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23/11/2009 - 15:35

Os receios com a urna eletrônica

Por Zezinho

A urna eletrônica brasileira é fabricada ela Diebold, uma empresa americana. No vídeo abaixo, uma equipe de pesquisadores da universidade de Princeton (EUA) demonstra que um vírus (especialmente criado para esse fim) pode alterar os votos dos eleitores, fraudando a eleição.

Obviamente, o mesmo pode ocorrer com a urna brasileira. Organizado pelo TSE, o “desafio hacker” foi realizado com regras que impediam um trabalho sério de pesquisadores, inclusive com uma limitação de tempo de trabalho de 3 horas! Sabemos que, ao longo dos últimos anos, diversas urnas eletrônicas foram extraviadas, inclusive por notícias na imprensa.

Existem mil maneiras de introduzir código malicioso nas urnas; infecção convencional por vírus, compilador adulterado, firmware contaminado, etc., etc., etc., …

Apenas uma votação não-eletrônica em paralelo, que possa ser usada para conferência por amostragem, pode evitar a fraude eletrônica de maneira eficiente.

A votação não-eletrônica em paralelo pode ser obtida pela impressão do voto, que seria apresentado em um visor transparente para conferência do eleitor (na cabine) e depois cairia automaticamente em uma urna de lona convencional.

A impressão precisa ocorrer em todas as urnas, caso contrário a rotina maliciosa poderia detectar a presença da impressora e não realizar as suas funções apenas nas urnas com voto impresso.

A apuração dos votos impressos seria feita em um pequeno percentual das urnas de lona, cujos resultados seriam comparados aos obtidos eletronicamente, constituindo uma amostragem estatística confiável.

Voltarei ao assunto mais tarde, com um roteiro completo para uma eleição eletrônica extremamente segura, com apuração rápida e auditada.

Não podemos permitir que a vontade popular e o destino de nosso povo fique tão vulnerável a manipulações, venham de onde vierem.

Segue o vídeo de Princeton:

A urna eletrônica brasileira é fabricada ela Diebold, uma empresa americana. No vídeo abaixo, uma equipe de pesquisadores da universidade de Princeton (EUA) demonstra que um vírus (especialmente criado para esse fim) pode alterar os votos dos eleitores, fraudando a eleição. Obviamente, o mesmo pode ocorrer com a urna brasileira. Organizado pelo TSE, o “desafio hacker” foi realizado com regras que impediam um trabalho sério de pesquisadores, inclusive com uma limitação de tempo de trabalho de 3 horas! Sabemos que, ao longo dos últimos anos, diversas urnas eletrônicas foram extraviadas, inclusive por notícias na imprensa. Existem mil maneiras de introduzir código malicioso nas urnas; infecção convencional por vírus, compilador adulterado, firmware contaminado, etc., etc., etc., … Apenas uma votação não-eletrônica em paralelo, que possa ser usada para conferência por amostragem, pode evitar a fraude eletrônica de maneira eficiente. A votação não-eletrônica em paralelo pode ser obtida pela impressão do voto, que seria apresentado em um visor transparente para conferência do eleitor (na cabine) e depois cairia automaticamente em uma urna de lona convencional. A impressão precisa ocorrer em todas as urnas, caso contrário a rotina maliciosa poderia detectar a presença da impressora e não realizar as suas funções apenas nas urnas com voto impresso. A apuração dos votos impressos seria feita em um pequeno percentual das urnas de lona, cujos resultados seriam comparados aos obtidos eletronicamente, constituindo uma amostragem estatística confiável. Voltarei ao assunto mais tarde, com um roteiro completo para uma eleição eletrônica extremamente segura, com apuração rápida e auditada. Não podemos permitir que a vontade popular e o destino de nosso povo fique tão vulnerável a manipulações, venham de onde vierem. Segue o vídeo de Princeton:

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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54 comentários para “Os receios com a urna eletrônica”

  1. chris disse:

    Estranha é a resistência do TSE à adoção de medidas tão necessárias …. ficam colocando propagandas na TV , afirmando uma confiança cega no voto eletrônico, para quê? Quando vivemos num país em que um senador da república, do alto da sua autoridade, manipulou descaradamente a votação no senado, por muito menos do que está em jogo na eleição.

