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06/11/2009 - 14:00

Mercado de Concursos

Por Monier

Excelente explicação sobre o funcionamento dos custos no mercado de concursos. Talvez explique o motivo de haver tantas fundações e tão poucas empresas nesta área. A benemérita finalidade de promoção do desenvolvimento educacional somado à dispensa de licitação parece ser um pulo do gato ao qual eu nunca tinha prestado atenção.

http://www.quadrix.org.br/contrato.aspx

Autor: luisnassif - Categoria(s): Negócios Tags: , , ,

15 comentários para “Mercado de Concursos”

  1. heraclitus fracus disse:

    Pulo do gato não: Festa de ratos!!!

  2. Ivan Arruda disse:

    Nassif, e onde é que são gestadas muitas fundações e institutos? Que levaram ao surgimento dos termos “mercantilização do ensino” também podendo ser chamado de “terceirização de receitas” públicas? Tá certo que não se pode generalizar e belos exemplos existem e são citados, mas na seára de certos bacharéis é uma festa. Têm-se a impressão que não se forma mais profissionais, forma-se clientes. Até o tempo de duração de certos cursos são diminuídos para que os clientes cheguem mais cedo ao ilusório mundo do diploma. Até o mercado de lixeiras de mil reais melhorou.
    E sabe o que mais pode acontecer nesse mundo multiplicador de meios para os mesmos fins? Pode ocorrer de se adquiri um equipamento – micro por ex – e por esse úníco micro efetuar-se o pagamento pela Universidade X, pelo instituto Y, pela fundação Z e talvez até de umas ongzinhas que já são em maior do que os desprotegidos. Documentos comprobatórios e quem lhes atestem lisuras é que não nos faltam. É um negócio tão bom e seguro que até tribunais de contas tem o seu. O único problema é quando ocorre uma necessidade como a do ENEM e há uma terceirização em cadeia e não se encontre quem faça o serviço bem feito. O que não deixa de refletir a quantas anda a burocracia e a incompetência educacional sendo que todas as univesidades possuem gráficas modernas e os institutos e as fundações também. Há um outro ponto importante, todos esses empreendimentos funcionam num mesmo espaço – e local – público, com os custos por conta da viúva como diria o Elio.

  3. Gustavo Cherubine disse:

    Monier, tem que combinar esses custos com outros.

    Contei 15 clientes da empresa da Quadrix no estado de Goiás.

    Olha a pesquisa:

    http://www.wagneroliveiragoias.blogspot.com/

    “Somente 9 Cidades tratam lixo em Goiás
    Semarh entregou diagnóstico ao Ministério Público”

    Imagine o volume de dinheiro gerado com os concurso.
    Na explicação, só fica dito:

    “O Instituto receberá as taxas de inscrição diretamente dos candidatos, que serão suficientes para custear todas as etapas do concurso.”

    Em média, quanto custa a inscrição e qual a quantidade de inscritos em concursos públicos no Brasil?

    Esse dinheiro fica com a fundação e é gasto como?

    Deveria servir para educar pessoas, melhorar as regras e a formulação dos concursos e resolver coisas como a questão do lixo acima mencionada.

    Gustavo

  4. fscosta disse:

    Socorro!!! Para tudo que eu quero descer !!!

    “Sim, nos vencemos. Nós de centro-esquerda” diz Arminio Fraga em entrevista a Miriam Leitao.

    Momento WTF do dia (ou seria do ano?)!

  5. Ozzy disse:

    Isso é propaganda enganosa, pois para ser válida a contratação pelo art. 24, inc. XIII, o objeto do contrato tem que ser compatível com a pesquisa, o ensino ou o desenvolvimento institucional!

    Concurso Público não é pesquisa, nem atividade de ensino ou de desenvolvimento institucional. Trata-se de seleção de recursos humanos.

    A única verdade é que alguns concursos (os grandes) conseguem ser remunerados apenas com os recursos das taxas de inscrições dos candidatos.

  6. Marcos Gomes disse:

    A letra da primeira parte do Hino Nacional

    Nassif,
    vc ja assistiu essa senhora simpática (Ana Arcanjo), ela nos oferece uma aula interessante sobre o nosso Hino Nacional e sobre Civismo.
    http://www.youtube.com/watch?v=HWiPQjKxEQs

  7. Zeh_13 disse:

    Caetano Invejoso não aprendeu nada com os seus pais

    Leiam abaixo um pouco sobre a história dos pais de Caetano Invejoso e constatem que ele não aprendeu nada com os seus pais. O site é o Vida Simples, que fez matéria sobre a Dona Canô (foto ao lado), mãe do invejoso e que, a esta altura, deve estar cheia de vergonha do filho bobalhão que gerou.
    “Sobre sua cama, coberta por lençol impecável, tem sempre algo para ler. O tipo de leitura não importa. Leio jornal, revista, livro, história, poesia. Gosto muito de poesia, diz, e conta orgulhosa que sua filha Mabel apelido de Maria Isabel é professora e escritora de histórias infantis e poesia.
    De todos os oito, Mabel foi a única que completou o terceiro grau. Caetano chegou a cursar filosofia, mas não quis tirar o diploma, afirma.
    Entretanto, isso nunca foi motivo de preocupação nem para Dona Canô nem para José Telles Velloso, o Zeca, seu companheiro por 53 anos, que era funcionário da Companhia de Correios e Telégrafos.
    No dia em que os filhos chegavam e diziam que não queriam estudar mais, que preferiam trabalhar, a decisão era aceita e respeitada. Cada um fez o que quis e hoje todos são felizes, diz.”

