A ofensiva da imprensona
Por André Borges Lopes
Imprensona X Blogues
Os três últimos parágrafos são uma pérola
Do G1 – O Portal de Notícias da Globo
07/11/09 – 21h37 – Atualizado em 07/11/09 – 22h14
Protesto de caminhoneiros impede circulação de jornais argentinos
“Clarín” e “La Nación” chegaram atrasados às bancas. Agressão coincide com conferência da imprensa em Buenos Aires.
Do G1, em São Paulo, com informações do Jornal Nacional
Um protesto do sindicato de caminhoneiros da Argentina impediu por algumas horas a circulação dos dois principais jornais argentinos, o “Clarín” e o “La Nación”, na manhã deste sábado (7).
O “Clarín” afirma que o episódio é o mais grave de uma série de ataques de sindicatos vinculados ao governo da presidente Cristina Kirchner.
As agressões coincidem com o início de uma conferencia em Buenos Aires com a participação de mais de 500 editores e diretores de jornais e emissoras de rádio e TV da América do Sul.
Os editores afirmam que, em muitos países, os governos estão tomando estratégias para tirar credibilidade dos meios de comunicação.
Neste domingo (8) será divulgado um relatório que mostra o agravamento da situação no continente.
Na Venezuela , o governo do presidente Hugo chaves mandou fechar neste ano 34 emissoras de rádio. Em Honduras, o governo interino de Roberto Micheletti também fechou emissoras de rádio e TV. No Equador , o presidente Rafael Correa, mandou abrir, em maio deste ano, processos que podem obrigar o canal Teleamazonas, um dos mais antigos do país, a fechar as portas.
Durante o seminário, representantes dos jornais nacionais Folha de São Paulo, O Globo e a Associação nacional de Jornais, assinaram a Declaração de Hamburgo, documento firmado por empresários de comunicação em todo o mundo que defende mudanças nos direto de proteção a propriedade intelectual.
O objetivo do documento é para evitar que provedores de internet continuem usando o trabalho autoral de jornalistas sem pagar pelo serviço. A declaração afirmando que, a longo prazo, a prática ameaça a produção de conteúdo de qualidade e a existência do jornalismo independente.
“O que está em jogo são os valores democráticos. As sociedades precisam dessas empresas que produzem conteúdo com qualidade e independência. Não há conteúdo independente sem investimento no bom jornalismo”, disse Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: Blogs, conteúdo, liberdade de imprensa, matérias, Mídia

O vídeo está em inglês.
Traz uma experiência de Mídia para a Paz no Sudão. Um workshop realizado pela instituição XChange Perspectives, com o objetivo de promover conhecimento e consciência, contextualizando a realidade destes jovens, visando a paz. Ao entender os contextos as decisões são feitas com a consciência dos impactos provocados.
Aqui o site da organização http://www.xchange-perspectives.com/NEWS/NEWS.html
E aqui o vídeo. Mesmo para quem não sabe inglês, recomendo assistir e se expor à cultura. Há trechos em que eles dançam de alegria ao receberem seus certiicados e o final é simplesmente lindo!
http://www.youtube.com/watch?v=0yo8h0eJoF4
The Media for Peace Training was an advanced workshop for a group of pre-selected individuals (21) involved in media production in Southern Sudan and aimed at incorporating lessons learned from Peace and Conflict theory and Development theory into the field of communications through the informed use of appropriate media formats and messages contributing towards peace. The goal was for greater understanding of how to shape media messages for an all-inclusive positive social change, ultimately aiming at establishing a Culture of Peace. This workshop was organized by AAH-I CAPOR and facilitated by Xchange Perspectives.
Alguém por afavor me esclareça… será q isso quer dizer q eu blogueiro… não posso usar reportagens veiculadas no G1 por exemplo, para escrever no meu blog? P/ refutá-las no meu blog?
Eu teria q pagar? É ISSO? Não entedi!
