iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
09/11/2009 - 19:30

O recuo da Uniban

Por sergio g

A unitaliban recuou!

Esses caras não sabiam que existe a blogosfera?

Ficou lindoooooo!

http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u649827.shtml

Uniban revoga decisão de conselho que expulsou aluna hostilizada por vestido curto

LAURA CAPRIGLIONE

da Folha de S.Paulo

da Folha Online

A Uniban (Universidade Bandeirante) revogou no início da noite desta segunda-feira a decisão do conselho universitário que expulsou a aluna Geisy Arruda, 20, hostilizada após usar um vestido curto. A decisão foi anunciada em nota, porém, não traz detalhes sobre o que fez a reitoria mudar de ideia. Leia a nota abaixo:

“O reitor da Universidade Bandeirante – Uniban Brasil, de acordo com o artigo 17, inciso IX e XI, de seu Regimento Interno, revoga a decisão do Conselho Universitário (CONSU) proferida no último dia 6 sobre o episódio do dia 22 de outubro, em seu campus em São Bernardo do Campo. Com isso, o reitor dará melhor encaminhamento à decisão.”

Geisy foi xingada nos corredores da universidade no último dia 22 por usar um microvestido rosa. O tumulto foi filmado e os vídeos acabaram na internet. A aluna, que está no primeiro ano do curso de turismo, parou de frequentar as aulas após a confusão e, neste fim de semana, foi expulsa.

O anúncio da expulsão foi publicado em jornais de São Paulo neste domingo (8), e a aluna afirmou ter sido comunicada pela imprensa. Na nota do fim de semana, a Uniban informou que a medida foi adotada após “flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade” por parte da aluna.

Mais cedo, os advogados da estudante procuraram a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), para pedir a abertura de um inquérito policial sobre o caso. O inquérito foi instaurado e, ainda segundo os advogados, há indícios de que tenham havido sete crimes: difamação, injúria, ameaça, constrangimento ilegal, cárcere privado, ato obsceno e incitação ao crime.

Em entrevista concedida na tarde de hoje, o advogado de Geisy afirmou que “a sindicância [feita pela universidade] mostrou a todo tempo que o objetivo era encontrar um culpado, que era a Geisy”. Ele disse ainda não ter tido acesso aos depoimentos dos alunos ouvidos na sindicância, que comparou a um “tribunal nazista que transformou a vítima em algoz”.

Procurado pela Folha Online no início da noite, Melo afirmou desconhecer o anúncio da revogação da expulsão, e disse que não iria comentar a nova decisão enquanto não fosse formalmente comunicado.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:

167 comentários para “O recuo da Uniban”

  1. peregrino disse:

    Já que reverteu, fdeu-se…
    moça estigmatizada, advogado fala de sortes grandes e diretores da uniban descobrem o preço da ignorância.
    Ciclo fechado…a não ser, é claro, que alguém apareça no Jornal Nacional para dizer que a moça tem mais é que suportar os danos da atitude deselegante ao se exibir provocante

  2. sergio disse:

    O professor (?) Belluuzzo é dono de um currículo acadêmico dos mais robustos do Brasil.
    Fosse, ele, professor da UNIBAN o vocabulário de seus alunos, seria muito mais “fino”(????). A menina, que desagradasse ao emérito Baluarte, jamais seria tratada por Puta.
    A Academia reserva, nesses casos, adjetivos muito mais Doutos: canalha, sem vergonha, crápula, safada. “A linguagem de alguém com lustro é de outro nível. Anos na Europa e nas Américas fazem diferença”.
    Vamos reconhecer o problema não é de erudição, é de educação.

  3. donny disse:

    e cotas para negros na Klan Kluz ban nem pensar!!!!

  4. Hell Back disse:

    Só os fundamentalistas da moda e da religião, é que acham que vestido curto para certas ocasiões, “não cai bem”. Mas convenhamos, vai depender muito do ambiente em que o mesmo será usado. No caso da Uniban, acho que o ambiente era meio “Talibã”, por assim dizer. No caso da Geyse, a mesma deveria ter feito um estudo preliminar antes de ter aparecido com o dito vestido. A nossa sociedade é muito hipócrita, e minha opinião pessoal, cada um vai como quer e ninguém tem nada com isso! Democracia não é só um amontoado de teses e teorias, e como cidadãos temos que fazer valer os nossos direitos, sejam eles quais forem.

  5. Marta Macedo disse:

    Este caso é muito interessante e serve como exemplo de como um conjunto de atitudes estúpidas pode detonar uma instituição de ensino, que em todo o caso, já não tinha lá muita credibilidade mesmo.

