Os evangélicos e a mídia
Por Wandhklêysson
Vale a pena ler o Marcelo Crivela na FOLHA.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0511200908.htm
Não sei até que ponto são verídicas as suas afirmações específicas, mas no geral confirma aquilo que vem sendo discutido neste blog.
A propósito, não o estou defendendo. Em termo de religião, a teologia da prosperidade só não é pior que as Cruzadas-Jihads.
Da Folha
TENDÊNCIAS/DEBATES
A marcha da legalidade
MARCELO CRIVELLA
Reafirmo: foi o ato mais solene de revogação popular de todas as injúrias e calúnias que nos irrogaram os ódios e as paixões
NINGUÉM PÕE em dúvida o valor da imprensa livre e atuante. Todos nós conhecemos a “marcha da insanidade”: primeiro fecham-se os Parlamentos, depois caem as instituições e, finalmente, amordaça-se a imprensa -e é assim que os povos mergulham, desarvorados, no cataclismo de seus conflitos ideológicos. O que se espera, entretanto, é que o direito à liberdade de imprensa se harmonize com outro, que lhe antecede e a ele se sobrepõe, que é o direito à dignidade humana.
A imensa multidão que marchou para Jesus na última segunda-feira tem plena consciência de que todos os princípios que se propõe a preservar, propagar, defender e amar para sempre não são nem sequer um milímetro inferiores ou incompatíveis com os princípios constitucionais de legalidade e justiça em que se fundamentam a sociedade e o Estado.
É que, para sermos justos, precisamos observar todas as circunstâncias que emolduram os fatos, já que até mesmo os apóstolos foram julgados, sentenciados e morreram, uns crucificados, outros esfolados, tudo dentro de uma legalidade, mas sem que se fizesse justiça.
O que ocorreu com o casal Hernandes, que ingressou nos Estados Unidos da América sem declarar o valor em espécie que levava, é que foi punido com o máximo rigor por conta da atmosfera de espetáculo, digna do coliseu romano, constituída de denúncias, insinuações e suspeições que, embora não provadas, emularam circunstâncias, as quais, estas sim, preponderaram no julgamento do fato em si, porque foram maciçamente divulgadas pela imprensa.
Após décadas de trabalho árduo, cujas monumentais realizações são a maior prova da sua honestidade de propósitos, Estevam e Sônia Hernandes foram sumariamente condenados por supostamente se “evadirem” do Brasil e adentrar nos EUA com a extraordinária e mirabolante quantia de menos de R$ 50 mil cada um. Eis aí o “grande assalto do século”.
Cumpriram a pena. Sofreram todos os vexames impostos por uma sentença farisaica que, de alguma forma, lembra a que condenou os discípulos por comerem sem lavar as mãos.
Pagaram um preço pesado. Mas o mais cruel de tudo é que, todas as vezes em que a imprensa a eles se refere, aviltando normas internacionais de direitos humanos e movida pelo mais odioso preconceito, o faz com a remissão àqueles fatos, já superados, para, mais uma vez, condená-los.
Veja que o artigo recém-publicado nesta Folha sob o título “A Marcha de Jesus e o Diabo” (Opinião, 3/11, pág. A2) reincide no mesmo pecado.
Eu sei bem o que é isso. Por causa de uma denúncia apócrifa, publicada de maneira precipitada por esta Folha, respondi durante anos por crimes que nunca cometi, até que o Supremo Tribunal Federal, após ouvir o procurador-geral da República, constatou a minha inocência. Mandei o acórdão para todos os jornais que me acusaram. Nenhum deles publicou sequer uma linha.
Trata-se do mesmo processo que, agora requentado, há pouco ocupou, espalhafatosamente, as primeiras páginas de quase todos os jornais brasileiros. Só que, dessa vez, não me incluíram entre os acusados. Se o fizessem, o processo iria para o STF, em virtude da garantia constitucional de foro privilegiado consagrada aos membros do Parlamento, onde morreria no nascedouro, já que aquela egrégia corte o conhece minuciosamente e sobre ele já decidiu.
Mas não creio, honestamente, que a pretensão seja a de obter a condenação. Ao que parece, o maior interesse é o de expor pessoas públicas ao constrangimento de longos depoimentos -antes e depois dos quais se promove o oprobrioso espetáculo midiático.