Essas empresas significam o atraso e a manipulação.
Nós podemos ler as notícias nos jornais e fazer a crítica pelos blogs.
Eles não sabem para onde ir e estão tomando medidas que são atentados à democracia.
Essa declaração de Hamburgo é coisa de crime organizado.
Mas, eles não estão entendendo o que anda acontecendo.
Abaixo essa mídia corrupta!
Viva a liberdade, agora pela Infovia!
Abraços, Gustavo Cherubine.
Na página do Google do XChange Perspectives mencionado anteriormente está escrito – numa tradução livre:
É nossa crença que as iniciativas locais de produção de conteúdo, orientadas ao desenvolvimento humano e baseadas na participação comunitária totalmente inclusiva, alimentam o mútuo entendimento e são uma contribuição única para a paz . Estas iniciativas encorajam o diálogo aberto entre todos, por meio da troca de informação, experiências e opiniões.
Todas as ações e projetos implementados pela Xchange Perspectives tem o critério central e universal do estabelecimento da parceria preocupada com as pessoas, que são quem definem as formas e conteúdos que querem comunicar ao mundo. O objetivo é fomentar o senso de protagonismo, possibilitando às pessoas envolvidas a consciência dos impactos no processo e seus resultados, já que são elas que desenvolvem as soluções para suas particulares questões e preocupações, ao reproduzirem o resultado de suas produções para suas comunidades e outros públicos que venham assistir o produto do seu trabalho midiático.
Será que o Gilmar Mendes vai emitir uma súmula vinculante classificando de jornalismo apenas as empresas dessas famiglias? Vai me obrigar a comprar e gostar da Folhona de domingo?
Imprensa livre, isenta e democrática é qualquer coisa bem diferente do que temos em nossa república. A concentração da liberdade de imprensa concentrada em cinco famílias nada isenta e descomprometida com uma nação mais justa, quais seja marinhos, civitas, sirotskis, mesquitas e frias. Todas elas servidores da nova ordem mundial, de interesses de fora.
realmente os tres ultimos paragrafos são comicos.
A Grande mprensa é essencial pro liberalismo.
Já a democracia e o republicanismo necessitam de imprensa horizontalizada, plural e não esses conglomerados que extorquem o poder publico e formam um oligopolio da informacao.
E viva os blogs! não quero que a Globo defenda a democracia por mim. Deixa q meu blog faz isso por mim.
Pelo que entendi, a ditadura agora está na internet.
Democracia continua sendo praticada pelos jornalões.
A senhora Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais esqueceu de citar o grupo Fox, que o presidente Barak Obama já advertiu: virou partido político, será tratado como tal.
E olha que lá é a maior democracia da terra!!!!!
Falta o presidente Lula dizer a mesma coisa a essas empresas, que prometeram devolver o governo aos neoliberais.
O diabo é que o presidente, que tem o apoio de quase 90% dos brasileiros, é medroso…
Nassif,
Veja esta ótima análise da situação dos jornais:
Newspapers and Thinking the Unthinkable
The problem newspapers face isn’t that they didn’t see the internet coming. They not only saw it miles off, they figured out early on that they needed a plan to deal with it, and during the early 90s they came up with not just one plan but several. One was to partner with companies like America Online, a fast-growing subscription service that was less chaotic than the open internet. Another plan was to educate the public about the behaviors required of them by copyright law. New payment models such as micropayments were proposed. Alternatively, they could pursue the profit margins enjoyed by radio and TV, if they became purely ad-supported. Still another plan was to convince tech firms to make their hardware and software less capable of sharing, or to partner with the businesses running data networks to achieve the same goal. Then there was the nuclear option: sue copyright infringers directly, making an example of them.
As these ideas were articulated, there was intense debate about the merits of various scenarios. Would DRM or walled gardens work better? Shouldn’t we try a carrot-and-stick approach, with education and prosecution? And so on. In all this conversation, there was one scenario that was widely regarded as unthinkable, a scenario that didn’t get much discussion in the nation’s newsrooms, for the obvious reason.