    Em primeiro lugar duvido que estes alunos tivessem feito toda aquela baderna por causa da minissaia da moça, ou como alegaram, porque ela tentava se exibir com uma roupa inadequada para o local. Eles fizeram a baderna porque eles queriam zoar, porque queriam tirar um barato da moça, porque não tinham o que fazer, porque estudam em uma instituição que não tem regras e não tem comando.

    Para os alunos, ela seria um alvo ideal do escape para as suas frustrações juvenis. O que eles não esperavam é que esta zoeira tomasse o rumo e a proporção que tomou.

    Agora para proteger a instituição que estudam, e como forma de tentar valorizar o próprio currículo, tentam por a culpa na vítima que anteriormente eles elegeram como instrumento de escárnio.

    Se estivessem preocupado com a instituição não teriam colocado o vídeo de tudo no Youtube, que para mim é a prova máxima da babaquice desta turma, mas como estavam mais preocupados em se exibir acharam mais legal que a brincadeira de zoar a moça ficasse pública e ainda registrada. Agora tentam reverter a péssima repercussão acusando a moça, e para isso, usam de um falso moralismo que não combina com a atitude que vejo todos os dias vindo da maioria dos jovens de hoje.

    O apoio que estes alunos deu para a Uniban expulsar a moça, nada mais é do que fruto da preservação da própria pele. Acreditam os alunos e a própria Instituição que expurgando a moça dali tudo ficaria resolvido e a vida voltaria ao normal. Esqueceram que o cadáver já estava no armário, e pior, fedendo.

    O que lamento desta história toda é ver que estes alunos não aprenderam nada com os sucessivos erros que o fato multiplicou. Dói mais ainda, é ver que entre os críticos mais ferrenhos e preconceituosos da moça, estão várias mulheres.

    E para quem é religioso, mais especificamente cristão. Lembrem daquela passagem bíblica onde Jesus diz: “Atire a primeira pedra quem nunca pecou?”.

    Ainda bem que Jesus não estava na Uniban naquele dia! Talvez fosse o primeiro a levar pedrada e ainda com registro disso tudo no Youtube.

  6. Luiz Oliveira disse:

    Agora a estudante tem que sair processando a “faculdade mac donalds” dela em tudo que for possível…….Que desastre de “facurdade”.

  7. Julia disse:

    Não seria surpresa descobrir que os componentes deste Conselho Universitário se “formaram” na Uniban…O que será que esta “Universidade” está oferecendo à sociedade? Daqui a pouco teremos mais índios incendiados, garçons espancados, prédios de areia desmoronando, dentes sendo arrancados sem motivo, “profissionais” humilhando os que não podem se defender, médicos cometendo erros crassos, verbas sendo desviadas sem peso na consciência, eleitores votando em malufs, collors, montes e congêneres….Quem de nós será a próxima vítima?

  8. Emil van Huerter disse:

    Nao me parece que estejamos assistindo um cenario de tragedia onde uma pobre virgem esteja sendo acossada por uma massa de machistas insanos que a desejam sacrificada para barbaras fornicaçoes. Ela eh brasileira, sabe muito bom com que tipo de homens esta tratando. Aqui nao estamos na Finlandia ou na Suecia! Aqui a democracia social, racial e sexual eh um conto da carochinha. Ela mesma reconheceu sua irresponsabilidade, pois criou condiçoes para que o barbarismo, coberto por roupas e tenis de marcas, aflorasse da pouca profundidade onde jaz.

    • Tiago disse:

      ???????????????????????????????????

      Na Suécia pode, aqui não, locupletemo-nos todos e danem-se os prejudicados?

      Aqui estamos no Brasil, uma democracia, um lugar com leis contra barbaridades como a que ocorreu na Universidade. Barbarismo é justamente quando a liberdade é cerceada, quando um linchamento é culpa da vítima e só parte da bem conhecida paisagem.

      ???????????????????????????????????

  9. Marcel A.G. disse:

    Eu só queria esclarecer em que nenhum momento eu defendi a Uniban ou os alunos. Uma coisa é justificar a atitude, outra coisa é tentar compreender o fenômeno.
    O que eu não concordo é dizer que a aluna pode se vestir como bem entender. Mesmo que pudesse, não deveria.
    Estamos falando de uma universidade… bom, pelo menos onde eu estudei, eu nunca vi mulheres trajadas com esse tipo de modelito.
    Mas enfim, é fácil simplificar a argumentação. Uma coisa é justificar o injustificável, coisa que não se pode fazer. Outra coisa é levantar os ‘porquês’. Isso ocorreria em outra universidade? De repente os alunos da Uniban se tornaram Talibans? Por quê? É uma Universidade ‘popular’, de alguma forma isso explica o comportamento?
    Já tem aluno preocupado com a mancha no nome da universidade(agora estragou mesmo)… covarde a atitude da Uniban, dos alunos, etc e talvez a faculdade esteja mentindo… de qualquer forma, na minha humilde opinião, a moça não deveria se portar daquela maneira e a faculdade antes de tudo deveria ter evitado que ela frequentasse as aulas assim, para o bem de todos.
    Seria tão mais simples.