  2. A impressão do voto e apuração por amostragem é empregada na Venezuela. O sistema funciona e todos o respeitam, inclusive o Chavez que perdeu um referendo por algo em torno de 1%.

    Imaginem oq aconteceria se o Lula tivesse vencido o Alckmin por apenas 1% na última eleição…

    • Jura disse:

      Foi o que aconteceu na última eleição no Rio: uma diferença mínima. O Gabeira não pôde, nem quis, verificar nada.

      Foi o que aconteceu nos EUA em 2.000. Al Gore quis verificar tudo, mas não conseguiu nada. Bush foi eleito e o mundo inteiro pagou o pato.

  3. Edinho disse:

    Por que será que existem tantos opositores ao “voto fisicamente comprovável”?
    Não deve ser por ignorância que um ministro de Estado crê cegamente na segurança de um sistema informatizado…

  4. Luis José Ariosto Pereira SIlva disse:

    a urna eletronica tem que ser investigada, principalmente nas eleicoes de 1994 e 1998, porque eh impossivel de acreditar que o povo elegeu FHC no lugar do presidente Lula, tenho certeza que foi golpe, e nem ficamos sabendo, entao essa investigação tem que ir à fundo ok

    Será que a oposiçao deixaria ter uma CPI dessas emmmmm?>>>??????

  5. foo disse:

    O problema é muito sério.

    Pena que o TSE não permite auditorias independentes, como acontece nos EUA.

    Ao contrário: o TSE tenta obstruir toda e qualquer forma de auditoria independente, e minimizam qualquer falha encontrada.

    A tática do TSE chama-se “segurança através da obscuridade”. Eles acreditam que, por manter o conteúdo da urna secreto, ele estará mais seguro. Nada mais longe da verdade.

    • Jura disse:

      Não se iludam: os EUA são parte do problema, não da solução.

      Lembrem-se da eleição de Bush em 2.000. De lá pra cá eles não avançaram nada. Ao contrário, até copiaram as urnas daqui. Aliás, estou convencido de que o Brasil foi cobaia mundial dos computadores de votar, graças à existência de uma justiça eleitoral centralizada e à presença das multinacionais de informática.

  6. marcosb disse:

    Um sistema que eu achei interessante é o Scantegrity https://scantegrity.org/learnmore.php. Ele permite que o eleitor interessado audite o seu próprio voto pela internet. E é seguro. Mesmo que alguém roube a sua carteira com o comprovante de votação o máximo que ele pode saber é se o seu voto foi corretamente apurado ou não, mas não consegue saber em quem você votou. Já foi testado em um condado na gringa, mas ainda nenhuma grande eleição. O sistema é desenvovido pelo MIT e várias outras universidades americanas e o código é aberto.

  7. fabio sp disse:

    Eu ainda não entendi o porquê dessa birra com as urnas eletrônicas. Será que o modelo anterior de eleição, cujas apurações demoravam até uma semana eram mais interessantes? Talvez por que, com maior mobilização era mais fácil atrapalhar as contagens não interessantes aos mobilizados (vulgos fiscais) que chegavam a impugnar um percentual expressivo de urnas ainda na apuração. Querer melhorar, sim, mas voltar ao esquema anterior, me cheira mal…

    • Maria disse:

      Fabio
      Ninguem quer voltar no sistema anterior. Ninguem está propondo a “maneira antiga”. Se VC leu direito o post do Zezinho, vai ver que ele diz claramente o que se está demandando do TSE: urnas eletrônicas com impressão do voto em papel.
      Leia o que ele diz:
      “A votação não-eletrônica em paralelo pode ser obtida pela impressão do voto, que seria apresentado em um visor transparente para conferência do eleitor (na cabine) e depois cairia automaticamente em uma urna de lona convencional.”

      “A impressão precisa ocorrer em todas as urnas, caso contrário a rotina maliciosa poderia detectar a presença da impressora e não realizar as suas funções apenas nas urnas com voto impresso.”

      “A apuração dos votos impressos seria feita em um pequeno percentual das urnas de lona, cujos resultados seriam comparados aos obtidos eletronicamente, constituindo uma amostragem estatística confiável.”

      Dessa forma, o prazo da apuração não seria alterado, pois continuaria a ser feita de forma eletrônica, porém se teria uma auditoria para garantir a integridade do processo.

