Os cidadãos-jornalistas das redes sociais
Por Roberto São Paulo/ SP
Televisão australiana formará cidadãos para produzirem conteúdo jornalístico
05/11 – 09:18 – EFE, Último Segundo do iG
Sydney, 5 nov (EFE).- A “Australia Broadcasting Corporation” (ABC), que reúne a rádio e a televisão estatal do país, formará cidadãos das zonas rurais australianas para que aprendam a produzir conteúdos jornalísticos e para que possam divulgá-los, informou hoje o diretor-gerente da cadeia, Mark Scott, em Sydney.
Scott fez as declarações durante um simpósio sobre jornalismo digital e revelou seu plano para que a própria audiência distribua informação por meio de redes sociais.
“É um papel vital da “ABC”: construir novas relações com nossas audiências e buscar novas oportunidades de colaboração e conversa”, disse Scott em referência ao projeto, que terá início no ano que vem.
Trata-se, segundo ele, “de educar os australianos para que encontrem sua própria informação”, e isso “beneficiará outros meios de comunicação do país quando mais e mais pessoas aprenderem como participar do uso de meios digitais”.
O projeto da “ABC”, opinou por outro lado a colunista Caroline Overington, do jornal “The Australian” – propriedade da News Corp, do magnata Rupert Murdoch -, tem o potencial de destruir a capacidade de concorrência das organizações privadas que, ao contrário da companhia estatal, não são financiadas por dinheiro público.
O debate sobre o uso das redes sociais e dos blogs no futuro jornalismo, com projetos como o exposto por Scott, provocou reflexões como a da presidente da Fundação do Jornalismo para o Interesse Público, Margaret Simmons, que assegurou que “o jornalismo deixará de ser uma profissão no futuro para se transformar em uma prática”.
Simmons assegurou que “há partes do jornalismo que deixarão de ser feitas, mas que surgirão outras novas”. EFE mg/pd ………..
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia Tags: cidadão, comunicação, informação, jornalismo, redes sociais

Interessante, nao parece ser o tipo exploratorio ai do Brasil onde grande grupos como globo tv e terra portal (vc reporter) impoem contratos draconianos para os bobinhos que tendo alguma noticia da de graca para estes veiculos via upload de imagens.
De vez em quando aparece essa bobagem de ‘jornalismo cidadão’, para logo em seguida voltar a cair na sua longa e merecida hibernação.
BOBAGEM?! MERECIDA HIBERNAÇÃO? peraí… você acha um absurdo a inexigibilidade de diploma de jornalismo, acertei?
ontem eu discutia o setor elétrico e tive que ouvir que “tem gente que sabe e gente que não sabe”. a arrogância dos especialistas, para quem a inteligência dos demais é nula, e seus pontos de vista inválidos, é um dos entraves ao verdadeiro debate no Brasil. E a blogosfera é um avanço. A decisão do STF também. É preciso agora a reforma eletromagnética, tão vital quanto a agrária. A Cristina fez. Rádio e TV na mão de oligarquias é nocivo, não o ‘jornalista cidadão’. Queria ver a Radiobras anunciar o mesmo que a ABC australiana!
Rádio Livre !!!
http://muda.radiolivre.org/
“O projeto da “ABC”, opinou por outro lado a colunista Caroline Overington, do jornal “The Australian” – propriedade da News Corp, do magnata Rupert Murdoch -, tem o potencial de destruir a capacidade de concorrência das organizações privadas que, ao contrário da companhia estatal, não são financiadas por dinheiro público”
Nossa! Sera que dessa vez Murdoch vai “ver os rabiscos na parede” do banheiro?
(eh uma expressao inglesa pra “cair a ficha”)
Comprei o “Manual da Redação” da FSP.
Procurei o acrônimo PIG no manual e não encontrei no dito.
Resultado: sou auto didata em palpitologia, achologia, opinologia. Sempre derrapando na gramática, ofendendo o Prof. Pasquale de quem fui aluno televisivo.
Eis a razão que meu alter ego muda sempre minha patente militar.
“Eis a razão que meu alter ego muda sempre minha patente”: !!!!!!!
So agora vi os rabiscos na parede!
A mídia é dirijida e produzida pela elite,seja ela cultural ou economica.Quando as redes sociais, geram espaços e democratizam as opiniões e as informações.Vemos o quanto é pobre,limitada e exclusiva à mídia.
É só dar uma espiada no Portal luis Nassif,para vermos,como é que se faz um debate:livre,e com respeito a opiniões
.Por aqui também devemos incentivar esta pratica.
Aqui a CBN e a BandNews pedem pra você enviar notícias via SMS. E você tem que PAGAR para enviar a notícia.
