Atenção, pessoal, a comentarista Simonse trouxe o link de uma entrevista do Guilherme Motta ao Valor onde suas idéias, mesmo sendo questionáveis, seguem linhas de raciocínio mais claras. A nota está no pé deste post.
Confesso um certo desânimo em analisar entrevistas do tipo da que o professor Carlos Guilherme Motta concedeu hoje ao Estadão.
Motta fez sucesso nos anos 70 ou 80, quando pretendeu escrever uma obra monumental, uma espécie de enciclopédia do pensamento intelectual brasileiro. Era uma obra arraigadamente uspcentrista, na qual se permitia idiossincrasias pessoais – especialmente contra ninguém mais do que Sérgio Buarque de Hollanda, contra quem mantinha uma certa competição.
No afã de desmerecer Buarque de Hollanda e consagrar a USP, chegou a considerar a “História da Literatura Brasileira”, de Antônio Cândido como uma brasiliana de nível superior. Depois, estimulou uma falsa competição entre Antonio Cândido e Gilberto Freyre, visando desqualificar o pensador nordestino – visto por ele como “de direita”.
Nos dois casos, deixou Antonio Cândido em má situação, por pretender usá-lo como aríete justamente contra duas de suas maiores admirações intelectuais. O professor Antônio Cândido é cioso da sua relevância intelectual e suficientemente crítico para não pretender ombrear-se com suas duas admirações.
Na entrevista ao Estadão, Guilherme Motta mostra uma dificuldade comum a historiadores que, vindos de uma visão tradicional da matéria, não conseguem entender as novas dinâmicas do momento, em cima da bucha. Relaciona uma série enorme de conceitos, definições, fatos descosturados, incapaz de alinhavá-los e organizar o todo.
Não sejamos injustos: talvez não tenha conseguido o espaço necessário porque a entrevista visava obviamente cumprir uma pauta pré-determinada. Recentemente saiu uma entrevista assim com o Renato Lessa – que, desde o primeiro momento, duvidei que tivesse sido fiel ao seu pensamento (e não havia sido, de fato).
Nascido em Milwaukee (USA), em 12 de março de 1940
Al Jarreau, é um cantor premiado seis vezes com o Grammy, sendo o único a vencer o prêmio em três categorias distintas: jazz, pop e rhythm and blues .
Como filho de um vigário, começou a cantar em coro de igreja. Estudou no Ripon College, onde cantou não profissionalmente no grupo the Indigos, até se formar em 1962.
Se tornou profissional após se juntar a um pequeno grupo de jazz ,liderado por George Duke. Contratado pela Warner Bros. em 1975, seu álbum de estréia We Got By, alavancou sua fama internacional, destacando sua técnica de vocalise.
Gravou em 1986 o album L is for Lover, com a produção a cargo do mago da disco Nile Rodgers (Chic). Com o tema do seriado A Gata e o Rato, e os disco subsequentes, Heaven and Earth e Tenderness ele alcançou a consagração pop.
Recebi um email de uma prima do interior, professora há muitos anos da rede estadual. Como existem siglas e conceitos, publico para discussão mais aprofundada entre vocês.
Por nalubi1
Luis sei que seu foco é a economia , mas será que você se interessaria para o caos que irá virar a educação no Estado de São Paulo com as novas regras que nosso Governador está lançando? Os alunos irão ficar desnorteados com tanta mudança de professores todo ano; ele não conseguirá acabar com a categoria dos ACTs pois professores Efetivos acabam faltando ou se afastando precisando assim dos ACTs para substituí-lo. A categoria vai acabar !!!!
