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10/11/2009 - 14:29

O país da tropicália

Do Estadão

Tropicália, sob o signo do escorpião

José Celso Martinez Corrêa

No mesmo dia em que Caetano fazia sua entrevista de capa, muito bela como sempre, no Caderno 2 do Estadão, o Ministro Ecologista Juca Ferreira publicava uma matéria na Folha na seção Debates. Um texto extraordinariamente bem escrito em torno da cultura, como estratégia, iniciada no 1º Governo de Lula ao nomear corajosa e muito sabiamente Gilberto Gil como Ministro da Cultura e hoje consolidada na gestão atual do Ministro Juca. Hoje temos pela primeira vez na nossa história um corpo concreto de potencialização da cultura brazyleira: o Ministério da Cultura, e isso seu atual Ministro soube muito bem fazer, um CQD em seu texto.

Por outro lado, meu adorado Poeta Caetano, como sempre, me surpreendeu na sua interpretação de Lula como analfabeto, de fala cafajeste, abrindo seu voto para Marina Silva.

Nós temos muitas vezes interpretações até gêmeas, mas acho caetanamente bonito nestes tempos de invenção da democracia brazyleira, que surjam perspectivas opostas, mesmo dentro deste movimento que acredito que pulsa mais forte que nunca no mundo todo, a Tropicália.

Percebi isso ao prefaciar a tradução em português crioulo = brazyleiro do melhor livro, na minha perspectiva, claro, escrito sobre a Tropicália: Brutality Garden, Jardim Brutalidade, de Chris Dunn, professor de literatura Brazyleira, na Tulane University de New Orleans.

Acho, diferentemente de Caetano, que temos em Lula o primeiro presidente antropófago brazyleiro, aliás Lula é nascido em Caetés, nas regiões onde foi devorado por índios analfabetos o Bispo Sardinha que, segundo o poeta maior da Tropicália, Oswald de Andrade, é a gênese da história do Brazil. Não é o quadro de Pedro Américo com a 1ª Missa a imagem fundadora de nossa nação, mas a da devoração que ninguém ainda conseguiu pintar.

Lula começou por surpreender a todos quando, passando por cima das pressões da política cultural da esquerda ressentida, prometeica, nomeou o Antropófago Gilberto Gil para Ministro da Cultura e Celso Amorim, que era macaca de Emilinha Borba, para o Ministério das Relações Exteriores, Marina Silva para o Meio Ambiente e tanta gente que tem conquistado vitórias, avanços para o Brasil, pelo exercício de seu poder-phoder humano, mais que humano.

Phoderes que têm de sambar pra driblar a máquina perversa oligárquica, podre, do Estado brasileiro. Um estado oligárquico de fato, dentro de um Estado Republicano ainda não conquistado para a “res pública”. Tudo dentro de um futebol democrático admirável de cintura. Lula não pára de carnavalizar, de antropofagiar, pro País não parar de sambar, usando as próprias oligarquias.

Lula tem phala e sabedoria carnavalesca nas artérias, tem dado entrevistas maravilhosas, onde inverte, carnavaliza totalmente o senso comum do rebanho. Por exemplo, quando convoca os jornalistas da Folha de S. Paulo a desobedecer seus editores e ouvir, transmitindo ao vivo a phala do povo. A interpretação da editoria é a do jornal e não a da liberdade do jornalista. Aí , quando liberta o jornalista da submissão ao dono do jornal, é acusado de ser contra a liberdade de expressão. Brilha Maquiavel, quando aceita aliança com Judas, como Dionísios que casa-se com a própria responsável por seu assassinato como Minotauro, Ariadne. É realmente um transformador do Tabu em Totem e de uma eloquência amor-humor tão bela quanto a do próprio Caetano.

Essa sabedoria filosófica reflete-se na revolução cultural internacional que Lula criou com Celso Amorim e Gil, para a política internacional. O Brasil inaugurou uma política de solidariedade internacional. Não aceita a lógica da vendetta, da ameaça, da retaliação. Propõe o diálogo com todos os diabos, santos, mortais, tendo certa ojeriza pelos filisteus como ele mesmo diz. Adoro ouvir Lula falar, principalmente em direto com o público como num teatro grego. É um de nossos maiores atores. Mais que alfabetizado na batucada da vida, lula é um intérprete dela: a vida, o que é muito mais importante que o letrismo. Quantos eruditos analfabetos não sabem ler os fenômenos da escrita viva do mundo diante de seus olhos?