      • Jura disse:

        Você faria um depósito num banco sem recibo se a fila fosse mais rápida?

        Velocidade é a única qualidade de uma eleição ou a segurança é mais importante? Você prefere chegar rápido ou vivo no seu destino? Qual é mais importante?

  8. Francisco disse:

    Gaste-se o que for necessário para a vontade do povo ser sabida. O dinheiro é meu e eu estou autorizando a gastar. Pronto e está acabado. Cumpra-se. O TSEestá começando a ficar suspeito com esta insistência boba. Meio metro de fita de papel podem caber o resultado de toda uma urna. Isso não vai acabar com a amazônia. Tinta, eu pago. A identificação digital é um excelênte acessório, aprovo e pago. Enfim, pergunte para o povo se ele acha esta, uma despesa besta. Faça um plebiscito sobre isso – garanto (não precisa nem de papelzinho…) que ganha. Brigamos tanto por isso, rapaz…

  9. Luis Rossi disse:

    Pela enésima vez ouvimos coisas do tipo “é possível fraudar a urna eletrônica”. Tá bom. Mas ela foi fraudada? Alguma prova?

    • Marcelo Lima disse:

      Na verdade é essa a questão! Se foi ou não fraudada, pelo atual sistema, não podemos saber! Com um registro em papel seria possível conferir e provar a existência de fraudes, bem como a recontagem dos votos caso necessário!

      Abraços,
      Marcelo!

    • foo disse:

      O problema, da urna puramente digital, é que um fraudador capaz de alterar a votação também é capaz de eliminar a prova.

      Daí a necessidade de um rastro impresso que possa ser auditado.

      (A contagem não precisa ser manual. Mas em caso de dúvidas, é possível fazer uma recontagem parcial dos votos.)

  10. emanuel cunha lima disse:

    Também sou favoravel a impressão de votos, ao menos em algumas urnas, para eventual comparação.

    Mas a sugestão dada pelo Zezinho, me parece, tem um problema que merece atenção: E se o eleitor não reconhecer o voto dado ao vê-lo impresso, pronto pra cair na urna ?
    Sabemos que muitos eleitores tem dificuldade de exercer sua opção. Se atrapalham, trocam numeros, ordem de entrada de candidatos, etc…
    Imagine um eleitor que digita erradamente seu voto, aperta o botão “confirma”, e após ler seu voto impresso começa a reclamar: “não foi assim que votei!!!”
    Fecha o tempo na Secção eleitoral….

    • Zezinho disse:

      Sua questão é pertinente. Eu não quis detalhar muito a proposta, por isso não incluí esta passagem, sobre a qual já havia me preocupado.

      Seria desejável que o eleitor tivesse a chance de cancelar (uma única vez) o voto impresso, que poderia ser marcado com uma faixa de tinta vermelha e perfurado ou picotado antes de cair na urna.

      A impressão do voto também adiciona uma etapa ao ato de votar, o que deve tornar o procedimento um pouco mais demorado.

      Acho que é um pequeno preço a ser pago pela confiabilidade de uma eleição que, em muitos casos, pode alterar a história do Brasil.

      • emanuel cunha lima disse:

        Justamente por esse acrescimo de custo e de tempo sou favoravel a utilização de urnas com impressoras de voto em poucas seções de cada zona eleitoral, apenas como forma de possibilitar uma eventual revisão ou análise comparativa.

        Escrutinador “aposentado” pela tecnologia continuo achando que embora não sejam totalmente imunes ao risco de fraudes as urnas eletronicas são um fabuloso avanço no processo eleitoral brasileiro.
        E, até o momento, mantenho inteira confiança na boa intenção do TSE de fazer eleições sempre mais e mais seguras.
        Neste campo (e sem qualquer ufanismo tolo) podemos nos considerar muito bem na fita….

        • Jura disse:

          Gozado, estamos tão bem na fita que nenhum país no mundo até hoje adotou o nosso sistema de votação. Nem o Paraguai que emprestou nossas urnas uma vez – e onde foi feito o único teste delas até hoje – nem os EUA onde a Diebold, empresa que adquiriu a fabricantes da urnas brasileiras Procomp, acabou de se retirar desse mercado para não ir à falência com tanto processo que levou!