Por Luiz Carlos
Sou professor efetivo do estado há 10 anos..e nunca vi nada igual…parece que a lógica sucateamento-privatização está de vento em popa.E como é a classe trabalhadora e desempregada/informal (que não lê blogs e não se informa a não ser pelo PIG (Paulo Henrique Amorim) que tem seus filhos nas escolas públicas ela não se manifesta. Serra investe pesado em propaganda. Isso chamusca qualquer tentativa da classe dos professores em denunciar o que acontece nas escolas.Estamos sós. Sexta-feira é um verdadeiro caos na escola em que trabalho, pois professores faltam e não se acha substituto.
A diretora da escola chega a ir de carro procurar professores eventuais em outras escolas! Com essa lei do aumento por mérito (veja aqui) eu mesmo estou pensando em mudar de profissão. Pedimos Socorro!
Espaço em cinco estações do Metrô homenageará craques que fizeram história no futebol
O Projeto Encontros, que visa levar cultura e arte aos usuários do Metrô, deu início à votação dos ídolos dos principais clubes de futebol que serão imortalizados nas estações Corinthians-Itaquera, Palmeiras-Barra Funda, Portuguesa-Tietê, Santos-Imigrantes e na futura Butantã.
As estações do Projeto Encontros terão três grandes destaques: a história do clube, fotos e troféus e o chamado ‘Espaço dos Grandes Craques’ que destacará os grandes jogadores eleitos pelo público, via internet, nos quatro períodos da história dos clubes pré-estabelecidos.
Palmeiras e Portuguesa já definiram os atletas que farão parte da votação que escolherá o melhor jogador dos seguintes períodos: da fundação do clube a 1950; de 1951 a 1970; de 1971 a 1990; e de 1991 até hoje. Os torcedores terão 30 dias para votar, via internet, pelos sites oficiais dos clubes:
São Paulo, Corinthians e Santos estão selecionando os nomes de jogadores para o ‘Espaço dos Grandes Craques’ e devem publicar votação nos respectivos sites nos próximos dias. O espaço destinado ao São Paulo será instalado provisoriamente na Estação Butantã do Metrô, que será entregue em 2010. Em 2012, já em caráter definitivo, ficará na futura Estação São Paulo-Morumbi, na Linha 4-Amarela, do Metrô.
Projeto Encontros
A ideia de imortalizar os grandes ídolos do futebol integra o Projeto Encontros. Além dos espaços culturais, haverá programação exclusiva nos monitores que serão instalados nessas estações. O projeto foi idealizado para aproveitar, de forma plena, todo o potencial das estações do Metrô, para estabelecer vínculos com a cidade de São Paulo e sua história.
O Projeto Encontros já foi implementado na estação Santa Cecília, que leva programação cultural aos usuários. Seu espaço cultural conta com biblioteca, revistaria, café/ lounge, espaço para apresentações musicais e de poesia. O espaço conta também com estrutura para exposições temporárias de fotografia e artes plásticas, painéis para mostras permanentes e telão de cinema para exibição de curta-metragens.
Ídolos do Verdão e da Lusa
No Palmeiras, o Conselho do Departamento Histórico escolheu previamente dez jogadores por período:
Até 1950 – Bianco, Heitor, Imparato, Romeu, Fiúme, Oberdam, Lima, Caetano, Ministrinho e Nascimento.
Entre 1951 e 1970 – Aquiles, Jair Rosa Pinto, Chinesinho, Mazzola, Tupãzinho, Zequinha, Valdir Joaquim de Moraes, Liminha, Julinho e Servilio.
Entre 1971 e 1990 – Leão, Ademir da Guia, Dudu, Cesar, Jorge Mendonça, Jorginho, Leivinha, Ney, Luis Pereira e Pedrinho.
Entre 1991 e 2009 – Marcos, Valdívia, Vagner Love, Edmundo, Cesar Sampaio, Evair, Roberto Carlos, Rivaldo, Alex e Arce.
Já a Portuguesa definiu 36 jogadores, distribuídos da seguinte forma:
Até 1950 – Mesquita, Filó, Batatais, Machado, Barros, Duilho, Nininho e Simão.