The unthinkable scenario unfolded something like this: The ability to share content wouldn’t shrink, it would grow. Walled gardens would prove unpopular. Digital advertising would reduce inefficiencies, and therefore profits. Dislike of micropayments would prevent widespread use. People would resist being educated to act against their own desires. Old habits of advertisers and readers would not transfer online. Even ferocious litigation would be inadequate to constrain massive, sustained law-breaking. (Prohibition redux.) Hardware and software vendors would not regard copyright holders as allies, nor would they regard customers as enemies. DRM’s requirement that the attacker be allowed to decode the content would be an insuperable flaw. And, per Thompson, suing people who love something so much they want to share it would piss them off. (…)
The curious thing about the various plans hatched in the ’90s is that they were, at base, all the same plan: “Here’s how we’re going to preserve the old forms of organization in a world of cheap perfect copies!” The details differed, but the core assumption behind all imagined outcomes (save the unthinkable one) was that the organizational form of the newspaper, as a general-purpose vehicle for publishing a variety of news and opinion, was basically sound, and only needed a digital facelift. As a result, the conversation has degenerated into the enthusiastic grasping at straws, pursued by skeptical responses. (…)
Round and round this goes, with the people committed to saving newspapers demanding to know “If the old model is broken, what will work in its place?” To which the answer is: Nothing. Nothing will work. There is no general model for newspapers to replace the one the internet just broke.
With the old economics destroyed, organizational forms perfected for industrial production have to be replaced with structures optimized for digital data. It makes increasingly less sense even to talk about a publishing industry, because the core problem publishing solves — the incredible difficulty, complexity, and expense of making something available to the public — has stopped being a problem. (…)
Society doesn’t need newspapers. What we need is journalism. For a century, the imperatives to strengthen journalism and to strengthen newspapers have been so tightly wound as to be indistinguishable. That’s been a fine accident to have, but when that accident stops, as it is stopping before our eyes, we’re going to need lots of other ways to strengthen journalism instead.
When we shift our attention from ’save newspapers’ to ’save society’, the imperative changes from ‘preserve the current institutions’ to ‘do whatever works.’ And what works today isn’t the same as what used to work.
http://www.shirky.com/weblog/2009/03/newspapers-and-thinking-the-unthinkable/
Excelente!
Vendo os comentários, um deles ressaltou justamente o ponto central deste texto:
A SOCIEDADE NÃO PRECISA DE JORNAIS. O QUE PRECISAMOS É DE JORNALISMO.
http://tim-gregory.com/2009/10/society-doesnt-need-newspapers/
Nassif,
A imprensona está percebendo que está perdendo o monopólio sobre o que divulgar para a população. Não tem mais controle sobre todas as notícias. Daí bate o desespero, a ponto de se elegerem os paladinos da verdade.
São na verdade o último bastião de uma direita reacionária.
A nossa grande imprensa anda meio desesperada. Acredito que se a eleição do ano que vem cair no colo de Dilma, o desespero será total.
O Estadão publica neste domingo uma entrevista de Carlos Guilherme Mota, historiador que, pelo visto, não deve entender nada de História, ou se entende, deixou seus conhecimentos de lado.
