Explicações da ONS não satisfazem
Por Neves
O Instituto Ilumina ( http://www.ilumina.org.br/zpublisher/secoes/home.asp ) comenta pronunciamento do ONS:
“PRONUNCIAMENTO DO ONS NÃO SATISFAZ”
“Enquanto certos setores tentam culpar o governo pelo apagão do último dia 10, o Operador Nacional do Sistema (ONS), ENTIDADE PRIVADA que comanda o funcionamento do sistema elétrico brasileiro, tergiversa.
O pronunciamento oficial do seu Diretor-Geral, Dr. Hermes Chipp, foi decepcionante. Em termos técnicos, as razões por ele apresentadas não são suficientes para explicar o apagão.
Assim, em princípio, admita-se que, como afirmou o Sr. Chipp, as três linhas de 750 kV em corrente alternada que partem de Itaipu em direção a São Paulo, seja lá por que motivo, foram submetidas a curtos-circuitos quase que simultaneamente, em pontos próximos à subestação de Itaberá e, em conseqüência, tenham sido desligadas automaticamente pelo sistema de proteção das mesmas.
Ora, em condições normais, estes desligamentos não seriam capazes de provocar o apagão, porque deveriam desligar somente as três linhas, mas apenas no trecho Ivaiporã-Itaberá.
Isto é, o restante do sistema de 750 kV deveria continuar a operar normalmente no trecho de Itaipu até Ivaiporã e, a partir daí, na subestação de Ivaiporâ, continuaria conectado ao subsistema Sul, em 500 kV, que por sinal também interliga-se através de outros pontos com o subsistema Sudeste, igualmente em 500 kV, conforme foi comentado em “Análise do ILUMINA sobre o apagão” divulgada ontem”.
Continua aqui: http://www.ilumina.org.br/zpublisher/materias/Noticias_Comentadas.asp?id=19496
Vejam também os artigos:
1) ANÁLISE DO ILUMINA SOBRE O APAGÃO DE 10 DE NOVEMBRO DE 2009
http://www.ilumina.org.br/zpublisher/materias/Noticias_Comentadas.asp?id=19494
2) O ASSUNTO (APAGÃO) NÃO ESTÁ ENCERRADO, por Luiz Pereira
http://www.ilumina.org.br/zpublisher/materias/Noticias_Comentadas.asp?id=19493
3) O APAGÃO, O GOVERNO E A OPOSIÇÃO, Artigo de José Antonio Feijó de Melo
http://www.ilumina.org.br/zpublisher/materias/Noticias_Comentadas.asp?id=19492
4) RACIONAMENTO E APAGÕES
PARTE I: Antes do Relatório Técnico oficial sobre o blecaute de 10/11 de novembro de 2009
http://www.ilumina.org.br/zpublisher/materias/Noticias_Comentadas.asp?id=19491
A maior ponte do mundo, conto de Domingos Pellegrini Jr.
http://www.charleskiefer.com.br/oficina/contos/A%20maior%20ponte%20do%20mundo.htm


Se investigar seriamente, com seriedade mesmo, chegará á SABOTAGEM, para pregar um apagão ao Governo do melhor presidente que o Brasilsilsilsilsilsilsilsilsiiiiiiiiil, já teve, aí entra o que o Ciro Gomes falou, o Serra passa por cima da mãe pra chegar aos seus objetivos. Claro, ledo perda de tempo, não chegará nunca a presidência, ele não tem capacidade pra tanto, se chegasse a isso, iria plantar inimizade em paises, ia ficar com futrícas e chilique de ditador, sendo o Brasilsilsilsilsilsilsilsilsilsilsilsilllll, o País que é hoje, graças ao Presidente LUUUUUUUUUla., e olhe que não gosto de políticos e nunca voltei no LUUUUUla. Votaria se tivesse oportunidade.
Uma chuva de incógnitas
Luiz Antonio Cintra
O governo insiste em culpar o clima, mas o blecaute parece envolver falhas de gestão
http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=8&i=5537
Uh, “falhas de gestao” so estao acontecendo em Sao Paulo.
Meu amigo, se eu moro no mato grosso e tem apagão aqui por problemas em são paulo, eu não vou atrás de são paulo não.
Eu vou atrás do goverrno federal que deveria tomar providencias para que isso não acontecesse em nenhum estado.