Eu abro meu voto para a linha que vem de Getúlio, de Brizola, de Lula: Dilma, apesar de achar que está marcando em não enxergar, nisto se parece com Caetano, a importância do Ministério da Cultura no Governo Lula. Nos 5 dedos da mão em que aponta suas metas, precisa saber mais das coisas, e incluir o binômio Cultura & Educação.

Quanto a Marina Silva, quando eu soube que se diz criacionista, portanto contra a descriminalização do aborto e da pesquisa com células-tronco, pobre de mim, chumbado por um enfarte grave, sonhando com um coração novo, deixei de sequer imaginar votar nela. Fiz até uma cena na Estrela Brasyleira a Vagar – Cacilda!! para uma personagem, de uma atriz jovem contemporânea que quer encarnar Cacilda Becker hoje, defendendo este programa tétrico.

Gosto muito de Dilma, como de Caetano, onde vou além do amar, vou pra Adoração, a Santa adorada dos deuses. Acho a afetividade a categoria política mais importante desta era de mudanças. “Amor Ordem e Progresso.” O amor guilhotinado de nossa bandeira virou um lema Carandiru: Ordem e Progresso, só.

Apreendi no livro de Chris Dunn que os americanos chamam esta categoria de laços homossociais, sem conotação direta com o homoerotismo, e sim com o amor a coisas comuns a todos, como a sagração da natureza, a liberdade e a paixão pelo amor energia, santíssima eletricidade. Sinto que nessas duas pessoas de que gosto muito, Caetano e Dilma, as fichas da importância cultural estratégica, concreta, da Arte e da Cultura, do governo Lula, ainda não caíram.

A própria pessoa de Lula é culta, apesar de não gostar, ainda, de ler. Acho que quando tiver férias da Presidência vai dedicar-se a estudar e apreender mais do que já sabe em muitas línguas. Até hoje ele não pisou no Oficina. Desejo muito ter este maravilhoso ator vendo nossos espetáculos. Lula chega à hierarquia máxima do teatro, a que corresponde ao papa no catolicismo: o palhaço. Tem a extrema sabedoria de saber rir de si mesmo. Lula é um escândalo permanente para a mente moralista do rebanho. Um cultivador da vida, muito sabido, esperto. Não é à toa que Obama o considera o político mais popular do mundo.

Caetano vai de Marina, eu vou de Dilma. Sei que como Lula ela também sente a poesia de Caetano, como todos nós, pois vem tocada pelo valor da criação divina dos brazyleiros. Essa “estasia”, Amor-Humor, na Arte, que resulta em sabedoria de viver do brasileiro: Vida de Artista. Não há melhor coisa que exista!

Lula faz política culta e com arte. Sabe que a cultura de sobrevivência do povo brasileiro não é super, é infra estrutura. Caetano sabe disso, é uma imensa raiz antenada no rizoma da cultura atual brazyleira renascente de novo, dentro de nós todos mestiços brazyleiros. Fico grato a Caetano ter me proporcionado expor assim tudo que eu sinto do que estamos vivendo aqui agora no Brasil, que hoje é um país de poesia de exportação como sonhava Oswald de Andrade, que no Pau Brasil, o livro mais sofisticado, sem igual brazyleiro canta:

“Vício na fala

Pra dizerem milho dizem mio

Pra melhor, dizem mió

Para telha, dizem teia

Para telhado, dizem teiado

E vão fazendo telhado”

Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Mídia, Política Tags: , , , , ,

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222 comentários para “O país da tropicália”

  1. rodnei disse:

    Nassif,
    faltou acrescentar no post que o texto é d autoria de Zé Celso Martinez Corrêa.

  2. Edivaldo Dias de Oliveira disse:

    De quem diabos é esse texto? Zé Celso, Juca? Onde termina sua intervenção e começa a do autor?

