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05/11/2009 - 17:00

Fora de Pauta

Aí vai, para a semana quase terminando.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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184 comentários para “Fora de Pauta”

  1. Tony disse:

    Para quem não acredita que a nossa elite tentará o “caminho Honduras” caso seja derrotada em futuras eleições. Isto chama-se “Preparando o terreno”:

    Brasil é 2º país da AL com maior confiança em Forças Armadas
    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,brasil-e-2-pais-da-al-com-maior-confianca-em-forcas-armadas,461653,0.htm

    As peças vão se encaixando…
    Manifesto FHC, elogio e redenção das Forças Armadas, editoriais indignados, votação contrária de matéria de interesse internacionais (pre-sal / Lei Midia), República sindicalista, subperonismo lulista…

    Só falta soltar os mastins dos blogues, acorrentados e babando, ávidos de carne…

    Só não vê quem não quer. Acorda Governo!

  2. Tony disse:

    Acreditam que seja este o real motivo do pedido?

    05/11/2009 – 10h16 – da Folha Online
    Pedido de vista no STF deve adiar julgamento de Azeredo por mensalão mineiro

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u647984.shtml

    “Um pedido de vista de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) deve adiar nesta quinta-feira o julgamento do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) por suposto envolvimento com o chamado mensalão tucano.
    Segundo o “Painel” da Folha, o motivo do pedido de vista seria a preocupação em referendar o mais rápido possível o próximo item da pauta, a liminar de Cármen Lúcia contra a criação de 7.700 vagas de vereadores no país.”

  3. EDSON MEDEIROS disse:

    A linha de pensamento é a seguinte: se ele FOR condenado, a culpa é do Joaquim Barbosa. Pronto.

    De O GLOBO

    Eduardo Azeredo se compara a Lula e critica Joaquim Barbosa por voto no caso do mensalão mineiro no STF

    BRASÍLIA – O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) criticou nesta quinta-feira o voto do ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), que propôs a abertura de ação penal por peculato contra o senador .

    Azeredo é acusado pela Procuradoria-Geral da República de desvio de recursos públicos durante campanha de reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998. Na quarta-feira, Joaquim Barbosa deu um voto parcial pela aceitação da denúncia contra Azeredo por crime de peculato. Nesta quinta, ele deve se pronunciar sobre a acusação de lavagem de dinheiro. Se a maioria dos 11 ministros aceitar a denúncia, será instaurada ação penal contra o senador.

    O tucano disse estranhar sua inclusão num processo penal, como pede o relator, uma vez que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou fora do mensalão federal. Os dois, acredita Azeredo, estariam numa “situação semelhante”, pois, numa campanha eleitoral descentralizada, não há como um chefe do Executivo se ater a detalhes.

    - Acho estranho. Não vou entrar no mérito da outra questão, mas a situação é muito semelhante. Eu era governador, uma campanha descentralizada, com delegações de poderes, e o presidente Lula também concorreu em situações semelhantes. E ele não recebeu nenhum inquérito a esse respeito.

    O tucano afirmou que Barbosa incluiu no processo um recibo falso, que não constava da denúncia do Ministério Público.

    - No meio das peças de acusação o ministro Joaquim Barbosa incluiu um recibo de R$ 4, 5 milhões da SMPB/DNA para saldar compromissos de campanha através do coordenador Cláudio Mourão. Esse recibo não foi mencionado na ação do Ministério Publico e é falso. Tem até erro de grafia, “saudar” com “u”. Em janeiro de 2007, eu entrei com uma ação na Polícia Civil contra o lobista Newron Monteiro, autor da falsificação e ele disse que não tinha o original, apenas uma cópia – afirmou ele, logo após a reunião da Comissão de Relações Exteriores do Senado.
    (…)

    http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/11/05/eduardo-azeredo-se-compara-lula-critica-joaquim-barbosa-por-voto-no-caso-do-mensalao-mineiro-no-stf-914610729.asp

    • Ivan Moraes disse:

      “A linha de pensamento é a seguinte: se ele FOR condenado, a culpa é do Joaquim Barbosa. Pronto”

      Nao, eh de FHC.

      Mesmo.

  4. wilson yoshio disse:

    do G1
    05/11/09 – 12h05 – Atualizado em 05/11/09 – 12h41
    Em três anos, 18,5 milhões de brasileiros mudam de classe social, diz Ipea
    Segundo pesquisa, ascensão se concentrou no Sudeste e no Nordeste.
    Ipea caracteriza renda individual de R$ 465 ao mês como ‘classe alta’.

    Do G1, em São Paulo

    Desigualdade social cai no Brasil em meio aos efeitos da crise, diz Ipea Pardos e negros enfrentam maior jornada de trabalho, diz Ipea Desigualdade cai 9% no país em dez anos, diz IBGE
    ——————————————————————————–
    O número de brasileiros que ascenderam socialmente entre 2005 e 2008 – passando da classe baixa para a média e da classe média para a alta – foi de 18,5 milhões de pessoas entre 2005 e 2008, de acordo com pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgada nesta quinta-feira (5).

    De acordo com o órgão ligado ao governo federal, 7 milhões de pessoas passaram para a classe média no período e 11,5 milhões de pessoas ingressaram na classe alta. A pesquisa foi feita principalmente com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE
    tem um gráfico, ilustrando por região, no link:

    http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1366774-9356,00-EM+TRES+ANOS+MILHOES+DE+BRASILEIROS+MUDAM+DE+CLASSE+SOCIAL+DIZ+IPEA.html

  5. André disse:

    http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/11/05/ult5772u5961.jhtm

    Pois é, agora temos liminar que autoriza a briga de galos na Paraíba. Diz a magistrada que não há no ordenamento jurídico vigente qualquer norma que proíba a modalidade. O pedido foi da Associação de Criadores e Expositores de Raças Combatentes da Paraíba.
    Acho que não é preciso dizer mais qualquer coisa.

  6. Marcos P.B. disse:

    Mais sobre a urbanização paulista:

    Reforma do Castelinho da Rua Apa depende da Prefeitura
    Pedido de restauração do imóvel está há 1 ano parado no Conpresp; prédio corre risco de desabar
    Isis Brum

    Um projeto para restaurar o “Castelinho da Rua Apa”, na região central, está sob análise do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) há um ano. Tombado pelo órgão em dezembro de 2004, e na iminência de desabar, o imóvel só poderá ser reformado com o aval do próprio Conpresp.

    Há duas semanas, a 4ª turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região decidiu que é obrigação da União preservar o castelinho, propriedade da qual é dona, e adotar medidas emergenciais para evitar a degradação completa do imóvel. Mas a Gerência Regional do Patrimônio da União em São Paulo, órgão do governo federal, afirma que, se tivesse dinheiro para iniciar as obras imediatamente, não poderia fazê-lo sem a autorização do conselho.

    “Se tivermos de cumprir uma liminar e iniciar o restauro, a Justiça terá de determinar uma liminar ou fazer uma recomendação para o Conpresp também para que aprove o projeto”, disse Ana Lúcia dos Santos, representante do Patrimônio da União em São Paulo. No início deste ano, a Associação Preserva São Paulo entrou com uma ação civil contra o governo federal para obrigar a União a reformar o castelinho, cedido para a ONG Oficina Profissionalizante das Mães do Brasil desde 1997.

    O Conpresp confirma a entrada de um projeto de reforma e restauração do imóvel em novembro do ano passado. Alega, no entanto, que até agosto deste ano houve reuniões para ajustar a proposta, que seguiu para o Departamento de Patrimônio Histórico (DPH).

    O DPH fará uma análise técnica da proposta da obra e poderá aprovar ou não a reforma. O parecer será avaliado pelos conselheiros do Conpresp.

    A ONG foi a responsável pela contratação de uma arquiteta, que planejou o restauro e entrou com a documentação no conselho. A presidente da entidade, Maria Eulina Reis Hilsenbeck, diz que a associação tem interesse em reformar o castelinho e que aguarda a aprovação da documentação. “Sem a autorização, não podemos nem buscar parceiros interessados no restauro”, diz Maria Eulina.

    O Conpresp informou saber da urgência da liberação da obra, mas destacou que a documentação para análise só ficou completa em agosto deste ano.

    fonte : http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091105/not_imp461435,0.php

  7. Carlos disse:

    Nunca assisti um julgamento tão truncado.
    Ontem durou apenas 2,5 hs na parte da manhã, e 2,0 hs na parte da tarde. Hoje, começou perto das 15 hs e o Gilmar já parou, para o cafezinho..

  8. Chico Bezerra di Pietro disse:

    pior que as ditaduras só a patrulha ideológica sem ideologia, a de sempre, se não gostar do que eu gosto falo mal de você tá bão!
    caetanices? não, canalhices mesmo, ou a tar farta de curtura de respeito a opinião alheia, tudo é futebor, inté aqui no brog do Nassifi…

  9. Stanley Burburinho disse:

    No site do PHA encontrei o post abaixo:

    “Petroleiro aposentado conta como enfrentou FHC

    5/novembro/2009 13:34

    O Conversa Afiada publica comentário do amigo navegante Antonio:

    Antonio Deiró

    Trabalhei na Petrobrás de julho de 1969 a março de 2001, com muito orgulho e dedicação. Estou aposentado e tenho plena consciência de ter ajudado a transformá-la na grande empresa que é hoje.

