Fora de Pauta
Aí vai, para a semana quase terminando.
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Relator do STF aceita denúncia de lavagem de dinheiro contra Eduardo Azeredo
Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil
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Roosewelt Pinheiro/ABr
5 de Novembro de 2009 – 18h18 – Última modificação em 5 de Novembro de 2009 – 18h35
Brasília – Depois de ter aceitado a denúncia de peculato contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa aceitou hoje (5) a acusação de lavagem de dinheiro. As acusações fazem parte do processo que trata do esquema conhecido como “mensalão mineiro”, relatado por Barbosa. “Os indícios de autoria e materialidade da prática de lavagem de dinheiro são bastante consistentes como ficou exaustivamente demonstrados ao longo deste voto”, destacou o ministro.
No processo, Azeredo é acusado pela Procuradoria-Geral da República de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro, irregularidades que teriam ocorrido durante campanha de Azeredo à reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998.
O processo também envolve outras 38 pessoas, entre elas, o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, que figura como pivô de um esquema semelhante que teria sido usado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e denunciado em 2005 pelo então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ).
O esquema tucano teria arrecadado, de acordo com a denúncia, mais de R$ 100 milhões, com desvio de verbas de estatais e empréstimos bancários. Oficialmente, a campanha de Azeredo custou R$ 8 milhões.
No voto, ao aceitar a denúncia, Barbosa detalhou as ações que teriam o objeto de camuflar empréstimos obtidos por Marcos Valério e seus sócios para financiamento da campanha de Azeredo. Esses empréstimos, feitos no Banco Rural – mesma instituição financeira citada no mensalão petista –, teriam sido quitados posteriormente por repasses das estatais mineiras para a conta de SMPB, empresa de Valério, a título de realização de eventos esportivos, como o Enduro Internacional da Independência.
Um dado chamou a atenção do ministro relator: o repasse feito para a SMPB, um dia antes da realização do Enduro da Independência, indica a intenção de mascarar a cobertura dos empréstimos feitos para a campanha. “Ora, não haveria tempo suficiente para organização do evento nem de retorno publicitário para o governo”, considerou o ministro.
Além do enduro, outros dois eventos teriam sido utilizados como fachada para o repasse de recursos das estatais mineiras com o objetivo de cobrir os empréstimos feitos para a campanha: o Iron Biker e o Campeonato Mundial de Motocross.
O relator ainda destacou que a relação de proximidade entre Azeredo e o publicitário Marcos Valério ficou caracterizada na denúncia que citou mais de 70 ligações telefônicas entre os dois, interceptadas Polícia Federal, e ainda a frequência de Marcos Valério no comitê de campanha de Azeredo.
Depois do relator, dez ministros ainda terão direito a voto. Caso a maior parte acompanhe o voto do relator, a denúncia contra Azeredo será acatada pelo Supremo e ele passará à condição de réu em ação penal no STF.
Ontem (4), ao ler parte de seu voto, o relator acatou a denúncia de crime de peculato contra o senador Azeredo. O ministro alegou ter identificado que os recursos empregados pelo Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) em patrocínios a atividades esportivas e também depositados na conta da empresa de publicidade SMPB não seriam naturais em um momento que a instituição financeira passava por um processo de privatização. O banco era estatal e foi vendido ao Itaú meses depois.
Edição: Lílian Beraldo
Nassif, Nos anos setenta, Belchior, já alertava Caetano sobre o básico, somos todos brasileiros, não apontemos o dedo pra um de nós, dizendo que somos melhores que nós mesmos, eu sou como você… No meu crivo, uma das mais belas letras e música já feitas nesta nação: Essa declaração de Veloso revela o que há de pior em uma classe que foi permitida o livre trânsito na Casa Grande, mas não morar nela. Mas o sentimento de se proclamar elite é perturbador, deveras pragmático.
Belchior
Fotografia 3×4
Eu me lembro muito bem do dia em que eu cheguei
Jovem que desce do norte pra cidade grande
Os pés cansados e feridos de andar legua tirana…nana
E lágrima nos olhos de ler o Pessoa
e ver o verde da cana..nana iiiiiii
Em cada esquina que eu passava
um guarda me parava, pedia os meus documentos e depois
sorria, examinando o três-por-quatro da fotografia
e estranhando o nome do lugar de onde eu vinha.