    “Em Roma, como os romanos”.
    (Ou no Afeganistão…)

    E o problema continua, os alunos da Uniban não gostaram do protesto dos ‘esclarecidos’ membros da UNE.

    É…

    É melhor tentar ir mais a fundo no problema e verificar as variáveis.
    Caso contrário a ‘blogosfera’ tornar-se-á uma espécie de autocracia, em que você não pode levantar as questões fora da linha ‘padrão’… pior, daqui a pouco tem marcam como amigo do PIG, machista, reacionário, etc

    abraços

    • Daniel Campos disse:

      Marcel, Não estou defendendo que a moça “podia se vestir como bem entendesse” e provavelmente é a posição de outros comentaristas aqui.

      O problema é o que aconteceu e o como aconteceu. Por exemplo? Se a diretoria da Uniban fosse mais competente, teriam simplesmente chamado a aluna para conversar, e reservadamente, informado que ela estaria se vestindo de forma inadequada e teriam pedido então para ela voltar para casa (podiam até abonar a falta para evitar que ela achasse que precisava ficar) e trocar de roupa. Isso teria resolvido a questão de forma civilizada.

      Mas não, o que se viu foi de uma omissão incrível da diretoria e de uma selvageria inpensável por parte dos alunos, e depois conseguiram a proeza de errar ainda mais expulsando a moça e “passando a mão na cabeça” dos selvagens. E se não tivesse saído o caso em tudo quanto é midia, estariam até agora jurando que fizeram o certo, como o marido que ao descobrir que está sendo traído pela mulher no sofá da sala, joga fora o sofá e acha que isso resolve tudo.

      A universidade se manchou merecidamente ao meu ver, e provavelmente de forma letal para a sua existência.

      • Tiago disse:

        “teriam simplesmente chamado a aluna para conversar, e reservadamente, informado que ela estaria se vestindo de forma inadequada”

        Queísso?

        Em seguida, no seu cenário, a aluna deveria chamar a polícia e contratar um advogado.

        A diretoria, a universidade, eu ou você não temos nada a ver com como a moça se veste. Não tem nenhuma lei impedindo alguém de usar minissaia. Eu acho que é ilegal andar sem roupa nenhuma pela rua, agora minissaia, no país do biquíni fio-dental, francamente.

  10. Lauro Rocha disse:

    Daniel,

    Não seja ingênuo, por favor. Ninguém faz isso por causa de um simples vestido curto.

  11. [...] a revogação da expulsão da estudante Geysi Arruda da Universidade Bandeirante de São Paulo (a.k.a. UNIBAN ou UNIOBAN, para [...]

  12. MPimentel disse:

    A minissaia que virou São Paulo

    Juremir Machado da Silva (Correio do Povo 10/11/2009 – Porto Alegre)

    O futuro nunca está garantido. O caso da minissaia da guria da Uniban mostrou que estamos sempre a um passo da pré-história. Somos bárbaros com um verniz de civilização. Vivemos no limite. Que os paulistas são atrasados e machistas, no entanto, já se sabia. Basta lembrar que adoram brincar de faroeste caipira e usam aquelas botas e chapéus ridículos. Mas agora eles passaram do aceitável e arranjaram lugar perpétuo em quadros de humor. Ultrapassaram facilmente o machismo gaudério. Um estudante da Uniban alegou que as pernas da menina o impediam de se concentrar na aula. É o velho argumento da provocação. O corpo feminino tiraria os homens do sério e os faria perder a cabeça. Uma boa solução seria impor o uso da burca na Uniban. Poderia ser inventada a burca paulista, com filtro para poluição.

    A poluição maior, obviamente, é da cabeça de uma gurizada retrógrada e sem vergonha de expor o atraso mental. Outra solução seria mandar a gurizada da Uniban para um estágio no Rio de Janeiro, onde eles passariam seis meses só de calção e vendo milhões de garotas seminuas. O que eles fariam quando encontrassem uma mulher de biquíni na Visconde do Pirajá, em Ipanema, distante umas três quadras do mar? A Uniban agiu como os velhos diabolizadores da mulher: expulsou a serpente do campus. Teve de voltar atrás. Não teria sido mais justo mandar embora aqueles machistas que se comportaram como trogloditas ou talibãs? Aí doeria na conta da respeitável instituição. As meninas da Uniban deviam ter reagido cruelmente. Deviam ter ido às aulas de microssaia.

