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10/11/2009 - 10:09

Painel internacional

Obama abordará a questão do yuan em visita à China

New York Times

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse na segunda-feira que planeja levantar a questão do yuan com as autoridades chinesas quando se encontrar com elas em Pequim na próxima semana, um tema potencialmente perturbador para os mercados de câmbio. “A moeda, junto com uma série de outras questões, virá à tona, e estou confiante de que tanto os Estados Unidos como a China podem chegar a um amplo conjunto de políticas que incentivem o comércio benéfico aos dois países, que permita a continuidade do crescimento econômico”, disse Obama em entrevista à Reuters. Os fabricantes dos EUA se queixam de que Pequim mantém artificialmente baixo o valor do yuan para tornar suas exportações mais baratas, e os produtos norte-americanos mais caros para os consumidores chineses. Os economistas dizem que isso levou a desequilíbrios na economia mundial, contribuindo para grandes déficits comerciais nos Estados Unidos e superávits comerciais na China.

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E mais:

China reafirma política de estabilidade do yuan

Projeção do PIB dos EUA para 2010 aumenta

Cenário pessimista derruba confiança empresarial alemã

Japão tem leve superávit em conta corrente


China reafirma política de estabilidade do yuan

The Star Online

A China reafirmou na terça-feira sua política de longa data de manter a estabilidade fundamental do yuan em um nível razoável e equilibrado, após o presidente dos EUA, Barack Obama, dizer que iria discutir a moeda quando visitar Pequim. Questionado sobre os comentários de Obama, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Qin Gang, disse que a China vai continuar a melhorar o mecanismo de taxa de câmbio, com vistas a tornar gradualmente o yuan mais flexível. Qin acrescentou que a China espera que os Estados Unidos, como a economia mais importante do mundo, persiga uma política fiscal constante para manter a taxa de câmbio do dólar estável e garantir seu próprio crescimento e o de outras nações. “Quero deixar claro que os Estados Unidos são a entidade econômica número um no mundo”, disse em entrevista coletiva. “Esperamos que… os Estados Unidos possam superar as dificuldades provocadas pela crise financeira internacional e, ao mesmo tempo, manter a sustentabilidade da sua política fiscal em médio e longo prazo”, disse Qin.

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Projeção do PIB dos EUA para 2010 aumenta

Reuters

Os principais analistas estão ficando mais confiantes de que a economia dos EUA tenha encetado uma recuperação sustentável, mostrou uma pesquisa divulgada nesta terça-feira. O boletim de novembro do The Blue Chip Economic Indicators revelou que os analistas tinham elevado suas projeções de 2010 para o produto interno bruto pelo quarto mês consecutivo. No entanto, eles ainda esperam que o ritmo de crescimento fique abaixo do de uma típica recuperação pós-recessão. A economia dos EUA deverá se expandir 2,7% no próximo ano, disse o jornal. Isso marcou uma revisão para cima do ritmo de 2,5% que o painel de pesquisa esperava há um mês. Para 2009, o consenso dos 52 economistas consultados era de uma contração de 2,4%, 0,1 ponto percentual inferior à estimativa anterior. “A grande incerteza em torno das perspectivas para o crescimento no próximo ano envolve o grau em que a demanda privada se acelera, assim como as contribuições positivas para o PIB da liquidação dos reduzidos estoques empresariais e retirada de estímulos fiscais“, diz o boletim.

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Cenário pessimista derruba confiança empresarial alemã

A confiança do investidor alemão diminuiu pelo segundo mês consecutivo em novembro, com as perspectivas de vencimento dos programas de estímulo do governo e aumento do desemprego, e expectativas moderadas de crescimento econômico. O Centro ZEW para Pesquisa Econômica Europeia, em Mannheim, disse que seu índice de confiança dos investidores e analistas, que visa prever a evolução nos próximos seis meses, caiu de 56 em outubro para 51,1. A mediana das previsões em uma pesquisa da Bloomberg News com 39 economistas era de declínio para 55. O índice de referência de ações do DAX diminuiu 3,5% no mês passado em meio a preocupações de que a recuperação será lenta no próximo ano, quando as medidas de estímulo do governo se esgotarem e o maior desemprego restringir os gastos dos consumidores. As exportações também podem falhar se uma recuperação no comércio mundial arrefecer e o euro continuar a se apreciar, tornando os produtos europeus mais caros no exterior.

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Japão tem leve superávit em conta corrente

The Wall Street Journal

O superávit em conta corrente do Japão aumentou ligeiramente em setembro, liderado pela recuperação da balança comercial do país, mas as baixas taxas de juros globais e o iene forte continuaram a pesar sobre os rendimentos dos investimentos no exterior. A queda mais acentuada nas importações do que nas exportações levou a um aumento de 0,2% – na comparação ano a ano – do superávit em conta corrente de 1,568 trilhão de ienes (US$ 17,43 bilhões) antes do ajuste sazonal, mostraram os dados do Ministério da Fazenda nesta terça-feira. Os superávits na conta corrente têm sido confinados a baixos níveis desde que a crise financeira mundial empurrou ligeiramente o déficit em conta de janeiro pela primeira vez em 13 anos. Analistas dizem que o resultado de terça-feira, embora superando expectativas de uma diminuição de 2,11% no excedente de 1,532 trilhão de ienes, continua a sugerir que os excedentes permanecerão pequenos nos próximos meses.