Me admiro muito de saber que tem gente que manda…
Enquanto isso no Brasil se exige diploma para jornalistas.
Sou a favor do diploma por causa do conhecimento científico isto implica, a elaboração de pesquisas, o que não esta experiência australiana,
Não podemos prescindir de jornalistas formados, duvido muito que sem isso teríamos este batalhão de bons jornalistas, ativos, que inclusive por terem conhecimento não beijaramos os pés do patronato quando se viram na obrigatoriedade de infringir seus princípios ético-profissionais, e eles são muitos, alguns deles conhecidos: Azenha, PHA, Rodrigo Viana, Nassif….
Parábola dos urubus
A propósito da polêmica levantada vale registrar aqui a “Parábola dos urubus” do professor Rubem Alves. Estou citando de memória, mas o sentido é o mesmo:
Os urubus resolveram aprender a cantar. Contrataram os melhores professores – todos pós-graduados – e passaram a reunir-se, diariamente, sobre um telhado, para as aulas (teóricas e práticas). Todos os dias era aquela canseira… Os professores dando aulas, ensinando técnicas e mais técnicas, e o que mais os urubus conseguiam era uma séria de “Grr, Grurrr, Gorr”, e outros sons do tipo. Uma coisa horrível. Mas os urubus não estavam nem aí (nem os professores). O certo é que, passados dois anos de grandes esforços, dois anos de bunda na cadeira, digo, de penas no telhado, chegou o grande dia da formatura. Todos reunidos (alunos e professores) os discursos de sempre, diplomas debaixo das asas, orgulho “pingando”…, empáfias, mil. Desde então os urubus se reuniam sobre o telhado, duas vezes por semana, para “cantar”: “Grr. Grurrr. Gorr” – e vamos nós, pois elite é elite e quem pode, pode; e quem não pode se sacode.
Certo dia enquanto os urubus estavam reunidos “cantando”, eis que pousa, próximo a eles, numa quina do telhado, um sabiá. Inadvertidamente, sem saber que estava “usurpando” espaços alheios, o sabiá, natureza pura, solta aquele canto maravilhoso! Os urubus, indignados com aquela intromissão, interrompem o canto do sabiá e, dedos em riste dirigidos à pobre ave canora, gritam em uníssono (voz de barítono):
“TENS DIPLOMA???????”
O sabiá toma um susto, interrompe seu maravilhoso canto e, assustado, ao tempo em que balança a cabeça para um lado e para o outro, responde baixinho: “n…ão, senhor..”
Os urubus, com voz de barítono gritam em uníssono:
ENTÃO CALA A BOCA, SEU PÁSSARO DESPREPARADO!!!!!
Mutatis Mutandis…
P.S. O Carlos Castelo Branco, o Castelinho (da Coluna do Castelo no JB) só tinha diploma de bacharel em Direito. Isso não o impediu de ser o mais importate colunista político do País, temido até pelos generais-presidentes.
A propósito, quem tem medo de perder o emprego e, como diz o Mino Carta, chama o patrão de “colega” são justamente os diplomados, pois os sem-diploma são tão bons que quem tem medo de perdê-los é o patrão.
Nassif, Azenha, não vale… estes são Hours Concours!
LN
Realmente o formato de comunidade para o seu blog deu certo
Pipocam vários assuntos dos mais interessantes
Seria impossível vc sozinho dar conta de tudo isso
Creio que os cidadão-jornalistas já participam do processo da divulgação da informação.
Apenas está ocorrendo uma evolução, a primeira sem dúvida foi é o acesso universal as escolas.
Agora temos além do poder da escrita, temos o poder da imagem(fotografia e vídeo com altíssima qualidade) e um contato imediato com os meios de comunicação.
Agora é questão de aprimorar as técnicas de uso da escrita, da imagem e das novas tecnologias.
O jornalismo se tornará o lazer tão comum, quanto jogar uma partida de futebol nos campos de várzea, nas escolas ou na rua em frente a própria casa,
com a vantagem de poder aparecer de vez em quando nos times principais quando se faz uma grande jogada.
Não vai demorar muito, para começar haver uma disputa pelo acesso das melhoras informações, com os cidadãos-jornalistas, recebendo um belo prêmio quando seus trabalhos forem divulgados pela mídia.
Que poderia começar com uma visita as redações.
E.tanbém.é.preciso.formar.jornalistas-cidadãos
ou.seja,profissionais.que.na.prática.de.seu.ofício
tenham.a.conciência.cidadã
de.que.o.jornalismo.deve.ter.responabildade.social
no.pig.está.escasso.jornalista.assim