    Não me vá dizer que é voçe, antropofagado?

  3. Jorge Luiz disse:

    Hallelujah!!

  4. Ainda não sei o que dizer!! Eloquente, sem trema, ou um libelo pró-Lula? Dilma e Caetano no mesmo saco?
    É ou não é geleia-geral?
    Ê bumba iê iê boi…

  5. anarquista disse:

    Quequé isso?

    essa notícia é do tempo das cavernas.

    Sobre Caetano:

    Não há registro que nenhum poeta e compositor,adentrou na política de maneira eficaz e realista e com eficiência.

    Ser poeta,significa sonhar o impossívelE tentar construir uma ponte pra alcançar.

    Ser político,significa construir uma ponte com palavras e não edifica-la.

    E como pode um poeta ser construtor de realiDADES? Ele é apenas um arquiteto de sonhos.

    Caetano, ainda que pese seus comentários políticos, está um pouco MENOS abaixo que GilbertoGil.

    Dois arquitetos de sonhos querendo palpitar na realidade.

    Ou uma coisa ou outra.

  6. Paulo Cezar disse:

    O estadão publicando isso ? Alguma coisa tem.

    • Sanzio disse:

      Eu acho que, por causa de frases pinçadas do texto, como a que diz que Lula não gosta de ler, ou que é o palhaço, o estagiário achou que o artigo era contrário ao presidente. E aí se deu mal, vai tomar uma bronca do chefe.

    • Cássio disse:

      E Caetano… sobre seu espanto diante da “edição” da frase, da utilização da manchete… que o Estadão fez questão de frizar…
      Não foi Caetano que (sobre entrevistas) teria dito “dou prá quem eu quero!” há alguns anos atrás?
      Então deu pro Estadão por que quiz. Agora vem com essa de moça enganada!

  7. Claudio Oliva de Lyra disse:

    Nossa, que texto horrososo esse, hein? Não é por nada não. Arre!

  8. Alexandre Leite disse:

    “Quantos eruditos analfabetos não sabem ler os fenômenos da escrita viva do mundo diante de seus olhos?”

    só ler isso já valeu o artigo todo.

    • José A. Matelli disse:

      Putz, eu ia comentar exatamente isso. E acrescentar que associei Diogo Mainardi à imagem do erudito analfabeto.

      • Mário Mota disse:

        Matelli,

        Eu pensei em FHC. Com pureza d’alma! E mais: FHC consegue ser erudito analfabeto em várias línguas!

        Sds Soteropolitanas,

        Mário

      • Moita disse:

        Estás dando muito crédito ao sujeito. Trata-se apenas do bobo da corte.

  9. Francisco disse:

    Brilhante texto, Nassif. Mas quem é seu autor?

  10. Professor Chapatim disse:

    Elogio a Lula no estadao?

  11. humberto luiz da costa pereira disse:

    de quem é esse texto?

  12. Ivan Moraes disse:

    Isso tudo por “analfabeto”?!

    Pois pode dizer pro estadao que eu quero liderar um golpe de estado contra Lula e que jamais aceitarei Dilma como bem-amada e eterna presidente do Brasil. ISSO NAO!

    • Maria Isabel disse:

      Por que Ivan?

      • Ivan Moraes disse:

        Porque, porque, porquepurkêpurkêpurkêpukêpkêpkêpkê…

        Pkê Dilma eh amiga de analfabeto publicamente acusado de ser competente e publicamente acusado de fazer o PAC!

        (nossa, quase nao lembrei! Essa foi dificil!)

      • Juliano Santos disse:

        Porque.o.Ivan.Moraes.é.meio.José.Celso
        o.teatrólogo.antropofágico.da.blogosfera

  13. Regina disse:

    Nassif, este texto é do José Celso Martinez? Faltou dizer o nome do autor. Gostei muito!
    Gostaria também do link para ler o artigo do Juca Ferreira citado no primeiro parágrafo, é possível?

