O império dos Sarney contra-ataca
Os jornalistas abaixo-assinados, Palmerio Dória e Mylton Severiano, denunciam aqui a ação fascistoide de um grupo de jovens, a mando do grupo ligado a José Sarney, em São Luís do Maranhão.
1. Antecedentes. Palmerio, autor do livro “Honoráveis Bandidos”, da Geração Editorial, e Mylton, co-autor, a convite de jornalistas de São Luís, aceitaram lançar o livro na capital maranhense, ontem, dia 4 de novembro de 2009, às 19 horas. Para começar, nenhuma grande livraria local, ou entidade, aceitou promover o evento, além do que nem sequer aceitam o livro em suas prateleiras. Até que, lembrado o Sindicato dos Bancários, suas portas se nos abriram e para ali ficou marcado o lanç amento. Na antevéspera, mais um ato que lembra métodos fascistas: a empresa responsável pelos outdoors que anunciavam o evento devolveu o dinheiro aos promotores e mandou “raspar” as peças
2. O clima à nossa chegada, na terça, véspera do ato, começou a ficar “esquisito”, quando na coletiva à imprensa, numa sala do Sindicato, alguns colegas nos perguntaram se a gente não tinha “medo”. Falou-se em “corte de energia” durante o evento, brincou-se com a possibilidade de cada um levar uma vela, e alguns dos colegas não descartaram até atos de violência. À noite, em programa ao vivo na rádio Capital, vários ouvintes nos alertaram para aquelas possibilidades – “ele são capazes de tudo”, “cuidado”.
3. Ontem, quarta, no fim da manhã, uma colega, Jane Lobo, mais realista, aconselhou – e acatamos – a pedir proteção.
4. Veio a noite. O auditório do Sindicato dos Bancários, na Rua do Sol, estava superlotado, havia muita gente em pé. Um ambiente familiar – gestantes, gente idosa, crianças pequenas e grandes, estudantes. Por ali passaram mil pessoas.
5. Iniciada a sessão pelo coordenador Marcos Nogueira, quando Palmerio passa a falar sobre o conteúdo do livro, eis que do nosso lado direito uma vintena de jovens, na maioria rapazes e umas poucas moças, prorrompem em berros, aos poucos distinguimos “Jackson ladrão, envergonha o Maranhão”, “mentira”, “viva Sarney”. As pessoas mais próximas se levantam e se afastam, abrindo um claro. Os baderneiros abriram suas camisas, pondo à mostra uma camiseta em que se lia Navalhada de Bandidos e atrás de grades Jackson Lago, o governador que a família Sarney derrubou num golpe do judiciário. Dentre os baderneiros, um rapaz, possesso, ergueu uma das pesadas cadeiras e a arremessou na direção do palco onde estávamos. Imediatamente uma chuva de objetos voou sobre a mesa – bolas de papel molhado, ovos e até pedras – junto com xingamentos e outros impropérios.
6. Seguiu-se um quebra-quebra, pancadaria, promovida pelos baderneiros.
7. Passada a estupefação, os presentes mais os seguranças providenciados pelo Sindicato passaram a expulsar os baderneiros do local aos tapas e empurrões. Boa parte do público se retirou, preocupada, “eles vão voltar”.
8. Reiniciado o ato, os presentes cantaram Oração Latina, puxada ao violão pelo cantor e compositor Cesar Teixeira. A platéia e políticos, das mais diversas extrações, se deram as mãos durante o canto.
9. Felizmente nenhuma criança se feriu. Uma pessoa das relações de Jackson Lago foi buscar seu carro na rua de trás do Sindicato, Rua dos Afogados, e testemunha: ali havia cinco viaturas da PM, esperando o quê, não se sabe. E, praticamente no mesmo instante, menos de cinco minutos depois, Décio Sá, jornalista “guerrilheiro” dos Sarney, que se encontrava em Fortaleza, já postava em seu blog notícia em que os baderneiros viraram estudantes que protestavam contra o lançamento do l ivro e “foram atingidos por cadeiras, pedras, socos e pontapés e revidavam como podiam”.
10. Enquanto os autores retomavam a sessão, um grupo foi à delegacia de polícia mais próxima registrar B.O., Boletim de Ocorrência. Dissemos que os baderneiros vieram a mando do grupo ligado a José Sarney e eles próprios, desastrados, se encarregaram de deixar prova cabal: uma moça, Ana Paula Ribeiro, tida nos meios estudantis como “estudante profissional”, ao sair correndo deixou cair a bolsa, com sua identidade dentro. A moça trabalha simples mente com Roberto Costa, secretário de Esporte e Juventude da governadora Roseana Sarney.
11. Toda a confusão armada pelos baderneiros foi fotografada e filmada por profissionais contratados pelo evento.
12. Mesmo com este ataque fascistoide, Palmerio e Mylton assinaram mais de 500 livros, o que demonstra a sede de informação sobre a família que há meio século governa o Maranhão.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: Milton Severyano, Palmério Dória, Sarney

A minha tristeza é que os BRICs podem ter momentaneamente o maior progresso economico que nunca será sólido sem principios de democracia e tolerancia.
Seremos sempre inferiores.
Como assim inferiores? Você sabe como se mantém a paz na Rússia?
É com esse tipo de gente que Lula se aliou e defendeu como incomum. Esse Lula é mesmo um cara de “caráter”.