  11. Zezinho disse:

    No post acima ficou faltando a parte final, com o roteiro para apuração, que reproduzo abaixo.

    “(…) Para continuarmos desfrutando de todas as vantagens da votação eletrônica, é necessário que a apuração seja tão rápida, ou quase tão rápida, quanto as que tivemos até hoje.

    Para alcançar esse objetivo, a contagem manual dos votos impressos precisa ser feita em um pequeno percentual das urnas utilizadas, escolhidas por sorteio, cujos resultados seriam comparados aos obtidos eletronicamente, constituindo uma amostragem estatística confiável.

    Esse método de conferência é vastamente utilizado pela indústria e comprovado na prática em uma série de aplicações, como validação de componentes e insumos cujas características físico-químicas de grandes lotes, por exemplo, são conferidas com sucesso em testes com pequenas amostras.

    Para evitar outros tipos de fraudes em todas as etapas da apuração eletrônica são necessárias as seguintes medidas adicionais, que também têm por objetivo evitar a divulgação do resultado antes da auditoria, o que poderia criar um problema de natureza política.

    1) Após o recebimento do conteúdo de todas as urnas pela central do TSE, os resultados individuais (somente por urnas, não totalizados) seriam gravados em mídias óticas (DVDs) e uma cópia seria entregue a cada representante de partido e da sociedade civil devidamente inscrito para tal função. Essas pessoas deverão apresentar-se em uma ala fechada do TSE, sem portar qualquer dispositivo que permita a leitura da mídia e de onde não poderão sair até a divulgação do resultado. Ninguém mais terá acesso aos conteúdos individuais das urnas até a proclamação do resultado ou anulação da eleição.

    2) Concluída a etapa anterior, seria iniciada a apuração dos votos impressos, com o sorteio das urnas a serem conferidas, contagem dos votos seguindo um modelo semelhante ao que havia anteriormente à votação eletrônica, ou seja, por cidadãos convocados pela justiça eleitoral e fiscalizados pelos partidos e outros representantes. Todo o procedimento é rápido, pois poucas urnas terão que ser apuradas. Tão logo seja encerrado, o resultado é publicado.

    3) Após a divulgação dos resultados das urnas da amostra, o TSE faria a comparação com os resultados eletrônicos das mesmas urnas. Havendo discrepância significativa, a eleição seria anulada e teria que ser refeita dentro de um prazo estabelecido. Uma investigação seria instaurada para apurar a causa do erro. Caso os resultados das duas apurações apresentem-se consistentes, seria iniciada a totalização dos votos, seguida da proclamação do resultado.

    4) Os representantes confinados na ala do TSE seriam liberados, podendo levar consigo as mídias com os resultados individuais das urnas para fins de livre conferência e totalização.

    O post “Especialista quebra sigilo da urna eletrônica”, também de hoje, tem ótimos comentários para quem se interessa por essa questão: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/23/especialista-quebra-sigilo-da-urna-eletronica/?allcomments#comments

  12. William disse:

    Em eleição passada em visita a um cliente ele disse-me que havia um vereador da cidade de Guarulhos/SP havia comprado uma vitória na Câmara Municipal e antes das eleições haviam combinado que a vitória seria por tantos votos, o que realmente ocorreu . Meses depois soube que havia uma investigação do Ministério Público sobre possível fraude nas eleições para vereador naquela cidade. Esse cliente comentou que não haveria tanta insegurança nas urnas, sendo muito difícil uma fraude na urna propriamente, mas sim no processo entre a urna e a divulgação da quantidade de votos. As razões seria o fato de “não compensar o risco” fraudar a urna (não poderia concentrar a fraude em uma só, o que seria facilmente detectável pelos mecanismos existente) e complexo demais fazê-lo em muitas urnas. Pelo visto está correto. Vejo que toda a imprensa e mesmo o TSE mantém um foco curiosamente concentrado na urna (e mesmo assim pelo número de restrições a uma verificação independente e consistente s não estão tão seguros nem com ela) e nada (eu não vi nenhuma manifestação a respeito) com o andamento do voto entre o aparelho eletrônico e sua apuração, logística de transporte, auditagem, etc.; isto sim parecendo-me estranho. Acredito pessoalmente que o sistema é sujeito à falhas e fraudes em um número entretanto bem menor que o anterior, manual. Creio também que as críticas que tenho visto tentam invalidar o procedimento atual que parece-me que seria um retrocesso e a subida de “tom” do Tribunal em defesa tenta manter essa “melhoria” que parece-me correto. Equivocada é a postura de “temos um sistema perfeito” que deixa passar fraudes que poderiam ser eliminadas, houvesse uma postura sóbria que tolerasse críticas e admitisse testes profundos.
    Algum leitor saberia dizer o que ocorreu com os processo de Guarulhos? Acredito que elucidaríamos muito sobre eventuais falhas na apuração de votos.