Energia é estratrégica para o país e nós não podemos ficar subordinados a má gestão de um único estado.
A responsabilidade é federal, sim, como não, se o problema é federal…?
Agora nós vamos depender da boa vontade de um estado…?
Até parece.
“Meu amigo, se eu moro no mato grosso e tem apagão aqui por problemas em são paulo, eu não vou atrás de são paulo não.
Eu vou atrás do goverrno federal que deveria tomar providencias para que isso não acontecesse em nenhum estado”: nenhum governo “federal” brasileiro ate hoje conseguiu se proteger de sabotagem das 3 Marias mijonas: Minas, Rio, e Sao Paulo. Nao vai ser diferente por enquanto.
Algumas informações sobre o Ilumina:
“O ILUMINA é uma organização não governamental, apartidária, que se preocupa com os rumos que estão sendo adotados para o setor elétrico. Seus integrantes, a maioria técnicos com larga experiência, sentem-se no dever de denunciar ações que impliquem em perdas para o consumidor de energia elétrica e para a sociedade brasileira.”
http://www.ilumina.org.br/zpublisher/secoes/O_Ilumina.asp
“Editorial
Estratégia Energética está mal conduzida
4/5/2006
CRISE DO GÁS DEIXA DÚVIDAS NO AR
Até o Presidente Lula, que não costuma reconhecer os próprios erros, já declarou que a estratégia na área energética está errada. “Temos que admitir que o Brasil errou na estratégia”, declarou.
Some-se a isso o fato de nossa diplomacia ter sido pega de surpresa pelo decreto de Evo Morales. Os “compañeros” Lula e Evo não se entenderam e estão batendo cabeça. O governo brasileiro parece que estava esperando um tratamento diferenciado, motivado por questões de proximidade ideológica.
(…)
O presidente da estatal brasileira já ameaçou, cancelando qualquer novo investimento da empresa na Bolívia, mas o Presidente Lula tenta fazer acordo. Segundo especialistas esta é a política do morde-assopra.
(…)
Outro ponto que acabou ficando claro é que o Brasil precisa diversificar suas fontes energéticas e não cometer o erro de planejamento estratégico que acabou trazendo de volta o racionamento, chamado de contingenciamento.
ILUMINA-Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Energético
http://www.ilumina.org.br/zpublisher/materias/Editorial.asp?id=18499
Comentário meu – Stanley:
1 – o acordo do gás com a Bolívia foi assinado pelo FHC em 1996 apesar da Petrobrás ser contra o acordo;
2 – Quando o editorial diz “…o erro de planejamento estratégico que acabou trazendo de volta o racionamento, chamado de contingenciamento.”, ele quer falar sobre o apagão durante o governo do FHC.
Interessante notar que o Iluma chama o blecaute de apagão.
Stanley,
Não confunda Lei de Ohm com a Lei do Ômi. O Ilumina, sem trocadilho, deixa muito claro a diferença entre o racionamento da Era FHC, o Apagão, e o blecaute ocorrido neste mês. O instituto se posiciona firmemente contra o desmanche neoliberal imposto ao Setor Elétrico.
No mundo todo as reformas neoliberais no setor de energia se mostraram desastrosas, aliás, onde o neoliberalismo não se mostrou calamitoso?
Blecaute e apagão é a mesma coisa. Vá lá, pode-se argumentar extensão de área atingida, mas basicamente blecaute e o aportuguesamento de uma palavra inglesa que na pratica e no popular significa…apagão.
É um tal de querer diferenciar o que é igual apenas e tão somente para separar o fato atual do passado, de fhc que é de espantar, até porque na época não ocorreu apagão, porque para que não ocorresse apação ou blecaute (moticado por demanda de energia ser maior que a oferta, porque não houve investimento na área de geração e transmissão de energia somada a falta de chuvas no período umido e haviámos entrado no peródo seco); foi feito o racionamento de energia aonde todos tiveram que diminuir em 20% o consumo.
E que se note, quando teve, ai sim, apagão em 98 por um suposto raio numa estação no interior de SP, a turminha nõ teve nenhum pudor com o uso da palavra apagão e não houve uma avaliação sensata do tipo “problema técnico, gente, pode ocorrer né?” – apenas pau no governo de plantão.