Pois o que pesa no norte, pela lei da gravidade,
disso Newton já sabia! Cai no sul grande cidade
São Paulo violento, Corre o rio que me engana..nana iiiii
Copacabana, zona norte
e os cabares da Lapa onde eu morei
Mesmo vivendo assim, não me esqueci de amar
que o homem é pra mulher e o coração pra gente dar,
mas a mulher, a mulher que eu amei
não pode me seguir ohh não
esses casos de familia e de dinheiro eu nunca entendi bem
VELOSO o sol não é tao bonito pra quem vem
do norte e vai viver na rua
A noite fria me ensinou a amar mais o meu dia
e pela dor eu descobri o poder da alegria
e a certeza de que tenho coisas novas
coisas novas pra dizer
a minha história é … talvez
é talvez igual a tua, jovem que desceu do norte
que no sul viveu na rua
e que andou desnorteado, como é comum no seu tempo
e que ficou desapontado, como é comum no seu tempo
e que ficou apaixonado e violento como, como você
Eu sou como você. Eu sou como você. Eu sou como você
que me ouve agora. Eu sou como você. Cmo Você.
Caetano deitando falação no Estadão.
“Sinceramente, nunca pensei a Lei Rouanet do ponto de vista da música popular. Sempre considerei o negócio da música muito bem-sucedido no Brasil. Não parecia precisar de incentivos maiores do que os que já tinha..”
As palavras são de Caetano Veloso, numa entrevista para uma revista, pouco antes de tentar mamar nas tetas do governo federal
Ele, no entanto, alguns meses depois, tentou se beneficiar da própria Lei Rouanet.Produtores do cantor apresentaram um projeto no ministério da Cultura, para captar dinheiro para o “Tour Caetano Veloso”, no valor de R$ 2 milhões, para seus shows e gravação de CD “Zii e Zie”, o mesmo nome do show que está hoje em cartaz em S.Paulo.
Na época, a comissão que analisa as propostas negou autorização para captação do dinheiro por entender que o projeto não precisa de incentivo por ser comercialmente viável.Ou seja, Caetano Veloso, está bravo. Não pode sugar as tetas do governo federal.
À exceção de alguns momentos mais incisivos, Caetano Veloso deixou claro, na entrevista ao Estado, segunda-feira – antes portanto da morte de um de seus mestres Claude Lévi-Strauss -, no Rio, que a maturidade lhe subiu à cabeça. Uma boa sabedoria emerge, fácil, da sua tranquilidade interior. O posicionamento rebelde do início da carreira, que às vezes assumia as cores da esquerda, deu lugar, hoje, a um discurso racional, realista. Que nada tem, no entanto, das desilusões de quem perdeu a esperança – e isso transparece, com força, quando anuncia sua opção pela candidatura de Marina Silva. “Não posso deixar de votar nela. É por demais forte, simbolicamente, para eu não me abalar. Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo. Ela é meio preta, é cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem.”
Sobre as mudanças propostas na Lei Rouanet, Caetano se esquiva: ” Eu sou daquelas moças… não estudei direito”, diz o artista que, na era da tecnologia, não usa sequer o celular, não gosta do Twitter, mas se comunica sempre por e-mail.
E cadê as novas pessoas com a força do talento de um Caetano, um Gil ou Chico? O mundo hoje é de gente pré-fabricada pelo marketing e meios de comunicação? Nada disso. Para Caetano, houve uma mudança tecnológica imensa e também desdobramentos históricos. “Fico me perguntando: aqueles pintores que ficaram famosos, foram mais sagazes em seduzir príncipes ou reis, ou eram mesmo os mais talentosos? Ou foram os que combinaram melhor as duas coisas? Ou os que tiveram a sorte de encontrar um príncipe que gostou deles? A diferença hoje passa por outros canais.” E isso é bom ou é ruim? “Nem bom nem ruim, é o que é.”
Caetano volta a São Paulo amanhã para seu show Zii e Zie, no Citibank Hall. Que depois, em 2010, transformará em turnê internacional pela América Latina, EUA, Europa e talvez Austrália e Ásia. Só ao final dele é que pensará no futuro de seu futuro. Aqui, trechos da conversa.
