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08/11/2009 - 00:18

A ofensiva da imprensona

Por André Borges Lopes

Imprensona X Blogues

Os três últimos parágrafos são uma pérola

Do G1 – O Portal de Notícias da Globo

07/11/09 – 21h37 – Atualizado em 07/11/09 – 22h14

Protesto de caminhoneiros impede circulação de jornais argentinos

“Clarín” e “La Nación” chegaram atrasados às bancas.
Agressão coincide com conferência da imprensa em Buenos Aires.

Do G1, em São Paulo, com informações do Jornal Nacional

Um protesto do sindicato de caminhoneiros da Argentina impediu por algumas horas a circulação dos dois principais jornais argentinos, o “Clarín” e o “La Nación”, na manhã deste sábado (7).

O “Clarín” afirma que o episódio é o mais grave de uma série de ataques de sindicatos vinculados ao governo da presidente Cristina Kirchner.

As agressões coincidem com o início de uma conferencia em Buenos Aires com a participação de mais de 500 editores e diretores de jornais e emissoras de rádio e TV da América do Sul.

Os editores afirmam que, em muitos países, os governos estão tomando estratégias para tirar credibilidade dos meios de comunicação.

Neste domingo (8) será divulgado um relatório que mostra o agravamento da situação no continente.

Na Venezuela , o governo do presidente Hugo chaves mandou fechar neste ano 34 emissoras de rádio. Em Honduras, o governo interino de Roberto Micheletti também fechou emissoras de rádio e TV. No Equador , o presidente Rafael Correa, mandou abrir, em maio deste ano, processos que podem obrigar o canal Teleamazonas, um dos mais antigos do país, a fechar as portas.

Durante o seminário, representantes dos jornais nacionais Folha de São Paulo, O Globo e a Associação nacional de Jornais, assinaram a Declaração de Hamburgo, documento firmado por empresários de comunicação em todo o mundo que defende mudanças nos direto de proteção a propriedade intelectual.

O objetivo do documento é para evitar que provedores de internet continuem usando o trabalho autoral de jornalistas sem pagar pelo serviço. A declaração afirmando que, a longo prazo, a prática ameaça a produção de conteúdo de qualidade e a existência do jornalismo independente.

“O que está em jogo são os valores democráticos. As sociedades precisam dessas empresas que produzem conteúdo com qualidade e independência. Não há conteúdo independente sem investimento no bom jornalismo”, disse Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , , , ,

79 comentários para “A ofensiva da imprensona”

  1. Uma salada argumentativa para convencer as pessoas a se juntarem a uma campanha que tem, como único objetivo, perpetuar os negócios deles…

  2. Cássio disse:

    “Mal acostumado… você me deixoooou… mal acostumado…!

    Ocorre que o Brasil está mudando e, há anos, não cabe mais na “grade de programação” das Organizações Globo, Band, Record… nem na diagramação dos jornalões e revistas… onde os donos da “verdade” agem como ainda controlassem tudo mais.
    Aliás, essas “grades” não evoluíram em nada… Tomando a TV como exemplo… Faustão, Malhação, Zorra, JN, etc… Décadas da mesma porcaria… repetição mântrica… “educando” o espectador sobre “o que é o Brasil”.

    Para surpreender o espectador, de quando em quando um “Lost”, ou o 15º. Big Brother, ou “24hs” ou qualquer nova bobagem importada.

    É claro que essa galera está assustada. O mamão com açucar pode terminar. E parece que eles tentarão o “tapetão”, Gilmar Dantas será acionado.

  3. marcosb disse:

    Me disseram que todo jornalista que se preze sabe que a informação importante deve ser colocada logo no primeiro parágrafo e isso a declaração de hamburgo faz muito bem:

    The Internet offers immense opportunities to professional journalism – but only if the basis for profitability remains secure throughout the digital channels of distribution. This is currently not the case.
    http://www.epceurope.org/hamburgdeclaration/

    Na época eu tive a impressão que o alvo não eram os blogs mas o Google, especificamente o Google News, e promover um protocolo que batizaram como ACAP.
    http://www.epceurope.org/presscentre/archive/International_publishers_demand_new_intellectual_property_rights.shtml

    Logo em seguida o Google deu uma aula de internet pra essa turma mostrando a inutilidade do protocolo
    http://googlepolicyeurope.blogspot.com/2009/07/working-with-news-publishers.html

  4. denilson disse:

    E vc não sabe da pior…

    Isso ai passou no jornal nacional ontém! E uma representante de um sindicato patronal vociferou aquela mesma argumentação final! Quase chorei de rir! O pessoal agora quer passeata para ajudar “pobres” jornalões e revistonas! Só o que me faltava…

  5. Feliciano disse:

    Taí, gostei do “imprensona” para substituir a soberba e arrogante expressão “grande imprensa” !

  6. [...] Os Dinossauros Contra-atacam Antonio Arles É impressionante a voracidade dos dinossauros da chamada “indústria cultural” e das empresas de comunicação. Eles querem porque querem manter um modelo de negócios ultrapassado, punindo usuários de inviabilizando serviços na Rede. Alem da questão econômica, ressalto mais uma vez que existe uma questão política: não é só manter o modelo de negócios que está em jogo, mas, principalmente, manter o monopólio da informação e da produção de bens culturais. Vejam parte de um artigo sem pé nem cabeça publicado no G1 e reproduzido no Blog do Nassif: [...]

  7. Acho que esta mais do que na hora da sociedade civil se organizar e dar o troco. Veja um exemplo: Nos produzimos conteudo em Creative Commons, em geral “share alike” proibindo o uso comercial. Mas a “imprensona” usa muitos conteudos dos blogs, e sem citar a fonte, o que é pior, ja foram diversos flagrantes neste sentido. O mesmo se da na TV que exibe os “videos da internet”. A proposta é processar a midia por violação de direito autoral, hilario eu sei, mas licito. O problema é que na maioria das vezes o produtor do conteudo ou não tem interesse ou não tem grana para uma empreitada destas, e em nossa legislação não podemos ter uma causa representativa, ou seja, uma organização ou pessoas não pode entrar na justiça para valer o direito de uma terceira.

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