É por essas e outras que chego a rir quando certos comentaristas tentam vestir comentários ideológicos com argumentos, como direi cientificos. Dá pena
Está claro que há um problema grave de seletividade das proteções e de descarte de cargas. Outra razão, que deve ser analisada, pode ser o excesso de telecomando do sistema. Praticamente todas subestações e várias usinas, algumas em tempo integral, outras fora do horário de ponta, coincidentemente após as 22 horas, foram desassistidas, ou seja, antes haviam operadores para atuar em caso de falha de telecomando, hoje os centros de operação operam trinta ou mais instalações. Em caso de pane sistêmica, como o que houve, os operadores dos centros ficam como loucos atuando em várias instalações ao mesmo tempo e muitas delas “apagam” por defeito em sistemas de baterias que, por falta de pessoal, ficam mais tempo sem inspeção e na hora do desligamento não conseguem suprir os sistemas de controle e supervisão destas instalações. A retirada de operadores diminuiu o contigente de profissionais que ficavam permanentemente nas instalações, um dos muitos feitos tucanos que permaneceu, reduziu empregos e vulnerabilizou o sistema. A afirmação de que as instalações foram automatizadas não é de toda verdadeira, pois, a automação pressupõem um nível de autonomia de decisão dos sistemas, o que praticamente não há. Simplesmente colocaram um “controle remoto” das instalações para os centros e retiraram operadores. E hoje estão centralizando inclusive esses centros de operação, quer dizer, incorporando uns nos outros e aumentando ainda mais o número de instalações operadas por menos centros ainda… logo, a coisa pode piorar se não for revista…
Quando as explicações falam em “coincidências”, “fatalidades” e tal e cousa, a sabotagem vem à mente. Mas basta uma navalha de Occam para ficarmos com a incopetência. “Do governo!” vão gritar. Em parte, é verdade. Mas a grande mídia evita falar do modelo privatizado que foi adotado, esqueceram-se. E a ONS (privada) e a ANEEL (pública a serviço da privada – sem trocadilho) aparecem como os suspeitos da vez. Mas querem jogar no colo do Lula. Nem dá pra defender o ministro da cota do Sarney (”foi a chuva!”), mas não dá pra esquecer o processo da privatização.
Mas será que a sabotagem – uma semana depois de Dilma falar que não havia risco de apagão, com o Lula com a bola toda e a eleição chegando – é uma hipótese absurda? Enfim, nunca vai ser a versão oficial, então aguardemos os próximos capítulos.
ahnnn…a linha é de furnas, a parte do paraná é estatal e na parte de SP a privada é uma empresa chilena que atua em quase todos os paises da américa do sul.
A ONS acompanha o sistema e a ANEEL regula o setor
O que a privatização de distribuidoras de energia tem a ver com a transmissão de energia?
As siglas do ONS não são ditas na TV e para os desavisados passo como uma estrutura estatal. O ONS deveria assumir os problemas do blecaute, afinal como sua sigla diz ele é o OPERADOR NASCIONAL DO SISTEMA ELÉTRICO. O governo não toca neste assunto, nem diz que a situação do ONS é um descalabro jurídico, que ficou comprovado agora: vive de contribuições dos agentes de todos sitema elétrico, mantém uma grande estrutura e na hora do vamos ver sai de fininho? Tive que escutar ao pegar carona com um amigo, a Lúcia Hipólito dizer que o governo era culpado pois quando a Dilma desenhou o sistema em 2003! Quer dizer o governo do PT herda o mostrengo imaginada pelas sandices tucanas, que desmontou o sistema elétrico, principalmente com o esvaziamento da Eletrobrás, que foi preparada para privatização, e ainda leva culpa! O governo perdeu a oportunidade de acabar com o ONS e intervir na Aneel.
Aí esta o ponto político relevante, quem foi que deu para uma empresa privada a administração completo de todo o Sistema Elétrico Nacional? Será que foi a dupla DEMO-TUCANA no tempo do FHC??
E esta empresa agora prova sua incompetencia gerando um problema de Segurança Nacional, e segurança para investimentos e ninguém levanta esta bola?
O Flávio acertou na mosca, é a hora de recuperar para o estado, esta questão estratégica de operação do sistema elétrico nacional.
Sim, foi em 1998 que o ONS foi criado:
“O ONS
O Operador Nacional do Sistema Elétrico é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, criada em 26 de agosto de 1998, responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN), sob a fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O Operador é constituído por membros associados e membros participantes.”
http://www.ons.org.br/institucional/o_que_e_o_ons.aspx
Nossa: oito anos depois de entrar no poder, fora 20 anos estudando o país, e ainda existem problemas não resolvidos, que são herança e responsabilidade de um governo anterior.