Como você vê o Brasil?
Acabei de ler no New York Times que, possivelmente, o Brasil é o país mais importante do mundo para o qual estão voltados todos os olhos do mundo. Não que o artigo todo seja a favor, é até crítico e contra. Mas parte do pressuposto de que o Brasil é um êxito histórico aos olhos deles, estrangeiros, muito maior do que a gente imagina. Partem do pressuposto de que o Brasil é algo grandioso e falam justamente sobre as provas de que o País não superou o que há de horrendo nele. Se referindo à derrubada daquele helicóptero por traficantes no Rio, à violência, e a uma passividade do Brasil em relação às finanças internacionais, como que dizendo que o País deveria liderar uma virada nessa questão.
E você, o que acha?
Sempre achei que o Brasil é um país com destino de grandeza e uma originalidade fatal.
O que é uma “originalidade fatal”?
Somos um país de dimensões continentais, cujo povo fala português nas Américas, com uma população altamente miscigenada… São muitos fatores estranhos… O português é considerado assim o “túmulo de espírito”. O próprio padre Antonio Vieira disse isso da língua. No entanto, essas desvantagens apontam para uma originalidade enorme, que a gente pode ou não aproveitar. Então eu gosto, por exemplo, de uma entrevista do (ex-ministro) Mangabeira (Unger) no Estadão sobre a Amazônia, em que ele diz que o Brasil devia fazer dela uma experiência de vanguarda tecnológica e de desbravamento de atitudes com relação ao desenvolvimento sustentável. Uma coisa de grande ambição, experimental. Acho que essas visões é que apontam para a verdadeira vocação do Brasil. É assim que eu penso. E olhe que minha candidata à Presidência é Marina Silva.
Você já escolheu?
Pode botar aí. Não posso deixar de votar nela. É por demais forte, simbolicamente para eu não me abalar. Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo. Ela é meio preta, é uma cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem. Mas olha, eu concordo com o Mangabeira sobre a vanguarda tecnológica e o desbravamento. Parece uma contradição? Mas é assim.
Talvez não seja. Em nenhum momento o Mangabeira fala em destruição, em uso não sustentável…
Não sei se a Marina diria dessa forma. E acho que há, sim, uma tensão da posição dela em relação à de Mangabeira, embora ela seja a minha candidata. Se ela for, voto nela, com a esperança de que ela, com sensatez que sempre demonstra, acolha a complexidade da realidade. E, no poder, seja mais pragmática que Lula. E mais elegante, o que já é.
A Marina teria condições de gerir um país deste tamanho?
Acho que ela é muito responsável e muito sensata. Se empenhar as energias para ganhar e se tornar capaz disso, ela levará a sensatez ao ponto de poder gerir. Suponho que agora ela não parece ter essa capacidade, com as coisas como estão.
Serra faria um bom governo?
Pode fazer. O Serra foi um excelente ministro da Saúde. Agora, ele é o tipo do cara que, se tivesse ganho no lugar de Lula, em 2002, teria trazido mais problemas à economia brasileira. Ele teria feito um governo mais à esquerda e a economia talvez tivesse problemas que não está tendo porque o Lula fez a economia de direita. E ouve os conselhos de Delfim Neto, que o Serra não ouviria. O Lula foi mais realista que o rei. Foi bom, a economia deslanchou.
E Dilma?
Não tenho ideia. Ela tem um trabalho de pura gestão, mas sem experiência de poder político direto. Ela nunca foi eleita a coisa nenhuma.
A Marina tem?
Ela tem. Os candidatos são todos de nível bom. Vou falar em Aécio, de quem eu gosto muito. Talvez seja meu favorito entre os gestores. Porque acho que o Serra talvez ficasse mais isolado que o Aécio. E a Dilma talvez ficasse muito presa ao esquema estabelecido de ocupação dos espaços estatais pelo governo do PT.
Qual a função do Estado no processo de desenvolvimento?
Não tenho uma ideia precisa. Simpatizo muito com a tradição liberal inglesa e anglófona. Mas não me identifico plenamente com a ideia de Estado mínimo, de liberdade para as transações.
