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04/11/2009 - 07:20

Os lixões metropolitanos

Por Lima

Lixo na rua, lixo na mente

A situação no país só não é ainda mais grave graças aos catadores

Washington Novaes – Estadão (09/10/2009)

Desde o último domingo a cidade de São Paulo está mandando para aterros em outros municípios as 13 mil toneladas diárias de lixo domiciliar e comercial que produz, pois se esgotou a capacidade de seu último aterro em funcionamento e ainda não está licenciada a área adicional de 435 mil metros quadrados para onde se pretende expandir o São João (Estado, 2/10). …

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/washington-novaes-residuos-solidos-aterros-brasil-504843.shtml

Comentário

A notícia trazida pelo Lima é do mês passado. Mas permite uma boa discussão sobre os rumos dos lixões metropolitanos. Até que pontos os aterros sanitários esgotaram sua capacidade em regiões metropolitanas? E a saída das usinas de lixo, tão apregoada nos últimos anos? Quais as soluções buscadas pelas grandes metrópoles?

Autor: luisnassif - Categoria(s): Saneamento Tags: , , , ,

41 comentários para “Os lixões metropolitanos”

  1. Adriano Alves Pinto disse:

    Pois eu acho que a prefeitura deveria exigir que as empresas de coleta terceirizassem o serviço, criando pontos de pesagem e triagem do lixo onde elas pagariam por quilo recebido. Dessa maneira, cada saco de lixo na calçada teria um potencial economico para os milhares de moradores de rua. Dessa maneira:
    - As calçadas ficariam limpas, pois a coleta se daria ininterruptamente
    - Os moradores de rua teriam uma renda líquida e certa, ainda que pequena
    - Os caminhões de lixo circulariam apenas dos pontos de triagem para os aterros

  2. Jordam disse:

    A questão central do problema do lixo, é que sabemos da importância da reciclagem, os catadores vem tendo um papel fundamental, mas não se tem investimentos profundos, o FAT do Minsitério do Trabalho tem dado apoio, mas está longe de ser o que realmente necessitam os trabalhadores, porém os governos estaduais e municipais não tem um projeto concreto para ajudar.

  3. Roberto Grossi disse:

    Vivemos exclusivamente para a subsistência e consumo. A maioria para pouca susbsitência, porém, muitos consomem em demasia, aliás, sem essa desmedida, para quê viver? O homem não cuida nem de si mesmo, explora seu semelhante, o que faz com a natureza? Ainda temos esperanças de que o homem retorne à sua condição de ser do mundo, cuidando dele e de seus habitantes, neste sentido é interessante conhecer uma abordagem inovadora o Cradle to Cradle, sigam o link e aproveitem o ótimo documentário: http://en.wikipedia.org/wiki/Cradle_to_cradle

  4. Jura disse:

    Diadesol pretende buscar alternativas sustentáveis para resíduos sólidos

    O Movimento Nossa São Paulo convida para o DIADESOL 2009 “Cidade e Resíduos”, no dia 7 de novembro, das 9h às 17h, no Parque da Água Branca.

    Este ano, a mobilização terá encerramento no dia 7 de novembro. Em São Paulo, uma série de atividades serão realizadas no Parque da Água Branca, promovidas pela Câmara Técnica de Resíduos Sólidos da ABES/SP em parceira com o Fórum Lixo e Cidadania do Estado de São Paulo, Associação Interamericana de Engenharia Sanitária e Ambiental – AIDIS, Movimento Nossa São Paulo, Rede das Agendas 21, Condomínio Conjunto Nacional, ASSAMAPAB. O objetivo é ampliar a reflexão sobre o problema e permitir a troca experiências para fortalecer medidas que promovam soluções sustentáveis.

    O tratamento e o destino dos resíduos sólidos tem sido um grave problema no Brasil. Segundo o estudo Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, divulgado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), quase a metade do lixo diário ainda tem destino inadequado, como lixões ou aterros não licenciados, sujeitos a contaminar o solo e o lençol freático. De acordo com levantamento, apenas 55% das 149,1 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos recolhidas diariamente tiveram destinação adequada no ano passado. O estudo também mostra um crescimento de 5,9% em relação a 2007 na quantidade de lixo urbano recolhido no país, em 2008.
    diadesol_menor.jpg

    Outro levantamento, divulgado pelo Ministério das Cidades neste mês, revelou que a coleta seletiva só chega a 56,9% dos 306 municípios pesquisados – que inclui todas as capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes e representam 55% da população urbana. Segundo o diagnóstico, a quantia média de material reciclável recuperado é de 3,1 quilos por habitante por ano, menos de 1,5% do que seria possível reaproveitar.

    A programação inclui Exposição de Boas práticas, feira de recicláveis, oficinas de arte com material reciclável e atividades recreativas, com destaque para o seminário Cidades e Resíduos. Veja abaixo a programação do seminário e das atividades. Mais informações pelo telefone 3814-1872 (Patrícia Nagib ou Maria Rita) ou e-mail: abessp@uol.com.br.