Quantas gerações será que serão necessárias..?
Ainda bem que logo teremos mais uma eleição.
Um tanto fora de pauta, mas gostaria de saber notícias e comentários sobre o processo de falência da Eletronet, se possível.
Neves,
Eu tinha esse pessoal do Ilumina em melhor credibilidade.
E constato que me enganei.
Dizem eles:
“(…) o restante do sistema de 750 kV deveria continuar a operar normalmente no trecho de Itaipu até Ivaiporã e, a partir daí, na subestação de Ivaiporâ, continuaria conectado ao subsistema Sul, em 500 kV, (…).”
Isso é uma insanidade completa.
Quando abriu a linha em Itaberá foi instantaneamente retirada de Itaipu (60hz) aproximadamente 90% da carga que estave sendo suprida.
Nenhum sistema Gerador suporta corte brusco de carga, ainda mais em percentual tão alto, e é assustador que o pessoal do Ilumina não saiba disso.
Para os usuários do Sistema Sul, interligado à Itaipu em Ivaiporã, foi uma benção que a Usina saltou fora em consequência da abertura da linha em Itaberá.
Não fosse isso e os 127V que sustenta este LapTop teria sofrido um pico de mais de 200V e eu provavelmente não estaria ainda em condições de comentar aqui.
Esse pessoal do Ilumina, na melhor das hipóteses, não sabe do que fala.
Eu tive exatamente a mesma impressão. Será que foi erro na redação do pronunciamento Ilumina, ou algum tipo de má-fé de uma instituição que se diz composta por especialistas no assunto?
Usar de “especialistas” do setor para “colocar minhocas” nas cabeças pensantes mas que não são “do ramo” é um estratagema utilizado desde séculos passados.
Isto já foi feito em outras ocasiões e devidamente esclarecidas aqui no blog que conta com um amplo e diversificado grupo.
Quanto ao que disse a Ilumina é exartamente a utilização de ste tipo de expediente.
daSilvaEdison,
Metade da energia de Itaipu entra no Sistema Brasileiro através do elo de corrente alternada (3 linhas de 750 kV AC). A outra metade, descontada da energia fornecida ao Paraguai, entra pelo elo de corrente contínua (2 linhas de 600 kV DC). Desligar integralmente um dos elos acarretaria no máximo em perda de 50 % da geração de Itaipu e não nos 90 % que você menciona. Para isto deveria também haver o desligamento duplo do elo DC, ou seja um desligamento quintúplo, em vez de triplo.
Ocorre também, como você sabe, que as linhas de 750 kV AC são seccionadas em Ivaiporã, que faz a conexão do sub-sistemas da região Sul com Itaipu. Se a proteção atuasse corretamente, em caso de falha tripla seria desligado totalmente o elo entre Ivaiporã e Itaberá, pela atuação do disjuntores em ambas subestações. Ivaiporã permaneceria ligada a Itaipu. Após o racionamento de 2001, foram feitos reforços na interligação entre a região Sudeste e Sul, através das linhas Bateias-Ibiúna e Londrina-Assis-Araraquara. Portanto, restaria as linhas do elo DC e as linhas de reforço de 500 kV construídas após 2001 para conectar o Sudeste com o sub-sistema Sul e Itaipu. A perda tripla introduz uma perturbação grave, mas há atenuantes que permitem limitar a extensão dela para valores menores do que 90 % da perda de geração de Itaipu e mesmo bem abaixo de 50 %.
Tenho amigos muito antigos no Setor Elétrico, mantenho me informado por eles. É uma amizade que vem de um convívio numa época do conto de Domingos Pelegrini que aparece num link postado acima. Coloquei em homenagem aos personagens que conheci, barrageiros, os peões de trecho, etc. Na época andei por obras, visitei usinas, SEs, Centros de Operação. Compartilho com eles a amargura de assistir o desmanche e os desmandos feitos no Setor. Os neoliberais tapuias entregaram a operação nacional do sistema a uma empresa privada, que exerce um monopólio com finalidade lucrativa. Essa “empresa” não pode falir, se ela se mostrar incompetente, não há alternativa para ela no mercado. Criaram um mostrengo.