Antes da crise econômica, você era a favor do Estado mínimo?
Não. Eu tinha uma certa raiva daquela onda de Margaret Thatcher e Ronald Reagan, embora simpatize com o liberalismo de língua inglesa. Sempre me vem à cabeça a ideia de que a Margaret Thatcher estaria dizendo algo do tipo “eu privatizaria o ar, se pudesse…” Acho que ela chegou mesmo a dizer isso, pelo menos corre a lenda a respeito. E quando eu vejo essa gente dizer que a única coisa que deve mover as pessoas é o desejo de lucro tenho vontade de me agarrar em São Francisco de Assis, entendeu?
O Estado tem que mexer na Lei Rouanet?
Não sou muito bom nesse negócio. Sou como umas moças que eram bonitas e apareciam nuas nos filmes, e tinham de ter uma opinião política. Eu sou assim. Não sei se tem que mudar. Fico com pena do leitor de jornal, quando sai assim “a excursão de tal cantora foi recusada”, ou “foi aprovada”, ou ainda “pode captar”. Para música popular, o máximo da captação é 30%. Mas 30 % de quê? O público lá sabe o que é isso? Para música clássica, pode chegar a 100%… Mas repito: eu sou daquelas moças… não estudei direito.
O sistema e-cidade de gestão integrada para os municípios já está disponível às prefeituras de todo o país. A solução foi lançada na quarta-feira, dia 28, em Brasília, durante a abertura do Encontro Nacional de Tecnologia da Informação (TI) para os Municípios Brasileiros e do Encontro Nacional do Software Público.
A carta que disponibilizou a solução para a sociedade foi assinada pelo secretário de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI), do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, e pelo diretor da empresa Debseller, desenvolvedora da solução, Paulo Ricardo da Silva. O sistema pode ser acessado diretamente pelo endereço http://www.softwarepublico.gov.br/ver-comunidade?community_id=15315976
Segundo Silva, o e-cidade permite integrar áreas diversas do município como educação, controle de medicamentos, orçamento, finanças públicas, recursos humanos e também a área tributária. Além disso, possibilita gerir serviços que prestam atendimento ao cidadão ao gerar guias para pagamento bancário sem a necessidade de deslocamento, entre outras funcionalidades.
Durante a abertura do encontro também foram disponibilizadas no Portal do Software Público (www.softwarepublico.gov.br) as soluções MDArte e PW3270 desenvolvidas, respectivamente, pela Marinha Brasileira e pelo Banco do Brasil. O MDArte permite a aplicação e reuso de melhores práticas de programação e a sincronia entre os modelos que documentam o sistema e a implementação, entre outras funcionalidades. Já o PW3270 visa facilitar o acesso a ambientes computacionais de grande porte.
Rogério Santanna destacou que somente métodos novos poderão contribuir para o desenvolvimento do país e que todos eles são baseados em softwares e nas tecnologias da informação. “Esse é um bem que pode ser utilizado sem que o seu desenvolver perca alguma coisa, pelo contrário, é o compartilhamento que leva à sua melhoria e evolução”, salientou. Ele lembrou que, neste novo ambiente de solidariedade e compartilhamento, o modelo de negócios deixa de ser a venda de licenças, mas passa a ser o da prestação de serviços.
De acordo com o secretário, essa é a razão para o sucesso do Portal do Software Público Brasileiro, que conta atualmente com mais de 46 mil usuários nas suas comunidades virtuais de troca e compartilhamento de conhecimento. Estão disponibilizadas neste ambiente mais de 30 soluções livres desenvolvidas por órgãos públicos, empresas, universidades, entre outros.