    O Lula fez o SENAI e se formou em torneiro mecânico, coisa que muito orgulharia a Dona Canô e o Seu Zeca.
    Além disso Lula é reconhecido como um dos maiores estadistas da atualidade, com várias premiações internacionais.
    Tem 81% de aprovação popular e é a figura mais carismática, no sentido positivo, da história brasileira.
    Quero ver o que dirá o Gilberto Gil, que trabalhou durante quatro anos com o “analfabeto” Luiz Inácio…
    Já a Marina, de forma deprimente, gostou dos elogios que recebeu e não falou nada dessa agressão desmedida do cantor contra o seu antigo companheiro. Logo ela que se alfabetizou no Mobral!

    Texto completo em http://festivaldebesteirasdaimprensa.blogspot.com/

  8. Marcelo Cândido disse:

    Eu já havia mencionado o fato por duas ocasiões.

  9. CAIXA PRETA disse:

    Aos JORNALISTAS com acesso a arquivos:

    Creio que nos primeiros anos da década de 80 foi realizado um Concurso Público pela Pref. de São Paulo, para Auxiliar de Tesouraria ou coisa semelhante (a remuneração era coisa que não chegava a 2 salários mínimos).

    Entre os 10 primeiros colocados constavam sobrenomes (pode ser coincidência e não ser das famosas famílias) como Franco Montoro, Malluf, Marin, Nakano (quanto a este, não tenho absoluta certeza, a memória pode estar falhando; mas os outros, com certeza).

    Raríssimos foram aqueles que “ralaram” em cursinhos que conseguiram se “classificar”. Falei “classificar”; se foram chamados é outra história. Aí PERGUNTA-SE: Se os aprovados com nome de famílias, à época, influentes, pertenciam de fato a elas, por que se se candidatariam a um cargo com tão ínfimo salário ?????? Será que logo depois foram chamados para ocupar cargos “comissionados”? E, será mesmo que chamaram os “desconhecidos”?

  10. Julio disse:

    Concursos, Exames da OAB. Só agora o exame da OAB passou a ser Nacional, unificado. Qual a razão de nunca ter sido?
    A indústria de concurso é tão perversa que dificulta a aprovação no Exame da Ordem, com questões dificílimas, pegadinhas, notas de pé de Código…
    Para que no próximo concurso mais pessoas se inscrevam e mais dinheiro seja arrecadado.

  11. Loura Burríssima disse:

    Meus neurônios me passaram o seguinte raciocínio:

    Se

    a) como estas fundações fazem concurso a custo zerado, então qualquer um pode se inscrever em qualquer concurso, o que até é desejado, até para marido de princesa herdeira, ainda que o candidato seja um gay registrado em cartório e a princesa deteste estes tipos;

    b) os pré-requisitos só são cobrados / exigidos após o resultado e antes da efetivação;

    c) isto posto, a tal estatística de candidatos por vaga contém um grupo grande de aventureiros não qualificados;

    e n t ã o

    a relação candidato por vaga é totalmente mentirosa.

    Se é mentirosa, então há poucos candidatos realmente qualificados.

    Daí, para ser uma relação honesta, há de se exigir o atendimento aos pré-requisitos na hora da inscrição, e não na hora da nomeação.

    E se isto acontecer, não haverá a necessidade de tantos concursos puxados.

    Como perguntava o lendário Palhaço Carequinha: tá certo ou não tá?

  12. Fábio disse:

    Nassif,

    No Brasil não existe gestão pública, existe é indigestão pública…
    A coisa já começa errada na forma de admissão de o servidor público.
    Não digo apenas nas possíveis maracutaias da empresa responsável pela seleção.
    Incluo, também, principalmente, a forma de seleção.
    A forma como os servidores públicos são selecionados hoje só faz perpetuar a mentalidade burocrática, formalista, sem imaginação que temos na Administração Pública.
    Eu não sou de RH, mas existem inúmeras técnicas de seleção visando escolher candidatos que melhor se adequem à realidade das atividades profissionais.
    No serviço público não é assim. Fazem provas e mais provas cujo conteúdo nada tem a ver com as atividades… Se tiver um tempo entre em um sítio de um CESPE, ESAF e veja o que estão cobrando. Sem contar que nem passa na cabeça dos barnabés que experiência vale alguma coisa…
    No MDIC existem analistas de comércio exterior que não falam inglês! Fiz um concurso na área tributária onde um doutor em Direito Tributário foi reprovado! Isso lá é seleção?!

  13. Marko disse:

    Pobre país onde o objetivo d mtos se resume a conseguir um cargo público…

    • Marcelo Cândido disse:

      Por quais motivos o objetivo de obter um cargo privado seria tão melhor?

      Já trabalhei para ambos os lados e idenfiquei semelhanças inegáveis.

  14. Coc disse:

    Caro Nassif, outro exemplo http://www.institutocidades.com.br/, este localizado em Fortaleza, Ceará. Não é preciso dizer como é a treta, não é? Efetuei 2 consultorias neste instituto e nunca mais lá pisei, quem são os aprovados nos concursos ? Quem prepara as provas ?

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