    Atravessei todo o péríodo de FHC, peitando os gerentes subservientes que aderiram ao projeto de entregar a nossa empresa. A LUTA FOI ÁRDUA, MAS VALEU A PENA. Aqui na Bahia, como em todo o Brasil, a ordem era reduzir custos reduzindo pessoal, para poder privatizá-la. Terceirizaram tudo, até a perfuração de petróleo. Cortaram os custos de manutenção dos dutos e começou a pipocar vazamentos Brasil afora.

    Tudo para denegrir a imagem da empresa e nos humilhar, para que parássemos de lutar.Tenho orgulho de dizer que a única unidade da Bahia onde não houve redução de pessoal foi na que eu trabalhava (Unidade de Processamento de Gás Natural, em Pojuca, Bahia, a primeira a processar gás no Brasil, inaugurada em 1962 ).

    Sem falsa modéstia, graças ao meu empenho pessoal e o apoio de todo o grupo sob minha liderança. Eram apenas 25 colegas de turno (cinco para cada turma), mas se em todas as unidades houvesse a resistência que houve na nossa, ninguém seria demitido, transferido, ou afastado.

    Argumentei, expus em reuniões e através de e-mail os riscos em reduzir pessoal, enfim, peitei os gerentes incompetentes e eles recuaram. Mostrei que poderíamos reduzir custos aumentando a produtividade e assim fizemos.

    Foram momentos difíceis, mas conseguimos dobrar os lacaios. Hoje, esses gerentes são uns párias e a Petrobrás é orgulho de todo brasileiro.

    http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=21726

    Fui atrás de mais informações e encontrei um site da empresa Ambiente Brasil que registra os principais acidentes da indústria petrolífera no Brasil e no mundo e lá encontrei as seguintes informações sobre o Brasil:

    1 – Principais Acidentes com Petróleo e Derivados no Brasil:

    No Brasil entre 1994 e 2004, ocorreram 46 acidentes com petróleo e derivados. No ano de 2000 foram 11 acidentes e 14 acidentes em 2001.

    - O último acidente com petróleo e derivados ocorreu em 15 de novembro de 2004.

    Faz mais de cinco anos que não temos acidentes com petróleo e derivados. Qual a explicação?

    2 – Acidentes em Plataformas de Exploração no Brasil:

    - No Brasil entre 1995 e 2001, ocorreram seis acidentes com plataformas de exploração. Desses seis acidentes, cinco foram na Bacia de Campos que iniciou com o afundamento da P-36 e todos esses acidentes ocorreram em 2001.

    - O último acidente em plataforma de exploração foi em 19 de setembro de 2001.

    Faz mais de 8 anos que não temos acidentes em plataformas no Brasil. Qual a explicação?

    http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./agua/salgada/index.html&conteudo=./agua/salgada/vazamentos.html

    • EDSON MEDEIROS disse:

      Não sei qual a explicação. Sei que a culpa é do Lula.

      Já que ele é culpado de tudo, isso é culpa dele tb.

  10. Bernardo disse:

    Sugiro um post a respeito desta notícia que para mim é surpreendente:

    Brasil é 2º país da América Latina com maior confiança em Forças Armadas

    O Brasil é o segundo país da América Latina com maior índice de confiança nas Forças Armadas, segundo barômetro levantado pela Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos.

    segue o link:
    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091105_barometroforcasarmadas_ba.shtml

    Digo isto porque o país não faz 30 anos atrás estava sob uma ditadura militar. Veja o índice e compare com outros países que passaram pela mesma experiência recentemente. A Argentina por exemplo tem um índice de confianã que é menos da metade do nosso.

  11. fscosta disse:

    Povo,

    FHC pode ter sido profetico no iFHC?

    “Como não transfere? Já transferiu 15%. Ela (Dilma) não tinha nada, zero. Ele transferiu e pode transferir mais.”

    Falta só combinar com o Montenegro do Ibope…

  12. Marco Bócoli disse:

    Vejam o Big Brother da frota automotiva nacional :

    http://www.zap.com.br/revista/carros/ultimas-noticias/veiculos-serao-monitorados-por-chips-sistema-vai-permitir-pedagio-urbano-20091030/

    O governo federal anunciou ontem os detalhes para instalação, num prazo de cinco anos, do Sistema de Identificação Automática de Veículos (Siniav).

  13. Marco Bócoli disse:

    PAULO NOGUEIRA BATISTA JR. dá uma boa síntese sob o título:

    Preparando uma nova crise?

    … crise desencadeou maior concentração dos sistemas financeiros. Em diversos segmentos do mercado, sobraram algumas poucas empresas gigantescas -grandes demais para falir e, em alguns países, grandes demais para serem salvas (caso de países pequenos ou médios que sediam grandes conglomerados financeiros).

    A percepção generalizada, confirmada e reforçada pela crise recente, é a seguinte:

    - o Estado não está em condições de permitir a quebra de bancos e outras empresas financeiras de grande porte.

    - Essa percepção tende a estimular comportamentos de risco nas grandes instituições privadas.

    Se der certo, o lucro é privado.

    Se der errado, o contribuinte fica com a conta.

    Os governos estão tentando amenizar esses problemas, mas a solução não é nada fácil.

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi0511200906.htm

  14. Romanelli disse:

    GANHEI GANHEI GANHEI ..já circulam pelos corredores ..a coisa é dada como certa
    .
    ganhei a aposta ..os supremos vão pedir VISTAS do processo do Azeredo
    .
    e aí CARIOCA, vai pagar agora ou esperar a Pré-sal ?
    .
    http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/04/stf-x-azeredo/#comments
    .

  15. EDSON MEDEIROS disse:

    Os EUA não conseguem manter a segurança em uma base militar dentro do próprio país.

    Ivan Moraes é tu que mora nos States, né? Fala pra gente o que acontece nesse que não passa um mês sem um louco sair atirando a esmo.

    Do Terra

    Tiroteio em base militar do Texas mata ao menos 7 e fere 12

    Pelo menos sete pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas em um tiroteio, nesta quinta-feira, na base militar de Fort Hood, no Estado americano do Texas. As informações são da rede NBC News.

    De acordo com informações preliminares, dois homens entraram na base vestidos de soldados e abriram fogo. Um deles teria sido preso e o outro, se escondido em um prédio. Ainda não se sabe se as vítimas eram militares ou civis.

    A base militar de Fort Hood fica ao lado da cidade de Killeen e a 96 km de Austin. O complexo abriga pelo menos 4,9 mil militares em atividade e 45 mil alistados. Civis são cerca de 9 mil.

    http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4084435-EI8141,00-Pelo+menos+morrem+e+ficam+feridas+em+tiroteio+nos+EUA.html

    • Ivan Moraes disse:

      Acabei de ver a noticia.

      O homem que atirou era de descendencia iraqi e surtou porque estava sendo enviado pra guerra do Iraq. “Outros” atiradores nao existiam, e foi diz-que diz-que.

      Quanto aa pergunta, os militares sempre estiveram segurissimos dentro de seus bunkers, beeeeeeeeeeeeem separados da populacao. Vou me preocupar o dia que eles comecarem a se misturar a todo mundo, igual no Brasil -aonde tem militar tem morte de pobre. Esse eh o massacre que me preocupa.

      (aqui sao quase 8 da noite, e ai sao quase 11 da noite… eh horario de inverno, vou estar 3 horas atrazado por 6 mezes.)

    • EDSON MEDEIROS disse:

      Atualização

      Do Estadão

      Tiroteio dentro de base militar deixa 12 mortos nos EUA

      O incidente aconteceu em Fort Wood, no Texas, umas das maiores instalações militares do mundo

      HOUSTON – Doze pessoas morreram e 31 ficaram feridas em um tiroteio na base do exército norte-americano de Fort Hood, no Texas, nesta quinta-feira, 5. A base é a maior instalação militar do mundo.

      Robert Cone, general do Exército, confirmou que os atiradores eram soldados americanos. A segurança das bases militares nos EUA está sendo reforçada e o FBI descarta um atentado terrorista.

      O general Cone confirmou em entrevista coletiva que um atirador foi morto e outro dois suspeitos de terem participado do ataque forma presos. “Logo que o atirador abriu fogo, por volta de 16h30 (horário de Brasília) outros soldados abriram fogo e o mataram. Muitas testemunhas que viram o tiroteio afirmam que mais de um homem participou do ataque”, informou o militar.

      Christopher Hogue, chede de mídia de Fort Hood, deu mais detalhes à imprensa: “Só sabemos que o homem que foi morto tinha duas pistolas”.

      Motivos

      Ainda não foram esclarecidos os motivos que levaram os soldados a abrirem fogo contra os seus colegas. O Pentágono emitiu uma nota em que diz não saber como “é possível alguem especular as razões que resultaram no ataque, diante de tão poucas informações que estão disponíveis no momento”.