Entre 1951 e 1970 – Djalma Santos, Brandãozinho, Pinga I, Julinho Botelho, Jair da Costa, Servilho, Ipojucan, Leivinha, Ivair, Felix e Ditão.
Entre 1971 e 1990 – Badeco, Eneas, Orlando, Edu Marangon, Marinho Perez, Ratinho e Basilio.
Entre 1991 e 2009 – Zé Roberto, Zé Maria, Denner, Leandro Amaral, Rodrigo Fabri, Cesar, Emerson, Capitão, Diogo e Ricardo Oliveira.
Comentário
Tive um primo da minha mãe – Paulo Mesquita – que chegou a ponta esquerda titular do Palmeira no início dos anos 30. Tinha futuro. Em São Sebastião da Grama (sua cidade natal e da minha mãe) diziam que podia chegar à Seleção. Morreu de uma pneumonia devido ao tempo em que ficou nas trincheiras encharcadas na revolução de 32.
Já pedi umas duas vezes ao Belluzzo, para saber se havia algum registro dele por lá, mas o Belluzzo é mais assoberbado por compromissos do que eu.
A Vale investe em minas de Potássio no Canadá, Argentina e em vários outros países.
No Brasil, tem algumas pequenas jazidas exploradas em Sergipe que atende uma pequena parcela do consumo brasileiro.
A estratégia da Vale fica clara: produzir o Potássio em outros países e exportar o mesmo para o Brasil. São muitos bilhões de dólares que o Brasil, desnecessariamente, despende nas importações.
A lógica do mercado – maximizar o lucro no menor prazo – prevalece sobre o desenvolvimento do Brasil.
O Potássio é essencial para os bio-combustíveis e a produção de alimentos pela agricultura.
Interessante é que as maiores jazidas se encontram no Canadá e é lá que a Vale está investindo, e muito, na exploração deste mineral estratégico.
SÃO PAULO – Considerada a última grande fronteira da exploração de potássio no mundo, a região do encontro entre os rios Madeira e Amazonas será reativada ainda este mês, com o início das perfurações da Potássio do Brasil, empresa de capital canadense. A região, que pode conter a terceira maior reserva mundial do minério, é considerada estratégica pelo governo, que caminha para promover um retorno da Petrobrás à mineração, 20 anos após a extinção da Petromisa, subsidiária que atuava no segmento.
Nassif, duas matérias que explicam um pouco o cenário:
Essa do Página 12 fala que a recentemente aprovada nova lei de imprensa argentina, elogiada até pela embaixadora americana, está sendo alvo de gritaria. “El bloqueo por algunas horas de plantas impresoras o de distribución no es más salvaje, sino menos, que el lockout de las patronales agropecuarias, cuyos cortes de rutas desabastecieron de alimentos por semanas a las ciudades, con el beneplácito de Clarín, que trató el caso como un edificante despertar cívico”.
E outra, que vi no Twitter do Marcelo Barbão (@barbao), fala sobre as suspeitas que os herdeiros do Clarín sejam filhos de militantes mortos durante a ditadura.
Conheci demais o Anselmo. Desde que, em 1950, fizemos um filme na Atlântida (pode checar no IMDB e há os primeiros 20 minutos no YouTube). Tremendo moleque, engraçadíssimo, inteligente, papo sensacional. Anos 60, muita conversa no Fiorentina. Ele, como eu, morava ali no Leme. Simpaticíssima e mais do que justo seu lembrete e, eu ousaria dizer, homenagem. Abração do admirador e leitor habitual. Ivan
Por jairo arco e flexa, de sp
Permitam-me um comentário muito pessoal sobre esse paulista de Salto, que se tornou famoso com os filmes da Atlântida carioca.
Até estrear na direção com a comédia “Absolutamente Certo!” Anselmo era víitima de uma campanha impiedosa de grande número de críticos, que faziam de tudo para desmoralizá-lo.
