Os lixões metropolitanos
Por Lima
Lixo na rua, lixo na mente
A situação no país só não é ainda mais grave graças aos catadores
Washington Novaes – Estadão (09/10/2009)
Desde o último domingo a cidade de São Paulo está mandando para aterros em outros municípios as 13 mil toneladas diárias de lixo domiciliar e comercial que produz, pois se esgotou a capacidade de seu último aterro em funcionamento e ainda não está licenciada a área adicional de 435 mil metros quadrados para onde se pretende expandir o São João (Estado, 2/10). …
Comentário
A notícia trazida pelo Lima é do mês passado. Mas permite uma boa discussão sobre os rumos dos lixões metropolitanos. Até que pontos os aterros sanitários esgotaram sua capacidade em regiões metropolitanas? E a saída das usinas de lixo, tão apregoada nos últimos anos? Quais as soluções buscadas pelas grandes metrópoles?
Autor: luisnassif - Categoria(s): Saneamento Tags: aterros sanitários, lixo reciclado, lixões, reciclagem, São Paulo

Pois eu acho que a prefeitura deveria exigir que as empresas de coleta terceirizassem o serviço, criando pontos de pesagem e triagem do lixo onde elas pagariam por quilo recebido. Dessa maneira, cada saco de lixo na calçada teria um potencial economico para os milhares de moradores de rua. Dessa maneira:
- As calçadas ficariam limpas, pois a coleta se daria ininterruptamente
- Os moradores de rua teriam uma renda líquida e certa, ainda que pequena
- Os caminhões de lixo circulariam apenas dos pontos de triagem para os aterros
A questão central do problema do lixo, é que sabemos da importância da reciclagem, os catadores vem tendo um papel fundamental, mas não se tem investimentos profundos, o FAT do Minsitério do Trabalho tem dado apoio, mas está longe de ser o que realmente necessitam os trabalhadores, porém os governos estaduais e municipais não tem um projeto concreto para ajudar.
Vivemos exclusivamente para a subsistência e consumo. A maioria para pouca susbsitência, porém, muitos consomem em demasia, aliás, sem essa desmedida, para quê viver? O homem não cuida nem de si mesmo, explora seu semelhante, o que faz com a natureza? Ainda temos esperanças de que o homem retorne à sua condição de ser do mundo, cuidando dele e de seus habitantes, neste sentido é interessante conhecer uma abordagem inovadora o Cradle to Cradle, sigam o link e aproveitem o ótimo documentário: http://en.wikipedia.org/wiki/Cradle_to_cradle
Diadesol pretende buscar alternativas sustentáveis para resíduos sólidos
O Movimento Nossa São Paulo convida para o DIADESOL 2009 “Cidade e Resíduos”, no dia 7 de novembro, das 9h às 17h, no Parque da Água Branca.
Este ano, a mobilização terá encerramento no dia 7 de novembro. Em São Paulo, uma série de atividades serão realizadas no Parque da Água Branca, promovidas pela Câmara Técnica de Resíduos Sólidos da ABES/SP em parceira com o Fórum Lixo e Cidadania do Estado de São Paulo, Associação Interamericana de Engenharia Sanitária e Ambiental – AIDIS, Movimento Nossa São Paulo, Rede das Agendas 21, Condomínio Conjunto Nacional, ASSAMAPAB. O objetivo é ampliar a reflexão sobre o problema e permitir a troca experiências para fortalecer medidas que promovam soluções sustentáveis.
O tratamento e o destino dos resíduos sólidos tem sido um grave problema no Brasil. Segundo o estudo Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, divulgado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), quase a metade do lixo diário ainda tem destino inadequado, como lixões ou aterros não licenciados, sujeitos a contaminar o solo e o lençol freático. De acordo com levantamento, apenas 55% das 149,1 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos recolhidas diariamente tiveram destinação adequada no ano passado. O estudo também mostra um crescimento de 5,9% em relação a 2007 na quantidade de lixo urbano recolhido no país, em 2008.
diadesol_menor.jpg
Outro levantamento, divulgado pelo Ministério das Cidades neste mês, revelou que a coleta seletiva só chega a 56,9% dos 306 municípios pesquisados – que inclui todas as capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes e representam 55% da população urbana. Segundo o diagnóstico, a quantia média de material reciclável recuperado é de 3,1 quilos por habitante por ano, menos de 1,5% do que seria possível reaproveitar.
A programação inclui Exposição de Boas práticas, feira de recicláveis, oficinas de arte com material reciclável e atividades recreativas, com destaque para o seminário Cidades e Resíduos. Veja abaixo a programação do seminário e das atividades. Mais informações pelo telefone 3814-1872 (Patrícia Nagib ou Maria Rita) ou e-mail: abessp@uol.com.br.
