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03/11/2009 - 14:11

Quem desmoraliza o Supremo?

Do Estadão

Caixa paga festa de Toffoli e STF amarga desgaste

Christiane Samarco e Carol Pires, BRASÍLIA

Mal tomou posse no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro José Antonio Dias Toffoli já causa desgaste à imagem da instituição, por conta do patrocínio de R$ 40 mil da Caixa Econômica Federal à sua festa de posse. “É claro que é um desgaste para ele e para a instituição também, mas só posso presumir que ele não estava a par disso”, observa o ministro Marco Aurélio Mello.

“Isso desvaloriza o Supremo, que deveria ser preservado como uma instituição acima de qualquer suspeita”, completa o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), um dos maiores críticos da indicação de Toffoli.

Em sua defesa, o ministro afirma que não tinha conhecimento do patrocínio da Caixa à recepção organizada por associações ligadas à magistratura, caso que foi revelado pelo jornal Folha de S. Paulo. “A festa não foi iniciativa minha nem do Supremo. Eu fui apenas um convidado”, argumenta o ministro.

“Não pedi festa nenhuma e não sei onde obtiveram o dinheiro. Supus que os recursos vieram dos associados, mas de onde veio o dinheiro não é problema meu”, reagiu o ministro. “É problema de quem ofertou, e não meu.”

O líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), lembra que a Caixa está disputando mercado com todos os bancos e patrocina eventos em vários ramos. Ele até reconhece que a oposição está no seu papel legítimo de criticar. “O errado é dizer que aí tem problema legal e ético, porque não tem”, contesta, enfatizando que não há nada na lei que impeça a Caixa de “financiar” a posse de um ministro. Mas as críticas persistem.

“É um absurdo desnecessário a Caixa, um banco público, financiar festa de ministro. Para que festa de posse?”, argumenta o senador Pedro Simon (PMDB-RS).

Comentário

Da série “Estadão sem medo do ridículo”. Nem o Pedro Simon.

O IDP de Gilmar consegue contratos exclusivos com o setor público, consegue com o Senado, tem clientes privados grandes grupos com demandas no Supremo; Gilmar abre os salões do Supremo para lançamentos comerciais de site jurídico que funciona como sua assessoria de imprensa e vende seus livros.

E a festa de posse do Toffoli desmoraliza o Supremo.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,

102 comentários para “Quem desmoraliza o Supremo?”

  1. Marco Aurelio disse:

    A caixa economica e’ do povo, mas o povo nao~ sabe disto, e a festa sempre acontecera’ ..

  2. Ivan Moraes disse:

    “Ah, meu Deus, onde anda a mulher de César?!”

    Falando em galinha, eu NUNCA ouvi falar de uma festa de posse pra supremo nos EUA. E muito menos financiada com dinheiro de banco.

  3. Goszean disse:

    Se o Gilmar faz, o Toffoli também pode.
    Belo comentário!

    • luisnassif disse:

      Nota de Rodapé: se o jornal fica indignado com Tofolli deveria ficar com Gilmar. Deu para captar?

      • jOTAPÊ disse:

        Não, Nassif.
        Gilmar, apesar de controverso e tudo mais, criticou corretamente. Como vc queria que o jornal tratasse o assunto?.O foco da notícia, a gastança de dinheiro público para comemorar a posse de Tóffoli não permite tais ilações.
        Fosse você o redator, duvido que ousasse.

        • luisnassif disse:

          Jotapê, a festa foi bancada pela Associação dos Juízes Federais, meu caro, associação que reúne milhares de juízes que são clientes da Caixa. E a Caixa – e outros bancos – tem verbas promocionais destinadas a promover a aproximação com clientes. Fosse eu o redator, saberia de tudo isso.

  4. francisco pereira neto disse:

    É o famoso telhado de vidro do candidato a Mussolini.
    E Marco Aurélio Mello vem em defesa do Supremo.
    Porque ele?
    Queria ele ser o candidato a Mussolini.
    Os holofotes já se apagaram para ele faz tempo.

  5. Sansão disse:

    A indignação seletiva continua com seus chiliques de conveniências. Nada sobre os inúmeros eventos que o setor empresarial (principalmente financeiro, seguradoras…) promovem sistematicamente. São os famosos seminários, em hotéis 5 estrelas, nos quais os empresários reune juizes e seus familiares “para explicarar a visão do setor”, naturalmente sobre causas que estão a mercer de julgamento.

  6. Lima disse:

    Engraçado é que pesquisando, não se encontram facilmente referências na internet sobre festas de posse de outros ministros do STF, mesmo os da era Lula. Eu não encontrei, ao menos. Mas sobre o Tofolli, está inundada a pesquisa. Que bom que agora o estadão vai começar a ficar em cima.

    • Eduardo disse:

      Prezado, eu achei no Estadão:

      A festa de posse de Gilmar Mendes, na última quarta-feira, custou R$ 99.765,70, sendo que R$ 59.145,70 (59,2%) foram pagos com recursos do próprio Supremo. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) contribuiu com R$ 31.320, que pagaram o coquetel para 2 mil convidados e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) investiu R$ 9.300 no pagamento de manobristas (R$ 4.800) e músicos (R$ 4.500). Os gastos do Supremo foram detalhados ontem pela Assessoria de Imprensa do tribunal.

