Quem desmoraliza o Supremo?
Do Estadão
Caixa paga festa de Toffoli e STF amarga desgaste
Christiane Samarco e Carol Pires, BRASÍLIA
Mal tomou posse no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro José Antonio Dias Toffoli já causa desgaste à imagem da instituição, por conta do patrocínio de R$ 40 mil da Caixa Econômica Federal à sua festa de posse. “É claro que é um desgaste para ele e para a instituição também, mas só posso presumir que ele não estava a par disso”, observa o ministro Marco Aurélio Mello.
“Isso desvaloriza o Supremo, que deveria ser preservado como uma instituição acima de qualquer suspeita”, completa o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), um dos maiores críticos da indicação de Toffoli.
Em sua defesa, o ministro afirma que não tinha conhecimento do patrocínio da Caixa à recepção organizada por associações ligadas à magistratura, caso que foi revelado pelo jornal Folha de S. Paulo. “A festa não foi iniciativa minha nem do Supremo. Eu fui apenas um convidado”, argumenta o ministro.
“Não pedi festa nenhuma e não sei onde obtiveram o dinheiro. Supus que os recursos vieram dos associados, mas de onde veio o dinheiro não é problema meu”, reagiu o ministro. “É problema de quem ofertou, e não meu.”
O líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), lembra que a Caixa está disputando mercado com todos os bancos e patrocina eventos em vários ramos. Ele até reconhece que a oposição está no seu papel legítimo de criticar. “O errado é dizer que aí tem problema legal e ético, porque não tem”, contesta, enfatizando que não há nada na lei que impeça a Caixa de “financiar” a posse de um ministro. Mas as críticas persistem.
“É um absurdo desnecessário a Caixa, um banco público, financiar festa de ministro. Para que festa de posse?”, argumenta o senador Pedro Simon (PMDB-RS).
Comentário
Da série “Estadão sem medo do ridículo”. Nem o Pedro Simon.
O IDP de Gilmar consegue contratos exclusivos com o setor público, consegue com o Senado, tem clientes privados grandes grupos com demandas no Supremo; Gilmar abre os salões do Supremo para lançamentos comerciais de site jurídico que funciona como sua assessoria de imprensa e vende seus livros.
E a festa de posse do Toffoli desmoraliza o Supremo.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: Estadão, Gilmar Mendes, Tofolli

A caixa economica e’ do povo, mas o povo nao~ sabe disto, e a festa sempre acontecera’ ..
“Ah, meu Deus, onde anda a mulher de César?!”
Falando em galinha, eu NUNCA ouvi falar de uma festa de posse pra supremo nos EUA. E muito menos financiada com dinheiro de banco.
Se o Gilmar faz, o Toffoli também pode.
Belo comentário!
Nota de Rodapé: se o jornal fica indignado com Tofolli deveria ficar com Gilmar. Deu para captar?
Não, Nassif.
Gilmar, apesar de controverso e tudo mais, criticou corretamente. Como vc queria que o jornal tratasse o assunto?.O foco da notícia, a gastança de dinheiro público para comemorar a posse de Tóffoli não permite tais ilações.
Fosse você o redator, duvido que ousasse.
Jotapê, a festa foi bancada pela Associação dos Juízes Federais, meu caro, associação que reúne milhares de juízes que são clientes da Caixa. E a Caixa – e outros bancos – tem verbas promocionais destinadas a promover a aproximação com clientes. Fosse eu o redator, saberia de tudo isso.
É o famoso telhado de vidro do candidato a Mussolini.
E Marco Aurélio Mello vem em defesa do Supremo.
Porque ele?
Queria ele ser o candidato a Mussolini.
Os holofotes já se apagaram para ele faz tempo.
A indignação seletiva continua com seus chiliques de conveniências. Nada sobre os inúmeros eventos que o setor empresarial (principalmente financeiro, seguradoras…) promovem sistematicamente. São os famosos seminários, em hotéis 5 estrelas, nos quais os empresários reune juizes e seus familiares “para explicarar a visão do setor”, naturalmente sobre causas que estão a mercer de julgamento.
Engraçado é que pesquisando, não se encontram facilmente referências na internet sobre festas de posse de outros ministros do STF, mesmo os da era Lula. Eu não encontrei, ao menos. Mas sobre o Tofolli, está inundada a pesquisa. Que bom que agora o estadão vai começar a ficar em cima.
Prezado, eu achei no Estadão:
A festa de posse de Gilmar Mendes, na última quarta-feira, custou R$ 99.765,70, sendo que R$ 59.145,70 (59,2%) foram pagos com recursos do próprio Supremo. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) contribuiu com R$ 31.320, que pagaram o coquetel para 2 mil convidados e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) investiu R$ 9.300 no pagamento de manobristas (R$ 4.800) e músicos (R$ 4.500). Os gastos do Supremo foram detalhados ontem pela Assessoria de Imprensa do tribunal.
Gilmar Mendes afirmou que, embora não tenha sido decisão sua o volume dos gastos, pois ainda não tinha assumido, “não houve exagero”, pois era necessário “acomodar e garantir a segurança dos convidados”. Dos R$ 59 mil pagos pelo Supremo, estão gastos com toldos, caixas de som, telões, aparelhos nextel, bottons para o cerimonial, aluguel de cadeiras e 4.500 folders.