  14. Paulo disse:

    O texto é excelente, mas o município de Caetés fica distante do local onde o Bispo Sardinha foi devorádo pela tribo dos Caetés. Caetés fica no agreste pernambucano, no Planalto da Borborema, é vizinha de Garanhuns, e distante uns 250 Km de Recife, enquanto a tribo habitava os litorais de Pernambuco e Alagoas.

    • Edmundo Adôrno disse:

      Olá Paulo,
      O Zé faz uma profissão de fé dessas, e você ainda quer que ele seja bom em geograffia?
      SÓ VOTO EM DUAS PESSOAS: EM LULA OU EM QUEM ELE MANDAR.
      Abraços.

      • Jam disse:

        Oi, Adôrno,
        Eu só voto em político honesto…vou continuar anulando meu voto!!

  15. jr fidalgo disse:

    Está faltando a assinatura do Zé Celso no texto.

  16. Victor Lisboa disse:

    Nassif, faltou “assinar” o texto. É José Celso Martinez Corrêa, minha gente, um dos nossos últimos antropófagos genuínos, infelizmente. Nós, que chegamos depois dele, somos apenas impostores (mas talvez, por isso, ainda mais antropophágicos).

    Como um comentador do Estadão disse, muitos não entenderão a mensagem de José Celso. Considero esse um dos mais belos textos sobre a pessoa de Lula. A brazylidade digerindo nosso Presidente – e que honrosa deglutição!

    Caetano, nesse episódio, teve mais sorte que juízo. Não fosse pelo texto de José Celso, os descuidados comentários de Caetano sobre Lula seriam apenas um incidente infeliz na história do artista. Agora, aquelas adjetivações agressivas entrarão para a memória nacional como o mal necessário para que José Celso escrevesse tão preciosa peça! Só por isso, já valeu.

    • Ivan Moraes disse:

      Ainda tou esperando entender o que eh “brazylidade”!

      • Victor Lisboa disse:

        É crítica-deboche-elogio. Comemos o que vem de fora e mal digerimos, defecando o que vai para fora e volta. E nessa comilança assimilamos até a imagem que fazem do Brasil lá fora, o “Brazil” – ou, para ressaltar ainda mais uma afetação grosseira, infantil e deslumbrada com o que é alienígena, o “Brazyl”, com o ipsilone intrometido, convidado ao nosso alfabeto pela reforma ortográfica.

      • Wu Ming disse:

        É a mesma coisa que crosstalk…

      • Sanzio disse:

        É uma mistura de garlic with bugarlic.

      • Clever Mendes de Oliveira disse:

        Ivan Moraes (10/11/2009 às 15:54),
        Já contei aqui no blog sobre um artigo de Evaldo Cabral de Mello, historiador e irmão de João Cabral de Mello Neto, e que no artigo dizia que não fazia sentido o termo pernambucalidade. Como ele era diplomata e devia fazer pesquisas em bibliotecas e como para um poliglota as bibliotecas do mundo todo se parecem, eu dizia que para ele não fazia sentido o termo pernambucalidade. Ele era também vaidoso e imaginando irmão de João Cabral ele certamente pensava que se João Cabral de Mello Neto tivesse nascido no Rio Grande do Sul, teria escrito “Morte e Vida Severina”. Para um rato de biblioteca e vaidoso como ele só, pernambucabilidade é termo que realmente não existe.
        Não sei se rato de internet é a mesma coisa de rato de biblioteca, mas você não me parece vaidoso, assim é de pensar que já entendeu o que é “brazylidade”. Depois você paga a gorjeta pela aula, mas como eu não sou professor, eu quero uma bem gorda que dê até para regurgitar.
        E saiu mais curto, a seu gosto. É para cobrar mais caro. Se fosse maior, você já pagaria com o sacrifício da leitura. É melhor para bem aqui, caso contrário você vai querer fazer algum abatimento na gorjeta e eu como bom mineiro não deixo por menos. É claro que tudo fica mais difícil de explicar se você ja incorporou a música de Caetano Veloso “Diamante Verdadeiro” na parte que diz:
        “Pois todo toque do que você faz e diz
        Só faz fazer de Nova Iorque algo assim como Paris”
        Se for assim, não há “brazylidade” que sobreviva.
        Eu disse incorporou a música? Eu queria dizer ficou um cosmopolita aculturado como o seu ex- presidente FHC.
        Clever Mendes de Oliveira
        BH, 10/11/2009

        • Ivan Moraes disse:

          Kkkkkkkk… Valeu, Clever!

