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08/11/2009 - 14:00

A mídia argentina

Por Bárbara Lopes

Nassif, duas matérias que explicam um pouco o cenário:

Essa do Página 12 fala que a recentemente aprovada nova lei de imprensa argentina, elogiada até pela embaixadora americana, está sendo alvo de gritaria. “El bloqueo por algunas horas de plantas impresoras o de distribución no es más salvaje, sino menos, que el lockout de las patronales agropecuarias, cuyos cortes de rutas desabastecieron de alimentos por semanas a las ciudades, con el beneplácito de Clarín, que trató el caso como un edificante despertar cívico”.

http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-134906-2009-11-08.html

E outra, que vi no Twitter do Marcelo Barbão (@barbao), fala sobre as suspeitas que os herdeiros do Clarín sejam filhos de militantes mortos durante a ditadura.

http://www.elmundo.es/cronica/2002/375/1040632337.html

Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: , ,

11 comentários para “A mídia argentina”

  1. Henrique disse:

    Nota

    Solidaridad de FATPREN con los que luchan
    junto a trabajadores de “La Nación” y “Clarín”

    La Federación Argentina de Trabajadores de Prensa salió a respaldar la lucha del Sindicato de Camioneros contra las patronales de los diarios “Clarín” y “La Nación”, que vienen incumpliendo gravemente las leyes que preservan los derechos de los trabajadores.

    Pese a que estas patronales y sus voceros mediáticos ocultan la verdad, la sociedad argentina debe saber que estos medios violan todos los convenios; reniegan de los encuadramientos; no permiten el ingreso a planta de los delegados que representan a los trabajadores, pese a los fallos en contrario de la Cámara del Trabajo; y además, en el caso de los trabajadores de prensa, no pagan horas extras ni reconocen la propiedad intelectual de los compañeros, realizando aprovechamiento múltiple de los productos que ellos elaboran.

    Este devastador procedimiento patronal de “Clarín” y “La Nación” no aparece en sus informativos, donde sí se presentan como víctimas eternas del gobierno y de un gremio que, como el de Camioneros, lucha por defender y encuadrar a trabajadores que ya no pueden seguir en una injusta indefensión.

    Buenos Aires, 4 de noviembre de 2009

    Federación Argentina de Trabajadores de Prensa (FATPREN)

    Afiliada a la Federación Internacional de Periodistas (FIP)

  2. Andre Araujo disse:

    A Embaixada americana elogiando uma lei do Pais anfitrião? Que tipo de lei pode vir do peronismo-kirchenismo?
    A Embaixada americana vai elogiar lei de imprensa que diminui a liberdade de imprensa? Ver para crer.
    Não cabe à uma Embaixada emitir opinião sobre legislação sendo votada no Congresso do Pais aonde está acreditada. É contra qualquer norma diplomatica.
    É ruim se elogiar e é péssimo se criticar.

    • Flics disse:

      Caro André Araujo:

      Antes de sair “chutando o balde”, é bom ler o artigo do Horácio Verbitsky, na integra, no link colocado pela Bábara.

      Reproduzo uma parte:

      “Entre los asistentes al Dialogue había funcionarios del ministerio de Relaciones Exteriores y del Congreso de los Estados Unidos, de la OEA, de varias embajadas latinoamericanas, de universidades, de organismos multilaterales de crédito, de consultoras y empresas estadounidenses con intereses en la Argentina. En comentarios posteriores al debate algunos de ellos mencionaron un informe sobre la nueva ley audiovisual enviado a la Secretaría de Estado por Vilma Socorro Martínez, la flamante embajadora en la Argentina quien presentó sus credenciales mientras el Congreso debatía el proyecto. Martínez transmitió una opinión “muy favorable” a la ley, dijeron.”

      • Andre Araujo disse:

        Meu caro, eu não costumo chutar o balde com informação. Antes de fazer o comentario consultei o site Embaixada Argentina em Buenos Aires para ver se havia algum comentario oficial sobre a nova lei argentina de midia.. Não há absolutamente nada a esse respeito.
        Todos os releases da Embaixada nos ultimos seis meses estão transcritos no site. Agora, o jornalista em questão, um nome expressivo da esquerda argentina, hoje atrelada ao oficialismo, dizer que a Embaixadora americana, que apresentou credenciais em 18 de setembro, a menos de dois meses portanto, “”transmitiu uma opinião muito favoravel à lei ao Departamento de Estado”", é para ela perder o cargo.. Como é que o jornalista sabe sobre uma comunicação interna da Embaixadora dos EUA ao Departamento de Estado? Ela mostrou a ele? Vc ja viu isso acontecer em alguma Embaixada? Mostrar a um nacional do Pais acreditado uma comunicação opinativa da Chefa da Missão aos seus superiores em Washington em matéria ultra sensivel, como é essa lei de midia que visa especificamente enquadrar o jornal mais critico ao Governo?
        A Embaixadora não é de carreira, nunca teve cargo diplomatico, é uma advogada sócia de um escritorio de advocacia empresarial, mas parece ser uma pessoa experiente, não é jovem, não iria cometer essa leviandade.
        Posso lhe garantir que Embaixador brasileiro jamais faria isso.
        Portanto o que temos de concreto é uma opinião do jornalista Horacio Verbitsky sobre uma opinião que a Embaixadora teria transmitido ao Departamento de Estado.
        Sinceramente, por enquanto não é prova de coisa alguma.

