Chegando agora do jantar em apoio à ex-prefeita Luiza Erundina. Ela manda um grande abraço de agradecimento a todos vocês, pelo apoio dado. Diz ela que se não fosse a disposição do pessoal do Blog de divulgar o evento, não teria o sucesso alcançado. Estava tão lotado que perdi a oportunidade de jantar com duas irmãs, que não conseguiram comprar convites de adesão.
Agora, um pouco de paciência de quem postou comentários, porque são 450 para serem liberados.
Nassif, não me lembro de ter lido aqui, então vou recomendar o documentário “Alô, alô, Terezinha” que mostra, com emoção mas principalmente muito bom humor, uma pequena parte da estrela anárquica que foi o velho guerreiro, Chacrinha. Um documentário de mais de uma hora e meia que o público nem sente passar, pelo contrário, lamenta ao final não poder dar mais risadas… segue o trailer:
Poeta, cantor de rua,
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.
Se aí você teve estudo,
Aqui, Deus me ensinou tudo,
Sem de livro precisá
Por favô, não mêxa aqui,
Que eu também não mexo aí,
Cante lá, que eu canto cá.
Você teve inducação,
Aprendeu munta ciença,
Mas das coisa do sertão
Não tem boa esperiença.
Mas porém, eu não invejo
O grande tesôro seu,
Os livro do seu colejo,
Onde você aprendeu.
Pra gente aqui sê poeta
E fazê rima compreta,
Não precisa professô;
Basta vê no mês de maio,
Um poema em cada gaio
E um verso em cada fulô.
Falando em terremoto musical, me lembrei do tremelique do Caetano outro dia sobre o Lula. Pois bem, ele já disse que não disse o que disse, ou que não quis dizer o que disse ao querer dizer o que não disse, ou…
Tá no blog do Azenha:
Caetano diz que Lula é “brilhante”
Atualizado e Publicado em 09 de novembro de 2009 às 18:25
Em entrevista hoje, Caetano Veloso diz que não pretendia ofender o presidente Lula na entrevista que concedeu ao Estadão. Um trecho:
Essa entrevista que saiu no Estadão deu a impressão, do jeito que tá escrito aí, que eu tava falando de uma maneira grosseira, como se eu quisesse ofender Lula. Mas, de jeito nenhum. Primeiro, as coisas que eu falei dele não são ofensivas. Eu apenas estava fazendo uma comparação. E, depois, eu apenas me referi a essas características porque são características que ele tem e que a Marina não tem.
O terremoto de 6,7 de magnitude que atingiu a Indonésia neste final de semana, teve o epicentro no Brasil, mais precisamente no bairro da Liberdade, em São Paulo, e foi provocado por uma dupla chamada Yamandu Costa e Hamilton de Holanda. A dupla fez tremer o teatro Fecap, no sábado e domingo.
Na platéia de ontem, músicos reverenciando os colegas, como Danilo Brito e Gabriele Mirabassi (clarinetista italiano, que no sábado havia se apresentado em Campinas, na CPFL Cultura, juntamente com o pianista André Mehmari), além do grande cantor de boleros, Dr. Roberto Rodrigues.
Terminou com com uma versão delicada, dolente, de “Pastorinhas”, do Noel e Braguinha, cantada pela platéia quase num sussurro.
São Paulo deve ultrapassar Paris, Osaka e Cidade do México
A cidade de São Paulo, a 5ª maior do mundo em população, pode se tornar a 6ª mais rica do mundo até 2025, segundo um ranking compilado pela consultoria econômica internacional PricewaterhouseCoopers.
Veja que interessante esta idéia. Temos algo parecido aí no Brasil?
A Bolsa de Valores Sociais (BVS – Portugal http://www.bvs.org.pt/view/viewPrincipal.php) “replica o ambiente de uma Bolsa de Valores e o seu papel é facilitar o encontro entre organizações da sociedade civil criteriosamente seleccionadas, com trabalhos relevantes e resultados comprovados na área da Educação e do Empreendedorismo, e investidores sociais (doadores) dispostos a apoiar essas organizações através da compra das suas acções sociais”.