    • Jadir disse:

      Dependendo da eleição o custo de concentrar uma fraude nas urnas talvez fosse inviável. Já em uma eleição presidencial, ou mesmo para governador, esse custo pode se pagar com facilidade.

    • Jadir disse:

      William acabei de fazer um comentário sobre o teu comentário. E, ele não foi computado. Imagina se isso fosse uma eleição…. rsrsrs

      Se esse passar, vou tentar repetir o que ficou preso nas “engrenagens” do sistema.

  13. Bia disse:

    é muita falta de conhecimento de sistema eletrônico querer conferir voto por voto com papelzinho. Um papelzinho guardado em uma urna de lona desaparece facilmente… aí vc vai conferir o voto eletrônico com um sistema paralelo viciado ? não tem sentido

  14. bia disse:

    esse vídeo da universidade mostra uma urna eletrônica que é totalmente (softwares e hardware) produzida pela Diebold. A urna brasileira tem softwares criados e produzidos no Brasil e com um sistema muito diferente do mostrado no vídeo. A Diebold só faz o equipamento conforme as especificações do tse.

    • Jura disse:

      OK, e qual a garantia de que as “especificações do TSE” são invioláveis? E se for constatada uma violação do software, quem vai julgar se o sistema é seguro ou não? Adivinha… O TSE!!!!!!

      O TSE é um juiz de si mesmo. Seja com urna eletrônica ou de lona. A de lona pelo menos é mais fácil de entender.

  15. Lúcifer disse:

    Conspiração tem limite… Foi testado e
    comprovado que o sistema é seguro e a possibilidade de ser violado
    é reduzida.

  16. Jeca Tatu disse:

    Hoje, eu vi que alguém tinha quebrado o código, segundo um comentário de alguém no blog do Azenha ou do CAF. Não me lembro exatamente em qual foi.

  17. Jadir disse:

    O post do Zezinho está muito bom e bastante detalhado. Mostra que é alguém que estudou e conhece bem o assunto.

    Eu concordo com todos os que aqui comentaram que, tal como está, o sistema é vulnerável. Talvez ainda não tenha havido tempo para produzir uma fraude. Mas que a fraude é possível, vários estudos já comprovaram.

    As resistências às mudanças me parecem serem devidas ao fato de que para mudar seria necessário um grande investimento. Além de deixar em situação embaraçosa os que açodadamente permitiram que o sistema fosse assim implantado.

    Dos 2 posts do Zezinho, só fiquei em dúvida sobre a viabilidade de manter “em cárcere privado” rsrsrs… nas dependências do TSE os representantes dos partidos juntamente com os CDs-DVDs com os resultados ainda não totalizados.

    Já sobre a impressão dos votos para posterior comprovação, me parece uma medida importantíssima e inadiável.

  18. Sabemos tbm que muitos disquetes com a computação dos votos somem a caminho do TER e com isso os votos são anulados transformando muitas vezes o resultado das eleições (Principalmente municipais), seria importante que o disquete e a urna com os votos impressos seguissem caminhos diferentes para dificultar esse tipo de ação.

    • foo disse:

      A segurança da informação consiste em:

      1) Confidencialidade
      2) Disponibilidade
      3) Integridade

      Dos três itens, já sabemos que a urna eletrônica falha em dois: confidencialidade (que foi quebrada em 29 minutos no “desafio” do TSE) e disponibilidade (que falha em todas as eleições, quando uma urna quebra ou some).

      Resta saber se o TSE consegue garantir a integridade dos dados, isto é, se ninguém consegue modificar as informações. Será?