        • Flics disse:

          Caro (con el permiso del dueño del blog):

          Baixa um pouquinho do preconceito e leia o artigo do Verbitsky. Assim tu ficas “sabendo” como ele “sabe”. No segmento que coloquei acima fica claro que ele não ouviu, viu ou leu nada diretamente da Sra. Embaixadora. Também não é uma opinião.

          p.s. se for dificuldade com o espanhol, posso traduzir.

          Salu2 Peronautas.

        • Andre Araujo disse:

          Não há preconceito algum, trata-se de assunto de informação. Li e reli o artigo que vc transcreve. “”Em comentarios posteriores ao debate, alguns dos participantes mencionaram um informe sobre a nova lei do audiovisual enviado à Secretaria de Estado pela Embaixadora Vilma Martinez”". E dai? Prova o que? Que alguem ou alguns comentaram sobre esse informe e que foi essa conversa que o jornalista relata. Como esse informe foi visto por essas pessoas? A Embaixadora mostrou a eles? Porque mostraria?
          A diplomacia americana tradicionalmente é a favor da total liberdade de imprensa que considera essencial à democracia. Como é que a Embaixadora dos EUA vai elogiar uma lei restritiva dessa liberdade? Em função de que principio?
          Em 1945 o Embaixador americano em Buenos Aires era Spruille Braden. A sua relação com Peron desgastou-se tanto por causa do autoritarismo peronista, que ele foi expulso da Argentina por Peron. Suas memorias autobiograficas dedicam 150 paginas à sua estada em Buenos Aires e ao seu conflito com o peronismo então iniciante. Nome do livro “”DITADORES E DEMAGOGOS”".
          Eu tenho o livro, comprei em um sebo de Nova York, é coisa antiga e rara. Desde essa época e fazem mais de sessenta anos, as relações EUA-Argentina nunca foram grande coisa, os americanos nunca tiveram confiança em governos argentinos, historicamente. A Argentina na 2ª Guerra se finjia de neutra mas era descaradamente pró-Alemanha, só entrou na ONU na ultima hora e os EUA tentaram bloquea-la, como fizeram com a Espanha, por absoluta desconfiança em Peron.
          O governo agora é novamente peronista, não faz sentido nesse quadro historico a Embaixadora dos EUA apoiar o peronismo em uma questão de liberdade de imprensa, depois que um outro Embaixador dos EUA foi expulso exatamente por questões de principios democraticos por um governo igualmente peronista.

      • Flics disse:

        Bueno… duas leis peronistas-kirchneristas:

        Domingos Perón- 1947: Lei que deu direito de voto às mulheres. Algo que os elogiados (em Cabeça de Planilha/Nassif) próceres argentinos nunca fizeram.

        Cristina Kirchner- 2009 Asignación Universal universal de 180 pesos por filho para todas famílias argentinas em situação de carência (semelhança igual ao nosso bolsa familia).

        Salu2

    • Flics disse:

      Caro André Araujo:

      “Que tipo de lei pode vir do peronismo-kircherismo?”

      ou

      “Que tipo de lei pode vir do petismo-lulista?”

      …..

      A legislação em pauta – Lei dos Meios de Comunicação – NÃO ESTÁ sendo votada. Já foi votada e aprovada pelo Congresso Argentino com ampla maioria, não só dos peronistas mas também da oposição.

      Salu2 Peronchos.

      • Andre Araujo disse:

        Meu caro Flics : A onda bolivariana que cobre hoje parte da America Latina tem na midia em geral seu maior inimigo. As leis que vem desse campo se destinam em geral a restringir a liberdade de imprensa, vista como adversaria desses regimes. Esse é o sentido da minha expressão “”que tipo de lei pode vir do peronismo-kirchenismo”".
        Nada a ver com o petismo-lulismo, que não embarcou até agora nessa canoa, tanto que não há nenhuma lei similar apresentada pelo Executivo e nem se cogita disso.
        Quanto ao Congresso argentino, a sua tradição de cooptação pela Casa Rosada vem de muito longe, a ponto de nosso Congresso parecer perto dele a Camara dos Lordes instalada no Palacio de Westminster.

        • Flics disse:

          Meu caro Andre Araujo:

          Eu, penso o contrário: a “midia en geral” é que tem na onda bolivariana – seja lá isso o que for – o seu maior inimigo. Porque estão demonstrando que ela já não é mais a poderosa de antes e que não consegue derrubar governos democraticamente eleitos.

          Vivi no Chile antes do golpe de 73 e sei o quanto de democrático é El Mercurio. Morei na Argentina antes do golpe de 76 e sei do democráticos que são Clarin e La Nacion. Já era bem grandinho antes do golpe militar de 64 e sei o quão democráticos são O Globo, O Estado de São Paulo e a Folha de São Paulo. Que tenham longa e decadente vida!

          “El Diablo mas sabe por viejo que por diablo” – Martin Fierro.

          Salu2 Peronchos!

  3. Jeferson disse:

    Só pra esclarecer melhor, vale dizer que a lei versa sobre a “mídia” de modo geral, não se tratando apenas de uma lei de imprensa.

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