      Obama

      O presidente dos Estados Unidos, em um discurso no Departamento de Interior, em Washington, afimou que sua preces “estão com os feridos e com as famílias daqueles que foram mortos”. O líder americano lamentou: “É terrível quando soldados dos Estados Unidos são feridos em uma base que está em solo norte-americano.”

      Fort Wood é a maior base militar dos Estados Unidos. Segundo o senador Kay Bailey, o local abriga 50 mil soldados e, no momento do tiroteio, 35 mil militares estavam no local.

      http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,tiroteio-dentro-de-base-militar-deixa-7-mortos-nos-eua-,461862,0.htm

  16. bruno disse:

    A Gênesis de um erro: como sumiram R$ 52 bi no setor elétrico
    Agora é oficial: foi falha técnica, erro humano ou reguladores muito livres, leves e soltos? A verdade é que, chamados a se explicar numa CPI na qual ninguém punha fé, funcionários da ANEEL e presidentes de concessionárias confessaram que devido a uma “brecha” na legislação, a metodologia da agência criada por FHC para evitar apagões e fiscalizar distribuidoras privatizadas autorizou durante sete anos, a cobrança de 7 a 10 bilhões de reais dos consumidores. E o pior: todos sabiam da irregularidade, mas não fizeram nada. Acharam que não era com eles. O que diria Eça de Queiroz sobre isso?

    por Ivo Augusto de Abreu Pugnaloni*
    No princípio, antes de terem o poder, os tucanos diziam que o setor elétrico estatal brasileiro “era o caos”. E o espírito de FHC vagava sobre as ondas das águas do prestígio eleitoral. Então FHC disse: “Venda-se a luz!” E eles privatizaram as concessionárias públicas e criaram a ANEEL para fiscalizar as privadas. FHC viu que privatizar tudo era “uma boa”, já que o Congresso precisava aprovar sua reeleição, mas o dinheiro da venda das empresas públicas, não pagou dívida nenhuma.
    Mas a reeleição passou no Congresso e foi consumada nas urnas. E passou-se o primeiro mandato. Aí veio a escuridão do “apagão” . As tarifas de energia para residências subiram 209% entre 1995 e 2002, contra apenas 95% das industriais, como mostrou Roberto D’Araujo, subindo como nunca, mesmo com a inflação baixa e com os salários congelados. Esse favorecimento às industrias foi conseguido com mudanças nos regulamentos da ANEEL para definir o que era “baixa renda”. Ele aconteceu porque FHC precisava “dar um presente” à industria para conseguir seu silencio para privatizar tudo.

    Espelhando-se em Margareth Tatcher, ele poderia dizer nos jantares e convescotes da FIESP: “Viram? Baixei, com a minha privatização, a energia para vocês, pessoal!” Baixou nada, pois elevou do lado dos consumidores residenciais, que deixaram de comprar da industria, que ainda acreditava em milagres. Os residenciais que pagassem mais. Mesmo os mais pobres, da faixa de consumo “Baixa Renda”, cuja definição, método de cálculo, faixas e custos, mudaram todos, devido a “mudanças na metodologia da ANEEL”.

    Isso só foi “reequilibrado” em 2007, quando terminou a fase de “realinhamento tarifário”, criado pela lei 10.438/02 no foi a vez das tarifas industriais explodirem. Tudo muito bem planejado, diga-se de passagem, para explodir em pleno governo Lula que àquela altura era inevitável. Devido ao apagão e a essas “mudanças de metodologia”, de 4,3% em 2000, o PIB mergulhou para 1,7%, em 2001. O IBGE provou que milhões foram para o olho da rua, com as “brincadeiras” tucanas com a energia. Explodiu-se o conto do vigário do um real por um com o dólar, que foi montado por empréstimos internacionais, que elevaram os juros a níveis escorchantes de 26,5% ao ano, que o Lula é quem terminou de pagar. Logo, o cambio chegou a quase 4 reais por dólar.

    Mas enquanto tudo isso acontecia, os 500 maiores consumidores do Brasil, “os eleitos” por FHC, não sofriam quase nada. Para eles, que apoiaram a campanha para elegê-Lo e re-elegê-Lo, com seu inestimável apoio, as águas dos mares se abriram. E eles cruzaram a salvo, o “tsunami” de aumentos de energia, comprando-a bem barata no mercado livre, que o FHC, através da ANEEL, criou para eles. Nós, os pequenos e médios consumidores, fomos percebendo que a nossa situação não era nada boa em vários campos. E colocamos o FHC na rua, com o nosso voto sagrado, destruindo o Bezerro de Ouro.
    A Autonomia que querem das agências é contra o povo?
    Quando nasceu para a presidência, Lula encontrou projetos e obras de hidroelétricas paradas, falta de dinheiro e problemas ambientais. Disseram-lhe que a única saída para evitar um novo apagão, era colocar muitas térmicas a diesel e óleo combustível para funcionar, pois os projetos de hidroelétricas levavam muito tempo para serem aprovados na ANEEL. Isso porque lá na ANEEL estavam paralisados, 37.800 MW em estudos e projetos de hidroelétricas, emperrados, ( como se disse dia-e-noite antes da Marina sair do governo), por culpa do IBAMA devido às pererecas, sapos, cobras, aranhas e outros bichos peçonhentos, que também levaram a culpa.

    Respeitando a “autonomia das agências”, Lula não mexeu nada na ANEEL que continuou com apenas 278 funcionários, sendo só 12 para analisar projetos de hidroelétricas. Um absurdo (imagine se o Rei da Arábia ia permitir que 12 engenheiros tomassem conta da concessão dos poços de petróleo do país…)

    Ligadas as termoelétricas a diesel, em 2006 e 2007, nossas tarifas chegaram ao segundo lugar, como as mais caras do mundo, pois derivados de petróleo, e o aluguel de termoelétricas paradas custam muito mais caro do que água. Graças a isso, estamos sendo obrigados a construir 81 novas termoelétricas, até 2016, equivalendo a uma nova Itaipu, “para não termos um novo apagão”, segundo a EPE e a ANEEL. Nada disso teria acontecido na verdade, se procedimentos e regulamentos da ANEEL não tivessem no passado prejudicado tanto às usinas eólicas em favor das termoelétricas.
    E não tivessem acontecido outros erros e irregularidades, que aos poucos vão sendo comprovados e que atrapalharam muito a análise dos projetos de hidroelétricas, fazendo com que eles demorassem muito para serem aprovados. Uma delas, a ANEEL aceitar projetos entregues incompletos, em desacordo com o inventário do rio, faltando sondagens geotécnicas, como o novo diretor geral, nomeado realmente por Lula, Nelson Hubner, já descobriu. Afinal, com projetos incompletos, aceitos irregularmente pela ANEEL, os concorrentes que deviam ser eliminados, por não cumprirem os prazos, continuam na disputa, embolando o jogo, dificultando a aprovação dos projetos entregues conforme a regulamentação.

    Mas entre os maiores erros está a ANEEL ter apenas 12 analistas para analisar e aprovar 37.800 MW em projetos de hidroelétricas que estão parados lá dentro, “por problemas que não cabem à ANEEL resolver” como afirmou seu ex-diretor geral, Jerson Kelman, na Comissão de Minas e Energia da Câmara em agosto de 2008, na qual compareceu o deputado Eduardo da Fonte que questionou-o incisivamente sobre a estranha elevação das tarifas. E recebeu ironias em resposta. Só para dar uma idéia, essa potencia em projetos parados é 50% de tudo que temos instalado hoje no Brasil!
    Segundo Kelman afirmou na Câmara, o pequeno numero de técnicos em hidroelétricas se justificaria pela necessidade de economizar com gastos de pessoal, quando todo mundo sabe que a ANEEL devolve mais de 170 milhões, todo ano, de sobra de seu orçamento. Sobre projetos de hidroelétricas estarem parados na ANEEL , mas o Senhor ex-Diretor Geral dizer que a agência não tem nada a ver com isso e ao mesmo tempo ter pouco pessoal para analisar projetos, esse ponto da história me fez lembrar de algo que li na minha juventude. E que reparto aqui com os leitores que ainda estejam lendo essa longa introdução.

    Na verdade na irreverência desse despretensioso artigo, sendo amigo e apoiador de Lula há 30 anos, fundador do PT e tendo ajudado a elaborar a proposta de energia de seu primeiro governo, ao lado de Dilma Roussef, Luis Pinguelli Rosa, Ildo Sauer e Mauricio Tolmasquim, me sinto à vontade para ajudar o congresso, o governo, a oposição e a sociedade a entenderem a importância da ANEEL.

    A ANEEL é onde tudo acontece no setor elétrico brasileiro. Principalmente como agência que tem por obrigação controlar sozinha, com 278 funcionários de nível superior, o maior potencial hidroelétrico do mundo e o setor elétrico da nona maior economia do mundo. Isso não existe. Um absurdo completo. Algo inimaginável num país que tivesse a mínima consciência de suas riquezas e de seu potencial. Para comparar: a ANATEL tem 1.600 funcionários. A ANAC tem 2.500 funcionários.