      O comportamento público deles não inspira confiança. Afirmar que uma falha recém demonstrada é “impraticável”, antes mesmo de estudá-la, é no mínimo uma irresponsabilidade.

      Segurança não se faz através da obscuridade. É preciso abrir o código da urna e fazer uma auditoria plena.

  19. joao disse:

    voto

  20. masc- Selvagem disse:

    Pode até ser que, no futuro, venhamos a ter alguma fraude por quebra dos sistemas de segurança, mas isso, hoje, está longe de acontecer. A NOSSA urna (brasileira) e seu sistema de software é a que melhor funciona no mundo.

    Tem gente, brasileira e gringas, que querem é vender um peixe que não nos serve.

    Esse é, também, o caso de softwares de segurança entre o transporte e distribuição de energia. Tem programadores que querem transformar os computadores em gerentes e conseguem vender essa idéia aos desatentos.

    Computador é uma máquina, uma maravilhosa máquina, como nossa urna eletrônica. Por trás terá sempre que ter pessoas confiáveis e capazes. É com isso que temos que nos preocupar e gastar nossas energias.

  21. altamiro souza disse:

    “O TSE é um juiz de si mesmo”.

    o jura tem razão.

    acho que esse é o problema principal…

    isto é, o juiz cria a “lei” e julga…

  22. Zezinho disse:

    É conveniente informar que a lei nº 12.034/2009 (publicada no DOU em 30/09/2009) instituiu o voto impresso para as eleições de 2014, com uma redação que deixa margem para dúvidas (grifos de minha autoria):

    “Art. 5o – Fica criado, a partir das eleições de 2014, inclusive, o voto impresso conferido pelo eleitor, garantido o total sigilo do voto e observadas as seguintes regras:

    § 1o A máquina de votar exibirá para o eleitor, primeiramente, as telas referentes às eleições proporcionais; em seguida, as referentes às eleições majoritárias; finalmente, o voto completo para conferência visual do eleitor e confirmação final do voto.

    § 2o Após a confirmação final do voto pelo eleitor, a urna eletrônica imprimirá um número único de identificação do voto associado à sua própria assinatura digital.

    § 3o O voto deverá ser depositado de forma automática, sem contato manual do eleitor, em local previamente lacrado.

    § 4o Após o fim da votação, a Justiça Eleitoral realizará, em audiência pública, auditoria independente do software mediante o sorteio de 2% (dois por cento) das urnas eletrônicas de cada Zona Eleitoral, respeitado o limite mínimo de 3 (três) máquinas por município, que deverão ter seus votos em papel contados e comparados com os resultados apresentados pelo respectivo boletim de urna.”

    Não ficou claro se a urna imprimirá o conteúdo do voto, ou seja, os candidatos escolhidos, ou apenas um número de conferência que permitirá comparar a quantidade total de eleitores que votaram naquela urna.

    Se for isso, o voto impresso terá muito pouca eficácia contra a fraude eletrônica.

    O Jobim e o Gilmar Mendes são contrários ao voto impresso…

    Mais sobre isso em http://www.fraudeurnaseletronicas.com.br/2009/10/presidente-lula-aprova-o-voto-impresso.html

  23. Gente querendo fraudar eleições é o que mais têm, basta ver o número de cassados pelo TSE .

    Do jeito que está não existe confiança, não importa por onde se olhe, há sempre uma brecha, com isto a representatividade fica abalada e as reformas para um pais mais justo acabam não saindo.

    Eleições no Brasil sempre foram fraudadas, está mais do que na hora de acabar com a bandalheira.

  24. Herbert disse:

    As pessoas só vão acreditar que a fraude é possivel, se um candidato que, nas pesquisas de boca de urna, tiver uns 5% de intenção de votos, e for eleito. Vamos supor, um candidato polemico, como esse em 1989.
    http://www.youtube.com/watch?v=4m_zKo3Uimw
    Ele teve um percentual pequeno de votos, mas e se ele do nada, conseguisse 30, 40% dos votos e fosse para o segundo turno. O que o TSE falaria?

  25. Elections in developing countries: do they improve economic policy?

    Lisa Chauvet Paul Collier
    21 November 2009

    http://www.voxeu.org/index.php?q=node/4242

    There is some evidence that democracies enjoy better economic growth. How do elections, a core component of democracy, impact economic policy? This says that free and fair elections in developing countries improve economic policy by disciplining governments. But infrequent or uncompetitive elections may actually make things worse.

