O mote da oposição, apud FHC
Leiam dois comentários importantes no post sobre FHC, do Rui Daher e do João Vergílio Cutter (que coloco na sequencia). Depois, o editorial do Estadão e o artigo do Elio Gaspari, sobre o artigo de domingo do FHC.
Somando-se tudo, chega-se aos pontos essenciais sobre o discurso de guerra de FHC. Antecipo aqui minhas conclusões, a partir da leitura dos quatro artigos – especialmente as observações do Rui e do João. Cada um que tire as suas conclusões:
1. FHC deu o tom para a oposição: o combate à República sindicalista de Lula. É um tema de forte apelo junto a setores institucionais; de escasso apelo junto aos eleitores. Arregimenta forças, não atrai votos. Portanto, a saída que propõe não é a do jogo eleitoral.
2. Como lembra o Gaspari, foi o mesmo mote levantado pela UDN em 1950, quando sentiu que não se poderia contrapor a Getúlio no plano popular.
3. O grito de guerra de FHC ganha relevância devido à própria fragilidade da oposição. Não há uma liderança com dimensão para contrapor um discurso propositivo. José Serra e Aécio Neves não conseguiram dimensão política para se contrapor a FHC.
4. A rigor, os aliados dessa empreitada serão grande mídia e algumas instâncias do Judiciário. No primeiro caso, a capacidade de escandalizar da mídia está reduzido. No segundo, sobressai a falta de limites de Gilmar.
E aí aparece o grande dilema nacional, que abordamos algumas vezes aqui: a enorme dificuldade de se construir uma oposição propositiva. A absoluta ausência de uma oposição competente, paradoxalmente, reforça o discurso da tomada do Estado por Lula, capaz de recriar novas cassandras.
A falta de uma oposição politicamente viável gera dois riscos: do lado da situação, a falta de um poder moderador; do lado da oposição, as tentações golpistas.
Rui Daher
Não, não, meus caros, o Gaspari não espinafrou o FHC, mas o reconstruiu. E é daí que a oposição pode tirar um programa sério para 2010. Que fosse, ao mesmo tempo, um projeto para o país. Apesar de ter divergido de todas as posições de FHC dos últimos anos, no artigo citado por Gaspari e na entrevista a Torres Freire, o “Farol” volta a pensar. E quando o faz, sem a vaidade e a dor-de-cotovelo por não ter visto Lula fracassar, não esqueçamos de sua bagagem. Ele descreve, e a coluna do Elio analisa seriamente, pontos essenciais para o nosso futuro. O que será de nós com um crescimento econômico acelerado, potência em futuro breve, sobre uma base esgarçada nos três Poderes da República, nos aparelhos de Estado e, pior, na sociedade civil? Percebe-se isso na mídia, que tanto favorece a oposição, mas que segue em apressada decomposição. Infelizmente, por mais que doa concordar, muitas das atitudes de Lula, sobretudo as mais recentes, ajudam nesse apodrecimento da base para crescimento. E, aí, o que menos interessa, é se FHC agiu da mesma forma, ou pior, no passado. Ele, finalmente, conseguiu pautar, e muito bem, a oposição. Para o bem ou mal, ela é tão incompetente que não seguirá a deixa dada por FHC. Nesse caminhar, seremos um país rico sobre uma base pobre e patética. E ao Blog cabe discutir isso com isenção.
João Vergílio G. Cuter
O artigo de Fernando Henrique mistura inessencialidades e picuinhas com uma crítica clara, que deve ser trazida à luz e analisada friamente. Jogue-se fora toda a parte inicial de seu texto – não se estará perdendo nada, a não ser retórica e hipocrisia. É no final, ao falar dos fundos de pensão, que seu discurso fica a um passo de ganhar consistência. O que ele está criticando, ali, é o aparelhamento dos fundos de pensão que tem no horizonte o financiamento de um projeto duradouro de poder. A justeza da denúncia teria que ser avaliada, mas sua verossimilhança está fora de questão. Ninguém pode, hoje, construir um projeto efetivo de poder no Brasil se não estiver em condições de incluir nesse projeto um esquema de cooptação e chantagem da iniciativa privada que tenha por finalidade o financiamento da política do espetáculo. É isso que explica a disputa por cargos nas estatais, é isso que explica as opções feitas à época das privatizações, e é isso que explicaria também (a ser verdadeira a denúncia) o aparelhamento dos fundos de pensão.