Programação
7/10 (SÁBADO)
Local: Parque Água Branca
Av. Francisco Matarazzo, 455 – Água Branca – São Paulo / SP
9h às 13h
Seminário Cidade e Resíduos
09h00 Café da Manhã de Boas Vindas
09h30 ABERTURA
09h50 Cidadania e Resíduos – Maurício Piragino – Movimento Nossa São Paulo
10h10 Controle Social e Resíduos – Emília Wanda Rutkowski – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES Seção São Paulo
10h30 Aproveitamento da Biomassa Residual para Geração de Energia Elétrica
Cícero Bley – Superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional
11h30 Boas Práticas em Sustentabilidade Ambiental
Luciano Legaspe – Escola de Reciclagem
12h10 Apresentação das Atividades Externas DIADESOL 2009
12h30 Apresentação e Premiação de Melhor Vídeo Amador
13h00 ENCERRAMENTO
INSCRIÇÕES: Envie um e-mail com nome e telefone para abessp@uol.com.br. A inscrição é um quilo de alimento não perecível. Telefone (11) 3814-1872 (11) 3813-9615. Vagas limitadas!
As atividades relacionadas ao Seminário Cidades e Resíduos se encerram às 13h. Ao longo de todo o dia, paralelamente ao Seminário, haverá feira e oficinas com produtos reciclados e atividades recreativas para adultos e crianças.
ATIVIDADES PAVILHÃO DIADESOL 2009
Feira e oficinas com produtos reciclados e atividades recreativas para adultos e crianças – 10h às 16h.
Programação Infantil
10h – Biojóias – bijuteria com sementes
11h – Enfeites de Natal com reciclados
12h – Teatro
13h – Oficina de papel reciclado
14h – Oficina de compostagem
15h – Performance
Programação Adulto
10h – Enfeites de Natal com reciclados
11h – Oficina de flores de papel reciclado
12h – Teatro
13h – Biojóias – bijuteria com sementes
14h – Oficina de compostagem
15h – Performance
Mais informações no site: http://www.abesp-sp.org.br ou http://www.diadesolsp.ning.com
Sou artista plástica e venho desenvolvendo trabalhos com massa de papel como suporte utilizo materiais reutilizados.Gostaria de receber agenda de eventos e possível contato para novas possibilidades.Vim recentemente do estado do RJ.Moro a 2 anos em SP.
Agradecida e aguardando contato
Estamos,um amigo art.plástico juntamente comigo desenvolvendo uma ornamentação de natal só com material reciclado no Condomínio em que resido.É o Condomínio Vila Verde (antigo TRANSURB) que tem sua maior parte de reserva de Mata Atlântica.
Aterros sanitários!!!!!!
No futuro dirão: “Meus Deus, eles enterravam o lixo!”
O primeiro ponto sobre a questão do lixo é não produzi-lo.
Na Europa, por exemplo, a onda é a água torneiral.
E na Dinamarca é proibido produzir pets. Voltou o modelo de levar e trazer os “cascos”.
A solução, portanto, é reduzir ao máximo a produção de lixo (sacolinhas plásticas de supermercado ???, por que não sacolas de “verdade”, como as que alguns ainda utilizam nas feiras?)
E quando não for possível não produzir, reciclar TUDO.
Alguém aí tem em casa aquela caixa para produção de humus, a partir de cascas de frutas e verduras?
Aterros sanitários!!!!!!
No futuro dirão: “Meus Deus, eles enterravam o lixo!”
O primeiro ponto sobre a questão do lixo é não produzi-lo.
Na Europa, por exemplo, a onda é a água torneiral.
E na Dinamarca é proibido produzir pets. Voltou o modelo de levar e trazer os “cascos”.
A solução, portanto, é reduzir ao máximo a produção de lixo (sacolinhas plásticas de supermercado ???, por que não sacolas de “verdade”, como as que algumas pessoas ainda utilizam nas feiras?)
E quando não for possível não produzir, reciclar TUDO.
Alguém aí tem em casa aquela caixa para produção de humus, a partir de cascas de frutas e verduras?
É muito complicado essa questão do lixo, primeiro porque passa pela via da educação e vai até os setores burocráticos responsáveis. Nem um e nem outro estão acompanhando a necessidade de ampliação das ações no sentido de trabalhar com o lixo. Os catadores que fazem um trabalho sofrido e até “marginal” aos poucos vem sendo reconhecidos como importante ferramenta na questão do lixo. Porém devemos ficar alerta, porque algumas prefeituras, quando se propõe a trabalhar com a reciclagem tendem em não aproveitar a mão-de-obra dos catadores de rua que sobrevivem dessa atividade. Acho que, além de ser uma grande injustiça, se perde com isso uma grande oportunidade de trabalhar a inclusão social de pessoas que precisam tanto de uma oportunidade. Ainda jogamos no lixo muito material reciclável por falta de estrutura na coleta e também por falta de conhecimento.
Botando lenha na fogueira… O que dizer do risco potencial da proliferação de urubus nesses lixões muitas vezes próximos de grandes aeroportos?
Ainda está em nossas mentes o pouso forçado do Airbus atingido em ambos os motores em NY. E se não houver um Hudson de águas mansas esperando lá embaixo?