          O “z” nao me incomodou, foi o “y” que eu nao entendi e achei que houvesse uma razao –uma referencia cultural que eu nao estava entendendo– pra ele. Uma vez saiu um filme aqui com o titulo “Amerika”. Somente mezes mais tarde foi divulgado que ja havia outros 2 filmes com o mesmo nome.

          Gostei do “crítica-deboche-elogio” do Vitor: eh um “critíchio” ou um “cribógio”?!

      • Clever Mendes de Oliveira disse:

        Ivan Moraes (10/11/2009 às 15:54),
        Se for pagar, não esqueça de pagar dobrado ao Victor Lisboa (10/11/2009 às 16:28), pois a aula dele tem mais tutano, ainda que discorde dele em relação ao ipsilone que, a meu ver, intrometeu-se antes da reforma.
        Clever Mendes de Oliveira
        BH, 10/11/2009

  17. Maria Beatriz Coelho disse:

    Faltou o crédito do Zé Celso.

  18. eduardo disse:

    Martinez comeu o caetano e cagou idéias coloridas, antropofagicamente falando.

    • Paulo Cezar disse:

      hahahahahahahahahahahahahahaahahahahhaha

      ÓTIMA !!!! !

      AUAHUAHAUHAUAHUAHAUHA

    • Alexandre Leite disse:

      Acho que vc foi quem mais entendeu o texto meu caro …

    • camargoe disse:

      quem já ouviu o Ze Celso falando consegue entender, meio mais ou menos, o que ele escreve… ou como diz Caetano, ou não?

  19. oscar disse:

    O texto é um palavrório insípido e inodoro. Pode ser que
    algum intectual consiga extrair daí alguma coisa que se
    aproveita. Estou ansioso pelos demais comentários e
    se for o caso , pasmarei.

    • Alexandre Leite disse:

      Oscar, o texto é uma charada, labirintos, cheia de metáforas antropofágicas/tropicalistas; é um grande tapa de luva de pelica no compositor de Santo Amaro.

      Caetano se ler, vai entender que não pode ser mais ‘radical defensor da língua pátria’ e menos tropicalista.

  20. Antonio Carlos. disse:

    Vc é realmente um genio e grande conhecedor da cultura brasileira, se existe algum poeta neste mix , este é vc
    Parabens mais uma vez por este texto maravilhoso.
    Um abraço

  21. Sílvia Gomes disse:

    Foi o Zé Celso quem escreveu esse texto?

  22. Elder disse:

    Eu também vou votar na Dilma. Agora o Caetano não erra só na interpretação dos fatos ou do momento político que vivemos, ele é um conservador, e pronto. Ele é recalcado e populista, gosta de ser o centro das atenções e quando não consegue dá uma entrevista soltando algumas beteiras como as últimas. O que é mais absurdo é que o Caetano passou 16 anos abraçado com o ACM aqui na Bahia, vendo o sujeito dilapidar o estado da forma mais cretina e não deu um piu. O carlismo deixou a Bahia em 2006 com índices de analfabetismo alarmantes e o caetano se calou, agora larga essa.

    • Ivan Moraes disse:

      “também vou votar na Dilma”: nao, nao pode! Isso eu nao admito! Ainda mais agora que ela quer Caetano de vice!

      (
      Antonio: se nao fosse texto de direita escrito por direitista para o deleite de seus intelectuaiaiais, nunca chegaria a ser publicado, muito menos imediatamente depois de um das maiores gafes da vida publica de Caetano.

      Lembrete ao Caetano Veloso: da proxima vez, “I am sorry” eh suficiente, “Eu errei” tambem.
      )

  23. oswaldo j. baldo disse:

    Eu só gostaria de escrever um paragrafo só, estaria extremamente satisfeito, não tendo essa capacidade e essa cultura toda, agradeço muito por poder ter lido e se me permitir co autor.