    Mas a ANEEL, controla essa fortuna de 77 bilhões por ano só de faturamento, com apenas 278 funcionários. Isso deve ser legado do tal de “estado mínimo” que o FHC falava… E chamo atenção para um assunto no qual nem governo nem oposição gostam de falar: o preço da energia no Brasil é muito alto para um país com 75% de energia gerada de hidroelétricas, quase totalmente amortizadas.
    Ao pessoal do governo chamo a atenção para uma coisa interessantíssima no comportamento da oposição: vocês já reparam como na ANEEL a oposição não “bate”? Vejam agora mesmo: confessa-se que 10 bilhões do bolso dos consumidores foram parar, por engano, nos cofres das distribuidoras. E onde está a oposição? Quietinha, pois quem fez isso, quem deixou isso plantado na regulamentação, foi a turma do FHC!

    E eles sabem que não é hora de “fogo amigo” sobre seus próprios homens! Vejam as manchetes dos jornais da oposição hoje, um dia após ao reaparecimento de 10 bilhões pagos a mais às distribuidoras e lembrem do tempo do “caos aéreo” e de como era tratada a ANAC. Não parece incrível que a mesma oposição que enxerga fantasma em todo lugar, que quer fazer CPI por qualquer coisa, nunca reclame de nada, de nadinha, sobre a atuação da ANEEL nesse caso? Porque será?

    Será que é porque a ANEEL não tem falhas? Será que é porque os balanços das distribuidoras, de 10 , 20 páginas são publicados nos “jornalões” todo fim de ano? Ou será porque a oposição sabe que tudo que acontece no setor elétrico brasileiro tem sua origem, sua Gênesis, lá atrás , no tempo que o Espírito de FHC andava sobre as águas ? O governo que abra os olhos, pois o poder da ANEEL é enorme.
    Espero que me desculpem aqueles mais religiosos pelas metáforas bíblicas e talmúdicas que utilizo. Bem como aqueles que acham que quem é a favor do excelente governo que o presidente Lula vem fazendo, no atacado, não possa, no varejo, apontar pontos falhos no governo, inclusive para que o presidente possa corrigi-los. As metáforas podem parecer irreverentes ou dirigidas contra esse ou aquele, mas não são contra ninguém. Eu apenas as uso para facilitar o entendimento, pois tal como os desígnios do Senhor Jeová, os regulamentos da ANEEL são, indecifráveis para a maioria. E sem metáforas, a História do setor elétrico ficaria muito triste de se contar.
    Quem pegou os 52 bilhões de reais que estavam aqui?
    Na energia só pensamos quando ela falta e a maioria de nós não sabe nem quanto paga por um quilowatt-hora. Afinal, nós simples mortais, se encontrarmos preço melhor, não podemos trocar de fornecedor. Esse privilégio FHC, através da ANEEL, reservou apenas para os grandes consumidores do Brasil. Isso acontece porque os preços da energia, a forma de seus reajustes e a quem são dados os potenciais hidráulicos para gerar energia não são determinados em lei, pelo Congresso Nacional.
    Inexplicavelmente, esse assunto, tal como fossem os insondáveis desígnios de Jeová, só podem ser tratados pela ANEEL, a agência criada para contrabalançar o interesse público com o das concessionárias. A ANEEL faz seus regulamentos, mais ou menos como faziam os sacerdotes levitas, que tinham só eles, entre as Doze Tribos Judaicas, o direito de fazer sacrifícios e intermediar as relações dos humanos com a divindade. No nosso caso, com as concessionárias.

    Esses regulamentos já vêem prontos e descem de um prédio na Asa Norte, onde trabalham apenas 278 funcionários com nível superior e duzentos e poucos terceirizados e de apoio, nas alturas do Planalto Central, perto de um pequeno morro onde fica o SENAI. Esses mandamentos da ANEEL são tão imutáveis que parecem esculpidos em taboas de pedra. E são tão complicados que o povão não fica nem sabendo seu significado.

    O povão só sabe o significado desses mandamentos quando às vezes descobre, surpreso, como agora, que faltaram 10 bilhões no seus bolsos, que podiam ter comprado mais um quilo de farinha, mais um chinelo para os filhos, mais um caderno ou um livro. Traumatizados pelo apagão, reféns das distribuidoras, e protegidos por uma agência protetora que só tem 300 funcionários para cuidar de 200 milhões de consumidores, nós, o povo, sentimo-nos inseguros para reclamar e contentamo-nos com muito pouco.

    Basta-nos saber se, naquele dia, teremos energia para tomar um banho, ver TV e apertar os botões de nossos computadores. E antes de dormir, oramos para que não nos causem um novo apagão. Mas confesse leitor ! Lá no fundo do seu ser, conversando com seus botões você já não pensou assim: “Mas, raios, por que razões será tão caro o preço que pagamos pela energia no Brasil, se aqui a maioria da energia é gerada por hidroelétricas?” Sim, porque segundo a AIE, agência internacional de energia, ligada à OCDE, temos o maior preço de energia do mundo, atrás apenas da Itália.Mas ontem 29 de outubro essa situação de iniqüidade e injustiça começou a mudar.
    A fúria legiferante da ANEEL atropela o Congresso. Mas porque o Congresso se deixa atropelar?
    O primeiro sinal dos céus veio em julho, quando o TCU, Tribunal de Contas da União, revelou um estudo que, por causa de regulamentação mal feita pela ANEEL em 1998, os consumidores brasileiros pagaram quarenta e cinco bilhões a mais para as distribuidoras, para “compensar as perdas que elas tiveram devido ao apagão de 2001”. O segundo augúrio foi, quando na semana passada, o superintendente de regulação econômica da agência, Davi Antunes de Lima, admitiu que houve um erro nas tábuas da lei imutável em que está insculpida a infalível regulamentação da ANEEL.

    E o erro nas tábuas de pedra, segundo Davi, que começou sendo imposto na CELPE, excelente distribuidora privatizada por FHC e que deu a “jurisprudência”para que as distribuidoras cobrassem um bilhão de reais a mais por ano, nos últimos sete anos. A explicação para o fato de que a ANEEL não tenha feito nada foi mais o u menos essa: “O erro passou para os contratos de concessão, assim não pudemos fazer nada desde quando descobrimos o erro. Afinal, somos apenas a agência reguladora e não fazemos as leis”. Lembraram do Eça de Queiroz de novo? Eu também. E a cobrança errada continua sendo feita até agora. Só esse segundo “errinho” da ANEEL já aumentou todas as contas de luz do Brasil em 2%, todos os anos desde 2002. Aumento sobre aumento.

    Somando os 45 bilhões apontados pelo TCU em julho, com mais esses 7 bilhões apontados pelo Davi, totalizamos 52 bilhões de reais. Um valor que pode até ser legal, como alega a ANEEL, que faz os regulamentos… Mas não foi nada “legal” a ANEEL deixar que fosse retirada, mesmo por “engano”, uma fortuna dessas dos consumidores para dar de presente às concessionárias, sem que nenhum de seus sábios e profetas saísse a publico e nos dissesse absolutamente nada.

    Foram 52 bilhões que pagamos de graça, sem que energia nenhuma fosse gerada, vendida ou comprada. Sem que nenhuma usina ou linha fosse construída… Um milagre, mas daqueles que nada a ver tem com o Deus Verdadeiro. Isso é bem mais do que os 30 dinheiros, valor que segundo Lucas, Marcos, Matheus e João, blogueiros da época escreveram nos Evangelhos, teria custado a aliança do então polêmico ex-apóstolo e ex-tesoureiro do grupo de primeiros apóstolos, Judas Iscariotes, com o Caifaz, o sumo-sacerdote.
    O Congresso deve cuidar mais do setor elétrico. Da geração também.
    Agora parece que os enganos da ANEEL extrapolaram. Foram tão grandes que a Câmara Federal criou uma CPI para investigar o caso. E ontem, os próprios dirigentes das distribuidoras admitiram o “engano” e o seu relator, deputado Alexandre Santos, que é do PMDB/RJ, do mesmo partido do ministro Edison Lobão, afirmou que vai exigir a devolução do dinheiro aos consumidores e a punição dos responsáveis pelo erro de cálculo. Não se sabe se as profecias do deputado Alexandre vão se realizar. Mas se forem verdade, as concessionárias vão ter que devolver em dobro, diz a Lei.

    Esperemos que o Congresso Nacional não fique só nessa CPI, correndo atrás do prejuízo, mas dê mais atenção ao setor elétrico. Principalmente, rezemos para que a Câmara e o Senado detalhem melhor as leis que produz e deixem de dar “cheques em branco” para a ANEEL . Ela não foi feita para legislar e portanto, não poderia dar nem tirar nada de ninguém, como vem fazendo, não só com as tarifas mas com os potenciais hidroelétricos, que viraram a nova coqueluche do mercado, tal como as concessões de rádio e TV já o foram. E serviram como moeda de troca nas duas ocasiões em que se precisou votar a prorrogação de mandato e a reeleição.