Nessa entrevista recheada de contradições, o historiador, além de ofender os cidadãos brasileiros com afirmações sobre um pobrismo que é negado pela realidade política, cai em patentes negações ao afirmar que o presidencialismo brasileiro é desbussolado. Se fosse assim mesmo, porque será que FHC e a imprensa estão preocupados com algo sem rumo? Dizer que o peronismo politizava não tem nada a ver com a cultura argentina, que foi assim mesmo antes de Peron, que unificou toda a política argentina sob um um único manto personalista. Dizer que o assistencialismo brasileiro é deprimente, é confundir programas assistenciais com assistencialismo. Em sua ânsia de dizer o que esperam que seja dito, desconhece mesmo as condicionalidades do programa. No mais, diz que havia uma politização durante os períodos FHC e 1º Lula. Melhor seria dizer que havia uma oposição restrita durante o governo Lula, sem nenhum apoio de mídia.No segundo caso, melhor seria dizer que a oposição perdeu o seu discurso e a mídia foi atropelada por algum movimento por ela inesperado. Antes disso, será que não sabem estabelecer uma relação crítica onde o brilhantismo político de Lula ofuscou seus opositores?
Segue o texto….
Historiador acha lulismo pior do que peronismo
Há no Brasil hoje um “superpresidencialismo desbussolado e pitoresco”, em que se produz “a montagem de um novo bloco de poder”, diz o historiador Carlos Guilherme Mota em entrevista a Gabriel Manzano Filho. Para ele, é algo pior que o subperonismo apontado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “O populismo de Perón politizava, enquanto o pobrismo do Brasil avilta”.
“”Defino cenário como superpresidencialismo”"
Para estudioso, descolamento de Lula do PT foi ruim para a consolidação de uma cultura de partidos no País
Gabriel Manzano Filho
Entrevista
Carlos Guilherme Mota: professor de História Contemporânea
O que se vê no Brasil, hoje, é um “superpresidencialismo desbussolado e pitoresco”, em que se produz “a montagem de um novo bloco de poder”. Talvez não seja um subperonismo, como alertou no domingo passado, em artigo no Estado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – mas algo pior. “Porque o populismo de Perón politizava, enquanto o pobrismo do Brasil avilta.”
A comparação é do historiador Carlos Guilherme Mota, professor titular de História Contemporânea da USP (aposentado) e de História da Cultura na Universidade Mackenzie, para quem Lula pratica “uma forma cordial, mas matreira, de evitar a implantação de uma moderna sociedade civil”. Respondendo ao “para onde vamos” de FHC, Mota diz que “há um fenômeno novo, estimulante, de uma nova esquerda liberal, republicana, socializante”, aparecendo nos EUA, na União Europeia, no Chile e até no Brasil, com figuras como Barack Obama, Michelle Bachelet, Segolène Royal.
O ex-presidente FHC acertou ao dizer que o governo Lula conduz o Brasil para um subperonismo?
Não sei se o termo é esse, mas concordo que se trata da crise mais grave desde os anos 80. Prefiro definir o cenário como um superpresidencialismo desbussolado e pitoresco. A nação assiste, bestificada, à montagem de um novo bloco de poder. O tratamento dado ao segmento social que o governo entende por povo tem algo em comum com o dos descamisados de Evita e de Perón, mas é pior.
No que é pior?
Porque o populismo de Perón politizava e o pobrismo daqui avilta. O assistencialismo brasileiro é deprimente, pois trata esses condenados da terra como fracassados. E as condições de melhoria social – tão sonhada e ensinada por figuras como Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro ou Florestan Fernandes – são pífias. Aqui o capitalismo andou para um lado e a política social andou para outro. Basta ver que o governo não consegue encaminhar a questão dos sem-terra, por exemplo. Mas há, de fato, uma semelhança até física de um certo tipo de “neossindicalista” brasileiro de hoje com aqueles pelegos dos tempos de Getúlio Vargas, Perón, Ademar de Barros…
Como Perón nos anos 50 e nos 70, Lula tem uma enorme aprovação para si e para seu governo.
Ele consegue isso porque põe em marcha uma mobilização autoritária em que aplica, magistral e perversamente, a velha metodologia da conciliação. O autoritarismo popular ao qual FHC se referiu, praticado por Lula, é uma forma cordial, mas matreira, de se evitar a implantação democrática de uma moderna sociedade civil. Com valores e regras respeitados, que valorize a formação da cidadania.