Pra quem gosta de mulher, as mais altas e mais cheinhas, contém muito mais mulher. Procurem um youtube de uma cantora americana, a Jane Monheit que além de linda canta uma barbaridade e é bem rechonchuda. Canta um Começar de Novo em português que é de arrepiar.
Site oficial
http://janemonheitonline.com/
O canal Youtube
http://www.youtube.com/janemonheit
E aqui, cantando “Começar de Novo”, em um português perfeito.
Nassif, desculpe o “offtopic” mas esse assunto me lembrou um similar: Que tal um post sobre nomes de produtos estranhos ? Principalmente aqueles com nomes “americanizados” ?
Um amigo me chamou a atenção sobre isso, certa vez. Tem muito produto com nome prentensamente inglês.
Aí surgem pérolas como o salgadinho “Big Tits” (tetas grandes) ou o iogurte “Bat Gut” (tripa de morcego – esse foi o melhor !)
Certamente podemos achar mais pérolas dessas com a ajuda dos comentaristas.
Comentário
Na infância, tive um amigo, o Rusi, em homenagem ao Roosevelt.
Nassif, em 03/06/2009 você publicou no blog um texto meu, o qual você mesmo deu o título de “A industrialização desperdiçada” (clique aqui), pois bem, la eu mencionei um avião de passageiros russo chamado Ilyushin Il-96, similar ao Airbus A-330, como uma alternativa a Boing e Airbus, como uma forma de o Brasil se livrar do eixo Estados Unidos – Europa Ocidental.
Agora, veja estas noticias sobre uma nova companhia aérea nacional, a Clean Air, sediada em Brasilia e que começara a operar agora em dezembro:
Acabei de receber a notícia de que o SARESP foi cancelado (deveria começar amanhã e ir aí quarta feira), e que não há ainda uma data de previsão para a aplicação das provas.
As escolas vem se preparando para o Saresp faz uns 2 meses pelo menos, com palestras e videoconferencias com os coordenadores pedagogicos, diretores, tirando os mesmos vários dias da escola para se prepararem para o SARESP.
Porém, por algum motivo, foi cancelado (adiado) em cima da hora. É claro que esta prova não tem a importância que tem o ENEM, uma vez que ele não interfere na entrada do aluno em nenhuma universidade, porém ele “deveria” (entre aspas por que na minha opinião não é aasim que acontece) ajudar a melhorar a educação do no estadode São Paulo.
Ele também influencia no BONUS que os funcionários da secretaria de estado da educação recebem todo ano.
É bom que o presidente da República esteja cauteloso nas discussões sobre o papel do Brasil na Conferência do Clima. E é curioso que os críticos do “protagonismo a qualquer custo” sejam agora os primeiros a exigir de Luiz Inácio Lula da Silva que coloque o Brasil na linha de frente das medidas contra o aquecimento global. É a dança da política.
O debate está claro desde o começo. Se o aquecimento global é mesmo um problema grave, e se deve ser enfrentado globalmente, é preciso saber para quem irá a conta. O lógico será repassá-la aos que, até o momento, mais se beneficiaram do progresso humano. Se é mesmo verdade que o mundo não suportaria a globalização dos padrões europeu e americano de consumo, que os americanos e europeus se contenham, para começo de conversa.
A corrupção no futebol mostra como é difícil acabar com essa praga. Até o normalmente ponderado professor Beluzzo perdeu a cabeça por causa de um juiz que há muito deveria ter sido expulso dos quadros da CBF.
No blog do Juca Kfuri há uma cópia da entrevista que ele deu ao Lancet chamando Carlos Eugênio Simon de vigarista, safado e crápula, e acusando-o de estar na gaveta de alguém.