Rendo minhas homenagens ao Instituto Ilumina também, são homens do Setor da mesma estirpe dos que conheci, dos tempos brilhantes do Setor.
Neves,
São sistemas completamente independentes.
O Linhão de 750 Kk leva a energia produzida por 10 máquinas de 60 hz, a parte brasileira de Itaipu.
Caindo o Linhão caem as 10 máquinas (eram nove, pois uma está sempre fora) da parte brasileira.
A parte paraguaia da Usina, 10 máquinas de 50 hz, alimentam SP pelo Linhão de CC, completamente independente.
Caiu na sequência por não ter como assumir de imediato uma carga extra de mais de 5 mil MW.
Mas essa parte da Usina nada tem a ver com o restante do Sistema Interligado brasileiro.
daSilvaEdison,
Os mapas das linhas servem para mostrar o que o Instituto Ilumina aponta.
http://www.ons.org.br/images/conheca_sistema/mapas_g/transmissao_brasil_2007.jpg
Este outro não está atualizado, é de 2005 e ainda há linhas em construção, mas as subestações estão assinaladas.
http://www.dca.fee.unicamp.br/projects/vdx/siqueira/images/SIN.gif
Um defeito entre Ivaiporâ e Itaberá deveria ser isolado pela proteção de ambas subestações. Ficaria de fora as linhas entre elas, mas permaneceria ligada a subestação de Ivaiporã com Itaipu e o sub-sistema do Sul.
O sub-sistema Sul permaneceria ligado com o Sudeste através das linhas linhas Bateias-Ibiúna e Londrina-Assis-Araraquara. Portanto, teríamos 3 ligações por onde escoaria energia para o Sudeste vindo do Sul: pelas duas linhas de 500 kV e pelas duas linhas de 600 kV DC. A perda da geração de Itaipu não seria então total, mesmo das máquinas de 60 Hz, que encontrariam duas rotas alternativas para escoar para o Sudeste em 500 kV.
O impacto da falha anotada, as 3 linhas entre Ivaiporâ e Itaberá fora, seria grande, mas não é a mesma coisa do que 90 % da geração de Itaipu fora. Alguma carga certamente deveria ser aliviada no Sudeste para compensar a perda de geração e não sobrecarregar as linhas restantes.
Agora, o que não entendo é sua afirmação: “essa parte da Usina nada tem a ver com o restante do Sistema Interligado brasileiro”.
Não teria nada a ver, só se ela não estivesse ligada ao Sistema brasileiro.
Quem poderia explicar o que ocorreu seria o Nikola Tesla, mas…
Este assunto está sendo explorado demasiadamente.
É evidente, para todos nós, que qualquer sistema no mundo tem falhas, principalmente humanas.
Em qualquer lugar, em nossa casa, em nosso bairro, em nossa cidade, região – há episódios de apagão.
Agora, imaginem linhas de transmissões de daria voltas no mundo, que começou a ser implantadas no início dos anos 80 do século passado, não terão problemas ?
É evidente que sim.
São sistemas que levaram décadas para serem construídos e tem, indubitavelmente, falhas, mas a segurança sempre estará ameaçada, mesmo com investimento para a construção de uma quarta linha de transmissão, que é, no momento, desnecessária, pois o País precisa continuar a produzir energia, que poderá faltar no acompanhar de seu crescimento.
Não podemos ter falta de energia para abastecer.
Não podemos ter crise de abastecimento.
Daí que a meta governamental, no momento, deve continuar sendo o aumento das fontes de produção de energia, inclusive, podendo – e isto pode ser criticado – incentivar municípios, estados, empresas estatais, sociedade mista e empresas particulares a produzir energia, de toda a espécie, com exceção das poluidoras.
Este apagão foi uma questão episódica – fato que dificilmente irá se repetir, diferente portanto quando enfrentamos o apagão-racionamento, quando um governo que crescia a taxas ridículas deixou o país sem abastecimento de energia.
No ano passado, mesmo com o final em crise, tivemos um crescimento de quase 6% e mesmo assim nosso sistema de abastecimento resistiu, tornando-se possível a continuidade do crescimento, o que possibilitou neste ano de crise mundial atingirmos a marca de um milhão de empregos formais criados.
A oposição pensa que o povo é burro.
Sabemos todos nós que este caso foi episódico, diferente da crise do apagão passado, quando havia falta de energia.
