A volta dos que se foram
Por Silvana
Solzão no Rio é tudo! Aproveita, Nassif!
Acabei de receber pelo Twitter. Na minha opinião, não são só as dificuldades na Europa que fazem os Brazucas voltarem. Se a situação brasileira fosse igual à de até meados da década de 1990, eles se veriam obrigados a se virar mais um pouco na terrinha…
Brasileiros são três quartos do total
Triplicaram os pedidos dos imigrantes que querem regressar ao país de origem
05.11.2009 – 07:36 Por António Marujo
Aumenta de dia para dia o número de imigrantes brasileiros que querem regressar ao seu país. Este ano, só até final de Outubro, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) recebeu, no escritório de Lisboa, um total de 854 pedidos de retorno ao país de origem – mais do triplo dos que se registavam em 2006. Desses, 653 são de brasileiros.
Rui Gaudêncio (arquivo)
Com a deterioração da economia e a falta de emprego, muitos brasileiros estão a tentar sair de Portugal
Entre as causas mais importantes para o crescimento do fenómeno estão a forte vulnerabilidade económica e social em que estas pessoas se encontram, diz ao PÚBLICO Marta Bronzin, coordenadora do Programa de Retorno Voluntário da OIM. “Estão em trabalhos instáveis, mais expostos a flutuações, como a construção civil ou a restauração.”
Esta tendência “verifica-se desde 2003, mas acentuou-se a partir de 2006″. Entre 2006 e 2009 (até Outubro), os pedidos de apoio passaram de 252 para 854. Comparando as mesmas datas, os pedidos oriundos de brasileiros passaram de metade para 76 por cento do total.
A OIM responde aos pedidos de apoio pagando o bilhete de avião e avaliando, caso a caso, o plano de reintegração de cada pessoa. “Damos um subsídio de reintegração que crie todas as condições para umregresso sustentável.” O montante deste subsídio pode chegar aos 800 euros, dependendo do tipo de negócio que cada pessoa pretende desenvolver.
Menos expectativas
Este programa tem o apoio do Fundo Europeu de Regresso. A OIM trabalha com mais de 300 instituições sociais, desde associações de imigrantes, autarquias, centros de apoio a imigrantes e, mesmo, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, diz que a instituição católica de apoio social também tem a percepção de que aumentam os casos de imigrantes a querer regressar ao país de origem. Mas todos os casos que passam pela Cáritas são encaminhados para a OIM, para efeitos específicos do retorno.
No Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS), o seu director, André Costa Jorge, confirma que muitos brasileiros estão a querer regressar. “Vinham com expectativa de emprego nos serviços, na construção civil, mas estão a sentir que há cada vez menos oportunidades de trabalho. Os brasileiros são quem tem o fito económico mais claro, quando pensam em vir.”
Mais rigor do SEF
O responsável desta organização ligada aos padres jesuítas diz que também tem havido mais rigor da parte do SEF. “Tem havido rusgas em zonas de maior aglomeração de imigrantes. Ainda há poucos dias foi fechada uma discoteca onde havia muitos imigrantes e todos os que estavam sem documentos foram notificados”, conta.
Quando uma pessoa fica sem emprego, a alternativa é “ficar na rua”, diz André Costa Jorge. Num dos centros de acolhimento do JRS há uma cama vaga para as pessoas que querem retornar ao seu país de origem. Essa cama, que resulta de um acordo do JRS com a OIM, tem estado sempre ocupada.
O Serviço Jesuíta aos Refugiados está também a desenvolver acções de formação para preparar o regresso à vida activa no país de origem. Uma parceria com a Associação Nacional do Direito ao Crédito está a ser pensada para a área da formação e da criação de projectos.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Novo Modelo Tags: brasileiros, migração, Portugal
Estou esperando o momento da Volta dos que Nunca se Foram, pra arrumar minha troucha.
Solzão no Rio é tudo … de ruim pra maioria da população local que está a trabalhar!
Não me espanta, a maioria é mão de obra nesses países; muitos vivem mal, comem mal etc, mas para a família no Brasil dizem que estão super bem, quando na verdade economizam bastante para poder viver por lá e, quem sabe, fazer um pé de meia. Mas já foi-se o tempo em que trabalhar na Inglaterra, Alemanha ou França dava para juntar dinheiro e recomeçar a vida por aqui. Muitos estão voltando cansados dessa vida. Não obstante, como diz um amigo: melhor ser pobre na Europa que classe média no Brasil….