A oposição tem mais apego ao passado romântico do PT do que os próprios petistas. Queriam um partido neutralizado pela falta de recursos, arrecadando dinheiro em quermesses e cobrando dízimo dos que foram eleitos pela legenda. O que Fernando Henrique (e toda a oposição) não conseguem engolir é o fato de o PT ter percebido claramente a contabilidade do jogo político contemporâneo, e da necessidade de se caminhar “nos limites da irresponsabilidade” para conseguir equilibrar, com o dinheiro que entra hoje, os gastos que terão que ser feitos amanhã. É o que gosto de chamar de “banditização da política”. Nâo se trata mais de um fenômeno marginal, explicável pela ganância, ousadia e desonestidade individuais. É algo que transcende os personagens. É um dado estrutural. O sistema vigente força o político – qualquer político – a optar entre o desempenho de um papel um pouco ridículo e um pouco trágico de voz isolada e esperneante, ou abraçar um projeto efetivo de poder e utilizar instrumentos à disposição apenas nos limites da legalidade para financiar o trajeto.
Esse sistema pode ser tudo, menos disfuncional. Através dele, o político não tem como entrar em cena sem ter o rabo preso. Será sempre um refém das circunstâncias de seu próprio sucesso. Mais ainda, o sistema condena o debate político ao denuncismo cínico e irresponsável. Todos sabem onde o calo do outro mais doi – basta atentar àquilo que sente dentro de seu próprio sapato. Uma imprensa de baixíssimo nível, em geral incapaz de alçar vôos analíticos que ultrapassem muito os limites de uma crônica policial engalanada, completa regaladamente a paisagem. Aluga uma fantasia de vestal, e sai fazendo prédicas moralistas que são geneticamente incapazes de apontar para algo um pouco mais consistente do que uma espécie de “reforma dos costumes”. É nessa tolice que uma jornalista como Dora Kramer desperdiça diariamente seu estilo admirável.
Durante anos, o PSDB fustigou a idéia do financiamento público das campanhas em função de um cálculo sinistro. “Nós temos o grande capital ao nosso lado, e eles, não. Esse é nosso diferencial. Igualar as chances seria dar um tiro no próprio pé.” Agora, a coisa mudou. Seguindo o plano traçado por José Dirceu, o PT parece estar conseguindo montar seu próprio esquema, penetrando inclusive naquilo que os tucanos deveriam ver como uma espécie de “reserva de mercado”. É contra isso que Fernando Henrique está esbravejando.
O grande problema é que ele não está sonhando. Está falando de um problema absolutamente real. O problema é que fala pela metade, e não tem a grandeza de propor uma solução estrutural. Se tivesse essa grandeza, desempenharia um papel importantíssimo no avanço do país. Prefere desempenhar o velho papel do roto, exibindo todo o seu ressentimento para com o esfarrapado. A imprensa festeja, é claro. “Finalmente, temos oposição”. Não temos coisa nenhuma. Oposição teríamos se o discurso de Fernando Henrique fosse a sinalização de um novo caminho, e ela não é nada disso. Ela é apenas o discurso de alguém que gostaria de estar à frente na caminhada, e não atrás, atirando pedras.