Então, este assunto já deveria ter ido para o arquivo.
Eu pensei uma vez num blog chamado de Glitch Watch (Observatorio de Falhas Sistémicas, digamos) só para panes, apagões, buracos fumantes ao lado do Marginal Pinheiros, e tudo que nos lembra da contingência do meio ambiente construido … o quê Marx, fonte de todo pensamento torto, chamava de Segunda Natureza … Muito facil a escrever. è simplesmente acompanhar o RSS de uma pesquisa de Google News na verbete (pequena falha técnica), tal como
quis dizer no fim … <na verbete (pequena falha), tal como >
Não sei porque pronunciamento preliminar deveria satisfazer todas as dúvidas.
O que deve satisfazer é relatório final.
E acredito que haverá diversos relatórios. Quem tem que exigir explicações e julgar se são satisfatórias é ANEEL (até punir quem não cumpriu metas de qualidade e obrigações nos contratos de concessão). Os diversos relatórios devem ser:
1) Explicando o estopim, o início da ocorrência que deflagrou o problema.
2) Explicando o que funcionou corretamente (e desligar a luz, em determinadas circunstância deve ser o correto), e o que não funcionou.
3) Outros relatórios de cada ente do Sistema. Do ONS, de cada geradora, de cada distribuidora de energia, nas pontas em que falhou.
Exemplo: Explicar porque, por exemplo, ANGRA I e II, que nada tem a ver com Itaipu, foram desligadas. Confirmar se nas circunstâncias o normal seria o desligamento ou não, e se haveria como melhorar o sistema para isolá-la sem desligar caso acontecer outra ocorrência semelhante.
4) Os procedimentos de religação, se foram feitos corretamente, se demorou além do que deveria, por deficiência de equipes, etc.
No final disso a ANEEL deve compilar e apresentar uma explicação pública ao corpo técnico (governos, universidades, especialistas, etc), didática ao cidadão, inclusive com medidas tomadas (multas, punições, etc) e recomendações (melhorias exigidas ou recomendadas).
Além do pano de fundo político-eleitoral, por tras de especilistas tem muito lobby de fornecedores de equipamentos querendo vender coisa a mais que não precisa.
No “caosaéreo” também não faltou autoridade dizendo que o software nacional era ruim (e era bom), que os radares eram antigos (o que não é sinônimo de que sejam ruins ou que a tecnologia esteja ultrapassada). No entanto, passados poucos meses, o Brasil foi auditado por entidade internacionais (que as seguradoras privadas se orientam para determinar prêmios de seguros) e teve seu sistema de controle aéreo aferido entre os mais seguros do mundo.
No Sul, não houve apagão. Aqui em Minas, também não. Por que SPaulo não estancou o problema? O Min. das Minas e Energia precisa ficar de olho…
Não entendo nada de sistema elétrico, mas não posso ter confiança e levar a sério uma entidade que usa os seguintes “argumentos”: Até o Presidente Lula, que não costuma reconhecer os próprios erros ….”; “some-se a isso o fato de nossa diplomacia ter sido pega de surpresa pelo decreto de Evo Morales. Os “compañeros” Lula e Evo não se entenderam e estão batendo cabeça. O governo brasileiro parece que estava esperando um tratamento diferenciado, motivado por questões de proximidade ideológica.”
Esperava mais seriedade, não a repetição, feito papagaio, de refrões do “PIG”.
muito estranho ficar com esse assunto, se o gôverno já explicou o que aconteceu para que continuar procurando e investigando???? Eh para quem quer encontrar pelo em ôvo, ok
Nao acreditar na informação dada pelo gôverno eh muito sério, afinal o gôverno tem responsabilidades, entao fica por isso mesmo continuar contestando o que é informado??? Não eh golpe isso, duvidar de comunicados oficiais???? por isso que nao podemos mesmo confiar no PIG
Ilumina é uma conceituada loja que comercializa sofisticadas luminárias para a classe “A”,de abonados.
Estranho que entendam de energia ,administração, e que tais. Bom, se não for e se tratar de coincidência fica registrado,o amadorismo da explicação e a politização do texto
possivelmente redigido pelos mesmo autores de cartas ao “senhor editor de “O Globo” e quejandos.
