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05/11/2009 - 17:00

Para o fim de tarde

Por Marcos P.B.

Nassif, um concerto bem divertido para um possivel trivial de fim de tarde :

La Doncella – Gran Danza Final de Alberto Grau

http://www.youtube.com/watch?v=6yQsoLygmvs&feature=related

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:

6 comentários para “Para o fim de tarde”

  1. Mário César disse:

    Nassif,
    O blog brindou os seus acompanhantes lincando o registro de Tatiana Troyanos que eu inabilmente sugeri, posto que o link que eu desejara inserir seria http://www.youtube.com/watch?v=sZucq7khMFo: “Lo non dico que sei infideli”

    Valeu de qualquer forma.

    Quanto a dois comentários, do anarquista e do peregrino notifico que de fato o domínio, o registro e a execução de musicas antigas só existe porque à época potentados exerceram o papel de mecenas.

    Provavelmente não existiu essa divisão entre música popular e erudita (clássica). Pelos registros que alguns abnegados monges salvaram da chamada musica popular tem-se a impressão de que eram, e muitas vezes são, até superiores do ponto de vista estético em relação a musica que os mecenas arquivaram e que posteriormente viriamos a chamar por “musica clássica”. A divisão concreta ocorreu entre artistas protegidos e os nômades. Os primeiros produziram com seguridade social que possibilitou os registros os segundos para sobreviver.

    De fato os nazistas se apropriaram da estética “clássica” para amenizar a ética que praticavam ou para roubar uma superioridade intrínseca da obra de arte.

    Se não me engano uma polemica entre Stalinistas e Trotysquistas diz respeito a função revolucionária que a arte deve ou não possuir. Daí uma visão de que a arte pode ser “usada” para uma finalidade material além da reflexão e metalinguagem.

    A provocação do peregrino, suspeito.

    • ubaldo, o paranóico disse:

      Se você me permite um comentário paralelo sobre os “abnegados monges salvaram da chamada musica popular”, outros abnegados monges também salvaram a Filosofia Grega nos mosteriros e abadias.

      O problema é que eles transformaram a Filosofia Grega em “Metafísica Cristã” – uma forçação de barra que durou mil anos. Quandos os árabes trouxeram a filosofia de Aristóteles, aí pelo séc. X, XI (que até então estava perdida) foi um Deus-nos-acuda para “adaptar” Aristóteles à tal Metafísica Cristã. Resumindo: o que esses abenegados geralmente fizeram (e por isso merecem louvores) foi preservar (escondida) a Filosofia Grega. Num primeiro momento Platão (Sto. Agostinho e demais Padres da Igreja) e depois, bem depois, Aristóteles (Sto. Tomás de Aquino e os tomistas).

      O problema é que os textos originais ficavam só para eles (os abnegados). A versão “batizada” da Filosofia Grega gerou uma “Filosofia Cristã” que de Filosofia só tem o nome pois é teologia pura e simplesmente. Não me surpreenderia que tenham feito o mesmo com a música em particular e a arte em geral.

      Com relação a “popular” e “erudito”, na Idade Média tudo era “erudito” pelo simples motivo que apenas os clérigos (e alguns nobres) sabiam ler e, pior, ler em latim. Como todos os textos eram em latim (e grego!), só tinham acesso a eles os “eruditos”.

      • Mário César disse:

        Ubaldo,
        O seu comentário refere-se a uma realidade concreta do braço secular em relação à filosofia grega.

        No que tange aos registros anônimos de musicas da idade média e anteriores que foram transcritos para uma linguagem decodificável, não há como saber se as partituras apresentam alterações essenciais em relação à arte musical dos mambembes medievais. É claro que interpretá-las instrumentalmente requer estudos e teorias que podem ser questionados. Na musica significativa a metalinguagem engloba frases não literais que tocam e emocionam instantaneamente quem a ouve. Trata-se, presumo, de uma herança adquirida inconscientemente por sucessivas gerações de apreciadores de musica.

  2. Rodrigo Gusmão disse:

    Nassif, comente a fala de Caetano Veloso sobre Lula:

    http://www.atarde.com.br/cultura/noticia.jsf?id=1271942

    Quero muito ver você comentar isso e em mais de 5 linhas.

    Friendly fire?

  3. luzete disse:

    E mais tarde um cadinho, olha aí que beleza: Luiz Meira.
    Ele estará no Floripa Music Hall, com participação especial do grande Luiz Melodia. Seu trabalho resgata o chamado samba-MPB da década de 80.

    uma amostra do que ele sabe fazer. e bem. e é da terrinha!
    http://www.youtube.com/watch?v=3TSm5-YcPF4

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