Do Estadão
O “autoritarismo popular” de Lula
O venezuelano Hugo Chávez é um tipo rudimentar. O brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva não é. Chávez, que impôs ao seu país a reeleição ilimitada, diz não entender por que um presidente “que governa bem e tem 80% de aprovação” não pode disputar um terceiro mandato consecutivo, como se as regras da ordem democrática devessem variar conforme o desempenho dos governantes e os seus índices de popularidade. Lula, que, em parte por convicção, em parte por um cálculo do custo-benefício da aventura reeleitoral, recusou a possibilidade, acredita que pode chegar aonde quer por outros meios, mais sofisticados do que é capaz de conceber a mentalidade tosca do coronel de Caracas. Trata-se da criação de um novo e presumivelmente duradouro bloco de controle da máquina estatal, da manipulação desabrida de um sistema político desvitalizado e da exploração incessante do culto à personalidade do líder, para que a adulação da massa legitime os seus desmandos e intimide a oposição.
É a construção do que o ex-presidente Fernando Henrique denomina “autoritarismo popular” – um acúmulo de transgressões e desvios que “vai minando o espírito da democracia constitucional”, como adverte no artigo Para onde vamos?, publicado domingo neste jornal. Esse processo de erosão das instituições e procedimentos é tão mais temível quanto menos ostensivo e menos expresso em atos de violência política crassa, à maneira do que Chávez faz na Venezuela para quebrar a espinha da democracia no seu país. A lógica dos objetivos não difere – “a do poder sem limites”, aponta Fernando Henrique -, mas o método, no Brasil do lulismo, é insidioso. Por isso mesmo, “pode levar o País, devagarzinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade que pouco têm que ver com nossos ideais democráticos”.
No interior do governo, Lula aninha uma burocracia sindical que se apropria sistematicamente do mando dos gigantescos fundos de pensão das estatais, os quais, por sua vez, têm assento nos conselhos das mais poderosas empresas brasileiras. Forma-se assim uma intrincada trama de interesses que se respaldam reciprocamente, não raro em parceria com empresários que conhecem o caminho das pedras – “nossos vorazes, mas ingênuos capitalistas”, diz Fernando Henrique -, fundindo-se “nos altos-fornos do Tesouro”. Isso dá ao presidente um poder formidável sobre o Estado nacional que extrapola de longe as suas atribuições constitucionais. É uma espécie de volta, em trajes civis, ao regime dos generais. No trato com o Congresso, Lula faz os pactos que lhe convierem com tantos Judas quantos estiverem dispostos a servi-lo para se servirem dos despojos da administração federal, enquanto a oposição balbucia objeções que dão a medida de sua irrelevância.
“Parece mais confortável”, acusa o ex-presidente, “fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes.” Mais confortável porque mais seguro. São raros os políticos oposicionistas que não se deixam acoelhar pelas pesquisas de opinião que mantêm Lula nas nuvens e que o aparato de comunicação do Planalto, sob a sua batuta, não cessa de exacerbar – daí a pertinência do termo “culto à personalidade”. Desde a derrota de 2006, o PSDB de Fernando Henrique praticamente desistiu de expor as responsabilidades pessoais do adversário vitorioso pela autocracia em marcha no País. Os pré-candidatos tucanos José Serra e Aécio Neves, por exemplo, medem as palavras quando falam de Lula, decerto receando que ele possa fazê-las se voltarem contra eles mesmos junto ao eleitorado que o venera. Mesmo na condenação à campanha antecipada da ministra Dilma Rousseff, a oposição parece comportar-se como se estivesse “cumprindo tabela”.
Lula não precisa tomar emprestada a borduna de Hugo Chávez para ditar os modos e os caminhos da evolução da política nacional. “Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados”, descreve Fernando Henrique, “eis o bloco sobre o qual o subperonismo lulista se sustentará no futuro, se ganhar as eleições.”
ELIO GASPARI
FHC expôs o lado sombrio do poder petista
O ex-presidente disse para onde não se deve ir, mas o PSDB ainda não decidiu para onde quer ir
FERNANDO Henrique Cardoso está em grande forma. Num artigo intitulado “Para onde vamos?” mostrou que é a única voz articulada com coragem para acertar a testa de Nosso Guia. É um texto astucioso, chega a ter ginga. Apocalíptico e insinuante, tem a gravidade de uma Cassandra e a amnésia de personagem de novela barata.
