era pré-collor: só produzir carroças com preços muito mais altos que os praticados no exterior por carros tecnologicamente superiores. O Brasil produz o que? carro mil com retrovisor “digital” (aquele que vc regula o espelho com os dedos).
    E Flex. Por que não adotar o padrão mundial do etanol, o E-85?
    Por que daí a industria “nacional” teria que competir com os importados. Que país do mundo compra carro flex? NENHUM.

  32. emerson57 disse:

    carro importado não é flex,
    carro importado dá emprego lá fora.
    e chega aqui custando menos do que similar nacional.
    essa não será uma maneira de defender a indústria aqui instalada?
    e.t. sou a favor de que haja carros importados.
    quem quizer e puder que pague o preço.

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