    Peçamos, em nossas orações, que o Congresso fiscalize melhor a legalidade dos regulamentos para concessão de potenciais hidroelétricos de energia que a ANEEL tem ditado sozinha. Não apenas os de pequenas centrais hidroelétricas, mas das grandes também, que estão sendo alterados a toque de caixa, através da Consulta Pública 058/09 , tudo acessível pela internet.

    O grave sobre essas mudanças, que deveriam ser feitas pelo Congresso e não pela ANEEL, é que estabelecerão, nem mais nem menos, as formas como a ANEEL poderá selecionar interessados para conceder, os potenciais entre 30 e 50 MW sem a necessidade de Leilão, como conseguiu-se embutir na lei 11.943/09. Ouviram todos? Repito: sem necessidade de Leilão, ou seja: sem concorrência de preço!

    Está lá, no meio de uma lei cuja ementa se diz que se cria uma coisa boa, que foi o Fundo de Garantia a Empreendimentos Elétricos, embutido em seu artigo 17, um dispositivo que deu a ANEEL o poder de dizer como selecionará quem irá ganhar esses presentes. E para estabelecer essa regra a ANEEL preparou uma proposta que está em Consulta Pública só até 18 de novembro.

    Essa proposta , pasme leitor, institui formalmente o cartel de empreiteiras, organizado sob o conhecimento da ANEEL, como diz textualmente a nota técnica 219/09 em seu item 56. Lá está claramente proposto que os concorrentes, que deveriam concorrer ao potencial, para que os preços das tarifas de geração fossem os menores , “contratarão conjuntamente os estudos” de inventário.

    Isso é criar-se o cartel favorecendo “à composição dos agentes e evitando disputas”, como pode ser lido nos seus ítens 72 e 75. Um absurdo que afronta as finalidades da agência que é exatamente de estabelecer a competição entre os agentes. Ao pessoal do governo recomendo que avisem ao presidente Lula do que está acontecendo. Ainda mais que no dia 09.10.09 , em solenidade no Ministério da Justiça, sobre o Dia Nacional Contra a Ação dos Cartéis seja informado de mais essa barbaridade.
    Pois se ele não tomar cuidado com o que está acontecendo na ANEEL, esse atentado ficará daqui a alguns anos, na conta política dele, Lula e não do FHC.
    Afinal, FHC apenas colocou seu pessoal lá e não tem culpa nenhuma se o Lula não mudou a direção o quanto podia por Lei mesmo respeitando a “autonomia” da agência, que não pode ser autonomia do interesse público, é lógico! E ao pessoal da oposição peço: deixemos as agendas escritas a lápis da Dona Lina Vieira e os dossiês fajutos para depois! Vamos dar mais atenção ao setor elétrico, no Congresso! Nosso congresso nacional tem coisas muito mais urgentes para fazer.
    O Senado Federal, por exemplo, deveria criar sua própria Comissão de Energia. E a Comissão de Minas e Energia da Câmara, deveria dividir-se em duas, uma para cada um dos dois assuntos, tão distintos que deveriam ser dois ministérios diferentes, como em todo resto do mundo. Senão, de tempos em tempos, estaremos nessa situação, encontrando “erros” que representam bilhões retirados do bolso dos consumidores. E os nossos potenciais hidráulicos açambarcados por “donos dos rios”, mega-empresas que se articulando na forma de cartel, serão os novos condes e barões do Itararé, do Tapajós, do Araguaia, do Paranaíba, que ficarão com todas as nossas quedas, dominando, vendendo e transferindo cotas dos nossos recursos hídricos, a seu bel-prazer, como se fossem “sub-primes”.

    * Engenheiro eletricista, ex-diretor da distribuidora estatal COPEL no governo Requião, membro do grupo de diretrizes de energia do programa de ação do primeiro governo do presidente Lula. Fundador do PT em 1979, membro de seu primeiro Diretório Nacional. Atual diretor-técnico da Enercons Consultoria em Energia.

  17. EDSON MEDEIROS disse:

    Por que será que o blog do Ali Kamel… ops.. do Noblat não alardeou a entrevista do Caetano ao Estadão? Estranho, não.

    Alguém indica a URL para ele, por favor. Eu sou bloqueado lá, se não eu mesmo faria isso.

  18. Tomás Fraile disse:

    Nassif parece que a Disney vai acomodar o Mickey aos novos tempos. Vai repensar o Mickey e adaptá-lo aos novos tempos. Mais malicioso, egoísta, perverso… Em fim, o ar dos novos tempos. Vamos de marcha ré. Infelizmente.

    Aqui o link:

    http://games.terra.com.br/interna/0,,OI4083476-EI1702,00.html

    • luisnassif disse:

      Uai, justo agora em que a crise reaviva sentimentos de solidariedade? Tenho visto esses valores em todos os filmes recentes da Disney.

    • Rato disse:

      A arte conceitual do jogo era bizarra, mas excelente. Ao que parece, durante o desenvolvimento, suavizaram um pouco os desenhos. A imagem que mostra “a sucata” dos parques de Disney é impressionante:

      http://www.fredgambino.co.uk/web_pages/epicmickey/seatransport.html

    • Silvana disse:

      Da própria reportagem:

      De muitas maneiras, isso representa um retorno ao Mickey que existia originalmente. Quando ele apareceu pela primeira vez, no desenho Steamboat Willie, de 1928, Mickey era como o Bart Simpson de sua era: um baderneiro desinibido que entrava em brigas, pregava peças nos amigos (pobre Clarabela) e, posteriormente, mostrava agressividade em seu amor por Minnie.

      Comparado ao Picapau e aos personagens de Tex Avery (http://pt.wikipedia.org/wiki/Tex_Avery), como o Patolino, o Mickey que conhecemos é bem fora do padrão… Curiosamente, na origem ele é bem mais próximo aos dois primeiros.

  19. Ivan Moraes disse:

    1–”Relator aceita ação por lavagem de dinheiro contra Eduardo Azeredo”

    2–”Comissão do Senado dos EUA aprova lei que pede corte de 20% na emissão de gases”

    3–Hoje eh algum dia de teatro buffo mundial ou coisa parecida? Teatro buffo… manquée?

  20. Ivan Moraes disse:

    Ha um mez a Vale “prometeu” “investir” 24 “bilhoes” no Brasil, talvez ate montar uma siderurgica ou duas.

    Alguem ja viu um centavo que seja desse dinheiro rodando por ai?

  21. Calbercan disse:

    Relator do STF aceita denúncia de lavagem de dinheiro contra Eduardo Azeredo

    Luciana Lima
    Repórter da Agência Brasil
    download gratuito

    Roosewelt Pinheiro/ABr

    5 de Novembro de 2009 – 18h18 – Última modificação em 5 de Novembro de 2009 – 18h35

    Brasília – Depois de ter aceitado a denúncia de peculato contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa aceitou hoje (5) a acusação de lavagem de dinheiro. As acusações fazem parte do processo que trata do esquema conhecido como “mensalão mineiro”, relatado por Barbosa. “Os indícios de autoria e materialidade da prática de lavagem de dinheiro são bastante consistentes como ficou exaustivamente demonstrados ao longo deste voto”, destacou o ministro.

    No processo, Azeredo é acusado pela Procuradoria-Geral da República de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro, irregularidades que teriam ocorrido durante campanha de Azeredo à reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998.

    O processo também envolve outras 38 pessoas, entre elas, o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, que figura como pivô de um esquema semelhante que teria sido usado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e denunciado em 2005 pelo então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ).

    O esquema tucano teria arrecadado, de acordo com a denúncia, mais de R$ 100 milhões, com desvio de verbas de estatais e empréstimos bancários. Oficialmente, a campanha de Azeredo custou R$ 8 milhões.

    No voto, ao aceitar a denúncia, Barbosa detalhou as ações que teriam o objeto de camuflar empréstimos obtidos por Marcos Valério e seus sócios para financiamento da campanha de Azeredo. Esses empréstimos, feitos no Banco Rural – mesma instituição financeira citada no mensalão petista –, teriam sido quitados posteriormente por repasses das estatais mineiras para a conta de SMPB, empresa de Valério, a título de realização de eventos esportivos, como o Enduro Internacional da Independência.

    Um dado chamou a atenção do ministro relator: o repasse feito para a SMPB, um dia antes da realização do Enduro da Independência, indica a intenção de mascarar a cobertura dos empréstimos feitos para a campanha. “Ora, não haveria tempo suficiente para organização do evento nem de retorno publicitário para o governo”, considerou o ministro.

    Além do enduro, outros dois eventos teriam sido utilizados como fachada para o repasse de recursos das estatais mineiras com o objetivo de cobrir os empréstimos feitos para a campanha: o Iron Biker e o Campeonato Mundial de Motocross.