Seu argumento central faz todo sentido: Lula está construindo uma teia de alianças e interesses que desembocará num “subperonismo”. O que vem a ser essa praga, não se sabe, mas ela junta o PT, sindicatos de empregados e de patrões, fundos de pensão, BNDES e triunfalismo. Essas seriam as “estrelas novas” às quais se abraçam “nossos vorazes, mas ingênuos capitalistas”. O ex-presidente adverte para a formação de um novo “bloco de poder”, interessado num continuísmo que deve ser contido, pelo voto, “antes que seja tarde”.
As críticas pontuais do ex-presidente passam da dúzia e ele pode ter razão em quase todas. Em dois casos o professor chegou à verdade com o auxílio de lapsos da memória. Num, criticou a compra de caças pela Força Aérea. Logo ele, que comprou um porta-aviões. No outro, denunciou o poder dos fundos de pensão das empresas estatais e suas relações incestuosas com o governo e empresários-companheiros. Tem toda razão, mas quem deu forma a esse bicho foi ele, quando moldou e deixou que moldassem a engenharia financeira da privataria.
Em dois momentos o ex-presidente teve a infelicidade de comparar atitudes do atual governo com práticas do tempo do “autoritarismo militar”. Lula, com seus “impropérios” é capaz de “matar moralmente empresários, políticos (e) jornalistas”. O ex-presidente exagerou. Logo ele, que conheceu pessoas assassinadas sem advérbio. No seu esforço para tornar mais pesada a carga dos petistas, Fernando Henrique torna mais leve a mochila dos crimes da ditadura militar.
A alma dos receios de Fernando Henrique Cardoso está no que ele chama de “autoritarismo popular” (entre aspas no original, sem que se saiba por que). O que é isso, não se sabe. Trata-se de uma construção em cujo hermetismo está uma parte do seu significado. Referindo-se à democracia constitucional brasileira o ex-presidente informou que “esta supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente”. Faltou a palavra voto, mas tudo bem pois o ex-presidente jamais teve o pé no golpismo. Ganha um livro de discursos de Fidel Castro quem souber como se distingue uma “deliberação consciente” de outra, inconsciente.
(Os liberais de 1945 imolaram suas biografias no altar da ditadura de 1964. Pode-se dizer que o golpismo da segunda metade do século passado nasceu no dia em que os liberais da redemocratização perderam a eleição de 1950 para o ex-ditador Getúlio Vargas.)
O artigo de Fernando Henrique Cardoso chama-se “Para onde vamos?”, mas indica apenas para onde ele, com bons argumentos, acha que não se deve ir. Se o tucanato não souber dizer para onde se deve ir, o PT ganhará a eleição do ano que vem. Culpa de quem? De uma oposição que não se opõe? De um partido que não consegue ter candidato? Ou do povo, como em 1950?
Tudo o que foi dito acima só vale alguma coisa para quem leu ou vier a ler o artigo do ex-presidente. Passando-se no Google “Fernando Henrique Cardoso” e “Para onde vamos?”, chega-se a ele.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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coitado e rancoroso
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boquirroto aposentado
deseja ser novo lacerda
a inveja é uma merda
Como é que os tucanos poderiam fazer um golpe sem as forças armadas? Elas sabem MUITO BEM quem as sucateou e sufocou até a quase extinção durante 8 anos. Certamente a maioria dos militares de alta patente são extremamente conservadores, mas burros eles não são, e o instinto de auto-preservação fala mais alto.
Se os tucanos tentassem tirar o PT à força iriam parar na cadeia.
Tenho a impressão de que em 2002 os petistas e tucanos fizeram um acordo, como aquele acordo com o exército em que os segredos mais cabeludos da ditadura não seriam revelados. Culminou com aquela incrível lei de impunidade vitalícia ao “princípe mulatinho” (por Fausto Wolff).