Há na Bíblia uma passagem que diz: “Ferirei o pastor e se dispersará o rebanho”. Os milhões de evangélicos que marcharam para Jesus ao lado de seus líderes, reafirmo, foi o ato mais solene e majestoso de revogação popular de todas as injúrias e calúnias que, ao longo dos últimos anos, nos irrogaram os ódios e as paixões.
MARCELO BEZZERRA CRIVELLA , 52, engenheiro civil, mestre pela Universidade de Pretória (África do Sul), é senador da República pelo PRB-RJ e líder de seu partido no Senado Federal. É pastor evangélico da Igreja Universal do Reino de Deus.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Movimentos Sociais Tags: evangélicos, Marcelo Crivella

Um aspecto pouco abordado deste post foi a pendenga da última campanha eleitoral, sobre o status concedido por Kassab ao manter a parada Gay na Av. Paulista, enquanto a Marcha para Jesus foi escamoteada para a Av. Tiradentes, o que causou certo mal estar no eleitorado evangélico. Como antídoto Kassab chegou a ficar literalmente de joelhos em cerimônia simulando uma conversão pelo Apóstolo Sérgio Lopes (tem um vídeo no youtube: QpPOJlxUF9s ). Isso foi tema de campanha em 2008. Não sei se Kassab havia prometido devolver a Marcha à Paulista. Alguém poderia esclarecer?
Para 90% da população brasileira, R$50.000,00 é sim quantia extraordinária e mirabolante. É valor que muitos não ganham nem trabalhando um ano completo. Crivella tripudia a consciência da população e embarca na euforia dos que acreditam estar acima das leis. E pior ainda que o dinheiro apreendido com o casal Hernandes, é de dízimo, o que é abuso de confiança.
AS SÚPLICAS DO QUEIXOSO SÃO PRODUTO DO MEIO EM QUE VIVE: mercantilista, expropriante, delirante, irreal.
A RELIGIÃO – e tudo o que nela traz: deus (onipresente, onisciente, imortal, 3 em 1, jesus filho de virgem, jesus por vir ainda, alá, etc); inferno e céu; castigo eterno e salvação eterna (remissão dos pecados = onde há deus tudo é permitido); resignação (pobres) e caridade (ricos); pequenez, desvalorização, desprestígio e irresponsabilidade pessoais do homem (grandeza de deus que tudo sabe, vê, pode e faz: deus dá/deus tira/deus faz/deus desfaz; justificadora das mais bárbaras atrocidades na face da terra: em nome de deus se age, se mata); criadora de angústias (medos e sofrimentos existenciais e físicos); alicerçada em ficção, dogmas (absurdos) e fé inquestináveis (contrária ao saber científico e seladora da curiosidade); criação do homem para subjugar o homem (justificação do poder pelo medo e “representação” de deus na terra) – É A RAIZ DE TODO O MAL, felizmente cada dia mais contraditória e insustentável (e démodé) pois sempre foi – é e será por ela mesma – uma tragédia – quousque tandem abutere patientia nostra? ( por muito pouco tempo: dia a dia sua fantasias caem).
“GOVERNAR ACORRENTANDO A MENTE ATRAVÉS DO MEDO DE PUNIÇÃO EM OUTRO MUNDO É TÃO BAIXO QUANTO USAR A FORÇA.” HIPÁCIA – matemática e filósofa, última diretora da Biblioteca de Alexandria (incendiada e destruída pelos cristão: a ciência era considerada uma bruxaria) – retirada de sua condução, espancada, arrastada, torturada, morta, esquartejada e exposta numa igreja pelos seguidores de Cirilo que ao depois foi canonizado (São Cirilo), Só mil e duzentos anos depois o mundo veio a conhecer uma outra mulher matemática.