Marcos
Marcos, a esse mesmo tipo de gente Fhc teve que se aliar para poder governar. Se Dilma ou Serra se elegerem terao que beija a mao desse tipo nojento de pessoa . Se bem ue Lula poderia ter ficado calado e nao ter elogiado sarney da forma que elogiou para nossa vergonha e horror. Deveria ter continuado com a opiniao que tinha dele quando ele Lula era oposiçao, muito mais de acordo com a realidade.
Pois é….
Me lembrou a história da freirinha vitima de um tarado que invadiu o convento, tentando explicar o ocorrido pra Madre Superior mas não escapando da observação severa:
“Tudo bem, irmã… Mas precisava revirar os olhinhos…???”
Nassif,
este “contra-ataque” aconteceu na “Capital”, tendo como personagens jornalistas reconhecidos nacionalmente, politicos de destaque, no interior de imovel publico de um dos maiores sindicatos do Pais, diante de inumeras cameras, um evento de lancamento de um livro que tem tudo pra se tornar um best-seller.
Espantoso, nao?
Mas vc nao pode imaginar (tem que ve pra acreditar), o que acontece (digo hoje) nas margens distantes dos Rios Tocantins, do Pindaré, do Mearin, do Grajau, nos altos da chapada das mesas, desde a cidade de Carolina até o desaguar na Baia de S. Marcos, banhando a ilha onde se encontra S.Luis : Barbarie é pouco!
Sao as famosas Terras do Sarney. Onde o analfabetismo é total e a miseria suprema.
Ai as noticias morrem para sempre antes de nascer.
Quem “ousar enfrentar” , digo, revindicar direitos fundametais do ser humano, denunciar, é assassinado. Simplesmente. Ameacas de todo o tipo.
Atras disto um so nome assustador: SARNEY (desculpe pelo grito), o que comanda, quem protege, a quem perpetua a lei da bala, do medo.
Indios, caboclos, quilombolas, natureza, sao as vitimas seculares da familia toda poderosa. SARNA.
É de ficar horrorizado.
Sou testemunha.
O Palmerio sabe o q estou dizendo.
Me solidarizo com este bravo paraense.
Rapaz, esse pessoal do Sarney é atrevido mesmo, heim.
Nem poderia ser diferente, sem nem pelo voto foi possível tirar essa famiglia do poder no Maranhão.
Inacreditável a influência política de Sarney, nenhuma livraria, nem a empresa de publicidade quis se envolver… devolveram o dinheiro… Realmente inacreditável. Outra coisa é a falta de repercussão da noticia.
Mas, interessante é ler o texto, e perceber que parece aqueles textos de organizações de direita que descrevem a ação de movimentos estudantis, movimentos sociais como o do MST, contra a ditadura etc, que no senso comum tem uma atuação mais truculenta, chega com gritos de guerra e fazem “quebra-quebra” são “baderneiros” etc…
Paulo das 12.20 hs ,mas amigo como esta noticia não afeta Lula? Apesar dêste ser um dos Judas ao qual Lula menciona , muito mais que Judas ,pode colocar Herodes ,Caifaz que certamente participariam do feudo dos Sarney, então compactuar com esta jente é muito feio ,não tem nada que justifica . Em tempo,esta já nas bancas o livro de Marcelo Tass ,as perólas de Lula , com certeza aqui não teremos selvageria no lançamento do dito.
Não vou entrar na questão do coronélismo no Brasil, por que ele é altamente irraigado em todas as istâncias: Da extrema direita, a os sindicatos,passando pela mídia, pela educação, pela área indústrial etc: vou me ater ao fato de que a cena em questão foi a luz do dia, a luz dos olhares, diferente das atitudes na calada da noite, nos escritórios das multi-nacionais, nos paraísos fiscais, nos escrit…………….
Achei muito interessante a reação imediata das pessoas para expulsar os baderneiros.
É uma pequena mostra de que o povo está ligado, unido e já sem paciência para aturar velhacaria, ciente de que simpatizantes do coronelismo tem mais é que serem expulsos na marra mesmo se usarem do abuso, da má educação, para interromper qualquer manifestação de liberdade, no caso a divulgação de um livro que, ao que tudo indica, desmascara justamente como o Sarney consegue tanto “puder” e estima.
Deve ser por ele pagar para que outros manifestem suas grosserias, dele, nunca ele, nunca alguém de sua família…é o velho “esquemão” : pago para não ser visto; pago para posar de dócil, útil e democrático; e como pago por tudo isso, mereço ser respeitado
Tem outro por aí que diz ter jatinho porque pode.
São velhacos esses senhores e para cada um deles corresponde um Brasil do Brejo da Cruz…
mas vai passar; povo já se ligou no poder do voto
Até quando meu Deus vamos conviver com o CANCER BOLSA FAMILIA SARNEY????
E eu na minha santa ignorância (ou inocência como queiram) pergunto: haverá sessão no senado comentando tal ato?
Você não pode deixar de assistir.
No Senado:
http://www.youtube.com/watch?v=n7uBejqQJlc
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No Senado do Planalto Central, os minutos finais estão contados. Mamatas vão surgindo, atos secretos são descobertos, parentes são listados em folha de pagamento, a imprensa está chegando perto. Ao Senador, só há uma saída: cianureto + pistola … ou voltar pro Maranhão, é a mesma coisa….
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Categoria: Humor