  26. Leonardo disse:

    A questão da informatização dos processos tem um efeito exponencial. Quanto maior e mais complexo o problema a ser abordado maior o ganho de escala que se consegue. E por isto que o uso de urnas eletrônicas tem um impacto tão grande, reduzindo muito o tempo da apuração. Mas isto vale para tudo, para o bem e para o mal*. O ganho de escala que se obtem ao fraudar uma urna eletrônica, dependendo de como for feito pode chegar a tantos pontos percentuais quanto forem necessários para alterar o resultado de uma eleição e não dar muito na cara. Antes para fraudar uma urna você tinha que fraudar aquela urna.
    Fisicamente estar presente no local influenciando o processo. No caso da votação eletrônica você pode roubar votos em todas as urnas do Brasil. Diante de todo acompanhamento e toda a auditoria realizada e ninguém vai perceber. E não tem mais como validar posteriormente, porque toda informação que está armazenada é a que está sobre suspeição.

    Só para citar um exemplo Ken Thompson, ex-pesquisador da AT&T e criador do sistema Unix, nas primeiras versões do seu sistema operacional introduziu um acesso remoto para si próprio em todas as versões do sistema. Mas ele não introduziu no código-fonte(aquele escrito pelos desenvolvedores do sistema) do sistema operacional. Ele introduziu no compilador da linguagem C que era utilizado para transformar o código-fonte no objeto. Assim qualquer um poderia auditar o sistema operacional e nunca descobriria o mesmo. E mais… ele também não introduziu no código-fonte do compilador C. E este também poderia ser auditado e ninguém descobriria. Ele introduziu a modificação no executável do compilador de tal forma que toda vez que o compilador compilava seu proprio código-fonte a modificação era reintroduzida e toda vez que ele compilava o sistema operacional o acesso do Ken era aberto. Thompson escreveu um paper sobre o assunto chamado “Reflexões sobre confiar na confiabilidade”
    http://www.ece.cmu.edu/~ganger/712.fall02/papers/p761-thompson.pdf

    Bruce Schneier outro famoso ensaista na área da segurança da informação também é um grande crítico das urnas eletrônicas. Um dos pontos que coloca é que a questão é que segurança da informação é tão complexa que não basta auditoria posterior. Muitos pesquisadores podem auditar a urna, não por ridículas 3 horas em condições controladas, mas por 3 anos e não acharem nenhuma falha. Basta 1 pessoa achar uma falha e se calar e o sistema já está comprometido.

    Ou seja, hoje em dia, o melhor ainda é a votação eletrônica por conta da velocidade, mas com a impressão do voto a vista do eleitor para possível auditoria posterior.
    * estou falando inclusive de todas as formas de crime eletrônico.

    • Jadir disse:

      Assino em baixo.

      Nassif, o nível dos comentários aqui está muito bom.

  27. Existe um ponto onde um cogito se faz necessário, é a velocidade das apurações.

    O colégio eleitoral não muda do primeiro para o segundo turno das eleições, bem como a velocidade de processamento dos computadores que totalizam os votos obtidos, mas o tempo de divulgação dos resultados do primeiro para o segundo turno são muito diferentes, os do segundo turno na órdem dos minutos, 10 minutos, 15 minutos, já os do primeiro turno demoram horas, quando não dias.

    Percebam , o número de urnas, seções, eleitores continuam o mesmo, mas o tempo de divulgação dos resultados é “espantosamente” maior no primeiro turno, aqui em Santos foi vergonhoso o acerto e o número do votos em legenda que um partido teve, sem nem ter candidato ao cargo majoritário, mas que acomodou como um passe de mágica uma bancada “tradicional”.

    Tá mais que na hora de por cobro a isto.

    • Bretsky disse:

      Alexandre:

      É muito fácil de entender. No primeiro turno há muito mais candidatos. Na cidade de São Paulo, salvo engano, são mais de mil numa eleição municipal. Isto demanda mais tempo para o final da votação e para os cálculos.