“A palavra Deus, para mim, é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana; a Bíblia, uma coleção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis.” A. EINSTEIN
“Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível.” A. EINSTEIN
“Uma visita ao hospício mostra que a fé não prova nada.” NIETZSCHE
“‘Fé’ significa não querer saber o que é a verdade.” NIETZSCHE
“Sempre que a moralidade baseia-se na teologia, sempre que o correto torna-se dependente da autoridade divina, as coisas mais imorais, injustas e infames podem ser justificadas e estabelecidas.” FEUERBACH
“Deus deseja prevenir o mal, mas não é capaz? Então não é onipotente. É capaz, mas não deseja? Então é malevolente. É capaz e deseja? Então por que o mal existe? Não é capaz e nem deseja? Então por que lhe chamamos Deus?” EPICURO
“Se a bíblia está errada ao nos dizer de onde viemos, como podemos confiar nela ao dizer pra onde iremos?” JUSTIN BROWN
“O jeito de ver pela fé é fechar os olhos da razão.” BENJAMIN FRANKLIN
“Se 5 bilhões de pessoas acreditam em uma coisa estúpida, essa coisa continua sendo estúpida.” ANATOLE FRANCE
“Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro.” JOSÉ SARAMAGO
“A religião começou quando o primeiro patife encontrou o primeiro tolo”. (Voltaire)
Uma pequena correção na citação de Epicuro:
“Deus, ou quer impedir os males e não pode, ou pode e não quer, ou não quer nem pode, ou quer e pode. Se quer e não pode, é impotente: o que é impossível em Deus. Se pode e não quer, é invejoso: o que, do mesmo modo, é contrário a Deus. Se nem quer nem pode, é invejoso e impotente: portanto nem sequer é Deus. Se pode e quer, o que é a única coisa compatível com Deus, donde provém a existência dos males? Por que razão é que não os impede?”
Lembrei igualmente daquela passagem no evangelho Apócrifo do Profeta Simião :”Aquele que pensa que acordou,ainda sonha; aquele que sonha despertou”. Proferida
as sábias palavras por ocasião da visita de insones aldeões
da Numéia. Mais adiante ,referindo-se a insatisfação com a colheita dos habitantes do vale do Rife:”Vós que plantais na ilusão de colher ,regozijái-vos com o fracasso,pois ele os alimentará por todo o inverno”.
Proximamente será publicado em fascículos pela Editora Abril.
Paulo Subtil 12: 47 – Parabéns pela postura honesta, que é o que faz deste blog ser um dos melhores do país, senão o melhor.
Saramago certa feita escreveu um artigo que reproduzo agora, chamado o Factor Deus, em que discute não propriamente a existência divina, porque isto é uma discussão calcada em valores subjetivos. Mas objetivamente, isso é o que nos interessa, e nesse contexto, a presença do nome “Deus” tem justificado muias injustiças.
O factor Deus
Por José Saramago – Nobel da literatura
Algures na Índia. Uma fila de peças de artilharia em posição. Atado à boca de cada uma delas há um homem. No primeiro plano da fotografia um oficial britânico ergue a espada e vai dar ordem de fogo. Não dispomos de imagens do efeito dos disparos mas até a mais obtusa das imaginações poderá “ver” cabeças e troncos dispersos pelo campo de tiro, restos sanguinolentos, vísceras, membros amputados. Os homens eram rebeldes.
Algures em Angola. Dois soldados portugueses levantam pelos braços um negro que talvez não esteja morto, outro soldado empunha um machete e prepara-se para lhe separar a cabeça do corpo. Esta é a primeira fotografia. Na segunda, desta vez há uma segunda fotografia, a cabeça já foi cortada, está espetada num pau, e os soldados riem. O negro era um guerrilheiro.
Algures em Israel. Enquanto alguns soldados israelitas imobilizam um palestino, outro militar parte-lhe à martelada os ossos da mão direita. O palestino tinha atirado pedras.
Estados Unidos da América do Norte, cidade de Nova Iorque. Dois aviões comerciais norte-americanos, sequestrados por terroristas relacionados com o integrismo islâmico, lançam-se contra as torres do World Trade Center e deitam-nas abaixo. Pelo mesmo processo um terceiro avião causa danos enormes no edifício do Pentágono, sede do poder bélico dos States. Os mortos, soterrados nos escombros, reduzidos a migalhas, volatilizados, contam-se por milhares.