    O relator ainda destacou que a relação de proximidade entre Azeredo e o publicitário Marcos Valério ficou caracterizada na denúncia que citou mais de 70 ligações telefônicas entre os dois, interceptadas Polícia Federal, e ainda a frequência de Marcos Valério no comitê de campanha de Azeredo.

    Depois do relator, dez ministros ainda terão direito a voto. Caso a maior parte acompanhe o voto do relator, a denúncia contra Azeredo será acatada pelo Supremo e ele passará à condição de réu em ação penal no STF.

    Ontem (4), ao ler parte de seu voto, o relator acatou a denúncia de crime de peculato contra o senador Azeredo. O ministro alegou ter identificado que os recursos empregados pelo Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) em patrocínios a atividades esportivas e também depositados na conta da empresa de publicidade SMPB não seriam naturais em um momento que a instituição financeira passava por um processo de privatização. O banco era estatal e foi vendido ao Itaú meses depois.

    Edição: Lílian Beraldo

  22. Giovani Avila SC disse:

    Nassif, Nos anos setenta, Belchior, já alertava Caetano sobre o básico, somos todos brasileiros, não apontemos o dedo pra um de nós, dizendo que somos melhores que nós mesmos, eu sou como você… No meu crivo, uma das mais belas letras e música já feitas nesta nação: Essa declaração de Veloso revela o que há de pior em uma classe que foi permitida o livre trânsito na Casa Grande, mas não morar nela. Mas o sentimento de se proclamar elite é perturbador, deveras pragmático.

    Belchior
    Fotografia 3×4

    Eu me lembro muito bem do dia em que eu cheguei
    Jovem que desce do norte pra cidade grande
    Os pés cansados e feridos de andar legua tirana…nana
    E lágrima nos olhos de ler o Pessoa
    e ver o verde da cana..nana iiiiiii
    Em cada esquina que eu passava
    um guarda me parava, pedia os meus documentos e depois
    sorria, examinando o três-por-quatro da fotografia
    e estranhando o nome do lugar de onde eu vinha.
    Pois o que pesa no norte, pela lei da gravidade,
    disso Newton já sabia! Cai no sul grande cidade
    São Paulo violento, Corre o rio que me engana..nana iiiii
    Copacabana, zona norte
    e os cabares da Lapa onde eu morei
    Mesmo vivendo assim, não me esqueci de amar
    que o homem é pra mulher e o coração pra gente dar,
    mas a mulher, a mulher que eu amei
    não pode me seguir ohh não
    esses casos de familia e de dinheiro eu nunca entendi bem
    VELOSO o sol não é tao bonito pra quem vem
    do norte e vai viver na rua
    A noite fria me ensinou a amar mais o meu dia
    e pela dor eu descobri o poder da alegria
    e a certeza de que tenho coisas novas
    coisas novas pra dizer
    a minha história é … talvez
    é talvez igual a tua, jovem que desceu do norte
    que no sul viveu na rua
    e que andou desnorteado, como é comum no seu tempo
    e que ficou desapontado, como é comum no seu tempo
    e que ficou apaixonado e violento como, como você
    Eu sou como você. Eu sou como você. Eu sou como você
    que me ouve agora. Eu sou como você. Cmo Você.

  23. Roberty disse:

    Caetano deitando falação no Estadão.

    “Sinceramente, nunca pensei a Lei Rouanet do ponto de vista da música popular. Sempre considerei o negócio da música muito bem-sucedido no Brasil. Não parecia precisar de incentivos maiores do que os que já tinha..”

    As palavras são de Caetano Veloso, numa entrevista para uma revista, pouco antes de tentar mamar nas tetas do governo federal

    Ele, no entanto, alguns meses depois, tentou se beneficiar da própria Lei Rouanet.Produtores do cantor apresentaram um projeto no ministério da Cultura, para captar dinheiro para o “Tour Caetano Veloso”, no valor de R$ 2 milhões, para seus shows e gravação de CD “Zii e Zie”, o mesmo nome do show que está hoje em cartaz em S.Paulo.

    Na época, a comissão que analisa as propostas negou autorização para captação do dinheiro por entender que o projeto não precisa de incentivo por ser comercialmente viável.Ou seja, Caetano Veloso, está bravo. Não pode sugar as tetas do governo federal.

    À exceção de alguns momentos mais incisivos, Caetano Veloso deixou claro, na entrevista ao Estado, segunda-feira – antes portanto da morte de um de seus mestres Claude Lévi-Strauss -, no Rio, que a maturidade lhe subiu à cabeça. Uma boa sabedoria emerge, fácil, da sua tranquilidade interior. O posicionamento rebelde do início da carreira, que às vezes assumia as cores da esquerda, deu lugar, hoje, a um discurso racional, realista. Que nada tem, no entanto, das desilusões de quem perdeu a esperança – e isso transparece, com força, quando anuncia sua opção pela candidatura de Marina Silva. “Não posso deixar de votar nela. É por demais forte, simbolicamente, para eu não me abalar. Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo. Ela é meio preta, é cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem.”

    Sobre as mudanças propostas na Lei Rouanet, Caetano se esquiva: ” Eu sou daquelas moças… não estudei direito”, diz o artista que, na era da tecnologia, não usa sequer o celular, não gosta do Twitter, mas se comunica sempre por e-mail.

    E cadê as novas pessoas com a força do talento de um Caetano, um Gil ou Chico? O mundo hoje é de gente pré-fabricada pelo marketing e meios de comunicação? Nada disso. Para Caetano, houve uma mudança tecnológica imensa e também desdobramentos históricos. “Fico me perguntando: aqueles pintores que ficaram famosos, foram mais sagazes em seduzir príncipes ou reis, ou eram mesmo os mais talentosos? Ou foram os que combinaram melhor as duas coisas? Ou os que tiveram a sorte de encontrar um príncipe que gostou deles? A diferença hoje passa por outros canais.” E isso é bom ou é ruim? “Nem bom nem ruim, é o que é.”

    Caetano volta a São Paulo amanhã para seu show Zii e Zie, no Citibank Hall. Que depois, em 2010, transformará em turnê internacional pela América Latina, EUA, Europa e talvez Austrália e Ásia. Só ao final dele é que pensará no futuro de seu futuro. Aqui, trechos da conversa.

    Como você vê o Brasil?

    Acabei de ler no New York Times que, possivelmente, o Brasil é o país mais importante do mundo para o qual estão voltados todos os olhos do mundo. Não que o artigo todo seja a favor, é até crítico e contra. Mas parte do pressuposto de que o Brasil é um êxito histórico aos olhos deles, estrangeiros, muito maior do que a gente imagina. Partem do pressuposto de que o Brasil é algo grandioso e falam justamente sobre as provas de que o País não superou o que há de horrendo nele. Se referindo à derrubada daquele helicóptero por traficantes no Rio, à violência, e a uma passividade do Brasil em relação às finanças internacionais, como que dizendo que o País deveria liderar uma virada nessa questão.

    E você, o que acha?

    Sempre achei que o Brasil é um país com destino de grandeza e uma originalidade fatal.

    O que é uma “originalidade fatal”?

    Somos um país de dimensões continentais, cujo povo fala português nas Américas, com uma população altamente miscigenada… São muitos fatores estranhos… O português é considerado assim o “túmulo de espírito”. O próprio padre Antonio Vieira disse isso da língua. No entanto, essas desvantagens apontam para uma originalidade enorme, que a gente pode ou não aproveitar. Então eu gosto, por exemplo, de uma entrevista do (ex-ministro) Mangabeira (Unger) no Estadão sobre a Amazônia, em que ele diz que o Brasil devia fazer dela uma experiência de vanguarda tecnológica e de desbravamento de atitudes com relação ao desenvolvimento sustentável. Uma coisa de grande ambição, experimental. Acho que essas visões é que apontam para a verdadeira vocação do Brasil. É assim que eu penso. E olhe que minha candidata à Presidência é Marina Silva.

    Você já escolheu?

    Pode botar aí. Não posso deixar de votar nela. É por demais forte, simbolicamente para eu não me abalar. Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo. Ela é meio preta, é uma cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem. Mas olha, eu concordo com o Mangabeira sobre a vanguarda tecnológica e o desbravamento. Parece uma contradição? Mas é assim.

    Talvez não seja. Em nenhum momento o Mangabeira fala em destruição, em uso não sustentável…

    Não sei se a Marina diria dessa forma. E acho que há, sim, uma tensão da posição dela em relação à de Mangabeira, embora ela seja a minha candidata. Se ela for, voto nela, com a esperança de que ela, com sensatez que sempre demonstra, acolha a complexidade da realidade. E, no poder, seja mais pragmática que Lula. E mais elegante, o que já é.

    A Marina teria condições de gerir um país deste tamanho?

    Acho que ela é muito responsável e muito sensata. Se empenhar as energias para ganhar e se tornar capaz disso, ela levará a sensatez ao ponto de poder gerir. Suponho que agora ela não parece ter essa capacidade, com as coisas como estão.

    Serra faria um bom governo?