  24. Zepel disse:

    Muito bom. Quem escreveu isso?

  25. Malú Costa disse:

    Zé Celso é o mais lúcido e o mais amado dos artistas do Brasil. Se confunde com o próprio Brasil, em corpo e alma.

  26. Rita Schultz disse:

    A tropicália fez seu telhado que não é de cristal e o artigo é uma prosa poética da história moderna do pau brasil oswaldiano. Brazyleiro que se preza tem vício na fala mas não no voto. Daqui da república do pão-de-queijo, humabração procês! Mondbeijos!

  27. Marco Nascimento disse:

    Jack Palance, ou melhor, “Caê” , em artigo, explica fala sobre Lula. Conteúdo em http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_3/2009/11/10/em_noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=135384/em_noticia_interna.shtml

  28. maria coelho disse:

    Nassif e demais colegas, muito bacana esse artigo do Zé Celso. São várias as sacadas que merecem ser repassadas, mas a dos laços homossociais para explicar a nossa exacerbação afetiva, é demais.
    Viva Zé Celso!
    Já o vi em uma oficina de teatro fazendo Dionísio e o início do teatro grego que foi a maior aula de teatro que tive na vida. E isso porque fiz teatro do oprimido com Boal em Portugal.
    Abraços, Maria Coelho

    • luka disse:

      Laços homossociais é sensacional. É a primeira explicação convincente que vejo em se tratando do nosso modo de se relacionar.

  29. Nilson Fernandes disse:

    É realmente, com diria o Chacrinha. VAMOS FAZER UM TEIADO DE TEIA.

  30. luka disse:

    Faltou

    José Celso Martinez Corrêa

  31. Nilson Fernandes disse:

    a tropicalha é uma salada de foia.

  32. Nilson Fernandes disse:

    É Caetano pelo que Gil falou é bom você “negoceiá ” com o Lula. Se tá f…………..do

  33. Fernando Trindade disse:

    Nassif, salvo engano você não registrou que o artigo acima é do Zé Celso. No final do artigo achei o estilo parecido e confirmei no Estadão.

    Mas indo ao que mais interessa. Que texto bonito!
    Sem dúvida que o Governo Lula também não deixa de ser o tropicalismo na política brasileira. Zé Celso está certíssimo.
    (Discordo apenas da parte em que diz que o problema da Marina é o criacionismo. Não, isso é absolutamente secundário: o povo brasileiro faz uma feijoada antropofágcia com os criacionistas e cientificistas – opostos só na aparência – e os digere muito bem, sem hepatovix).
    O problema da Marina é o nítido passo para o lado do elitismo que ela parece (não é certo ainda) der dado.

    Saudades de Oswald; saudades de Glauber.

    E, por fim, que bom Zé Celso ter trazido a baila o livro Pau Brasil, de Oswald (atenção, é de 1925!).
    Esse livro em tudo a ver, inclusive com o momento que o País vive. Vão abaixo mais dois poemas do Pau Brasil:

    Erro de Português

    Quando o português chegou
    Debaixo de uma bruta chuva
    Vestiu o índio
    Que pena!
    Fosse uma manhã de sol
    O índio tinha despido
    O português.

    E o meu favorito, que conheci via Silviano Santiago e que mostra bem a arrogância e o reacionarismo das elites brasileiras ao confrontar até Pedro II, que então flertava com a Abolição:

    senhor feudal

    Se Pedro Segundo
    Vier aqui
    Com história
    Eu boto ele na cadeia

  34. Anonimo dos Santos disse:

    Nassif

    Bonitinho, mas ordinário!

    O que eu louvo, até por quê o Caetano tem uma história que merece respeito, mas acho que você poderia ser menos condescendente.

    O cara foi quase chulo, desrespeitoso e preconceituoso. Ele merece o VAREIO que levou, e não uma passada de mão na cabeça!

    É minha opnião! sei lá se sei, mas saberei que você saberá!…

  35. geraldo vida disse:

    Afinal, de quem é esse texto?