As fotografias da Índia, de Angola e de Israel atiram-nos com o horror à cara, as vítimas são mostradas no próprio instante da tortura, da agónica expectativa da morte ignóbil. Em Nova Iorque tudo pareceu irreal a princípio, episódio repetido sem novidade de mais uma catástrofe cinematográfica, realmente empolgante pelo grau de ilusão conseguido pelo engenheiro de efeitos especiais, mas limpo de estertores, de jorros de sangue, de carnes esmagadas, de ossos trilhados, de merda. O horror agachado como um animal imundo, esperou que saíssemos da estupefacção para nos saltar à garganta. O horror disse pela primeira vez “aqui estou” quando aquelas pessoas saltaram para o vazio como se tivessem acabado de escolher uma morte que fosse sua. Agora o horror aparecerá a cada instante ao remover-se uma pedra, um pedaço de parede, numa chapa de alumínio retorcida, e será uma cabeça irreconhecível, um braço, uma perna, um abdómen desfeito, um tórax espalmado. Mas até mesmo isto é repetitivo e monótono, de certo modo já conhecido pelas imagens que nos chegaram daquele Ruanda de um milhão de mortos, daquele Vietname cozido a napalme, daquelas execuções em estádios cheios de gente, daqueles linchamentos e espancamentos daqueles soldados iraquianos sepultados vivos debaixo de toneladas de areia, daquelas bombas atómicas que arrasaram e calcinaram Hiroxima e Nagasaqui, daqueles crematórios nazis a vomitar cinzas, daqueles camiões a despejar cadáveres como se de lixo se tratasse.
De algo sempre haveremos de morrer, mas já se perdeu a conta dos seres humanos mortos das piores maneiras que seres humanos foram capazes de inventar. Uma delas, a mais criminosa, a mais absurda, a que mais ofende a simples razão, é aquela que, desde o princípio dos tempos e das civilizações, tem mandado matar em nome de Deus. Já foi dito que as religiões, todas elas sem excepção, nunca serviram para aproximar e congraçar os homens, que, pelo contrário, foram e continuam a ser causa de sofrimentos inenarráveis, de morticínios, de monstruosas violências físicas e espirituais que constituem um dos mais tenebrosos capítulos da miserável história humana. Ao menos em sinal de respeito pela vida, deveríamos ter a coragem de proclamar em todas as circunstâncias esta verdade evidente e demonstrável, mas a maioria dos crentes de qualquer religião não só fingem ignorá-lo como se levantam iracundos e intolerantes contra aqueles para quem Deus não é mais que um nome, nada mais que um nome, o nome que, por medo de morrer, lhe pusemos um dia e que viria a travar-nos o passo para uma humanização real. Em troca prometeram-nos paraísos e ameaçaram-nos com infernos, tão falsos uns como os outros, insultos descarados a uma inteligência e a um sentido comum que tanto trabalho nos deram a criar. Disse Nietzsche que isto seria permitido se Deus não existisse, e eu respondo que precisamente por causa e em nome de Deus é que se tem permitido e justificado tudo, principalmente o pior, principalmente o mais horrendo e cruel.
Durante séculos a Inquisição foi, ela também, como hoje os taliban, uma organização terrorista que se dedicou a interpretar perversamente os textos sagrados que deveriam merecer o respeito de quem neles dizia crer, um monstruoso conluio pactuado entre Religião e o Estado contra a liberdade de consciência e contra o mais humano dos direitos, o direito a dizer não, o direito à heresia, o direito a escolher outra coisa, que isso só a palavra heresia significa.
E, contudo, Deus está inocente. Inocente como algo que não existe, que não existiu nem existirá nunca, inocente de haver criado um universo inteiro para colocar nele seres capazes de cometer os maiores crimes para logo virem justificar-se dizendo que são celebrações do seu poder e da sua glória, enquanto os mortos se vão acumulando, estes das torres gémeas de Nova Iorque e todos os outros que, em nome de um Deus tornado assassino pela vontade e pela acção dos homens, cobriram e teimam em cobrir de torpor e sangue as páginas da História.