O governo não caminha nessa direção?
Os indicadores vão bem, mas a sociedade vai mal. E o poder é algo muito tentador quando os indicadores se tornam favoráveis. O governo Lula vem instaurando o que um de seus ministros, Franklin Martins, denominava “lambança”. O Brasil assiste atônito a uma guerra civil nos grandes centros urbanos e a outra, menos estridente, no campo. O presidente chegou a declarar na semana passada que não sabe como equacionar o problema do narcotráfico. À semelhança da Argentina de Perón, existe aqui o assalto às estatais, que desviou o PT de seu papel histórico de criador de um trabalhismo moderno.
FHC não poupou grupo nenhum, nem o PSDB, ao afirmar que “os partidos estão desmoralizados”. Por que as oposições não conseguem fazer nada?
A sociedade brasileira, que vinha se politizando até o final do primeiro governo Lula, perdeu o pique com o aviltamento dos partidos, sobretudo o PSDB na oposição, depois da opaca atuação do ex-candidato a presidente Geraldo Alckmin e das sucessivas indecisões dos pré-candidatos. O descolamento de Lula do seu partido não foi nada educativo para a consolidação de uma cultura de partidos no País.
Há um esvaziamento dos oposições que não acontece apenas no Brasil.
Esse esvaziamento dos partidos de esquerda é um fenômeno mais amplo. Faltam lideranças firmes, falta transparência nas negociações do interesse público. A quebra de confiança nos políticos é geral. Isso resulta, em grande parte, de uma reorganização da ordem mundial, mas, sobretudo, de uma brutal concentração de poder do Estado, por toda parte. Esse fenômeno dá força a Lula para um percurso despolitizante, em que a cada semana se anuncia uma novidade, desde o biodiesel ao pré-sal, à Olimpíada… O PAC e os discursos grandiosos do presidente lembram um pouco os projetos de impacto de Ernesto Geisel. Mas os projetos militares ainda deixaram o País mais estruturado. Lula está deixando pencas de aspones pendurados em altos salários nas estatais.
Por isso o debate direita-esquerda perdeu importância?
A direita se modernizou, a globalização a beneficia com o avanço das novas tecnologias e formas de dominação turbinadas pela cultura digital. Esta acelerou a vida econômico-financeira num ritmo que pulveriza as iniciativas da velha esquerda.
Repetindo FHC, para onde o País vai?
O Brasil duplicou sua população em 40 anos, mas a elite dirigente não se planejou nem criou mecanismos para um crescimento tão desafiador. Não tivemos uma revolução burguesa criativa, como a de outros momentos da História, mas sim uma burguesia em geral predadora, associada a interesses do capital internacional. Mas a crise de agora é mais profunda. Ela vem fazendo com que algumas lideranças se deem conta de que, em uma sociedade de massas, e com a pesada herança de uma mentalidade escravista-bragantina, só pode esperar um desastre. Que virá mais cedo ou mais tarde, e em algumas cidades já começou. Falta um estadista de pulso para, nesse contexto de guerra civil disfarçada, mobilizar a Nação.
Perdeu-se, ao que parece, o caminho para uma social-democracia. Como recuperá-lo?
O que falta a partidos social-democratas, como PSDB e PPS imaginam ser, um conteúdo programático e uma liderança – coisa que FHC cobrou com ênfase. Mas há lideranças surgindo, novas gerações de professores, juízes, promotores, pesquisadores, militares, profissionais liberais com boa formação e visão moderna do País.
Como a política detesta o vácuo, vai aparecer alguma coisa no lugar?
Acredito que sim. Há um fenômeno novo, muito estimulante, de uma nova esquerda liberal, republicana, bem formada e socializante. Ela vem aparecendo nos EUA, na União Europeia, no Chile, aqui mesmo no Brasil – onde é menos visível porque, neste momento, Lula ofusca tudo. Obama, Michelle Bachelet no Chile, Segolène Royal na França, são algumas pontas desse iceberg.