Implicavam com sua pinta de galã, seu sucesso junto às mulheres, com o que consideravam sua falta de cultura, chamando-o de canastrão para baixo.
Quando “Absolutamente Certo!”, filme do qual, além de ser o diretor, era também o autor do argumento e o protagonista, fez um enorme e inesperado sucesso, a maioria dos críticos teve, com diria Zagalo, “que engoli-lo”.
Mas quando Anselmo anunciou que iria adaptar para as telas a premiada peça de Dias Gomes “O Pagador de Promessas”, os ataques recomeçaram.
EU passei por uma depressão muito forte, dessas de não abrir a porta de casa por dias, eventualemnte sair, pegar comida e voltar à reclusão por outros dias. Colocar lençóis nas janelas pra não ver o Sol e poder dormir, dormir. Sentindo-me inútil. Achando que tudo que já havia feito tinha dado errado e racionalizando que não adiantava fazer mais nada, porque ia dar errado de novo.
Um belo dia, meu pai (com quem tenho um relacionamento distante) simplesmente disse que ia me levar a um psiquiatra, eu não recusei.
Já estou no segundo psiquiatra, agora acho que acertamos nos remédios, isso não quer dizer que esteja vibrando de alegria, mas que voltei a FUNCIONAR como pessoa, trabalho, estudo e reencontrei meus amigos, e alguns novos.
A cada dia Armínio Fraga consolida o papel de liderança mais esclarecida do mercadismo. Sua entrevista à Mirian é muito interessante.
Nas perguntas, Mirian mostra-se presa aos bordões engendrados na incrível máquina de criar slogans preconceituosos da Globo-Kamel. Nos últimos anos, aliás, quando a oposição deixou de ter um discurso unificador das idéias, Mirian, Dora – trazendo atrás de si colunistas de menor fôlego — saíram a campo tentando ensinar como fazer oposição. A leitura dos conselhos me dava até arrepios. Não íam além de check lists de episódios pontuais que poderiam ser criticados. Olha, critica o PAC assim, a Bolsa Família assado, o BNDES daquele jeito.
Ora, conduzir a oposição significa desenvolver uma visão de mundo, diferente da situação, e não meramente organizar uma lista de supermercados. Ou, não tendo a visão de mundo, desenhar o mapa do golpismo, como faz FHC, permitindo unificar os argumentos.
Armínio traz uma visão abrangente, ideológica, consistente, não demagógica. Desenha um modelo de economia, admite que grande parte está contemplada no modelo de governo de Lula e centra fogo no que considera pontos de distorção.
Ao fazer isso, assume uma posição racional, consolida sua posição de liderança com boa análise e bom senso, mas cria um nó na cabeça dos nossos colunistas-militantes: tacitamente aceita como inevitável o novo modelo de país que Lula irá legar. Comporta-se como a oposição consciente, aproximando-se do centro – como fez o PT, vindo da esquerda para o centro. Mas não fornece um bom tema para as eleições do próximo ano.
O mais curioso é que o homem que veio do mercado se sente confortável como centro-esquerda, enquanto todo um exército de antigos militantes da esquerda – hoje em postos chave na mídia – teimam que ser elite é olhar com desdém o país profundo.
Mesmo assim, passado esse período de transe midiático, é bem provável que seja estabelecido o curso normal dos rios: pensadores pensando; e colunistas reportando e abrindo mão da presunção de pretenderem condutores de povos. Aliás, o simples fato de Maílson da Nóbrega ou do inacreditável “professor de Deus” serem trocados por Armínio, como guru dos nossos colunistas, é sintoma de grandes avanços futuros por aí.
Esse tipo de universidade existe por todo o Brasil. Tres sujeitos ricos mas de escassa educação se reunem em uma praia e discutem: pessoal, temos que investir esse dinheiro, vamos abrir uma igreja, uma universidade ou uma concessionária Volks?
É desse tipo de gente que saem essas universidades.