APRESENTAÇÃO
1 Área Financeira
1 Módulo Orçamento
2 Módulo Empenho
3 Módulo Tesouraria
4 Módulo Contabilidade
2 Área Tributária
1 Módulo Cadastro Imobiliário
2 Módulo ISSQN
3 Módulo Arrecadação
4 Módulo Água
5 Módulo Fiscalização
6 Módulo Dívida Ativa
7 Módulo Cemitério
8 Contribuição de Melhoria
9 Módulo Diversos
10 Módulo ITBI
11 Módulo Jurídico
12 Módulo Marcas e Sinais
13 Módulo Projetos
14 Módulo Notificações
3 Área Patrimonial
1 Módulo Material
2 Módulo Compras
3 Módulo Licitações
4 Módulo Frotas
5 Módulo Patrimônio
6 Módulo Protocolo
4 Área Recursos Humanos
1 Módulo Estágio Probatório
2 Módulo Pessoal
3 Módulo Recursos Humanos
5 Área Educação
1 Módulo Escola
2 Módulo Biblioteca
3 Módulo Secretaria
4 Módulo Merenda Escolar
6 Área Saúde
1 Módulo Agendamento
2 Módulo Ambulatorial
3 Módulo Farmácia
7 PubliQ – BI
8 Cidadão
A fala de Caetano em relação ao analfabetismo do presidente demonstra o quanto está boçal, não pela crítica política em si, mas pela falta de sensibilidade em tratar o outro.
Nassif,
Li no blog do kotscho uma matéria sobre as obras viárias de Serra em SP, e acho que ele matou a charada de Serra.
Serra só vai sair candidato em março depois de inaugurar tais obras com pompa a la Maluf.
Se declarar candidato antes disso, essas inaugurações teriam que ser mais discretas pra nao arrumar problema com a justiça.
Resumindo: Serra vai bater o pé e se for, será candidato só em março.
Dona Xepa
Não acham que seria interessante um artigo sobre a classe artística e a intelectualidade brasileira?
Onde está essa turma? Será que ela se resume a Caetanos, Maitês, Reginas Duartes, Jôs? Quando havia a ditadura bradavam contra as injustiças e o regime. Seria um jogo de cena? Talvez sim. Curiosamente depois voltaram, eram a elite “intectual” num período de convívio se acomodaram e agora? Vou fazer uma revelação: Sou um brasileiro de 40 anos, não tive em minha juventude um despertar político que permitisse detectar e contestar aquele regime onde morava, no sul do sul da américa do sul na longíqua cidade “paradisíaca” de Rio Grande no Rio Grande do Sul.Longe de tratar a coisa como uma ditabranda, sei de todo o sofrimento de alguns, de muitos por uma país justo e decente, mas tenho que ser verdadeiro comigo e com meus colegas de comentários. Não vivi a ditadura, não senti ela na sua face mais algoz, mas imagino como pode ter sido: Exatamente como agora com essa mídia ditatorial. Todos estamos em uma ditadura, em que se finge escutar todos os lados e forja-se um consenso editando as manifestações e explorando o lado que lhes interessa. Mauro Carrara pegou na veia, ao defender Lula, embora este não precise disso, as classes que deveriam estar pensando o Brasil estão tuitando, surfando na boa fase econômica conquistada pelo metalúrgico, comendo desta comida e cuspindo no prato. O Lula merece ser tratado melhor que uma Dona Xepa desta gente ingrata e pouco cidadã. Deveriam estar propondo idéias para democratizar a mídia como faz Chico, ou José de Abreu separando o joio do trigo político? Ou questionando os acordos que rifaram nosso patrimônio em vez de corrigirem o jeito simples de se expressar de Lula. Onde está a massa de intelectuais brasileiros, no MSN? ou de pires na mão como Caetano atrás de dinheiro federal para patrocinar seu show de gosto e hoje talento duvidoso. O Brasil melhora a auto-estima,as finanças, a confiança, reage com força onde potências se atolam, e nossos intelectuais se ajoelham? Agem como a filha de Dona Xepa, em casa,quando precisam se vestir e comer, comem contrariados, mas comem, na rua, nos microfones, nos holofotes Dona Xepa é Cafona…
Pelas notícias divulgadas a estratégia dos bancos públicos funcionou!!! Será que da próxima vez os privados seguem a mesma balada!!!???
http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2009/11/05/pesquisadores-fazem-sequenciamento-do-genoma-do-cavalo-914622388.asp
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,cientistas-decodificam-genoma-do-cavalo-domestico,461859,0.htm
http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/8345578.stm
http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091105143708.htm
http://www.lifescientist.com.au/article/325307/horse_genome_reveals_evolutionary_surprises?fp=4194304&fpid=1
Sim, agora sabemos qual o genoma do cavalo. São 2,7 bilhões de letras genéticas reunidas em 64 cromossomos, o que faz o genoma dele ser maior que o do cão, mas menor que o nosso e dos bois.