Nassif, duas matérias que explicam um pouco o cenário:
Essa do Página 12 fala que a recentemente aprovada nova lei de imprensa argentina, elogiada até pela embaixadora americana, está sendo alvo de gritaria. “El bloqueo por algunas horas de plantas impresoras o de distribución no es más salvaje, sino menos, que el lockout de las patronales agropecuarias, cuyos cortes de rutas desabastecieron de alimentos por semanas a las ciudades, con el beneplácito de Clarín, que trató el caso como un edificante despertar cívico”.
http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-134906-2009-11-08.html
E outra, que vi no Twitter do Marcelo Barbão (@barbao), fala sobre as suspeitas que os herdeiros do Clarín sejam filhos de militantes mortos durante a ditadura.
http://www.elmundo.es/cronica/2002/375/1040632337.html
O texto no comentário final alude,que estão em jogo valores democráticos,em “dólar,reais,euros,libras e até rublos.”
As quatro famílias, dormem intranquilas com o forte cheiro de queimado que exala das vizinhanças.
Demorou, eu e td uma geração q vimos a imprensona decidir os rumos da vida do país, vms ver agora como esse povo reage qd tem q enfrentar a realidade, sempre se protegeram atras dos governos, sempre contaram c o apoio dos poderosos e seus interesses, a internet mudou esse jogo, agora n tem mais como manipular a noticia, vms ver como se viram nesse novo cenário
O que está em jogo é a sobrevivência do esquema de poder dos grandes empresários de mídia.
Eles querem eleger e derrubar governos. E principalmente desejam pautar, não só os governos e partidos, mas fundamentalmente os próprios países. Toda a sociedade guiada pelo pensamento único de mídia, o PUM.
Os governos não precisam tomar estratégias para tirar credibilidade dos meios de comunicação, pois estes estão destruindo a sua própria credibilidade.
O conteúdo dessas empresas é desprovido de qualidade e independência.
A popularidade de Lula e a aprovação de seu governo, apesar de todos os ataques da mídia, prova que a população começa a perceber que as “informações” da grande imprensa, não correspondem com a realidade. É a tese do DESCOLAMENTO da “opinião” da mídia com a opinião pública.
No seu desespero de atingir Lula criaram uma verdadeira realidade virtual, com gripes, epidemias, apagões, e todo tipo de crises: institucionais, econômicas e até internacionais.
A realidade virtual também é utilizada como estratégia para proteger os governadores tucanos, Serra, Aécio e Yeda, abafando todo tipo de crise. Um método dos mais utilizados é nunca associar a pessoa do governador as crises, fazendo uma blindagem do chefe do executivo, no entanto em relação a prefeitos, governadores do PT, e de outros partidos como Requião, faz-se exatamente o contrário. É preciso lembrar também o cerco ao Brizola no seus dois governos, um verdadeiro “estado de sítio midiático”.
O esforço da mídia gaúcha para salvar a governadora Yeda beira o patético, criou uma realidade virtual, que mais parece uma comédia pastelão de terceira categoria, tamanho o ridículo. E o resultado não poderia ser outro se não um grande fracasso, tendo Yeda índices de desaprovação como nunca se viu no Rio Grande.
Os empresários dos grandes veículos de comunicação compõe o “núcleo duro” do conservadorismo, e são principal foco de resistência às mudanças no modelo sócio-econômico capitalista dependente – primário-exportador – com grande concentração de renda e de terras.
Os grandes órgãos de imprensa operam manipulando a opinião pública, combatendo os que contestam o seu modelo, e tentando sempre inviabilizar possíveis alternativas de mudança.
Atuam combatendo governos que “não rezam pela sua cartilha”, e TOMANDO A LINHA DE FRENTE DA OPOSIÇÃO; desconstruindo candidatos que representem alguma mudança, mesmo que seja moderada; desqualificando os intelectuais críticos de seus modelos, quando não se pode simplesmente ignorá-los, de preferência; e atacando os movimentos sociais, defendendo sua criminalização, como faz com o MST.
