Jogadores que fizeram história
Por Antonio Sisoto
Vote no seu ídolo. Projeto Encontros do Metrô homenageará jogadores que marcaram época.
Espaço em cinco estações do Metrô homenageará craques que fizeram história no futebol
O Projeto Encontros, que visa levar cultura e arte aos usuários do Metrô, deu início à votação dos ídolos dos principais clubes de futebol que serão imortalizados nas estações Corinthians-Itaquera, Palmeiras-Barra Funda, Portuguesa-Tietê, Santos-Imigrantes e na futura Butantã.
As estações do Projeto Encontros terão três grandes destaques: a história do clube, fotos e troféus e o chamado ‘Espaço dos Grandes Craques’ que destacará os grandes jogadores eleitos pelo público, via internet, nos quatro períodos da história dos clubes pré-estabelecidos.
Palmeiras e Portuguesa já definiram os atletas que farão parte da votação que escolherá o melhor jogador dos seguintes períodos: da fundação do clube a 1950; de 1951 a 1970; de 1971 a 1990; e de 1991 até hoje. Os torcedores terão 30 dias para votar, via internet, pelos sites oficiais dos clubes:
São Paulo, Corinthians e Santos estão selecionando os nomes de jogadores para o ‘Espaço dos Grandes Craques’ e devem publicar votação nos respectivos sites nos próximos dias. O espaço destinado ao São Paulo será instalado provisoriamente na Estação Butantã do Metrô, que será entregue em 2010. Em 2012, já em caráter definitivo, ficará na futura Estação São Paulo-Morumbi, na Linha 4-Amarela, do Metrô.
Projeto Encontros
A ideia de imortalizar os grandes ídolos do futebol integra o Projeto Encontros. Além dos espaços culturais, haverá programação exclusiva nos monitores que serão instalados nessas estações. O projeto foi idealizado para aproveitar, de forma plena, todo o potencial das estações do Metrô, para estabelecer vínculos com a cidade de São Paulo e sua história.
O Projeto Encontros já foi implementado na estação Santa Cecília, que leva programação cultural aos usuários. Seu espaço cultural conta com biblioteca, revistaria, café/ lounge, espaço para apresentações musicais e de poesia. O espaço conta também com estrutura para exposições temporárias de fotografia e artes plásticas, painéis para mostras permanentes e telão de cinema para exibição de curta-metragens.
Ídolos do Verdão e da Lusa
No Palmeiras, o Conselho do Departamento Histórico escolheu previamente dez jogadores por período:
Até 1950 – Bianco, Heitor, Imparato, Romeu, Fiúme, Oberdam, Lima, Caetano, Ministrinho e Nascimento.
Entre 1951 e 1970 – Aquiles, Jair Rosa Pinto, Chinesinho, Mazzola, Tupãzinho, Zequinha, Valdir Joaquim de Moraes, Liminha, Julinho e Servilio.
Entre 1971 e 1990 – Leão, Ademir da Guia, Dudu, Cesar, Jorge Mendonça, Jorginho, Leivinha, Ney, Luis Pereira e Pedrinho.
Entre 1991 e 2009 – Marcos, Valdívia, Vagner Love, Edmundo, Cesar Sampaio, Evair, Roberto Carlos, Rivaldo, Alex e Arce.
Já a Portuguesa definiu 36 jogadores, distribuídos da seguinte forma:
Até 1950 – Mesquita, Filó, Batatais, Machado, Barros, Duilho, Nininho e Simão.
Entre 1951 e 1970 – Djalma Santos, Brandãozinho, Pinga I, Julinho Botelho, Jair da Costa, Servilho, Ipojucan, Leivinha, Ivair, Felix e Ditão.
Entre 1971 e 1990 – Badeco, Eneas, Orlando, Edu Marangon, Marinho Perez, Ratinho e Basilio.
Entre 1991 e 2009 – Zé Roberto, Zé Maria, Denner, Leandro Amaral, Rodrigo Fabri, Cesar, Emerson, Capitão, Diogo e Ricardo Oliveira.
Comentário
Tive um primo da minha mãe – Paulo Mesquita – que chegou a ponta esquerda titular do Palmeira no início dos anos 30. Tinha futuro. Em São Sebastião da Grama (sua cidade natal e da minha mãe) diziam que podia chegar à Seleção. Morreu de uma pneumonia devido ao tempo em que ficou nas trincheiras encharcadas na revolução de 32.
Já pedi umas duas vezes ao Belluzzo, para saber se havia algum registro dele por lá, mas o Belluzzo é mais assoberbado por compromissos do que eu.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Futebol Tags: futebol, jogadores, passado

Os Palmeirenses se esqueceram do Djalminha.
Bem superior a Ney, Jorginho, Leivinha e até Jorge Mendonça…
Nassif, boa tarde.
Sou engenheiro e jornalista, e minha grande paixão é o jornalismo esportivo, sobretudo com pesquisas sobre a memória do futebol.
A partir de sua observação, dei uma verificada no “Almanaque o Palmeiras”, livro dos jornalistas Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti, que contém todos os jogos do Palmeiras de 1915 a setembro de 2004 (o livro foi lançado naquele ano), e encontrei registro de um Paulo que jogou no Palmeiras no início dos anos 30: um ponta-direita que jogou uma partida em 1933 (Palestra Itália 2 x 1 Vasco da Gama, 17/09/1933). Será que poderia ser seu parente? Se não for, penso que há duas possibilidades: ou ele atuou em partidas que não foram encontradas pelos pesquisadores (acho difícil, pois conheço o Celso e sei de suas qualidades e seu rigor como pesquisador) ou ele teria atuado no segundo quadro do clube, o que não é demérito algum, mas não seria a equipe principal, o primeiro quadro.
Vale lembrar que os anos de 1932-33-34 foram excelentes para o Palestra Itália, com um tricampeonato paulista (o único de sua história), um título do Rio-São Paulo em 1933 e goleadas históricas sobre seus grandes rivais Corinthians e Santos.
Um abraço.
Gustavo