Ilumina é uma ONG ou site integrado por técnicos da Eletrobras. O nível de críticas deles é totalmente diverso daquela praticada pelos jornalões.
não entendi…como uma ONG pode ter credibilidade se como o Lucifer falou, tem uma loja que comercializa luminárias para classe A??? Será que nao eh dar destaque demais para uma ONG que tem interesses comerciais no setor????
Ariosto, é o Lucifer no céu e você na terra.
Lúcifer no céu. Vou ver se depois de amanhã eu consigo parar de rir.
Dois campeões. Realmente, blogueiro sofre!
É Neves, é o lúcifer no céu, Ariosto na Terra e o blogueiro no inferno…
No inferno? Quem administra o Ariosto e o Cartaxo vai direto para o céu.
Nassif,
Poucos quiseram ver o óbvio.
O Ilumina é uma instituição com suficiente capacidade técnica.
Mas age policamente, conforme o seu propósito e história, e não há nada de demeritório nisso.
Fossemos capazes de distinguir gato de lebre não entraríamos nessa barafunda.
Este Ariostro vai para o céu sim.
Diz que se o governo diz uma coisa, não devemos duvidar.
Isso é que é fé, irmãos.
Eu sinceramente gostaria de saber, apesar do blog ser democrático e qualquer um poder postar comentários, quantos:
a) conhecem o setor de energia ou elétrico, por atuarem nele;
b) escrevem para defender o governo, como se ele precisasse disso, até em posts sobre o melhor chá pra curar enxaqueca;
c) escrevem porque como todo e bom brasileiro, somos especialistas em tudo, da produção de adubo a construção da bomba atômica
No dia seguinte ao blecaute a CTEEP soltou uma nota dizendo: “…que o incidente de ontem, terça-feira, não tem relação com as linhas de transmissão da empresa.
A Companhia analisou todo sistema de transmissão de sua propriedade, não identificando qualquer anormalidade que pudesse contribuir para o desligamento.”
“Esclarecimento CTEEP – ocorrência 10/11/2009
A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) informa que o incidente de ontem, terça-feira, não tem relação com as linhas de transmissão da empresa.
A Companhia analisou todo sistema de transmissão de sua propriedade, não identificando qualquer anormalidade que pudesse contribuir para o desligamento. Durante a madrugada, sob coordenação do Operador Nacional do Sistema (ONS), toda rede de transmissão da empresa foi restabelecida e suas operações normalizadas por volta das 4h30.
O ONS, em conjunto com os agentes do setor, está analisando a ocorrência.”
http://www.cteep.com.br/port/institucional/imprensa/release.asp?id=86
Este blog acertou na mosca. Nunca foi mais esclarecedor acerca do verdadeiro problema. Outra vez, falei aqui, quando falaram de certos “craques”, e disse que eles não eram especialistas na área. Esperava os que estão aparecendo hoje, que dão de dez a zero naqueles. Aqueles não tinham a capacidade devida. Falaram besteiras, ou o que os entrevistadores queriam ouvir. Aqueles eram especialistas em planejamento energético e sugeriram aqui no post até um grande físico especialista em fonte alternativa.
Com exceção de alguma arrogância, devido ao exagero de alguns engenheiros, estão ótimos certos esclarecimentos técnicos e de política energética.
Os agentes do governo pegaram uma batata quente que não eram deles e responderam como se assim o fosse. Perderam uma ótima oportunidade de até ganhar dividendos e esclarecer. Para opinião pública, com o apoio de um lado da imprensa que tinha o devido interesse o governo pegou uma pecha que não é devida.
Para esta imprensa, até o INPE se manifestou, corroborando-os. Não acredito que o Gilberto concorde com o INPE falando o que não é da sua competência. Ele que é uma pessoa muito competente.
Nassif,
Não adianta a turma do “faz melhor” ficar soltando balões de ensaios, tentanto nivelar por baixo, para justificarem a incompetência do governo FHC nos apagão de 99 e racionament o de 2002. tem que ficar claro para a sociedade que, com as privatizações, o Sistema Nacional de trans missão e distribuição está nas mãos de empresas privadas. Tem que ficar claro que na sb-estação onde possivelmente contribuiu para o desligamento de todo sistema apartir de Itaipu, não existe uma administração única, ie, tem tres distribuidoras que recebm a energia e distribui pata diferentes cidades, com gestões independentes comandos superiores diferentes etc. Essa questões devem ficar bem clara para a sociedade a quem cabe as responsabilidades nos trechos do sistema antes da energia chegar aos consunidores final. O resto é tentar pegar uma interrupção de energia por 5 horas para justificarem as varadas do governo passado. Volta e meia cidades ficam 5,7,10 horas sem energia e não tem esse oba, oba. Parece que no suk estão a mais de 10 horas sem energia devido ao vento e chuvas ( problema na distribuição sob responsabilidade da equivalente a,LIGHT do Rio de Janeiro), no entanto a mídia tendenciosa não está metendo o pau, porque? governo do PSDB? Vamos ter mais responsabilidades e partir para a solução e não futricação.