    Pode fazer. O Serra foi um excelente ministro da Saúde. Agora, ele é o tipo do cara que, se tivesse ganho no lugar de Lula, em 2002, teria trazido mais problemas à economia brasileira. Ele teria feito um governo mais à esquerda e a economia talvez tivesse problemas que não está tendo porque o Lula fez a economia de direita. E ouve os conselhos de Delfim Neto, que o Serra não ouviria. O Lula foi mais realista que o rei. Foi bom, a economia deslanchou.

    E Dilma?

    Não tenho ideia. Ela tem um trabalho de pura gestão, mas sem experiência de poder político direto. Ela nunca foi eleita a coisa nenhuma.

    A Marina tem?

    Ela tem. Os candidatos são todos de nível bom. Vou falar em Aécio, de quem eu gosto muito. Talvez seja meu favorito entre os gestores. Porque acho que o Serra talvez ficasse mais isolado que o Aécio. E a Dilma talvez ficasse muito presa ao esquema estabelecido de ocupação dos espaços estatais pelo governo do PT.

    Qual a função do Estado no processo de desenvolvimento?

    Não tenho uma ideia precisa. Simpatizo muito com a tradição liberal inglesa e anglófona. Mas não me identifico plenamente com a ideia de Estado mínimo, de liberdade para as transações.

    Antes da crise econômica, você era a favor do Estado mínimo?

    Não. Eu tinha uma certa raiva daquela onda de Margaret Thatcher e Ronald Reagan, embora simpatize com o liberalismo de língua inglesa. Sempre me vem à cabeça a ideia de que a Margaret Thatcher estaria dizendo algo do tipo “eu privatizaria o ar, se pudesse…” Acho que ela chegou mesmo a dizer isso, pelo menos corre a lenda a respeito. E quando eu vejo essa gente dizer que a única coisa que deve mover as pessoas é o desejo de lucro tenho vontade de me agarrar em São Francisco de Assis, entendeu?

    O Estado tem que mexer na Lei Rouanet?

    Não sou muito bom nesse negócio. Sou como umas moças que eram bonitas e apareciam nuas nos filmes, e tinham de ter uma opinião política. Eu sou assim. Não sei se tem que mudar. Fico com pena do leitor de jornal, quando sai assim “a excursão de tal cantora foi recusada”, ou “foi aprovada”, ou ainda “pode captar”. Para música popular, o máximo da captação é 30%. Mas 30 % de quê? O público lá sabe o que é isso? Para música clássica, pode chegar a 100%… Mas repito: eu sou daquelas moças… não estudei direito.

  24. Lima disse:

    O sistema e-cidade de gestão integrada para os municípios já está disponível às prefeituras de todo o país. A solução foi lançada na quarta-feira, dia 28, em Brasília, durante a abertura do Encontro Nacional de Tecnologia da Informação (TI) para os Municípios Brasileiros e do Encontro Nacional do Software Público.

    A carta que disponibilizou a solução para a sociedade foi assinada pelo secretário de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI), do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, e pelo diretor da empresa Debseller, desenvolvedora da solução, Paulo Ricardo da Silva. O sistema pode ser acessado diretamente pelo endereço http://www.softwarepublico.gov.br/ver-comunidade?community_id=15315976

    Segundo Silva, o e-cidade permite integrar áreas diversas do município como educação, controle de medicamentos, orçamento, finanças públicas, recursos humanos e também a área tributária. Além disso, possibilita gerir serviços que prestam atendimento ao cidadão ao gerar guias para pagamento bancário sem a necessidade de deslocamento, entre outras funcionalidades.

    Durante a abertura do encontro também foram disponibilizadas no Portal do Software Público (www.softwarepublico.gov.br) as soluções MDArte e PW3270 desenvolvidas, respectivamente, pela Marinha Brasileira e pelo Banco do Brasil. O MDArte permite a aplicação e reuso de melhores práticas de programação e a sincronia entre os modelos que documentam o sistema e a implementação, entre outras funcionalidades. Já o PW3270 visa facilitar o acesso a ambientes computacionais de grande porte.

    Rogério Santanna destacou que somente métodos novos poderão contribuir para o desenvolvimento do país e que todos eles são baseados em softwares e nas tecnologias da informação. “Esse é um bem que pode ser utilizado sem que o seu desenvolver perca alguma coisa, pelo contrário, é o compartilhamento que leva à sua melhoria e evolução”, salientou. Ele lembrou que, neste novo ambiente de solidariedade e compartilhamento, o modelo de negócios deixa de ser a venda de licenças, mas passa a ser o da prestação de serviços.

    De acordo com o secretário, essa é a razão para o sucesso do Portal do Software Público Brasileiro, que conta atualmente com mais de 46 mil usuários nas suas comunidades virtuais de troca e compartilhamento de conhecimento. Estão disponibilizadas neste ambiente mais de 30 soluções livres desenvolvidas por órgãos públicos, empresas, universidades, entre outros.

    APRESENTAÇÃO

    1 Área Financeira

    1 Módulo Orçamento

    2 Módulo Empenho

    3 Módulo Tesouraria

    4 Módulo Contabilidade

    2 Área Tributária

    1 Módulo Cadastro Imobiliário

    2 Módulo ISSQN

    3 Módulo Arrecadação

    4 Módulo Água

    5 Módulo Fiscalização

    6 Módulo Dívida Ativa

    7 Módulo Cemitério

    8 Contribuição de Melhoria

    9 Módulo Diversos

    10 Módulo ITBI

    11 Módulo Jurídico

    12 Módulo Marcas e Sinais

    13 Módulo Projetos

    14 Módulo Notificações

    3 Área Patrimonial

    1 Módulo Material

    2 Módulo Compras

    3 Módulo Licitações

    4 Módulo Frotas

    5 Módulo Patrimônio

    6 Módulo Protocolo

    4 Área Recursos Humanos

    1 Módulo Estágio Probatório

    2 Módulo Pessoal

    3 Módulo Recursos Humanos

    5 Área Educação

    1 Módulo Escola

    2 Módulo Biblioteca

    3 Módulo Secretaria

    4 Módulo Merenda Escolar

    6 Área Saúde

    1 Módulo Agendamento

    2 Módulo Ambulatorial

    3 Módulo Farmácia

    7 PubliQ – BI

    8 Cidadão

    • Angela disse:

      A fala de Caetano em relação ao analfabetismo do presidente demonstra o quanto está boçal, não pela crítica política em si, mas pela falta de sensibilidade em tratar o outro.

  25. Andre Almeida disse:

    Nassif,
    Li no blog do kotscho uma matéria sobre as obras viárias de Serra em SP, e acho que ele matou a charada de Serra.
    Serra só vai sair candidato em março depois de inaugurar tais obras com pompa a la Maluf.

    Se declarar candidato antes disso, essas inaugurações teriam que ser mais discretas pra nao arrumar problema com a justiça.

    Resumindo: Serra vai bater o pé e se for, será candidato só em março.

  26. Giovani Avila SC disse:

    Dona Xepa
    Não acham que seria interessante um artigo sobre a classe artística e a intelectualidade brasileira?
    Onde está essa turma? Será que ela se resume a Caetanos, Maitês, Reginas Duartes, Jôs? Quando havia a ditadura bradavam contra as injustiças e o regime. Seria um jogo de cena? Talvez sim. Curiosamente depois voltaram, eram a elite “intectual” num período de convívio se acomodaram e agora? Vou fazer uma revelação: Sou um brasileiro de 40 anos, não tive em minha juventude um despertar político que permitisse detectar e contestar aquele regime onde morava, no sul do sul da américa do sul na longíqua cidade “paradisíaca” de Rio Grande no Rio Grande do Sul.Longe de tratar a coisa como uma ditabranda, sei de todo o sofrimento de alguns, de muitos por uma país justo e decente, mas tenho que ser verdadeiro comigo e com meus colegas de comentários. Não vivi a ditadura, não senti ela na sua face mais algoz, mas imagino como pode ter sido: Exatamente como agora com essa mídia ditatorial. Todos estamos em uma ditadura, em que se finge escutar todos os lados e forja-se um consenso editando as manifestações e explorando o lado que lhes interessa. Mauro Carrara pegou na veia, ao defender Lula, embora este não precise disso, as classes que deveriam estar pensando o Brasil estão tuitando, surfando na boa fase econômica conquistada pelo metalúrgico, comendo desta comida e cuspindo no prato. O Lula merece ser tratado melhor que uma Dona Xepa desta gente ingrata e pouco cidadã. Deveriam estar propondo idéias para democratizar a mídia como faz Chico, ou José de Abreu separando o joio do trigo político? Ou questionando os acordos que rifaram nosso patrimônio em vez de corrigirem o jeito simples de se expressar de Lula. Onde está a massa de intelectuais brasileiros, no MSN? ou de pires na mão como Caetano atrás de dinheiro federal para patrocinar seu show de gosto e hoje talento duvidoso. O Brasil melhora a auto-estima,as finanças, a confiança, reage com força onde potências se atolam, e nossos intelectuais se ajoelham? Agem como a filha de Dona Xepa, em casa,quando precisam se vestir e comer, comem contrariados, mas comem, na rua, nos microfones, nos holofotes Dona Xepa é Cafona…

  27. Diego disse:

    Pelas notícias divulgadas a estratégia dos bancos públicos funcionou!!! Será que da próxima vez os privados seguem a mesma balada!!!???