Mas estão rompendo unilateralmente o acordão. Burrice deles, que só têm a perder.
Seria muito difícil mesmo eles conseguirem um golpe sem o apoio do exército. Mas eles estão tão loucos que não se deve duvidar de nada, e com o apoio do gilmar mendes eles podem tentar um “golpe branco” inventando alguma desculpa qualquer para tentar tirar Lula do poder “pela lei” e impedir a posse de qualquer candidato que não seja o serra.
Eu.veria.algo.parecido.com.”autoritarismo.popular”
se.o.Lula.estivesse.governando.através.de.plebiscitos
tentando.impor.uma.democracia.direta
passando.por.cima.da.democracia.representativa
fazendo,uso.de.sua.popularidade
Não.é.isso.acontece
e.se.no.congresso.há.uma.maioria.de.fisiológicos
prontos.a.se.alugar.pelo.governo,qualquer.governo
que.a.oposição.tivesse.tratado.de.eleger
mais.parlamentares.
para.fazer.frente.à.situação
“é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo” fhc finaliza o artigo propagandiando um golpe, observe que ele nao proproe a oposição criar um frente ou um projeto para se contrapor, é claro proproe um “basta”, como tentaram o caixa 2 que todos partidos usam.
poderia ate ser uma coisa seria, mas nao é,,,sobre os fundos de pensao, foram criados e geridos em toda sua historia para o que ele denuncia, disso que bradesco mesmo minoritario admistra a vale do rio doce, disso que a familia jereissati administra a maior operadora telefonica no pais a telemar, etc etc,,, sendo preocupação seria nao teria usado como usou no seu governo e pra auto beneficio e dos seus, ou mesmo poderia ter mudado formato durante seu governo, nao fez,,,
poderia ser serio mas nao é, falar em aparelhamento do estado no brasil sem citar o aparelhamento do estado de sao paulo durante estes ultimos quase 30 anos onde executivo, legislativo, judiciario, ministerio publico, é tudo partidario, o aparelhamento no estado de sao paulo nao tem limite, nao fica nos altos escaloes da saude, educação, é de cabo a rabo, nao é o reitor que nao se abre pra escolha da comunidade academica, e dos funcinarios de baixo escalao ao reitor,,,,so ver nivel cooptação dos prefeitos do interior, diminuiu muito pos lula com recursos federais direto ao prefeitos, antes era apoia ou ta fora,,,,
por fim, nao pode ser serio, as criticas sao por obras de infra estrutura, trem bala, transnordestina, etc,,,ai nem precisa de comentario, exceto que trem bala ficara mais barato que proe pro banco do seu genro, a itaipu era um elefante branco, ponte rio niteroi tbem,,,sem falar dos “pequenos assassinatos” como regulamentação de uma descoberta de petroleo, ai lula poderia fazer um copie cole do fhc, pegar seu genro ligado as multis de energia para fazer uma regulamentação que patrao mandasse,,,,,
FHC, medíocre e arrogante como sempre foi, clone de político barato, vetusto e golpista da velha república, de pensamentos apequenados e oportunistas, como nunca.
Que a providência nos livre para toda a eternidade de gente assim.
Vade Retro!
FHC está doido para transformar o Brasil numa Honduras.
Me parece que está se iniciando um discurso legitimador de um possível golpe ao estilo honduras. Temos que observar e nos manter atentos à linha de argumentação adotada por eles para noa anteciparmos às suas ações.
A critica do sr. João Vergílio é o retrato mais lúcido e claro que leio da politica brasileira há tempos. Parabens
Fantásticos o artigo do Sr. FHC e os comentários sobre. Proponho levarmos estes ilustrados textos ao interior do país e montar longas mesas de discussão com a população. Outra possibilidade é esquecermos todo esse blá, blá, blá dolirido e nos concentramos nos números. Enquanto os números forem claramente distintos de todo um passado triste, tudo continuará, com ou sem fundos de pensão, sindicato ou aparelhamento do estado.