A Uniban fazia uns anuncios na radio Bandeirantes aonde falava o vice-reitor. Como dizia sabiamente George Bernard Shaw, a linguagem é o melhor documento de identidade. O portugues do sujeito era de quiosque de praia, E era vice-reitor.
São universidades caça-niqueis, não tem qualquer espirito universitario, qualquer compromisso real com a educação, tendo capital se compram predios em leilões mal cheirosos, moveis de 3ª, professor acha com facilidade, pagou e dão aula, depois é só investir em marketing. Não tem e nunca terão espirito de universidade porque não são lideradas por educadores de verdade e sim por comerciantes para quem tanto faz escola como posto de gasolina.
Esse foi o maior erro do MEC e do CFE au autorizar esse tipo de falsa universidade. O requisito principal deveria ser o dos organizadores do empreendimento, que curriculo tem, isso é mais importante do que o dos professores e hoje não é filtro para autorizar a instituição. Não é só essa do ABC, no Rio tambem há universidades criadas por comerciantes de qualquer coisa e uma delas é das maiores do Rio.
Então esperar espirito universitario dentro de um negocio de bicheiros, sucateiros ou donos de empresas de transporte de carga, seria demais.
E não se culpe a globalização. Universidade na Europa e nos EUA é coisa séria, a esmagadora maioria não tem fins lucrativos, são fundacionais e são rigorosamente avaliadas pelo publico discente, ninguem investe em coisa ruim quando escolhe universidade para os filhos, nos EUA é rara a universidade que tenha menos de 70 anos de fundação, as grandes tem dois seculos, na Europa idem.
Por causa dessa liberalidade excessiva, confundida com democratização do ensino, temos hoje no Brasil mais de 1.200 faculdades de direito, contra 182 nos EUA e temos no Brasil mais faculdades de medicina do que toda a Europa. Estamos enganando jovens e seus pais, formando falsos preparados para nada, uma legião de desempregados diplomados, na recente inscrição para emprego de garis no Rio se inscreveram 2.000 com curso superior.
Quando aqui se discute a decisão sobre essa jovem expulsa da Uniban esta se discutindo coisa errada.
Não foi uma universidade que a expulsou indevidamente, foi um local onde era uma fabrica que faz de conta que é universidade e acha que com isso mantem a aparencia de ambiente familiar, como nos antigos “”reservados”” de bares de subuirbio, devem achar que é bom para o marketing, o ABC é de fato uma região bem conservadora.
Comentário
No começo dos anos 90, através do meu programa “Dinheiro Vivo”, na TV Gazeta, investi contra o presidente de uma associação de escolas particulares de São Paulo. Ele deu uma entrevista condenando uma decisão que obrigava a escola a aceitar alunos com deficiência física – ou coisa parecida. O sujeito era de uma truculência incontida. Quebramos o pau durante alguns dias.
Vendo as fotos do presidente da Uniban, me pareceu o mesmo típico físico. Não deve ser o mesmo. Mas alguém poderia lembrar quem foi o presidente dessa associação no início dos 90?
Por Francisco Bicudo
Caro Nassif, acho que você se refere ao famigerado José Aurelio de Camargo, que era presidente do Sindicato das Escolas Particulares de São Paulo (Sieeesp) na época, e que ao “justificar” a recusa de matrícula de uma aluna portadora do HIV (o nome da pequena era Sheila), afirmou que “crianças com Aids não precisam estudar, pois já nascem com atestado de óbito assinado”. Nojento, abjeto, deplorável e fascista.
Os jornalistas abaixo-assinados, Palmerio Dória e Mylton Severiano, denunciam aqui a ação fascistoide de um grupo de jovens, a mando do grupo ligado a José Sarney, em São Luís do Maranhão.