A mídia se comporta como “a guardiã da doutrina da fé neocon”, por isso se acha no direito de pautar a oposição demo-tucana, chamando-a às falas, quando julga necessário. Tucanos e Demos não ousam desafiá-la, mesmo quando há sinais claros de que sua sobrevivência dependa disso.
A mídia golpista produz propaganda partidária. Os blogs, cada vez mais, produzem conteúdo independente, deixando de pautar-se pela velha mídia.
Ainda bem que temos esses defensores da democracia para nos salvar. Hoje vou dormir mais tranquilo.
“O que está em jogo são os valores democráticos. As sociedades precisam dessas empresas que produzem conteúdo com qualidade e independência. Não há conteúdo independente sem investimento no bom jornalismo”, disse Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais.”
Na minha opinião esses caras são simplesmente CÍNICOS.
Já os lexicógrafos, detalham melhor a natureza de tais indivíduos:
1) Indivíduo que por convicção, por interesse ou como provocação desafia as convenções sociais, a moralidade, as normas de conduta
2) P.ext. Pessoa desavergonhada, impudente; que não tem princípios ou pratica atos imorais
3) Indivíduo que desdenha dos escrúpulos alheios, que se mostra atrevido ou descarado ao seguir seus impulsos ou interesses
4 Fil. Partidário ou seguidor da doutrina ou corrente do cinismo.
Orlando
Temo pelo que virá. A siuação é grave. Ao lermos os jornais ou quando assistimos televisão, nos deparamos com um Brasil que nada tem a ver com a verdade. Nosso país caminha de cabeça erguida como nunca caminhou. Dá sinais de que, em breve, seremos uma das cinco maiores economias do mundo.No entanto, nossa mídia pinta um quadro de “país arrasado”. Ao acompanharmos o que é veiculado diariamente pela “grande imprensa”, sentimo-nos acuados, cidadãos de um país que não é o nosso, mas sim governado por gente vil e gananciosa. Qualquer estrangeiro que tenha acesso aos nossos jornais concluirá, pelas manchetes que lê, que o Brasil está na iminência de um colapso social.
É chegada a hora de tomarmos uma atitude – legal – enérgica contra essa gente que planta inverdades contra o nosso povo.
Quando os cariocas apedrejaram a sede do jornal o Globo no Rio de janeiro e puseram a cabeça de Carlos Lacerda a prêmio, após o suicídio de Getúlio em 1954, eles sabiam onde o mal se escondia. Mesmo assim, já era tarde demais: amargamos mais de 40 anos de instabilidade política, social e econômica.
Muitos acreditam que o golpe ocorreu em 1964. Eu, em particular, creio que ele se deu 10 anos antes com o assassinato moral de Getúlio e do Brasil.
Fiquemos atentos. O ano de 2010 será o momento onde blogs independentes como esse, se converterão em verdadeiras trincheiras contra o PIG
E, Nassif e pessoal, já que é assim, também quero o meu blog!
Eles percebem que contar com a Infovia e seus habitantes qualifica melhor o trabalho da produção de informação.
Em vez de criar um editoria, com colunistas e repórteres especializados, o estadão se rende à blogosfera e às suas infinitas possibilidades…
Estão perdidos, mas quando procuram “inovar”, criam um blog…
abraços.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091108/not_imp462999,0.php
Domingo, 08 de Novembro de 2009 | Versão Impressa
Blog ”Crimes no Brasil” vai apurar situação nacional
O blog Crimes no Brasil (blogs.estadao.com.br/crimes-no-brasil)nasce para tentar apurar informações sobre a estrutura criminal nos Estados brasileiros. Serão publicados fatos e entrevistas que ajudem a entender o grau de infiltração do crime nas instituições e a influência do tráfico e de facções nos diferentes Estados, entre outras questões. O Espírito Santo, Estado cujas autoridades enfrentam enormes desafios para fazer frente a organizações criminosas locais, inaugura os posts.