  36. antonio rodrigues disse:

    O post não esta assinado e certamente não foi escrito pelo Nassif. Não é o seu estilo.

    Tem toda a cara de ser coisa do Jose Celso, outro da direita, fantasiado de vanguardista. Mais reacionario que ele so o seu colega Gerald Thomas, que graças a Deus esta longe.

    E como não ha mais discussão nesse pais, o Ze Celso fala a besteira que quiser que sera aplaudido e ecoado. Continuara visto como um “genio”.

    O Caetano é continuara julgar quem é culto e quem não é. O Gil passou a ser alguem que balançou o mundo com uma fantastica revolução cultural. Ahumanidade parou quando ele tocoubumbo na ONU. A tropicalia continua influenciando o planeta. E o novo ministro esta certo em dar dinheiro publico para show de Ivete Sangalo, porque afinal ele não é “Madre Teresa de Calcuta para patrocinar artistas sem sucesso”.

    Fico imaginando ate onde um pais tão rico culturalmente, podera conviver com tanta besteira fantasiada de cultura e inteligencia. Segundo o ministro, o governo vai distribuir milhões ao povo “para a cultura”. Financiaremos entradas para shows de Ivetes Sangalos para os pobres ficarem ainda mais cultos. E tudo isso acontece na terra do Machado de Assis, do Drumond, do Tom. Que tristeza. Que lamentavel.

    • luisnassif disse:

      José Celso, sim. Já foi colocado o autor.

    • André Rezende disse:

      Que injustiça,,,
      Zé Celso de direita…nunca foi..
      nem na política nem na estética

      se for assim Augusto Boal também entra na roda dos de direita,,,esta gente está acima

      • antonio rodrigues disse:

        Andre Rezende:

        O Ze Celso hoje é apenas de direita. Ja foi de ultra direita. Creio que se voce conversar particularmente com ele, não vai negar. Alias nesse proprio texto, se voce ler com mais atenção acabara descobrindo. Não consegue esconder totalmente sua ideologia atras dos seus velhos truques malabaristicos de linguagem. Alias, voce acha que o estadão da esse espaço todo a toa ?

        • Juliano Santos disse:

          Essa.fama.de.ser.de.direita
          não.é.porque.ele.já.apoiou.o.Maluf?
          mas.acho.que.esse.apoio
          foi.porque.o.Maluf.reformou.e.deu.patrocínio
          ao.teatro.Arena,
          não.foi?

        • Gunter disse:

          Em algum momento temos que distinguir pensamento conservador de direita festiva. Ainda que o segundo canibalize o primeiro.

  37. fábio disse:

    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………………………Nassif..?
    ……………………………………………………………………………………………….
    ………………………………………………………………………………………………..
    ………………..O texto está muito longo,…e meio chato.
    ……………………………………………………………………………………………….
    …………………Não conseguí chegar nem na metade.
    ……………………………………………………………………………………………….
    ……………………………………….E quanto a ,
    ………………………………….tiavó da tropicalha,
    ………………………………………o famigerado,
    …………………………………………. Caetano,
    ……………………………………………….só
    …………………………………….. uma coisa me
    ……………………………………………conforta,
    …………………………………………ao ver suas,
    …………………………………………………………………………………………………
    ………………………….. pôdres posições políticas.
    …………………………………………………………………………………………………
    …………………………..É saber que ele apanhou no
    …………………………………….PAU de ARARA,
    ……………………………………na época do gólpe.
    …………………………………………………………………………………………………
    ………………………………………..BEM FEITO.
    ………………………………………………………………………………………………..
    ………………………………………Apanhô pôuco.
    …………………………………………………………………………………………………
    ………………………………………………………………………………………………..

  38. Luciano Prado disse:

    Pelo brilhantismo, só podia ser mesmo do Zé Celso.

    Show!

    Poderia enaltecer frase por frase, mas fico com esse simbolismo:

    “Lula é um escândalo permanente para a mente moralista do rebanho.”

  39. Sr.G disse:

    Quem escreveu ?
    e porque nós brasileiros agora temos ipsilongue ?
    Essa tentativa de conciliar o Caetano com o Lula está prá lá de Marrakech.

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