      Gilmar Mendes afirmou que, embora não tenha sido decisão sua o volume dos gastos, pois ainda não tinha assumido, “não houve exagero”, pois era necessário “acomodar e garantir a segurança dos convidados”. Dos R$ 59 mil pagos pelo Supremo, estão gastos com toldos, caixas de som, telões, aparelhos nextel, bottons para o cerimonial, aluguel de cadeiras e 4.500 folders.
      —-

  7. Lima disse:

    Depois de 9 anos a TV Globo foi condenada a indenizar:

    …Em março de 2000, foram veiculadas reportagens sobre a existência de superfaturamento nos pagamentos das indenizações por desapropriações do antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), para a construção de rodovias federais em Mato Grosso. Apresentadas no Jornal Nacional e no Bom-Dia Brasil, as reportagens mostraram imagens dela. Segundo a procuradora, os telespectadores foram induzidos a pensarem que ela estaria envolvida nas irregularidades…

    http://www.conjur.com.br/2009-nov-03/tv-globo-reduzir-indenizacao-paga-procuradora
    =====
    Deu em nome de Deus. Por que diabos quer de volta?

    Ex-fiel não consegue oferta em dinheiro de volta: O Estado não pode impedir qualquer religião ou profissão de fé, com todos os rituais que lhes são próprios, nem julgar práticas religiosas. Com esse entendimento, a juíza Célia Magali Milani Perini, de Guarulhos, negou o pedido de uma ex-fiel que queria a devolução de oferta feita à Igreja Universal do Reino de Deus…

    http://www.conjur.com.br/2009-out-31/ex-fiel-igreja-universal-nao-oferta-dinheiro-volta

  8. Bruno Jurema disse:

    Prestem atenção na frase do senador Álvaro Dias: “Isso desvaloriza o Supremo, que deveria ser preservado como uma instituição acima de qualquer suspeita”, completa o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), um dos maiores críticos da indicação de Toffoli;

    Prestem atenção na frase da radiadora da moralidade: “É um absurdo desnecessário a Caixa, um banco público, financiar festa de ministro. Para que festa de posse?”, argumenta o senador Pedro Simon (PMDB-RS).

    Os dois tem um coleguinha de senado que faliu um banco, isto é, fez campanha com dinheiro do povo, elegeu-se e hoje está sentado à direita desses dois paladinos e eles nem “mode coisa”!

    Vocês dois, perguntem ao Tasso Jereissati se é ruim fazer festa com dinheiro dos outros?

  9. Luís Carlos P. Prudente disse:

    O juiz-empresário Gilmar Mendes que usa o cargo de presidente do Supremo para ganhar negócios públicos para as suas empresas desqualificadas, que usa do cargo para defender interesses dos entreguistas do PSDB que o colocaram no STF fez de tudo para desacreditar a Justiça no Brasil. Agora parece que o STF é a casa da mãe Joana. O STF decide uma coisa e o Senado não cumpre.

    O STF deveria repensar a si mesmo e mudar o seu funcionamento, para começar deveria afastar o juiz-empresário das suas funções e o processá-lo, se tiver culpa, tenho absoluta certeza que tem, o STF deveria mandar prender o chefe dos capangas do Mato Grosso e parar de pagar os salários desse sujeito.

  10. João A. disse:

    Acho que os dois estão errados. E não abro mão da minha opinião!

  11. jOTAPÊ disse:

    O problema de sempre é desfocar-se do fato principal.
    Tópholi nada tem a ver com isso, embora fosse de bom propósito, pois mal chegou, recusar o bródio.
    Mas insisto que o foco deveria ficar na gastança da Caixa. Ora, mas que gastança é essa? Insignificantes R$ 40 mil reais!.
    Pois vida longa a Tópholi, que já demonstra logo de cara ter aptidão para o cargo.

  12. Juliano Santos disse:

    É.muita.cara.de.pau
    40.mil?
    isso.é.dinheiro.para.um.classe.média
    o.otário.que.se.indigna.que.a.matéria.do.Estadão
    mas.é.merreca.diante.do.jabaculê
    que.o.Estadão.ganha.do.esquema.Dantas
    para.plantar.umas.”materiazinhas”

  13. Toffoli já foi escolhido prá Cristo e vai ter que saber lidar com isso.
    Já Gilmar Dantas é um santo.
    Eu quis dizer Gilmar Mendes.

  14. Marco Antonio disse:

    O Itamaraty se cansa de realizar coquetéis em homenagens a autoridades brasileiras e estrangeiras e diplomatas. Isso, evidentemente, não tem nada de condenável, faz parte de homenagear parceiros comerciais e nações amigas. Logo, um Ministro do STF, representante máximo de um dos Poderes da Nação, não tem direito a um coquetel? E não digo apenas isso, onde está o cerimonial da Corte, que tão prontamente recebe amigos do Presidente do Tribunal para lançamentos de publicações, e COM festa? Quem deveria ter pago é o STF. Por que não o fez? Agora, os bancos, estatais ou privados, já pagaram milhares de viagens ou celebrações de magistrados dos Tribunais Superiores. E por que essa seletividade com o Ministro Tófolli. Aqui entra a mesma questão do Sarney. A rusga não é com o dinheiro gasto, mas com quem se gastou. Será que o STF se dispõe a enviar uma relação dos coquetéis que bancou de dez anos para cá? Aí, pode-se fazer uma crítica global.

    • Andre Araujo disse:

      O Itamaraty como qualquer chancelaria oferece recepções dentro de um ritual secular bem conhecido e consagrado.
      Tribunal não tem qualquer motivo para realizar recepções.
      A posse de um novo Ministro deve ser comemorada na casa dele e na casa de amigos, não tem razão para envolver o Tribunal. Quanto mais festa tem, mais atestado de pais atrasado passa. Fica mal para todos, para o homenageado, para quem paga a festa e para a Instituição.
      A marca de um magistrado deve ser a discrição e a modéstia e não a euforia e o oba oba, não tem nada que comemorar, é uma investidura de pesada responsabilidade, não é primeiro premio de loteria.

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