Nassif como quem escreveu este texto é o Jorge Meditsch , que tem muita credibilidade no meio, acho que serve de alerta. Principalmente quando dizem que um dos veículos ganhou prêmio de qualidade, o que Meditsch contesta.
Acho que esse tipo de propaganda deveria ter sérias consequencias aos seus formuladores.
A Hyundai-Caoa está anunciando que é a oitava montadora do Brasil. A empresa fabrica, em Anápolis, estado de Goiás, um caminhãozinho chamado HR, que tem vendido bastante bem este ano. No mês passado, foram 1.208 unidades – no ano, incluindo os primeiros dias de novembro, 8.863.
O anúncio da Hyundai-Caoa a coloca à frente da Citroën que, no mesmo período, vendeu 28.288 unidades do C3 e 6.173 do Xsara Picasso, fabricados no Brasil.
O anúncio da Hyundai-Caoa a posiciona também à frente da Peugeot que, entre os modelos 206 e 207, vendeu 30.738 unidades, feitas no Brasil.
Anselmo afirmava que “em noites de excitação alcóolica chegava a dar 11″. Todos nós, conhecendo as coisas dele, achávamos exagero. Num dia, um caso célebre do bom Anselmo confirmou. Dela, discreto que sou, só sou as iniciais:SD.
Havendo transparência e controle, a terceirização em si não é uma má iniciativa.
No entanto, tenho recebido muitas reclamações sobre a terceirização da saúde em São Paulo. Críticas e suspeitas em relação à contratação dos serviços de radiologia, à constituição das OSCIPS que assumiram hospitais estaduais.
Confesso não ter opinião ainda. Vamos ver se uma boa discussão ajuda a clarear esse tema.
Por Luis Roberto
Olá Nassif… sugiro que vc coinheça a história da ASSOCIAÇÃO HOSPITALAR DE BAURU… talvez vc comece a entender como funciona a terceirização da saúde no Estado de São Paulo e de que maneira (à moda do gato) os tucanos paulistas enterram com areia rasa aquilo não lhes interessa divulgar….Procure nos jornais locais http://www.jcnet.com.br (só não leve em conta o sensacionalismo que provoca a disfunção narcortizante) atenha-se aos números e veja também no BOM DIA , wwwredebomdia.com.br…. acho que vc vai começar a formar opinião sobre essa história de OSS E OSCIP.
09/11 – 12:17 – Agência Estado/Último Segundo do iG
Para Michael Spence, Prêmio Nobel de Economia, o Brasil não deveria deixar os mercados, “como o seu histórico recente de fazer tudo errado”, determinar livremente o valor do real. Ele defende mecanismos de controle de entradas de capital para evitar a sobrevalorização cambial.
Spence, que ganhou seu Nobel em 2001, junto com Joseph Stiglitz e George Akerlof, está à frente da chamada Comissão do Crescimento (Growth Commission), um painel de economistas do mundo todo (incluindo o brasileiro Edmar Bacha) que elaborou um relatório de recomendações para países emergentes sobre como obter o crescimento rápido e sustentado por longos períodos.
Delegado Saadi propõe adoção imediata de medidas para fortalecer o combate ao crime organizado e à corrupção
Fausto Macedo, FORTALEZA
O delegado Ricardo Saadi, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia Federal (Delefin) em São Paulo, expressou desapontamento com reduzido índice de condenações impostas a fraudadores da União e disse que está na hora de “colocar o dedo na ferida”. Ele propõe adoção imediata de medidas que, em sua avaliação, podem fortalecer o combate ao crime organizado e à corrupção.
As propostas de Saadi são três: criação de um setor dentro da PF especializado na cooperação jurídica internacional para agilizar a repatriação de valores ilícitos; confisco de bens apreendidos com acusados de peculato e improbidade em favor dos órgãos de investigação, e controle rigoroso da entrada de recursos no Brasil por meio de offshores.