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Depois de 9 anos a TV Globo foi condenada a indenizar:
…Em março de 2000, foram veiculadas reportagens sobre a existência de superfaturamento nos pagamentos das indenizações por desapropriações do antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), para a construção de rodovias federais em Mato Grosso. Apresentadas no Jornal Nacional e no Bom-Dia Brasil, as reportagens mostraram imagens dela. Segundo a procuradora, os telespectadores foram induzidos a pensarem que ela estaria envolvida nas irregularidades…
http://www.conjur.com.br/2009-nov-03/tv-globo-reduzir-indenizacao-paga-procuradora
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Deu em nome de Deus. Por que diabos quer de volta?
Ex-fiel não consegue oferta em dinheiro de volta: O Estado não pode impedir qualquer religião ou profissão de fé, com todos os rituais que lhes são próprios, nem julgar práticas religiosas. Com esse entendimento, a juíza Célia Magali Milani Perini, de Guarulhos, negou o pedido de uma ex-fiel que queria a devolução de oferta feita à Igreja Universal do Reino de Deus…
http://www.conjur.com.br/2009-out-31/ex-fiel-igreja-universal-nao-oferta-dinheiro-volta
Prestem atenção na frase do senador Álvaro Dias: “Isso desvaloriza o Supremo, que deveria ser preservado como uma instituição acima de qualquer suspeita”, completa o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), um dos maiores críticos da indicação de Toffoli;
Prestem atenção na frase da radiadora da moralidade: “É um absurdo desnecessário a Caixa, um banco público, financiar festa de ministro. Para que festa de posse?”, argumenta o senador Pedro Simon (PMDB-RS).
Os dois tem um coleguinha de senado que faliu um banco, isto é, fez campanha com dinheiro do povo, elegeu-se e hoje está sentado à direita desses dois paladinos e eles nem “mode coisa”!
Vocês dois, perguntem ao Tasso Jereissati se é ruim fazer festa com dinheiro dos outros?
O juiz-empresário Gilmar Mendes que usa o cargo de presidente do Supremo para ganhar negócios públicos para as suas empresas desqualificadas, que usa do cargo para defender interesses dos entreguistas do PSDB que o colocaram no STF fez de tudo para desacreditar a Justiça no Brasil. Agora parece que o STF é a casa da mãe Joana. O STF decide uma coisa e o Senado não cumpre.
O STF deveria repensar a si mesmo e mudar o seu funcionamento, para começar deveria afastar o juiz-empresário das suas funções e o processá-lo, se tiver culpa, tenho absoluta certeza que tem, o STF deveria mandar prender o chefe dos capangas do Mato Grosso e parar de pagar os salários desse sujeito.
Acho que os dois estão errados. E não abro mão da minha opinião!
O problema de sempre é desfocar-se do fato principal.
Tópholi nada tem a ver com isso, embora fosse de bom propósito, pois mal chegou, recusar o bródio.
Mas insisto que o foco deveria ficar na gastança da Caixa. Ora, mas que gastança é essa? Insignificantes R$ 40 mil reais!.
Pois vida longa a Tópholi, que já demonstra logo de cara ter aptidão para o cargo.
É.muita.cara.de.pau
40.mil?
isso.é.dinheiro.para.um.classe.média
o.otário.que.se.indigna.que.a.matéria.do.Estadão
mas.é.merreca.diante.do.jabaculê
que.o.Estadão.ganha.do.esquema.Dantas
para.plantar.umas.”materiazinhas”
Toffoli já foi escolhido prá Cristo e vai ter que saber lidar com isso.
Já Gilmar Dantas é um santo.
Eu quis dizer Gilmar Mendes.
O Itamaraty se cansa de realizar coquetéis em homenagens a autoridades brasileiras e estrangeiras e diplomatas. Isso, evidentemente, não tem nada de condenável, faz parte de homenagear parceiros comerciais e nações amigas. Logo, um Ministro do STF, representante máximo de um dos Poderes da Nação, não tem direito a um coquetel? E não digo apenas isso, onde está o cerimonial da Corte, que tão prontamente recebe amigos do Presidente do Tribunal para lançamentos de publicações, e COM festa? Quem deveria ter pago é o STF. Por que não o fez? Agora, os bancos, estatais ou privados, já pagaram milhares de viagens ou celebrações de magistrados dos Tribunais Superiores. E por que essa seletividade com o Ministro Tófolli. Aqui entra a mesma questão do Sarney. A rusga não é com o dinheiro gasto, mas com quem se gastou. Será que o STF se dispõe a enviar uma relação dos coquetéis que bancou de dez anos para cá? Aí, pode-se fazer uma crítica global.
O Itamaraty como qualquer chancelaria oferece recepções dentro de um ritual secular bem conhecido e consagrado.
Tribunal não tem qualquer motivo para realizar recepções.
A posse de um novo Ministro deve ser comemorada na casa dele e na casa de amigos, não tem razão para envolver o Tribunal. Quanto mais festa tem, mais atestado de pais atrasado passa. Fica mal para todos, para o homenageado, para quem paga a festa e para a Instituição.
A marca de um magistrado deve ser a discrição e a modéstia e não a euforia e o oba oba, não tem nada que comemorar, é uma investidura de pesada responsabilidade, não é primeiro premio de loteria.