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07/11/2009 - 19:00

Trivial de Anselmo Duarte

Do Portal Luís Nassif

Fernando dos Santos Curi

O PAGADOR DE PROMESSAS – O MILAGRES DE YANSÃ/SANTA BÁRBARA

Do Portal Luís Nassif

Por Laura Macedo


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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:

16 comentários para “Trivial de Anselmo Duarte”

  1. Uma justa homenagem ao grande cineasta brasileiro, injustiçado e estigmatizado pela fraude intelectual chamada “Cinema Novo”.

    • Maria Dirce disse:

      O cinema novo ninguém vai, meia dúzia pra dizer que é cult. “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”, e muita favela e tiroteio.

  2. Almeida disse:

    Prezados senhores,

    Assistam o pequeno documentário: Anselmo Duarte, cineasta saltense.
    http://blogln.ning.com/profiles/blogs/anselmo-duarte-cineasta

    Obrigado pela atenção.

    • Anderson Oliveira disse:

      Esse vídeo é uma pequena homenagem, parte de uma maior, que foi a construção de um Centro de Educação e Cultura aqui Salto em tributo a Anselmo.

      Junto com a Medalha da Ordem do Ipiranga, entregue a ele pelo Serra, estas foram as duas homenagens feitas ao cineasta.

      Anselmo Duarte, como muitos outros, foi uma vítima desse comum desdém da esquerda para com os que não são seus correligionários.

  3. Maria Dirce disse:

    filmaço o pagador de promessa

  4. Fabio disse:

    Nassif, sou editor deste video e esta foi uma das últimas entrevistas de Anselmo (senão a ultima). Feita este ano ao programa Revista de Sábado.
    Um mestre, com certeza, pra nos que fazemos TV ou Cinema.

  5. Antonio José Di Túlio Abreu disse:

    Infelizmente tudo na vida passa, Anselmo Duarte é mais uma saudade. Viver é ver entes queridos partirem. As minhas recordações com Anselmo Duarte ator ficaram comigo para sempre.

  6. jairo arco e flexa, de sp disse:

    Permitam-me um comentário muito pessoal sobre esse paulista de Salto, que se tornou famoso com os filmes da Atlântida carioca.

    Até estrear na direção com a comédia “Absolutamente Certo!” Anselmo era víitima de uma campanha impiedosa de grande número de críticos, que faziam de tudo para desmoralizá-lo.

    Implicavam com sua pinta de galã, seu sucesso junto às mulheres, com o que consideravam sua falta de cultura, chamando-o de canastrão para baixo.

    Quando “Absolutamente Certo!”, filme do qual, além de ser o diretor, era também o autor do argumento e o protagonista, fez um enorme e inesperado sucesso, a maioria dos críticos teve, com diria Zagalo, “que engoli-lo”.

    Mas quando Anselmo anunciou que iria adaptar para as telas a premiada peça de Dias Gomes “O Pagador de Promessas”, os ataques recomeçaram.

    No dizer de seus críticos, era muita ousadia um diretor cuja única realização havia sido uma simples comédia, encarar uma das peças de maior sucesso do teatro brasileiro, que havia sido encenada de forma magnífica por Flávio Rangel.

    E não é quem em seu segundo trabalho Anselmo emplacou a Palma de Ouro em Cannes, prêmio até então inédito para o Brasil, proeza que até hoje nenhum outro diretor conseguiu repetir?

    Mas a inveja, ah, a inveja… O pessoal do Cinema Novo do Rio não admitia o sucesso do paulista de Salto, ex-galã da Atlântida e da Vera Cruz, dois símbolos do cinema que os cinemanovistas detestavam.

    Não há nada de parcial nisso que escrevo, sou amigo de muitos diretores do Cinema Novo carioca, mas foi exatamente isso que aconteceu. Eles, muito chegados ao pessoal dos cadernos de cultura dos jornais cariocas, fizeram de tudo para ignorar o prêmio, e, quando era obrigados a falar dele, tentar desvalorizá-lo.

    Arnaldo Jabor, um dos expoentes do CN, reconheceu numa entrevista, que ele e seus colegas conseguiram “botar água no chope do Anselmo”.

    Poucos anos depois, Anselmo, como ator, também calaria a boca de seus críticos, com uma atuação memorável como o vilão de “O Caso dos Irmãos Naves”, filme de Luis Sérgio Person que tinha Juca de Oliveira e Raul Cortez vivendo os dois personagens do título, vítimas de perseguição policial e de um clamoroso erro judiciário.

    Detalhe curioso de Anselmo como ator: pouquíssimas vezes atuou na TV e nem pensava em fazer teatro, por um problema de inibição e pela enorme dificuldade (ou falta de disposição) em decorar textos longos.

    Apesar disso, era um improvisador fantástico. Em mesas de bares e restarurantes, quando desandava a contar “causos” de sua vida e da carreira (a maioria, obviamente inventados), prendia a atenção de todos com suas narrativas. Era um autêntico “one man show”.

    Um de seus pontos altos era a narrativa, aperfeiçoada e refinada a cada vez que voltava a contá-la, de como havia jogado por alguns minutos ao lado de Pelé e Garrincha num amistoso da seleção brasileira em algum pequeno país da Europa e da África.

    Todo mundo sabia que aquilo era uma enorme mentira, e mesmo assim todo mundo prendia a respiração enquanto Anselmo criava pausas e suspense lembrando como convencia o técnico da seleção a colocá-lo em campo.

    Não sei se ainda hoje Anselmo tem disposição para contar essa história, mas se algué, tiver a oportunidade de senter a uma mesa com ele, procure convencê-lo a recordar esse episódio que, mesmo sem ter existido, é tão interessante que tem todo o direito de ser considerado verdadeiro.
    .

  7. Alexandre Leite disse:

    Alselmo Duarte conta numa entrevista que o Dias Gomes quando leu seu roteiro odiou e pediu para não colocar o nome dele no filme.

    Ele teria dito ao Gomes que precisava cortar 20 minutos no roteiro. Gomes teria dito para não cortar mais nada, pois
    ‘você já cortou tudo de bom que tinha na história’.

    Já pensou se o Anselmo tivesse obedecido?

  8. Juca disse:

    Meu filme nacional favorito. Quem se lembra dos finais de noite de domingo na TV Cultura, do Cine Brasil? “Ansermo Dualte” realmente é um dos mais injustiçados do nosso cinema, junto com J.B. Tanko e Ivan Cardoso. Não seguiram as cartilhas e beija-mãos dos críticos e foram deportados pro ostracismo. Mas em relação ao Pagador de Promessas, fica a atuação de Leonardo Villar, astro de primeira grandeza acompanhado de um elenco fantástico.

    A história da produção tem grandes curiosidades: Desde a irritação da turma cinemanovista (interessante: Glauber Rocha ajudou na produção apresentando Anselmo Duarte ao então prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães) até o boicote do Itamaraty e embaixada na França, passando pela polêmica envolvendo Antonioni, Buñuel e Bresson (na verdade, dor de cotovelo dos críticos brasileiros).

    Vc merecia mais, “Ansermo”.

  9. EDUARDO AUGUSTO DE CAMPOS PIRES disse:

    MESMO QUE NÃO TIVESSE GANHO, A PALMA DE OURO, COM O PAGADOR DE PROMESSAS, ANSELMO JÁ TINHA GRAVADO, DEFINITIVAMENTE, SEU NOME NA HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO.ESTAMOS TRISTES.

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