Fora que eles são mais próximos geneticamente de nós do que os cães ou os ratos. Também são mais próximos a nós do que aos bois, e isso porque são ambos animais de casco. 90 doenças equinas são equivalentes a enfermidades humanas e 17 dos 32 pares de cromossomos que compõem um cavalo estão na mesma ordem que estariam em humanos, o que os faz 53% parecidos conosco. Além disso, há mais de um milhão de diferenças genéticas nas várias raças do animal.
O animal usado para o sequenciamento foi uma égua puro-sangue inglesa chamada Twilight. Também analisaram DNA de outras raças, como andaluzes, árabes e islandeses, o que permitiu descobrir o tal milhão de diferenças.
Valeria a pena fazer uma postagem sobre esse amigo que nos acompanha de 4 e 6 mil anos, ainda mais pensando no uão fundamental ele foi para a humanidade durante grande parte da existência da civilização. Os árabes não conquistaram uma extensão que ia até a Península Ibérica só porque deixaram de ser tribos isoladas, mas porque seus cavalos baixinhos e de cauda sempre levantada eram melhores e mais ágeis que os pesados animais europeus. Mongóis também não chegaram à porta da Europa somente porque Gêngis Khan quis fazer um império, mas também porque os cavalos mongóis formavam verdadeiros centauros com quem os montava. Aliás, falando em cavalos mongóis, quem achava que eles eram ancestral do cavalo doméstico descobriu que eles são só uma outra raça, com a particularidade de ter um cromossomo a mais que os 64 normais.
Aqui no Brasil, o cavalo sempre esteve na história, seja montado por portugueses e holandeses, seja por nossos índios. Os guaicurus eram conhecidos por “índios cavaleiros” e se tornaram poderosos por conta dos cavalos que os espanhóis trouxeram para a região do Pantanal, sempre montando-os sem selas. No sul, os gaúchos também são testemunhas de tudo o que esses animais são capazes. Além disso, temos raças das mais interessantes por aqui, como o lavradeiro, que é imune à anemia equina infecciosa (mais ou menos equivalente ao que é a Aids para os humanos).
Os índios dos EUA também muito devem aos cavalos. Ao verem a naturalidade daquele animal trazido pelos espanhóis nas pastagens nativas, disseram que a grama se lembrava deles e inconscientementemente descobriram algo que a ciência só muito depois ia constatar: que já houve uma espécie nativa de cavalo na América do Norte e que o animal do Velho Mundo acabou ocupando o nicho de um animal extinto 10 mil anos antes de os espanhóis trazerem os primeiros cavalos europeus, animais esses que ficaram tão à vontade no Novo Mundo que se considera a introdução deles uma reintrodução. Ainda que constatassem a familiaridade do animal estrangeiro com terras em que ele nunca havia pisado, muitas tribos ficaram sem palavras. Os sioux, tão dependentes do animal, não tinham uma palavra para defini-lo e o chamaram de “tashunka”, que quer dizer “cachorro grande”. Talvez soubessem que aquele animal em que confiavam era mais próximo de nós do que o cão, coisa que os geneticistas confirmaram agora.
Muitos que leem este texto de alguma forma são filhos do cavalo e devem sua presença neste mundo a ele, seja porque sobre seu lombo algum antepassado fazia parte de povos que conquistaram grandes extensões de terra, seja porque algum antepassado dependeu do lombo do bicho para fugir dos opressores. Também precisa agradecer ao cavalo pela comida garantida, seja a carne do próprio ou as hortaliças que cresceram graças ao arado puxado. Nos dias atuais, caso tenha sido picado por uma cobra e tomou soro antiofídico, também precisa agradecer ao cavalo porque o soro é equinoderivado.
Agora que conhecemos seu DNA, que tenhamos ainda mais sabedoria de com ele lidar, sabedoria essa que nossos antepassados tiveram empiricamente por milênios ao trazê-lo para nosso convívio mais próximo.