O apagão de 98 foi um raio numa estação em Bauru, por suposto, mas voce afirma sem nenhuma dúvida a culpa do governo federal de então. O racionamento para evitar um apagão a exemplo do que ocorreu na Califórnia foi incompetência do governo federal de então embora isso seja metade da verdade porque o ultimo investimento forte em energia tinha sido itaipu no governo da ditadura militar e ficamos depois disso dois governos anteriores a fhc igualmente sem investir. O sistema nacional está nas mãos de um ong sustentada pelas empresas do setor via tarifa e cujo corpo decisório o governo também tem participação. Do jeito que voce coloca a ONS que até agora operou muito bem, obrigado, é um antro de delinquentes inconsequentes. Em tempo, o INMETRO é uma ONG que atua nos mesmo parametros, justamente para ter idoneidade. Subestação não tem gestão compartilhada de distribuidoras. A transmissão no paraná é estatal e em sp de uma empresa que atua em toda a america do sul, nada a ver com as distribuidoras paulistas. O Sul ficou sem energia porque em algumas regiões o vento e a chuva derrubaram, veja você, fios e postes.
Como é mesmo?…partir para a solução e não futricação?
ahn…qual o nome que se dá para quem pratica o que condena nos outros…ou exige dos outros aquilo que não pratica?
Eu sou bem informado e recebi um relatório que disse que na verdade o problema foi originado em Itaipu, quando um diretor saiu as seis da tarde e disse o seguinte ao estagiario: quando sair não esqueça de desligar tudo.
Deu no que deu.
Semana passada um certo gordo que tem um programa de TV entrevistou um especialista em “apagões”. Esperei que o cara fosse detonar o gov LULA. Que nada. O gordo perguntou: “nos Estados Unidos e Europa quase não há blecautes”? Resposta: Há muitos, uma três vezes mais frequentes do que aqui (ué, mas os serviços pulbios de lá não são imensamente mais eficentes do que os daqui?). O gorde segue perguntando: “Ah, mas quando há blecautes lá, o fornecimento logo se restabelece, né?” O especialista responde: nem tanto. Leva de 2 a 3 dias, enquanto aqui leva-se em de 2 a 3 horas (ué, cadê a tão decantada eficiência dos serviços públicos no dito 1º mundo?). Nem precisa dizer que o gordo global ficou com cara de tacho e mudou de assunto.
Chamaram o “especialista” errado.
Vamos entrar num acôrdo,e tentar encerrar de uma vêz por todas,estas intermináveis discussões,para tentar achar culpados,se o que realmente ocorreu,foi simplesmente uma falha técnica,provocada tambem por algum funcionário sem muita qualificação,que ao operar o sistema,cometeu um ato falho ?
Pior seria,se desta vêz,tivesse ocorrido como no “apagão”durante o governo FHC,que foi por excesso de consumo,e falta de investimento no setor,que “explodiu”.
O momento hoje é outro,estamos plenamente seguros de que jamais “apagaremos”por exaustão do sistema,porem blecautes eventuais,devem ser entendidos como normais,embora pouco aceitos,pelas consequencias que traz.
http://www.dca.fee.unicamp.br/projects/vdx/siqueira/images/SIN.gif
Olhando o mapa, é possível ver as duas linhas de 500kV que saem de Itaberá e que o instituto Ilumina cita.
Eles só não falaram que duas linhas de 500kV não suportam a carga de 3 de 765kV. Vi simulações de gente da EPE para o caso de falha em 3 linhas AC de Itaipú e as tensões nas linhas de 500 kV cairam buscamente no momento da falha nas linhas de 765kV causando o desligamento das memas. (Para quem entende, a tensão caiu para algo em torno de 0.4 pu).
Em todo caso, eram apenas simulações.