Os deuses, acho eu, só existem no cérebro humano, prosperam ou definham dentro do mesmo universo que os inventou, mas o “factor Deus”, esse está presente na vida como se efectivamente fosse o dono e o senhor dela. Não é um deus, mas o “factor Deus” o que se exibe nas nota de dólar e se mostra nos cartazes que pedem para a América (a dos Estados Unidos e não a outra…) a benção divina. E foi o “factor Deus” em que o deus islâmico se transformou que atirou contra as torres do World Trade Center os aviões da revolta contra os desprezos e da vingança contra as humilhações. Dir-se-á que um deus andou a semear ventos e que outro deus responde agora com tempestades. É possível, é mesmo certo. Mas não foram eles, pobres deuses sem culpa, foi o “factor Deus”, esse que é terrivelmente igual em todos os seres humanos onde quer que estejam e seja qual for a religião que professem, esse que tem intoxicado o pensamento e aberto as portas às intolerâncias mais sórdidas, esse que não respeita senão aquilo em que manda crer, esse que depois de presumir ter feito da besta um homem, acabou por fazer do homem uma besta.
Ao leitor crente (de qualquer crença…) que tenha conseguido suportar a repugnância que estas palavras provavelmente lhe inspiram, não peço que passe ao ateísmo de quem as escreveu. Simplesmente lhe rogo que compreenda, pelo sentimento se não puder ser pela razão, que, se há Deus, há só um Deus, e que, na sua relação com ele, o que menos importa é o nome que lhe ensinaram a dar. E que desconfie do “factor Deus”. Não faltam ao espírito humano inimigos, mas esse é um dos mais pertinazes e corrosivos. Como ficou demonstrado e desgraçadamente continuará a demonstrar-se.
José Saramago – Nobel da literatura
(Transcrição do jornal “Público” de 2001/09/18)
Edmilson Fidelis lembrou muito bem de Silas Malafaia, sujeito extremamente reacionário, que também tive o desprazer de assistir. Ele se dizia contra a lei que incriminava a homofobia (também sou contra) e se justificava dizendo ser contra o homossexualismo. Imagine, ser contra homossexualismo. É alguma doutrina, ideologia política? A pessoa escolhe? Um cara desse é exemplo e seguido por milhares de pessoas, porque tem um canal de televisão que dá espaço a ele para despejar esses absurdos.
Outro que não dá pra engolir é o tal do RR Soares. A única vez que assisti ele ensinava como pagar o dízimo com o boleto.
Mas o meu maior medo é essa mistura de religião e política, que tem como grande expoente o próprio Marcelo Crivella, com o apoio de nosso presidente da república, que em momento algum abriu mão da governabilidade, mesmo que isso significasse ter atitudes no mínimo recrimináveis.
Abraço
Não se pode a) não ser contra a homossexualidade sendo b) contra a lei que incrimina a homofobia. A lei é necessária para eliminar forças negativas e garantir igualdade de direitos, não criaria nenhum privilégio. b) é uma condição para a).
correção: a lei citada em b) é uma condição para a).
O Apostolo Estevam e a Bispa Sonia Hernandes, em pouco mais de 20 anos levaram uma palavra de conforto aos casais, aos jovens, aos necessitados e aos marginalizados pela sociedade.
Abriram máo da juventude optando em estar mais perto dos filhos e parentes, por um unico propósito :A IGREJA DE CRISTO.
Passaram pelo que passaram sem estarem longe do altar levando a palavra.
Uma Marcha que ocorre em quase todo BRASIL e pelo mundo é parte do reconhecimento do carater de Cristo em suas vidas.
Ulysses, a Marcha para Jesus foi criada na Inglaterra e se espalhou pelo mundo.
O Brasil é a única excessão, pois somente aí a marcha tem dono: o casal Hernandez a transformou na máfia de Jesus.
São eles que comandam, eles que colocam os artistas da gravadora deles para cantar, etc …
Os dólares tavam escondidos na bíblia da BISPA. O Crivella acha que 50 mil reais (eram dólares) não é nada porque ele é sobrinho do Macedo e isso pra eles é trocado.
Como escreví antes: Renascer e Universal não são igrejas evangélicas. Até quem detesta crente sabe que Pastor evangélico não tem 4 aviões de 40 milhões de dólares cada, não tem televisão mostrando bunda e peito à vontade, muito menos mansão em Boca Raton comprado com dinheiro roubado de seguidores de homens.