    Programação

    7/10 (SÁBADO)

    Local: Parque Água Branca
    Av. Francisco Matarazzo, 455 – Água Branca – São Paulo / SP

    9h às 13h

    Seminário Cidade e Resíduos

    09h00 Café da Manhã de Boas Vindas

    09h30 ABERTURA

    09h50 Cidadania e Resíduos – Maurício Piragino – Movimento Nossa São Paulo

    10h10 Controle Social e Resíduos – Emília Wanda Rutkowski – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES Seção São Paulo

    10h30 Aproveitamento da Biomassa Residual para Geração de Energia Elétrica
    Cícero Bley – Superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional

    11h30 Boas Práticas em Sustentabilidade Ambiental
    Luciano Legaspe – Escola de Reciclagem

    12h10 Apresentação das Atividades Externas DIADESOL 2009

    12h30 Apresentação e Premiação de Melhor Vídeo Amador

    13h00 ENCERRAMENTO

    INSCRIÇÕES: Envie um e-mail com nome e telefone para abessp@uol.com.br. A inscrição é um quilo de alimento não perecível. Telefone (11) 3814-1872 (11) 3813-9615. Vagas limitadas!

    As atividades relacionadas ao Seminário Cidades e Resíduos se encerram às 13h. Ao longo de todo o dia, paralelamente ao Seminário, haverá feira e oficinas com produtos reciclados e atividades recreativas para adultos e crianças.

    ATIVIDADES PAVILHÃO DIADESOL 2009

    Feira e oficinas com produtos reciclados e atividades recreativas para adultos e crianças – 10h às 16h.
    Programação Infantil

    10h – Biojóias – bijuteria com sementes

    11h – Enfeites de Natal com reciclados

    12h – Teatro

    13h – Oficina de papel reciclado

    14h – Oficina de compostagem

    15h – Performance
    Programação Adulto

    10h – Enfeites de Natal com reciclados

    11h – Oficina de flores de papel reciclado

    12h – Teatro

    13h – Biojóias – bijuteria com sementes

    14h – Oficina de compostagem

    15h – Performance

    Mais informações no site: http://www.abesp-sp.org.br ou http://www.diadesolsp.ning.com

    • Agda Martini disse:

      Sou artista plástica e venho desenvolvendo trabalhos com massa de papel como suporte utilizo materiais reutilizados.Gostaria de receber agenda de eventos e possível contato para novas possibilidades.Vim recentemente do estado do RJ.Moro a 2 anos em SP.
      Agradecida e aguardando contato
      Estamos,um amigo art.plástico juntamente comigo desenvolvendo uma ornamentação de natal só com material reciclado no Condomínio em que resido.É o Condomínio Vila Verde (antigo TRANSURB) que tem sua maior parte de reserva de Mata Atlântica.

  5. Hamilton disse:

    Aterros sanitários!!!!!!

    No futuro dirão: “Meus Deus, eles enterravam o lixo!”

    O primeiro ponto sobre a questão do lixo é não produzi-lo.

    Na Europa, por exemplo, a onda é a água torneiral.

    E na Dinamarca é proibido produzir pets. Voltou o modelo de levar e trazer os “cascos”.

    A solução, portanto, é reduzir ao máximo a produção de lixo (sacolinhas plásticas de supermercado ???, por que não sacolas de “verdade”, como as que alguns ainda utilizam nas feiras?)

    E quando não for possível não produzir, reciclar TUDO.

    Alguém aí tem em casa aquela caixa para produção de humus, a partir de cascas de frutas e verduras?

  6. Hamilton disse:

    Aterros sanitários!!!!!!

    No futuro dirão: “Meus Deus, eles enterravam o lixo!”

    O primeiro ponto sobre a questão do lixo é não produzi-lo.

    Na Europa, por exemplo, a onda é a água torneiral.

    E na Dinamarca é proibido produzir pets. Voltou o modelo de levar e trazer os “cascos”.

    A solução, portanto, é reduzir ao máximo a produção de lixo (sacolinhas plásticas de supermercado ???, por que não sacolas de “verdade”, como as que algumas pessoas ainda utilizam nas feiras?)

    E quando não for possível não produzir, reciclar TUDO.

    Alguém aí tem em casa aquela caixa para produção de humus, a partir de cascas de frutas e verduras?

  7. Leticia Pinheiro disse:

    É muito complicado essa questão do lixo, primeiro porque passa pela via da educação e vai até os setores burocráticos responsáveis. Nem um e nem outro estão acompanhando a necessidade de ampliação das ações no sentido de trabalhar com o lixo. Os catadores que fazem um trabalho sofrido e até “marginal” aos poucos vem sendo reconhecidos como importante ferramenta na questão do lixo. Porém devemos ficar alerta, porque algumas prefeituras, quando se propõe a trabalhar com a reciclagem tendem em não aproveitar a mão-de-obra dos catadores de rua que sobrevivem dessa atividade. Acho que, além de ser uma grande injustiça, se perde com isso uma grande oportunidade de trabalhar a inclusão social de pessoas que precisam tanto de uma oportunidade. Ainda jogamos no lixo muito material reciclável por falta de estrutura na coleta e também por falta de conhecimento.

  8. Enildo Bernardes disse:

    Botando lenha na fogueira… O que dizer do risco potencial da proliferação de urubus nesses lixões muitas vezes próximos de grandes aeroportos?

    Ainda está em nossas mentes o pouso forçado do Airbus atingido em ambos os motores em NY. E se não houver um Hudson de águas mansas esperando lá embaixo?

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