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Autor: andreinohara - Categoria(s): Economia, Internacional Tags: , , , , , ,

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9 comentários para “Painel internacional”

  1. Cláudio disse:

    Nassif, Lupi é um grande homem, lembro-me bem, de quando ele disse que criaria 1 milhão de novos empregos, e foi severamente criticado, de ser ser um otimista exacerbado.

    http://www.estadao.com.br/noticias/economia,lupi-reclama-de-empresarios-que-tem-visao-pequena,381190,0.htm

  2. Rodrigo Medeiros disse:

    Da entrevista da professora Maria da Conceição Tavares ao Valor (06/11/09):

    “O Estado americano está fraco. Não está ativo. E está botando o dinheiro todo em cima dos bancos e também em cima do seguro social, do desemprego que subiu muito. Todo o sistema falido, ele sustentando, feito um Hércules, e não está fazendo essa coisa tomar rumo. É um estado fraco, desse ponto de vista. E isso é ruim, porque denota que o governo americano não tem realmente força. Não tem apoio, nem na sociedade, que é dilapidada pelo neoliberalismo, nem no “establishment”. Então, não dá para fazer a reforma da saúde porque os laboratórios e os seguros-saúde não querem. Não dá para fazer reforma financeira porque os bancos não querem. Como é uma sociedade de lobby pesado, não tem como reformar. E não tem mecanismos de demanda efetiva do lado do setor privado para aumentar o emprego. O que não é bom”.

    E ela ainda diz sobre a relação com a China:

    “Os chineses estão tentando substituir os americanos nos investimentos em matérias-primas que eles precisam. Estao investindo em toda parte. Em petróleo, em infraestrutura na África. Aqui na América Latina estão vindo para tudo. Siderurgia, portos. Estão fazendo um movimento de expansão não pelo comércio apenas, mas principalmente via investimento direto. Isso é que é novidade. Sobretudo na África. Coitados dos africanos. Saem de um imperialismo e entram em outro”.

    “Como se resolve o nó do entrelaçamento entre China e Estados Unidos? É uma simbiose. A China tem resolvido não ser agressiva com os Estados Unidos. Do ponto de vista diplomático e militar, tem estado “low profile”. Não está dizendo que os Estados Unidos são um “tigre de papel”, como na época do Mao. É consenso em Pequim que não é para enfrentar os Estados Unidos. Mas eles têm que resolver esse impasse. O que fazem? Compram ativos dos Estados Unidos? Foi o que o Japão fez e se deu mal. E é claro que eles viram o Japão fazer isso e não vão fazer. Então, estão vindo pela periferia. Que é o correto. O Japão saiu da periferia para investir nos Estados Unidos, disparado. Os chineses não estão fazendo isso. Eles têm participação daqueles fundos soberanos em várias coisas. No Citi, por exemplo. Fazem essas aplicações para sustentar os dólares que têm, para ter alguma aplicação”.

    • Chato Feliz disse:

      A forma como termina o artigo no NYT, a saber

      “Brazil’s president, during the U.N. General Assembly in September, defended Iran’s right to have a nuclear program for energy and called it a ”great partner.””

      é categórica para mostrar a intolerância completa ao Iran. Para o ocidente já está certo que o Irã é uma ameaça e qualquer declaração que resvale apoio é imediatamente vista com extrema precaução. Vejam a ironia nas aspas e a colocação dessa frase, fechando o texto. É a repetição do Iraque, com um pouquinho mais de cautela apenas.

    • Ivan Moraes disse:

      “não achava que ele seria visto como uma voz conciliadora e relevante”:

      Nao eh, Lula eh a bolha da vez e eles nao vao parar ate a bolha estourar:

      1–O unico entrevistado para o item do NYTimes foi uma organizacao ultraconservativa, a Heritage Foundation.

      2–A palavra “infiltracao” aparece no estadao. Os infiltrados que nao sao mencionados pelo estadao sao os ultraconservativos da Heritage, que sao incapazes de entender o que o Brasil eh, e os lobistas de Israel que so sao descritos como “40 empresarios”.

      3–Uma voz “conciliadora” espalha terror do comeco ao fim do governo de Israel. Nao eh por bondade do coracao deles que eles estao vindo ao Brasil. Eh pra fazer a unica coisa que Israel sabe fazer, plantar guerra.

  3. Chato Feliz disse:

    Nassif, muito interessante este link. É um texto escrito pelo embaixador indiano no Brasil, para um portal internacional de notícias escrito em inglês, que um colega meu de kampur acaba de me passar. É uma espécie de promoção dos jogos olímpicos para os indianos, mas também alertando para os perigos da cidade. Não acrescenta nada novo, mas é interessante perceber, através das explicações detalhadas que dá sobre aspectos elementares da nossa cultura, o quão pouco os indianos sabem do Brasil e o quão ansiosos parecem estar para aprender.

    http://sports.rediff.com/slide-show/2009/nov/09/slide-show-1-rio-revives-with-olympic-win.htm

  4. Hans Bintje disse:

    Turco:

    As notícias que estou lendo na imprensa européia sobre a Alemanha estão cada vez piores – basta ver o texto que você mesmo postou sobre o país retirado do site bloomberg.com

    Sei que o idioma é uma barreira quase intransponível, mas há uma matéria relativamente equilibrada da BBC sobre a Alemanha atual que vale a pena ver: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091105_murovideos.shtml

  5. Sansão disse:

    ” planeja levantar a questão do yuan com as autoridades chinesas” ( planejar neste siginifica: pensar cuidadosamente, ponderar etc.)

    Contra os que não a bomba a coisa vai na porrada mesmo e de supetão.
    Como foi no caso de proibir a Embraer de vender aviões a Venezuela.

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