Nassif e amigos do Blog,
Engana-se quem acha que o imperialismo yanke perdeu os dentes ou está brincando na America Latina.Vejam a questão de Honduras: o governo golpista concordou que a decisão sobre a volta do Presidente deposto ficará sob responsabilidade do Congresso, no entanto, sem data marcada. Enquanto isso:Micheletti anuncia novo governo sem Zelaya e seus ministros.
A única esperança e certeza para os verdadeiros democratas do Continente é que o Brasil se oporá a qualquer medida ilegal no continente.
06 de novembro de 2009 • 04h37 • atualizado às 07h41 Comentários
Notícia
Reduzir Normal Aumentar Imprimir O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, anunciou na quinta-feira à noite que vai formar um governo de “unidade nacional” sem a participação do presidente deposto Manuel Zelaya, ou dos ministros de seu governo.
O ex-ministro do governo interino, Rafael Pinera Ponce, disse que “Roberto Micheletti é o presidente constitucional da República e corresponde a ele liderar esse gabinete”.
Ao ser questionado sobre a ausência do presidente deposto, Manuel Zelaya, na liderança do novo governo, Ponce disse que o acordo firmado entre as duas partes que disputam o poder no país não prevê a restituição imediata do presidente deposto à Presidência.
“É uma decisão do Congresso da República, este tratado estabelece que o Congresso tem plena autoridade para tomar essa decisão”, afirmou Ponce.
Repetindo a frase utilizada por Micheletti desde a deposição de Zelaya, Ponce disse que o líder interino está disposto a renunciar se o presidente eleito fizer o mesmo.
O acordo prevê que o Congresso vote o retorno de Zelaya à Presidência, mas não define prazo para a votação.
Renúncia e votação
Na quinta-feira à tarde, o gabinete do governo interino apresentou a renúncia de todos os ministros que haviam assumido o cargo desde o golpe do dia 28 de junho, quando Zelaya foi deposto e expulso do país, abrindo caminho para a formação do novo governo de unidade nacional.
Segundo o cronograma do acordo Tegucigalpa-San José, firmado na sexta-feira passada sob mediação do Departamento de Estado norte-americano – um governo de unidade nacional deveria ser estabelecido até meia-noite de quinta-feira (horário local, 4h de sexta-feira em Brasília) sob vigilância de uma Comissão de Verificação, composta por dois representantes internacionais e dois locais.
O novo impasse na implementação do acordo, no entanto, surgiu na terça-feira, quando líderes do Congresso hondurenho adiaram a votação do acordo sobre a restituição do presidente deposto. Os Parlamentares argumentaram que, antes de submeter o acordo à votação no plenário, queriam ouvir a opinião da Justiça.
Para Zelaya a decisão dos Congressistas é parte de uma manobra para dilatar o acordo enquanto se aproximam as eleições, marcadas para o dia 29 de novembro.
Na quinta-feira, a Frente de Resistência Contra o Golpe em Honduras anunciou que caso Zelaya não fosse restituído até a meia-noite (4h de sexta-feira em Brasília), convocaria a população a não participar do pleito.
Se a orientação for seguida, ao menos dois candidatos presidenciais, Carlos H. Reyes (independente) e César Ham (União Democrática) podem renunciar à disputa.
A Resistência, que protesta nas ruas desde a deposição do presidente, há 131 dias, acusa a Organização de Estados Americanos (OEA) e o governo dos Estados Unidos de “cúmplices do golpe de Estado militar”.
Os aliados do presidente deposto convocaram a comunidade internacional a manter a posição de “não legitimar” do processo eleitoral e do governo interino.
Brasil e a maioria dos países da América Latina afirmam que não reconhecerão o resultado das eleições, caso Zelaya não seja restituído.
Para o governo interino, o acordo não prevê o retorno imediato de Zelaya ao poder, mas o presidente deposto acredita que o tratado, necessariamente, prevê sua restituição.
Antes do anúncio, o ministro de governo e negociador de Zelaya, Víctor Meza, disse à BBC Brasil que “se o Congresso não convocar uma sessão para votar a restituição do presidente (Zelaya), damos por terminado esse acordo”.
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