Nassif, já que comentou sobre a urbanização crescente-veja crítica à entrevista do Guilherme Motta-, vejamos ( a referência é BH, onde moro):
A cidade foi planejada para um número de habitantes e obviamente cresceu alem do planejado. Até aí nada de anormal. Mas o problema maior é que as autoridades competentes ( aqui no sentido de a quem compete) ao longo de décadas esqueceram(?) que haveria necessidade de mais escolas e mais hospitais-analisando apenas estes dois itens fundamentais.
Com o inchaço urbano, onde estão as escolas que o estado deveria construir? Não tenho os dados, mas fica a questão: o ensino público teria capacidade de atender a todos? Acredito que não; então por que cargas d’água não no IR não temos direito de abater o gasto integral? E o que pode ser pior, não está havendo espaços para criação de novas. As leis de uso e ocupação de solo permite que se adense absurdamente as cidades, esquecendo-se que há serviços que o estado tem de prover mas não reserva espaço para tal. E tome pai levando menino à escola e tome van circulando muito mais que o necessário.
Quanto a hospitais o problema parece mais sério-pela urgência. Nossa população não só aumenta como com maior sobrevida. Como cresceu a rede hospitalar? Sei que a rede particular encontra-se já no limite, e haja grana e espaço-vejam se novos loteamentos reservam espaço- e quem esteja disposto a investir(se formos considerar escola e hospital como investimentos). Sei que a questão do atendimento público de saúde não anda bem das pernas pelo mundo afora, mas em qual sentido que estamos indo?
O Mendonção comentou sobre problemas de infraestrutura que o governo Lula (os anteriores a reboque) tem relegado, e, embora haja o discurso que oito anos é pouco para décadas de descaso, parece-me que recaímos no discurso que no futuro a vida será melhor. A discussão está centrado no que consegue-se comprar e não como consegue-se viver.
Conforme reportagem de Eduardo Militão, publicada no Congresso em Foco de hoje, o PLS 156/09, com relatoria do senador Renato Casagrande (PSB-SE), prevê a criação de um novo Código de Processo Penal.
Na semana passada, durante o Congresso dos Delegados da PF, não faltaram críticas de juízes e delegados ao escopo da proposta, dentre outros motivos por não acabar com a infinidade de recursos que postergam o andamento dos processos, facilitando a prescrição dos mesmos.
Além disto, os policiais federais interpretaram que as novas propostas sobre as relações da PF e o MP são absurdas, pois este último adquire mais independência para agir independente da orientação do juiz, com os promotores e procuradores se situando num patamar superior ao das polícias, já que estarão aptos a decidir sobre diligências (quais delas devam ser, ou não, realizadas) e casos que devam ser priorizados, o que, segundo a opinião deles, enfraquece o papel do juiz.
A pesquisa feita a pedido da BBC em 27 países e divulgada nesta segunda-feira revelou que 64% dos brasileiros entrevistados defendem mais controle do governo sobre as principais indústrias do país.
Não apenas isso: 87% dos entrevistados defenderam que o governo tenha um maior papel regulando os negócios no país, enquanto 89% defenderam que o Estado seja mais ativo promovendo a distribuição de riquezas.
A insatisfação dos brasileiros com o capitalismo de livre mercado chamou a atenção dos pesquisadores, que qualificaram de “impressionante” os resultados do país.
“Não é que as pessoas digam, sem pensar, ’sim, queremos que o governo regulamente mais a atividade das empresas’. No Brasil existe um clamor particular em relação a isso”, disse Steven Kull, o diretor do Programa sobre Atitudes em Políticas Internacionais (Pipa, na sigla em inglês), com sede em Washington.
O percentual de brasileiros que disseram que o capitalismo “tem muitos problemas e precisamos de um novo sistema econômico” (35%) foi maior que a média mundial (23%).