Ah tá! e para ver este blog tem de ser assinante do Estadão!
Perfeito!
Uma salada argumentativa para convencer as pessoas a se juntarem a uma campanha que tem, como único objetivo, perpetuar os negócios deles…
“Mal acostumado… você me deixoooou… mal acostumado…!
Ocorre que o Brasil está mudando e, há anos, não cabe mais na “grade de programação” das Organizações Globo, Band, Record… nem na diagramação dos jornalões e revistas… onde os donos da “verdade” agem como ainda controlassem tudo mais.
Aliás, essas “grades” não evoluíram em nada… Tomando a TV como exemplo… Faustão, Malhação, Zorra, JN, etc… Décadas da mesma porcaria… repetição mântrica… “educando” o espectador sobre “o que é o Brasil”.
Para surpreender o espectador, de quando em quando um “Lost”, ou o 15º. Big Brother, ou “24hs” ou qualquer nova bobagem importada.
É claro que essa galera está assustada. O mamão com açucar pode terminar. E parece que eles tentarão o “tapetão”, Gilmar Dantas será acionado.
Me disseram que todo jornalista que se preze sabe que a informação importante deve ser colocada logo no primeiro parágrafo e isso a declaração de hamburgo faz muito bem:
The Internet offers immense opportunities to professional journalism – but only if the basis for profitability remains secure throughout the digital channels of distribution. This is currently not the case.
http://www.epceurope.org/hamburgdeclaration/
Na época eu tive a impressão que o alvo não eram os blogs mas o Google, especificamente o Google News, e promover um protocolo que batizaram como ACAP.
http://www.epceurope.org/presscentre/archive/International_publishers_demand_new_intellectual_property_rights.shtml
Logo em seguida o Google deu uma aula de internet pra essa turma mostrando a inutilidade do protocolo
http://googlepolicyeurope.blogspot.com/2009/07/working-with-news-publishers.html
E vc não sabe da pior…
Isso ai passou no jornal nacional ontém! E uma representante de um sindicato patronal vociferou aquela mesma argumentação final! Quase chorei de rir! O pessoal agora quer passeata para ajudar “pobres” jornalões e revistonas! Só o que me faltava…
Taí, gostei do “imprensona” para substituir a soberba e arrogante expressão “grande imprensa” !
[...] Os Dinossauros Contra-atacam Antonio Arles É impressionante a voracidade dos dinossauros da chamada “indústria cultural” e das empresas de comunicação. Eles querem porque querem manter um modelo de negócios ultrapassado, punindo usuários de inviabilizando serviços na Rede. Alem da questão econômica, ressalto mais uma vez que existe uma questão política: não é só manter o modelo de negócios que está em jogo, mas, principalmente, manter o monopólio da informação e da produção de bens culturais. Vejam parte de um artigo sem pé nem cabeça publicado no G1 e reproduzido no Blog do Nassif: [...]
Acho que esta mais do que na hora da sociedade civil se organizar e dar o troco. Veja um exemplo: Nos produzimos conteudo em Creative Commons, em geral “share alike” proibindo o uso comercial. Mas a “imprensona” usa muitos conteudos dos blogs, e sem citar a fonte, o que é pior, ja foram diversos flagrantes neste sentido. O mesmo se da na TV que exibe os “videos da internet”. A proposta é processar a midia por violação de direito autoral, hilario eu sei, mas licito. O problema é que na maioria das vezes o produtor do conteudo ou não tem interesse ou não tem grana para uma empreitada destas, e em nossa legislação não podemos ter uma causa representativa, ou seja, uma organização ou pessoas não pode entrar na justiça para valer o direito de uma terceira.