iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
16/11/2009 - 08:29

FHC e a não-arte de ser pai

O comandante Rolim teve um filho fora do casamento. Informado, foi até a esposa, colocou um papel na sua frente dando procuração para que ficasse com todas as ações da TAM. E lhe disse:

- Tive um filho, vou assumir e quero que tenha todos os direitos dos nossos filhos. Se você não aceitar, pode ficar com todas as ações da TAM que eu vou recomeçar a vida.

O menino foi aceito. Temporão, foi a alegria dos últimos anos do comandante. Pelas informações, tornou-se um rapaz sério, responsável, empreendedor e amigo de seus irmãos.

Rolim era uma figura pública. De algum modo, o episódio poderia afetar a imagem da TAM, os investimentos, já que incluiria algum fator de instabilidade no núcleo de controle da companhia. Mas nem vacilou.

Essa história de que todo exercício de poder necessita de mesquinharias contra terceiros – até contra um filho! -, do exercício diuturno e obsessivo do personalismo é masturbação sociológica

No fundo – e, no futuro, será tema de bons estudos sobre FHC, quando a psicanálise se aproximar mais das ciências políticas -, o egocentrismo exacerbado cria uma insensibilidade ampla que impede ao candidato a Estadista entender o ponto central das mudanças de um país: a alma do seu povo.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Política Tags: , , ,

Ver todas as notas

162 comentários para “FHC e a não-arte de ser pai”

  1. artur cartacho disse:

    Quando entra assunto pessoal,vira baixaria,apelação,falço moralismo ,da mesma forma que usaram um assunto particular de Lula ,agora pegam no pé de FHC ,puro oportunismo político na sua pior acepção ,,bem sediz que vingança é um prato que se come frio ,foi só FHC,criticar o atual governo ,para as viuvas de Lula partirem para agreção moral ,vamos evoluir no debate .

  2. artur cartacho disse:

    Quando se toca em assunto familiar ,realmente é de uma virulencia sem tamanho ,acho que nem o pior inimigo tem este direito ,e neste caso ainda se colocou como paramento um indivíduo falecido ,ô meu tenha dó ,manera ai,se não gosta do cara chama pra briga mas não põe familhia no mei não ,isso já é terrorismo.

Voltar ao topo