Me fala um Pastor Batista, Presbiteriano, Metodista ou da Assembléia de Deus que tem a vida que i capi (os chefões) da Universal e Renascer tem.
A respeito do comportamento da mídia, o Senador Crivela pode até ter suas razões. Mas, espere aí, querer apontar o mundo por conta dos suplícios que o casal Hernandes viveu é descabido. Ele está torcendo os fatos, fazendo justamente o que condena na mídia, ou seja: “faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço”.
Ele omite o fato de que a condenação do casal pupilo deu-se no maior país evangélico do mundo (EUA). Ou seja, FOI CONDENADO PELOS SEUS PRÓPRIOS PARES. Se isso é justo ou injusto, quem tem que decidir é a justiça americana, a sociedade brasileira não é culpada de nada, até porque o fato criminoso nem se deu aqui.
Quanto a usar trechos da bíblia para “justificar” seus propósitos, desconsidera também o que a Bíblia diz em sentido contrário:
“7. Por onde andardes, anunciai que o Reino dos céus está próximo.
8. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, de graça dai!
9. Não leveis nem ouro, nem prata, nem dinheiro em vossos cintos,
10. nem mochila para a viagem, nem duas túnicas, nem calçados, nem bastão; pois o operário merece o seu sustento.” (Mateus Cap. 10)
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“Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições.” (1 Tim. 6,10)
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“Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus.” (Romanos 13,1)
“1. Admoesta-os a que sejam submissos aos magistrados e às autoridades, sejam obedientes, estejam prontos para qualquer obra boa,
2. não falem mal dos outros, sejam pacíficos, afáveis e saibam dar provas de toda mansidão para com todos os homens.” (Tt 3, 1-2)
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Portanto, hermenêutica por hermenêutica cada um tem a sua, e é louvável que seja assim, mas culpar o mundo pelos próprios problemas ou de seus pupilos é insensato.
Quanto a marcha para Jesus, (nada contra), mas multidão não é endosso de nada. A própria Bíblia diz expressamente que o povo condenou Jesus e absolveu o ladrão (não estou dizendo que é o caso também, cada um faça seu próprio juízo).
Sou cristão, frequento a Igreja Universal e de antemão afirmo que admiro muito o lado missionário do pastor Marcelo Crivella. Admiro seu trabalho evangelístico na África, aplaudi a iniciativa do Projeto Nordeste pois são trabalhos que tem por objetivo a evangelização e o resgate da família e da auto-estima das pessoas, pilares fundamentais para construção de um sociedade mais consciente.
Não entro na questão do cimento pois não vi aproveitamento algum naquele projeto. Embora seja admirador do trabalho missionário do bispo, discordo e repudio essa atitude de defender esse casal Hernandes. Atitude ingênua ou equivocaa. O bispo peca fazendo mea culpa ao casal que vergonhosamente contribuiu para jogar na lama o movimento evangélico.
“Cumpriram a pena. Sofreram todos os vexames impostos por uma sentença farisaica que, de alguma forma, lembra a que condenou os discípulos por comerem sem lavar as mãos.”
É o peErrou, errou. Não tem refresco para ninguém. A lei tem que ser igual para todos, bispo. Não são inocentes e deveriam dar o exemplo.
Isso me lembra o caso do representante principal da comunidade judaica flagrado “afanando” gravatas numa loja dos EUA.
Há eufemismo que defenda um sujeito plotado numa situação dessas? É cleptomaníaco ou criminoso? Não sei, “meu pai e minha mãe me ensinaram a não pegar nada de ninguém” (Heloísa Helena).
na conclusão do artigo, há falhas nas premissas. Esse desenho de vítima, de perseguição da mídia e tal, não é a cara do cristão sensato e bem informado. E a atitude de buscar refúgio logo no periódico mais golpista do estado de São Paulo… Doeu feio! Que isso bispo! Pelo amor de Deus!
O PiG não publicou o direito de resposta? O que diz a premissa Bíblia?
“Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.” Rm 8,33
Se Deus justifica, qual a razão de perseguir uma justificação da parte dos homens? A imprensa golpista é assim mesma: assassina de carreira de muitas pessoas. Mas e daí? É o PiG, cara pálida!