Vivian, melhor ser classe média no Brasil que rico na Europa, tá? Eu tenho dupla nacionalidade, se quiser posso morar na Europa, já vivi 4 anos lá, nao era rica mas vivia bem, e te digo: a maior descoberta que fiz na Europa é que sou brasileira e carioca! Gosto de sol, de música brasileira, de comida brasileira e de FALAR PORTUGUÊS. Que os céus me livrem de viver novamente 8 meses do ano sob nevoeiro. De estar sempre cheia de roupas pesadas. De falar o tempo todo outra língua, a gente nao pensa direito em outra língua que nao a nossa língua materna. E me faz falta a minha cultura, as músicas que sei de cor, to arroz com feijao e farofa, tudo enfim.
Aguardamos.a.volta.do.Ivan.Moraes
Kkkkkkkkkkk…
Nao rogais uma praga dessas porque vai cair bem na sua cabeca, hein?
Nassif, eu comentei num post recente sobre o assunto que havia visto um artigo no início do ano passado falando sobre o regresso dos imegrantes brasileiros que estão nos EUA. Achei o tal. É na verdade do final de 2007. Está aqui, é do NYT
http://www.nytimes.com/2007/12/04/nyregion/04brazilians.html?_r=1&pagewanted=1&th&emc=th%3Cbr%3E%3Cbr%3EPerhaps
Acho que eu li foi uma coluna do Lucas Mendes também na época, mas essa não estou achando.
Eh visivel o disconforto geral de imigrantes aqui, nao eh so os brasileiros. A America do Norte virou o Brasil.
Abra os bracos em qualquer esquina que 5 cricris trombam nele. Todos do governo, de bancos, ou ambos.
Como já falei anteriormente, este fenômeno deverá cada vez mais aumentar, devido não só a novafase que o país atravessa principalmente a partir de 2006, como também pelo fenômeno demográfico onde a queda das taxas irão apresentar sua conta já na próxima década, com o pré-sal e os eventos que serão realizados no país na metade da próxima década, deverá se acirrar não só os brasileiros que emigraram a partir da década de 80, como se espera a entrada de imigrantes de outros países vindo para o Brasil, provavelmente africanos e latinos americanos, devido também a heterogeneidade e a maior abertura da sociedade brasileira.
A Vivian disse tudo, ja se foi o tempo de vir para Europa e ganhar dinheiro, mas ai eu adiciono, que isto e verdade no caso de nao qualificados, que aqui ganha 6 libras por hora q nao da nada (e ainda tem impostos). Mas o pior q estes brasileiros que estao retornando nao se enquadrao mais no Brasil tb, eles perderam a oportunidade quando sairam como mao de obra nao qualificada. Para isto teriam q ter suporte no Brasil.
Só uma correção Nassif. Não é Luiz Carlos Vellozo Lucas e sim Luiz Paulo Vellozo Lucas. Atenciosamente.
A nova posição do Brasil no mundo traz o bom e o ruim tambem para nossos “hermanos” como acontece com os brazucas pelo mundo afora. Tirando a Kate Lira nos seus melhores anos, que poderia ter vindo até da Conchinchina, quem aqui chega em busca de melhores condições não deve achar brasileiro assim “tão bonzinho”. O pessoal que vem da Bolívia e que já tem até rádio com programação em castelhano, Rádio Interativa, lá pelos 90 e tantos mhz, já amargam problemas nos relacionamentos: Levei uma pessoa a um posto de saúde da prefeitura de SP para marcar consulta cardiológica. Pegamos a senha de n. 90. Estava em atendimento a de n. 37. A única certeza era que depois de horas, ao chegar a vez, a informação seria que não haviam vagas. Aguarda-se em casa um telefonema marcando a data. Coisa de só uns três meses. Para exames, a mesma coisa. Só um funcionário atendendo. As paciências se esgotando. O burburinho aumentando. E quem leva a culpa? O Kassab? Não. Levam os bolivianos que estavam na fila. “Ora essa, chegam aqui e levam nosso emprego, nosso lugar, nossa consulta,,,”