      Ocorre também uma melhoria cultural: no primeiro turno os mesários e os eleitores estão meio “enferrujados” no uso da urna. Quando chega no segundo turno, além da escolha ser mais simples, tá todo mundo melhor preparado, agilizando muito o processo.

      • Não creio que esta seja a explicação, pois o disquete que carrega os dados do primeiro turno é idêntico ao do segundo turno, e as operações para a apuração são as mesmas também, quem têm mais trabalho é o computador, mas a diferença é insignificante pois ele faz conta de mais na casa dos milhões por segundo, assim o tempo de processamento é irrelevante.

        Quanto aos mesários, o procedimento na apuração do primeiro e do segundo turno também é o mesmo, encerra a votação, imprime o mapa da urna retira o disquete com os dados e quando dá envia via internet o resultado para a central. Não têm complicação ai , tudo muito rápido, tanto que os segundos turnos demandam de dez a quinze minutos para serem processados.

        A demora é quando o ajuste têm de ser feito, ai a porca torce o rabo.

  28. Leandro disse:

    O problema é o que as pessoas que não conhecem o processo acabam sugerindo soluções simplistas que geram mais problemas do que soluções. A idéia de impressão do voto, conferência pelo eleitor e depósito na urna eletrônica já foi testada em 100% das seções na eleição de 2006 no DF e em SE (todos os outros estados participaram dessa experiência, em menor abrangência), e ocorreu que várias impressoras apresentaram problemas técnicos (o mecanismo era mais complexo porque a impressora tinha um módulo visor que permitia ao eleitor conferir o voto sem tocar nele, e depois esse voto era “recortado” internamente e depositado na urna). Houve casos em que nem todos os votos impressos foram depositados na urna. Houve casos em que o voto do eleitor ficava preso no visor, e vários outros casos. E aí, como resolver isso? se precisar de uma recontagem, como inferir os votos não depositados? e pior, quem garante que o voto impresso e preso no visor não será visualizado por outro eleitor? ou seja, esse processo contrariaria uma legalidade constitucional que é a garantia do sigilo do voto.

    Falaram também aqui que o voto impresso serviria como comprovante do eleitor, como um comprovante que voce pega num caixa eletrônico de um banco. Se o eleitor sair com um comprovante da urna dizendo em quem ele voltou, institucionaríamos a compra de votos. Imagina o que aconteceria no iterior do país?

    Por fim, mesmo que os 130 milhões de eleitores tenham seus votos depositados nas urnas, no caso de uma recontagem em que ocorra divergência entre o gerado pela urna e o contado manualmente, em quem vocês acreditariam? (no processo automatizado ou na contagem feita com interferência humana?). Voltariamos a eleição manual no Brasil.

    • Esse engasgo na urna pode ser resolvido por qualquer mesário, caixa de supermercado faz isto com um pé nas costas.

      Não querem é acabar com a mamata que enriquece muitos.

    • Zezinho disse:

      Não sei se alguém ainda vai ler este comentário, além do Nassif, mas aí vai…

      Discordo de você, Leandro, a impressão com baixíssima ocorrência de problemas é um desafio técnico facilmente superável. Basta aprimorar o dispositivo, o que pode, e deve, fazer parte do edital de concorrência para escolha do fornecedor.

      Existem inúmeros exemplos de mecanismos móveis, muitos dos quais infinitamente mais complexos que uma impressora para urna, que foram aprimorados ao longo do tempo até o estado da arte, com MTBFs (”medium time before failure”) altíssimos. O disco rígido (HD) é um exemplo evidente.

      Em minha proposta, não é sugerida a apuração integral dos votos impressos, que seria utilizados apenas para conferência por amostragem. Havendo discrepância significativa, a eleição teria que ser refeita.

      Volto a afirmar que uma eleição é algo cuja importância não pode ser relegada a segundo plano. Uma fraude eleitoral é algo muito sério.

      Espero que posturas de preguiça mental e laboral não nos paralise diante de pequenas dificuldades.

      • Zezinho disse:

        Ops… Correções: “que seriam utilizados” e “posturas de preguiça mental e laboral não nos paralisem”.

  29. foo disse:

    Nassif,

    Esta discussão sobre as urnas eletrônicas está muito boa. Não dá para mover este post e o ““Especialista quebra sigilo da urna eletrônica” para a página inicial?

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