ÉLCIO ABDALLA, LUÍS RAUL WEBER ABRAMO e JOÃO CARLOS ALVES BARATA
Que modelo se deseja ter na USP? Uma escolinha de 3º grau ocupada por alunos e professores dedicados à lúmpen-política?
A UNIVERSIDADE de São Paulo está sob ataque. Seu futuro como universidade de pesquisa e instituição acadêmica de ponta está ameaçado.
De um lado, claques de burocratas encastelados nos órgãos de poder universitário empurram uma agenda mediocrizante, que estrangula os esforços daqueles que sustentam a “marca USP”. De outro, alguns sindicatos e movimentos estudantis empenham-se em transformar a USP em um “escolão para as massas”, no qual o mérito acadêmico seria decapitado.
É nesse contexto que a sociedade concedeu algum interesse aos rituais uspianos de alternância de poder que culminam, dia 10 de novembro, com o segundo turno da eleição para reitor.
Mas, afinal, que modelo a sociedade paulista deseja ter na USP? Uma escolinha de terceiro grau ocupada por alunos e professores dedicados à lúmpen-política? Mais uma sonolenta repartição pública?
ÉLCIO ABDALLA , 56, é professor titular do Instituto de Física da USP.
LUÍS RAUL WEBER ABRAMO , 40, é professor associado do Instituto de Física da USP.
JOÃO CARLOS ALVES BARATA , 48, é professor titular do Instituto de Física da USP.
Estudo mostra avanço do consumo das classes D e E do Norte e Nordeste em relação às classes A e B do Sudeste
De Márcia de Chiara:
Os pobres do Norte e Nordeste estão consumindo mais que os ricos do Sudeste. Nos últimos 12 meses até setembro deste ano, as classes D e E das regiões Norte e Nordeste do País gastaram R$ 8,8 bilhões com uma cesta de alimentos, produtos de higiene pessoal e limpeza. Essa cifra é 5% maior que a desembolsada pelas camadas A e B (R$ 8,4 bilhões) que vivem no Sudeste do País no mesmo período com esses itens, revela estudo exclusivo da LatinPanel, maior empresa de pesquisa domiciliar da América Latina.
Em igual período do ano passado, a situação era exatamente inversa: o gasto das camadas que compõem a base da pirâmide social no Norte e Nordeste com bens não duráveis havia sido 5% inferior ao das classes A e B do Sudeste. “Houve uma reversão”, afirma Christine Pereira, diretora da empresa e responsável pela pesquisa.
Ela atribui a mudança a fatores conjunturais. Inflação em baixa, que dá mais poder de compra ao consumidor, ganhos de renda dos trabalhadores que recebem salário mínimo e o fato de a crise não ter afetado as camadas de menor renda explicam, segundo Christine, o avanço do consumo dos bens não duráveis pelos mais pobres. Os dados da pesquisa foram obtidos a partir de visitas semanais a 8,2 mil domicílios para auditar o consumo de 65 categorias de produtos.
A maior burrice da oposição – ao permitir que o debate político fosse comandado pela mídia desembestada – foi ter fechado os olhos para as principais características do alvo a ser criticado: o governo Lula.
Desde que a Bolsa Família surgiu, lá atrás, assim que entendi os conceitos que a moviam, alertei aqui que seria um divisor de águas. Quando o PAC foi anunciado, procurei entender os mecanismos de controle e de gestão, e ficava claro tratar-se de um avanço extraordinário, aproveitando mas avançando experiências embrionárias que acabaram não dando certo na época, mas que deixaram sementes: como o Avança Brasil.
Por não entender a dinâmica da economia e da construção social, pela profunda ignorância na avaliação de situações dinâmicas, os colunistas da Globo – coordenados por Ali Kamel, esse gênio da raça – trataram de avançar contra o Bolsa Família como esses boxeadores bisonhos, que só sabem lutar de cabeça baixa, sem enxergar o inimigo, limitando-se a dar murros ao léu. Três ou quatro anos atrás o Projeto Brasil realizou um Seminário inesquecível, sobre “O Consumidor Invisível”, mostrando o extraordinário potencial que vinha a caminho.