1. Antecedentes. Palmerio, autor do livro “Honoráveis Bandidos”, da Geração Editorial, e Mylton, co-autor, a convite de jornalistas de São Luís, aceitaram lançar o livro na capital maranhense, ontem, dia 4 de novembro de 2009, às 19 horas. Para começar, nenhuma grande livraria local, ou entidade, aceitou promover o evento, além do que nem sequer aceitam o livro em suas prateleiras. Até que, lembrado o Sindicato dos Bancários, suas portas se nos abriram e para ali ficou marcado o lanç amento. Na antevéspera, mais um ato que lembra métodos fascistas: a empresa responsável pelos outdoors que anunciavam o evento devolveu o dinheiro aos promotores e mandou “raspar” as peças
As discussões sobre o câmbio, em geral, vêm eivadas de sofismas que, pela força da repetição, acabam se transformando em falsas verdades.
No comércio mundial, há manufaturados de baixo, médio e alto valor agregado. Para competir em cada área tem que se ter o nível tecnológico adequado e preços competitivos.
Há vários fatores que interferem no preço.
O principal é o câmbio, a relação de preços entre duas moedas. Veja o exemplo:
Um determinado produto custa R$ 200,00 no Brasil. Com o dólar a R$ 2,00, irá custar US$ 100,00 (200 / 2). Se o dólar cai para R$ 1,70, irá custar US$ 117,65 – ou 17% mais caro, apenas com o movimento do câmbio. Portanto, a apreciação do real tem efeito direto sobre o preço final da mercadoria, em dólares.
O comentarista Almeida chama a atenção para matéria de O Globo que coloca uma peça a mais no quebra-cabeças da série “O Caso de Veja“. Nesse episódio específico, na sub-série “O Caso da Folha”, especificamente no episódio do massacre da juíza Márcia Cunha.
No capítulo “A Imprensa e o Estilo Dantas” descrevo a maneira como Humberto Braz – presidente da Brasil Telecom, indicado por Daniel Dantas – operava o esquema da imprensa. Uma das chaves era Eduardo Raschkovsky.
Hoje, O Globo narra as percipécias de Eduardo Raschkovsky, lobista incumbido de influenciar o Tribunal de Justiça do Rio. Clique aqui para ler a matéria.
Em maio de 2005, a juíza Márcia Cunha, do Rio, deu ganho de causa aos fundos de pensão para romper com o contrato guarda-chuva, que garantia poderes absolutos a Daniel Dantas.
Logo em seguida, a juíza acusou Eduardo Raschkovsky de ter lhe feito uma proposta de suborno.
Imediatamente, a Folha enviou ao Rio a repórter Janaína Leite, depois de ter recebido um dossiê contra a juíza, preparado provavelmente pelo esquema de Dantas. Foi um dos capítulos mais baixos dessa tenebrosa parceria da mídia com Dantas. Munida de um conjunto de elementos inconsistentes, sem uma acusação fundamentada sequer, Janaína submeteu a juíza a um massacre sem quartel, impiedoso, que mereceu ampla repercussão na Folha, que você pode conferir clicando aqui. Posteriormente, O Globo e a própria Folha (através de Elvira Lobato) narraram as peripécias de Raschkovsky e o massacre de Márcia Cunha.
Posteriormente, Janaína apareceria na Operação Satiagraha conversando com Dantas na intimidade – e inclusive informando-o que tinha “acabado com o Nassif”, após os ataques que sofri de seu Blog.
A atuação de Janaína, durante todo esse períodos de matérias pró-Dantas, foi totalmente avalizada pelo Editor de Dinheiro Sérgio Malbergier e pelo diretor de redação Otávio Frias Filho.
Depois de dois anos, a Eucatex saiu da recuperação judicial solicitada – que lhe permitiu quase zerar sua dívida.
Abaixo, o link para a sentença do juiz. Se tiver tempo, vamos discutir mais a questão. Se tiver mais alguém com informações, favor postar nos comentários.