  28. André disse:

    http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2009/11/05/pesquisadores-fazem-sequenciamento-do-genoma-do-cavalo-914622388.asp

    http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,cientistas-decodificam-genoma-do-cavalo-domestico,461859,0.htm

    http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/8345578.stm

    http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091105143708.htm

    http://www.lifescientist.com.au/article/325307/horse_genome_reveals_evolutionary_surprises?fp=4194304&fpid=1

    Sim, agora sabemos qual o genoma do cavalo. São 2,7 bilhões de letras genéticas reunidas em 64 cromossomos, o que faz o genoma dele ser maior que o do cão, mas menor que o nosso e dos bois.
    Fora que eles são mais próximos geneticamente de nós do que os cães ou os ratos. Também são mais próximos a nós do que aos bois, e isso porque são ambos animais de casco. 90 doenças equinas são equivalentes a enfermidades humanas e 17 dos 32 pares de cromossomos que compõem um cavalo estão na mesma ordem que estariam em humanos, o que os faz 53% parecidos conosco. Além disso, há mais de um milhão de diferenças genéticas nas várias raças do animal.
    O animal usado para o sequenciamento foi uma égua puro-sangue inglesa chamada Twilight. Também analisaram DNA de outras raças, como andaluzes, árabes e islandeses, o que permitiu descobrir o tal milhão de diferenças.

    Valeria a pena fazer uma postagem sobre esse amigo que nos acompanha de 4 e 6 mil anos, ainda mais pensando no uão fundamental ele foi para a humanidade durante grande parte da existência da civilização. Os árabes não conquistaram uma extensão que ia até a Península Ibérica só porque deixaram de ser tribos isoladas, mas porque seus cavalos baixinhos e de cauda sempre levantada eram melhores e mais ágeis que os pesados animais europeus. Mongóis também não chegaram à porta da Europa somente porque Gêngis Khan quis fazer um império, mas também porque os cavalos mongóis formavam verdadeiros centauros com quem os montava. Aliás, falando em cavalos mongóis, quem achava que eles eram ancestral do cavalo doméstico descobriu que eles são só uma outra raça, com a particularidade de ter um cromossomo a mais que os 64 normais.
    Aqui no Brasil, o cavalo sempre esteve na história, seja montado por portugueses e holandeses, seja por nossos índios. Os guaicurus eram conhecidos por “índios cavaleiros” e se tornaram poderosos por conta dos cavalos que os espanhóis trouxeram para a região do Pantanal, sempre montando-os sem selas. No sul, os gaúchos também são testemunhas de tudo o que esses animais são capazes. Além disso, temos raças das mais interessantes por aqui, como o lavradeiro, que é imune à anemia equina infecciosa (mais ou menos equivalente ao que é a Aids para os humanos).

    Os índios dos EUA também muito devem aos cavalos. Ao verem a naturalidade daquele animal trazido pelos espanhóis nas pastagens nativas, disseram que a grama se lembrava deles e inconscientementemente descobriram algo que a ciência só muito depois ia constatar: que já houve uma espécie nativa de cavalo na América do Norte e que o animal do Velho Mundo acabou ocupando o nicho de um animal extinto 10 mil anos antes de os espanhóis trazerem os primeiros cavalos europeus, animais esses que ficaram tão à vontade no Novo Mundo que se considera a introdução deles uma reintrodução. Ainda que constatassem a familiaridade do animal estrangeiro com terras em que ele nunca havia pisado, muitas tribos ficaram sem palavras. Os sioux, tão dependentes do animal, não tinham uma palavra para defini-lo e o chamaram de “tashunka”, que quer dizer “cachorro grande”. Talvez soubessem que aquele animal em que confiavam era mais próximo de nós do que o cão, coisa que os geneticistas confirmaram agora.
    Muitos que leem este texto de alguma forma são filhos do cavalo e devem sua presença neste mundo a ele, seja porque sobre seu lombo algum antepassado fazia parte de povos que conquistaram grandes extensões de terra, seja porque algum antepassado dependeu do lombo do bicho para fugir dos opressores. Também precisa agradecer ao cavalo pela comida garantida, seja a carne do próprio ou as hortaliças que cresceram graças ao arado puxado. Nos dias atuais, caso tenha sido picado por uma cobra e tomou soro antiofídico, também precisa agradecer ao cavalo porque o soro é equinoderivado.

    Agora que conhecemos seu DNA, que tenhamos ainda mais sabedoria de com ele lidar, sabedoria essa que nossos antepassados tiveram empiricamente por milênios ao trazê-lo para nosso convívio mais próximo.

  29. ADNAN EL KADRI disse:

    Nassif e amigos do Blog,
    Engana-se quem acha que o imperialismo yanke perdeu os dentes ou está brincando na America Latina.Vejam a questão de Honduras: o governo golpista concordou que a decisão sobre a volta do Presidente deposto ficará sob responsabilidade do Congresso, no entanto, sem data marcada. Enquanto isso:Micheletti anuncia novo governo sem Zelaya e seus ministros.
    A única esperança e certeza para os verdadeiros democratas do Continente é que o Brasil se oporá a qualquer medida ilegal no continente.
    06 de novembro de 2009 • 04h37 • atualizado às 07h41 Comentários
    Notícia

    Reduzir Normal Aumentar Imprimir O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, anunciou na quinta-feira à noite que vai formar um governo de “unidade nacional” sem a participação do presidente deposto Manuel Zelaya, ou dos ministros de seu governo.

    O ex-ministro do governo interino, Rafael Pinera Ponce, disse que “Roberto Micheletti é o presidente constitucional da República e corresponde a ele liderar esse gabinete”.

    Ao ser questionado sobre a ausência do presidente deposto, Manuel Zelaya, na liderança do novo governo, Ponce disse que o acordo firmado entre as duas partes que disputam o poder no país não prevê a restituição imediata do presidente deposto à Presidência.

    “É uma decisão do Congresso da República, este tratado estabelece que o Congresso tem plena autoridade para tomar essa decisão”, afirmou Ponce.

    Repetindo a frase utilizada por Micheletti desde a deposição de Zelaya, Ponce disse que o líder interino está disposto a renunciar se o presidente eleito fizer o mesmo.

    O acordo prevê que o Congresso vote o retorno de Zelaya à Presidência, mas não define prazo para a votação.

    Renúncia e votação
    Na quinta-feira à tarde, o gabinete do governo interino apresentou a renúncia de todos os ministros que haviam assumido o cargo desde o golpe do dia 28 de junho, quando Zelaya foi deposto e expulso do país, abrindo caminho para a formação do novo governo de unidade nacional.

    Segundo o cronograma do acordo Tegucigalpa-San José, firmado na sexta-feira passada sob mediação do Departamento de Estado norte-americano – um governo de unidade nacional deveria ser estabelecido até meia-noite de quinta-feira (horário local, 4h de sexta-feira em Brasília) sob vigilância de uma Comissão de Verificação, composta por dois representantes internacionais e dois locais.

    O novo impasse na implementação do acordo, no entanto, surgiu na terça-feira, quando líderes do Congresso hondurenho adiaram a votação do acordo sobre a restituição do presidente deposto. Os Parlamentares argumentaram que, antes de submeter o acordo à votação no plenário, queriam ouvir a opinião da Justiça.

    Para Zelaya a decisão dos Congressistas é parte de uma manobra para dilatar o acordo enquanto se aproximam as eleições, marcadas para o dia 29 de novembro.

    Na quinta-feira, a Frente de Resistência Contra o Golpe em Honduras anunciou que caso Zelaya não fosse restituído até a meia-noite (4h de sexta-feira em Brasília), convocaria a população a não participar do pleito.

    Se a orientação for seguida, ao menos dois candidatos presidenciais, Carlos H. Reyes (independente) e César Ham (União Democrática) podem renunciar à disputa.

    A Resistência, que protesta nas ruas desde a deposição do presidente, há 131 dias, acusa a Organização de Estados Americanos (OEA) e o governo dos Estados Unidos de “cúmplices do golpe de Estado militar”.

    Os aliados do presidente deposto convocaram a comunidade internacional a manter a posição de “não legitimar” do processo eleitoral e do governo interino.

    Brasil e a maioria dos países da América Latina afirmam que não reconhecerão o resultado das eleições, caso Zelaya não seja restituído.

    Para o governo interino, o acordo não prevê o retorno imediato de Zelaya ao poder, mas o presidente deposto acredita que o tratado, necessariamente, prevê sua restituição.

    Antes do anúncio, o ministro de governo e negociador de Zelaya, Víctor Meza, disse à BBC Brasil que “se o Congresso não convocar uma sessão para votar a restituição do presidente (Zelaya), damos por terminado esse acordo”.

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  30. bruno disse:

    bruno 100% mais você

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