    A guria ficou 40 minutos num ônibus antes de sacudir a Uniban com seus bumbum provocador. A massa do coletivo comportou-se adequadamente. Já a turma universitária perdeu a compostura. Sinal dos tempos. Nossas elites já não se dão o respeito. As mulheres, pelo jeito, vão ter de voltar a queimar sutiãs nas praças visto que os homens estão querendo queimar minissaias nas salas de aula. Os machões da Uniban alegam que a guria ainda levantou o vestido ao subir uma escada para afrontá-los. Bem pensado, era a única coisa que podia fazer. Era a única arma de que dispunha para enfrentar uma horda de selvagens em disparada moralista carregada de hipocrisia.

    É incrível como uma calcinha ainda pode chocar o mundo. Em 2009, estudantes universitários ainda ficam embaixo da escada para se chocar com a visão “obscena” de um sexo sempre tão desejado. Bunda pode vender cerveja na televisão. Mas deve ser escondida nas universidades paulistas para evitar tumultos. É a crise dos 40. A crise dos 40 anos de 1968. Claro que os estudantes da Uniban nunca ouviram falar em maio de 68. Aposto, no entanto, que levam as namoradas para dormir em casa. Pelo jeito, no entanto, os guris da Uniban devem ser contra que suas irmãs levem os seus namoradores para dormir em casa. Afinal, homem da Uniban é homem. Mulher é outra coisa. Os guris da Uniban não poderiam olhar o ranking das universidades da Playboy. Tem mulher pelada. Que horror!

  13. Aldo Cardoso disse:

    No link abaixo uma sátira de como são as sensações e pulsações moralistas da nossa humanidade

    O Padre e a Pecadora

    - Padre, perdoa-me porque pequei (voz feminina)
    - Diga-me, filha, quais são os teus pecados?…”

    http://amigosdofreud.blogspot.com/2009/11/o-padre-e-pecadora.html

  14. Tiago disse:

    Onde eu estudei quase só tinha homem… se aparecesse uma mulher lá, de minissaia, de burca, de macacão, a gente jogava pétalas de rosa no chão, deitava na lama para ela passar, trazia suquinho no meio da aula e, fazia massagens nos pezinhos. Briga mesmo só ia ter mesmo para formar os grupos nas aulas de laboratório!

    (adaptado de um outro comentário que ouvi de um colega)

  15. Ivonildo Dourado disse:

    Nassif.
    Veja o comportamento da direita fascista que ainda vive em São Paulo. É impressionante e absurda o que diz esse senhor.
    http://www.youtube.com/watch?v=h4Eo4EimeRY

  16. Lauro Rocha disse:

    João Lucas,

    O fundamento mudou completamente. Talvez para você tenha sido o mesmo. Aí a deficiência é sua.

    Hoje em dia, com 30 segundos de pesquisa no Google, é fácil achar foto de mulheres (e homens, com homens, etc) mostrando a perseguida, fazendo sexo (…) em vários lugares públicos e privados. Você acha normal isso? Eu não acho. E desconfio que ela tirou essas fotos na faculdade, que estava sem calcinha, etc.

    Assim como uma mulher não pode mostrar a perseguida em um ambiente que não seja sua casa (motel ou afins), um homem também não pode mostrar o “bilau”. Não tem nada a ver com machismo. É a pessoa saber se vestir de acordo com o local.

    Tem gente fazendo comentários tão pífios que chega a dar pena. Chegaram até a falar dos biquinis da praia. Zorra, praia é lugar de mostrar o corpo, faculdade não.

    A questão é: quero ser do contra, reclamar do “sistema”…

  17. Paulo de Tarso disse:

    O destino é muito interessante, e a sorte escolhe as pessoas que tem muita estrela. O que o pessoal dessa faculdade fez, é inacreditável e inaceitável. A menina não tem nada a haver, é simples, é até gordinha. Tem muita gente que chamou ela de pt, que amanhã vai estar pedindo emprego e ou autógrafo para ela. Aproveita Geyise, não é todo dia que um bando de veados promove alguém dessa forma, aproveite e tire tudo que puder de todos e ganhe muito dinheiro, você merece.

  18. Celestino disse:

    Geisy! a população normal esta com voce. Não temas!
    Infelismente seu caso serviu para mostrar o carater dos “estudantes”… dessa instituição.

Deixe um comentário:

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

Os campos com * são de preenchimento obrigatório






Voltar ao topo