Por isso tudo eu afirmo: bispo, fique com o trabalho missionário e esqueça a coisa pública.
É sábio o camarada que definiu que política e religião não se misturam. São como água e óleo.
Não sou habitante de Beréia, mas esse povinho sabia das coisas…
Caro Nassif,
Qual o ponto de partida – seguro – para reduzirmos a fé humana à um primitivismo ilógico, irrazoável. As conclusões da ciência atual? O pensamento filosófico secular e suas constantes reinterpretações? Não há resposta para tal indagação. O ser humano – uma das milhares de espécies da manifestação “ vida” no planeta Terra – é uma completa incógnita. Tão pouco sabe-se de sua origem – apesar dos bilhões de escritos sobre o tema – e muitos menos quanto ao seu destino futuro. O fato é que estamos aqui, agora, e temos de conviver. E a experiência tem demonstrado que a fé – indiferente a orientação religiosa, humaniza, estimula a elevação moral, recupera ânimos, reordena vidas. Os seres humanos vivem e sobrevivem e escolhem os seus destinos possíveis, para viver e sobreviver e mudam-no a cada instante. Alguns escolhem a fé, em suas múltiplas manifestações, seja como agente propagador, seja como crente, fiel, tomando seus ensinamentos para atenuar as agruras do viver. Um Estado democrático de Direito deve respeitar estas opções e, enquanto estas não agredirem o direito de viver dos outros que não as a querem para si, seja como agente propagador, seja como crente fiel, elas são legítimas, indiferente a forma como se manifestam – com dízimo, sem dízimo, com dízimo por via postal, via bolete bancário, pouco interessa. A intolerância com a manifestação da fé – uma opção legítima de qualquer cidadão – e muitos céticos ainda irão virar crentes, a vida é surpreendente – contraria o espírito que deve nortear uma sociedade verdadeiramente livre e democrática. Não sou crente e não sigo nenhuma doutrina de fé porque escolhi, livremente, ser assim. Mas apoio a fala do Senador Marcelo Crivela. Temos de aprender a conviver e respeitar a fé dos nossos semelhantes, sem preconceitos ou patrulhamento, posto que os demais seres humanos que integram a sociedade, da qual sou apenas mais um membro, têm perfeito discernimento para aderir ou não, e absoluta liberdade para fazerem as suas escolhas de serem fiéis ou ateus. Isto é Democracia.
Ooops. Eu só queria atenção para a seguinte parte do texto do Marcelo Crivella:
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“Eu sei bem o que é isso. Por causa de uma denúncia apócrifa, publicada de maneira precipitada por esta Folha, respondi durante anos por crimes que nunca cometi, até que o Supremo Tribunal Federal, após ouvir o procurador-geral da República, constatou a minha inocência. Mandei o acórdão para todos os jornais que me acusaram. Nenhum deles publicou sequer uma linha.
Trata-se do mesmo processo que, agora requentado, há pouco ocupou, espalhafatosamente, as primeiras páginas de quase todos os jornais brasileiros. Só que, dessa vez, não me incluíram entre os acusados. Se o fizessem, o processo iria para o STF, em virtude da garantia constitucional de foro privilegiado consagrada aos membros do Parlamento, onde morreria no nascedouro, já que aquela egrégia corte o conhece minuciosamente e sobre ele já decidiu.
Mas não creio, honestamente, que a pretensão seja a de obter a condenação. Ao que parece, o maior interesse é o de expor pessoas públicas ao constrangimento de longos depoimentos -antes e depois dos quais se promove o oprobrioso espetáculo midiático.
Há na Bíblia uma passagem que diz: “Ferirei o pastor e se dispersará o rebanho”
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Talvez nesta parte, o Crivella tenha razão.
Meus caros irmãos não se voltem para os erros dos homens, O Brasil é Terra Prometida… Deus apenas tirou do comando pessoas que se desviaram.
Congresso da Bahia:
Tema: Em 2008 o Brasil será outro. (Congresso 2008)
Tema: 2010 o Brasil aos seus pés. (Congresso 2009)
Notem, tem muita coisa acontecendo, e é promessa de Deus que vai mudar… O Brasil com certeza será eternamente do Senhor Jesus…
Que maravilha ter nascido aqui…
Um Abraço…