MINISTÉRIO DA FAZENDA, Secretaria de Política Econômica
RESUMO DOS VOTOS DA ÁREA AGRÍCOLA
REUNIÃO DO CMN – OUTUBRO 2009
1- PRONAF – INVESTIMENTO NA CULTURA DO DENDÊ.
Síntese:
O CMN aprovou a inclusão do dendê entre as culturas abrangidas pela linha de Crédito para Investimento em Energia Renovável e Sustentabilidade Ambiental – Pronaf Eco.
O óleo de dendê é o segundo mais comercializado do mundo, com preços crescentes em função da elevação da demanda. É utilizado na indústria alimentícia e em diversas outras finalidades (sabão e velas, proteção de chapas de aço, lubrificantes e artigosvulcanizados).
O Brasil é hoje importador desse produto, considerado estratégico no Plano Nacional de Agroenergia como possível substituto do óleo diesel.
Há grande potencial de expansão da sua produção, capaz de proporcionar renda elevada em pequenas áreas e demandar muita mão-de-obra, sendo adequada, assim, para a produção pela agricultura familiar.
São beneficiários dessa linha agricultores familiares enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), exceto do Grupo “B”.
O limite de crédito é até R$65.000,00 por beneficiário e de R$6.500,00 por hectare, com taxa efetiva de juros de 2% a.a. e prazo de reembolso de até 14 anos, incluídos até 6 anos de carência. Esses valores são computados no limite da linha Pronaf “Mais Alimentos” (e vice-versa).
O acesso à linha de crédito está condicionado: às indicações do zoneamento da cultura; a existência de contrato de fornecimento para a indústria, incluindo compromisso de compra da produção, fornecimento de mudas e assistência técnica; e à regularidade de outras operações do mutuário no Pronaf,
incluindo o pagamento de pelo menos uma parcela de operação de investimento (ou duas, no caso do GRUPO “A”)………………….
“Clarín” e “La Nación” chegaram atrasados às bancas. Agressão coincide com conferência da imprensa em Buenos Aires.
Do G1, em São Paulo, com informações do Jornal Nacional
Um protesto do sindicato de caminhoneiros da Argentina impediu por algumas horas a circulação dos dois principais jornais argentinos, o “Clarín” e o “La Nación”, na manhã deste sábado (7).
O “Clarín” afirma que o episódio é o mais grave de uma série de ataques de sindicatos vinculados ao governo da presidente Cristina Kirchner.
As agressões coincidem com o início de uma conferencia em Buenos Aires com a participação de mais de 500 editores e diretores de jornais e emissoras de rádio e TV da América do Sul.
Os editores afirmam que, em muitos países, os governos estão tomando estratégias para tirar credibilidade dos meios de comunicação.
Neste domingo (8) será divulgado um relatório que mostra o agravamento da situação no continente.
Na Venezuela , o governo do presidente Hugo chaves mandou fechar neste ano 34 emissoras de rádio. Em Honduras, o governo interino de Roberto Micheletti também fechou emissoras de rádio e TV. No Equador , o presidente Rafael Correa, mandou abrir, em maio deste ano, processos que podem obrigar o canal Teleamazonas, um dos mais antigos do país, a fechar as portas.
Durante o seminário, representantes dos jornais nacionais Folha de São Paulo, O Globo e a Associação nacional de Jornais, assinaram a Declaração de Hamburgo, documento firmado por empresários de comunicação em todo o mundo que defende mudanças nos direto de proteção a propriedade intelectual.
O objetivo do documento é para evitar que provedores de internet continuem usando o trabalho autoral de jornalistas sem pagar pelo serviço. A declaração afirmando que, a longo prazo, a prática ameaça a produção de conteúdo de qualidade e a existência do jornalismo independente.
“O que está em jogo são os valores democráticos. As sociedades precisam dessas empresas que produzem conteúdo com qualidade e independência. Não há conteúdo independente sem investimento no bom jornalismo”, disse Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.