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11/11/2009 - 21:33

Depois do apagão

Aeroporto Santos Dumont sem pista, por excesso de chuvas. Desde às 18 horas esperando a TAM definir o que fazer, se enviar os passageiros para o Galeão ou aguardar a pista ter condições.

O grande comandante Rolim revirando no túmulo com a falta de expediente da companhia.

Na parte de dentro, Santos Dumont é um cáos. Na única lanchonete interna forma-se filaquilométrica porque o campeão que conseguiu a concessão mantém apenas um caixa e dois funcionários de balcão.

O serviço de som é incompreensível. Rigorosamente impossível saber o que vozes meio masculinas meio femininas dizem. Como é possível um aeroporto recem-reformado ter um sistema de som desses.

Em cada portão de embarque, duas telas de plasma destinadas exclusivamente a veicular anúncios, jamais informações sobre o vôo.

Nem sei a que horas chego em São Paulo, se chegar hoje.

Mas me permito duas conclusões óbvias:

1. Falta de competição é uma porcaria.

2. A Infraero é outra.

PS – A porcaria da TAM acaba de avisar que não tem ônibus (após cinco horas). Cada um que se vire com um táxi.

PS – Vamos todos para o Galeão. Até que as vítimas estavam bem humoradas. Mas quase termina em tumulto por culpa de um comandante despreparado.

Depois de todos no avião, uma hora e meia para embarcar. Confusões da TAM pós-Rolim, bagagens extraviadas, bagagens colocadas por engano no avião. E o comandante enrolando, sustentando que o vôo sairia em dez minutos, que só aguardava a liberação. E o bagageiro sendo aberto, sendo fechado, enquanto o comandante mentia.

Cortou a alimentação, alegando que demoraria para ser entregue. Mas esperamos uma hora e meia dentro do avião, tempo mais que suficiente para o lanche chegar. Depois, prometeu um vaucher para o lanche, que não foi entregue.

Finalmente um passageiro – apresentador da Globo – deu o ultimato, para que parasse de enrolar e dissesse claramente, sem mentir, em quanto tempo o avião sairia. O comandante pegou do microfone para dizer que o bagageiro tinha sido aberto mas ele ordenara que fosse fechado para o avião embarcar – como se não coubesse ao comandante o comando do avião, inclusive o de ordenar a abertura de bagageiro.

Para sorte do comandante, o fim da paciência dos passageiros bateu com a decolagem. Por  pouco, o amadorismo de um comandante não provocou um motim a bordo.

O desrespeito dessas companhias pelos passageiros é típico de quem não sofre nenhuma espécie de pressão dos órgãos reguladores.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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116 comentários para “Depois do apagão”

  1. Grego disse:

    chamar um comandante de amador é ridiculo!

    quando der um problema durante o vôo, quando precisar fazer um pousou de emergencia como no rio Hudson, o mesm cmte amador que o senhor chamou, muitos chamam de HEROI !!!

    • luisnassif disse:

      E o Garcez? Ou todos os comandantes são heróis?

      • luisnassif disse:

        Almeio, um comandante nunca erra, nem quando mente para os passageiros – como foi o caso do comandante da TAM? Será que não há espaço para nenhum defeitinho nos comandantes? Superhomens?

      • Marco Santo disse:

        Nassif, respondendo um pouco atrasado né!! estava a bordo de uma das aeronaves voando atrasado……O caso é o seguinte nao há herois (comandantes), o que há sim, doutrinamento, isto significa que todos poderão estar aptos a responder a mesma situação da mesma forma. Até mesmo o piloto da USAIR que pousou no rio Hudson tem essa doutrina e posicionamento. Outro exemplo recente foi os dois pilotos da FAB que pousaram no rio Itui (entre Cruzeiro do Sul e Tabatinga), optaram pela melhor ação, assim fez o mesmo piloto americano, com + sorte teve as vidas dos seus passageiros preservadas (sem vitimas fatais), mais certamente poderiamos ter algumas mortes. Lembro-lhe que tivemos um YS-IIA da VASP que abortou a decolagem no SDU-RJ e sete passageiros morreram afogados (dia de ressaca) por que esqueceram de levar o assento que era também flutuante. (o avião ficou nas pedras e todos sairam pela porta de emergencia qu ficou submersa), então é opção certa e doutrina aeronautica e disciplina. Na situação dele eu faria a mesma coisa, pois sem os dois motores e opção de pouso seguro, pousava em qualquer lugar com menos danos. A questão do Garcez foi falta de doutrinamento e isso é sério na aviação.

      • Grego disse:

        E ele errou pq? PLANO DE VÔO COM ROTA ERRADA!
        dos 54 a bordo pousou a aeronave no meio da floresta e conseguiu deixar 41 vivos! Erro sim em consequencia da rota passada como 0270 inves da VRG colocar 270,0 sem falar q anos 80 não tinhamos a tecnologia GPS para navegação. por isso RG 254 se perdeu durante a noite.

        me desculpeSr Nassif, mas ainda acrescentar que o piloto da TAM é o unico culpado, tb chega a ser puxado demais.
        daqui a pouco o senhor vai falar que o comandante do Gol1907 era culpado tb.

        pessima atitude para uma categoria q trabalha em condições adversas, tendo q aguentar desde cia aéreas, passageiros problematicos e uma imprensa sensacionalista e barata!

        • luisnassif disse:

          Tudo começou com o comandante da TAM que enganou os passageiros do vôo sobre as razões do atraso, quase provocando uma revolta.

        • Almecio Jr disse:

          ele apenas re-transmitiu o pedido da empresa… esse zé povinho nunca vai entender…

    • Grego disse:

      e sobre a referência de heroi.

      A mesma imprensa q massacra um piloto chamando de “amador” chama outro de “heroi”. Não fui eu!

  2. Vivian S. disse:

    Nassif,

    também tive problemas com a Tam e quase perdi um vôo e nem vou entrar em detalhes, mas foi pura desorganização dos funcionário do aeroporto de Curitiba.

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