Agora, à medida que os meses vão passando, vai caindo a ficha da parte mais inteligente da oposição, que entende as repercussões sociais e econômicas desse novo modelo. Só que a oposição perdeu quatro anos de discursos inúteis, que a marcaram como anti-social e despreparada.
Luiz Inácio Lula da Silva está em plenaatividade. Sorrindo amplamente e de charuto favorito na mão, o presidente do Brasil narra com entusiasmo o dia em que disse não para o Fundo Monetário Internacional. “Eu chamei o [Rodrigo de] Rato [ex-diretor]no FMI e disse que não queria o dinheiro dele. Ele ficou realmente chateado“, ri. “O Rato disse: ‘Mas os empréstimos para o Brasil são realmente importantes para mim’“. Para Lula e seus 190 milhões de compatriotas, a memória do Brasil regularmente indo de chapéu namão para o FMI ainda irrita. Apenas uma década atrás, na esteira da crise financeira asiática e russa, o Brasil foi forçado a desvalorizar sua moeda, o real, e recorrer a empréstimos de emergência do FMI. Mas agora as mesas foram viradas. “Nós fomos um dos últimos países a entrar em crise e fomos um dos primeiros a sair”, diz oprimeiro ex-torneiro mecânico de 64 anos a sereleito presidente, em 2002. Para o próximo ano, o último do seu mandato, está confiante que a economia do Brasil vá crescer mais do que saudáveis 5%. “Não muito tempo atrás eu costumava sonhar em acumular US$ 100 bilhões em reservas cambiais”, diz, ainda sorrindo amplamente. “Logo nós vamos ter US$ 300 bilhões“.
Hoje faz 20 anos da queda do Muro de Berlim. Foi um dos maiores acontecimentos do século 20. Foi uma guinada na história. E eu fico muito feliz por ter visto o acontecido. Poucas coisas me emocionaram tanto quanto ver aquele muro sendo derrubado. Foi como participar desse momento com os berlinenses.
E as redes de TV estão mostrando gravações e documentários sobre esse momento da história. E é impressionante como ainda hoje é emocionante rever tudo aquilo.
Nassif, Não dá pra deixar em branco. Hoje faz 20 anos da queda do Muro de Berlim. Foi um dos maiores acontecimentos do século 20. Foi uma guinada na história. E eu fico muito feliz por ter visto o acontecido. Poucas coisas me emocionaram tanto quanto ver aquele muro sendo derrubado. Foi como participar desse momento com os berlinenses. E as redes de TV estão mostrando gravações e documentários sobre esse momento da história. E é impressionante como ainda hoje é emocionante rever tudo aquilo.
Uma coisa importante que vale a pena uma discussão aqui é o novo “Plano Nacional de Inteligência” que vai ser enviado ao congresso até o fim do ano, já acertado em 20 de outubro pela cúpula do governo em uma reunião do Conselho Nacional de Defesa.
Em suma, o que a nossa imprensa divulga é que o plano prevê limitar a ação da ABIN para o cunho externo, transferindo para o GSI a ação interna (e isso inclui acabar com as escutas telefônicas internas, apoio à Polícia Federal, etc.). Esse negócio com Dantas ano passado teve conseqüências…
Estou terminando de ler um livro do jornalista Lucas Figueiredo sobre a história do Serviço Secreto: “O Ministério do Silêncio” (vale a leitura). E isso que está acontecendo agora é algo importante na história do Serviço do país e há pouca discussão sobre isso por aí… Pela primeira vez há uma proposta de utilizar o serviço de inteligência só para assuntos do país de cunho internacional, defendo os ditos “interesses nacionais”, saindo do velho foco de perseguição contra seu próprio povo da Inteligência brasileira. Mas o que está por trás de tal atitude?
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.