Caro Nassif
Sobre o texto de FHC e o editorial do Estadão, está clara a tática do tipo “direita volver”, mas não vejo nenhuma novidade. Sem grande apelo de massa, que o consenso neoliberal lhe deu na década de 1990, enfrentando um governo muito bem sucedido em suas estratégias de política interna e externa, a opção de FHC, como líder “natural” da oposição, e da grande imprensa privada, principal instrumento partidário desta oposição, é se dirigir ao núcleo de sua base política. Não há proposta de diálogo com a sociedade brasileira, um projeto de oposição que sinalize algo alternativo para ao país, mas sim a reedição das teses acusatórias já surradas de “aparelhamento do Estado”, “bolchevismo”, “autoritarismo”, como supostos atributos do PT e de Lula, apenas com alguns nomes novos – “autoritarismo popular”, “subperonismo”, etc – numa análise impositiva, que afirma que esta seria uma verdade irrefutável.
Mal comparando, FHC e a grande imprensa privada se comportam como um Bento XVI, que sente os fiéis católicos diminuindo e, para preservar os que estiverem de fato mais convictos, aposta todas as suas fichas nos mesmos, apelando para os velhos e mais arraigados dogmas, no limite da estigmatização de outras denominações.
O problema é que este jogo é privilegiado para quem está disposto a marcar posição e não, de fato, a aqueles que queiram se mostrar como uma alternativa.
P.S.: Por fim, queria fazer uma pergunta. Onde entra, nesta análise da suposta captura dos fundos de pensão pelo PT, a defesa feita pelo partido em relação ao financiamento público das campanhas? Não adianta dizer que não há empenho real para que isso aconteça, o problema, de fato, está na defesa praticamente isolada do PT em relação a este tema – se não me engano apenas PC do B e PDT concordaram também com a proposta, pois até o PSOL, devido à hipocrisia, diz que é “tirar dinheiro do povo para colocar para os políticos”.
[...] “Durante anos, o PSDB fustigou a idéia do financiamento público das campanhas em função de um cálculo sinistro. “Nós temos o grande capital ao nosso lado, e eles, não. Esse é nosso diferencial. Igualar as chances seria dar um tiro no próprio pé.” Agora, a coisa mudou. Seguindo o plano traçado por José Dirceu, o PT parece estar conseguindo montar seu próprio esquema, penetrando inclusive naquilo que os tucanos deveriam ver como uma espécie de “reserva de mercado”. É contra isso que Fernando Henrique está esbravejando.” O texto de Vergílio foi publicado aqui - http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/04/o-mote-da-oposicao-apud-fhc/#more-37558. [...]
[...] engraçado que o sickoFHanta mór tenha escrito um texto só alguns dias antes de Caetano. O ex-presidente e ex-sociólogo, do baixo de sua impopularidade [...]
Fernando Trindade (04/11/2009 às 21:26),
Muito bom o seu comentário.
Em especial transcrevo a sua critica aos comentários que foram para o post e que eu também subscrevo. Aliás a sua critica com o elogio que você também faz:
“Por outro lado, os dois comentários citados por Nassif, sem embargo do fato de que colocam questões pertinentes, se enrolam num certo elitismo também comum à UDN”.
De certo modo foi sem a mesma propriedade sua minha crítica ao Rui Daher junto ao comentário que ele enviou em 05/11/2009 às 09:31 para o comentário de Alexandre Leite de 04/11/2009 às 20:19. No meu comentário enviado hoje, 05/11/2009 às 19:15, eu aproveito para mencionar uma análise do início do Séc. XX da política americana. É o livro “The Process of Government: A Study of Social Pressures” de Arthur Fisher Bentley.
É um livro que eu só vim a conhecer no ano passando, mas tenho certeza que os tucanos de alto coturno o conhecem de há muito.
Como tem havido muitos bons comentários sobre o artigo de FHC é de supor que ele não seja tão ruim como eu o avaliei ou então o brasileiro está sabendo tirar água de pedra.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 05/11/2009